Episódios de Podcast Nordestino

ISAÍAS VITORINO E A CULTURA DA PALMA NUTRIÇÃO ANIMAL SEM CHUVAS #386

05 de maio de 20261h47min
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Hoje o nosso Convidado é o paraibano Isaías Vitorino , Isaías é agrônomo de formação e produtor rural ele tem um trabalho relevante e inovador através da Cultura da Palma do Nordeste que é a verdadeira salvação da região nos períodos de estiagem que fazem parte do bioma Caatinga, o maior gargalo do Produtor Rural do Nordeste não é a falta de chuvas e sim manter a nutrição animal durante todo ano o que é possível com o manejo correto da Palma como Isaías desenvolve na Fazenda Mandacaru.Inscreva-se no nosso Canal , deixe um Like é importante seu apoio para que o Youtube entenda que nosso conteúdo é legal.INSTAGRAM: https://encurta.ae/vPQJQTIK TOK: https://encurta.ae/r5py5KWAI: https://encurta.ae/Le3grFACEBOOK: https://encurta.ae/AR3LTSPOTIFY: https://encurta.ae/Yie2vCONTATO: https://encurta.ae/buDV7#podcast #nordeste #cultural

Participantes neste episódio2
A

Arthur

HostAstrólogo
I

Isaías Vitorino

ConvidadoAgrônomo e produtor rural
Assuntos7
  • PalmeirasPalma como salvação em estiagem · Nutrição animal · Bioma Caatinga · Fazenda Mandacaru
  • Palmeiras no BrasileirãoPalma gigante · Palma orelha de elefante · Banco de germoplasma · Cochonilha do Carmin · Cláudio Armando Flores Valdez · Miguel Arraes
  • Agricultura e propriedade ruralEstiagem e falta de chuvas · Negativismo e desinformação · Êxodo rural · Políticas públicas ineficazes · Dificuldade de mão de obra
  • Gestão técnica do PalmeirasFotossíntese da palma · Energia para animais · Vazio forrageiro · Manejo profissional
  • Davi Brito e a cãibraProdução de leite · Rusticidade · Expansão no Brasil · Comparativo com Nelore
  • Novas Variedades de PalmaClones Califórnia V14 · Resistência à cochonilha · Diversificação de cultivos · Prevenção de pragas
  • Evento Cultura da PalmaLançamento de livro · Debate com produtores · Leilão de gado Sindi · Fazenda Mandacaru
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Música

No Bom Demais Supermercados você encontra qualidade de sobra Bom Demais é bom pra mais de mil Eu compro o ano todo preço igual ninguém viu Bom Demais Supermercados Associada a redigente econômica Localizado ao lado da igreja matriz de Monteiro Comprindo o Bom Demais o melhor da região Com cliente satisfeito Volte sempre meu irmão É o Bom Demais

Minha gente, estou passando por aqui para dizer para vocês que vocês precisam conhecer o Espetinho do Mau Mau, que está localizado na cidade de Recife, o melhor de Recife em toda a região. Se você é de Recife e não foi lá ainda, você está pecando e muito. Cuide e ir logo.

E se você estiver passando por Recife, não deixe de conhecer o Espetinho do Mau Mau, que fica localizado na Avenida Inácio Monteiro, no Barro do Cordeiro. E lá no Espetinho do Mau Mau, você vai encontrar, além dos espetinhos tradicionais, você vai encontrar muita comida boa e de qualidade do nosso Nordeste, viu? Muita comida típica, cuscuz recheado.

E muita coisa boa para você e toda a sua família. Um ambiente agradável para que você fique lá bem aconchegante. Fique à vontade. E para que você desfrute do melhor da nossa culinária nordestina. E sem contar também com as melhores bebidas no espetinho do Mau Mau. Você não pode deixar de visitar o espetinho do Mau Mau. E de provar das delícias que tem por lá. O espetinho do Mau Mau funciona das 6 da noite a meia noite. De terça a sábado. Então não perde tempo.

Se você não foi ainda, você precisa ir e conhecer o Espetinho do Maumau. Mas chegue cedo, viu? Que é tão bom que tem fila para entrar lá. Espetinho do Maumau, o melhor de Recife e de toda a região.

Alimente a sua alma com café, almoço, janta. Como água na garganta, Deus nos fornece a calma. Como na seca, a palma mata a fome que há no gado. Tenha a fé sempre do lado, toda hora, todo dia. Pois é plena alegria daquele que tem orado.

E assim, minha gente, a gente começa mais um podcast nordestino. Eu fiz questão de começar esse podcast nordestino de hoje, trazendo essa poesia, que eu já trouxe aqui em outros momentos também. É uma poesia minha, viu, gente? É uma poesia minha. E que nela eu falo de quê? De que a oração, o nosso lado espiritual, a nossa proximidade com Deus é o fator mais importante para a nossa vida, para a gente ter uma vida em paz, para a gente ter...

uma vivência da melhor forma, tá certo? A gente, com a nossa espiritualidade em dia, a gente consegue colocar todos os outros setores da nossa vida em dia também, tá certo? Na dúvida de qualquer coisa, pense o que é que Jesus faria. Aí você decide o que você vai fazer, tá certo? Começando mais um podcast nordestino e esse verso também, além de ser...

direcionado a essa parte espiritual, a espiritualidade, ele fala também da palma, né? A palma que hoje vai ser um dos maiores assuntos que a gente vai tratar nesse dia de hoje, no podcast nordestino de hoje, tá certo? Há muito tempo, gente, eu tava querendo fazer um podcast nordestino direcionado, né?

totalmente assim direcionado pra esse assunto, entendeu? Pra essa joia que a gente tem no nosso Nordeste e vocês vão entender porque é uma grande joia, uma joia preciosa que a gente tem no nosso Nordeste aí, desde assim, eu, desde que eu me entendo por gente

que eu vejo palma, na zona rural, por onde eu já fui, andei, e por onde eu ando ainda hoje em dia. E assim, para muita gente, não tem nem muita importância. E tem gente até que, por desinformação, fala bobagem, fala bobagem sobre essa preciosidade que a gente tem, tá certo? E o que a gente sempre bate na tecla aqui, diante de todos os convidados que a gente já recebeu aqui no podcast Nordestino.

Falando da produção rural, falando do interior do nosso interior do Nordeste, né? Como a nossa caratinga é rica, como o nosso bioma é rico, entendeu? E a questão da estiagem, gente, essa é só uma característica do nosso clima. É uma característica que a gente precisa se adaptar, entendeu? Quantas vezes a gente já falou isso aqui e a gente vai estar sempre falando, tá bom? O propósito da gente é mostrar o que o nosso Nordeste tem de melhor. E a gente...

Vai continuar fazendo isso e vamos sempre estar tentando melhorar aí e trazendo mais pessoas que tenham esse mesmo propósito também, tá bom? Esse convidado de hoje, gente, que a gente tá recebendo aqui...

Já queria receber ele há muito tempo, desde o dia que eu conheci ele, né? Que eu queria recebê-lo aqui, né? E fui pesquisar e acompanhei já muitas participações dele em canais do YouTube de outras pessoas produtores de conteúdo, entendeu? Nas redes sociais também, o que eu pude ver também. Conversei também com ele também. Outras pessoas também deram muitas referências boas sobre ele, né? E sobre hoje o que ele tá se especializando mais, né? Que é a Palma, tá certo? E pra mim hoje é uma honra estar recebendo ele aqui.

E é isso aí, a gente vai com certeza, através desse papo da gente aqui de hoje, a gente vai chegar em alguém que devia chegar e a gente vai melhorar as pessoas, para que as pessoas melhorem a sua produção rural, para que as pessoas melhorem o que fazem nas suas propriedades, está certo? E até pessoas para entrarem também no ramo.

da produção rural, porque ele vai saber explicar pra gente aqui muita coisa, gente, que o Nordeste tem perdido e que precisa recuperar também, relacionado, né, à produção rural. Isaías Vitorino, obrigado pela sua presença, cara. Que honra lhe receber aqui no podcast Nordestino, viu? Muito obrigado pela sua presença. Como eu lhe disse antes de começar aqui, desde o dia que eu lhe conheci, foi apresentado a você por Pedro Pedrosa da Fazenda Coruja.

Pedro também que é um grande guerreiro aí da nossa produção rural do nosso Nordeste Brasileiro, né? E assim, Pedro me apresentou você e quando eu fui ver, né? Quem você era e tudo mais, como você trabalha, como você vive, eu disse, rapaz, eu quero receber esse cara lá no podcast Nordestino porque tem muita coisa boa pra compartilhar com o nosso mundo inteiro, né? Eu não digo nem só com o nosso Nordeste, né? Muito obrigado pela presença, viu?

Valeu, Arthur. Quero dizer a você que é um prazer, uma satisfação estar aqui hoje no podcast nordestino.

um canal de grande importância do Nordeste, que a gente tem acompanhado. Eu sou fã número um do podcast Nordestino, sempre estou acompanhando, curtindo. Eu sou vibrador do canal. E você sempre tem trazido artistas, poetas, produtores rurais, homens simples do campo, porque a gente tem uma grande afinidade e inspiração. Entendeu?

Então, obrigado pelas palavras, estou aqui à disposição para contribuir com o que for preciso. Muito bom, muito bom, Isaías. Gente, o Isaías, sua atividade principal é produtor rural, né? Produtor, eu sou pesquisador e sou técnico agrônomo do governo do estado da Paraíba. Muito bom, cara. Nós temos essas duas atividades. A história da Palma começa, Arthur, desde criança, né? A gente...

Meus pais são naturais de Boa Vista, Paraíba, aqui no Cariri. E a nossa relação com a propriedade rural, com a atividade pecuária, ela vem com o município de Boa Vista, que tanto minha mãe como meu pai são naturais de lá, entendeu? Então, todos os meus antepassados são de Boa Vista e estão vinculados com essa trajetória ruralista. E eu estou aqui nessa bandeira em sucessão familiar junto com meu pai.

Nessa luta, na atividade pecuária. Desde a infância você sempre viveu num ambiente rural, sempre estando ali próximo do ambiente rural. Mas você, desde a infância, era induzido para que você posteriormente fosse herdar as atividades? Seu pai incentivava ou tinha alguma imposição?

Foi tudo naturalmente? Tudo naturalmente. Na verdade, eu quando criança vivei em Boa Vista, né? Andando de pé descalço nas ruas, lá nas bairros de capacete, andando no meio rural, né? Vivenciando aquela vida de interior. Porque Boa Vista na época tinha o quê? Dois mil habitantes ou menos.

Então, é uma cidade muito pequena. Então, a gente, de fato, tem esse vínculo muito aproximado com o meio rural. E, principalmente, com a atividade pecuária. E, quando criança, a gente tinha essa vivência com os campos de palma, as áreas de produção de palma, meu avô, tanto materno como paterno, todos tinham essa luta na atividade rural, cuidando de comer ao gado. Meu avô materno...

Ele sustentou a família, criou um curral de vaca, né? Produzindo leite, cortando palma de faca na cocheira. Então, conseguiu formar muitos filhos, né? Naquela época, o objetivo maior era os pais, né?

dar o estudo aos filhos, e tinha como incentivo os filhos saírem de sua cidade natal e buscar melhorias nas capitais, nas cidades industriais. Então, de certa forma, eu também fui guiado por esse caminho. Meu pai tornou-se servidor público, minha mãe é doméstica, mas sempre meus tios foram guiados para...

A gente buscar o conhecimento, buscar estudar, sair da cidade do interior, né? A regra era buscar conhecimento. Aquele ditado, né? Que infelizmente, meio que predomina, né? Que dizem, né? Aqui não tem futuro. Com certeza. E hoje ainda continua, né? Ainda continua. O êxodo rural não é de hoje, é de antigo.

Então, isso é uma questão cultural que, para poder ser rompida, demora muito tempo. E eu estou no meio rural hoje, em sucessão familiar, junto ao meu pai. Fazenda Mandacaru é uma propriedade que vem do meu pai.

Então hoje eu estou em sucessão familiar junto a ele. Então eu não fui guiado a continuar na fazenda. Isso é coisa espontânea, natural do destino. E aí você, no caso, foi seguindo normalmente como a maioria das pessoas, buscou a formação superior? Com certeza. A formação superior é de extrema importância.

Eu fui fazer o... Naquele tempo chamava vestibular, né? Eu fiz o vestibular para agronomia e fui morar em areia. Mas tu já tinha o pensamento de... Eu quero citar três momentos importantes na minha vida. Quando criança em Boa Vista, a gente viveu naquela cidade do interior, né? Com meus familiares, meus amigos. Outro momento importante na minha formação foi...

Quando eu fui estudar em areia, fazer o curso de agronomia... Atirar em areia. É. E aí, toda pessoa que vai morar em areia tem essa marca, né? A saudade de morar lá naquele ambiente estudantil.

Ambiente universitário, entendeu? E lá foi de onde veio o meu amor a se aproximar à atividade agropecuária. Então a gente concluiu o curso de agronomia e aí a gente depois fez mestrado, fez doutorado e tem toda uma história. Então hoje eu estou em sucessão familiar, não somente porque eu vivei em Boa Vista, mas também o curso de agronomia foi muito importante. É de grande importância o conhecimento, a formação profissional.

Então, quando eu concluí o curso de agronomia, aí eu tive essa afinidade de dar continuidade à atividade agropecuária lá em Boa Vista. Então, mais ou menos, esse é o terceiro ponto que é marcante em minha história de vida, foi quando eu fui fazer um trabalho de pesquisa em MEPA, na Estação Experimental Pendência, exclusivamente com a Palma, porque eu terminei o doutorado em agronomia no ano de 2017.

Então eu estava com o conhecimento à flor da pele. E aí eu resolvi fazer esse trabalho de pesquisa, enquanto técnico do governo na época, como agrônomo. Eu fui fazer esse trabalho de pesquisa, com a palma eu via essa necessidade, porque eu terminei o doutorado na área de melhoramento genético de plantas.

E aí eu fui fazer esse trabalho de pesquisa exclusivamente com a Palma, na IMEPA, na Estação Experimental Pendência, que fica no município de Solidade, que é vizinho ao município de Gujão. Então, eu acho que é o terceiro momento marcante, que está tudo relacionado com...

o meio rural, que eu estou hoje em sucessão familiar na fazenda Mandacaru, cultivando a cultura da palma, o conhecimento e a própria agricultura por conta desses três fatores, a questão memorialística, tradicional de meus antepassados.

quando eu fui estudar agronomia e, por último, quando eu fiz o trabalho de pesquisa na IMEPA no ano de 2018. Rapaz, interessante, viu, Isaías? Outra pergunta também que surge, como eu disse a você, surge curiosidades aqui, né? Quando você começou o curso de agronomia, como acadêmico de agronomia, né? Antes do mestrado e doutorado. Você pensava em ser professor universitário, por exemplo?

Ou fazer um concurso público. Perfeito. Esse era o seu início. Na verdade, isso vem de muito tempo antigo. Todas as pessoas são guiadas a você se preparar na academia, fazer um mestrado, doutorado, se tornar professor, pesquisador. Isso é natural como é até hoje, né?

Mas acontece que o mercado, nos dias atuais, está se fechando. Por isso que vem o empreendedorismo. Os jovens não estão mais querendo seguir nessa vida acadêmica. Estão procurando mais a parte que dá um retorno financeiro mais rápido, que é o empreendedorismo. E eu vi isso. Na verdade, eu me tornei funcionário público no ano...

de 2011, quando eu terminei a agronomia, entendeu? Eu fiz o concurso para a Secretaria de Agricultura do Estado. Aí passei no concurso e depois é que eu fiz mestrado, doutorado, entendeu? Mas nunca eu abandonei a sucessão familiar, a luta na fazenda. Sempre eu estava lá e foi a partir do conhecimento, quando a gente se formou, eu vi a responsabilidade, a palavra é essa.

de tocar aquilo, sabe? Porque existe uma expressão de Manoelito Vila na Fazenda Carnaúba, até estava conversando com você antes aqui da gravação.

que Manelito dizia, o nordestino até hoje escapou no Brasil fazendo da fraqueza força. Então, essa passagem de Manelito me inspira muito, porque, veja, apesar das dificuldades, apesar das adversidades, das políticas públicas mal elaboradas, a gente não pode se fraquejar, não pode ser fraco, covarde, e eu não ia ser omisso com a minha região. Como é que pode eu...

agrônomo, um técnico da área, na região, você se omitir, vendo a região com necessidade de conhecimento, então jamais eu ia me acovardar, então foi quando eu entrei na luta de administrar a fazenda junto ao meu pai e realmente dar.

a sucessão familiar. Então, eu me senti com essa obrigação e essa responsabilidade, entendeu? Que não é uma tarefa fácil, não. Uma coisa interessante também que eu queria lhe perguntar, Isaías, a gente vai chegar no começo de tudo, do seu trabalho efetivamente com a Palma. Você falou, né, que já cresceu tendo na sua família, né, é... E aí

pessoas, seu avô e tudo mais, que já mexiam com a produção rural. Mas a forma deles trabalharem na produção rural era essa forma que até hoje a maioria dos produtores rurais trabalham. Uma forma mais que vem mesmo assim cultural. Vem cultural, muitas vezes, deixa de aproveitar um benefício de alguma coisa por conta de falta de conhecimento, entendeu?

ou por ouvir outros produtores, né? Como eu lhe falei antes de começar aqui, né? Gente, eu até vou falar aqui também sem arroder, né? Que eu tava dizendo a ele aqui, que de tanto conhecer pessoas como ele, como outras pessoas que eu já conheci através de podcast e tenho conhecido por onde eu ando, eu tô com um desejo muito grande em mim de ser produtor rural, de começar, entendeu?

Até porque eu vejo que é uma joia rara que a gente tem aqui na nossa região, principalmente nossos caras de Paraibano, né? E aí eu dizendo a ele que eu sempre converso, eu sempre pergunto às pessoas que eu vejo que é produtor rural, né? Pra eu saber as realidades, né? E a maioria dos caras fala mal, né? São negativistas. Exatamente. O cara vive disso. É natural, né? Mas a gente não presta, não. Mas é o seguinte, Arthur.

Eu queria perguntar se você vinha nessa cultura. Venho até hoje e eu sofro muitas críticas, como todo produtor, empreendedor, jovem que está querendo ter sucessão familiar num semiárido brasileiro, sofre muitas críticas, não é fácil. Então o êxodo rural não é de hoje. Então veja, apesar das adversidades, das dificuldades, questão climática, porque o maior gargalo da nossa região...

é a distribuição de chuvas, né? Que faz com que tenha incentivo ao pessoal abandonar a região, né? Então...

As pessoas têm medo do semiárido brasileiro, do Nordeste seco. Têm medo porque quando pega um ciclo de seca, como aquele ciclo de 2012 até 2017, não é fácil não. Você passar por uma seca...

Sem ter ajuda, sem ter um apoio governamental, você tem uma política pública efetiva. Então, veja, é por isso que o Nordeste, historicamente, vem passando por isso, o negacionismo, as pessoas não incentivam, não apoiam você a continuar no meio rural. Mas a gente está aqui para romper isso, trazer essa mensagem de...

de, como o Manelito falou, né, nordestino até hoje escapou do Brasil fazendo da fraqueza força, a gente não pode ser fraco, covarde, vamos à luta. E isso me toca muito, essa expressão, porque Boa Vista, nós começamos a entender o clima de Boa Vista, quando a gente coletou todo o registro histórico de chuvas, a gente pegou o livro da Sudene,

que se não me engano vai de 1901 até a década de 70, a gente pegou aquele histórico de chuvas para começar a entender, montar aquele quebra-cabeça, como era o comportamento de chuvas. Porque até então as pessoas só incentivavam a dizer que aqui não tem futuro, essa região não chove. Isso não chove, e sempre faziam um comparativo com regiões do Brasil mais produtivas, que tem uma regularidade de chuvas, como a região sul, sudeste, por aí vai, o centro-oeste.

Então, quando a gente pegou aquele histórico de chuva, meu Deus do céu, quando a gente comparou com as chuvas da terra de Manelito, Itaperuá, praticamente a chuva de Itaperuá é duas vezes, três vezes maior do que a chuva de Boa Vista. Então, veja, se Manelito tinha dificuldade em desenvolver a atividade agropecuária em Itaperuá, imagine em Boa Vista. Mais ainda.

Aí a gente começou, meu pai é uma pessoa que gosta de anotar tudo, quando ele assumiu a fazenda em 89, ele começou a anotar todo o histórico de chuva, né? Ele pegou a, digamos, a gestão da fazenda, a partir que ele começou a anotar, foi em 89, aí começou a década de 90 toda ruim de chuva. Aí disse, meu Deus, 90, 91, 92, 93 foi uma tragédia de seca, né?

Aí em 94 foi um ano mais ou menos. Aí vem 98. 98 foi uma das maiores secas da história. Você imagina administrar uma propriedade rural num ano com muita adversidade climática, que a nossa adversidade é a chuva. Você pegar um ano com 98, praticamente zero. Zero de chuva. Não é fácil, entendeu? Aí...

Meu pai foi anotando, anotando, anotando, então finalizou, nós temos todo o histórico de chuvas do município de Boa Vista. E a gente chegou à conclusão que lá em Boa Vista só dá certa palma. É por isso que vem a nossa paixão pela palma, enquanto produtor, né, que ela realmente foi potencializada com conhecimento, quando a gente começou a estudar.

quando a gente acessou conhecimento no mestrado, no doutorado. Então a gente começou a abrir a nossa mente e ter um olhar de fato para a palma. Por conta dessa correlação de escassez de chuva com a falta de alimento. O maior gargalo hoje do Nordeste seco, Nordeste semiárido, não é água não.

A água, quando fala a questão de irrigação, as pessoas, Manoel levantou muito essa bandeira.

As pessoas pensam que a água não é a redenção, a salvação do Nordeste. Hoje o Nordeste está, digamos, resolvido a questão da transposição do Rio São Francisco, tem ajudado muitas cidades por aí, até as propriedades rurais. Monteiro mesmo está cortado, é um rio aí perendo de janeiro a janeiro. E várias propriedades que estão na beira da... Pois é. E além da questão da transposição, nós temos aí...

Muitas regiões do país que sofrem com seca, mesmo com mil milímetros por ano. Por exemplo, o estado do Maranhão. Eu vi muitos vídeos, a boiada esmagrecendo, morrendo naquele capim seco, porque chama o efeito sanfono, o gado não consegue digerir aquele capim seco.

E lá chove mais do que aqui. E lá chove mais do que aqui. E pegando esse gancho para a nossa região, o sertão aqui, o sertão nunca teve seca. Se você pegar a poluviosidade do sertão, todo ano chove 500, 600 milímetros. Se você pegar a precipitação do sertão esse ano, meu Deus do céu, tem lugar lá que vai com mais de 1.000 milímetros já. 800 milímetros, entendeu?

E esse pessoal, quando vem o segundo semestre, que é o gargalo da nossa região, é isso. O segundo semestre, quando a vegetação nativa seca, aí vem o efeito sanfona. O gado começa a perder peso, entendeu? Porque o gado começa a andar, andar e comer capim seco, folha seca. É aí onde está o problema da região, não é a questão de água. E a palma vem para resolver isso, entendeu?

Porque a pastagem seca, Arthur, ela fica a nível zero de energia. Para facilitar o entendimento. Então, por isso que o gado começa a perder peso. Porque o gado anda muito e comendo ruim. Não é nutritivo. Não é nutritivo. É o que acontece com o maranhão, por exemplo.

Vem aquele pé de dois, três meses no Maranhão sem chuva, aí aquele capim braquiara fica totalmente seco, o gado não consegue se alimentar bem dele, aí o pessoal entra com sal proteinado, né? Para resolver essa questão nutricional e dá uma amenizada. Mas eu vi vários vídeos de região que chove muito, como o Maranhão, a boiada magra, no meio de um capizal seco, entendeu? E é o problema do sertão da Paraíba.

É isso. O gado perde peso, emagrece e morre porque não consome energia. Arthur, e aí é onde entra a história da palma. Entendeu? É onde entra a história da palma. Porque a palma é um alimento energético.

É a hora que ela entra no segundo semestre para resolver o problema da fome do gado e o problema da energia. O que a caatinga, a pastagem nativa não tem, a palma tem. Mesmo no ano de seca, mesmo no ano de baixa pluviosidade, a palma entrega resultado nutricional no campo da energia.

Então, essa é a mensagem que a gente traz. Inclusive, na marca do livro, o livro chama Cultura da Palma, o boné é Cultura da Palma, a gente eliminou essa palavra forrageira, essa nomenclatura palma forrageira, que é tradicionalmente usada. Eu tentei não usar nesse material didático, justamente para a gente mostrar a verdadeira versão da palma. Porque...

De maneira geral, uma planta forrageira, que de fato são os capins, as plantas cultivadas, as graminhas, na análise de alimento, elas têm um conteúdo nutricional completamente diferente da palma. E quando vem a seca, enquanto a pastagem nativa tem um baixo teor de energia e um alto teor de fibra, a palma tem o inverso.

ela tem um alto teor de energia e baixo teor de fibra. Então, por isso que a gente não pode comparar a palma com uma gramínea, uma planta de capim. Entendeu? Então, por isso que vem esse fanatismo com a palma, com a região. A gente vê a região aí...

Entra ano, ensai ano, vem ano com 800 milímetros, 500 milímetros, mil milímetros. Vai vir o segundo semestre, vai vir a seca e o gado vai vir o efeito sanfona. O gado vai emagrecer, o gado vai morrer. Então entra ano, ensai ano e a história continua. E só tem uma planta que resolve essa situação, é a palma. Entendeu? Porque isso é natural. O segundo semestre do Nordeste ser seco.

O primeiro semestre com chuva, o segundo semestre com cessego. Então, o que é que você tem que fazer para usar um alimento para escapar desse vazio forrageiro, né? Esse vazio de deficiência de alimentação dos animais. É com a palma, que é uma planta energética. Porque, Arthur, praticamente 90% da dieta de um animal é energia. Quando eu vejo as pessoas falarem...

Eu vou fazer um banco de proteína na minha fazenda, plantar uma planta com alto teor de proteína para alimentar meus animais. Isso é importante. Porém, é necessário a gente destacar aqui que a maior necessidade de uma fazenda é produzir energia.

porque o animal consome quilos de energia no dia. O consumo de proteína é em gramas. A necessidade é muito menor, entendeu? Então, o problema de uma fazenda não é produzir proteína. O maior gargalo de uma fazenda na nossa região é produzir energia. Entendeu, Arthur? Então, por isso que a palma vem como, digamos, a salvadora.

do problema, né? Eu costumo dizer que tem uma frase de Alberto Soassuna, Zezo, que é primo de Manelita, da Fazenda Carnaúba, Zezo diz, a palma é a última planta a ser lembrada antes da morte do animal. Então entra ano e sai ano.

As pessoas, os produtores só se lembram da palma quando é para escapar o animal da morte. Ficam sem dar atenção a ela, né? É. Só vão dar atenção quando é na... Aí vão buscar, comprar palma, aí vai querer alimentar o animal quando o animal já está num problema maior, o animal já está magro, já está com perda de peso, entendeu?

Então é isso. Então, historicamente, o rebanho bovino do Nordeste, ele tem caído. É só consultar aí os dados do IBGE e fazer esse comparativo ano a ano.

E é isso, é a falta de alimento, não é a falta de água, tá certo? Pois é, outra curiosidade também, trazendo também para o início, eu achei interessante que você falou que seu pai sempre gostou muito de anotar, né? Ou seja, também já um produtor rural também diferente da maioria. Mais organizado.

É, exatamente, que eu vi também muitas pessoas, já vieram aqui também e falaram isso, que um dos grandes erros da maioria, do produtor rural médio, vamos dizer assim, é desorganização, é não anotar e tudo mais, também é um dos grandes problemas que os produtores rurais geram a si mesmo, a falta de organização. E uma pergunta que eu queria lhe fazer.

O trabalho efetivo com a palma de vocês, lá na fazenda Manacaru, ele inicia-se através... Começa com o seu pai, de alguma forma, e depois, com a sua chegada, com o conhecimento que você adquiriu, vocês alargaram isso, né? Ou foi juntamento, assim, vocês dois? Não, perfeito a sua pergunta. Na verdade, meu avô já tem tradução de plantar palma. Tanto materno como paterno.

Isso vem dos meus antepassados. É importante a gente enfatizar, Arthur, a questão da entrada da palma no Brasil. É muito recente. Eu ia perguntar isso também, né? A origem da palma. A palma gigante, que era aquela palma antiga, esse nome gigante é porque a folha dela, o cladóide... É um elefante também, né?

A elefante é essa agora. Ah, essa agora. Vamos fazer um rápido resumo. A palma gigante era aquela palma que ficava grandona, que tinha um cladóide. Cladóide é folha, né? As pessoas chamam de folha, chamam raquete. Eu não gosto de usar essa expressão, raquete. Porque raquete é do esporte. É, de tênis. Então, palma é cladóide ou folha. Então, é isso. A palma gigante...

ela deu entrada no Brasil por volta de 1915, a primeira importação. Então, se você comparar de 1915 com a seca de 2015 agora, completou 100 anos em 2015, da primeira entrada de palma gigante no Brasil. Isso é com base em referência ao bibliográfico que eu estou dizendo. Entendeu?

A segunda entrada de palma gigante no Brasil foi em 1933, através do IFOX, que se chama Instituto Federal de Obra Contra as Secas, que depois passou a ser chamada de DENOX, entendeu? Teve essa mudança de nomenclatura. Então, o IFOX começou a difundir plantio de palma no Nordeste, em todos os estados do Nordeste, distribuindo folha de palma para os produtores plantarem.

Então, veja, em 2033, ainda vai completar 100 anos da segunda entrada de palma no Brasil. Então, a história de palma no Brasil é muito recente. Você falou orelha do elefante, que é uma variedade de palma que chegou no Brasil em 96, com a entrada do banco de germoplasma, que veio do México. Entendeu?

Então, o Banco Germão Plasma chegou em 1996 no Brasil. Essa data é com base em anotações de campo, em cardeneta de campo. A gente, quando foi escrever o livro, tentamos entrevistar pessoas que estavam envolvidas com esse processo de importação na época. Mas, através desse documento, a gente conseguiu registrar a data. Então, o primeiro campo de plantio dessa importação foi em 1996.

em novembro de 1996. Isso está catalogado na cardeneta de campo. Ele foi plantado em Pernambuco, essa importação, na Estação Experimental de Vitória do Santo Antão do Ipa, e depois o Banco de Germão Plasma seguiu para o estado da Paraíba, veio para a Estação Experimental de Itacima, da Imepa, e a outra cópia foi para o Rio Grande do Norte. Isso é importante eu dizer isso a você?

Isso é história, né? E para você ver como é recente. Então, em 96, chegou o Banco de Hermoplasma com 160 variedades. A gente não pode chamar de variedade porque só é variedade quando passa no Ministério da Agricultura, como passa por registro. Digamos, são os genótipos, recursos genéticos que vieram do mestre. Foram 160. Então, esses 160 materiais foram plantados no Brasil para pesquisa, avaliação.

Veio do IPA e do IPA foi para a IMEPA aqui na Paraíba, entendeu? Então, em 2096, tá certo? Ainda vai completar 100 anos da entrada da palmoorela do elefante no Brasil. Então, veja como a história é bem recente. E palmoorela do elefante, Arthur, lá no México, ela é uma planta silvestre.

ela não é cultivada como está sendo no Brasil aqui, em grandes áreas. É uma planta lá, digamos, uma planta que estava esquecida, né? Nas áreas nativas. É tanto que eu converso sempre com os pesquisadores de lá, do México, e eu pedi para algum deles mostrar uma fotografia de uma área comercial de palmorelha do elefante, lá no México, e até hoje eu não recebi essa foto.

Acredito que em torno de 80% a 90% das áreas cultivadas de palma no México, na grande maioria, é com a variedade milpa alta, que é da espécie ficus índica, a oponcia ficus índica, que é a mesma espécie da palma gigante, antiga do que tinha no Nordeste, entendeu? Que ainda tem. Sendo que surgiu a coxa onilha do caminho, né? Que veio do México.

em 98 em diante. E aí veio aquela história da catástrofe das áreas de plantio de palma gigante, foram dizimadas com a coxonilha do Carmin, principalmente no Pernambuco e na Paraíba. E aí vem a história da palmo-orelha do elefante, que foi descoberta pelo trabalho de pesquisa, a importância do conhecimento.

A pesquisa, ela... E outro ponto importante que também criou-se muito preconceito em cima da palma, né? E muita desinformação foi a coxonilha, né? Por falta de conhecimento. Porque, veja, as pessoas no tradicionalismo estavam agarrados com a palma gigante. Veio a doença, né? Veio o problema do inseto. De 98 em diante. Lá em Boa Vista chegou em 2011.

Mas o inseto chegou no Brasil em 98. Está no livro essas informações. A gente resgatou essas informações de toda uma revisão bibliográfica. Então, isso é importante, Arthur, a gente descrever essa parte histórica.

Porque, veja, palma-oreira do elefante lá no México é uma planta sem valor comercial. Digamos, não é explorada comercialmente. No Brasil vem e começa a ser plantada. O tradicionalismo estava apegado com a palma gigante. E as pessoas sem querer plantar a palma-oreira do elefante. Que foi a pesquisa, através da iniciativa do pesquisador inicialmente de Djalma, do IPA. E na Paraíba tinha um pesquisador chamado Edson, que era um...

pesadores de instituições diferentes, um na IMEPA e o outro no IPA. E eles começaram a estudar o banco germoplasma e foi quando descobriram a palma-orela do elefante. E aí os produtores tinham muita resistência, como você falou na entrevista, a resistência...

A falta de querer conhecimento ou novidade do produtor. Os produtores não queriam plantar a orelha do elefante. Dizia que a palma não prestava, tinha muito pelo, muito espinho, que o gado não queria consumir. Pode soltar o gado dentro do campo de palma na orelha do elefante que o gado não quer nem comer. Era assim os depoimentos das pessoas à época. Entendeu? Quando se começou a plantar a orelha do elefante. Para finalizar.

O Nordeste, Nordeste seco, eu digo Nordeste que planta, que faz atividade pecuária plantando palma, só sobrevive hoje graças à palma-orelha do elefante.

Então, veja a importância do trabalho de pesquisa, do conhecimento. Quando esse Banco de Hermoplasma veio do México para o Brasil, foi na tentativa de buscar inovar o plantio no Brasil, entendeu? Trazer novas variedades, novas informações. Então, tem toda uma história por trás disso, que a gente tentou colocar no livro para registrar essa passagem. Entendeu?

E aí, quando vocês começam efetivamente um trabalho mais organizado e direcionado à palma? Onde é que eu estou querendo chegar, né? Porque você perguntou lá na Mandacarô, né? Quando é que de fato a palma chegou na Mandacarô? Foi isso a pergunta. E com a primeira curiosidade que surge, né? Quando você começa de fato o trabalho mais robusto com a palma...

E vendo nitidamente resultados para dizer assim, rapaz, está certo, entendeu? Passando mesmo pelos períodos de estiagem e mantendo os animais alimentados. Entendi, vamos lá. Então a gente tem essa vivência em Boa Vista. A gente já via as pessoas lá criando com palma.

Lá, Boa Vista virou a terra do queijo, porque o pessoal aprendeu a plantar palma por conta da seca. Lá, as pessoas cansaram de botar roçada de milho e feijão. Começaram a plantar palma em substituição às lavouras de milho pelos insucessos, pela falta de chuva.

É tanto que Itaperuá, sempre fazendo esse comparativo com Manelito, é tanto que Itaperuá chegou a... Os filhos de Manelito sempre me passam essa informação, a gente tem muita amizade, né? Que Itaperuá chegou a ser considerado um tempo atrás, não sei, nos anos 90, o município com maior área produtiva de milho no estado da Paraíba, o maior produtor de milho.

Então, por conta da chuva que cai em Itaperuá. Então, o povo de Boa Vista deixou de plantar milho, por conta dos insucessos, né? E foi para a palma. E aí o pessoal de Boa Vista começou essa tradição. Criar vaca de leite com palma. Então, eu vi lá, de janeiro a janeiro, o povo cortando palma de janeiro a janeiro. Então, por isso que vem essa afinidade. Aí, vejam.

Sabendo desse histórico de chuva, eu enquanto técnico, quando eu fui para a fazenda Mandacaru, tocar a atividade, a gestão da fazenda, junto com meu pai, o primeiro passo foi, eu como agronomo, pegar o histórico de chuvas. Aí eu entendi. Com essa chuva daqui, pelo amor de Deus, só vai palma, não vai outra coisa não. Aqui, a chuva de Boa Vista é praticamente considerada uma chuva de deserto.

Lá tem ano com 50, 100 milímetros, 200 milímetros, né? É ano, o ano inteiro. Agora mesmo, se você entrar no site da ESA, que é o órgão do governo do estado que faz a notação das chuvas no estado da Paraíba, pode entrar hoje lá, pode pedir para o internauta pesquisar. Qual é a chuva de Boa Vista? Acredito que está lá registrado, 130 milímetros no site da ESA.

Pode pesquisar Monteiro. Acho que Monteiro deve ir passando uns 500 milímetros. Tem lugar que chove só num dia, né? Pois é. E lá é o ano todo. Lá é o ano todo. Aí veja, as chuvas da nossa região são imprevisíveis. Ninguém sabe quando vem, o dia nem a hora. São mal distribuídas e acontecem poucas chuvas no ano. Então, nenhuma cultura agrícola dá certo.

É por isso que a gente foi para a palma. Inclusive, capim, capim búfio, por mais que seja uma planta muito interessante para a região, resistente à seca, mas quando vem o segundo semestre, o capim búfio não entrega resultado, porque ele fica seco, entendeu? Então, nutricionalmente, ele não se compara à palma.

Então o capim bufo é de grande importância para ser usado num período chuvoso. Na seca é palma. É por isso que a gente foi para a palma. Qual a característica da palma, Isaías? Para ela ter essa resistência e produzir mesmo em meio a... Muito boa a pergunta. A fotossíntese. A palma faz a fotossíntese de noite, ao contrário do capim, que faz a fotossíntese de dia.

Então, as plantas, elas têm uns poros, como a gente tem na nossa pele. Elas abrem esses poros à noite, à palma, que é para entrar o gás carbônico. E nesse processo, ela transformar em carboidrato, fazer a fotossíntese, libera o oxigênio, entendeu? O processo de fotossíntese é esse. Na palma é à noite. E no capim é de dia. Aí, qual o problema? Que o capim, quando ele abre os poros de dia, ele perde água.

Entendeu? Se o solo estiver úmido, tudo bem, ele cresce. Aí ele fica com o teor de energia alto, porque ele começa a crescer, a estocar nutrientes nele, dentro dele, do capim. Se o solo estiver seco, que é o problema do segundo semestre, aí ele perde água, aí o capim fica seco. A energia vai pra zero. Aí fica só a fibra. Tá entendendo? Aí a palma, ela tem essa estratégia de abrir de noite, aí nunca ela abre de noite,

os poros, que são chamados de estômatos, aí ela não perde água. Aí é onde está a virtude dela. Entendeu? Com a região. Porque ela guarda a água dentro dela, aí ela começa a abrir o poro à noite e vai usando esse estoque de água que ela tem, naturalmente, para sobreviver ao longo do ano. Então, esse é o mecanismo que faz a palma se sobressair diante das demais plantas, principalmente para a nossa região.

Então, acho que dando continuidade ao raciocínio da pergunta que você me fez, o que fez a Palma chegar lá na fazenda e mandar caro? Então, a gente vem com esse histórico, eu trouxe o histórico da Palma no Nordeste, né? Em 1915, 1933, a segunda importação, em 1996, a entrada do Banco Germoplasma, e vem a Palma-Orelha de Elefante sendo multiplicada a partir da década de 2012 em diante.

Foi quando a Cochonilho do Carmin veio. E o povo de Boa Vista, meu tio foi um pioneiro, o Damião Vitorino. Ele, junto com o meu primo, Honorato Batista.

E um amigo da nossa larga é Valdeci de Preta. Foram os três produtores pioneiros. E depois veio o vereador Carlos Jovem, que também incentivou o plantio na região. Da palmorela do elefante. Então, Boa Vista, a partir de 2011, começou a plantar a palmorela do elefante. Que veio buscar aqui na sua terra, aqui em Monteiro.

Pegou com o Paulo Siqueira, que foi um produtor pioneiro, que multiplicou a palma-orelha do elefante. Isso é importante a gente fazer esse registro. E essa é uma homenagem ao Paulo Siqueira, entendeu? Onde tiver palma-orelha do elefante hoje no Nordeste, saiu de Paulo Siqueira e se espalhou para esse Nordeste lá fora. Então veja como é importante esse registro.

Em 2011, meu tio, meu primo e esses outros produtores começaram a plantar palma-orelha do elefante, começaram a vender e espalhar essa palma para tudo que é lugar do Nordeste. E hoje, o Nordeste seco, que está plantando palma, a pecuária sobrevive por conta da palma-orelha do elefante. Então, a história é recente.

Orelha do elefante no México é uma planta silvestre. No Brasil, hoje é a planta número um. É assim, aí tinha um prefeito de Boa Vista que gostava de plantar muita palma. Era Edivan. Certo dia, Edivan me procurou e me perguntou. Descubra quem foi essa pessoa que trouxe essa palma para o Brasil. Aí eu fui buscar.

Por isso que vem a história do livro. Eu vi a necessidade de colocar isso no livro e registrar essa passagem. E aí com os depoimentos, com a oralidade, a gente descobriu, Arthur,

que a pálmula do elefante veio por incentivo, num banco de hemoplasma, por incentivo de um pesquisador mexicano chamado Cláudio Armando Flores Valdez. Ele já é falecido, a gente buscou informações sobre ele, inclusive conseguiu uma fotografia dele, está aqui no livro. Deixa eu ver se eu encontro aqui a imagem dele, a foto. Cláudio Flores.

De fato, ele que tinha o conhecimento. Então, aqui, Cláudio Flores, esse camarada aqui. Aí, gente. E no final aqui, a gente vai falar como vocês adquirirem o livro, viu? Isso aí. A gente vai falar sobre o evento, Arthur? Show.

E lá no evento a gente vai fazer o lançamento do livro. Muito bom. 2 de maio, né? Muito bom. Aproveitar a oportunidade e convidar. Vai ser lançado dia 2 de maio. 2 de maio, no dia do evento. Olha só, tá em primeira mão aqui, ó. Isso aí. O livro vai ser lançado ainda, viu, gente?

Então, Arthur, Cláudio Flores, ele tinha um conhecimento, né? Ele é mexicano, quem tem de palma é mexicano, porque mexicano faz 7 mil anos que se alimenta de palma. Brasileiro... Palma é originária de lá. Vem de lá. Brasileiro tá começando a aprender sobre palma. Porque você vê a história aí, né? De 2015...

1915, 1933 e 96 é as introduções de Palma no Brasil. Isaías, eu tenho também que falar de uma pessoa aqui, não podia esquecer, pelo amor de Deus, que teve uma participação rápida no podcast Nordestino, num especial que a gente fez na Expo Sumer, lá em 2024, o Paulo Suassuna. Paulo Suassuna. Ele teve uma passagem de 10 minutinhos, mas falou bastante, inclusive do México, né? Vamos falar agora, foi importante lembrar que são muitas informações. Olha isso.

pessoa que eu acho mais parecido com ariana soçuna o jeito é verdade a voz parece com ariana é idêntico é família né mas é essa é essa história da do banco germoplasma começou com paulo soçuna e com alberto soçuna são primos entendeu eles em 94 eles foram ao méxico onde 94 eles foram com ricardo ricardo fiúza

Era um deputado, não sei o que ele era na época, um político, que foi ao México, era pecuarista, e foi conhecer o cultivo de palma lá no México. Foi quando, de fato, eles voltaram de viagem e verificaram que o Brasil tinha muito a aprender, né? A evoluir com o cultivo da palma, porque lá os mexicanos tratam a palma como verdura.

Para a alimentação humana. Você veja que verdura é uma coisa muito frágil. Tem que ser bem cuidada, protegida. Então, lá a palma é muito bem cuidada, muito bem conduzida, adubada. Tem produtos de estética que são produzidos através da palma também. Sim, são inúmeros produtos. Lá no México, o carro-chefe lá é a alimentação humana.

Verdura, que é o brotinho, eles usam o broto para a verdura. E fruto. Aí no Brasil a gente tem ela para alimentação animal, entendeu? Então Paulo Soassuna, quando em 94, junto com Alberto Soassuna, foi quando eles tiveram o primeiro contato.

com a tecnologia de cultivo de palma. É tanto que Alberto Paulo Sassoni faz palestras, difunde conhecimento da tecnologia do cultivo adensado, que de fato ele foi o pioneiro que teve esse primeiro contato lá no México. É tanto que a gente faz essa passagem também no livro, cito o nome dele, dessa viagem ao México de 94. Então veja, de 94 vem 96 com a entrada do Banco de Germoplasma.

E Ricardo Fiúza era muito amigo de Miguel Arraes, está aí no livro, a foto de Miguel Arraes. Foi Miguel Arraes que, de fato, formalizou a entrada do Banco Germão Plágio para o Brasil, entendeu? Então, Miguel Arraes foi uma pessoa muito importante para fazer essa introdução da Palma. Você veja hoje, na época...

foram introduzidos 160 genótipos. Se fosse nos dias atuais, era muito improvável a gente conseguir essa importação. Muito difícil, né? Muito burocrático. E ele conseguiu na época. Tá certo? Então, isso é um rápido resumo da história da Palma.

E a palmo-orelha do elefante começou a ser cultivada na fazenda Mandacarô por mim, eu e meu pai. Então lá eles tinham campos de produção de palma gigante com a coxa Unilha do Carmin, que dizimou as palmas lá em 2011. A partir de 2012, a gente de fato começou a plantar a palmo-orelha do elefante na fazenda Mandacarô. Foi quando a gente começou a aprender cultivo de palma.

E vinha a se profissionalizar. Entendeu? Então, veja aí a história bem recente, né? E hoje, né? A cada dia você sempre busca evoluir, busca melhorar, né? Busca obter mais conhecimento e sempre fazendo testes, né? Com certeza. O conhecimento é infinito. Sempre a gente vai se deparar com novidades. E...

A capa desse livro aqui, a gente já traz outra variedade de palma, que no caso é os clones Califórnia, que esse trabalho vem com o trabalho de pesquisa que eu fui desenvolver na IMEPA em 2018. E quando a gente pegou o banco de germoplasma, que estava em Itacima, desde a época da importação, na década de 90.

Em 96 foi para Vitória de Santo Antão, acredito que em 99 foi para TACIMA, para a IMEPA, o Banco Germoplasma, e ficou lá em estudo preservado.

Em 2018, quando eu finalizei o doutorado e fui para a IMEPA em pendência, aí eu fui, peguei o banco germoplasma que estava em Itacima e levei para a pendência, estação experimental pendência da IMEPA, que fica em solidariedade, e fui estudar esse banco germoplasma. Então, a partir de 2018, a gente começou a avaliar essas plantas.

Foi quando a gente descobriu o genótipo chamado Califórnia V14. Ele já veio com essa nomenclatura do México. Não foi eu que criei. Califórnia, esse nome, veio do México. Lá no México tem uma região árida chamada Califórnia, Baixa Califórnia. Então, possivelmente, veio de lá essa variedade. E quando a gente plantou o banco germoplasma, a gente viu...

que a planta que mais cresceu, que mais produziu, chamou a nossa atenção, foi a Califórnia V14. Aí em 2019, a coxa no Ilha do Carmin pegou ela. Aí eu fiquei um pouco desanimado, enquanto pesquisador, vinha avaliando a planta. E disse, rapaz, eu não vou desistir dessa planta, porque essa planta é muito interessante. Inclusive,

A gente ia manusear ela e ia quebrar assim a planta. Ela não se quebrava. Ela é como se estivesse ligada, sabe? Na junta. A gente quando vai cortar a palma, corta ela na junta. Aí a Califórnia, quando a gente ia pegar ela assim, ia tentar tirar ela. Ela não quebrava na junta. Ela se quebrava a folha, mas não quebrava na junta, entendeu? Aí essa planta tem uma fibra, é diferente essa planta. Quando a gente mandou...

as amostras para laboratório, fazer análise bromatológica, aí identificamos que ela tinha um teor de fibra alto, acima de 30%. A Califórnia V14. Aí...

Foi quando a gente ficou mais fanático por essa planta, porque o problema da palma antiga, a palma gigante, era essa questão de fibra. O gado defecava muito líquido às fezes, né? As pessoas tinham esse ponto contrário da palma, porque ficavam aquelas fezes líquidas. E até o pessoal chama de chicote na região. O gado está com chicote. Então, uma palma com uma fibra maior vai ter um ganho na alimentação dos animais.

Então, aliando crescimento, produtividade e fibra, foi quando a gente quis dar continuidade a esse trabalho na Califórnia, porque ela deu coxonilha, aí a gente começou a fazer cultivo de semente, coletar fruto, tirar semente, plantar semente, com o objetivo de selecionar as plantas que tinham resistência. Porque a reprodução sexual...

Acontece que você forma um novo indivíduo. Quando você planta uma planta de uma semente, ali nasce uma nova planta, com a genética completamente diferente dos seus pais, porque ela herda a genética tanto do pai como da mãe. É a mesma coisa do ser humano. Exato. A planta é praticamente a mesma coisa. E quando você gera um novo indivíduo, é como na sua casa. Você tem irmão? Tem. Tem quantos irmãos você? Três.

Você é idêntico aos seus irmãos ou são diferentes? Até as gêmeas não são idênticas. Pois é, até as gêmeas, né? É porque é o fenômeno da reprodução sexual, é isso, né? Mesmo sendo filho do mesmo pai, os indivíduos são diferentes. Em planta, a gente teve essa percepção de tentar selecionar os filhos dela, né? Da Califórnia V14, com resistência à colchonilha do caminho. O meu objetivo era, pelo menos uma planta...

nascer com resistência. Aí a gente conseguiu selecionar mais do que uma, entendeu? E hoje a gente tem os clones como uma nova opção. Porque a gente viu o problema da palma gigante, coxonilha do carminho. Aí a gente, preocupado com a praga que viesse surgir na orelha do elefante, aí a gente veio com esse trabalho da Califórnia para buscar novas opções de variedades. Porque, veja, quando a gente começou a estudar artigo científico,

a gente identificou que existe uma colchonilha lá na Austrália e na África do Sul que ataca a palma-oreira do elefante. Então, veja, a colchonilha que está no Brasil é a linhagem Ficus, é a colchonilha que pega a palma gigante, entendeu? Porque o nome científico da palma gigante é a Opuncia ficusíndica, então tem a linhagem Ficus que pega a palma gigante.

E tem a colchonilha, que é a linhagem estricta, que pega a orelha do elefante. Porque o nome científico de orelha do elefante é opuncia estricta. Entendeu? Aí ela não está no Brasil. É muito preocupante isso. É por isso que a gente, enquanto produtor e pesquisador, a gente buscou diversificar, ter outras opções. E prevenir já, né? Se porventura vier, né? Deus o livro que não venha. Mas uma agricultura profissional...

É assim. Se você for para o monocultivo de cana de açúcar, você vê aqueles cana avial indo para João Pessoa, Recife, ali não só tem uma variedade de cana. Ali tem 50, 30 variedades de cana. Assim como o monocultivo de milho. Você vê aquele milharal todo bonitinho por igual, mas ali tem várias variedades, entendeu? Aí a gente com a palma, a gente hoje só está com uma, que é a orelha do elefante.

Digamos que todo mundo só está plantando a orelha de elefante. E o mau gargalo que tem para a questão da palma, por exemplo, o grande gargalo histórico do Nordeste da irrigação da água, a palma já venceu, já mostrou que não é. O que tem hoje de desafio e de um possível perigo é essa questão de vir alguma praga. E vocês já estão trabalhando em cima disso já com prevenção. Com prevenção.

Tudo na vida tem que ser prevenção. Então, veja, nós enquanto produtores rurais precisamos evoluir. Sair de um cultivo arcaico, entendeu? Que é só pegar a folha de palma e jogar no chão. E pensa que ela não, palma é resistente. É só sacudir na terra e ela vai dar certo. Negativo.

Os mexicanos, eles tratam de palma com muito zelo, muito cuidado. É tanto que é considerado lá verdura. Então, eles estão todo dia lá, arrancando um matimão, passando a franela, adubando, ajeitando, dando um beijo nela, entendeu? E aqui no Nordeste, não, a gente pega a palma e sacoda no chão, abandona ela, que se ela quiser crescer, ela tem que ser no abandono. Não é assim.

Então, Arthur, é por isso que surgiu a necessidade da gente desenvolver esse evento, de valorizar a palma, trazer essa nova visão. A gente não pode tratar ela assim.

Apesar de ser, como dizia Zezo, Alberto Sassona, a última planta antes de ser lembrada, antes da morte do animal, nós temos que modificar essa frase. Ela tem que ser lembrada desde o início das chuvas. Tratada, cuidada, zelada. Pensando no segundo semestre, sabendo...

que o segundo semestre vai vir a falta de energia, vai vir a falta de alimento, e a palma vem para preencher esse vazio. Teve outro negócio que você falando, né, de Zez, né, mais uma vez, quero também falar sobre ele, uma questão que eu lembrei aqui, você falando sobre ele, né, estive lá no dia D, gente, vocês podem ver aí no canal do podcast Nordestino, a gente fez o Inspeção Nordestino lá, no último dia D da Fazenda Carnaúba, né, que foi agora em 2025.

E eu assisti um pouco da palestra dele lá, né? E uma coisa que eu até falei na Expedição Nordestina, sobre isso que eu vi ele falando na palestra, né? Que ele disse lá o tempo que ele analisou que a palma ficou sem um pingo d'água, sem um pingo de chuva cair nela e ela continuou produzindo e sobrevivendo, né?

Isso é muito interessante também. O Zezo é uma figura assim, uma pessoa que a gente tem admiração, a gente anda muito lá na fazenda da Carnauba, somos amigos muito de Joaquim e Daniel, né? Eu morei com o Daniel quando fiz o curso de agronomia. Ah, cara, muito bom. Daniel fazia zootecnia ou agronomia, a gente morou no mesmo quarto.

E é por isso que vem essa amizade. E a gente adquire essa amizade com o Zé, né? Frequentando lá a Carnaúba. E o Zé, de fato, é uma pessoa, um vibrador, um apaixonado pela Palma, um pesquisador nato.

que a gente tem que fazer referência a ele sim. Tá certo? Uma coisa que eu achei muito interessante, Isaías, é o pastejo de palma. Eu achei muito interessante isso aí. Vi alguns vídeos. E eu acho também algo muito interessante e muito importante. Porque assim, vou falar também mais uma vez da minha observação de leigo.

E assim, da minha habitualidade, desde a minha infância, né? Quando eu ia uma vez ou outra numa fazenda de um amigo, num sítio de um amigo, entendeu? E aí eu via, passei até férias de criança, ia pra cada um amigo meu que o pai tinha um sítio, e eu via a forma deles trabalharem lá com os animais no sítio. E aí sempre tinha aquele manejo na palma, né? Até hoje eu acho que é o mais popular, né?

Colher ela. De colher ela e cortar, né? E levar pra cocheira. Isso, exatamente, né? Perfeito. E cortar. E aí, o pastejo de palma, quando eu descobri o pastejo de palma, através de vocês. Vendo no YouTube da Fazenda Carnaúba, vendo vídeos seus também, entendeu? E eu achei muito interessante isso, cara. Do cara poder, com a palma...

Soltar os animais, né? Como acontece com o capim, né? Como acontece aí onde fazem malmídia, né? Que são as potências da pecuária do Brasil, lá pro lado do Mato Grosso e tudo mais. Que é o gado solto no capim, né? Na pastagem, né? Exatamente. E o criador, ele só tem o trabalho de quê? De fazer... Só soltar o gado. É, só soltar o gado, né? E...

Ver essa possibilidade também com a palma, isso também é muito... Na nossa região. Na nossa região, muito interessante, cara. Veja, o pastejo começou quando... A gente... Veja que a história da palma é tudo recente. Lá no México não é feito pastejo em palma. Eles fazem pastejo lá com plantas silvestres. Plantas nativas que têm espinho. Porque lá tem muita variedade de palma que têm espinho, entendeu? Como a gente tem aqui o chique-chique.

A palmatória. Aí quando vem a seca, o que é que os produtores da região fazem? Coloca fogo num chique-chique, quer pro gado vir comer. Lá no México eles fazem pastejo assim, em planta nativa, de espinho. Eles não fazem pastejo em planta cultivada. Então, de certa forma, o Brasil é pioneiro. Até onde eu sei, né? Desde que me prove o contrário. O pastejo em palma é mais antigo no Brasil, no estado de Alagoas.

Num livro de Otávio Domingues, que tem o título Notas sobre Cultura da Palma Forrageira, ele descreve o Parchejo em Palma. O livro de Otávio Domingues, não estou lembrado do livro, é de 63. Ele já descreve o Parchejo em Palma, no estado de Alagoas, com palma doce, palma miúda. Porque ele disse que, Otávio Domingues dizia que a palma gigante, a palma graúda é a palma para corte.

E a palma miúda é a palma para pasto. Ou seja, o povo de Alagoas, desde Delmiro Gouveia, ele, que foi um pioneiro que incentivou o cultivo de palma em Alagoas... Já fizemos um episódio especial sobre ele. Ele foi pioneiro em várias coisas. É, foi um grande empreendedor. O maior empreendedor da história do Brasil. Verdade. Então, Delmiro Gouveia foi um dos pioneiros no plantio de palma para pasto. Isso é citado por Otávio Domingues, em 1963, o livro.

Então, veja, a Paraíba ficou plantando palma gigante, palma para corte. De fato, eu acho que a palma gigante não dava certo para pastejo, porque as pessoas plantavam palma de uma maneira mais empírica, plantavam aquele campo de palma e abandonavam. Aí só ia lá colher depois de sete anos, cinco anos, dez anos, entendeu? Quando a palma estava árvore.

Uma palma com, sei lá, 3 metros, 5 metros de altura. É brincadeira? Aí por isso que eles iam cortar. Não fazia sentido você botar uma boiada dentro. Uma palma erada. Entendeu? Então por isso que ninguém fez parte desde antigamente. Porque plantava palma de forma empírica e sem conduzir ela para a colheita depois de um ano ou dois anos.

E aí é um grande erro, né? Porque palma precisa ser plantada e colhida. No mesmo ano ou no segundo ano. No mesmo ano se for para plantio. Se for para pastejo, palmorelha do elefante, você pode botar a boiada dentro no segundo ano. Desde que ela seja bem conduzida o plantio. Está entendendo? Aí veja, quando é que surgiu pastejo? Lá na Mandacaru.

Em 2017, Joaquim, como a gente tem muita amizade com o vinho da Carnaúba, eu ando muito lá desde o tempo da Universidade de Agronomia, em 2017, Joaquim começou a fazer o vagão, pela necessidade, a dificuldade de você processar a palma. A colheita da palma é o grande gargalo.

Você ir lá no campo de palma colher e passar na forrageira, aí pegar aquela palma triturada, botar no carro de mão, levar para a cocheira, derrubar a palma triturada. Isso é um processo, é muito trabalho, sabe? Aí Joaquim, em 2017, fez o vagão. Em 2018, eu iniciei o meu vagão tomando a carnauba como inspiração. Eu fiz um vagão menor, entendeu? A carnauba era um vagão com 3 metros cúbicos, o meu só tinha um.

um volume de, só para conseguir moer, 900, 1000 kg de palma, meu. Aí em 2018 eu fiz o vagão, eu tinha um agrale, um trator. Aí quando eu fui inaugurar o vagão, o agrale, ele não conseguiu rodar o vagão. Quando ficou na metade de palma, o motor estancava, né? O motor não conseguiu processar, por conta do peso.

Aí eu fui obrigado a vender o Agrale e comprar um trator maior. Eu não tinha capital, tive que comprar uma sucata de trator, um trator que fosse acessível a mim. E aí comprei um trator usado, o meu trator é um A6 Fex 85 motor MWM, 85X. Motor muito bom, trator muito bom.

Sendo que um trator velho, um trator cansado. Quando eu fui inaugurar, comecei a processar o vagão nele, aí o trator foi e quebrou. Isso foi no auge de uma seca. No caso do vagão, a quantidade de... O vagão é aquele liquidificador, a máquina que você vai jogando a palma dentro para ele triturar a palma, entendeu? Eu já vi vídeos da carnaúba, já. Isso. Isso foi... Sai tipo uma papa, né? É, como se fosse uma ração bem líquida, né? Sim, sim.

Isso foi, quando ele quebrou, foi em 2020. Aí eu peguei o trator, levei para Campina, tive que reformar o trator. Aí gastei uma nota, que eu tinha comprado uma sucata de trator, o trator todo velho, sem manutenção. Deixei o trator todo zerado, novinho. Quando eu comecei a operar ele, o vagão, perfeito o vagão, colocando ração. Meia hora de serviço.

Estava resolvido, né? Digamos, uma hora de serviço. O operador ia lá no campo de Palma, com o trator, com menos de uma hora, a ração já estava espalhada na cocheira e o gado já estava se alimentando. Então, o vagão é uma revolução. Ele trouxe um ganho enorme para a fazenda, entendeu? Para colheta e processamento. Acontece que, quando eu comecei a operar, o vagão quebrou.

Aí me deixou na mão mais duas semanas e meu gado estava com fome. A imagem de você, na época, eu estava com 60 cabeças de gado, você botar alimento numa colcheira, palma triturada para 60 cabeças, numa colcheira. Não é fácil, é muito trabalho, entendeu? Principalmente nos dias de hoje, a necessidade de mão de obra. Aí eu conversando sempre com o menino de Manelito, aí Joaquim me incentivou, rapaz, vai para o pastejo.

a gente já estava experimentando um parchejo. Foi quando, em 2021, eu entrei, foi um ano muito ruim de chuva lá em Boa Vista, choveu 160 milímetros, foi quando, de fato, eu entrei no parchejo. Ou vai dar certo com o parchejo, ou se não, eu saio da atividade. Aí, quando eu fiz o primeiro parchejo...

Chamei o INSA, já em 2022, o Tiago, amigo meu que é pesquisador, ele veio para a gente avaliar o experimento do pastejo. E aí a gente viu naquele experimento que dava certo o pastejo, foi evoluindo. Em 2021 a gente fez um pastejo mais empírico.

usando mais, acessando Kating e voltando pra palma, em 2022 a gente já fez esse experimento com o Insa, foi tentando evoluir, e aí veio o conhecimento, foi se consolidando, entendeu? A região criticando, boa vista, me criticando por completo, porque eu recebia várias ligações, Isaís, o teu gato tá dentro da palma, tá quebrando a palma toda, entendeu?

as pessoas sem entender aquilo. Que era o proposital, né? Mas eu já coloquei o gado com querendo mesmo, sabe? Porque pra gente resolver esse problema da colheita da palma. Esse era o gargalo.

E no pastejo, o tamanho das plantas, né? No tamanho que eu... Ficou marcado isso que você falou pra mim. Uma altura correta de pastejo. Isso na altura, que a outra era muito alta e não tinha acontecido. Aí a gente foi aprendendo, Arthur. O gado, se ficasse muito tempo naquela palma, o gado ia rebaixando e deixando a nível do solo. Não pode, né? Você mata a fome do gado, mata a vontade do gado, mas não mata a vontade da planta.

A planta fica afetada. Ela precisa ter uma reserva pra poder ela perfilhar novamente, renascer. Aí é isso. O Pachejo começou a evoluir, né? De 2022 e diante. É tanto que eu só consegui concluir a divisão de piquetes da minha palma no ano passado, 2025. Minha palma tá toda dividida em piquete. Aí veja, eu já vendi vagão.

já não quero mais trabalhar com vagão, lá está consolidado o pastejo, mão em palma a gente só vai usar para plantio, o gado colhe palma, o ser humano pega palma só para plantar, entendeu? Então está vendo aí que é um processo lento.

Desde a difusão da palmorela do elefante até a chegada do pastejo. Então, o pastejo surgiu pela dificuldade de máquina, de vestimento alto. O pastejo é uma técnica consolidada, é prego batido, ponta virada, não tem outro caminho.

O que tem de atividade nele é você, no caso, fiscaliza os animais ali para quando chegar no momento você passar ele para outro piquete. Perfeito, isso aí. E aquele piquete renascer. Eu digo a você sem medo de errar, se não fosse o pastejo, fazenda manda-carô já estava de porteira fechada. Porque a colheta, hoje eu estou com 80 rezes. Você colher alimento, processar, botar na cocheira para 80 animais, não é fácil.

Aí o partejo você rompeu esse... Resolveu um monte de problema, cara. Essa questão da mão de obra também, várias pessoas me falam, não só em off também, convidados que eu já recebi aqui também, tem falado da dificuldade que tem tido com a questão da mão de obra. Também, né? O partejo, assim, se você pedir pra mim listar uma relação...

com inúmeras vantagens ou desvantagens do pastejo. Eu elenco para você sem vantagem e não vi até hoje uma desvantagem no pastejo. E pegando para um tempo mais próximo, Isaías, agora no final de 2025, segundo semestre de 2025 para o início agora de 2026, teve uma estiagem forte, não teve? Com certeza. Você manteve tranquilamente os animais. O gado, o pastejo da palma entregou o meu rebanho gordo. Muito bom.

É isso aí, você consegue romper o efeito sonfano e o vazio forrageiro, entendeu? Então, quando você pega a palma, para ler a rapacocheira, cortar ela...

Você não consegue, se for um rebanho grande, você não consegue matar a fome do animal. E a trabalhada é grande, mesmo que não seja grande também. Pois é, e o animal não consegue consumir a quantidade que ele deveria. No pastejo você está dando o alimento em quantidade e à vontade, entendeu? Ele vai pela necessidade dele. Aí você...

Resolve um problema aí da colheta, resolve o problema da mão de obra e principalmente o pachejo, por isso que é um caminho sem volta. Resolve o problema da palma, que é nutrição. A palma não é exigente em água. A palma é super exigente em mineralização. Então, o pachejo só vem para ajudar a palma, entendeu?

Isso aí, Zé, outro ponto também que é bom a gente falar. Eu vi um vídeo interessante também da Fazenda Carnaúba, do pastejo com caprinos. Também pode ser desenvolvido para caprinos, até porque a cidade de Monteiro e Paraíba é o maior rebanho de caprinos atualmente da Paraíba. Eu vi esses dias uma pesquisa sobre isso. Vi que, não sei se tu é errado, se eu tiver, Zé, vai me corrigir aí. Vi que Pombal era o maior de bovinos. Não sei se mudou.

acredito que sim, Monteiro. Mas eu vi um gráfico, sabe? Aí tem dizendo lá que o de Caprins era Monteiro-Paraíba. Monteiro, tem uma cooperativa aqui, inclusive Rubinho, amigo nosso, né? Que conduz essa cooperativa com muita maestria. É, sei lá, entra 50 mil litros de leite nessa cooperativa. E foi inaugurado o frigorifo, né? O abatedouro. O abatedouro.

Lá na cooperativa de Rubinho, de Rubinho não, da Capribon, né? Rubinho é quem faz a gestão. Eu acredito que produz volume muito alto de leite, caprino e bovino. Exato. E eu tenho certeza, Arthur, quem é responsável por esse volume de leite que entra nessa cooperativa é a Palma.

E na medida que as propriedades foram evoluindo com o plantio de palma para romper essa falta de energia no segundo semestre, e vindo com o pastejo, o Nordeste vai se transformando em outro. Uma potência. Vai. Eu sou muito fanático desse sentido. E é de direito. É. Porque eu não consigo enxergar como é que uma região que não tem chuva no segundo semestre...

consegue dar continuidade a uma produção só com a planta de palma. Então é isso, é um resumo, né? É sensacional. É por isso que eu vi, enquanto técnico, eu vi a necessidade de escrever esse livro, de registrar tudo isso. Antes desse livro, eu escrevi um livro falando da história da minha cidade, de Boa Vista.

que é um livro mais de cultural, de genealogia, com essa parte de ancestralidade. Então eu vi essa necessidade de colocar isso no livro. Depois desse livro que conta a história das fazendas e das famílias de Boa Vista, aí eu fiquei com aquela obrigação de escrever o livro da Palma. Não, não é possível. Eu estudo muita Palma, sou apaixonado pela Palma, sou produtor de Palma, então eu tenho que...

fazer o livro, né? Eu preciso documentar isso. Aí, dia 2 de maio. Por isso que veio a necessidade de fazer o evento. Eu vi essa lacuna. Na paz, a palma é uma planta muito importante e pouco prestigiada. A palma não é prestigiada. Tem que surgir com a necessidade, a vontade do produtor. Entendeu?

Então eu nessa condição fiquei com essa responsabilidade de puxar a Palma, né? Tentar mostrar à sociedade a importância da Palma com o evento. Então é isso. Vou fazer o convite no seu canal. 2 de maio. Convidar os produtores que gostam, que são entusiastas da Palma.

para participar desse dia, que é um momento da gente se confraternizar, um momento da gente enaltecer a cultura da palma. É pela manhã o evento. A gente vai fazer o lançamento do livro no evento. E à tarde é mais um momento... Arthur, à tarde é um momento mais...

Pode ir falando, pode ir falando. A tarde é o momento mais comercial da fazenda. A gente faz um leilhão. Eu sou o criador selecionador de CIND. Então a gente faz um leilhão à tarde, né? Que é para aproveitar o evento, né? Fala de Palma. Aproveitar o momento. A gente comercializar nossos produtos. Então fica aí o registro, né? Para os produtores da região, de Monteiro e toda a região. Seguidores do podcast nordestino.

participar do Cultura da Palma é a terceira edição, esse é evento, um evento exclusivamente para valorizar a cultura da Palma. E vocês de outros estados aí, já, ó, está sendo avisado com antecedência, dá para se organizar, veio e vim no dia 2 de maio, tá certo? Redes sociais, Isaías, assim, para o pessoal se localizar, pegar localização. Pronto, vamos lá.

A Fazenda tem o Instagram. Show. É, só é colocar lá, faz, manda a Karu, Fazenda, manda a Karu, Boa Vista. E a gente vai tá marcando no Instagram, nos cortes que for postado, a gente vai tá marcando na Fazenda. Só é seguir lá a Fazenda. Muito bom. E a gente tem sempre colocado materiais divulgando o evento, programação, tudo, entendeu? E qualquer dúvida entre em contato lá direto no Instagram, né? Com certeza. É ser atendido, né? Então, Arthur.

O evento vai tratar de dois temas que a gente falou hoje, que é o pastejo da palma, é uma temática que é interessante, inclusive Pedro do Coruja está aqui, é um produtor que está fazendo pastejo em palma, a gente convidou ele para participar do evento. Pedro é também um produtor que está desbravando o pastejo.

Então, além de Pedro, vamos ter várias outras pessoas lá participando do evento. Joaquim da Fazenda Carnaúba. Nós temos... Vamos iniciar falando dos Califórnia, os clones de Califórnia. Tem uma pesquisadora, né? A Gilene, ela... O trabalho de doutorado dela foi lá com as Califórnia. Ela vai apresentar os resultados do experimento com as Califórnia.

E nós temos também debate com produtores que estão plantando Califórnia, que é André Clementino e Bibi do Sertão. São pessoas que estão com experiência. Eu fiz questão de convidar eles para eles transmitirem as experiências.

com relação ao cultivo da Califórnia. Então é um evento que reúne produtor, instituições técnicas, o FPB, o Unifip, o INSA, o MPAE.

Então, fazendas, né? Um evento bem diversificado, né? De profissionais. Tanto técnicos como produtores rurais. Muito bom, muito bom, viu? Sensacional. Aqui tem mais eventos como este, né? E pra gente, viu, Isaías? Pra o podcast Nordeste de Né? É uma honra receber aqui. E trazer, cara, essa temática, né? Porque, como Ariane Soassona dizia, né? Que a capinocultura é a redenção do Nordeste de Né? Era com a capinocultura que ele falou.

Mas eu acredito que a palma é a grande redenção do nordestino A partir do momento que ela for tratada da forma que vocês tratam E que pela maior parte de pessoas possível É como eu falei aqui, o momento está ainda há pouco Para a gente ser a potência que a gente merece ser, entendeu? E assim, para mim que sou leigo, que não sou produtor rural Como eu falei antes de começar aqui

Não tenho tradição de produção rural na minha família, entendeu? E assim, eu vejo hoje, né? Eu considero a palma diante de tudo que eu já conheci através de pessoas como você, né? Pessoas como Pedro, como Joaquim, Daniel. E assim, outras coisas que eu fui pesquisar também, né? Como Paulo, sua assona que eu...

tive a oportunidade de conversar, eu vejo a Palma como algo que, olha, ela não nasceu no Nordeste, não é originada daqui, ela veio de fora, mas que ela é muito mais nossa hoje do que de outro lugar do mundo, sabe? E eu vejo ela como identidade nossa, sabe? Como a vaquejada é uma identidade nossa, entendeu? Com certeza.

Como algo que é a nossa cara, como algo que é que ela tem que fazer parte e ela tem que ser dada a importância que ela merece, entendeu? Porque aí o nordestino vai ver, né? Muitos nordestinos que foram embora, né? Vão ver, né? E muitos nordestinos, a maioria que foi embora, hoje em dia lamenta de ter ido, né?

E hoje em dia tá longe, não consegue, né? E é gente que tá consumindo conteúdo, né? Hoje em dia o maior número de seguidores do podcast Nordestino é de São Paulo. Estão lá em São Paulo, ou seja, nordestinos que foram pra lá. Nordestinos que estão lá. O pessoal manda pra mim direto, relato, sabe, Isaías? E aí, o que é que eu vejo, né? Eles consomem muitos conteúdos, como o da Fazenda Carnaúba também. Eu acredito, eu não sei, nunca perguntei a eles, né?

Mas eu acho que também grande parte dos seguidores deles, inscritos do canal deles, são pessoas que moram em São Paulo, entendeu?

E essas pessoas vêm de lá e, assim, lamento que digam, rapaz, se eu tivesse aí, se eu pudesse voltar, eu ia ser produtor rural. Muitos saíram da... Ia plantar a palma. Exatamente. Muitos saíram da zona rural e foram embora para São Paulo. Com certeza. Já está entrando até em um assunto aqui bacana de a gente comentar um pouco antes de terminar, dessa questão, né? De ter acabado as sucessões que a gente comentou do trabalho de Alisson Corretor, Corretor do Mato, né?

Sim. Grande amigo Alisson e que eu acompanho também o canal dele, os conteúdos dele, né? Divulgando fazendas lindíssimas, cara. Não é.

propriedades muito boas e que, gente, isso aí eu ia falar até aqui, antes de começar, que lamenta, acha bonito o trabalho de Alisson, mas ao mesmo tempo lamenta porque a maioria das propriedades que a Alisson divulga que estão à venda, são de sucessões familiares que não ocorreram, né? Isso, é importante essa passagem, né?

Alisson é amigo nosso, a gente é vibrador do seu trabalho. Na verdade, é o corretor do mato, o único que trouxe esse trabalho de venda de fazendas. A gente fica, Arthur, um pouco triste quando vê aquelas fazendas tradicionais, abandonadas, fazendas tradicionais que não produzem mais, não pela falta, pela falha da região.

pela falta de interesse das pessoas. As pessoas não têm mais coragem. É por isso que eu tomei aquela expressão de Manoelito quando ele disse, nordestino até hoje escapou no Brasil fazendo da fraqueza força. Então as pessoas não querem mais enfrentar as dificuldades, enfrentar os desafios, as adversidades, entendeu?

Então, quando você herda uma fazenda de mil hectares, dois mil hectares, são poucas as pessoas que têm coragem de enfrentar. E muitas vezes praticamente pronta, pronta, né? Pois é. Muitas vezes com tudo construído, né? Você nem precisou comprar, entendeu? Então, a mensagem é essa. Eu fico triste quando a gente vê aquelas fazendas históricas em ruínas, né? Sem sucessão familiar.

Na maioria das vezes, por falta de vontade mesmo das pessoas, entendeu? Aqui eu não estou fazendo crítica a herdeiros, né? A gente sabe das dificuldades, às vezes as pessoas não nasceram naquele ambiente, as pessoas estão em outro ambiente, está na cidade, está na capital, e é difícil você sair da capital, voltar para o meio rural e tocar aquele negócio sem você ter conhecimento, sem ter know-how, entendeu? Não é para todo mundo.

Então, isso é um problema que está instalado no Brasil hoje, entendeu? Fazendas, o setor rural, muitas fazendas abandonadas, tem o problema da dificuldade de mão de obra. Acabou-se esse negócio de que a gente vai encontrar trabalho escravo, entendeu? Querer que as pessoas trabalhem por preço de banana. Não existe isso. Você tem que remunerar bem a pessoa, dar condições especiais para ele trabalhar.

Então, senão as fazendas não vão mais para frente. Então, esses novos produtores rurais que estão adquirindo esses empreendimentos, só vai dar certo com o investimento. Só vai dar certo, se for em região seca, com a cultura da palma. E com a cultura da palma, você tem que encarar ela com o profissionalismo. Não vá pensando que eu vou plantar palma...

Vou só jogar ela no chão, vai dar certo. Não é assim. Tem que ir com profissionalismo, entendeu? Então, a sucessão familiar hoje só vai pra frente se for encarada de forma profissional.

Isaías, outra questão aqui até. Você que é produtor rural na prática, muito bom também de eu fazer essa pergunta aí lá aqui também. Falando de mão de obra, mais uma vez, falando de mão de obra. Eu vi na internet mesmo, hoje em dia na internet, é cheio de especialistas, né? Cheio de especialistas que não fazem nada na prática, que não vivem a realidade das coisas, né?

Eu não cheguei a conversar, nunca conversei, pelo menos até o momento, com uma pessoa que está na posição de mão de obra. Não conversei. Agora eu vejo muita gente metida a entendedor, principalmente na internet, eu já vi já, já vi em grupos também e tal. E assim, eu gostei quando você falou isso aí, da pessoa ser valorizada, a mão de obra tem que ser valorizada. Tem que valorizar.

Você é produtor rural, você conhece diversos produtores rurais, né? E você fala dessa dificuldade que tem existido de mão de obra, né? Você conhece vários produtores rurais que estão dispostos e que com a pouca mão de obra que tem, valorizam a mão de obra que tem, a pouca que tem, e que estão dispostos a valorizar a mão de obra que chegar nova.

Você conhece várias pessoas nessa situação para mostrar que muita gente não é mão de obra, nem é produtor rural, e quer falar que o problema é porque o pessoal não é valorizado. Muita gente fala isso. Eu já vi muita gente na internet falar isso. Ah, é porque...

A pessoa não é valorizada, por isso que não tem mão de obra. Você na posição de produtor rural, que conhece vários produtores rurais diferentes, você acredita, você vê a realidade de que muitos produtores rurais querem valorizar as pessoas, mas tem essa dificuldade. Existe, sim, muitos produtores que investem no seu funcionário. Tem que investir, tem que valorizar, tem que dar condições ótimas para o camarada trabalhar. Entendeu?

Agora, está faltando porque trabalhar no meio rural tem uma diversidade, você vai para o sol, todo mundo quer ir para um caminho mais fácil, entendeu? Aí a gente tem que entender isso. Entendi. Aqui não é momento da gente tomar, digamos...

Posições políticas. Não, não, não. Aqui eu não estou para falar de posicionamento político, entendeu? Muitos criticam programas sociais e tal. Eu vejo muita polêmica sobre isso. Existem várias falhas, né? Políticas públicas existem falhas. Mas eu acredito que nossa região só vai evoluir partindo da pessoa. Eu sempre tomo aquela referência de Manoelito, né? Para a gente fazer força, né?

Fazer com coragem romper as dificuldades. Claro, existem muitas e inúmeras falhas políticas públicas. Por exemplo, garantia safra.

É um programa que, no meu ponto de vista, eu como produtor técnico, para a minha região é completamente errado. Entendeu? Como é que o governo incentiva plantar uma cultura agrícola que necessita de regularidade de chuva? Se minha região não tem regularidade de chuva, o primeiro princípio de chuva no Nordeste Seco é a imprevisibilidade.

Então, se eu não sei quando é que vai chover, como é que eu vou incentivar uma planta que requer calendário de chuva correto? Entendeu? E boa distribuição. Então, o programa já falha, né? É um programa público, digo, política pública de governo, que incentiva o camarada a tirar um recurso financeiro, acredito que seja um salário mínimo, hoje eu não estou por dentro, como é que está a política atual, né? Há as regras.

Mas se você perder a safra, você ganha um salário mínimo. Então, é muito pouco para o nordestino. É muito pouco para um produtor. Nós precisamos de políticas efetivas. Entendeu, Arthur?

Eu quero adquirir um trator com facilidade. A gente precisa, a nossa terra tem um solo bruto, precisamos ter máquina. Então, se não tiver máquina, se não tiver estrutura, se não tiver o dedo do governo, tem que ser o governo.

A região não vai para frente. É tanto que tem aí muitas fazendas em ruínas abandonadas. Então tem que ter uma interferência. Se não tiver interferência, e isso é um problema sério. Porque, vamos lá, eu fui fazer uma palestra em São João do Tigre. Eu vi lá que a área do município, acho que era a terceira na Paraíba, era em torno de 100 mil hectares de terra.

O que é que São João do Tigre vai fazer com 100 mil hectares de terra? E a cidade mesmo está no meio de... A cidade deve ser o quê? Dois hectares de terra? Não sei. Não conheço o tamanho da cidade. Aqui é maior e é a maior área... Dois hectares é muito pouco, né? Da Paraíba é aqui, a maior área. Monteiro, né? A maior área rural, você fala? Exato. É a maior... Territorial. Territorial, é a maior. Depois, se eu tivesse com o celular aqui, eu ia pesquisar a área de Monteiro.

Mas o que é que Monteiro vai fazer com essa área toda? Entendeu? Ficar só preservando Caatinga, tem que preservar associando com produção. E produzir tem que ser com a cultura que realmente seja efetiva, que não entregue resultado à região.

No caso, 986 mil quilômetros quadrados. É quase 98 mil hectares de terra. Diga aí. Entendeu? Maior extensão territorial da Paraíba. Ele está dizendo aí que é o maior, então São João do Tigre eu acho que é menor. Eu falei os números errados. Mas é isso. O que danado eu vou fazer com 98 mil hectares de terra? Entendê-se?

Então, tem que associar preservação ambiental junto com produção. Então, a palma entra aí. A região só vai para frente com produção. Cooperativa que tem Monteiro, Capibron, tem certeza. Ela roda principalmente graças à palma. A palma-orela do elefante, que é o carro-chefe da região. Entendeu, Arthur? Então, é essa a mensagem.

a gente fez uma associação aí de informações, até com êxodo rural, com fazendas sem sucessão familiar. O podcast é isso, é muito bom. Só tem mais uma curiosidade também para lhe perguntar, que surgiu aqui, né? Você cria predominantemente a raça Cinde, na pecuária bovina.

E aí, outra pergunta que eu quero lhe fazer. Por que a maioria das pessoas aqui, da região do interior do Nordeste, criam o Nelore? O Nelore. Vamos lá. O Pedro também é assim, né? Fazendo carnauba também é assim. Muito bom a pergunta. Mas a maioria, né? A história... Os vídeos das feiras mesmo. Feiras livres de animais, né? Predomina o Nelore. Predomina o Nelore. Olha, veja só. O Nelore...

É a raça que alimenta o Brasil, vamos ser sinceros. Porque é o seguinte, na verdade quem alimenta o Brasil seria o capim. O Brasil que chove bem, região centro-oeste, o sudeste, onde chove acima de mil milímetros, está colonizado o capim braquiara. Entendeu? Então, quando o capim braquiara entrou nessas grandes áreas...

Aí entrou depois o Nelore, que era o boi de capim, que é o boi que vai buscar o capim, entendeu? É um animal, o Nelore é um animal que gosta, ele se desenvolve comendo tranquilo. O Zebu, de maneira geral, ele é um animal que se desenvolve se alimentando de pastagem, certo? Então, o Nelore se deu muito bem nessa pecuária do Brasil, porque você planta capim braqueário em grandes áreas, entendeu? Que é um capim...

que se dá em solo ácido, digamos assim, para ficar mais fácil o entendimento. É um capim que exige, digamos assim, menos manejo de adubação, quando comparado a outros. Aí você bota o capim braquiara, desbrava o Brasil, você bota o boi nelore, que é um boi que não precisa de manejo, de muito cuidado, digamos assim. Ele dando a alimentação adequada.

E o que é que eu quero chegar com isso, com o Cinde? Então, o Nelor é um boi de corte, é um boi para ir buscar o capim. O Cinde, ele tem outra temática, né? O Cinde, ele chegou no Brasil, ele foi importação recente, é de 1952. Então, pesquisador brasileiro que foi até a Índia, o Paquistão.

ele conseguiu um avião, naquela época muito difícil, em 1952. Ele conseguiu trazer esses animais. A história do Sindicato é uma história muito bonita. Ele conseguiu fazer essa importação. E ele mesmo, enquanto pesquisador, foi lá com cuidado, foi escolher os animais. E ele foi buscar esses animais que produzissem leite. Ele queria um zebu que produzisse leite. Entendeu? Então, você veja que são...

características diferentes de raça. Nelore não produz leite. O Cinde, ele era um animal rústico, que vem do deserto para produzir leite. Então, quando o Feliz Beto de Camato foi buscar, ele foi muito feliz, ele foi buscar esses animais lá, então ele foi com esse propósito. E a história do Cinde no Brasil, ela é toda recente, é a mesma coisa da história da Palma. O Cinde, de 52, foi para o Instituto de Agronomia do Nordeste,

Instituto de Agronomia do Norte, do Nordeste não. Esse pesquisador levou lá para o Norte, a região Norte, os animais. Daqui a pouco a história é muito longa, esses animais foram transferidos para São Paulo e daqui a pouco de São Paulo chegou até a Paraíba.

por iniciativa de um pesquisador paraibano, Paulo de Miranda Leite, doutor Paulo, nós temos grande respeito e admiração a ele. Então, doutor Paulo, ele foi buscar o CIND em São Paulo, que de certa forma estava abandonado e esquecido lá.

Ele trouxe para a Imepa, no ano de 83, né? Acho que foi para Riachos Carvalho, uma estação que tinha no sertão. E depois ele foi conduzido para a Lagoinha, que é onde tem a estação experimental da Imepa. Hoje o rebanho Sindhi, originário da Índia, do Paquistão, ele está preservado aqui em Lagoinha, na Paraíba. E uma parte desses animais, ele depois foi para a Embrapa Semiárido, em Petrolina, entendeu? Então veja como é recente.

Em 83 chega o Sindy, acho que Manelito começou a criar por volta de 84, 85. Aí Manelito era criador de Guzerá e começou a criar o Sindy. Com alguns animais, né? Que foi buscar em São Paulo e ele comprou reprodutor na Imepa durante leilhões. Entendeu? E aí ele foi e aí veio surgindo outros produtores. Pompeu Bob e a história do Sindy é muito bonita e recente.

Então, por isso que o Nordeste está difundido o Nelore e o não-Sinde, porque o Sinde é recente, o Nelore é mais antigo, entendeu? O Nelore entrou no Brasil desde os anos 1900, é mais recente, é mais antiga, digamos, a introdução do Nelore, e são propósitos distintos, entendeu?

Então, o Brasil, que faz pecuária de verdade, onde está a grande produção de gado no Brasil, é onde está o capim braquiara, é onde está o nelore. Que é um animal que gosta de pastejar em grandes áreas. Animal que pasteja em ambientes sossegados. É isso. Por isso que o nelore deu certo. É um zebu muito rústico, de grande importância para o Brasil.

E o Cinde é uma raça que está com maior expansão e crescimento nos dias atuais. Inclusive está ganhando o Nelore. Muito bom. Então, por ser uma... Corte também, né? Corte também. O Cinde é dupla pitidão. Nós temos a linhagem que veio da importação de 52, são animais que têm um perfil mais para a produção de leite.

Enquanto outros produtores vão e não estão querendo mais produzir leite no cinto, aí eles começam a fazer os cruzamentos dirigidos para o animal perder o leite, entendeu? Aí ele vai ganhando aquela estrutura do Nelore, ficando um corpo mais volumoso, com maior potencial de produzir carne.

Essa é que é a verdade. Então, o Cindy é recente, o Cindy tá em crescimento, daqui a pouco a gente vai bater o Nelore, viu? Show de bola, show de bola. Mais uma aula aí, viu? Muito bom, Isaías. Obrigado, obrigado. É curiosidade que não é só minha, viu? Essa curiosidade aí, eu sei que é de muita gente essa curiosidade aí. Isaías, tem algumas lembranças aqui pra você do podcast Norastino, viu? Certo.

Quando você chegou, já tinha falado logo, né? O queijo da coruja aqui, que você já conhece, né? Conheço, muito bom. Lá de Pedro Pedrosa da Fazenda Coruja, né? Inclusive, gente, se inscrevam no canal aí de Pedro Pedrosa da Fazenda Coruja, tá bom? Tá produzindo muito conteúdo de valor, muito conteúdo que agrega. Acredito que as pessoas que estiverem assistindo esse podcast aqui, quem não conhecer ainda o canal da Fazenda Coruja, tem que conhecer, porque vocês vão gostar do conteúdo, tá certo?

Pronto, tem um vídeo lá que Pedro fez só sobre o pastejo. O pastejo de palma. Muito bom o vídeo, muito interessante, viu?

Pedro também é adepto aí do Sindy, né? Também tá no Sindy aí, né? E produz o queijo de cabra, né? Tá sendo o queijo de cabra mais vendido do Brasil, viu? O Lua Nova. O queijo de Pedro, muito gostoso. 16 estados, cara. Eu vou fazer uma comparação aqui com o queijo de... Só tem um queijo melhor do que o queijo de coruja. É o queijo da minha cidade, o queijo de Boa Vista. Que lá é uma tradição antiga, né? A cidade do queijo. A gente perdeu essa tradição.

De fabricar queijo, muitos produtores... Queijo de vaca. Queijo de bovina, de vaca. Então lá a gente tem essa fama. Inclusive o mercado lá em Campina Grande, uns tempos antigos.

tinha uma ala lá de só com plaquinhas queijo de Boa Vista. Já por causa da fama, né? Por conta da fama, entendeu? O cara já sabia que era... Rapaz, eu acho que eu já comi já, entendeu? Mas eu vou, a próxima vez que eu passo, eu passo direto lá pro Boa Vista, eu vou procurar um curujão pra comprar. Vale a pena, o queijo de Boa Vista é muito conhecido, muito tradicional. Queijo de curuja é excelente, mas o queijo de Boa Vista é melhor. Não se concorda, não. É de vaca, conta de cabra.

É isso aí. Então, é um presente pra você aí, o queijo lua nóvel. Valeu, obrigado, Aril. A chefe da Fazenda Coruja. Esse aqui é um livro de poesia. Certo. Esse aqui é um livro do poeta Lenélson Piancó. Esse livro aí, cara, ele tem um propósito muito bonito, sabe? O Lenélson escreveu esse livro quando a esposa dele estava fazendo tratamento no Hospital Napoleão Laureano, aqui na Paraíba, né? Hospital de Referência contra o Câncer.

E toda a venda do livro é revertida para o Hospital Napoleão Laureano, né? Muito bom.

E aí eu quero mandar um abraço para Luiz Carlos Celanto, lá de Petrolina, que comprou essa remessa aí, mandou o Lenelso me entregar para eu presentear os convidados e mandou diretamente o dinheiro lá para o hospital. Eu fiquei muito feliz por isso, né? Já vai em duas remessas que Luiz Carlos Celanto compra, né? E tem outro livro também que eu presentei aqui, que é o do João Nilton Pessoa, que a doação do livro vai para Liga contra o Câncer do Rio Grande do Norte.

Ou seja, a gente está ajudando aí duas instituições, né? Muito bom. De combate ao câncer, né? Fico muito feliz por isso, né? Um presente para você aí, livro de inspiração. Obrigado, Arthur.

De Lenel. Vou fazer boa leitura. Outra lembrança aqui também do Podcast Nordestino, que é a plaquinha que é produzida aqui pelo Erle, Marcenaria Criativa. Muito massa. Um artista sensacional aqui de Monteiro. Ele faz esses trabalhos aí com madeira. Faz arte em madeira, na verdade. E aí tem essa plaquinha aí. O que vai ter de feio nela vai ser minha letra aí, que eu vou botar uma dedicatória.

viu? Ótimo. Mas também é uma lembrança aí do podcast na hora de assistir. Pra lhe agradecer, cara, né? Isso aí não é nada pra lhe agradecer pela sua presença, pelo que você trouxe hoje aqui pra gente, cara. Sua história de vida, seus conhecimentos, viu? Tudo que você trouxe, cara, sobre a palma, né? Como eu disse, né? Que eu tenho muita vontade, aumentou mais ainda a minha vontade de ser produtor rural e se Deus quiser vai chegar o momento, né? E eu sei que você, com os conhecimentos que você compartilhou com a gente aqui,

Vai ajudar muita gente. Muita gente tava precisando saber de alguma coisa que você trouxe aqui, viu? Tenha certeza disso. Isso é isso. Valeu, obrigado pelas palavras, Arthur. Eu recebo de coração os presentes e os queijos, o livro, a plaquinha. Em contrapartida, eu tô lhe dando também fazendo essa troca. Muito obrigado. Os bonés da Fazenda, um é um boné da Fazenda, o outro é o boné do evento, Cultura da Palma e o livro, que vai ser lançado no dia 2. Muito bom. Dia 2 de maio, evento Cultura da Palma. Cultura da Palma.

Cultura da Palma. Sigam nas redes sociais aí, a Fazenda Mandacaru, arroba, fazmandacaru, fazmandacaru, F-A-Z Mandacaru, tá certo? Isso. E vocês já seguem, entrem em contato pra vocês terem informações de tudo que vocês precisarem e vocês ficarem ligados também em todas as novidades do evento que acontece agora dia 2 de maio, viu? Se Deus quiser...

Vamos estar lá, vamos estar lá, se Deus quiser. Vamos fazer todo o esforço possível para estar por lá, prestigiando aí esse trabalho que é sensacional. Valeu, Arthur. E tem o mesmo propósito que o podcast Nordeste, Isaías, que é mostrar o que o Nordeste tem de melhor. E a Palma, a cultura da Palma é uma das coisas que a gente tem de melhor. E quem souber trabalhar com ela, como você trabalha, e que é admirável você passar os seus conhecimentos sem segredo.

sem arrudeio nenhum, passar para as pessoas também perpetuarem esse trabalho, cara, isso é sensacional para a gente, como eu disse aqui no outro momento, né? Para a gente ser a potência que a gente merece ser, o Nordeste merecer. Vamos lá. Valeu, tudo de bom, viu? Obrigado mais uma vez pelo espaço, Arthur. Estou à disposição sempre. Valeu, muito obrigado, viu? Minha gente, muito obrigado a cada um de vocês que acompanhou mais um podcast nordestino.

Fiquem ligados aí nas nossas redes sociais, tá bom? Pra não perder nenhuma agenda, pra não perder nenhum podcast nordestino, tá certo? Toda segunda e quinta tá aí na UAU um podcast nordestino. E conteúdo tá saindo toda hora aí em todas as redes sociais que a gente tá presente, tá bom? Sigam a gente nas redes sociais. Se você usa alguma rede social de vídeo, seja o Instagram, seja o TikTok, Facebook, Quai...

Nós estamos presentes em todas elas, produzindo todo dia, todo dia, praticamente, toda hora, tá certo? E no YouTube é o melhor que você tem, porque aqui você vai assistir o grosso, como eu costumo dizer. Aqui nós botamos o conteúdo completo, tá bom? E nas redes sociais vai só os cortes. E aí você vem pro YouTube que é melhor, tá certo? Compartilhem, tá bom? Quem estiver assistindo de manhã, tarde, noite, de madrugada, muito obrigado pela presença em mais um podcast nordestino. E até o próximo encontro, se Deus quiser. Valeu, excelente. Chô, valeu, Kevin.

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