O É da Coisa de 14/07/2026, com Reinaldo Azevedo: OAB, Flávio e tolices; Kassio, eleição e burrices
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E agora na BandNews FM, o É da Coisa com Reinaldo Azevedo, Alexandre Bentivoglio e Carlos Costa.
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Laila Macias, wait.
Começa agora para todo o Brasil mais uma edição de Ué da Coisa. E se a coisa parece confusa, atrapalhada, vem para cá que a gente desconfunde, atrapalha. Milhões de pessoas acompanham o programa pelo Caio, pelo Band News TV, pelo LG Channels, e vale o bem, pelo TCL Channel também. Pelo TCL Channel. E você pode fazê-lo também pelas redes sociais, sempre BandNews FM ou no aplicativo BandPlay. Eita, resultado inesperado! É por isso que o futebol é fascinante, né?
Porque nem sempre o melhor vence. Se bem que eu acompanhei um pouco à distância, hoje a França não foi tão bem, ficou com mais posse de bola, etc., mas vai bem, bem, bem, bem, não foi não. E aquela que era grande sensação, vai conseguir e tal. E aí tio Rei faz uma homenagem, que eu vou, e bem, hoje é um aniversário importante para a história da humanidade, né? A queda da Bastilha. No dia da queda da Bastilha caiu a França. Eu não quero ser cruel, mas, ô Carlos, mas aconteceu.
No dia da queda da Bastilha caiu a França. Mas aí eu faço uma homenagem, ó, O filme, atenção, quem tá acompanhando pelo rádio ouviu apenas e ficou parecendo uma coisa meio confusa, mas quem tá acompanhando pelas redes, pela TV, viu aí um trecho dos maiores filmes da história da humanidade, que é chamado Casablanca, que é o filme que é sem decor. É chato ver o filme comigo, rever, porque eu vou antecipando as falas para mostrar que eu sou sabido.
É, sim, evidentemente, como sempre. É filme de 1942 do Michael Curtiz, dirigido pelo Michael Curtiz, que é um húngaro-americano. Aliás, o Vaibene, boa parte dos atores do filme eram exilados, né? Um filme evidentemente antinazista. Humphrey Bogart como o Rick Blaine, né, o dono do Rick's Bar, né? A Ingrid Bergman inacreditável que aparece aí. Nunca houve uma mulher como Ingrid Bergman. Aí parece caída do céu, né? Paul Henrique, que é o Vito Laszlo, que faz o Homem da Resistência.
E aí a situação é a seguinte, para quem tá no rádio não percebeu, né? Estão em Casablanca. Casablanca, Marrocos, era um protetorado francês, mas ainda não tinha caído exatamente sob o controle do nazismo, ainda era uma área de livre trânsito e muita gente procurava Casablanca para dali fugir para outros lugares. Mas os nazistas já estão presentes ali, né, os colaboracionistas também. E aí tem o Rick's Bar, todos vão ao Rick's Bar, olha bem, é, é, todos vão ao Rick's Bar, né, que é onde aí o Ciché encontra o Rick.
Eles tinham sido amantes lá em Paris. E aí é uma história amorosa terrível, terrível, que tem uma das frases mais lindas e tristes, né, o são os nossos problemas senão um punhado de feijão neste mundo louco? Eita! Mas ali os nazistas começam a tocar uma música alemã, uma música patriótica alemã, chama Guarda do Reno, de quando a França e a Alemanha na Primeira Guerra disputaram a região do Reno. Era para tocar originalmente o hino nazista, mas aí não deu, enfim.
E os alemães estão, e eles começam a cantar a música. Aí vai o Vitor Laszlo da resistência e pede para tocar a Marselhesa, o hino francês. O Rick topa, aceita, ele manda tocar, né? E aí então tem a disputa entre a Marselhesa e tal, e a Marselhesa acaba ganhando, e os nazistas mandam fechar o bar, né? Claro, os colaboracionistas, né? Simbolizando ali a liberdade Esse filme tem tanta coisa. Umberto Eco tem um texto maravilhoso sobre esse filme, quase melhor do que o filme, olha bem, né?
Tem uma frase espetacular que ele diz o seguinte: um clichê, quando a gente vê um filme, um clichê irrita. Se você usa 100, você pode até comover. E esse filme tem tanto clichê, tanto clichê, tanto clichê, tantos clichês maravilhosos que faz uma obra-prima. E vai assim a nossa homenagem aos franceses, à Revolução Francesa, Os franceses que perderam hoje. Aí, aí não tem homenagem à Espanha então, que ganhou? Tem, mas a meu modo, que não vamos encerrar com ela, mas toca um trechinho desta mulher espetacular chamada Rosalía nesta música maravilhosa.
Olha a Espanha da Rosalía! Vai, Rosalía, canta para nós! Lucas, depois a gente ouve. Só é isso aí: primeiro amar o mundo e depois amar a Deus. Já é de uma grandeza maior quase do que se pode abraçar em toda música pop dos últimos 500 anos. Bom, eu gosto de exageros. Vamos discutir política, política, política, política. É essa Copa do Mundo, estamos segurando bem, vai bem. Amanhã tem de novo, né? Argentina e Inglaterra. Isso, se resolver tudo no tempo regulamentar, 6:20 começa o programa.
Se tiver prorrogação, não tem programa. Mas de qualquer modo, vamos ver o que vai acontecer. Óbvio, apenas regulamentar, entidade não cai no truque do Flávio. Nós já, eu tinha falado aqui antes do Alexandre tomar a decisão que tomou de proibir o Flávio de ver o pai por 90 dias. E pedir para defesa explicar que diabo, afinal de contas, aconteceu.
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Casino, né, com tal da carta que virou vídeo, que não sei o quê. E aí eles, vamos apelar ao AB. E ao AB se manifestou. Eu já escrevi um texto hoje que eu deixo para o escrutínio, como eu gosto de dizer, vale bem. Carlos, dos advogados, dos juristas, dos juízes. Eu quero que alguém diga que não é como estou dizendo, que estou falando besteira. Pode mandar, já sei, né? Besteira. Quero ver, porque eu tenho opinião cotovelo e orelha, como quase todo mundo.
Mas eu quero discutir com a técnica, é isso que me interessa. Então nós vamos ver o que foi que a OAB disse direito. Mas vamos lá, meninos, vai, que que a gente tem aí?
Vai.
A Ordem dos Advogados do Brasil não caiu no truque de Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à presidência. A entidade atendeu a seu modo a um pleito apresentando, apresentado pela defesa do senador, e encaminhou uma petição a Alexandre de Moraes defendendo o direito que tem um advogado de defender o seu cliente. Você escreveu há pouco um texto, Reinaldo, afirmando que a ordem foi apenas protocolar.
E por que isso? Isso é, aliás, até eu errei aí, eu defendendo o direito que tem um advogado de defender o seu cliente, não, de visitar o seu cliente, né? Então, erro do tio Rei, mas eu tô corrigindo já aqui. Bom, por que é que eu escrevi? Olha bem, porque é o seguinte: o Flávio é um dublê. O dublê é o quê? Que que é o dublê? Dublê é aquele que exerce o papel de um outro. Ou aquele que tem dois papéis, que exerce ao mesmo tempo duas funções, faz duas coisas.
Dublê. Tio Rei, por exemplo, dublê de jornalista e gato. Entende? Gatoso, olha bem, gato e idoso. Muito bem, vamos lá. Existe o Estatuto da OAB, Lei 8.906. Na Lei 8.906, artigo 28, tem lá, olha bem, depois vocês procuram todas as coisas que um advogado não pode ser ao mesmo tempo, tá? Não pode ser juiz, não pode ser funcionário público, não pode ser banqueiro. Olha, veja você, não pode ser banqueiro advogado, ser do sistema financeiro advogado, não pode exercer atividade nem em defesa própria.
E tem também, e existe também, o Código de Ética da OAB. Aí complementa no seu artigo 5º essas coisas, dizendo que também a profissão não pode recorrer, vale bem, a usar instrumentos para se colocar no mercado, instrumentos ilegítimos. Advogado usar bet, me coloque na bet. Vamos fazer a bet dos advogados. Você já imaginou, né? Agora, não tem nada ali falando, vale bem, Carlos, que você não pode ser advogado e candidato ao mesmo tempo.
Pode, pode, pode. Quer dizer, pode, não proíbe. Se não proíbe, pode. Então Flávio foi visitar o pai. E além de tudo, é pai, foi visto o pai. Ele está constituído como advogado do Bolsonaro e é também candidato. Aí o Alexandre, como eles desrespeitaram uma ordem legal que nós já, de que nós já tratamos aqui, havia as medidas cautelares. Não, Bolsonaro não pode produzir coisas para as redes sociais. Explícito. O Flávio foi lá, arrancou uma carta do pai claramente dirigida ao público e, portanto, desrespeitou uma decisão da justiça.
Aí os advogados do Flávio recorreram à AB. O escritório Trace Reinalde, né, quase, hein, vai bem, bateu na trave que nem hoje teve bola na trave, não vi, quase, né. O Trace Reinalde entrou com uma petição na OAB: olha, um advogado tem o direito de visitar o seu cliente, e portanto nós estamos reivindicando que Vossa Senhoria encaminhe uma petição ao Alexandre O AB falou, pois não. AB foi lá, escreveu assim: com efeito, o artigo 7º, inciso III, da Lei 8.906, essa de que eu falei, assegura advogado o direito de comunicar-se com seus clientes pessoal e reservadamente.
E fala que o Flávio, né, ele não se apresenta apenas como visitante familiar do custodiado, que é o Bolsonaro, mas também como advogado constituído. E fica parecendo que a OAB comprou a causa. Será, vai bem, será? Escrevi um artigo lindo a respeito. Também escreve o AB: a atuação desse Conselho Federal decorre exclusivamente de sua missão institucional de defesa de prerrogativas profissionais. O Conselho Federal solicita que seja assegurada a possibilidade da comunicação pessoal e reservada entre advogados, sua constituinte para finalidades estritamente profissionais.
A presente manifestação possui caráter exclusivamente institucional e não entra no mérito da decisão do Alexandre. Observadas as condições, atenção, solicito o direito, solicito que o Flávio Visite como advogado o Bolsonaro, observadas as condições e cautelas que Vossa Excelência considere adequadas, sem prejuízo das demais determinações judiciais vigentes. A OAB está dizendo: nós estamos defendendo o direito do Flávio visitar o pai como advogado, não como candidato.
Que ele se manifeste como advogado, não como candidato, ou como diria Marco Aurélio, como candidato. Vai ver. Vem cá, quando Alexandre proíbe o bonitão de visitar o pai, ele proibiu advogado de visitar o constituído, o seu cliente? Proibiu o filho de visitar papai? Ó, que absurdo! Claro que não. Ele proibiu o candidato de desrespeitar uma ordem judicial. Tanto é que a OAB diz aqui: observadas as condições e cautelas— e a proibição de fazer vídeo para rede social é uma medida cautelar determinados por Vossa Excelência.
A OAB não caiu no truque, apenas que fica uma coisa meio assim, porque a OAB falou assim: bom, não vou entrar no mérito, né, tô defendendo aqui. Ô, vai bem, sou um sindicato na prática, né, o sindicato vai defender os sindicalizados, pronto. Agora, a OAB falou: que absurdo, violação de prerrogativa! Ó meu Deus! Vai bem?
Não.
Carlos, não, na dica. Sim, Titio colocou vocês no bom caminho desde o primeiro dia, porque eu falei que transgredia a regra antes do Alexandre decidir. Aí tem que ficar falando. Eu falei, tem que ficar falando. Tanta bobagem se fala que fica parecendo que os códigos legais estão escondidos. Eles não Bastilê. Mas vai ler, eu que já sou idoso, vou ler. Porque alguns mais jovens, Bastilê, a OAB não entrou nessa não. Mas o mais curioso vem agora.
O mais engraçado vem agora. O Tracey Reinalde, tô vendo que, ó, bate na trave, mas bobo não é, né? Que você sabe muito bem o que aconteceu. Ou quer ver? Até petição de advogado de Flávio admite transgressão.
Vai bem. Reinaldo, no seu artigo você diz que na prática até o advogado de Flávio, Trace Reinalde, admite que, ainda de modo oblíquo, né, ele admite que houve a transgressão. Por quê, Reinaldo?
Porque ele escreve o seguinte, meninos, presta atenção aqui, tá escrito lá: em síntese, portanto, isso no pedido que eles encaminharam ao AB, né, em síntese, portanto, a decisão ora noticiada ao suspender de forma genérica e pelo extenso período de 90 dias autorização de visita do peticionário ao seu constituinte, vírgula. Aqui é preciso entender texto: sem ressalvar a comunicação profissional entre advogado e representado, é inconstitucional e ilegal.
Aí eles dizem: a decisão inconstitucional é ilegal porque não salvou a comunicação profissional entre advogado e representado. Ou seja, o escritório admite o óbvio: o que o Flávio fez como candidato é ilegal, porque havia uma cautelar proibindo. Apenas o escritório diz: dá para livrar a cara do advogado. Mas aí, olha bem, uma coisa que é Como dizia Marco Aurélio, desenganadoramente.
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O advogado e o candidato são a mesma pessoa, que é a minha ilustração do meu artigo de hoje. Uai, se o lobo e o cordeiro são o mesmo, como é que faz? Ou se o lobo põe uma pele de cordeiro e fica olhando para um monte de cordeirinho que tá ali prontinho para abate? Então não tem essa de dizer: eu, como advogado, não cometi crime nenhum, não desrespeitei a lei. Quem desrespeitou foi o candidato. Não, a única pessoa com direito a falar em terceira pessoa no Brasil é o Pelé.
Que tem o Edson e tem o Pelé, entende? Mas o Flávio nem é Edson na vida, nem é Pelé na profissão. O Flávio advogado e o Flávio candidato são a mesma pessoa, entende? Eu sou dublê, eu sou dublê de colunista, de âncora, vai. Eu sou dublê de âncora da Band News FM, Band News TV, mais LGT, mais Caverna do Unhudo e do Metrópoles. Ó, vai bem, será que ficaria bem para mim? Ter uma opinião aqui na BandNews FM e outra lá no Metrópoles?
Acho que não, né?
Não, né?
Aí eu falo: não, só que é, o Reinaldo como âncora do É da Coisa pensa isso, agora como âncora do Metrópoles pensa aquilo. Sim, eu tenho essas duas condições, mas eu sou uma pessoa só. Eu não sou o Reinaldo Partido ao Meio. Aliás, romance maravilhoso, Esconde Partido ao Meio. Eu não sou Reinaldo Partido ao Meio, sou eu, eu apenas eu, com seus acertos e seus acertos. Eu faço essas piadas, tem gente que leva a sério. Outro dia até uma prima minha perguntou, mas você fala sério quando você— Minha filha, a única coisa que eu falo a sério é quando eu digo que sou bonito, fora isso não.
Não é uma brincadeira, não tem essa, Flavinho, tem essa não, filho. O Alexandre, o Alexandre está impedindo o candidato de fazer proselitismo lá onde o Bolsonaro exerce prisão domiciliar. Ah, mas e o Lula? Desculpe, eu antecipei esse debate aqui, antecipei no metrô muito antes. Completamente diferente, situações completamente diferentes. Ó, porque eu vou explicar, você não vai ver, calma, vou explicar tudo. É tudo a mesma coisa?
Não, não é, não é. Não caia nessa picaretagem. Eita! Aí em live o Flávio repete um mantra extremista contra a justiça. É a conversa da extrema-direita mundo afora. Vai lá.
Sim, o Flávio fez ontem uma live, afirmou que o ministro Alexandre de Moraes quer interferir nas eleições e repetiu esse, que é um dos mantras da extrema-direita nas democracias mundo afora, que consiste em opor a vontade das urnas ao Poder Judiciário. Vamos ouvi-lo.
O filho não pode visitar o próprio pai por 90 dias e a justificativa fajuta seria que eu, a carta que o presidente Bolsonaro escreveu e que veio a público em redes sociais e em diversos outros canais de comunicação. Então, pessoal, é obviamente algo completamente desproporcional, desarrazoado, e claramente configura essa tentativa de Alexandre de Moraes interferir nas eleições desse ano. Aí agora essa desculpa esfarrapada, sem pé nem cabeça, sem nenhum fundamento, uma decisão impedindo um filho de falar com o próprio pai por 90 dias.
Não coincidentemente, esse prazo encerra após o primeiro turno das eleições. Tá todo mundo esperando o resultado das eleições em outubro para saber se investe ou não investe no Brasil. E o que é que alguns supremos estão fazendo?
Força! Aí já foi além, aí já foi além, foi além da besteira, porque o Brasil foi um dos países que mais receberam investimento. Todo mundo esperando eleição para ver se investe no Brasil? Que zorra é essa? Não, a questão é que interessa é a seguinte. Questão é que interessa é a seguinte.
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Ele tá dizendo que quem tem a caneta resolve criar dificuldades para quem tem voto. Disseram que meu microfone tava raspando, vai ver que é porque tá pegando o zíper da jaqueta. Tá bem agora?
Agora tá perfeito, tá ótimo.
Então tá, tio Rei merece existir sem ruído, mas ficou feio, né? O fio ficou pendurado. Olha aqui, vamos, vamos lá. Mundo afora, extrema-direita faz o quê? Usa eleição para tentar atropelar a justiça. É isso que eles fazem, de sorte que a eleição é usada como instrumento para ferrar a democracia. Sabe em que ano eu escrevi um artigo dizendo que urna não é tribunal? Acho que 2010. Urna não é tribunal. 2010, 2006, 2007. Urna não é tribunal. Urna não serve para absolver criminoso.
2007 mesmo, achei aqui, 2007.
Não serve absolver criminoso, não tem essa não, filho. Quer dizer que agora, porque você disputa eleição, porque você tem voto, você pode atropelar a justiça? É o que pensa o Trump, é o que pensa a extrema-direita mundo afora. Já foi uma tese da esquerda, hoje uma tese da extrema-direita, da extrema-direita. Não, o sistema de justiça é parte do sistema democrático. Ele existe inclusive para controlar e para pôr limites aos arroubos totalitários de gente como Vossa Excelência, que inclusive nessa live disse: é por isso que tanta gente vai votar no Senado para empichar ministro do Supremo.
Olha só. Olha só, você tá querendo destruir o sistema legal. E eu repito, nem deveria ser candidato porque já fez uma ameaça golpista. E aí, claro, aí ele teve um deliriozinho, né, o que não é muito. Vai, vamos lá.
Sim, ainda nessa live o senador disse que vai vencer a eleição, que será impulsado pelo próprio Jair Bolsonaro no dia 1º de janeiro de 2027. Só não disse exatamente como, né?
As coisas vão mudar, gente, pode ter certeza. A gente vai resgatar esse Brasil, a gente vai honrar o presidente Bolsonaro e todos os perseguidos do 8 de janeiro. E o presidente Bolsonaro é quem vai colocar a faixa de presidente em mim em janeiro do ano que vem. Anota aí, vocês vão ver essa cena. Em nome de Jesus, vocês vão ver essa cena, porque o Brasil precisa voltar a respirar.
Em nome de Jesus, pera aí só um minuto, vai bem?
Tá bom.
Oi, Jesus, é Jesus que tá na linha? Estão falando aqui que o senhor vai participar da posse do Flávio Bolsonaro. Não, Vai não? Por quê, hein? Ah, tem muita gente para receber pão ainda, né?
Tá.
Vai estar onde? Sudão do Sul? Tá bom. Ah, e também ali na África Subsaariana, né? Tem muita gente precisando ali. Tá bom, Jesus. Que bom, que bom então que o senhor tem coisa mais importante a fazer do que garantir a posse do do Flávio com o Bolsonaro passando a faixa. Não, tinha ficado com uma impressão ruim do senhor, mas então é mentira, tá bom. Ó, Jesus tá dizendo que é fake news. Vai dar golpe antes? Como é que vai ser? Como é que vai tirar o Bolsonaro da cadeia para ele passar a faixa?
Porque o Supremo, a composição não terá mudado ainda. Ainda que você vença. Bom, tá aí o golpista que ameaçou o Supremo dizendo que vai tirar o golpista da cadeia para lhe garantir a posse. E depois acham que eu tenho que ser tolerante com esse tipo de conversa. Não sou. E a minha intolerância tem nome, chama intolerância em nome da Constituição, em nome das leis, em nome da democracia. E agora, olha, o Beni, também em nome de Jesus.
Não me coloco como porta-voz, mas acabo de falar com ele e ele falou que, Carlos, disse, não tenho coisa mais importante para fazer. Sim, se um dia aparecesse mesmo, vai bem. Eu ia falar assim: dá para transformar água num cigomol de vez em quando? Piadinha, tio Rei Católico, carola de tudo, mas a minha religião admite humor. Né, e não perseguição e ódio. Flávio tá feliz ou tá triste? Preocupado, excitado? Ah, não sei. Tem tudo, está sendo garantido na imprensa brasileira, está uma algaravia.
Valeu, bem, depois você diga para o povo que é uma algaravia. Vai, quem fala para mim?
É isso, Reinaldo. Raramente uma decisão gerou tantas análises desencontradas. A apuração de bastidores sustentando que Flávio e seu entorno estão preocupados porque Bolsonaro seria o farol no mar da incerteza, como disse seu amigo Guilherme Arantes. Há quem sustente também que o Flávio tá feliz. Você, o que diz, Reinaldo?
Farol no mar da incerteza, um dia, um adeus, eu indo embora. Quanta loucura por tão pouca aventura. Beijo para Guilherme. Olha bem, uma Estrela no deserto, minha guia, farol no mar da incerteza.
De um adeus eu indo embora, quanta loucura, por tão pouca alegria.
Somos nós faróis no mar da incerteza, das coisas desencontradas, mas algaravia, vale bem.
É uma confusão, né, de vozes, vozeria de voz, ninguém entende nada.
Então tem assim, ó, meu Deus, eles estão muito preocupados porque Bolsonaro é o nosso farol. Ah não, eles estão muito felizes porque agora então não tem nem que prestar contas a Bolsonaro. Bom, mas tá feliz ou tá triste? Ah, e aí tem apuração, ministros do Supremo estão dizendo em off que foi ruim, porque até falar ontem, fala então. De qualquer modo, eles vão recorrer da decisão, vai ter ministro que vai poder falar em ontem.
Ou decisão judicial agora vai ser desrespeitada por princípio e fundamento? Vai ser assim?
Não, né?
Não vai ser assim, não pode ser assim, tá certo? Então assim, tá feliz ou tá triste? Ah não, é que agora eles viraram vítimas. Então, ah, que bom, agora que eles são vítimas. Tudo que eles queriam era ser vítimas. Eu não quero saber se a decisão do Alexandre é boa para Bolsonaro, para Flávio Bolsonaro, é ruim para Flávio Bolsonaro. Meu ponto não é esse. Eu não acho que a justiça deva ser regulada segundo quem deve perder a eleição, quem não deve perder a eleição.
Deve ser regulada pela decisão. Pergunta óbvia, de resposta idem: é permitido alguém, mesmo advogado, desrespeitar decisão judicial. Advogado existe para apresentar petições à justiça, para defender seus clientes ou defender mesmo órgãos públicos. Advogados existem na área criminal, né, para representar as pessoas contra o poder coativo, coercitivo do Estado. É uma função nobilíssima. Advogados não existem para desrespeitar a lei.
E se eles estão inconformados com a lei, existe a OAB, existem os órgãos de classe. Vão lá apresentar seus pleitos. Deixem de picaretagem. Eu não gosto de picareta. Ah, é que você não gosta de ninguém que não concorda com você. Não, tem um monte de gente que não concorda comigo de que eu gosto. Aliás, tem gente que não concorda comigo, que não gosta de mim, até que gostaria que gostasse. Mas o que que eu vou fazer, boy? Aliás, eu já disse, eu não me obrigo a desgostar de quem não gosta de mim, nem a gostar de quem gosta.
Não, eu quero saber a essência da coisa. Advogado pode desrespeitar a lei? Se advogado puder desrespeitar a lei, então agora nós teremos advogados que vão visitar a turma do PCC, do Comando Vermelho, e lá pegar instruções, porque advogados são, né, Reinaldo? Não pode, né, Reinaldo? Mas o Reinaldo até que mandou bem, né? Você não deu uma de bobo não, né? Que esse povo também esperto, que é profissional, diz o seguinte: vale bem, esse é meu cliente agora, mas amanhã pode ter outros, né?
Eu não vou aqui pintar de Zé Mané, porque depois aí também não tem mais. No que tá certo. Eita, vai dar programa até às 10 da noite! Fica aí, nós vamos até às 10 da noite. Não, mentira. Vai estar tudo no horário regulamentar. Fica com a gente, tá divertido demais. Muito bem, estamos de volta. E aí agora tem assim, ah, gostou, não gostou? Tem versão para tudo. A turma do Centrão, ai, que legal, agora o Flávio tem um motivo para Agora tem uma coisa que efetivamente eles não gostaram, né? Do que é que eles não gostaram? Vai lá.
Da proximidade da Michele. A decisão do ministro Alexandre de Moraes reabriu nos bastidores do PL o debate sobre o papel que a ex-primeira-dama Michele Bolsonaro poderá desempenhar na pré-campanha presidencial de Flávio. O entorno da mulher de Bolsonaro avalia que a medida de Moraes amplia o espaço de influência dela, já que Michele continua com acesso ao ex-presidente. Segundo o Globo, reservadamente, pessoas próximas à família Bolsonaro confirmam que Michele deve ganhar protagonismo por manter contato direto com o marido.
Do outro lado, aliados de Flávio apontam que aguardam que a ex-primeira-dama se engaje na campanha mais adiante e defendem uma nova tentativa de reaproximação entre os dois em breve.
É, na verdade, nem é para o outro lado, no mesmo lado, né? Quer dizer, vamos, é, já que ela ficou mais poderosa, vamos tentar fazer um acordo. Que medo esse pessoal tem de mulher, não? Vixe, hein, que coisa feia! Que que é essa? Vocês têm medo que vê uma imagem aqui da Idade Média que eu não vou nem falar, nem pensar? Não, tranquilo. É essa questão sempre? Michelle, Michelle, Michelle, Michelle, obsessivamente. Não, eu já ouvi Tem uns bastidores, é uns bafundo bolsonarismo, vai bem, que estão dizendo que o Alexandre combinou essa decisão, sabe com quem?
Com quem? Com a pérfida Michelle, hein? É porque afinal de contas aí resgataram aquele troço que uma vez ela sugeriu que o Alexandre poderia se converter, não sei que, né, lembra dessa história que teve? Agora, o entorno de Michele diz o óbvio, né?
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Moto Casino, America's social casino. O Flávio conhecia o risco. É nada.
Reinaldo, apesar de aliados de Flávio avaliarem que Michele Bolsonaro deve participar da campanha mais adiante. Pessoas próximas à ex-primeira-dama consideram que o senador agiu de forma descuidada ao ler a carta de Jair Bolsonaro nas redes sociais. A informação é do UOL. Segundo relatos feitos pelo entorno de Michele, Flávio tinha consciência das consequências jurídicas da ação e decidiu seguir mesmo assim. De acordo com versões colhidas pelo portal, aliados de Michele interpretaram que Flávio ou agiu de caso pensado ou é, nas palavras de uma das fontes, um advogado meia-boca, por não saber sobre a possibilidade da decisão de Moraes.
Você ainda não vai me perguntar o que eu acho? Qual a opção? Qual a possível alternativa?
Qual?
As duas. É um advogado meia-boca que nunca advogou na vida. Atenção, esse troço de ter se constituído como advogado do pai é um truque, todo mundo sabe. Mas eu já disse aqui, não dá para proibir, não dá para proibir. Já disse aqui que não há Não tem como proibir dublê de candidato e advogado e filho. E agora não pode chegar lá como advogado e cometer um crime como candidato. Eu não posso fazer síntese melhor do que essa para quem ainda não entendeu.
Agora é claro que eles— ô, vale bem, eu, meninos, eu apontei isso aqui de primeira, não foi? É crime, é crime, tá transgredindo uma lei, uma medida cautelar. Sim, de cara fiz um texto, inclusive, Metrópoles, dos dois filhos conduzindo o pai para cadeia. Falei, estão querendo que o pai vá na cadeia? Não, que eles conheciam o risco, que ele conhecia o risco do pai voltar para cadeia, só que eles queriam provavelmente era o pai na cadeia.
Que aí sim, aí doía na cabeça deles mais. Ah, então, Ruim, se você está dizendo que ele está perdido, já perdeu a eleição. Eu, meu filho, eleição tá muito longe de ser resolvida, e seja qual for o resultado, vai ser apertadíssimo de novo. Ainda acho que o Lula ganha, mas vai ser muito apertado. E se o Lula perder? Bom, hoje falaram que a França ia ganhar. Né, não sei, acho que o Lula ganha, mas vai ser apertado, entre outras coisas, porque também ele é bem trabalhão. É isso aí.
O É da Coisa.
Muito bem, estamos de volta. Eu dei aula durante mais de 10 anos. Ser professor consiste basicamente, eu diria, se eu fosse, ah, resuma estruturalmente o que é ser professor. Além de ministrar um conteúdo, olha, Carlos, é fazer com que as pessoas aprendam a fazer distinções. Pensem bem se aprender não é distinção. Quando está lendo aquilo que alguma coisa você já sabe, você fala, não, isso eu já sei. Quando você aprender, é perceber a diferença, perceber o novo.
Todo mundo que diz tudo a mesma coisa é um imbecil que não quer aprender nada. A situação do Bolsonaro é a mesma do Lula, cansei de ver. Engraçado que eu mesmo trouxe essa questão em primeiro plano, disse, olha, O Lula fazia carta lá da cadeia. Então é a mesma coisa Bolsonaro?
Não.
E não é que eu depois começo a ler texto dizendo que é a mesma coisa. Para mim é melancolia. Como dizia vovô Terenciano, tem foto minha aí, Terenciano? Você ainda tem? O Augusto coleciona as minhas fotos, você sabe, né? Tem uma foto minha com meu avô com 17 anos. Terenciano, quando alguém falar para o Terenciano, olha, é tudo a mesma coisa, ele falava, tudo a mesma coisa é vaca no pasto. Porque a vaca come, olha, come, olha, sempre a mesma coisa.
Tá no ar sua foto já aqui.
Aí, ai, meu vôzinho querido, qual é que saudade! Olha, é, não, Augusto, ele quer guardar as minhas fotos só para ele, ele não gosta de mostrar, fica ciumento. É porque é errado comparar Bolsonaro com Lula.
Há uma outra questão que também não quer se calar e que é igualmente a gente trouxe antes de todo mundo no nosso programa de ontem. A gente vai optar aqui por um procedimento que certamente tem um caráter didático. A gente vai explicar as coisas na base das perguntas e respostas. Vamos lá, Reinaldo, primeira pergunta: Lula realmente tinha redes sociais em seu nome? Por que que Bolsonaro não tem?
Lula tinha redes sociais em seu nome, não era ele que fazia porque ele não tinha acesso à internet. Inclusive, ele via nosso programa por um pen drive no computador sem acesso à rede. Faziam coisa em seu nome. Não era ele propriamente, não eram vídeos dele. Agora, o Lula não teve como medida restritiva não participar das redes porque ele nunca pregou golpe de Estado, não fez parte das medidas restritivas. E Lula cumpria prisão em regime fechado, fechado, efetivamente fechado.
E ele não pediu benefício de tornozeleira eletrônica para ficar em casa. Até cheguei a fazer uma frase, eu disse: eu não sou pombo. Tem uma outra coisa, vai lá.
Segunda pergunta: Lula escrevia mensagens que eram divulgadas por seus seguidores. É a mesma situação de Bolsonaro?
Não, não, não é a mesma situação de Bolsonaro. De novo, Lula não estava submetido a medidas cautelares, ele estava em regime fechado. E quando foram pedir ao Alexandre o benefício, o Alexandre falou: tá bom, é humanitário, é humanitário, não vai produzir material para rede, ok? Porque a casa não pode virar um bunker de produção de conteúdos nas redes Especialmente porque eles insistem em que os crimes não aconteceram, em aviltar a justiça.
Então não, não estamos falando da mesma coisa, não é tudo igual. Vamos parar com esse negócio, é tudo igual, não é tudo igual. E eu lamento que aqueles que não, que ignoram as disposições legais ou não procuram, em vez de exercer a nobre tarefa de explicar para o público as diferenças, insistem em igualdades que não existem. Ademais, desde quando Lula pregou a queda do Supremo? Porque afinal de contas foi condenado. Aconteceu.
Agora, esses bacanas, olha aqui, Dudu, sempre ele, né? O grande pensador. Fala, Dudu, vai lá.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro defendeu que a Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes deveria ser restabelecida pela Casa Branca. A medida é utilizada pelos Estados Unidos para sancionar estrangeiros. Pelas redes sociais, Eduardo escreveu o seguinte ainda ontem, abre aspas: se em todo um país apenas um prisioneiro é proibido de se comunicar com seu filho e candidato à presidência, esse filho, por razões políticas, essa eleição não deveria de antemão ser reconhecida como democrática pelos países livres.
A sanção Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes deve ser restabelecida. Fecha aspas.
Isso é um democrata, não quer que a eleição seja reconhecida pelo mundo livre. Acho que ele esqueceu de uma coisa aí, né? Só se o Lula ganhar. Acho que não tem aí, né? Não tem, não tem, né? Sim, toda a pena não precisa viver para ver como é que seu filho, a candidatura à presidência por razões políticas, essa eleição não deveria de antemão ser reconhecida como democrática pelo mundo, pelos países. Então se o Flávio ganhar, também não é.
Então olha, ganhe Flávio, ganhe Lula, eleição é ilegítima, o mundo livre não reconhece. Resta o quê, Wally Obeni? Resta o quê, Carlos? A intervenção, subserviência do imperador do Norte. Que aliás é um filme espetacular. Vocês assistiram Imperador do Norte? Ah, é um filme genial, é um filme genial. Amanhã eu quero falar dele detidamente, que é sobre dois vagabundos durante a Depressão que atravessa os Estados Unidos de costa a costa nos trens.
E o desafio é esse. E aí um vagabundo, um dos aprendizes, resolve que ele já ficou melhor do que o mestre, ele resolve tomar o lugar e É inacreditável, inacreditável, porque trata da depressão, mas também tem uma depressão americana, mas também tem uma dimensão psicológica genial. Então resta o imperador do norte tomar conta do Brasil. Ah, quem sabe o Trump venha ser pirata aqui também, hein? Vai bem, parece que ele desistiu de ser pirata e um músico. Eu chamei ele de pirata, eu tava certo. Vamos começar.
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E vamos, vamos rapidamente com a noja aí, mudando o que tava programado. O Mourão achou que a campanha tá, o Mourão tá tudo muito turbulento, viu? Muito turbulento, né? Tá dizendo aí que Mourão, ao Globo, Mourão também disse que a parte do bolsonarismo não passa no exame psicotécnico do Isso não é critério, Carlos e Alexandre. É porque eu também não passaria.
Você ia falar que você nem passou no psicotécnico ou na prova prática?
Ah, eu não passaria em nada. Eu não sei nem, não sei nem o que que é psicotécnico do Detran, não sei o que eles fazem lá. Se tiver, tem a ver com carro, não passa. Se tem a ver com inteligência, charme e picardia, evidentemente passa. É, que que o Mourão falou?
Vai, aspas: aconteceram algumas coisas com Flávio, pedido de recursos para o Vorkaro, a briga com Michele, aquela idiotice que o cidadão que mora lá nos Estados Unidos, em referência ao Paulo Figueiredo, diz que mulher não sabe votar. Isso é uma estupidez, vamos combinar, né? E num país onde mais da metade das pessoas são mulheres, não é nem tiro no pé, amputação do pé. E o Flávio vai ter que dizer: olha, o Vorkaro entregou tanto e nós gastamos tanto. E aí resolve. Quer outra aspa também?
Não, tá bom. Acho que já, né? Eu sei que o Flávio, uma vez lá atrás, 2019, primeiro ano do governo Bolsonaro, o Flávio falou para uma pessoa que eu conheço, diz: meu pai tem dois problemas, o Mourão e o Mourinho, se é que vocês me entendem. É isso aí.
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Isso, Alcolumbre, ferra bem o Brasil! Parabéns, presidente do Senado, vai!
Reinaldo, o Senado aprovou nessa terça, nos dois turnos, a proposta de emenda à Constituição que cria a aposentadoria especial para os agentes da saúde. A PEC é uma das pautas-bomba que a equipe econômica do governo tentava barrar no Congresso. O texto foi aprovado por 73 votos favoráveis e apenas um contrário, do senador Hamilton Mourão. O placar foi o mesmo nos dois turnos. A proposta segue para a promulgação do Congresso, sem possibilidade de veto presidencial.
O governo estuda levar o caso ao STF, dado o forte impacto fiscal da medida, de cerca de R$30 bilhões, considerando a União e os municípios afetados.
Ah, o Reinaldo é contra agora que os agentes de saúde têm aposentadoria? Sou contra se não tiver dinheiro para pagar, e não tem. Aliás, é inconstitucional mesmo, porque tá criando dívida, tá criando dívida para estados e municípios sem dizer de onde vem a grana. De onde vem receita. E aí usaram um truque fabuloso, que é o seguinte: joga nas costas da União. E aí, você já viu político se opor a isso? Não, né? Claro que não. E aí, parabéns ao Mourão, que teve a coragem.
Não sei exatamente as razões, espero que tenha sido por bons motivos, porque às vezes você faz coisas boas por maus motivos também, mas não interessa. Mas o voto é o voto correto. Mas qual é a do Alcolumbre? Ele tá bravinho porque ele acha que o governo deveria— ele tem medo da investigação. Do caso Master, que vai cair no colo dele também. Acho que ainda cai. E ele tem, ele queria que o Lula fosse lá e atropelasse a PF para livrar a cara dele.
Ou faz isso, ele promete botar para ferrar. E aí, ao mesmo tempo, faz aceno para os bolsonaristas. Vai que se tem uma maioria favorável em PIS. Mas é isso. Né, trata-se de uma delinquência contra o povo, né? E sim, Carlos, o filme é Lee Marvin, Ernest Borgnine, o Keith Carradine. É um baita filme, Imperador do Norte. A Lilian me avisa que tem no Google Play. É isso aí.
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Ai, ai, tarifas, decisão sai amanhã contra o Brasil. Acho que vai ser Acho que vai ser. Vai lá.
O governo brasileiro não vê espaço para chegar a um acordo com os Estados Unidos antes de amanhã, quando se espera um anúncio sobre a decisão dos americanos de aplicar um novo tarifaço contra os produtos nacionais. Segundo a Folha, apesar da falta de perspectiva, os técnicos da gestão Lula não descartam um último contato com o representante comercial dos Estados Unidos, James O'Grier, na véspera do tarifaço. De acordo com a reportagem, o diálogo entre os dois lados tem fluído, mas não a ponto de se chegar a um acordo.
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou o seguinte à Folha: a expectativa de um acordo é quase nenhuma, seja por conta do prazo ou do que apontam os Estados Unidos, pontos sobre os quais não haverá concessões por parte desse governo. O Pix é um exemplo, outro é o etanol.
A culpa tá no texto assim, mas eu quero dar uma dica gramatical aqui para todo mundo, né, e também para O Valio Bene já deu um risinho, deve saber. Por conta de não é por causa de.
Na hora que eu li, eu pensei nisso.
É, e tá aí porque foi assim que o cara falou. Por conta de não é por causa de. Ah, isso aconteceu por conta da chuva. Não, não. Eu deixei por conta do Valio Bene escolher a música da Rosalía no corte porque ficou por conta dele. Uma atribuição que eu pedi a ele, uma tarefa. Isso é por conta. Por causa é outra coisa. Então pronto, vai bem, tá decidido. Ai, não deixei. Não, eu deixo por conta da produção, por conta. Isso assim.
Né?
Essa foi por conta do ministro, não foi por causa da produção.
Isso é exatamente. Aí assim, não, então eu digo assim, não, deixa por minha conta isso. Os meninos falam, deixa por minha conta, eu faço. Eu não falo, deixa por minha causa, não é mesmo? Então o negócio é o seguinte, a Economist fez a matéria, eles querem o Pix, eles querem o Pix do Vale o Bem, o Pix do É isso que eles querem. E o Wally Ben já falou: não veio botar a mão no meu Pix. É o que eles querem, entende? Querem ferrar o agro brasileiro para proteger os seus produtores improdutivos e incompetentes na comparação com os brasileiros.
Tem nada a ver com práticas desleais, tá? Tudo isso é mentira. E sim, o Brasil pode vir a ter uma das tarifas mais altas, mas quer saber também, a gente tem o Brasil a despeito disso, a coisa avança. Não é porque os Estados Unidos vão impor tarifa que o mundo vai acabar, não vai. O mundo não vai acabar por causa disso, não vai. Quando no auge do tarifação, o Brasil ganhou mercados. E com isso não tô querendo dizer que é bacana, tá?
Não é bacana. Mas entre ser bacana e ser o fim do mundo vai uma grande diferença. E agora eu vou dizer o seguinte, vocês, lá vou eu, eu tenho uma cabeça notavelmente grande, como se pode ver, né? O meu chapéu é 62 indo para o 63. Eu e o Nunes Marques Mas eu pretendo, com meu cabeção, não fazer coisas absurdas, olha bem. E pretendo ver se o meu colega de cabeção, que é o Nunes Marques, preenche aquele monumento com boas ideias e não fala besteira. Do que é que eu tô falando?
Vai, Reinaldo. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Cássio Nunes Marques, propôs aos institutos de pesquisa a implementação de um selo de acurácia eleitoral com o objetivo de premiar aqueles que mais acertarem os resultados do pleito. A minuta, a minuta da proposta, perdão, foi distribuída aos representantes de 16 institutos hoje em reunião no TSE. O encontro foi convocado por Nunes Marques para buscar um consenso sobre a regulamentação das pesquisas após a controvérsia envolvendo a censura que ele impôs a um levantamento Atlas Bloomberg, aliás, que noticiamos aqui no É da Coisa, né.
Em nota, a ABEP, Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa, criticou a proposta argumentando que os levantamentos são um retrato do momento e não uma previsão de resultado. Segundo a entidade, exigir que uma pesquisa acerte o resultado é confundir ciência com bola de cristal. De todo modo, a ABEP se colocou à disposição aí para um debate técnico sobre o tema.
Deixa eu ver se a pilha sobreviveu. Bola de cristal, me diga, nos últimos tempos alguém disse burrice maior sobre pesquisa? Não, tá dizendo que o Nunes Marques— você sabe que tem coisa que me enche de indignação e tem coisa, sabe quando é muito burra? Valeu, Beni. Carlos, me dá um certo desconsolo. E vocês sabem que eu não passo a mão em cabeça de pesquiseiro. Já falei aqui que tem gente que eu não cumprimento, não cumprimento, não ficaria debaixo do mesmo teto, não deixaria minha carteira à disposição, meu relógio, porque eu ficaria com medo de ser assaltado.
Eu não vou endossar, não endosso. Agora, isso que o Nunes Marques tá falando é de uma burrice, ministro, é de uma burrice que chega a ser sublime. Eu olho para sua cara falando isso, o senhor me desperta até uma coisa parecida com, ai, Evandro Beni, sei lá, solidariedade que eu tenho às vezes com os despossuídos de clareza. Ministro, surir já que período? Por exemplo, agora, cara, agora, por exemplo, amanhã, 14 de julho, amanhã tem uma pesquisa da Quest, depois tem o Datafolha, depois você vai usar a pesquisa de amanhã, depois da manhã, não sei o quê, para comparar com o resultado de outubro depois?
Vai ser da semana imediatamente anterior? Vai ser de um ano antes? De quando vai ser, ministro? Uma coisa exigir que os institutos sejam transparentes nos seus critérios, que tornem públicos seus questionários. Outra coisa, selo. E sem contar selo de acurácia. Tem gente que vai chutar e vai acertar. Parabéns pela sua courácia, você que acertou, que chutou e acertou. Ô ministro, não faz isso. Ao mesmo tempo, claro, eu, eu, vai bem, o Carlos, eu acho bonita a humanidade ser tão diversa assim.
Tem seu lado bom, tem seu lado interessante assim. O mundo tem Nunes Marques e tem Rosalia, entende? Por exemplo, uma coisa me enche de tédio e melancolia, outra me de esperança e excitação intelectual, porque também outra ela não ia se interessar por mim. Não dá, não dá, menina, vai estudar, não fala essas coisas, não assine esse estado de ignorância, não me deixe triste. E ainda bem, olha, o Benny, que existe a Rosalía. Não que a música seja lá muito alegre também, mas de qualquer modo, viva Espanha! Isso aí ganhou. Viva Rosalía! Beijo, até amanhã.
Mundo e logo amare a Deus. Quem pudiera viver entre os dois, primeiro amare o mundo e logo amare a Deus. Quem pudiera venir desta terra e entrar no céu Volver a la tierra, que entre la tierra, la tierra y el cielo nunca quedará solo. En el primero, sexo, violencia y llantas, deportes de sangre, monedas en gargantas. En el segundo, destellos, palomas y santas. É a graça e o fruto e o pesar pela balança. Quem pudiera viver entre os dois, primeiro amar o mundo, luego amar a Deus.
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