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O É da Coisa de 06/07/2026, com Reinaldo Azevedo - Flávio-Dudu: parceira com os EUA contra o Brasil

07 de julho de 20261h4min
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Participantes neste episódio3
R

Reinaldo Azevedo

HostJornalista
A

Alexandre Bentivoglio

Co-hostJornalista
C

Carlos Costa

Co-hostProdutor
Assuntos8
  • Estratégias políticas e indicaçõesAudiência sobre tarifas · Carta a Trump · Pix · Milei · Eduardo Bolsonaro · Flávio Bolsonaro
  • Tarifas EUA contra BrasilSeção 301 · Flávio Bolsonaro · Eduardo Bolsonaro · Donald Trump · USTR · CNI
  • Indústria de Defesa BrasilGelatina e colágeno · Carne brasileira · Etanol americano · Desmatamento ilegal · Marcelo Junqueira da Silva · Fernanda Carneiro
  • Viagem de Flávio Bolsonaro aos EUADedo do meio · Lula · Flávio Bolsonaro · Povo brasileiro
  • Hamas deixa governo GazaComitê de emergência · Comitê Nacional para Administração de Gaza · Acordo de paz · Benjamin Netanyahu · Faixa de Gaza
  • Crise na campanha de Flávio BolsonaroFogo amigo · Rogério Marinho · Paulo Figueiredo · Voto feminino · Comitê dos Estados Unidos
  • Campeonato Brasileiro de FutebolDiáspora de jogadores · Complexo de vira-lata · CBF · Neymar · Carlo Ancelotti
  • Expectativa de reeleição de LulaLançamento em São Paulo · Convenção do PT · Berço político do PT · Colégio eleitoral paulista
Transcrição53 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro

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RAReinaldo Azevedo

Refreshers contain caffeine. E agora na BandNews FM, o É da Coisa com Reinaldo Azevedo, Alexandre Bentivoglio e Carlos Costa.

?Voz A

Oferecimento BTG Pactual, para quem espera mais de um banco.

?Voz C

Ainda eu falasse a língua dos homens e falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria. É só o amor, é Só o amor que conhece o que é verdade. O amor é bom, não quer o mal, não sente inveja ou se envaidece. O amor é o fogo que arde sem se ver, é ferida que dói e não se sente. É um contentamento distante, é dor que te atina sem doer. Ainda que eu falasse a língua dos homens e falasse a língua dos anjos, sem amor Eu nada seria.

É o não querer mais que bem querer. É solitário andar por entre a gente. É o não contentar-se de contente. É cuidar que se ganhe em se perder. É um estar-se preso por vontade, é servir a quem vence. O vencedor é um ter com quem nos mata lealdade. Tão contrário a si é o mesmo amor.

?Voz A

Começa agora para todo o Brasil. Mais uma edição de O É da Coisa. E se a coisa parece confusa, atrapalhada, vem para cá que a gente desconfunde, atrapalha. Milhões de pessoas acompanham o programa pelo Tádio, pelo BandNews TV, pelo LG Channels, e vale o bem também TCL Channel, TCL Channel, e também no aplicativo sempre BandNews FM ou BandPlay. Eu Essa mulher que vocês veem aí, minha sogra Matilde Savordelli Maffudi, que nos deixou no sábado. 40 anos de convivência, nunca uma má palavra.

Eu nunca ouvi falar alto. Uma das melhores pessoas que eu conhecia. Mãe da melhor pessoa que eu conheço, minha mulher. Esse que tá ao lado, Habib Mahfoud, meu sogro. Uma dor gigantesca, né? E é um jeito aqui de homenageá-la. Insisto, Eu nunca ouvi Dona Matilde falar alto em 40 anos. Nunca uma palavra atravessada, nunca nada que não fosse otimismo, vontade de viver, uma sede de bater perna que só ela tinha, né, passear. E se foi.

E estamos sofrendo muito, mas temos a certeza também de que a acolhemos o tempo todo e a gente sabe ver a cara de uma pessoa feliz, né? Serenidade que ela conservou. É isso. Vamos tocar a vida aqui. E mais uma vez, Lilian, minha mulher, companheira da minha vida, dá um testemunho de grandeza como Eu nunca vi. É isso, tá bom? E como vocês viram, até os bichinhos da casa entraram aí, porque tudo compõe a teia de afetos. E para encerrar, tem esse negócio, essas piadas que se fazem sobre sogra.

Não vou ficar moralizando piada, né? Uma coisa meio cafajestada assim. Eu realmente nunca tive nada a dizer contrário à minha ou meu sogro, que é outra pessoa absolutamente adorável e que também deu provas de Firmeza, serenidade, né? Os iFood são assim, olha, o Beni, para ouvir televisão, eu que venho de uma italianada barulhenta, aí eu falo assim, gente, ergue a televisão, vocês não estão ouvindo, que é tudo muito econômico, né?

Calmo, tranquilo. Sereno como ela se foi. Vamos para política, vamos para política. Nós vamos falar muito hoje sobre a questão dos Estados Unidos, as tarifas contra o Brasil, a Seção 301. Vamos dar detalhes aqui. Setores da economia brasileira falaram. Mas tem uma coisa curiosa, né? A política se move muito por simbolismos também, e eu sempre tô muito atento a isso. Daí que tenhamos algo a dizer sobre Lula, Flávio, extrema-direita e os dedos como política.

E no caso do dedo de Lula, de um deles, desde que ele surgiu, né? E aí o Lula fez um gesto que eu de resto não recomendo, mas então é preciso que a gente pense. Eu estou aqui para analisar política, sim, né? E vou fazê-lo. Vamos lá, vai.

?Voz D

O senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro criticou o presidente Lula por mostrar o dedo do meio em um evento no Palácio do Planalto na última sexta, durante discurso em uma cerimônia para entregas na saúde, educação e habitação. Em diversas cidades, o presidente fez o gesto ao defender a ampliação do acesso da população de baixa renda a tratamentos de qualidade disponíveis para pessoas de maior poder aquisitivo.

Flávio reagiu da seguinte forma, escrevendo: Eu estou aqui nos Estados Unidos para defender o Brasil e fazer a minha parte para evitar que os produtos brasileiros sejam tarifados. Enquanto o atual presidente do Brasil manda o dedo do meio para o povo brasileiro, eu vim até Washington para defender os brasileiros. O senador está na capital americana para participar amanhã da audiência do Escritório de Comércio dos Estados Unidos sobre eventual novo tarifaço americano contra produtos brasileiros.

Mas será que a acusação de Flávio contra Lula procede? A gente vai conferir o contexto da manifestação do presidente na última sexta.

?Voz A

Nós vamos acabar com essa história que eles pensam que o pobre não gosta de coisa boa aqui para eles. Nós gostamos de coisa boa, nós gostamos de coisa boa, nós queremos é tudo de primeira. Tudo é comida de primeira, roupa de primeira, viajar de primeira, dentista de primeira, médico de primeira. Porque acabar com essa bobagem. Olha aqui, vamos lá. Se alguém me falar, você acha que o presidente deveria ter feito esse gesto? Acho que não, né?

Eu acho um gesto dispensável, até porque, como se vê, pode ser retirado do contexto. E aí explorado, etc. Agora, aquilo que o Flávio está falando, e aí a questão é objetiva, né? Ah, o Lula está dando o dedo do meio para o povo brasileiro. Não, aí calma lá, calma lá. Então, tema dedo, quando a matéria é Lula, é um tema histórico. A extrema-direita chama de um 9 dedos. Há inclusive, e se explora muito isso, como que é, deixou o dedo, perdeu o dedo só para ficar sem trabalhar.

Bom, vocês conhecem essas coisas todas. E o Lula tá dizendo ali sobre quem acha que pobre pode se contentar com qualquer coisa. Aí ele fez o gesto na linha nem pensar, né? Então o dedo do meio. Ofensivo aqueles que acham que pobre pode se contentar com qualquer coisa. E aí não adianta, deixa eu dizer uma coisa, falar assim: ah, isso não existe no Brasil. Infelizmente existe. Eu já contei aqui a experiência quando teve aquela crise com os aeroportos, uma senhora sentada do meu lado Por alguma razão, com essa minha cara cadavérica, ela achou que eu era um branco ressentido porque tinha muito preto no aeroporto.

E ela veio pegar solidariedade ali comigo. Olha, Beni, olha só que bagunça que virou isso aqui, né? É quando o Paulo Guedes mandou um dedo do meio para as empregadas domésticas dizendo que elas viajavam para Disney em vez de ir para Cachoeira do Itapemirim. E eu não tenho nada que elas possam ir para Cachoeira do Itapemirim, mas dizendo que os empregados queriam ir para Disney. Eu contei numa coluna, e eu não quero fazer demagogia, mas eu contei numa coluna a experiência, como é que é quando você é filho de empregada, vai junto com a sua mãe, onde é que você come, Não tô dizendo que assim seja em todas as casas, na minha não é, mas onde é que você comia e comia o quê?

A famosa água macarrão com rodela de salsicha é real e é para comer em pé, porque tá bom, já tô dando comida. Eu contei essa experiência. Então tem isso. Se o Flávio adota o modelo Milei, e ele foi lá puxar o saco do Milei, de fato significa um dedo do meio para os pobres, para aposentadoria, para o salário mínimo, para saúde, para educação. Ou então o modelo dele não é aquele. Mas se não é aquele, por que que ele foi lá? Evidentemente não tá dando o dedo do meio para o povo brasileiro.

Dá o dedo do meio para o povo brasileiro aqueles que defendem certas teses que, se aplicadas, boas para o povo brasileiro, para a maioria, pelo menos para os mais pobres, não serão. Esse é o objetivo. Isso aqui não é questão de escolha. Não é por aí que o Flávio vai ser. Veja, eu já disse, eu tenho meu gosto e tem análise técnica. Pelo meu gosto, essa gente não é eleita, mas eu posso ser uma análise puramente técnica. O Flávio acha que assim ele indispõe o Lula com o povo?

Que o Lula tava defendendo justamente o direito que o povo tem de ter acesso a coisas boas. Não, ainda que eu não acho que seja um gesto que deva ser normalizado na política, mas isso é outra coisa. Flávio cavou tarifas. Posa de salvador da pátria, que cavou as tarifas e acusa Lula. Vamos lá.

RAReinaldo Azevedo

Já nos Estados Unidos, o senador Flávio Bolsonaro fez ainda ontem uma live ao lado do irmão Eduardo Bolsonaro. Os dois falaram sobre o jogo da seleção brasileira contra a Noruega e a agenda em Washington. No início da transmissão, Flávio aproveitou para criticar o presidente Lula e o acusou de querer o tarifaço americano. Segundo o senador, Lula lavou as mãos e é o único no Brasil que quer essa tarifação.

?Voz D

Vamos acompanhar.

?Voz A

Travou?

?Voz D

Não, tentando entender aqui o que aconteceu. O vídeo vai entrar ainda no próximo, né, na próxima retranca ainda.

?Voz A

Não ia entrar agora o vídeo, mas tudo bem, não vai entrar agora, tá tudo certo. Veja só, assim, e entra, vai entrar na próxima, é isso mesmo. Vamos lá. Algum segredo é segredo para alguém que esses irmãos, especialmente Eduardo, passou o tempo todo nos Estados Unidos defendendo tarifa para o Brasil? A carta de 9 de julho que chegou ao Brasil Chegou ao Brasil. O Trump publicou nas redes dele em 9 de julho. Aquela carta tinha uma ordem.

Primeiro parágrafo falava sobre Bolsonaro, dizia ao Lula que o Lula tinha que extinguir o processo contra o Bolsonaro, como se isso fosse vontade do Lula. Segundo parágrafo falava sobre suposta censura às redes sociais. E o terceiro, o Trump dizia: olha, nós temos nossas exigências aqui. Inclusive recomendava Vale o bem, Carlos, que as empresas brasileiras migrassem para os Estados Unidos. Lembrando que ele tinha imposto tarifas mundo afora, que depois a Suprema Corte considerou inconstitucionais, e ao Brasil ele impôs uma sobretarifa em razão dessas coisas alegadas, e anunciou então 9 de julho, que se abriria uma investigação sobre práticas comerciais do Brasil.

E quem abriria seria o Escritório de Representação do Comércio dos Estados Unidos, o STR, na sigla em inglês. E de fato, no dia 15 de julho do ano passado, 6 dias depois, essa investigação foi aberta. E eles têm algumas acusações contra o Brasil. Inclusive, o Trump, que é um ambientalista conhecido, acusa o Brasil de desmatamento. Ora, Olha, olha o Beni, o Trump, a cada vez que ele vê uma árvore ser derrubada, mas ele chora copiosamente.

A gente sabe disso, né? Por isso ele retirou os Estados Unidos de todos os pactos ambientais do mundo. Muito bem, a época, de novo, não precisa gostar de mim nem me achar bonito, Eu quero saber se eu estou falando de fatos, e memória não falta a este programa. Quando vieram as tarifas, eu me lembro de uma reação, e nós comentamos aqui, vale o bem, na época o Carlos acho que nem tava aqui. Não, não tava nem na Band, acho. O Ratinho Júnior, governador do Paraná, tentando até livrar um pouco a cara do Bolsonaro, disse: não, o culpado não é Bolsonaro, não, os Estados Unidos estão fazendo isso porque o Lula lá nos BRICS defendeu uma moeda própria para o comércio no grupo.

O Eduardo veio a público bravo, disse: não é assim, por causa de nós, fomos nós. Como não fomos nós? Fomos nós. E pode vir mais. E ainda tinha a punição aos juízes brasileiros e tal. E aí o Flávio concedeu uma entrevista à CNN no dia 10 de julho de 2025, em que ele dizia, Carlos, que o Brasil não tinha o que fazer a não ser ceder aos Estados Unidos, e usou como exemplo as bombas atômicas contra o Japão. Imagem que mais tarde o Eduardo usou de novo.

Aqui é o Flávio: fala aí, grande mestre, o que que o Brasil tinha de fazer mesmo lá atrás, em julho de 2025, no dia seguinte, dia seguinte à carta enviada pelo Trump? Conta para nós, Flávio, vai.

?Voz E

Como é que sai assim rascado agora? A gente vai continuar com o nosso orgulho, né? Somos brasileiros, todos nós temos orgulho de ser brasileiros, mas como é que resolve essa situação? Se você olhar para a Segunda Guerra Mundial, o que que os Estados Unidos fez com o Japão? Lança uma bomba atômica em Hiroshima para demonstrar força. Qual foi a reação do Japão naquela época? Falou, olha, Nós aqui somos patriotas, isso é uma interferência dos Estados Unidos aqui no nosso país, vamos resistir, fora Yankees!

?Voz A

Qual foi a consequência?

?Voz E

3 dias depois, uma segunda bomba atômica em Nagasaki, para aí depois sim haver, no dia 16 de agosto de 1945, portanto 2 semanas depois da primeira bomba, haver uma rendição formal por parte do Japão.

?Voz A

Entenderam? Cede, senão vem uma rendição e tudo piora. Mesmo o governador Tarcísio, da Tavênia, 18 de agosto de 2025, numa palestra na Warren, onde aliás eu participei de um podcast e foi um sucesso, viu, Bobini? Abraço para Felipe Salto, grande Felipe Salto, economista-chefe, pianista de bons cheiros. Uma pessoa que entende mercado de piano, acho chique para caramba. Ó, Tarcísio deu um conselho para o Lula. Qual é mesmo, Tarcísio?

Acho que até é fundamental compreender um pouco do estilo do presidente americano. É um presidente que vive da economia da atenção, é um presidente que gosta de sentar com o chefe de Estado, botar um chefe de Estado sentado do lado dele e dizer, olha, conseguiu uma vitória.

RAReinaldo Azevedo

E ele tá querendo colecionar vitórias, ele quer.

?Voz A

Então por que não entregar alguma vitória para ele? Por que não fazer algum gesto? Você viu que ele falou, né, Carlos, vai me chamar lá para sentar lá com o Trump? Eu falei, ah, não vou, não fui não. Não dá, né, para fazer isso. Trump não dá não, com ninguém, na verdade. Tarifas que eles cavaram. Vocês vão ver daqui a pouco os representantes da agricultura brasileira, da CNA, lá enfrentando os lobbies americanos, lobbies aos quais a família cedeu.

Se essa família é um desastre, O que eu posso fazer? E aí esse entreguista Flávio acusa Lula de usar a soberania como pretexto político. Mas vem cá, se os caras vão lá, falam o que falam, fazem o que fazem, e eu vou trazer aqui com provas, por que que o Lula não falaria em nome da soberania. Aí o Flávio resolveu falar. Enfim, tem um vídeo aí dele, mas vamos lá, faça uma cabeça aí, vai.

?Voz D

A pré-campanha de Flávio Bolsonaro divulgou hoje uma nota em que afirma que o senador está otimista e com discurso pronto para defender as empresas brasileiras contra as sobretaxas americanas. Além da nota, foi divulgado esse vídeo com a manifestação de Flávio.

?Voz E

Eu queria entender o que passa na cabeça de uma pessoa que não enxerga a força que o Lula faz para que os produtos brasileiros sejam tarifados pelos Estados Unidos, para ele usar a falsa narrativa de defesa da soberania. Ele tá se lixando para soberania brasileira. Por causa do efeito Lula é que hoje o Brasil tem chance de ser tarifado. Ele não mandou ninguém para cá, nem uma única pessoa para defender o Brasil aqui nesse tribunal que vai sugerir, tá bom?

?Voz A

E já deu para entender, falso, falso como nota de R$3. Vamos ao vídeo, entrevista de Eduardo Bolsonaro ao canal TMC no dia 3 de junho, 3 do mês passado. Ele explica, ele explica, não eu explica, não expõe a natureza da conversa que eles tiveram com o Trump. Explica para nós aí, Eduardo.

?Voz E

Nós fizemos um pedido aos americanos para que qualquer tipo de tarifa, né, ou retaliação nesse sentido comercial que ela demorasse, que ela esperasse pelo menos até a eleição desse ano, porque se o Flávio Bolsonaro for eleito, teremos outra diretriz do governo federal. E esse foi o pedido que nós fizemos. Agora, os Estados Unidos, né, tem mecanismos muito semelhantes ao Pix, como por exemplo o Zelle. Quem é o Pix dos Estados Unidos aqui é o Zelle.

Então dá para você ir para uma mesa de negociação com os americanos com bons argumentos, dá para você sentar, dá para negociar Eles têm interesses onde as nossas economias se complementam, como por exemplo terras raras, né, manganês, que os Estados Unidos importa 100% do manganês e o Brasil é um grande produtor de manganês. Dá para a gente conversar e botar na mesa isso daí e tentar segurar um ímpeto de retaliação contra qualquer meio que a gente utiliza aqui de pagamento.

?Voz A

Presta atenção, porque isso que ele falou tá na carta de 86 páginas páginas que o Flávio mandou aos Estados Unidos. E nessa carta de 86 páginas está lá repetida a tese de que se ele ganha eleição não precisa de tarifa, logo se ele perde precisa. E essa tarifa será contra quem? Porque o Lula pode ganhar eleição ou não, hoje é favorito inclusive. Quer dizer que se o Lula ganha pode? Essa tarifa não será contra empresariado brasileiro?

Essa tarifa não será contra o povo brasileiro? Então ele quer sequestrar o povo brasileiro, eleição, para eu ganhando aí não precisa, porque eu ganhando, tá na cara, ele já negociou o Pix. Pix este que está sendo negociado na carta que o Flávio mandou. Eu não estou inventando, ele mandou essa carta, é pública. Como é que é? Usaremos o Pix apenas para o sistema de pagamentos, Carlos do Ocidente Cristão. Lá na China não. Hostilizando a China de novo, nosso principal parceiro comercial, que é de uma burrice supina.

Burrice. Cartões de crédito, prometendo os cartões de crédito, vamos desregular, porque olha, olha o BN, a vida dos cartões de crédito no Brasil é muito difícil, é uma gente que vive da benemerência. Nossa, ó, Carlos, olha, Cada vez que um pobre entra no crédito rotativo, o cartão põe a mão na cabeça e fala: meu Deus, e agora? Vamos à falência. Falando o tal do Zé, que não é Zé, que não serve ao pagamento de pessoas físicas em lojas, em compras.

Atenção: mês ruim, Pix movimenta 1,1 trilhão. Mês bom, movimenta 3 trilhões. Só compra em lojas físicas e virtuais, R$450 bilhões. Flávio mandou uma carta ao Rubio também, ó, da tarifa e tal. O Rubio mandou de volta para ele dizendo: não, é o Brasil, não vamos tarifar assim. Ainda deu um joelhaço nele. E aí agradeceu a Flávio por ter colocado a equipe de transição, caso ele ganhe eleição, a serviço do governo americano. É, realmente o Lula está explorando esse papo de soberania.

E os empresários estavam temendo. Eu tô indo para 4 e já tô avançando. E os governos, e os empresários estavam temendo, temem as falas do Flávio, tem receio do que ele fala ali, porque atenção, Se o Flávio disser lá, repetir o que ele escreveu no documento de 86 páginas, o que o irmão dele disse da entrevista, o que eles falaram para o Trump, ele vai dizer lá o seguinte: não precisa tarifar se eu ganhar, agora se eu perder, tudo bem.

Eu pergunto a vocês, é aceitável um troço desse? É aceitável? É aceitável você colocar a questão eleitoral nessa perspectiva? Obviamente, a indústria brasileira teme o impacto de novas tarifas, né? Reinaldo, Ricardo Alban, né, disse, o presidente da CNI: a imposição de uma tarifa adicional de 25% não se justifica sob o aspecto jurídico, econômico, estratégico. A CNI defende que o diálogo e a cooperação bilaterais, bom, é aquilo que o Brasil está tentando.

E já começou a audiência, e hoje teve audiência agora sim. Olha bem, nós vamos lá, né? Brasileiros e norte-americanos falam contra as tarifas.

RAReinaldo Azevedo

Vamos lá, é isso, Reinaldo. Representantes de empresas e associações do Brasil e dos Estados Unidos pediram em audiências que a proposta do governo Donald Trump de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros não seja implementada. Os debates acontecem hoje e amanhã, promovidos pelo USTR, né, o escritório do representante comercial dos Estados Unidos. A apuração iniciada em julho do ano passado concluiu que o Brasil adota práticas consideradas discriminatórias e desarrasoadas no comércio com os Estados Unidos.

O presidente da Sagma, que é a Associação Sul-Americana de Fabricantes de Gelatina, Vinícius Vanzella, afirmou que gelatina, colágeno e derivados são insumos essenciais para medicamentos, suplementos alimentares e produtos hospitalares, e que os Estados Unidos não possuem capacidade para atender a própria demanda. Segundo ele, o Brasil responde por cerca de metade das importações americanas desses produtos. Representando a SRB, Sociedade Rural Brasileira, Marcelo Junqueira da Silva contestou as conclusões do relatório do USTR sobre desmatamento ilegal.

De acordo com os Estados Unidos, desmatamento e a falta de rigor na fiscalização permitem que o Brasil, perdão, produza bens com custos artificialmente baixos, prejudicando os produtores americanos.

?Voz A

Isso é mentira. Eu não tô dizendo que não haja desmatamento, como há nos Estados Unidos, mas a nossa cobertura vegetal é muito superior à deles, nossa cobertura florestal, se quiserem, da floresta nativa. Eles usaram protecionismo, eles estão aplicando protecionismo e estão usando desculpas para isso. Querem o Pix, estão usando desculpas para isso. Ah, então tem desmatamento no Brasil, Trump, o ambientalista preocupadinho com desmatamento no Brasil.

Ah não, vocês cobram tarifas do etanol, que o Flávio já disse que se for ele presidente não tem tarifa no etanol, ele quebra. O agro do Nordeste. Talvez ele esteja se lixando para isso, não é? Vocês vão ver o lobby contra a carne brasileira. Já falei aqui de uma entidade que tem nos Estados Unidos chamada Farms Here, Forests There, fazendas aqui, florestas lá. Não, eu não tenho nada contra que eles tenham fazenda lá, não tenho nada contra que a gente tenha floresta aqui, desde que a relação não seja essa: eles que fiquem com as florestas e nós ficamos com a fazenda.

É a esse lobby que esses caras estão cedendo. E agora vem uma defesa muito correta, que inclusive a CNA fez. O que eu não entendo é outra coisa, e eu vou falar, porque quando eu não entendo E eu digo que eu não entendo não é para provocar, é que eu quero entender. Eu tenho sede de entendimento. Eu vim ao mundo com essa vontade de aprender coisas. Não é porque eu tô agora, vale o bem, com 34 anos que eu não vou querer aprender, entende?

Um pouco mais jovem que vocês, mas não, cara, que o Carlos não, Carlos é um pouquinho mais jovem que eu, mas um pouco mais jovem que o Vale Bene. Continuo com vontade de aprender. Vamos lá.

?Voz D

Marco Wilson, presidente do US Grains and Bioproducts Council, criticou a tarifa de 18% aplicada pelo Brasil ao etanol americano e afirmou que o programa RenovaBio cria barreiras aos produtores dos Estados Unidos. Ele defendeu que Washington negocie a redução dessas restrições e, caso isso não ocorra, considere aplicar uma tarifa recíproca de 25%. Bill Bullard, da R-CALF USA, e Jenna Stanton, da United States Cattlemen's Association defenderam que a carne brasileira seja retirada da lista de exceções previstas pelo USTR e passe a ser tarifada.

Ambos afirmaram que o aumento das importações prejudica pecuaristas americanos e associaram a produção brasileira ao desmatamento ilegal.

?Voz A

Em resposta, só um pouquinho, então veja aí, a carne, eles estariam, a carne tá fora, os lobistas lá estão falando tarifa carne também prejudica os nossos produtores, que é tudo carne desmatada. Atenção, a carne que sai do Brasil é uma carne que vai para os Estados Unidos, é uma carne certificada, tem a certificação que não é de área de desmatamento. Siga, valeu.

?Voz D

Em resposta, diretora-adjunta de Relações Internacionais da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, a CNA, Fernanda Carneiro, rebateu as principais conclusões da investigação do USTR. Segundo ela, os acordos preferenciais firmados pelo Brasil com México e Índia não reduziram as oportunidades comerciais para empresas americanas, já que os Estados Unidos seguem como o segundo maior fornecedor de bens ao mercado brasileiro.

Ela também contestou as críticas ao mercado brasileiro de etanol. Segundo Carneiro, o Brasil aplica a mesma tarifa a todos os fornecedores de fora do Mercosul, em conformidade com o princípio da nação mais favorecida da OMC, e a redução temporária da alíquota adotada em anos anteriores não criou qualquer compromisso permanente com os Estados Unidos, ela disse. Sobre o desmatamento, a representante da CNA afirmou que a competitividade da agropecuária brasileira decorre do aumento da produtividade e não da expansão da fronteira agrícola.

?Voz A

É isso mesmo. E agora o meu não entendimento, que eu não entendo, é porque gente da CNA tem essa proximidade com essa Família, que eles cavaram isso, eles cavaram isso, eles abriram a comporta para que os Estados Unidos coloque o seu protecionismo, para que revista o seu protecionismo de argumentação até ambientalista. Antagonista, quando tudo é protecionismo. Aí é que a gente não gosta do MST. O MST realmente representa uma ameaça? Vamos colocar as coisas em perspectiva. Fica com a gente.

RAReinaldo Azevedo

O É da Coisa.

?Voz A

Aí vamos falar um pouco de campanha eleitoral. O fogo amigo ali na campanha do Flávio tá começando a irritar alguns aliados. Eu, se fosse um deles, estaria irritadíssimo. Como eu não sou, e até torço para eles baterem a cabeça, eu não tô. Agora, vai, Beni. Ô Carlos, falta de advertência não foi, né? Eu como técnico do jogo político, eu tô melhor do que o Ancelotti. Eu enxergo melhor, né, o jogo, como enxerguei lá atrás, no dia 7 de julho do ano passado, quando eu disse para o mercado: mercado, tire o cavalo da chuva, porque o Tarcísio não será candidato.

Eu já disse, eu adoro que você veja o programa. Se você gostar de mim, ótimo, eu vou aí, bem, não tem problema nenhum que gostem de mim, eu até gosto que gostem, mas também não tenho carência afetiva na linha, ai meu Deus, você não gosta? Tá bom, a vida é assim, né? Agora eu faço observações técnicas, tô dizendo, ó, tão começando a se complicar, mas eu já disse, olha, sigam as orientações do Paulinho, tá? Siga as orientações do Paulinho Trump e tal, Paulinho Figueiredo, tá?

Não ouve Tio Rei não, ouve aqui, né? Escuta, escuta, como se diz na caverna do inútil. Mas ouvir orientação, ah não, aí é do Paulo Figueiredo, ele é bom demais. Olha, batatolina, como se dizia na minha terra, vai.

RAReinaldo Azevedo

Reinaldo, a pré-campanha de Flávio Bolsonaro à presidência tem enfrentado resistência entre aliados, com críticas à condução feita pelo senador Rogério Marinho, responsável por articular a candidatura nacionalmente. Segundo o G1, tem aumentado nos bastidores a insatisfação com a falta de integração entre os diferentes grupos da campanha. De acordo com o portal, aliados e membros da pré-candidatura afirmam que há excesso de centralização e também dificuldade para acomodar lideranças partidárias, o que estaria alimentando disputas em vez de fortalecer a organização.

Outro ponto é a estratégia para produzir conteúdo, conquistar espaço na imprensa e pautar o debate público. A avaliação de parte dos apoiadores é de que Flávio continua sustentando a sua presença política por meio de redes sociais e mobilização espontânea da militância, mais do que por uma estratégia profissional de comunicação. As críticas também alcançam o chamado Comitê dos Estados Unidos, no qual atuam, claro, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo.

?Voz A

Olha, deixa eu dizer uma coisa. Eu e o Rogério Marinho, nós pertencemos a enfermarias diferentes, né? A hora de, ó, vamos separar uma enfermaria, vai bem. Ai, vamos pegar todo mundo, como todo mundo é meio doente. Isso é uma brincadeira, né? Ai não, eu sou a pessoa mais saudável. Todo mundo é meio assim. Então eu, Rogério Marinho, a gente é de enfermaria diferente. Agora, não é porque eu discorde alguém que acho pessoa é burra.

Ele não é burro. Desculpa, nessa bagunça ele não tem responsabilidade nenhuma por isso. É que fica muito difícil. Ele tem ali um lado assim que ele técnico liberal, então ele escreve artigo falando precisa cortar Previdência, precisa cortar não sei o quê. Tem gente que acha isso admirável. Bom, quem concorda? Agora, nessa bagunça recente, que culpa ele tem? Quer dizer, ele tem alguma responsabilidade porque o Paulo Figueiredo decide que mulher vota mal por ser mulher, especialmente as solteiras, e que elas só encontram o eixo quando encontram marido?

E que a partir daí começa uma campanha, como começou nas redes sociais, contra o voto feminino. Quanto voto feminino? Eu comecei a fazer política, eu tinha 14 anos, eu tenho 64 agora. Falando seriamente, claro, faz 50 anos. E há 50 anos ninguém contestava. Mas por que que eu ia contestar isso se não foi contestado durante a ditadura? E eles contestam. E que que o Rogério Marinho tem com isso, coitado? Com a devida vênia. Olha, senador, eu falava bem do seu avô, do senhor nunca falei, mas de João Mamarim.

Agora até falei um pouquinho, vai ser. Ô, é da coisa, ó, gente, o Brasil tem obviamente observadores acompanhando a reunião nos Estados Unidos, né? O Figueiredo, Paulo Figueiredo, fofo, ele decidiu: ai, não, eu não vou porque Olha, Beni, a pessoa assim, eu faço muita brincadeira com a minha vaidade e tal, mas todo mundo sabe que é brincadeira. Não muito também, mas no geral é. Eu falo, ai, Reinaldo, bonito, inteligente. Gente, é só para provocar.

Agora, o Paulo Figueiredo não, ele realmente se acha, e ele é de uma ignorância espetacular sobre quase tudo, mas ele se acha o último bombom da caixa. Ele falou que ele não ia lá, olha, Beni, Porque era hora de o Flávio brilhar. Qual é a leitura, Carlos? Se eu vou, quem brilha?

RAReinaldo Azevedo

Eu não consegue não chamar atenção, né?

?Voz A

Não, eu nunca— as pessoas assim, mas é aquele, a coisa, sabe, gente que quando entra numa festa magnetiza os olhares? Eu não sei se vocês sabem, eu conheço isso muito bem. Então Se o Flávio entra, vai bem. O Flávio não, o Paulo, né, o Paulinho, Paulinho Tramp Tower. Nossa, vai todo mundo olhar para ele e falar assim, ah, né? Então eu falei, não, não vou, vou deixar, vou deixar isso para o Flavinho agora, que é hora dele brilhar, tá?

E aí, há pouco, olha, eu é assim, eu não entendo nada de futebol, embora eu tenha escrito um texto muito duro ontem à noite. Mas eu não escrevi sobre futebol, escrevi sobre política. Quem entendeu sabe que escrevi sobre política. Agora, dessa área que eu entendo um pouquinho, eu afirmei há pouco, e eu não tinha lido ainda a matéria que vem agora do Eduardo, eu falei há pouco que eles estão dizendo o seguinte: insista-se, se o Lula ganhar é para tarifar.

E dane-se os empresários e dane-se o povo brasileiro. E aí, claro, certamente há quem tenha dito: tá vendo, Reinaldo, só porque não gosta dos Bolsonaro ele fica falando essas coisas. É? Então conta para mim o que que o Flávio, o que que o Eduardo falou, vai.

?Voz D

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro publicou há pouco nas redes sociais um vídeo em que ironiza o temor de empresários sobre o efeito que Flávio pode causar na audiência do eventual novo tarifaço nos Estados Unidos. Eduardo criticou matérias da Folha, do Estadão sobre o assunto. Também voltou a falar que vão pedir a Trump que espere até a eleição para definir se impõe ou não novas taxas ao Brasil. A gente vai acompanhar o que ele disse ao comentar as notícias.

?Voz E

Empresários brasileiros temem efeito Flávio em audiência nos Estados Unidos sobre tarifaço. E ele no final: temor é que o ambiente político e ano eleitoral dificultem decisão favorável ao Brasil. Ora, é justamente o contrário. Nós viemos aqui aos Estados Unidos e quando encontramos com o presidente Trump, a gente não pediu uma ajuda para China, Venezuela ou qualquer outro país, não. A gente veio aqui para falar para ele primeiro decretar o CVPPCC como narcoterroristas, e eles assim o fizeram, muito obrigado.

Mas também pedimos para não implementar esta tarifa. E como argumento, o que que nós utilizamos? Esperem primeiro até a eleição, porque se der Flávio Bolsonaro, a gente vai deixar de ter um presidente e fica falando baboseira dos outros. E nós teremos a oportunidade de fazer um acordo de livre comércio que beneficie tanto Estados Unidos quanto o Brasil. Ele não pediu esperar passar a eleição para impor um novo tarifaço. Ele falou que se ele ganhar não será necessário uma nova tarifa, porque as tarifas estão sendo implementadas.

Por quê? Porque o governo do Brasil, do Lula, não combate a corrupção, porque ele junto com Moraes censuram os internautas.

?Voz A

E assim, aí chega, porque aí ele começa a entrar na argumentação falsa. Está aí a argumentação, é essa: sim, se o Lula ganhar a tarifa, não precisa se eu, se nós ganharmos. Acontece, senhores empresários, que aí é com o eleitor, né? Aí é com eleitor, não adianta. Há aqueles que não aprendem nada nem esquecem nada. E os bolsonaros se encaixam nesse momento, nessa condição. Vocês querem o quê? Essa pregação do Paulo Figueiredo contra voto feminino, isso incendiou as redes bolsonaristas.

E aí um monte de gente, inclusive mulheres, passaram a atacar o voto feminino. Eu insisto, imagina se alguém me dissesse em 1975, quando eu comecei a me interessar por política, porque afinal eu era muito ruim de bola, né, que alguém ia contestar o voto feminino, eu ia falar, mas que maluquice é essa? Isso não foi nem sequer cogitado durante toda a ditadura, mas seria uma conversa considerada do outro mundo. Acontece que isso está em curso.

Nós trouxemos esse programa pioneiramente, o debate que está nos Estados Unidos, que já tem algum tempo, e algumas lideranças que defende isso, inclusive um assessor do Trump chamado Ingrácia, né? Ele é a favor do voto por família. O chefe da família vota e a mulher, como no conto da Aia. Isso incendiou as bases bolsonaristas, fala assim: não, é isso mesmo, olha aí, Que debate corajoso, hein? Isso é que é debate corajoso. Vocês querem que eu diga o quê?

Tá aí, tá aí. Vamos para 10 aí. Flávio se livra de processo caso se retrate com Lula.

?Voz D

Vai, Reinaldo.

RAReinaldo Azevedo

Procurador-Geral da República Paulo Gonê pediu que a Polícia Federal tome um depoimento de Flávio Bolsonaro no inquérito sobre a calúnia dele contra Segundo Gonê, a medida é de especial relevância e indica que, se Flávio se retratar, poderá escapar de uma punição. A manifestação da PGR foi enviada ao STF após solicitação do relator do caso, Alexandre de Moraes, depois da investigação da PF. De acordo com a corporação, Flávio cometeu calúnia ao publicar nas redes uma mensagem que associava Lula à lavagem de dinheiro e tráfico internacional de drogas e armas.

A defesa do senador já havia pedido que ele fosse ouvido, mas, depois de outras diligências, como compartilhamento de documentos do gabinete do presidente, do Itamaraty e até da justiça americana. No entanto, as demandas dos advogados de Flávio foram negadas sob o argumento de que só serviriam para atrasar o inquérito.

?Voz A

Acho que ele não vai pedir, acho que vai virar réu, porque se ele pede desculpa, ele vai entender que isso é uma rendição. Entendendo que é uma rendição, ele vai tentar, ele vai falar que não. Vamos ver, na aposta de que não vai acontecer nada. É isso aí. E outra coisa, eu mesmo falo rapidamente aqui, é o Brasil tá sujeito à tarifa de 25% pelos tais comércio desleal e tal. E tem uma outra de 12,5% que eles podem aplicar dizendo que o Brasil é de algum modo se aproveita de trabalhos forçados e tal.

De trabalho indigno. O Brasil assina todas as convenções internacionais contra isso. Ah, mas compra de países que o fazem é outra acusação que os Estados Unidos fazem contra alguns países, justamente para garantir a proteção a seus produtores locais. O Brasil mandou um documento dizendo: isso é mentira. Ou vocês realmente veem Trump preocupadinho com as condições de trabalho dos pobres do terceiro mundo? Mundo, vale o bem. Aqui internamente, Carlos, nós combatemos sim.

O Brasil combate, aliás, vive, vive sendo atacado pela extrema-direita porque fala que o Ministério Público do Trabalho é formado de um monte de comunista, de vermelho, etc. Olha, olha o que essa gente faz. E o Brasil lá se explicando: não é verdade. E de resto não é. Pode acontecer, de vez em quando acontece, e as pessoas são punidas, né? Imagina, tem refeitório. Brincadeira que eu faço, velho. Tem refeitório aqui, ninguém precisa ficar queimando a bunda comendo cachorro-quente na carrocinha lá, que nem faz americano, que não tem nenhum refeitório, né?

Porque afinal de contas, o almoço deles é aquele cachorro-quente sem graça. É isso aí. O É da Coisa. Vamos falar um pouco de campanha, né, Rinaldo? Senão parece que só os outros fazem campanha. Eu também faço, meu, vou ter umas coisas planejadas aí, precisa falar de mim, vem.

?Voz D

É, depois de concluir a fase de inaugurações de obras, cumprindo para o prazo determinado pela legislação eleitoral, o presidente Lula deve se concentrar a partir dessa semana em um período de preparação para o lançamento de sua candidatura à reeleição, previsto para acontecer na convenção do PT marcada para o dia 2 de agosto. O evento, que estava previsto inicialmente para Brasília no dia 1º, foi mudado para o dia 2 em São Paulo a pedido de Lula.

É só depois disso que o presidente começará oficialmente a campanha na rua. Segundo o Globo, Lula avalia que é importante realizar o ato na capital paulista, já que o berço político do PT é a região metropolitana da cidade de São Paulo e o colégio eleitoral paulista será decisivo no pleito de outubro. Até lá, segundo o jornal, a previsão de aliados é que o presidente se dedique a atividades em locais fechados, como encontros setoriais.

?Voz A

É bom, eu no lugar dele também escolheria São Paulo, porque afinal de contas o berço do PT mesmo é São Bernardo, é São Paulo. São Paulo é fundamental para vencer eleição. Na eleição contra o Bolsonaro, acho que o Lula teve, vejam aí, acho que foi 44% dos votos válidos, em torno de 40 e alguma coisa dos votos válidos. E é importante repetir a performance, né? Hoje o Lula tem uma vantagem tranquila, relativamente tranquila, em relação a Flávio.

Depende do instituto, vai de 4 a 7 pontos, de 3 a 7 pontos. Vamos ver, tem aí, ainda não se mensurou o prejuízo junto às mulheres. Mas eu não creio que vai ser assim não, eu creio que vai ser bem apertado.

RAReinaldo Azevedo

Reinaldo, só para constar, no segundo turno da disputa de 2022, Lula teve 44,76% dos votos válidos aqui em São Paulo contra 55,24% do Jair Bolsonaro.

?Voz A

Eu sabia que a memória não deixaria o idoso na mão, né? Então é importante, qualquer um pontinho em São Paulo conta muito, não é mesmo? É isso aí.

RAReinaldo Azevedo

O É da Coisa.

?Voz A

Muito bem, estamos de volta no Band News TV, nas redes sociais, no LG Channels. E onde mais, Valdemar?

?Voz D

TCL Channel também.

?Voz A

Isso, e também na Caverna do Unhudo, também, né? Não se fala de outra coisa. Unhudo adora o nosso programa e tá disposto a arrancar a cabeça das pessoas que falarem. Quem não sabe o que é a Caverna do Unhudo, depois procura aí, porque pode ser que esteja ouvindo o programa pela primeira vez, não sabe. Olha, uma notícia importantíssima, tô chamando para já porque depois aí acaba não dando tempo e eu quero falar disso.

RAReinaldo Azevedo

Vai lá, Reinaldo. O Grupo Hamas anunciou hoje a dissolução do órgão que governa a Faixa de Gaza há duas décadas. A medida abre caminho, em tese, para que um comitê independente implemente um governo civil no território. Assim, o grupo fundamentalista pressiona Israel a cumprir outras partes de um acordo de paz costurado pelos Estados Unidos. A extinção do órgão responsável pela supervisão dos ministérios palestinos era uma parte central do plano para Gaza do pós-guerra apresentado por Trump.

A medida, portanto, representa uma mudança política importante. Desde que o cessar-fogo entrou em vigor, o Hamas tem afirmado estar disposto a deixar a administração do território. Em entrevista à agência AFP, Ismail Al-Tawabta, chefe do escritório de imprensa do governo do Hamas, afirmou o seguinte: o chefe do comitê de emergência do governo, Mohammed al-Farrah, apresentou oficialmente a sua renúncia. Ele também decidiu dissolver o comitê para facilitar a transição administrativa e governamental, perdão, para o Comitê Nacional para Administração de Gaza.

?Voz A

E aí, Reinaldo, rapidamente, é uma má notícia para o Netanyahu, sim, porque evidentemente ele não quer acordo de paz nenhum. Ele vive para dar guerra. Se acontecer qualquer acordo de paz, e se ele, por razão disso, ele perde a eleição, ele vai para cadeia, que é o lugar dele, porque ele é um criminoso de várias maneiras. Mas ele não vai porque é um genocida, ele vai porque ele roubou, porque ele é acusado de corrupção. Lá no governo de Israel, né?

Agora, é sim, é uma coisa dramática, porque em 2006 houve eleições, o Hamas venceu as eleições legislativas, ele venceu as eleições legislativas e deu um golpe em Gaza, assumiu o poder em Gaza em 2007 com a truculência, e passou a fazer a luta interna com Fatah, e são notavelmente truculentos. Não, tá longe, não são flores cheiráveis os militantes do Hamas em absoluto. Agora, vamos ver, né, porque a situação— Israel, o governo de Israel, extrema-direita israelense, quer que o Hamas faça as maluquices que faz.

E ainda não se sabe como foi que aquela invasão aconteceu, né, porque Israel tem— Israel sabe até de pé de chinelo brasileiro quando vai se encontrar em Foz do Iguaçu com algum cara que é de algum modo ligado a terrorismo. Por que é que não conseguiu identificar aquilo, né? Uma situação absolutamente dramática, né? Porque o Hamas governa Gaza. E aí você fala assim: o Fatah, a Autoridade Nacional Palestina, governa a Cisjordânia.

É outra mentira, né? Mentira no seguinte sentido: os palestinos governam 18% da Cisjordânia apenas, o resto Israel tomou. 18% eles governam mesmo, Ramalá, Ramalá, Nablus e Belém. Sobre outros 22%, eles têm a gestão civil, mas militarmente Israel controla. E os outros 60%, controle de Israel, inclusive das áreas produtivas, das áreas agrícolas, com a colonização, com a implementação de colonos E a expulsão de palestinos das suas terras, uma ocupação criminosa condenada pela ONU, ao que Netanyahu, um criminoso no poder, diz: e daí?

Na incursão recente, 73 mil mortos, 22 mil crianças, entre 3,3 e 3,5% da população. Um assassino compulsivo. Que isso significasse um caminho para começar algum entendimento, tomara. Mas é difícil, né? Porque a Autoridade Nacional Palestina, que aceita a existência do Estado de Israel, foi sendo desmoralizada extrema-direita israelense, comandada hoje por Netanyahu no poder, que está lá e tem de ficar para se livrar da cadeia.

Esses são apenas os fatos. O que que eu posso fazer, né? O STF deu 48 horas para que tribunais por aí, expliquem a farra dos penduricalhos. Porque sim, o Dino tinha dado uma— o voto dele foi ali de algum modo flexibilizado, que era o que era possível fazer. Agora tem tribunais que estão usando a decisão do Supremo e estão pagando, não estão nem aí. É uma vergonha isso. Ou começa a ter punição Para quê? Porque atenção, a decisão do Supremo Tribunal Federal não é assim: eu cumpro se eu quero.

É para cumprir. Se não tiver punição, aí as coisas ficam muito ruins. Tô dando uma corridinha aqui porque eu vou deixar, eu vou deixar para amanhã porque hoje aí o Renan vai se candidatar a deputado federal. Eu vou deixar para amanhã porque vai ser uma revolução inclusive linguística que tá em curso, né, caso se eleja, né. E o Flávio Bolsonaro, o Eduardo Bolsonaro resolveram tirar uma onda com a seleção dizendo que o Brasil não é campeão desde que o Lula chegou ao poder, como se o Lula tivesse alguma interferência nessa história, né?

O Lula não tem interferência nenhuma. Eu escrevi um texto ontem à noite, né? Eu acho que nós temos vários problemas aí, né? O Brasil perdeu por quê? Porque jogou pior, valeu, Beni. É isso, né? É, no futebol às vezes quem joga pior ganha, mas a regra é quem joga melhor ganha. Acho que tem muita coisa que precisa ser vista à luz da economia. Nós podemos tentar entender o que aconteceu. Entender o que aconteceu. A gente tem, o capitalismo brasileiro tem tamanho para manter os craques aqui.

É preciso que as empresas invistam para mantê-los aqui. Essa diáspora de jogadores, como diria Spinoza, é preciso que os jogadores também estejam ligados aos sentimentos, aos afetos de alegria, aos afetos de tristeza do seu povo. Eles não estão, tão um pouco descolados, um pouco deslocados. Essa coisa mesmo do Ancelotti que veio, um pouco como diria Nelson Rodrigues, o complexo de vira-latas, né? Até nesse negócio de chamar o cara de míster, já falei como eu acho isso supinamente ridículo, que aqui não se usa esse nome.

Ah, mas usa na Europa. Mas aqui não se usa. Até empresário míster para cá, míster para lá, né? Que míster? Nada, né? Visivelmente um pouco deslocado, perdido, mas tá com contrato renovado. Até 2030. Nem fizeram para ele o negócio de taxa de sucesso. Olha aqui, se você nos deixar numa posição abaixo daquela em que estamos hoje, aí não vale. Mas ele deixou, porque nós voltamos a 1990, né? E aí finalmente bota lá o Hendrik, parecia que ia dar alguma vida para seleção, aí mete o Neymar do Carlos Costa.

Aí o Neymar, que é uma liderança passa a puxar o jogo para ele e o máximo que ele consegue arrumar uma confusão. Depois, num pênalti que nem foi cavado por ele, nada, cobrou, cobrou bem e tal, né? Tudo errado, tudo feito— atenção, Nelson Rodrigues criou a expressão complexo de vira-lata, mas ele tem uma outra também: o subdesenvolvimento não se improvisa, é obra de séculos, né? Se a gente quiser retomar a grandeza no futebol, tem que começar a fazer algumas coisas.

Inclusive mudar a CBF. Eu defendo assim, a CBF tem que ter algum controle do Estado, porque como está não dá. Lembra muito aquelas organizações, aquela organização começou a ficar famosa, ficou famosa no mundo inteiro, criada na Sicília. Beijo, até amanhã.

?Voz C

Falar-se a língua dos anjos. Sem amor eu nada seria. É só o amor, é só o amor que conhece o que é. É verdade, o amor é bom, não quer o mal, não sente inveja, se envaidece. O amor é o fogo que arde sem se ver, é ferida que dói e não se sente. É um contentamento descontente, é dor que te atina sem doer. Ainda que eu falasse a língua dos homens, E falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria. É o não querer mais que bem querer, é solitário andar por entre a gente.

É um não contentar-se de contente. É cuidar que se ganhe em se perder. É um estar-se preso por vontade. É servir a quem vence. O vencedor é um termo que nos mata. Lealdade tão contrária a si é o mesmo amor. Estou acordado e todos dormem, todos dormem, todos dormem. Agora vejo em parte, mas então veremos nos face a face. É só o amor, é só o amor que conhece o que é verdade. Ainda que eu falasse a língua dos homens e falasse a língua dos anjos, Você acompanhou O É da Coisa na BandNews FM.

?Voz A

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