O É da Coisa de 16/07/2026, com Reinaldo Azevedo: Tarifaço: “Flávio, o culpado”; Rubio: Lula no 1º?
- Tarifas EUA contra BrasilMotivações falsas para as tarifas · Impacto econômico das tarifas · Pix como motivo central · Marco Rubio · Donald Trump
- Viagem de Flávio Bolsonaro aos EUANegação e desinformação sobre a foto · Valdemar Costa Neto · Paulo Figueiredo · Juliana Dalpiva
- Literatura BrasileiraPix como ameaça competitiva · Tratamento especial para o Pix · Zelle (EUA)
- Tarifas Americanas BrasilPronunciamento do Ministro Mauro Vieira · Inaceitabilidade das declarações de Rubio · Lei de reciprocidade · OMC (Organização Mundial do Comércio)
- Flávio Bolsonaro e VorcaroMisoginia e ameaça implícita · Interpretação psicanalítica de 'estancar' · Santa Rita
- Comparação com o tarifárioCulpa atribuída a Flávio Bolsonaro · Concordância com Lula · Descrédito de Flávio Bolsonaro · Instituto Quest
- Críticas ao Governo LulaAcusação de má negociação · Crítica à política econômica de Lula · Ego de Lula à frente do bem-estar
- Desafios do AgronegócioNota da FIESP considerada covarde e omissa · Críticas reservadas do agronegócio a Flávio Bolsonaro · Paulo Scaffi · Paulo Figueiredo
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Agora na BandNews FM, O É da Coisa, com Reinaldo Azevedo, Alexandre Bentivoglio e Carlos Costa.
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Esse mar é meu, leva seu barco pra lá desse mar. Esse mar é meu, leva seu barco pra lá.
Esse mar é meu, leva seu barco pra lá desse mar. Esse mar é meu.
Leva seu bacuta lá, vai jogar a sua rede das 200 para lá. Pescador dos olhos verdes, vá pescar noutro lugar.
Esse mar é meu, leva seu bacuta lá desse mar. Esse mar é meu, leva seu bacuta lá. Esse mar é meu, leva seu bacuta lá desse mar. Esse mar é meu.
E o barquinho vai com o nome de Caboclinha, vai puxando a sua rede, dá vontade de cantar. Tem rede amarela e verde no verde azul desse mar.
Esse mar é meu, leva seu bambu pra lá desse mar. Esse mar é meu, leva seu bambu pra lá desse mar. Esse mar é meu, leva seu Madu pra lá desse mar. Esse mar é meu, leva seu Madu pra lá desse mar.
Obrigado, seu doutor, pelo acontecimento. Vai ter peixe e camarão, lagosta que só Deus dá. Pegou bem a sua ideia, deixa pouco pensamento. E a partir desse momento, o meu povo vai dançar.
Começa agora para todo o Brasil mais uma edição de Ué da Coisa. Se a coisa parece confusa, atrapalhada, vem para cá que a gente desconfunde, desatrapalha. Milhões de pessoas acompanham o programa pelo Tádio, pelo Band News TV, pelo LG Channels e Hidrabene também. E a Caverna do Uinhudo sempre. Isso. E também nos aplicativos Band News FM, Band Play, ó, na Caverna do Uinhudo e em todos os lugares. Boa noite, Waldir Bene, que eu já acionei. Boa noite, Carlos Costa.
Boa noite.
A vantagem de o diabo é diabo porque é velho, não porque é sábio. Já disse até porque tem o indicativo subjuntivo, não é porque seja, porque é questão de duas coisas. Diabo, né? Mas é diabo porque é velho, não porque ele sabe. Essa música, vocês não— se bateu no ouvido de vocês alguma vez, foi acidental. Essa música é de 1970. 70. O Médici, governo da ditadura militar, estabeleceu o mar territorial brasileiro que passaria de 12 milhas que era então para 200 milhas.
O governo da ditadura militar, o governo da ditadura, nem a ditadura militar ficava de 4 para os Estados Unidos. Desculpem a linguagem não exatamente camoniana, está mais para bocagem, Rodibeni. O Boccaccio bobagento, que tem o Boccaccio que era, que rivalizava com Camões. É, tem o Boccaccio da sacanagem, e é sacana, e olha, mas tem o Boccaccio nobilíssimo, né? Camões, grande Camões, com semelhante acho teu fado ao meu, quando escotejo igual causa nos fez perder do tédio arrostar com sacrílego gigante.
Ele comparando o destino dele ao de Camões. E depois termina de uma maneira assim: se te igualo nos transes da aventura, não te igualo nos dons do pensamento. Isto é, eu e você fomos exilados, fomos punidos, não sei o quê, mas eu não tenho o seu talento. Ah, e chegava a ter, viu, em alguns sonetos. Mas vamos lá, ditadura, 200 milhas, mar brasileiro. Ô, vai bem, Carlos. Se vocês errar, estão na rua. Adivinha que país foi contra e ameaçou aplicar sanções ao Brasil?
Quem? Os Estados Unidos. Como assim? A ditadura, hein? A ditadura não fez o que os bolsonaros querem fazer. E aí essa música tem uma coisa engraçada. Sabe quem é o autor? O João Nogueira, o pai do Diogo Nogueira. O João Nogueira era simpatizante do partidão do PC, Partido Comunista, do PCB, do Partido Comunista Brasileiro, mas fez uma música sobre as 200 milhas. E aí parte da esquerda falou: ih, virou uma música agora em favor da ditadura, tal.
Ele ficou muito bravo, ditadura nada, tô fazendo uma música em defesa do Brasil. E veja você, tem gente agora que não só quer dar as 200 milhas, mas como quer dar o território inteiro. Por isso que é bom ter memória, né? Você já tinha ouvido essa música?
Não, não ouvi antes do programa e adorei.
Olha, comentou nos bastidores, Eliana Pittman cantava muito. E aí, coitada, por causa desse negócio aí com uma música feita por um comuna, inclusive ficou com aquela fama, ah, só fica fazendo música da ditadura. E não era, não era. E a música é ótima, a música é ótima, porque a hora que fala porque o mar é meu, fica ali falando da cultura brasileira e das coisas brasileiras e dos arrecifes marítimos brasileiros. Nós vamos falar da tarifa, nós vamos falar da tarifa.
A reação do Brasil, o que os brasileiros estão achando. Tem pesquisa já antes mesmo da tarifa, já tinha pesquisa. O Flávio, Flávio, quai te demente a quepet? Que demência te pegou? Mas não, não é demência, né? É a natureza de vocês. Nós vamos explicar tudo. Ô, vai, ô Carlos! Vocês sabem que a quantidade de produtos que será afetada pela tarifa é bem pequena? Até porque os Estados Unidos também teria problemas com inflação. É pequena, é pequena perto do discurso que dá o Lula, que dá um discurso formidável, Lula, de campanha.
Quero dar os parabéns para o Flávio, para o Trump, para o Rúbio, porque vocês deram para o Lula uma campanha de presente, viu? Não houvesse outros motivos, deram uma campanha de presente. Nós já vamos chegar lá, tá? Mas antes, esperar aqui o povo chegando, chama a vó, tia, tá? Você vai entender tudo de tarifaço aqui, tudinho, tudinho, tudinho. Mas antes vamos falar sobre esta gente patriótica que só fala a verdade. Olha aqui, nós demos ontem essa primeira, que eu mesmo falo.
Nós demos ontem que apareceu uma foto do Flávio ao lado do Luiz Felipe Machado de Moraes Mourão, conhecido por Sicário, que trabalhava para o Vorkar. Apareceu, o ICL publicou, e nós vimos o Flávio dizendo, o Eduardo ofendendo a jornalista, a Juliana Dalpiva, que foi quem noticiou, atacando o veículo. ICL, Intercept, não sei o quê, sugerindo que era uma montagem. O Sóstenes Cavalcanti fez a mesma coisa. Vimos isso, né? O nepo velho da ditadura, o Paulo Figueiredo, falando que era, sugerindo que era inteligência artificial.
Mas sempre se pode contar com a sinceridade de Valdemar Costa Neto, que disse ao Globo, disse à Metrópoles: eu já tinha visto essa foto há mais de um mês. Flávio é político, político tem foto com todo mundo. Eu contei para o Flávio, ele me disse, Valdemar, isso deve ser lá de trás, eu nem lembro. Eu não falei ontem aqui que aquele vídeo do Flávio não tava desmentindo coisa nenhuma que eles estavam admitindo? E qual é o mal? Coloca a foto no ar, já acho que já colocaram. Qual é o mal de tirar uma foto com alguém? Nenhum.
Nenhum.
Sim, pode acontecer, pode acontecer. Embora, vale o bem, e Carlos, eu já tenha citado uma obra aqui que eu vou citar de novo, né? Câmara Clara, do Roland Barthes. Momento cultural para quem quiser ler. É Roland com D mudo, Barthes, TH. E.S. Roland Barthes, um semiólogo, escreveu coisas maravilhosas. O maior livro dele se chama, o mais espetacular, Fragmentos de um Discurso Amoroso, que é uma obra-prima, obra primíssima, se pudesse dizer assim.
Mas é, a câmera clara, ele disse que as fotos têm punctum, quer dizer, são até aqueles pontos, né, plural punctum, para onde o olhar vai. E aí, quando a gente vê essa foto do Flávio com sicário, tem os pontos, né? Os óculos semelhantes, o mesmo riso, a intimidade. Visivelmente, a foto é feita para alguém que está do lado de cá para demonstrar: olha aqui, nós somos brother, nós somos chapa. A ideia da foto ocasional, com a devida vênia, eu já fiz foto ocasional assim: ah, faz uma foto.
Não é essa cara que se faz. A cara é de intimidade, mas ainda assim evidentemente não é crime. Acontece que esse Flávio que tá aí foi o que pegou 60 milhões do Voo Caro para supostamente fazer o filme.
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Ah, não é crime? Tem que investigar para onde foi o dinheiro. Só que tem uma outra coisa: esse cara é aquele que foi para os Estados Unidos. Para justificar as tarifas contra o Brasil. E uma das questões seria que o Brasil não combate a corrupção. Ele endossou e usou o caso master. O problema de vocês é, entre outras coisas, é a hipocrisia. A mesma coisa que se revelou, mesmo mecanismo mental no caso do vídeo que você gravou, Flávio, lá, a carta do seu pai sabendo que não podia, porque você é advogado e você sabia que não podia.
Aí você grava, aí o papai de— aí a defesa do papai diz: ele não sabia que ia ser gravado. Ou seja, Flávio enganou o meu cliente, o que pegou mal na campanha. Uma parte da campanha do Flávio falou: mas a gente fala o quê agora? Fica aí que eu quero falar de tarifa. Deram uma campanha para o Lula. Flávio tá tirando a calça pela cabeça para tentar provar. E esse negócio de tirar calça às vezes é ruim porque tem sempre gente fotografando.
É, cuidado onde você tira a calça, né? Vale bem, né? O Vale bem, quando ele tira Tem foto? Não tem.
Então não.
Carlos também sem foto, tá tirando a calça pela cabeça para tentar provar que o Lula é o culpado pelas tarifas. O único que acredita nisso, que acredita não, que finge acreditar nisso, é o SCAF da Fiesp. Vai ver que é porque é um presidente de federação que não tem empresa, mas a gente já chega lá, né? Tudo se sustenta na mentira, na fraude factual. E as pessoas têm direito às próprias opiniões, não tem direito aos próprios fatos, né?
Então aquilo que era mentira, inteligência artificial, montagem, aí vai o Valdemar, o sincerão, diz: ah, ok, tira foto com muita gente. É verdade. E aí precisa tomar cuidado, né, Valdemar? Senão uma hora você acaba tirando foto com o Valdemar. Você já imaginou? Pode pegar a mão. Ai, meu Deus! Agora vamos para 2 aí, ô meninos. Eu não sei não, mas se um dia alguém ameaçar estancar vocês, talvez seja o caso de chamar a polícia, pedir segurança. Pode ser grave. Ai, vamos lá.
Em certos setores da esquerda, a desconfiança de que o choque entre Flávio Bolsonaro e Michele seja mero jogo de cena, mas não parece, Reinaldo. Entrevista ao Flow Podcast nessa quarta, o pré-candidato do PL afirmou não manter hoje relação com a madrasta e fez uma afirmação tanto enigmática. Diz que não fosse ela mulher de seu pai, já teria sido estancada. Reinaldo, o que ele terá querido dizer com estancada? Você responde depois desse vídeo aqui, um trecho da entrevista.
Pô, cara, eu, eu não sei como é que— bom, eu tenho certeza que tu viu o vídeo da Michelle e você achou que foi um fogo amigo, com certeza. Vou te falar que eu não Eu não assisti o vídeo dela, mas tu sabe o teor. E com certeza, porque eu realmente não quis, né? Eu entendo, pelo que eu tava vendo nas matérias, que era o teor, eu preferi nem assistir para não me contaminar, vamos dizer assim. Então não tem muita lógica, ainda mais ela sendo a esposa do meu pai, que eu sempre respeitei, né?
Que se não fosse, certamente eu acho que não teria chegado nesse ponto, a gente teria estancado antes.
Vocês sabem que eu, uma hora eu vou filmar aqui. Você sabe que eu coleciono dicionários, né? Das mais variadas coisas, tem culinária, de bicho, escolhe que tem, de termos regionais. Adoro, adoro, da Revolução Francesa. E tem o Goás, né? Estancar, fazer parar, deter. Se usa muito para estancar hemorragia, né? Esgotar, secar, exaurir, por fim, extinguir. O Flávio, você teria estancado a Michelle como, hein? Ô Michelle, eu fosse você, pedia reforço da segurança.
Não fosse mulher do meu pai, eu teria estancado. Estancar aí não é aquela expressão que se usa muito na Zona Oeste do Rio não, né, que é cancelar CPF. Mulher. E olha, olha bem, você sabe que eu adoro psicanálise, né? É sensacional, psicanálise é sensacional. Mulher é bicho esquisito, todo mês sangra. Ele usa a palavra estancar para uma mulher. Isso deixaria o Lacan Um dos mestres da psicanálise enlouquecido. É misoginia até inconsciente, se não for ameaça.
Não, não tô. Há psicanalistas que ouvem esse programa e sabem que eu acabo de ter aqui um insight fabuloso, e eu tive agora mesmo, nem tinha pensado nisso. É, Santa Rita já cantou lá atrás, teria estancado a Michelle. Mulher é aquela, é aquilo, é o ser que tem de ser estancado. Isso na hipótese benigna, que essa manifestação do inconsciente aí, né? Na hipótese não benigna, fazer parar, deter, esgotar, secar, exaurir, por fim extinguir.
É ruim.
Entrevista ao meu querido Igor 3K. Lá do Flow, que já me entrevistou também, já entrevistei. E aí tem o trecho que eu nem vou colocar, viu, meninas? Tem o trecho que ele fala que, ó, ele não tem relação com ela nenhuma, tal. Eu não, eu não compartilho dessa coisa de que, ah não, isso tudo é um arranjo lá entre eles. Obviamente Michele não é uma progressista, obviamente Michele não é uma mulher de esquerda. Obviamente, Michele é uma mulher que fala coisas de extrema-direita, só que obviamente ela tem um problema: ela é mulher.
E nós sabemos que esses seres não se dão muito bem com as mulheres, né? E que acham que elas têm de ficar quietinhas no canto delas, porque afinal de contas Entre outras coisas, como cantou Santa Rita, é bicho muito esquisito que todo mês sangra.
Muito bem.
Beijo para Alberto Carvalho, beijo para Santa Rita que acompanhava o nosso programa, né? E tá aí os bolsonaristas querendo estancar as mulheres. Michele, fica esperta. Vamos falar de tarifa. Vamos falar tarifa. Ontem, no fim da noite, saiu, começo da madrugada, vieram as tarifas, tarifa de 25%. Tudo isso começou no dia 15 de julho do ano passado, e Trump anunciou que abriria a investigação contra o Brasil na carta de 9 de julho, aquela em que ordenava que Lula suspendesse os processos contra Bolsonaro, como se isso fosse tarefa do Lula, né?
Existem as justificativas para tarifação, todas elas falsas. Então, nós estamos tarifando vocês porque vocês aplicam tarifas desleais ao Brasil. Já expliquei aqui que isso é mentira, porque você com cada país estabelece uma cesta de tarifas para chegar ao ponto ótimo de equilíbrio na relação entre os países. Alguns países têm mais taxa para esse produto, outros têm menos daquele. Você não tem a mesma taxa para todos os produtos, para todos os países, porque isso sempre depende de acordos bilaterais que estão sendo feitos e tal.
E quando você negocia com um país de blocos comerciais, você faz segundo o bloco, tendo cada país sempre uma lista de exceções. Isso é um equilíbrio muito delicado. Portanto, é mentira que o Brasil coloque tarifas especialmente agravadas contra os Estados Unidos. Na verdade, já demonstramos aqui, já explicamos os 10 principais produtos americanos que entram com tarifa zero, e tem um monte de produtos com tarifa zero. De resto, é, o superávit é deles, não é nosso.
Ah, desmatamento, mentira! Desmatamento, desmatamento caiu. Na verdade, eles estão usando isso para praticar protecionismo para o seu agro. Contra o nosso. Ah, então tá achando o etanol, então é porque olha só o etanol, olha como eles nos discriminam. É que o etanol tem tarifa no caso deles, mas eles também tarifam alguns produtos nossos muito especialmente. Insisto, isso tá dentro de uma regra de equilíbrio. Mentira também. Ah, não combate a corrupção.
Essa então é a maior de todas as falácias. Primeiro que o combate existe. É, sim, é grave e tal, mas e lá, eles estão combatendo? Não. Trump jogou no lixo a lei anticorrupção dos Estados Unidos, ele jogou. Ou agora Trump vai ser aquele que combate corrupção? Aliás, acaba de ser agora, abriu-se um processo na Justiça Federal dos Estados Unidos por causa das patanhas dele para ficar, para aumentar sua fortuna no governo dos Estados Unidos.
O corrupto ele próprio. E tudo isso, no fim das contas, é papo furado, porque o que eles querem é o Pix. E isso ficou claro, isso ficou claro, né? Mas resolveram meter tarifa, né, sobre uma parte das exportações brasileiras, mas excetuaram muitos produtos Por exemplo, laranja, suco de laranja, carne, café, petróleo e gás, terras raras. Tiraram um monte, mas alguns foram mantidos: etanol, máquinas agrícolas, vestuário, maquinário elétrico, calçados.
O rei, quanto que isso vai implicar? Quer ver? Presta atenção aqui. O Brasil já fez a conta direitinho. Quanto é que isso vai representar no comércio com os Estados Unidos? Quanto isso vai nos tirar efetivamente? Qual vai ser o prejuízo? Olha, o ministro Elias, Márcio Elias Rosa, fez uma conta e deve ser essa mesmo. As contas estão variando, mas presta atenção. O ano passado nós exportamos para os Estados Unidos e já teve uma queda por causa das tarifas, mas coisa de perto de 36 bilhões de dólares.
Ele tá calculando agora que vai ter uma incidência sobre 7,4 bilhões de dólares, coisa de 18%. Vai ser um impacto pequeno. No passado, o Brasil compensou isso aumentando exportação para os outros países. Vocês entendem quando eu digo que deram ao Brasil um discurso, ao Lula um discurso, e o impacto no fim das contas será pequeno porque eles tiveram que ficar aumentando as exceções dos produtos que não terão tarifa para que o impacto não exista lá dentro dos Estados Unidos.
E obviamente isso nada tem a ver, já disse, os pretextos são todos mentirosos. Isso não tem nada a ver com o governo Lula, porque outros países estão submetidos à tarifa. É o jeito que o Trump tem, apelar Seção 301 para fazer, para ignorar uma decisão da Suprema Corte que disse que O troço é inconstitucional. Eu estou dizendo que é irrelevante?
Não.
Eu estou dizendo que é bom? Não. Tô dizendo que é muito grave? Não é, não é. Agora, nós descobrimos quem é quem aqui no Brasil. Nós descobrimos quem quer o quê. E a população já sabe, já respondeu em pesquisa. Flávio, você quebrou a cara de novo. Não adianta ficar fazendo videozinho. Um outro do Eduardo, tem um vídeo Eduardo, eu não consegui ver até o fim porque eu fiquei meio assim, eu fiquei melancólico de que a humanidade produza coisa assim, que seria o Bolsonaro encontrando o menino Bolsonaro, sabe, Vale Bene?
Bolsonaro encontrando-se consigo mesmo. E esse menino dizendo ao Bolsonaro o que será. E o Bolsonaro, olha, rapaz, é um negócio do balacobaco. Quem tem uma música bonitinha com essa construção é o Jão. Olha só, mas é bem diferente do Bolsonaro. Não vai ser grave, o Brasil tem como responder. Tem como responder. Eu digo, tem como ajudar os setores que forem atingidos, e ajudará. Não vai impactar nos empregos no Brasil, não vai criar crise econômica aqui.
E ainda, se quiser, o Brasil tem poder de retaliação. Nós vamos tratar disso, tá? O impacto é pequeno. Agora, olha, olha, o BN nem que fosse o coordenador da campanha do Lula lá junto com o Trump recomendaria tal coisa. E agora, delinquência não falta, delinquência não falta. Marco Rubio, um extremista de direita com traços de psicopatia, que se considera o rei da América Latina, resolveu atacar o Brasil e o Lula nas redes sociais.
Reinaldo, após o novo tarifaço dos Estados Unidos, o secretário de Estado americano Marco Rubio culpou o presidente Lula pela sanção de 25% sobre os produtos brasileiros. Pelo X, Rubio escreveu o seguinte, abre aspas: Hoje o presidente Trump determinou que o USTR imponha uma tarifa de 25% sobre a maioria das importações brasileiras. Para que não haja confusão sobre o motivo, o presidente Lula e seu governo não negociaram com os Estados Unidos de boa-fé.
Suas políticas econômicas são ruins para os americanos e ruins para os brasileiros. No último ano, Lula colocou seu próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro, e essas tarifas são o preço por isso. Fecha aspas.
Mente.
Bom, não há uma verdade aí, mas de qualquer modo fica evidente o caráter político da manifestação. Diante de uma coisa como essa, a única coisa que seria razoável seria todos governo, oposição, sindicatos empresariais, sindicatos de trabalhadores, todos se unirem, que as motivações são falsas, né? Aliás, o Marco Rubio resolveu atacar o Lula, deve ter combinado lá com os Eduardo da vida. Lembre-se que na carta o Flávio mandou duas cartas ao Rubio, uma em que ele pedia para não haver tarifa, e o Rubio respondeu para ele: sorry, baby, haverá tarifa.
Quero nem saber. O Brasil, não falou do Lula, Brasil. E mandou outro documento de 84 páginas, né, sobre 4 apoios abanando a cauda de alegria. Prometendo tudo, nós vamos ver, inclusive a honra. Calderón de la Barca, um dramaturgo espanhol: ao rei tudo menos a honra. O Flávio diz: ao rei tudo, a começar da honra. A honra vai primeiro. E sendo então Flávio quem é, o que que ele fez?
Ele compartilhou a mensagem de Marco Rubio nas redes sociais. O parlamentar ainda acrescentou o seguinte a essa mensagem: Lula não tem mais condições de ser o presidente do Brasil. Estamos num avião sem piloto. O Biden brasileiro está ranzinza, inconsequente, se tornou um perigo para nossa nação. Quem olha para o Lula não enxerga futuro, enxerga passado, atraso, incerteza, desconfiança, corrupção, incompetência, vingança.
Chega!
O Brasil tem futuro, mas não tem mais tempo a perder.
É isso. Quem olha para o Flávio enxerga o futuro, o futuro morador de Miami, caso corra tempo. Como irmão. O que fez nos Estados Unidos imperdoável, justificou as tarifas contra o Brasil. E tanto agora como antes, eles achavam que ia ser um desastre, porque lá atrás eles também apostavam que ia ser um desastre. E o Mauro Vieira, o nosso ministro, deu a resposta adequada. Vamos lá.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, fez hoje um pronunciamento contra o tarifaço, evidenciando os seus falsos motivos. A gente já vai ver. O Vieira deu uma dura resposta ao Marco Rubio, né, sustentando que suas declarações são inaceitáveis e ofensivas, perdão, ao povo brasileiro. Também afirmou Mauro Vieira que a forma de o americano se referir a Lula foi grosseira e arrogante. Vamos ouvir o chanceler do Brasil.
Desde o primeiro momento, o presidente Lula buscou o diálogo e enfatizou sua disposição de negociar qualquer tema. Nesse sentido, as declarações do secretário de Estado Marco Rubio, veiculadas na madrugada de hoje nas redes sociais a respeito das tarifas adotadas contra o Brasil, são inaceitáveis, ofensivas ao povo brasileiro e ao governo brasileiro. Rubio ataca de forma grosseira e arrogante o chefe de Estado de um país amigo.
Claramente, o que incomoda o governo dos Estados Unidos é o fato do Brasil não ter se curvado às pretensões desmedidas e às demandas irrazoáveis apresentadas no curso das negociações. Cito como exemplo demandas de abertura total irrestrita e exclusiva aos Estados Unidos de setores inteiros da economia brasileira, sem qualquer contrapartida para os produtos brasileiros. Em outras palavras, exigiam a capitulação. Não custa reiterar que os Estados Unidos acumularam 424 bilhões de dólares em superávit de bens e serviços com o Brasil nos últimos 15 anos.
Em 2025, 76% das importações originárias dos Estados Unidos entraram no Brasil sem pagar imposto de importação, incluindo 8 dos 10 principais produtos dos Estados Unidos importados pelo Brasil.
Tá aí, isso é absolutamente verdadeiro. Ah, mas eles reclamam da taxa 17,5% sobre etanol. E quanto eles cobram a mais pelo açúcar brasileiro? Eu já disse, isso é equilíbrio. É tudo absolutamente falso. Agora, o Brasil fez muito bem dar uma resposta a esse delinquente golpista que é o Marco Rubio. Querem dar um discurso pronto para o Lula, porque o que que o Lula vai fazer senão defender a soberania?
Meu Deus do céu!
E os Estados Unidos deixaram claro, deixaram claro. Eu, eu, vocês sabem que eu fiquei muito nisso desde o primeiro dia, que toda a questão era o Pix. Queridos, 1,1 trilhão por mês, e mês ruim, só nas operações de compra em lojas físicas ou virtuais, R$450 bilhões. Mês bom, 3 trilhões de movimentação. Desde o começo era o Pix. E o Flávio prometeu Pix para ele, o Eduardo prometeu Pix para eles, o Flávio prometeu de uma maneira indireta, nós vamos ver. Estados Unidos deixam claro que o Pix está no centro da questão.
Vai.
Os Estados Unidos veem o Pix como uma ameaça competitiva às empresas americanas e entende que o sistema de pagamentos brasileiro recebe tratamento especial por ser operado pelo governo do Brasil. Em conversa com jornalistas no começo dessa madrugada, um funcionário do governo americano afirmou o seguinte a jornalistas: não estamos pedindo ao Brasil para se livrar do Pix. Sabemos que é importante para o Brasil e tá tudo bem. O que não queremos é uma situação em que empresas americanas são forçadas a anunciar o Pix ou são restringidas pelo Pix, e o Pix receber tratamento especial.
A propriedade e operação do Pix é do governo. Queremos que o Pix compita com as empresas americanas na mesma base local. Todas as coisas que estamos pedindo não são surpreendentes.
As regras atuais da Casa Branca não permitem a identificação dos funcionários que, em conversa com jornalistas, prestam esclarecimentos prévios ao anúncio oficial de Eu só queria explicar para vocês dois, vocês dois cabeçudos teimosos, que nós queremos que as nossas empresas de cartão operem o Pix também, tá bom? E como nós somos bonzinhos, evidentemente elas vão operar o Pix, vão ter toda a estrutura necessária para isso, né, porque precisa, e vai ser de graça, como é o do Banco Central.
Ok, tá bom para você? É espantoso, é espantoso que a confissão— não é que a gente quer que vocês extingam Pix, aí também não, que a gente não é tão mal assim, a gente não é tão malvadão assim, a gente só quer que vocês deixem a gente operar também. Vamos cobrar uma pequena taxa, uma coisinha à toa. É dublar com o banco esse troço. E eu lembro lá atrás quando falaram, ah, o Reinaldo fica exagerando, né? Pois é, eles estão falando.
Se o Brasil desse o Pix para eles, já tava tudo certo, cara. Mas não vou dar, não vai, não vai ter Pix, não vai ter Pix. E o Mauro Vieira respondeu isso também.
Em seu pronunciamento, Mauro Vieira afirmou que as críticas ao Pix são descabidas, deixando claro não haver negociação possível sobre o tema. Também se referiu a outra alegação infundada dos Estados Unidos, o desmatamento, que caiu muito no governo Lula, aliás. Vamos ouvir o que disse o chanceler brasileiro.
Não houve, portanto, racionalidade na aplicação destas tarifas. As alegações e declarações de autoridades americanas sobre o Pix são descabidas. O Pix é uma infraestrutura pública de pagamentos criada pelo Banco Central e está disponível a todas as instituições que atuam no Brasil. Não é sério falar em competição desleal gerada pelo Pix. As acusações sobre desmatamento também, também são absurdas. Desde 2022, reduzimos significativamente o desmatamento na Amazônia e no Cerrado.
Estes são apenas dois exemplos. Todas as alegações dos norte-americanos para justificar a aplicação de tarifas não tem lastro na realidade.
Tá aí, e não tem mesmo, e não tem mesmo. Mas será que os irmãos Bolsonaro queriam dar o Pix para os Estados Unidos? Conta aí, Flávio, na entrevista que você concedeu à TMC.
Eduardo, né?
Eduardo, entrevista concedida à TMC faz um mês e pouco. Conta aí, querido, como é que é o negócio? Conta para nós, vai.
Nós fizemos um pedido aos americanos para que qualquer tipo de tarifa, né, ou retaliação nesse sentido comercial, que ela demorasse, que ela esperasse pelo menos até a eleição desse ano. Porque se o Flávio Bolsonaro for eleito, teremos outra diretriz de um governo federal. E esse foi o pedido que nós fizemos. Agora, os Estados Unidos, né, tem mecanismos muito semelhantes ao Pix, como por exemplo o Zelle. Quem é o Pix dos Estados Unidos aqui é o Zelle.
Então dá para você ir para uma mesa de negociação com os americanos com bons argumentos, dá para você sentar, dá para negociar. Eles têm interesses onde as nossas economias se complementam, como por exemplo terras raras, né, manganês, que os Estados Unidos importa 100% do manganês e o Brasil é um grande produtor de manganês. Dá para a gente conversar e botar na mesa isso daí e tentar segurar um ímpeto de retaliação contra qualquer meio que a gente utiliza aqui de pagamento.
Vocês vão acabar me fazendo acreditar lá no neo-inimigo de vocês, no meu ex-amigo. Que um tem uma fortuna de 600 milhões e o outro de 150 milhões. Que eu fico me perguntando, quanto custa entregar para os Estados Unidos o Pix, hein? Quanto custa entregar para os Estados Unidos as terras erradas? É tudo por amor? Tô começando a achar Atenção, no documento que o Flávio mandou para os Estados Unidos, antes ainda de lá fazer aquela pataquada: instrumentos de pagamento privado carregam hoje um ônus regulatório e tributário que suprime a concorrência em vez de fomentá-la.
Reduzir esse ônus ampliaria a escolha do consumidor, reduziria o custo das trocas voluntárias e apoiaria o crescimento econômico. Só que ele tá falando que ele vai tirar o que tem de taxação dos cartões de crédito. Crédito, que a área monopolizada, vale o bem, por duas empresas americanas. A nacional que tem é a Elo do Banco do Brasil, que é bem pequena. Olha, vocês são monopolistas, mas como eu gosto da concorrência, então eu vou tirar a taxa de vocês e portanto vou tirar dinheiro dos brasileiros, porque a hora que eu diminuir a arrecadação com eu ajudo vocês.
Eu tenho muita vergonha de vocês. Vergonha alheia, vergonha alheia. O Mauro Vieira também desmentiu com dados, nem vou colocar o vídeo, que o Brasil não tem negociado. Deixou claro que o governo negociou Desde o primeiro dia, desde o primeiro dia, mais de 30 reuniões, conversas, duas propostas que o Brasil apresentou, conversa permanente. Então é mentira que não teve negociação, isso é delírio. Dessa extrema-direita xaxelenta.
Agora, que vai pagar o preço desse troço, já tá pagando, né? E aí vamos para 9. De cara, assim que saiu, o governo, o governo emitiu uma nota lamentando e corresponsabilizando os Bolsonaro. Bom, e não iria, porque não iria. O Flávio não foi lá, não questionou uma única razão.
Vai, vou destacar dois trechos dessa nota. O primeiro deles diz o seguinte: o governo brasileiro repudia a decisão anunciada hoje pelo governo dos Estados Unidos relativa à imposição de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. Não há justificativa para medidas unilaterais contra o nosso país, disse o governo, citando então que os Estados Unidos acumularam nos últimos 15 anos $424 bilhões e $500 milhões de dólares em superávit de bens e serviços com o Brasil.
Sobre a família Bolsonaro, diz o seguinte a nota: é triste constatar que o lamentável desfecho das investigações baseadas na Seção 301 faz parte do enredo construído com ativa colaboração da família Bolsonaro. São falsos patriotas que arquitetaram e defenderam publicamente ações contra o nosso país movidos por objetivos eleitoreiros.
E não, e não, não estavam lá o tempo todo. Nós já não exibimos aqui o Eduardo, o tweet do Eduardo contestando o Ratinho, que dizia: não, essa tarifa não é por causa do Bolsonaro. É sim, por nossa causa.
Como não é?
Então tem que responsabilizar mesmo. A campanha do Lula, obviamente. Ai não, Valiberinho, não vou falar que eles defenderam tarifa não, porque não ficaria bem. Como é que é agora? O problema deles, o problema deles é o seguinte: O problema deles não é o PT achar que foi coisa do Flávio, é não sei o quê. Não, problema deles é que o eleitorado percebeu que é. Antes mesmo de a tarifa sair, a maioria Concorda com Lula e culpa Flávio.
Lê com cuidado aí porque tem a pergunta propriamente com os números propriamente. Vamos lá, 11, 11.
Beleza, temos aqui, Reinaldo: não é só o governo Lula, aliás, que responsabiliza os Bolsonaros, Flávio em especial, pelo tarifaço. Também é o que pensa a maioria dos brasileiros, viu? O Instituto Quest perguntou aos entrevistados com quem eles mais concordavam no embate político sobre a medida da gestão de Donald Trump. 51% citaram o presidente Lula e 30% o Flávio Bolsonaro. Esse levantamento foi realizado entre os dias 10 e 13 de maio— 10 e 13 de julho, perdão, antes de Washington bater o martelo sobre a imposição das tarifas.
A gente vai reproduzir aqui uma das perguntas e trazer os números. A pergunta foi a seguinte: Lula acusa Flávio Bolsonaro de ter pedido o tarifazo contra o Brasil. Flávio afirma ter pedido a Trump para não taxar o país. Com quem você concorda mais? 51% responderam que com Lula. Em junho eram 47%. 30% disseram que concordam mais com Flávio. No mês passado eram 35%. 19% não sabiam ou não responderam.
Reinaldo, bom, é isso. Então, se vocês notarem, concordavam com Lula que os Bolsonaros são culpados, Concordam? 51, eram 47, aumentou. Se concorda com Lula em relação ao mês passado, né? Ah não, a culpa é do Lula, que não sei o quê, diz o Flávio. Hoje é só 30% concorda, ano 35, caiu. Quem tá em descrédito aqui, quem tá em descrédito aqui é o Flávio, que de algum modo foi lá para os Estados Unidos Eu sei lá que aposta valeu bem.
Acho que ele apostou que não ia ter taxação, né? Acho que ele apostou que não ia ter taxação, ia falar assim: fui eu, olha como eu sou, olha como eu sou fortão do Bar Peixoto. Mas o Rubio já tinha dito que haveria. E sim, a maioria dos brasileiros Acho certo que é o Pix que tá na raiz dessa sem-vergonhice.
A pergunta da Quest: para Lula, as novas tarifas são retaliações ao Pix. Para Flávio, são reações às declarações de Lula contra os Estados Unidos. Com quem você concorda mais? 49% responderam com Lula. Em junho eram 46% respondiam dessa forma. 33% dizem concordar com Flávio, antes eram 36%. Com nenhum dos dois segue 10%. Não sabe ou não responderam continuam em 8%.
Então também nesse caso, vejam vocês, né, o Flávio está em descrédito. Mas também se perguntou: vocês achavam que o Flávio, né, foi feito antes Você achava que o Flávio tinha condições de reverter tarifa? 54% não, só 34% acharam que sim. 63% acho que serão prejudicados pelas tarifas, eram 55% no mês passado. 31% acho que não, achavam que não, agora 37%. Não, era 31%, era 37%, agora 31%. Então é o seguinte, é crescente o desprestígio do coleguinha.
O Flávio, pede a Deus aí para ninguém tá fazendo uma, começar a fazer uma pesquisa amanhã, né, eleitoral, amanhã, depois de amanhã, para você saber o que acontece com a sua reputação. É uma das coisas mais vergonhosas dos últimos tempos. E o brasileiro está vendo o que aconteceu, o brasileiro está percebendo o que aconteceu. E aí, ô, Valeu, será que aumentou a vontade? Será que aumentou a vontade, Carlos, da direita, mesmo da direita, de votar no Carlos?
Assim, ai, que vontade que eu fiquei de votar no Carlos agora! Me deu aquela comichão, vou votar no Insiders. Não é aquele comichão, hein? Comichão é feminino, né?
Vai, Reinaldo. Um recorte de uma pesquisa Quest divulgada hoje indica que o tarifácio americano está por trás do recuo das intenções de voto em Flávio Bolsonaro entre os eleitores de direita. A sondagem veio a público horas após Washington confirmar o novo tarifácio sobre produtos brasileiros. Segundo a Quest, a maioria dos brasileiros concorda com o presidente Lula e atribui a responsabilidade pela medida americana a Flávio Bolsonaro.
Os entrevistados questionaram o eleitorado se o tarifaço aumenta a vontade de votar em Lula ou Flávio. A pergunta foi: em função do novo aumento de tarifas dos Estados Unidos contra o Brasil, a sua intenção de voto hoje se aproxima mais de Lula, Flávio ou outro candidato? A maior parte, 42%, respondeu que as taxas aumentam a vontade de apoiar o atual presidente, um aumento de 3 pontos porcentuais desde junho, quando o número estava em 39%.
Uma variação semelhante, mas negativa, foi verificada em relação ao senador. Se eram 30% do mês passado, agora aqueles para os quais o tarifação aumentou a vontade de votar no parlamentar somam 27%. A gente tem os dados também do posicionamento político, né? Aqueles que se dizem independentes agora se aproximam mais de Flávio, 13% responderam, eram 14% em junho. Se aproxima mais de outro candidato, 38%, era 45% em junho. Se aproxima de Lula, 33%, era 26% em junho.
Direita não bolsonarista, Reinaldo, se aproxima mais de Flávio, 60%. Esse dado era de 70% em junho. Se aproxima de outro candidato, 29%. O dado era de 19% em junho. Se aproxima de Lula, 5%, percentual que se manteve, aliás. Bolsonaristas disseram o seguinte: se aproxima mais de Flávio, 81%. Veja, era 88% em junho. Se aproxima mais de outro candidato, 13%. Antes era 7%, e mais de Lula, 2%, que se manteve.
Essa daí é o que interessa menos. O que interessa aí é o independente, né? E tá vendo certamente uma migração, né? É, companheiro, tem que arcar com as consequências da escolha que fez, né? E agora, olha aqui, não tem uma nota covarde pusilânime, mentirosa da Fiesp. Eu vou dar depois no bloco 2 nacional, né? Mas quero destacar aqui o seguinte, né? O Dario Dorigan, ministro da Fazenda, tarja a retranca especial 2 aí, que aliás está se mostrando um excelente ministro.
Muito firme, muito claro, com posições corretas. Eu gosto de gente que fala com clareza, sem ambiguidade, né? Classificou o tarifação americano hoje, deram uma entrevista, como intervenção externa indevida do governo dos Estados Unidos, e disse que a medida tem por objetivo constranger o Brasil, né? Na entrevista coletiva de hoje, a gente precisa colocar em pratos claros que se trata de uma interferência indevida. Essa interferência externa, seja ela política, econômica, em forma qualquer de constranger o Brasil, as famílias brasileiras, os empresários e os trabalhadores brasileiros.
A política econômica de um país é feita para os seus cidadãos, não para atender um secretário de Estado de outro país. Preciso dizer que uma decisão baseada em motivação falsa fere o senso mais básico do nosso patriotismo, ainda mais quando a oposição usa isso no momento eleitoral sem considerar os interesses do nosso povo. O posicionamento é impecável. Fica com a gente.
O É da Coisa.
Estamos de volta. É, a coisa tem reflexos especialmente em São Paulo, porque assim, a esmagadora maioria dos produtos que vão sofrer tarifa, voi bene, saem daqui de São Paulo. E lá atrás, né, digamos que o Tarcísio não tenha sido assim muito enfático quanto às tarifas, né?
O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, aproveitou o novo tarifação americano para criticar o apoio declarado apoiado pelo seu principal adversário no pleito desse ano, o governador Tarcísio de Freitas. Também criticou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Haddad atribuiu a medida de Washington à animosidade política fomentada pelo bolsonarismo. A gente vai conferir o que disse o ex-titular da economia aos jornalistas hoje durante uma agenda no interior de São Paulo.
Ele disse: espero que o Tarcísio reavalie a sua posição de apoio ao governo dos Estados Unidos. Ele tem que reavaliar e fazer uma autocrítica por ter sido ingênuo de imaginar que um outro país fosse defender os nossos interesses. O Brasil precisa estar unido para dar uma resposta a essa agressão gratuita ao nosso país, que tem um déficit com o governo americano há 15 anos.
É, o problema é que lá atrás, né, eu acabei não medindo o tempo aí, tem mais 2 minutos e meio. O problema é que lá atrás o Tarcísio imaginava, vai bem, que ele pudesse ainda ser o candidato. Ele não tinha lido, porque a carta do Trump veio no dia 9 de julho do ano passado. Ele certamente tinha lido meu artigo do dia 7 dizendo que ele não seria candidato, mas ele não deve ter acreditado em mim não, sabe? E aí, como ele queria ser o candidato do Bolsonaro, falou: não vou brigar com o Trump, porque vai que eu brigo com Trump, né?
E aí ele não me escolhe a candidato. No dia 20 de janeiro de 2025, na posse do Trump, a gente tem o Tarcísio botando o boné do MAGA, orgulhoso demais da conta. Põe aí, vai. Grande dia, a musiquinha. Grande dia, viu? Você que tá no rádio, ele botando o boné do Grande dia! Agora o Trump fica tarifando o Brasil. E aí ele foi dar uma palestra, né, no Warren Day, na Warren. Aliás, eu ainda sou maior audiência da entrevista lá na Warren, viu, Weibene?
É o Felipe Salto, grande Felipe Salto, um abraço para Felipe Salto. E aí o Tarcísio deu uma aula de como é que faz as coisas. Recentemente ele até mudou um pouquinho o discurso disse que o tarifácio é inaceitável, mas ele tinha dado uma aulinha lá atrás, 18 de agosto de 2025. Vai, Tarcísio, dá aula para nós, vai. Então, compreender um pouco do estilo do presidente americano, é um presidente que vive da economia da atenção, é um presidente que gosta de sentar com o chefe de Estado, botar um chefe de Estado sentado lá, dizer: olha, conseguiu uma vitória. E ele tá querendo colecionar vitórias, ele quer.
Então, por que não entregar alguma vitória para ele?
Por que não fazer algum Não, você sabe, vai bem, eu vou contar para você. Eu fui lá, o Trump falou, Lula, vem cá sentar. Eu disse, não vou, não vou, porque eu acho que não pode ser assim, tem que ser uma coisa consensual, e você tá querendo me impor a sua tarifa, e eu não quero saber da sua tarifa, né? Olha aqui. A verdade é que ele não combateu tarifa, Zema não combateu tarifa, Caiada não combateu tarifa. E esses, aliás, continua a falar besteira até agora, né?
O que é triste. É isso aí. O Scafi, presidente da Fiesp, eu tive muita vergonha, vergonha alheia, ao ler a nota que a Fiesp soltou. Covarde, omissa, mentirosa. As pessoas têm direito às próprias opiniões, não aos próprios fatos. É uma das coisas mais vergonhosas que eu já li, e eu vou dizer por quê. E se você tivesse empresa mesmo, porque você é um presidente de federação que não tem empresa, não é mal nenhum. Quiseram contratar uma espécie de CEO, né, um empresário sem empresa, coisa que o Brasil costuma gerar, tá. Agora, mentir dessa maneira absurda Aí não, vai lá.
A FAESP emitiu uma nota em que na prática responsabiliza o governo brasileiro pelas tarifas americanas, além de ignorar as falsas razões alegadas pelos americanos. Vamos ouvir um trecho aí do que emitiu a FAESP em nota. Abre aspas: a FAESP lamenta com profunda preocupação a aplicação de uma nova sobretaxa às exportações de produtos brasileiros ao mercado norte-americano. A decisão é especialmente prejudicial por se limitar de forma unilateral ao Brasil.
O que reduz significativamente a competitividade do país perante concorrentes globais.
Em um pouquinho, Carlos, para um pouco. Isso já é mentiroso, que hoje os Estados Unidos estão aplicando tarifas em vários países. Por exemplo, a tarifa de trabalhos forçados, vamos falar ainda hoje, pega 60 países. Não, não é exclusivamente o Brasil. Agora, tem coisa que vai prejudicar sim o Brasil, mas tem coisa vai prejudicar outros países. Isso é só uma maneira que tem o Trump de driblar a decisão da Suprema Corte. Precisa se informar melhor.
Opinião, opinião. Fato, fato. Vamos a esse outro parágrafo e também para um pouco, Carlos.
Ok, vamos lá. Em um momento de extrema sensibilidade econômica mundial, a opção do governo brasileiro por ruídos diplomáticos desnecessários, críticas personalistas, discursos eleitorais e desalinhamento político com Washington acabou por minar vínculos construídos ao longo de mais de 200 anos de cooperação bilateral.
Mentira! A parte mais pusilânime da carta, porque você não entrou em nenhuma das 5 ou 6 razões alegadas pelos Estados Unidos para aplicar tarifa, que não tem nada a ver com isso. Você só ficou com vontade de puxar o saco de um Bolsonaro. Mais uma vez, é lamentável, é lamentável, é lamentável, sobretudo porque a indústria brasileira teve de forma inédita a NIB, Nova Indústria Brasileira, um programa que só de dinheiro público foram mais de R$400 milhões.
O BNDES está investindo em inovação industrial de ponta como nunca se investiu nesse país. Eu desafio alguém a provar que eu tô mentindo. Quando no governo Bolsonaro não houve nada. Eu recomendei outro dia, alguém achou engraçado, eu recomendei que os empresários lessem um autor marxista, o Lukács, Lukács, né, dizendo que muitas vezes as pessoas e as classes podem ter, pode defender ideias contrárias aos seus próprios interesses.
Pode, pode, tanto pobre ter coisa ali, defende coisa contra seu interesse, vale bem assim, até como também os burgueses, por ideologia, por reacionarismo, por ideias encarquilhadas, velhas, obtusas. Por que que você não— vamos nos lançar no movimento para acabar com as despesas tributárias no Brasil, hein? Isenções, subtributação. Vamos, não, isso não tá na raiz. Cadê, cadê a crítica à questão do desmatamento? Cadê a crítica à questão das tarifas desleais, hein?
Cadê a defesa do Pix? Ah, o Brasil não soube negociar. Que que é? Não soube ficar de joelhos o suficiente? Siga.
A retaliação comercial poderia ter sido evitada com uma condução técnica e pragmática, como buscou a FAESP durante as audiências públicas nos Estados Unidos e outras oportunidades no último ano.
Então foi de uma ineficiência à toda prova. Eu estou me oferecendo aqui como modelo de ineficiência. Olha, é um troço vergonhoso, vergonhoso. Aí o coordenador da campanha do Lula aqui em São Paulo, Marco Aurélio Carvalho: vergonhosa, estarrecedora a fala do presidente da Fiesp, um verdadeiro tapa na cara do empresariado brasileiro. Que é a verdadeira vítima dos boicotes do bolsonarismo ao Brasil, aos brasileiros. Então eles e o povo brasileiro como um todo, né?
E de qualquer modo, a despeito do Paulo Scaffi, porque comanda um cartório, né, que já não comanda nada na indústria brasileira faz tempo, né? Essa não é a Fiesp do Bardella. Essa não é a FIESP do Grupo 14 lá da década de 80. Essa é a FIESP do Sindicato dos Chapéus, com devida vênia ao Sindicato dos Chapéus, que faz essas diretorias, que inclusive coloca lá empresário que não tem empresa. É, as pessoas fazem críticas duras e certamente não se incomodam em ouvir críticas duras, não. É, que que o Alckmin falou sobre as empresas brasileiras? Vamos lá.
O vice-presidente da República afirmou que o governo federal terá um programa para ajudar empresas prejudicadas com a nova taxa de 25% anunciada pelos Estados Unidos. Ele disse: o presidente, o governo do presidente Lula trabalha para apoiar quem trabalha aqui dentro, quem ajuda o Brasil a crescer e a nossa economia. Então o governo terá um programa de apoio aos que aqui estão labutando, trabalhando, e que tem um problema.
Quem vai receber um aumento de 100% para responder minha pergunta: por que é que o SCAF não vai pedir auxílio desse programa?
Ele não tem empresa, né?
Isso, ganhou 100% de aumento. É isso aí, pronto, tá feito. Vai, vai encher as burras de dinheiro, vai bem mais dinheiro ainda. Vamos para o comercial. Ou essa coisa Sim, pode vir mais tarifa, viu, Scafi? Não é só para o Brasil não, é, pede para sua assessoria. São 60 países que estão na lista, né? E pode vir por uma coisa que muitos empresários vivem negando que exista aqui no Brasil e tá sendo combatido mesmo, né? Do que que eu tô falando?
Reinaldo, o governo Lula já reconhece que haverá mais uma tarifa americana contra o Brasil, dessa vez por supostamente negociar com que se utilizam de trabalho forçado. A informação foi compartilhada pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviço, Márcio Elias Rosa. Agora a dúvida é se as taxas vão se somar. Em declaração à imprensa, ele afirmou o seguinte, abre aspas: a expectativa é de que a tarifa do trabalho forçado venha para todos.
Aí vamos saber se vai somar com essa tarifa de agora. Provavelmente na quinta-feira que vem saberemos se será cumulativo 12,5% e o 25%, né, redundando aí 37,5%. A investigação americana coloca o Brasil no grupo de países que importaram produtos que teriam sido feitos com trabalho forçado entre 2021 e 2025.
Reinaldo, é mais um pretexto. Eles não têm evidência nenhuma, mais um pretexto que eles têm é só para tarifar, para proteger o protecionismo, seus próprios empresários. Em princípio, elas se somam. Sabe por quê? Porque dizem respeito às seções distintas, a legislação distinta. Faz o seguinte, Scarfi, culpa o Lula também. Se vier falar o Lula não soube defender, o quê? Não soube defender? Imagina você pegar a fala de alguns empresários brasileiros, aí sim é que a taxa viria, né? É uma vergonha, né?
O É da Coisa.
O Valeu, Beni. O Carlos, eu quero dar os parabéns para o Paulo Scarfi, porque o Paulo Figueiredo, aquele que odeia mulher, elogiou a sua nota, tá? Parabéns, Paulo Figueiredo, aquele que disse que mulher não sabe votar, que precisa do marido, elogiou a sua nota.
Show!
Olha, do balacobaco, com esses aliados você vai longe. Inclusive o Paulo Figueiredo, que é um empresário exemplar, como sabe a polícia. Será que caiu a ficha de ao menos parte do agro? Tomara.
Lideranças do agronegócio têm feito críticas reservadas à estratégia adotada pelo pré-candidato do PL à presidência, Flávio Bolsonaro, durante a crise comercial com os Estados Unidos. E avaliam que o senador vem perdendo espaço junto a um dos setores mais historicamente alinhados ao bolsonarismo ao priorizar embates ideológicos em detrimento de pautas consideradas prioritárias para o campo. Empresários e representantes do setor ouvidos pelo Globo afirmam que a viagem de Flávio a Washington para participar da audiência sobre o tarifação foi contraproducente e cobram maior atuação em temas como a renegociação das dívidas rurais.
As críticas ocorrem mesmo após a decisão do governo americano de deixar deixar fora da tarifa de 25% uma série de produtos importantes para o agronegócio brasileiro, como carne bovina, pescados, café e alguns segmentos da madeira, o que reduziu o impacto imediato da medida sobre boa parte do setor.
É, para o agro mesmo, que pegou mais foi o etanol, né? E que o Brasil não pode ser exigente, ou quebra um pedaço do agro do Nordeste, por exemplo. Eu só não entendi porque a crítica é reservada. Por que que a crítica é reservada? O que foi que o bolsonarismo fez de bom para vocês? Olha bem, cara, teria o bolsonarismo feito os maiores planos safra da história para vocês?
Não fez.
Ah não, não foi bolsonarismo. Teria o bolsonarismo financiado as pesquisas de ponta na área do agro? Ah não, foi o BNDES na gestão do Lula. Que fez isso? Teria o bolsonarismo, enquanto o bolsonarismo defendia tarifa, corrido o mundo para ganhar mercado, inclusive, por exemplo, mercado de carne?
Caiu o microfone do Reinaldo, mas ele já vai arrumar isso aí, tranquilo.
Inclusive o mercado de carne lá no Vietnã, que é um hub importante na Ásia. Teria o bolsonarismo feito isso? Oh não, meu Deus, de novo foi o Lula! Por que crítica reservada? Ai, não, é porque o Bolsonaro defende que a gente tenha direito de usar arma na propriedade. Mas isso, primeiro que isso não vai, não haver recuo a respeito, mas é tão importante mesmo? Nesse caso, a pistola é mais importante que o crédito, hein? Ah, que coisa feia!
Ah, não, é por causa do MST. Não me diga que o MST está impedindo que vocês produzam, porque eu vou ficar magoado. Com a mentira. Mas parece que a ficha tá caindo finalmente. Parabéns, viu? Sempre que alguém vem para a luz, olha bem, ou a verdade está se fazendo, ou a gente está assistindo ao filme Poltergeist. Venha para a luz, Caroline, não tenham medo. É isso aí.
O É da Coisa.
Muito bem, estamos de volta. Jota, no Band News TV, nas redes sociais, no LG Channel, Zivólio Bene, esse é LG Channel, isso, e na caverna do, onde, Carlos?
Unhudo.
Na caverna do Unhudo. Muito bem, tem todos os lugares. E o Yes To R faz ameaças: ó, ó, não vai retalhar não, hein? Não vai retaliar não, porque senão a gente aumenta mais tarifa ainda. Vai que eu quero lembrar uma coisa aqui.
O escritório de comércio americano, o USTR, sinalizou que o novo tarifação, aliás, sobre produtos brasileiros pode ser reduzido ou ampliado a depender da forma como o Brasil reagir. Em comunicado, o ente manifestou o seguinte, abre aspas: uma ação por parte do Brasil que reduza o ônus ou a restrição ao comércio dos Estados Unidos pode indicar que a medida adotada nesse nível já não é ser a mais apropriada para obter a eliminação dos atos, políticas e práticas do Brasil considerados acionáveis nesta investigação.
Ao mesmo tempo, o órgão avisa que caso o Brasil aumente os ônus ou as restrições aos Estados Unidos, a resposta pode ser diferente, né? A reação contra os interesses americanos pode indicar que a medida adotada pelos Estados Unidos nesse nível não é suficiente para obter a eliminação desses atos.
Reinaldo, lembra a carta do Trump ao Lula, aquela do dia 9, falando do Bolsonaro, hein? Sim, falar do Bolsonaro no primeiro parágrafo, falar das redes no segundo parágrafo, não sei o quê. Aí lá pelo quinto parágrafo diz assim: se por qualquer razão o senhor decidir aumentar suas tarifas, qualquer que seja o valor escolhido, ele será adicionado aos 50% que cobraremos. Por favor, entenda que essas tarifas são necessárias para corrigir os muitos anos de tarifas e barreiras tarifárias e não tarifárias do Brasil que causaram esses déficits comerciais insustentáveis contra os Estados Unidos.
Esse déficit é uma grande ameaça à nossa economia e de fato a nossa segurança nacional. O detalhe é que o déficit é nosso, não dos Estados Unidos, né? Mas tava lá na carta. Com ameaça já, né? O Brasil tá avaliando que a negociação vai acontecer depois da eleição. O Brasil não— o Brasil vai continuar a conversar, não tem que cessar a conversa. Ah, então não conversa mais e tal. Bom, e talvez seja de retalhar. E se tiver de retalhar, vamos ver.
Eu acho que tem que ser feito tudo com cuidado. Ninguém deve dar tiro no pé só para mostrar que é valente.
Né?
Agora também vão retalhar eventualmente, causar inflação. Vamos ver, vamos ver, vamos conversar, vamos ver quando é o caso, né? Mas que que a gente tem aí?
Vai.
A nota divulgada pela Secretaria, pela Secretaria de Comunicação da Presidência, a respeito do tarifaço que a gente já citou aqui no programa, reforçou que o Brasil vai buscar adotar reciprocidade contra os americanos. Diz assim: o Brasil iniciará imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na lei de reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, e retomará o tema no âmbito do Mecanismo de Solução de Controvérsias da OMC.
Isso que é a OMC também. Os Estados Unidos desmoralizaram a OMC, mas enfim, né? E o Dario Durigan, que eu já disse que tem se comportado de maneira exemplar, né, no Ministério da Fazenda, tá dizendo: olha, nós temos aí o instrumento da reciprocidade, se E tem que ser. E o Alckmin disse a mesma coisa na entrevista. Vai lá.
O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que a lei de reciprocidade será aplicada aos Estados Unidos pelo governo brasileiro no momento adequado. Em declaração à imprensa hoje, Alckmin afirmou o seguinte: destacar que nós temos uma lei de reciprocidade, perdão, aprovada por unanimidade no Congresso, e que o governo no momento adequado saberá como implementá-la. Não é retaliatória, não há retaliação. O que existe é uma lei defendendo o interesse nacional, dos brasileiros, na economia do Brasil.
E é a reciprocidade, um instrumento jurídico legal importante que o governo analisará o momento e a forma de fazer.
É isso e pronto, é assim que tem que ser, né? E aí vamos um pouco de vergonha, momento vergonha alheia, mais momento vergonha alheia, né, que é Caiado, é Zema, Né, o Caiado, o vídeo dele ficou muito longo. Não dá, vai, vamos lá, vai.
O ex-governador de Goiás, pré-candidato ao Planalto, Ronaldo Caiado, criticou hoje o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro após o novo tarifação americano sobre produtos brasileiros. Vamos conferir a manifestação do ex-governador.
Quero registrar aqui a minha indignação. Tarifação foi confirmado neste momento. 25%, tarifando aí mais de 4 mil produtos brasileiros. Isso é uma penalização direta a quem trabalha e a quem produz no Brasil. E veja que situação o Brasil está: um fazendo piada com a dentadura do Trump e o outro pedindo para que realmente fosse adiado para depois das votações. Então pergunta a Lula e ao Flávio: Vocês estão defendendo o interesse de uma campanha eleitoral.
O Brasil ficou de fora da defesa de vocês e o Brasil tá sendo penalizado agora. O Brasil precisa de um presidente que tenha estatura para poder sentar naquela cadeira, saber defender o Brasil e dar ao Brasil a projeção que ele merece. É isso aí, a tristeza nossa que nós estamos assistindo neste momento.
Não, mais de 4 mil é total dos produtos, o Caiado. Primeiro, tá mal informado. 2001, então fora. Vai se informar direito. 2, o Lula fez de fato uma piada, mas o Brasil ficou negociando o tempo todo. E aí, como você não tem a coragem de dizer que o Brasil está fazendo a coisa certa, então você tem que atacar os dois para aparecer uma alternativa. Não, pelo amor de Deus, a gente quando vai ficando velho tem que inclusive ganhando mais autonomia para falar as coisas.
É, né? Precisa atacar até quem tá certo para poder justificar o seu ataque a quem está errado? Quem ataca também o certo para justificar o ataque àquele que está errado não distingue o certo do errado e, portanto, trata o errado como certo e o certo como errado. Tá tudo errado, o caiado. Faz o seguinte, cara, seja errado como Zema, pronto, que aí você vai conseguir o que o Zema conseguiu, que é 2%. Falando porcaria, não sabe. Vai, vai para as aspas.
Ele disse o seguinte: eu condeno o tarifação anunciado pelo governo dos Estados Unidos, é uma medida protecionista que prejudica os interesses do Brasil e desrespeita os vínculos históricos entre os dois países. O governo brasileiro errou nas negociações, criando atritos desnecessários e adotando um discurso eleitoreiro. Se tivesse agido de maneira técnica e responsável, poderia ter evitado uma retaliação que de qualquer forma não se justifica.
Mentira! O Brasil fez tudo certo, você também. Por isso que um tem 3%, tem 4%, tem 2%, Vocês não existem nem como candidatos, nem como candidatos. O tarifação caiu nas exportações do Brasil para os Estados Unidos, mas aumentaram as exportações do Brasil no total. Vejam vocês, os dados do Ministério mostram que mesmo com a queda do comércio com os americanos, as vendas totais do Brasil para o exterior aumentaram 8,7% no primeiro semestre.
As exportações aumentaram principalmente para China. Vocês estão achando o quê, que a gente depende, depende de vocês para existir? Não depende não, né? E aí, para encerrar, nós vamos aí com a retranca especial 5, né? Tá, que que tem? Vai rapidamente para a gente encerrar, vai.
Integrantes da pré-campanha e aliados de Flávio Bolsonaro reconhecem que a imposição do novo tarifácio dos Estados Unidos ao Brasil favorece o presidente Lula. A informação é da Folha. Apesar disso, o grupo próximo ao senador avalia que o efeito será reduzido e mais fácil de ser revertido se comparado ao tarifaço anterior imposto pelo governo Trump em 2025. Pessoas próximas a Flávio, consultadas pela Folha, avaliam que o pré-candidato se vacinou contra o tarifaço ao visitar a Casa Branca no início de julho para, nas palavras deles, pedir ao governo Trump o cancelamento dessa taxa, que não é da coisa.
No entanto, a gente explicou que Flávio não se opôs às tarifas, mas sim pediu seu adiamento para depois das eleições.
Isso não custa nada, o jornalismo, pelo menos informar direito as coisas, né? Beijo, até amanhã! Leva seu barco para lá desse mar, esse mar é meu. Leva seu barco para lá.
Esse mar é meu, leva seu barco para lá desse mar. Esse mar é meu, leva seu barco para lá.
Esse mar é meu, leva seu barco para lá desse mar. Esse mar é meu, leva seu barco para lá.
Vai jogar a sua rede das 200 para lá. Pescador dos olhos verdes, vá pescar noutro lugar.
Esse mar é meu, leva seu bavuta lá desse mar. Esse mar é meu, leva seu bavuta lá. Esse mar é meu, leva seu bavuta lá desse mar. Esse mar é meu. Leva seu barco pra lá.
E o barquinho vai com o nome de caboclinha, vai puxando a sua rede. Dá vontade de cantar: tem rede amarela e verde no verde azul desse mar.
Esse mar é meu, leva seu barco pra lá desse mar. Esse mar é meu. Leva seu barco pra lá, esse mar é meu. Leva seu barco pra lá desse mar, esse mar é meu. Leva seu barco pra lá.
Obrigado, seu doutor, pelo acontecimento. Vai ter peixe e camarão, lagosta que só Deus dá. Pegou bem a sua ideia. Deixa pouco pensamento, e a partir desse momento o meu povo vai dançar nesse mar.
Esse mar é meu, leva seu barco pra lá desse mar. Esse mar é meu, leva seu barco pra lá desse mar. Esse mar é meu, leva seu barco pra lá desse mar.
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