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MOLDADOS EM UMA NOVA IDENTIDADE | NELSON MASSAMBANI

05 de maio de 202653min
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MOLDADOS EM UMA NOVA IDENTIDADE

Gálatas 2:11–21

NELSON MASSAMBANI

Mensagem do Culto - 03/05/2026.

Assuntos4
  • O Evangelho como meio de vidaConfronto entre graça e hipocrisia · O martelo do Evangelho · Falsas esperanças de salvação · Dependência da graça de Deus · Falso evangelho · Regras e meritocracia
  • Série Moldados: Carta aos GálatasA Carta de Paulo aos Gálatas · Versões da Bíblia · Bíblia à Mensagem · Almeida Revista e Corrigida · Almeida Revista e Atualizada · NTLH
  • Crise de identidade e propósito pessoalDependência química · Procrastinação · Mentira · Apropriação indébita · Ira · Defeitos de caráter
  • Personagens Bíblicos: Tito e PedroTito, cristão gentílico · Judaizantes · Circuncisão · Dieta kosher · Pedro, o apóstolo · Andar sobre as águas · Negação de Jesus · Pesca milagrosa · O amor de Pedro por Jesus
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Boa tarde, família da fé. Eu sou o Nelson. Eu sou um discípulo amado do Senhor Jesus, num contínuo processo de restauração, lutando entre outras áreas com a loucura da dependência química das drogas. Eu estou limpo e em abstinência há 25 dias, 5 meses e 37 anos, graças a Deus.

Mas o mais importante é que eu não usei drogas hoje, eu não preciso delas, né? Mas eu não luto só com a dependência química das drogas, eu tenho outras áreas de luta. E você vai conhecer um pouquinho da minha história, quando for discorrer hoje, sobre o que nós vamos conversar. Eu luto com a procrastinação. Alguém se identifica comigo, gente, nesse negócio aí? De ficar deixando as coisas para depois e para depois e o depois chega e eu passo vergonha?

Alguém luta com a mentira? Só dá um sinalzinho assim, não precisa ficar envergonhado não. Alguém luta com a vontade de pegar aquilo que não é dele? Rapaz, não posso ver uma caneta. Uma vez eu fui pregar numa igreja batista lá em Macaé, no Rio de Janeiro.

E era sobre a caminhada de restauração. E eu compartilhei essa minha área de luta. No outro dia, um presbítero chegou com três canetas muito bonitas e me deu de presente. Falou, pastor, eu resolvi trazer e dar para o senhor de presente. Porque elas ficam lá onde o senhor fica. Para o senhor não cair em tentação. Eu achei demais. Falei, cara, que legal. Quer ver uma área de luta que eu tenho?

Eu não sei quantos de vocês vão se identificar comigo, mas eu luto com a ira. Ninguém se identifica comigo, gente? Obrigado, Zé. No trânsito não é tão simples assim, é? Ou você no trânsito tem uma vida assim, tranquila, relax? Ai, Senhor.

Mas olha, em todas essas áreas, Deus tem sido gracioso comigo. Deus tem cuidado de mim. Uma das coisas que eu tenho falado com as pessoas, naquela área onde eu luto e eu vivo e eu trabalho, é que muito daquilo...

que eu já vivi de coisas que entristeceram o coração de Deus, dos meus defeitos de caráter, muitos pecados que viviam batendo na minha porta muitas vezes e me deixavam muito triste porque eu recaía neles. Deus tem sido gracioso me dando o privilégio, a oportunidade de trabalhar dons e colocar algumas coisas que Ele também me deu de presente. Se é verdade que eu luto com as minhas mazelas,

Também é verdade que Deus tem me dado algumas benzelas. Já ouviu falar das benzelas? As benzelas são qualidades, são dons, talentos que Deus muitas vezes me dá e te dá para que você possa exercer aquilo que Ele quer que você viva durante esse tempo nosso aqui. Nós estamos estudando a carta de Paulo aos Gálatas. Esse é o terceiro momento. O Diego compartilhou com vocês.

que a liderança da igreja foi para Recife, num momento muito especial lá da vida da ponte, né? A Ponte Canadá é a sétima unidade da ponte no mundo, né? Tem seis no Brasil e uma que é lá. A nossa é a sexta. E aí Deus deu de presente uma lá no Canadá. Um irmão que está lá há algum tempo já, né? Conhecendo a liderança da ponte. E eu estou compartilhando isso com vocês, porque naturalmente um dos pastores iria estar hoje ministrando.

Aí o Iorra falou comigo, Nelson, quebra nosso galho, velho. Vamos estar os três lá, né? O Diegão abriu a série, dando um apanhado, assim, geral, sobre a questão da carta aos gálatas. Semana passada foi o Iorra, que trabalhou um pedacinho da carta. E hoje eu vou dar continuidade a isso. E eu quero fazer algo com vocês agora, que é o seguinte. Quero ler o texto que me foi proposto para a gente poder trabalhar.

Só que eu quero te ajudar numa coisa. Porque às vezes a gente vem aqui em cima e pede para você ler o texto. E eu tenho uma versão e você tem outra.

E nem sempre bate, né? Às vezes o versículo você fica meio confuso, não sabe se está para frente, se está para trás. Hoje eu vou te ajudar. Você não vai precisar pegar teu celular, não vai precisar abrir tua Bíblia, que eu vou pedir para o pessoal colocar no telão e aí a gente vai acompanhando. E a versão que eu vou ler para você é uma versão chamada Bíblia à Mensagem.

que é muito massa. Se você não leu ainda, eu sei que alguns de vocês talvez já tenham lido a Bíblia toda em algumas versões. Quando Jesus me converteu dentro da comunidade terapêutica, a primeira Bíblia que eu li todinha e foi dentro da CT foi ao meio da revista e corrigida. Alguém sabe do que eu estou falando, gente? O João sabe.

filho de pastor prebiteriano, então meu filho, aí é que sabe mesmo, né? Era adotada, né? Depois veio Almeida, revista atualizada, aí todo mundo, uó! Quando saiu a NTLH, meu amigo, alguns acharam que era heresia. São versões, porque a Bíblia, assim como você e eu, ela vai sendo traduzida e a língua, ela é viva.

Tem termos da língua portuguesa que você já não fala mais. E outros vêm surgindo no lugar. Então eu vou ler nessa versão. Versão, a mensagem. E você acompanha comigo, por favor, tá bom? Diz assim, ó. Gálatas 2, de 11 a 21. Mais tarde, quando Pedro veio à Antioquia...

eu o enfrentei pessoalmente porque ele estava muito errado. Antes de chegarem, alguns amigos de Tiago, ele comia com os cristãos não judeus. Mas quando eles chegaram, ele se retirou e começou a comer apenas com os judeus, com medo da opinião dos que insistiam na circuncisão.

Infelizmente, os outros judeus também entraram na onda. E até Barnabé, parceiraço de Paulo, se deixou levar por aquela hipocrisia. Quando vi que eles não estavam seguindo a linha reta da verdade do Evangelho, disse a Pedro, na frente de todos.

Se você, sendo judeu, vive como um não judeu, quando lhe convém? Por que agora está forçando os não judeus a viverem como judeus? Nós, judeus de nascimento, não somos pecadores gentios. Mas sabemos muito bem que ninguém consegue ficar em paz com Deus Nós, judeus de nascimento, não somos pecadores gentios.

por cumprir regras. Sabemos que só ficamos em paz com Deus por meio da fé em Cristo Jesus. Como sabemos disso? Porque tentamos o outro caminho e não deu certo. Assim, passamos a crer em Jesus Cristo para sermos aceitos por Deus, por causa da nossa fé nele, e não por causa do cumprimento da lei.

Ninguém jamais conseguirá o favor de Deus por cumprir regras. Se ao buscarmos ser aceitos por Deus, por meio de Cristo, formos tratados como pecadores por quem segue a lei, isso significa que Cristo nos tornou pecadores? É claro que não.

Sou eu quem se torna pecador ao tentar reconstruir o sistema de leis que já destruí. O que aconteceu foi o seguinte. Tentei seguir as regras e não deu certo. Então morri para as regras, para poder viver para Deus. Fui crucificado com Cristo. Minha vida agora não é mais a mesma.

Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que vivo agora é real, mas é vivida pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim. Não vou me desfazer dessa graça.

Se fosse possível ser aceito por Deus pelo cumprimento de regras, não haveria necessidade de Cristo morrer. Uma outra tradução diz assim, se vou me desfazer dessa graça, não vou me desfazer dessa graça, se fosse possível ser aceito por Deus pelo cumprimento de regras, então Jesus morreu em vão.

E uma outra versão ainda diz assim, então a morte de Cristo não adiantou de nada. Se fosse possível ser aceito por Deus, pelo cumprimento de normas, regras, a lei, não haveria necessidade de Jesus morrer. Vamos orar?

Paizinho querido, que privilégio, que presente o meu estar nessa tarde, tarde e noite, lendo a tua palavra, louvando o teu nome. Dando toda a liberdade para que teu Espírito Santo fale.

Continue falando ao meu coração. Ah, como é precioso aprender do Senhor. E a minha oração é que, nessa tarde, a pessoa do teu Espírito Santo, que habita em nós, Deus, tenha toda a liberdade de exortar, de ensinar, de jogar luz.

de dialogar, de transformar, de ensinar, enfim, de transformar, de reconstruir o que tiver que ser reconstruído, que o teu Espírito Santo tenha total liberdade de agir em nós. Então, usa.

usa a tua palavra, usa tudo aquilo que já rolou por aqui, usa desde aquilo que aconteceu chegando lá no estacionamento, usa a pontezinha, usa a galera que está lá no ponte de café, enfim, Deus, nos abençoe ao longo dessa tarde. Essa é a minha oração. E eu oro agradecido no nome precioso do meu, do nosso poder superior, ele tem nome próprio, o nome dele é Jesus Cristo de Nazaré. Amém?

E amém. Amém? Vivendo conforme o Evangelho, o embate entre a graça e a aparência. Eu vou repetir, dando uma ênfase diferente aqui. Vivendo conforme o Evangelho, o confronto entre a graça e a hipocrisia.

A carta de Paulo aos Gálatas é conhecida como o martelo do Evangelho. Talvez você se pergunte, por que martelo? O martelo possui uma dupla função aqui. Ele é o instrumento que despedaça e desconstrói nossa hipocrisia e falsas esperanças de salvação. Por meio do nosso próprio esforço.

Eu faço algo, eu me esforço e aí eu consigo ser salvo. Ele vai desconstruir isso. E por outro lado, ele é a ferramenta que Deus usa para edificar um novo relacionamento de total dependência da sua graça. Paulo escreve aos gálatas meio indignado.

com muita urgência, porque ele entende que esse falso evangelho, que tentava associar a fé a alguns acréscimos humanos, estava transformando a boa nova de Jesus em um fardo de regras e meritocracia. E aí nós encontramos dois personagens no texto, um deles é Tito.

Quem era Tito ou quem é Tito, né? A gente pouco ouve falar de Tito. Quem é esse homem? Tito era um cristão de origem gentílica, ou seja, Tito era grego. Um companheiro de confiança de Paulo. Não era judeu e não possuía a linhagem de Abraão. Portanto, não carregava com ele os rituais da lei judaica.

No contexto da época, os judaizantes, aqueles que queriam impor a lei judaica aos novos convertidos. Eles olhavam para Tito e diziam o seguinte, pensavam assim. Falta algo. Falta algo. A fé dele até que é boa. Mas ele precisa ser...

circuncidado. Quem sabe ele não comece a participar de uma dieta judaica, a famosa dieta kosher. Isso pode comer, aquilo não pode comer, e de repente ele vai entrando aí no esquema e se torna um cristão de excelente qualidade.

Ele precisa de regras étnicas para ser aceito. Tito tornou-se um tapa de luva nos religiosos da época. Por quê?

Embora fosse gentil, sem ter sido circuncidado e sem seguir qualquer ritual externo, ele foi agraciado com o recebimento do Espírito Santo. Ninguém tinha dúvida de que quando Tito confessou Jesus como Senhor, a vida dele foi transformada e ele passou a dar frutos. Frutos.

A graça de Deus era manifesta na vida de Tito. Qual é então a lição que Tito traz para cada um de nós hoje? O caso de Tito provou que qualquer tipo de regra legal, pautada em aspectos étnicos, culturais ou religiosos, é irrelevante para a salvação em Cristo Jesus. Vou repetir.

Tito provou que qualquer tipo de regra legal, pautada em aspectos étnicos, culturais ou até mesmo religiosos, é irrelevante para a salvação. Hoje perdemos o evangelho quando tratamos a aceitação de Deus como algo que conquistamos por nossa genética, comportamento ou mesmo tradições.

Se você acha que Deus te ama mais porque você se veste de certa forma, ou segue certas etiquetas eclesiásticas, você está ignorando a experiência da graça e transformando a graça em barganha. A comunidade terapêutica onde Jesus me converteu era neopentecostal.

Presbiteriana renovada. O fogo descia de manhã, de tarde, de noite, de madrugada. E ai do nerso. Se usasse barba. Não podia não. E era tão esquisito que era assim. Eu podia usar a barba se ela estivesse assim. Igualzinho o Ricardo deixa ela de vez em quando quando eu vou lá.

Mas se eu chegasse na comunidade terapêutica com aquele negócio meio desgrenhado, assim, três, quatro dias sem fazer a barba, o rosto meio sujo, eu tinha que imediatamente deixar a cara limpa. Então era um negócio meio louco. Eu ia para a casa da minha mãe e eu pensava, vou deixar a barba. Se eu chegasse com a barba feitinha, tudo bem.

Mas se eu tivesse três, quatro dias sem fazer a barba e o rosto meio sujo, vai tirar agora, limpa a barba. Limpa, limpa essa cara. Eu tinha que me submeter, não é não? Eu estava na comunidade terapêutica. Eu era um dos obreiros da casa. E o obreiro ou chegava de barba feita ou chegava de cara limpa. De barba feita ou de cara limpa, eu era mais crente do que os outros. Entendeu?

É um negócio meio doido, né, cara? Será que acontece isso hoje em dia, gente? Ou não? Eu louvo a Deus pela igreja presenteira na renovada, onde Jesus me converteu na casa de recuperação, certo? O outro personagem, diferente de Tito, é um sujeito chamado Pedro. Já ouviu falar de Pedro?

Se Tito, a gente não tem nem ideia de quem ele era, a gente tem que ficar pesquisando quem foi Tito, não sei o quê. Pedro, meu amigo, está recheado de textos que falam de Pedro. Pedro foi o sujeito que andou sobre as águas. Pedro foi o sujeito que disse assim, para onde iremos nós? Só tu tens palavras de vida eterna.

Ó, é o seguinte, senhor. Todo mundo pode te abandonar. Eu, ah, ah. Tá doido é que eu vou te abandonar? De jeito nenhum. Ai, Pedrão. Pedro não é qualquer um, não, compadre. Presta atenção. Último capítulo de João.

Do nada, do nada, do nada, Pedro diz assim, vamos pescar. Que história é essa? Jesus já tinha sido ressuscitado, já tinha aparecido para um, aparecido para outro, não sei o que e tal. E de repente dá na doida. Vamos pescar. Não tem outra coisa para fazer no reino não, cara, não sei pescar. Mas ele vai pescar.

A vida está meio estranha. Ele não tem muito, sei lá, não tem muito. O ministério dele está estranho, né? Ô Zé, atende esse telefone lá fora, velho. Valeu, obrigado. Às vezes acontece, né? Só que Pedro...

Depois de ter passado tudo isso, resolve do nada. A vida ficou indiferente de novo, não tem mais propósito, não tem nada. Aí ele volta a fazer aquilo que ele já sabia fazer. Que era o quê? Pescar. Aí ele vai pescar. Junto com ele, gente, vão mais seis discípulos. E os caras ficam pescando a noite inteira e não pegam nada. Aí estão chegando na praia. De repente, olha assim, tem uma fogueirinha. Quem é que está lá?

Aí o sujeito na praia diz assim, Ei, pegaram algum peixe aí? Aí os caras de lá respondem, pegamos nada. 150 metros de distância, mais ou menos. E água batendo no barco e tal. Aí o cara da praia diz assim, Joga a rede aí do lado direito do barco, vê o que dá. Aí os caras... Quando joga a rede, meu amigo, é peixe, peixe grande pra caramba. Até contaram, 153. Peixão.

E aí quando vão chegando e tentando botar os peixes para dentro e tal, o João dá um clique, ele, é o Senhor, é o Senhor. E ó, já sai. Pedro está praticamente nu, só com calção. O texto diz que ele joga uma capa por cima e sai nadando também, e os outros trazendo peixe e tal. Quando chegam na beira da praia, eu fico imaginando Pedro agora.

Chegando perto de Jesus e pensando assim, estou lascado. Ele vai olhar para mim agora e vai dizer, e aí Pedrão, beleza? Como é que foi lá com a empregada, velho? O galo cantou ou não cantou? Imaginou se Jesus pergunta isso para ele? Como é que Jesus age com Pedro? Jesus diz assim,

vinde, comei. Não falou nada. Estavam com fome. Tinha lá já peixe assado e pão no jeito de comer. Aí eles comem. Jesus não se dirige a João, não se dirige a Tiago. Quando terminam de comer, Jesus olha para Pedro e diz assim, Pedrão, você me ama, cara?

Aí Pedro responde assim para ele, eu gosto de você Jesus. O texto é tão interessante, porque a primeira pergunta e a segunda pergunta de Jesus é, Pedro, você me agapal, você me agape, você me ama com o amor de Deus? E ele diz o quê? Senhor, eu te fileo, eu te amo como um amigo.

E aí Jesus diz o seguinte, apacenta as minhas ovelhas, cuida delas. Novamente, Pedrão, e aí? Você me ama como Deus me ama? E Pedro diz, Senhor, eu sou teu amigo, eu gosto do Senhor, sou a gente boa. Aí Jesus desce a régua e fala assim para ele, Pedro, você me ama como um amigo?

Quebrou o cara. Porque nessa hora ele diz assim. Nem como amigo eu te amei. Eu neguei você. Aí ao invés dele responder qualquer coisa. Ele diz assim. O senhor me conhece. O senhor sabe tudo a meu respeito. Mas as três respostas de Jesus para Pedro. Não é julgando ele. É dizendo assim. Pedro, apacenta as minhas ovelhas.

Cuide das minhas ovelhas. Então Pedro não é um qualquer não, compadre. Pedro é alguém que o próprio Deus, Pedro, Tiago e João, foram incumbidos na caminhada e na jornada, como três dos discípulos ali muito próximos. Cara, você tem propósito de vida, você tem chamado. Eu te chamei para ser pescador de homens. E agora o que acontece com Pedro?

Olha o texto. Paulo confronta Pedro publicamente. Por que ele confronta? E com tanta severidade. Porque Pedro estava demonstrando que é possível ser um cristão e ainda assim não andar retamente conforme a verdade do Evangelho. Gente, já tinham se passado anos.

Depois da morte, ressurreição, e Jesus tinha subido aos céus. Pedro já tinha experimentado um negócio assim, ó. Ei, fulano, eu não tenho prato, eu não tenho ouro, mas o que eu tenho eu te dou. Levanta em nome de Jesus. Sabe o que é isso? Deus usar com graça, Pedro, para que um aleijado na porta do templo, de repente, começasse a andar?

Deus tinha falado com Pedro, mandou ele ir lá, comer um monte de coisa lá que estava lá, que ele disse, eu não quero comer isso não. Deus falou, se você não comer esse negócio aí, como é que vai ser, cara? Isso aqui, eu amo todo mundo, cara. Eu amo os gentios, que doideira é essa? E cai em si dizendo, é verdade, agora eu estou entendendo. Deus, muito obrigado, porque o Senhor tem me revelado isso. Passam-se os anos, e o que acontece?

Num primeiro momento ele está comendo com os gentios. Chega os judeus, ele faz o quê? Seu hipócrita. Não é qualquer um. É Pedro? A hipocrisia de Pedro distorceu a graça. Tirou da graça sua força. E produziu preconceito.

Quando excluímos outros ou nos sentimos superiores por nossa performance religiosa, estamos na prática negando a cruz de Cristo. Vou repetir. Quando excluímos outros ou nos sentimos superiores por nossa performance religiosa, estamos na prática negando a cruz de Cristo.

Não há diferença entre o incrédulo que vive no pecado e o religioso que tenta barganhar com Deus. Ambos estão tentando viver longe da dependência da graça. E aí, qual é a resposta para o legalismo?

e talvez a libertinagem, a resposta é o ego crucificado, o ego crucificado, é nesse embate, é nesse confronto, que Paulo, profério, que Martim Lutero, muitos anos depois, chamou de declaração fundamental do Evangelho,

A justificação pela fé. Uma das solas. A gente já viveu aqui algumas séries na ponte, né? Sobre as cinco solas. A sola feed somente pela fé.

Fomos justificados pela fé, o que está no versículo 16 desse texto de Gálatas. Esta é a essência da teologia reformada. A justificação não é um processo de melhoria gradual, mas um ato judicial de Deus. Cristo viveu a vida que deveríamos viver e morreu a morte que deveríamos morrer. Vou repetir.

Cristo viveu a vida que deveríamos morrer. E morreu. Cristo viveu a vida que deveríamos viver. E morreu a morte que deveríamos morrer. Vamos tentar falar junto? Não sei se já está lá no telão. Fica fácil. Cristo viveu a vida que deveríamos viver.

E morreu a morte que deveríamos morrer. A união com Cristo, dois. Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim, conforme o verso 20. Viver conforme o Evangelho significa ter o ego crucificado todos os dias. Não buscamos mais a aprovação dos homens, mas descansamos na aprovação.

Cristo na nossa vida Deus é aquele que olha pra mim e olha pra você e me vê e te vê a partir do filho é o filho me justificando e o que Deus fala comigo, ele falou com Jesus este é o meu filho amado ele olha pra você e diz eu amo você, ponto

Não tem vírgula. Você não precisa fazer absolutamente mais nada para ser agraciado e aceito pelo Senhor. E nesse sentido, o Evangelho nos protege. Um, do legalismo. No legalismo, a pessoa acredita que é aceita por Deus com base em uma performance moral. A lógica é, eu obedeço, logo sou aceito.

problema é que isso gera orgulho, se você acha que está cumprindo ou então um desespero, se você percebe que falhou, cumpriu, você bate no peito e diz eu sou o cara, não cumpriu, hum, estou lascado, como é que vai ser?

O foco está no eu. O legalista tenta controlar Deus. Através da obediência. Deus tem que me abençoar. Porque eu fui bom. Você já pensou como eu? Já pensei algumas vezes? Jesus, eu fiz meu devocional hoje. Li a palavra, orei. Eu acho que o dia vai ser tranquilo, né?

Não é assim? Muitas vezes. Mas o Evangelho também nos protege da libertinagem. A libertinagem não é apenas pecar muito, mas uma filosofia de vida onde o indivíduo rejeita a autoridade de Deus para ditar como ele deve viver. A lógica é, Deus me ama, então não importa como eu viva. Ou, eu sou o meu próprio padrão de moralidade.

O problema é que a pessoa quer os benefícios de Deus, a paz, a proteção, o suprimento diário, o céu, mas não quer o governo de Deus. Ela usa a liberdade como desculpa para satisfazer seus próprios desejos, tornando-se escrava dos seus impulsos. O libertino tenta controlar Deus através da negligência.

Eu ignoro as regras de Deus para viver como eu quero, mas ainda espero que Ele seja bondoso comigo. O Evangelho não é o meio termo entre os dois, mas algo completamente diferente. A lógica do Evangelho é, eu sou aceito por Cristo, eu sou aceito em Cristo, logo obedeço.

O amor de Deus me constrange de tal maneira que como eu me sinto tão amado, tão amado, tão amado, a única coisa que eu consigo fazer agora é Senhor, eu quero te obedecer. Quero te seguir. Não vou abrir mão. Quero fazer o que o Senhor quiser que eu faça. Eu sou teu.

Teu amor é tão sem igual, não tem nem explicação, eu não mereço nada. Eu merecia o inferno, merecia a morte, merecia o sofrimento, eu merecia tudo isso. E o Senhor decidiu me amar. Como é que eu faço? Décimo segundo passo, né? Diz, dá de graça aquilo que recebeu de? De graça.

O evangelho cura a libertinagem, porque nos mostra que fomos comprados por um preço altíssimo, o sangue de Jesus. O que nos motiva a querer agradar a Deus por gratidão e não por obrigação ou desleixo. Ao mesmo tempo, o evangelho cura o legalismo, porque nos mostra que não podemos fazer nada para merecer o amor de Deus.

Eu e você não podemos fazer nada para que Deus nos ame mais. Eu posso fazer o que for. Deus não vai me amar menos. Deus me ama e ponto. Eu vejo muito isso na caminhada de restauração, no CR.

Eu já tinha 16 anos de caminhada com Jesus, quando eu conheci o programa, aqui em Fortaleza, 2001. E é lindo demais você ver um estilo de vida, pautado no Evangelho, e numa nova maneira de viver, onde...

Aquela questão das regras o tempo todo na sua cabeça. Meu Deus, eu não li a Bíblia hoje. Aí parece que aquilo foi tão impregnado na nossa vida que se eu não ler a Bíblia, ou então vai acontecer no contrário. Aquele pecadinho de estimação, eu vou não dando valor a ele e daqui a pouco ele está...

rodeando, rodeando, me afastando de Deus, ou eu vou para a regra, ou eu vou para a libertinagem. O Quarta na Ponte tem um estilo muito legal, eu amo o Quarta na Ponte. Se você não veio ainda, quero te convidar a vir. Os grupos de passos estão terminando, termina agora em junho, vamos ter aqui uma formatura e vamos ter novos grupos de passos. Venha saber o que é.

Porque no quarto é na ponte, você chega e pode ficar ali jogando dominó. Ninguém vai te aperrear. Jogar dominó é tão espiritual quanto assistir o culto. Você acredita nisso ou não? O legalista diz isso, né? Claro que não, rapaz. Ir lá para o culto é muito mais santificado do que você jogar dominó. A Bíblia diz assim, quer comais, quer bebais ou façais, qualquer coisa. Eu faço tudo para a glória de...

de Deus, né, então tem grupos de homens que se reúnem aqui, os homens de coragem vêm, tem grupos, os próprios portos muitas vezes vêm, tem o ateliê das mulheres, tem leitura de livro, não é não, meu amigo ali pode falar muito melhor do que eu, né, é uma coisa tão gostosa e tão leve, eu me sinto tão nerso quando eu venho na quarta-feira, às vezes eu venho até de bermuda,

Tem gente que fala, você vai de bermuda para a igreja? De novo, é aquela preocupação com a regra ou eu vou deixando de lado e vou fazendo do meu jeito. Como é o evangelho em nossas relações diárias? Como viver isso ainda hoje? Vou te dar três dicas. Fala comigo. Fira o seu ego de morte.

Repete comigo. Fira o seu ego de morte. Dois, identifique sua hipocrisia. Identifique sua hipocrisia. E três, abandone a barganha. Abandone a barganha. Um a um. Fira o seu ego de morte. Viver o evangelho hoje significa entender que o meu eu, o teu eu, o nosso eu, o teu eu.

não é mais o centro da narrativa. Geralmente servimos esperando reconhecimento, gratidão ou uma posição de destaque. Quando o ego está vivo, o serviço vira uma moeda de troca para alimentar a nossa vaidade. No trabalho ou na igreja, servir ferindo o ego significa fazer o que é necessário, mesmo que ninguém veja...

ou te aplauda. Você não serve para construir um currículo espiritual, mas porque a sua identidade já está assegurada em Cristo Jesus. O fôlego para ajudar o próximo não vem da força de vontade, mas do alívio de não precisar provar mais nada para ninguém. Eu vou servir como Jesus me serviu.

Identifique-se com hipocrisia. A hipocrisia que Paulo confrontou em Pedro era o elitismo espiritual. Hoje ele se disfarça de bolhas sociais e também morais. Identificamos nossa hipocrisia quando percebemos que usamos nossa doutrina, nosso estilo de vida ou nossas escolhas étnicas como um pedestal para olhar os outros de cima.

Como eu fiz o retiro espiritual, eu sou mais crente do que aquele que não fez. Eu sou um legendário. Ahu! Por isso eu sou mais espiritual do que aquele que não fez. Eu sou do CR, cara. Meu amigo, não tem nada igual ao CR. Se você não foi para o CR ainda, você é um crente de segunda categoria.

Os famosos serristas. Oh Jesus, tem misericórdia. Nós nos achamos melhor que os outros. Porque eu já li a Bíblia. Porque eu isso, porque eu aquilo. Sempre que você pensa, eu nunca faria o que fulano fez. Ou o que fulano faz. Você está lascado.

Você pensa, a minha igreja é mais santa do que a outra. A minha igreja é mais espiritual. Toda vez que você pensa isso, você está negando a cruz de Cristo. Presta atenção.

A cruz que todos, a cruz diz, a cruz relata, a cruz manifesta que todos nós somos igualmente pescadores e desprezíveis. Desesperados. Todos pecaram e todos carecem da glória de Deus. Todos, sem exceção. Viver isso hoje é substituir o olhar de julgamento.

Pelo olhar de identificação. Você não é melhor do que aquele que errou. Você é apenas alguém que também depende 100% da misericórdia de Deus. Todos os dias. Sete dias por semana. 24 horas por dia. E por último, abandone a barganha. Muitos cristãos vivem em um sistema de crédito e débito com Deus.

Eu li a Bíblia hoje, então Deus deve me dar um dia sem problemas. Isso é legalismo disfarçado. A barganha é baseada no medo. Medo de que, se eu falhar, o amor de Deus por mim pode diminuir. Se eu falhar, como é que vai ser? Isso é barganha.

Abandonar a barganha é entender que o amor de Deus por você está fixado na performance de Cristo lá na cruz do Calvário. Quando ele derramou o sangue dele para perdoar você e eu de todos os nossos pecados. Quando você entende que já é um filho amado, a motivação para obedecer muda completamente.

Você não para de mentir para que Deus te ame. Isso é medo. Você para de mentir porque Deus te ama. E a verdade agora faz parte de quem você é em Cristo Jesus. E isso é gratidão. A gratidão é o único combustível que sustenta uma transformação que dura a vida inteira.

Vou repetir, leva essa frase contigo. A gratidão é o único combustível que sustenta uma transformação que dura a vida inteira. Alguns de vocês que aqui estão vão se lembrar de um desenhinho.

De uma hiena que só vivia reclamando. Ó céus, ó dia, ó azar, ó mês, ó dia de chuva, ó dia de sol. O hard. O hard vivia completamente o contrário. Do que aquilo que o evangelho produz na minha vida e na tua vida. Murmuração. Descontentamento.

O Evangelho de Jesus, a graça de Deus, o perdão dos nossos pecados, inunda o meu coração com a presença dele e me enche de gratidão. Senhor, muito obrigado. Muito obrigado, Deus, pela família que o Senhor me deu, pelos filhos. Obrigado, Senhor, pelo dom da vida. Obrigado, Senhor.

pelo privilégio de te servir, obrigado Senhor, pelo teu suprimento diário, queridos, a história de Tito, e o erro de Pedro, nos mostra que o Evangelho dita, como nos comportamos socialmente, especialmente, em relação a preconceitos, e hipocrisia, o nosso maior problema, não é apenas a vida pecaminosa,

mas a nossa justiça que tenta negociar com Deus. Hoje o convite do martelo do Evangelho é para que você pare de tentar ser um bom cristão para que Deus te ame mais. O que Jesus fez por mim e por você na cruz Deus te ame mais.

Nos desafia a entregar. Quem somos? Entregar nossa vida. Entregar nossas vontades a Ele. Talvez você esteja entre nós e você não tenha feito isso ainda. Ou porque você pensa assim. Ah, eu acho que eu não preciso. Sou uma pessoa boa.

Igual o jovem rico lá, nunca fiz nada assim de tão errado não, cumpra as leis. Ou então talvez você pense assim, Deus eu sou um cara tão longe do Senhor. Já dei tantas costas para o Senhor, já fiz tanta coisa errada que não tem mais chance para mim. Todos pecaram. O que é gente boa e o que é gente lascada.

Então se você está entre nós e nunca entregou sua vida, talvez esse seja o momento que Deus está te dando aí. Então é muito simples. É um simples gesto, só reconhecendo. Deus, eu quero você como meu Senhor, como meu Salvador. Eu reconheço que você morreu na cruz do meu lugar.

Que o teu sangue me purifica, me perdoa de todos os meus pecados. Tem alguém entre nós? Só faz um gesto dizendo assim. Levanta sua mão. Dizendo, Jesus, eu quero você como meu Senhor e como meu Salvador. Esse convite permanece.

Porque isso é entre você e Deus. Não é entre você e quem quer que esteja aqui em cima. Nelson. Qualquer um outro. Hoje quando você for deitar a tua cabeça lá no travesseiro. Você pensa de novo. Senhor. Eu ainda estou tentando fazer as coisas para. Galgar algum benefício teu. Ou achar que eu sou aceito porque eu faço alguma coisa.

Então Deus, eu nunca me entreguei porque eu acho que eu não sou nem digno do que o Senhor fez por mim na cruz. E aí toma essa decisão. É você e Deus. A única coisa que eu quero pedir para você se puder, é que você volte para dizer para nós. Olha, tomei a minha decisão por Jesus. Entreguei minha vida a Ele. O segundo desafio.

É, você já entregou sua vida. Jesus é teu Senhor, é teu Salvador. Mas você muitas vezes se pega igualzinho Pedro. Acrescentando algumas coisas. A graça. E você e eu não precisamos acrescentar nada a ela. Então também eu quero...

Desafiar você. Quero orar por você na verdade agora. Só levante uma das suas mãos. Dizendo. Nelson eu vivo tentando barganhar com Deus. Eu quero orar por você. Quero interceder por você. Tem alguém? Amém. Mais alguém? Senhor de vez em quando eu ainda me pego na lei o tempo todo. Ou então fico negligenciando a tua graça.

Especialmente naquelas áreas onde eu vacilo. E barateando a tua graça. Também quero orar por você. Qualquer que seja a área, só levanta uma das suas mãos. Não precisa ficar com ela levantada não. Amém. Amém. Amém.

Paisinho querido, que alegria, que presente, que privilégio poder ler a Tua Palavra, aprender do Teu Espírito Santo, ser desafiado por ela. Deus, como eu careço da Tua Graça todos os dias. O Senhor conhece cada um.

Daqueles que o Senhor mesmo trouxe para estar nesse lugar hoje à tarde. A minha oração é que teu Espírito Santo continue. Nos moldando. Nos dando um estilo de vida gracioso na tua presença. O Senhor que começou a boa obra em nós. O Senhor vai terminar ela.

E o teu desejo é que nós sejamos cada vez mais parecidos com Jesus. Então Deus, tira, tira mesmo Pai, de nós o preconceito, aquele ar de superioridade que muitas vezes afasta as pessoas do Senhor, do teu Evangelho. Deus nos dá graça de perceber quando estamos tentando barganhar o teu amor.

crucifica Pai o nosso ego, cada dia em nome de Jesus nos crucifique precisamos ficar cravados lá na cruz viver a tua morte experimentar o teu viver viver a tua ressurreição a tua santificação, Deus nos ajude

Essa, Pai, é a minha oração, esse é o desejo do meu coração. E eu oro agradecido. No nome precioso do meu, do nosso poder superior. Ele tem nome próprio. E o nome dele é Jesus Cristo de Nazaré. Amém e amém.