Episódios de O É da Coisa

O É da Coisa de 12/06/2026, com Reinaldo Azevedo: Moraes, Zambelli e Fachin; Flávio perdido; Vorcaro

12 de junho de 20261h25min
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Assuntos2
  • Futebol e FluminenseCopa do Mundo · Nelson Rodrigues · Pelé · Espírito Vira-lata
  • Substituição do Irã pela Itália na Copa do MundoCarla Zambelli · Luiz Edson Fachin · Alexandre de Moraes · Supremo Tribunal Federal · Justiça Italiana · Código de Processo Penal · Tratado de Extradição Brasil-Itália
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Voz B:Oh, so—

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Voz D:Oh, here we go.

Voz E:1, 2, 3!

Voz B:What do you think beige confetti means?

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Voz E:Agora na BandNews FM, O É da Coisa, com Reinaldo Azevedo, Alexandre Bentivoglio e Isabela Mota.

Voz F:Oferecimento: BTG Pactual, pra quem espera mais de um banco. iFood, os melhores restaurantes com entrega grátis estão no iFood.

Voz D:Tá esperando o quê?

Voz F:Pede iFood já!

Voz E:que dá bambolê e o que faz ginga. O Brasil do meu amor, terra de Nosso Senhor. Brasil, pra mim, pra mim, pra mim. Pá, abre a cortina do passado, tira a mãe preta do cerrado, bota o Recondo no Congado. Brasil, Pra mim, deixa cantar de novo o Travador. Americanos da Lua, toda canção do meu amor. Quero ver essa dona caminhando pelos salões, arrastando o seu vestido rendado. Brasil! Pra mim, pra mim, pra mim. Brasil, terra boa e gostosa, da morena cestrosa, de olhar indiscreto. O Brasil samba, que dá bandoleiro, que faz jenga. O Brasil do meu amor, terra de Nosso Senhor. Brasil, Pra mim, pra mim, pra mim. Oh, esse coqueiro que dá coco, onde eu amarro a minha rede nas noites claras de luar. Brasil, pra mim.

Voz D:Ah, ouve essas fontes murmurantes, aonde eu Começa agora para todo o Brasil mais uma edição de É da Coisa. E se a coisa parece confusa, atrapalhada, vem para cá que a gente desconfunde, desatrapalha. Milhões de pessoas acompanham o programa pelo TROYE, pelo BandNewsTV, pelo LG Channel e também, vale o bem, pelo TCL Channel. Pelo TCL Channel. E você pode também acompanhar pelas redes sociais, sempre BandNews FM, ou no aplicativo BandPlay. Boa noite, valeu, Beni, que eu já acionei. Boa noite, Isa.

Voz G:Boa noite.

Voz D:Aquarela do Brasil, Ary Barroso, 1939, né? Música que depois fez parte de um filme da Disney, fez um baita sucesso. Tem aí uma coisa meio fanista, né? Afinal, e o Brasil viveu uma ditadura em 1939, então a gente pode também falar: "Poxa..." Porque teve o golpe de estado em 1937, do Estado Novo. Mas por outro lado, a música também tem que ser resgatada porque ela exalta valores que fazem sentido para o Brasil. A gente pode trazer essa música para o lado do bem. Eu estou falando isso porque nós vamos disputar de novo a Copa do Mundo. Eu não sou daqueles enlouquecidos pela Copa do Mundo, tal, me lembro, eu tenho idade para lembrar da Copa de 70, da alegria que foi, né? A tristeza que foi em 1982, aquela seleção histórica, né? Mas que tinha alguns problemas, o Orlando Duarte, então saudoso, apontava, mas eu vejo que tem de novo um certo espírito aí É, eu vejo que ele tem novo um certo espírito aí, meio espírito de vira-lata. Ah, o Brasil vai perder, já deu errado, é uma porcaria, tal. O queridíssimo, o grande Nelson Rodrigues, né, em 58, na Manchete Esportiva, falando desse espírito de vira-lata, ele tava se referindo, o Brasil estava às vésperas da Copa da Suécia, ele estava se referindo a uma derrota que o Brasil tinha tido para Inglaterra. E dizendo assim: ali a gente já entrou com a cara de que ia perder. Essa coisa do espírito vira-lata, que precisa ser superado. Mas que esse vira-latismo, de algum modo, especialmente setores da elite, que curiosamente acham que povo são os outros, eles não. Ah, esse Brasil que não dá certo, tudo errado. Gente até tentando relacionar já derrota que considera certa com com Lula. Veja você, né? É um negócio inacreditável, meio doentio, né? Bom, eu não acho que a gente tenha a melhor seleção do mundo, mas eu quero que ganhe, porque também futebol, vai bem, às vezes o melhor não ganha. Então não é assim. E nós temos condições de ganhar, eu torço evidentemente para que ganhe, né? E o grande Nelson Rodrigues já falou isso, desse espírito, desse vira-latismo. Ai, já perdemos! Aliás, eu vou recuperar essa crônica, trazer de volta. Aliás, vale bem, no mesmo ano que ele escreveu em outro texto que ele chamou um certo jogador de rei pela primeira vez. Foi ele que chamou pela primeira vez, que apontou a majestade de um certo jogador que tinha 17 anos. E ele falou: "É rei!" Chamava-se Pelé. Lá atrás, Nelson Rodrigues percebeu. Né? Então vamos lá, sem vira-latismo. Tomara que ganhe, né? Tô torcendo para ganhar sempre. Não é isso? Muito bem. Vamos falar de política. Tem muita coisa importante, né? Mas eu quero começar com um absurdo da corte italiana. E o absurdo da Corte Italiana, o Fachin respondeu: oh, very bad. Oi, Isa! Oi, presta atenção aqui, tá? Então, prestando a grande notícia, a notícia verdadeira é que eu estou concordando com Fachin pela primeira vez. Parabéns, ministro! Deu lá dentro! Depois falou da reforma do Judiciário, aquelas coisas que ele vai tendo ideias. Parece que: "Ah, eu vou ter uma ideia, vou dormir e vou ter uma ideia." Não, não tem ideias antes de dormir. Eu conseguia, o Vaibhane, eu com o tempo me livrei disso, de ter ideias antes de dormir. Não tem ideia nenhuma. Sobretudo ideias assim: "Ai, o que eu vou fazer contra tal pessoa chata?" Não, nunca pense isso. Pense só no amor. Vamos lá, vai.

Voz F:O Supremo Tribunal Federal reagiu hoje aos argumentos apresentados pela justiça italiana como motivos para não extraditar a ex-deputada federal Carla Zambelli. Numa nota assinada pelo presidente do Supremo, ministro Luiz Edson Fachin, a corte afirmou sua independência e imparcialidade no julgamento da ação penal. A gente vai a um trecho do comunicado do STF assinado por Fachin. Ele escreveu: o processo e seus atos transcorreram em estrita observância à Constituição da República, ao devido processo legal, ao contraditório, à ampla defesa e aos compromissos internacionais assumidos pelo Estado brasileiro. Por isso, a Presidência do Supremo Tribunal Federal acompanha com preocupação a recente decisão proferida pela Justiça italiana em matéria relacionada à cooperação jurídica entre os dois países, ressaltando que esta corte vem atuando com marcante deferência aos Estados estrangeiros quando examina pedidos de extradição.

Voz D:Muito bem. O que foi, me digam aí, o que foi que a corte italiana alegou, Isa? Por que que eles mantiveram lá? Falaram: não, Carla Zambelli é nossa. Vai.

Voz G:Reinaldo, a Corte Suprema de Cassação da Itália divulgou hoje os motivos que levaram o tribunal a anular esse processo de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli ao Brasil. A decisão foi tomada no último dia 22 de maio e a ex-parlamentar brasileira está solta. Determinação italiana que diz respeito ao pedido de extradição feito pelo Brasil contra Zambelli, com base no processo em que a bolsonarista foi condenada por participar da invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça, para emitir uma ordem de prisão contra o ministro do STF, Alexandre de Moraes. Segundo a corte italiana, há "diversos elementos" que geram dúvidas sobre a imparcialidade objetiva do STF no caso. Para os magistrados italianos, Moraes acumulou diferentes funções ao longo do processo e atuou simultaneamente como integrante do colegiado, julgador como autor e como pessoa prejudicada por um dos crimes da deputada, o que na avaliação da Corte de Roma vai contra os princípios de imparcialidade e independência judicial.

Voz D:Isso é uma aberração, uma aberração sobre vários pontos de vista. Já escrevi um artigo no Metrópolis, tá lá ilustrada com a cara da Zambelli e do Cesare Battisti. A corte italiana desconhece a legislação brasileira, que está aí inclusive desde 1941, e tem gente aqui no Brasil ignorando isso também, eu já disse o seguinte: eu, o "voy bene", eu posso por minha conta cuidar das minhas ignorâncias. Das ignorâncias dos outros, eu posso apontar caminhos. Informação, informar lei, dizer como as coisas são. Atenção, nós temos um Código de Processo Penal. O artigo 252 do Código de Processo Penal, e eu explico isso no meu artigo no Metrópolis, o artigo 252 trata do impedimento do juiz e o artigo 253 da suspeição. São coisas que resultam, acabam resultando na mesma coisa, mas tem um pouquinho de diferença. Depois vocês olham lá. E evidentemente, se o juiz é causa, é objeto da ação, ele não pode ser juiz.

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Voz D:Dish has been connecting communities like yours for the last 45 years, providing the TV you love at a price you can trust. Watch live sports, news, and the latest movies, plus your favorite streaming apps, all in one place. Switch to Dish today and lock in the lowest price in satellite TV, starting at $89.99 a month with our 2-year price guarantee. Call 888-ADD-DISH or visit dish.com today. Em princípio, não, ah, Eu tenho interesse objetivo aqui, não posso ser juiz. Ou então eu tenho uma inimizade com o réu, também não posso. Aí já é uma questão mais subjetiva. Agora, desde 1941 existe o artigo 256 do Código de Processo Penal. E eu acho impressionante que certos jornalistas estejam ignorando isso. Eu não quero que jornalista pare de escrever sobre direito, mas por favor se informe antes de fazê-lo. As pessoas têm de se informar para escrever sobre medicina, por que não se informa para escrever sobre direito? E o artigo 256 é explícito: a suspeição não poderá ser declarada nem reconhecida quando a parte ataque, injuriar o juiz, ou de propósito der motivo para criar suspeição. Isso vale para o impedimento também. Então vamos lá, eu sou réu e tem o juiz X que vai me julgar. Vai bene, eu não quero esse juiz porque eu acho que ele vai me prejudicar, vai votar contra mim. Sabe o que que eu devo fazer então? O Aí eu descubro que supermercado ele faz compra, vou lá, pego meu carrinho, bato no carrinho dele, dou uns peteleco na orelha dele, depois digo que eu sou inimigo dele e que ele não pode me julgar. Então, se você provoca suspeição, não tem suspeição, porque senão você, o bandido, escolhe o juiz. Essas mesmas disposições estão nos artigos do Código de Processo Civil. 144, suspeição. 145, impedimento. E parágrafo segundo do 145, não há suspeição quando você provoca suspeição. Ora, os golpistas desde o começo passaram a ameaçar Alexandre para tirar Alexandre do jogo, e isso já foi julgado pela nossa corte. Isso já foi alegado. E disseram não, não, vocês, porque a rigor, ou Isa, presta atenção, Isa, presta atenção, tá prestando atenção? Então preste atenção. Fosse assim, todo Supremo seria suspeito. Fosse assim, todo TSE seria suspeito. Sabe por quê, Isa? Porque o golpe buscava derrubar o Supremo e o TSE. Então o Supremo vai bem, Supremo não pode julgar, Supremo não pode julgar Bolsonaro e os golpistas. Por quê? Porque o golpe buscava derrubar o Supremo. O TSE não poderia julgar a ineligibilidade de Bolsonaro, por quê? O Bolsonaro tentava derrubar o TSE. Então fazer o seguinte: eu ataco o juiz, o juiz não ser meu juiz. Primeiro lugar, essa aberração. Mas eu vou mais longe. O governo Lula cometeu um erro quando resolveu ser juiz da corte italiana no caso Cesare Criminoso, assassino. O Supremo autorizou, em 2009, a extradição dele. Mas extradição é uma prerrogativa do presidente. E o Lula decidiu não extraditar. Recomendação do Ministério da Justiça, então, acho que era Tarso Genro, não extradita. Um erro. Eu critiquei muito. E continua o crítico. Um erro que depois até o Lula admitiu. Foi um erro ficar com aquele cara aqui. O governo da Itália nunca desistiu de fazer o Batiste cumprir pena lá. E que que o Batiste alegava? Ah, é que eu, na verdade, era uma perseguição política porque eu pertencia a um movimento proletário, sei lá do quê. A lei italiana dizia: não, não existe assassinato por razão política. Assassinato é crime comum, justamente para não entrar na legislação do: ah, eu matei porque eu divergia da pessoa, matei porque eu divergia da pessoa. O Tarso mesmo me diz, o Carlos: matei porque eu divergi. A Itália falou: não, o Chester Batista é criminoso comum, não é crime político. Mexico. Aí o governo falou: ah, não tenho certeza de que se ele vai ser bem tratado na Itália. Ele dizia que poderia ser morto na Itália. E ficaram com o bandido aqui. Em 2019, no governo Temer, ele foi extraditado corretamente. Aí o picareta chegou lá e admitiu que era criminoso mesmo, vale a pena, porque ele negava que tivesse matado 3 pessoas. Aí fala: é, matei. Tá preso lá. De resto, existe um tratado de extradição Brasil-Itália, e um tratado de extradição ou ele é cumprido ou ele é denunciado. Denunciado significa o seguinte: a partir de hoje eu não tenho mais tratado com você, eu tô unilateralmente caindo fora dele. E a Itália não denunciou o tratado. What's up everybody, it's Bretzky, and America is turning 250, and I can't think of a better way to celebrate that than playing on an American-owned social casino, SpinQuest.com, with all of your favorite games, live craps, bubble craps, live blackjack. There's no better place to play for free and win real cash prizes. SpinQuest.com.

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Voz D:What's the catch?

Voz C:No catch, and it's available in all 50 states. Polymarket is so confident they're giving you $50 free on your first trade.

Voz D:Huh, how do I get started?

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Voz D:O Brasil cometeu então o erro, não foi o STF, foi o Executivo, de se comportar como julgador dos julgadores italianos. E ainda dizia: "Ah, é porque o Cesare Battisti, quando foi julgado, a Itália não era uma democracia plena." Era uma democracia plena. Estava enfrentando terrorismo de direita e de esquerda, mas era uma democracia plena. Com leis excepcionais para terrorismo de direita e esquerda, mas uma democracia plena. Sim, senhores, e foi um erro, foi uma cagada. Agora a corte italiana decide ser juíza dos julgadores brasileiros, ignorando o Tratado de Extradição, e falar: criminosa vai ficar aqui. A Carla Zambelli, isso diz respeito àquele processo, o que ela perseguiu o rapaz com arma?

Voz E:Não.

Voz D:Não tá nesse caso. Diz respeito àquele processo em que ela, junto com o hacker Delgatti, colocou lá no CNJ um mandado de prisão contra Alexandre. Que até tem um vídeo histórico em algum lugar do Brasil, acho que, não sei se no Sul, que quando saiu a notícia as pessoas começaram a se ajoelhar, a gritar. Tem umas pessoas que têm uns ataques histéricos assim, parecia que tava conhecendo orgasmo pela primeira vez, um negócio incontrolável, né? A devida vênia. Por que, Reinaldo, você quando tem orgasmo faz "não, não faço", mas...

Voz G:É bom pontuar.

Voz D:Não, mas adoraria que fosse assim. Ai, olha, Beni, cada uma, né, que você tem Então, aí as pessoas começaram a gritar histericamente, né? E era falso, era crime, 10 anos de cadeia. O governo brasileiro não tem que se conformar com isso. Ou então ele fala: "Quer saber? Não vale mais tratado de extradição." Então tá denunciado, tratado de extradição. Quem é a corte italiana para ser juíza da corte brasileira? Assim como eu perguntei à época: quem é o Brasil para ser juiz da corte italiana? O Brasil é uma democracia. Tem de devolver. O lugar desta senhora é aqui no Brasil. E não, Alexandre não era suspeito, Alexandre não era impedido Coisa nenhuma, porque senão daqui a pouco bandido escolhe quem vai ser seu juiz. É só arrumar uma treta com juiz. E é por isso que existe o artigo 256 no Código de Processo Penal, e é por isso que existe o parágrafo 4º do artigo 145 do Código de Processo Civil. Ora bolas, parágrafo 2º do Código Civil, artigo 145. Olha, o Beni, este programa tem um lema. Qual?

Voz F:Est modus in rebus. Há uma medida nas coisas.

Voz D:É do glorioso Horácio. Há uma medida nas coisas. Você pode— olha, a Corte Italiana disse, até a Corte Italiana disse que o Alexandre é suspeito. Como até a Corte Italiana? Ouvir a latismo do Da zorra! Porque até a corte italiana disse mover pela sua ignorância sobre o sistema brasileiro. Ou alguém quer sugerir que se elimine o artigo 256 do Código de Processo Penal, que está aí desde 1941? De sorte que nós permitiremos que bandidos passem a escolher os juízes. Basta arrumar confusão. Modestamente, acho que meu ponto de vista ficou muito claro, não?

Voz G:Sim.

Voz D:E tem um artigo bom a respeito, depois. Não agora, agora é para vocês ficarem aqui, porque enfim Tem texto e também tem imagem, e não só minha, mas também dessas duas pessoas gloriosas e belas que estão no estúdio. Aliás, eu não vi a cara de vocês hoje. Mostra os dois aí que eu quero ver. Vamos ver, vamos ver. Olha, muito bem, olha só como elegantes. Aliás, no mesmo tom os dois, né? Vocês podiam ter me falado, eu tenho uma roupa também assim. A Isa tem umas coisas meio fluorescentes assim. É um neon. Eu tenho uma jaquetinha que tem um neonzinho assim, só que é de outra cor.

Voz G:A gente combina então para usar o neon.

Voz D:Muito bem. Vamos dar sequência. O Moraes rapidamente autorizou Bolsonaro a receber Flávio e Michele. O problema é se os dois se encontram ao mesmo tempo. Hein, Roi Bene? Aí ele começa a cantar para ela: "Mamãe, mamãe, mamãe." Mamãe, eu me lembro chinelo na mão, o avental todo sujo de ovo.

Voz E:Mamãe, mamãe, eu te lembro chinelo na mão, o avental todo sujo de ovo. Se eu pudesse, eu queria outra vez, mamãe, começar tudo, tudo de novo.

Voz D:É, aqui a Michelle fala para ele: "Sai para lá, Marmanjo!" "Ovo o quê, meu filho? No máximo bananinha em rodelas fritas, mas eu espero que com parcimônia, né, Vaibene? Porque só de pensar nisso meu enzelme se revolta." Moraes, Bolsonaro, rapidamente, vamos lá.

Voz F:O ministro do STF Alexandre de Moraes autorizou Jair Bolsonaro a receber amanhã as visitas de Flávio Bolsonaro, da mulher do senador e das filhas do casal, que são netas do ex-presidente. O magistrado ponderou que, apesar das condições de saúde do ex-presidente exigirem um ambiente controlado, principalmente para evitar o risco de contaminação e infecções, o pedido em questão é adequado porque garante a ele o suporte familiar necessário. Em um trecho da decisão de Moraes, o ministro escreve que, no caso específico, o pedido é compatível com com as finalidades da prisão domiciliar e com as condições anteriormente fixadas, contribuindo para manutenção do suporte familiar indispensável ao adequado cumprimento da pena. Flávio e família poderão visitar o ex-presidente no período do almoço, entre 11 da manhã e 1 hora da tarde. Condenado a 27 anos e 3 meses de prisão pela participação na trama golpista, Jair Bolsonaro está em regime domiciliar desde o fim de março.

Voz D:É, exatamente. "Então, bem, tá tudo certo, vai lá, visita, passa orientação." Aliás, ó, se é o Bolsonaro que tá dando as últimas orientações, o que eu posso falar, Wally Beni? Dar o maior apoio. Afinal, gente, é isso aí. Ó, os fuzis da senhora Zanatta. Tem Os Fuzis da Senhora Carrara, da peça do Brecht, que aliás é uma peça maravilhosa.

Voz E:Maravilhosa.

Voz D:Houve um tempo em que inclusive na imprensa se lia. Eram bons tempos esses, viu, Waldir Beni? Bons tempos, é, bem, não vocês, né? Estou falando em geral. É uma peça muito boa porque trata da Guerra Civil Espanhola. E ali o Brecht trata de uma tese que é sensacional: existe isenção diante do fascismo? Os fascistas assanhados, fazendo suas coisas, aí você diz assim: não, não, não, não, eu não quero tomar partido porque eu sou isento. Outro dia eu ouvi umas pessoas, uma senhora dizendo: "Ah, todo mundo faz coisas horríveis na política." Não, olha, vai bene, se é coisa que eu não quero é declarar santidade de político. Até porque eu me lembro de uma frase do glorioso José Artur Gianotti, um dos maiores pensadores que o Brasil já teve, vai ver. Eu vou usar uma palavra que não é muito bonita, mas eu vou usar porque é uma citação de um filósofo. Ele dizia assim: "Não existe política no céu, Wally Beni, Isa, mas já existe política no puteiro." No céu não, porque é Deus, Tá lá. "Vai, vamos fazer política contra Deus." Não vai bem, não dá certo. Os deuses gregos aí sim faziam política o tempo todo e tal, e faziam sacanagem uns com os outros e tal. De vez em quando Zeus se zangava, dava tudo errado. Agora, já no lupanar, sinônimo chique e paputeiro, aí já tem política. Política, né? Porque a política em todo canto, todo lugar, ninguém é exatamente santo, mas alguns são menos santos do que outros, né? E portanto, a política é da vida e ela precisa ser pensada, né, com uma circunstância da vida. Então, quando eles fazem as suas escolhas, cumpre a gente fazer análise, né, e dizer para onde as coisas caminham. Vamos lá.

Voz G:O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e o blogueiro de direita Rodrigo Constantino trocaram farpas hoje no X sobre a possibilidade da deputada federal Júlia Zanatta ser a vice na chapa de Flávio Bolsonaro à presidência. A discussão teve início após Constantino afirmar em uma publicação que a parlamentar catarinense não agrega um só voto ao Flávio onde ele mais precisa. O blogueiro também disse que Eduardo é mesmo o camisa 10 do Lula e que a possível indicação de Zanatta à vice de Flávio é voltada apenas à bolha. Eduardo então respondeu o seguinte: Quero ver Flávio presidente e alguém querer fazer o impeachment dele para entrar a Júlia. Agora bota um vice igual ao Zema, que você tanto ama, pra ver como será. Zanatta também respondeu à publicação de Constantino e escreveu o seguinte: O que Zema agregaria ao Flávio? Pelo visto, nada, já que está amargando números baixíssimos nas pesquisas, capaz até de eu pontuar mais que ele se for sozinha.

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Voz D:Gente, vocês atentaram para aquilo que o Eduardo escreveu sobre a Zanatta? Ô, Vaibene, sabe aquela piada que eu vivo contando aqui do "Aspetto di tenore"?

Voz F:Sim.

Voz D:Da Ópera de Milão, para quem não sabe. É, tá lá, Ópera de Milão, tal, aí vai o barítono e larga a voz: "Ele é ruim!" Ruim, começa a jogar tomate nele. Aí ele fala: "Ah, vocês não estão gostando de mim? Aspetta il tenore, vai ser bem pior, o tenor vai ser pior, o tenor é pior do que eu." O que Eduardo está dizendo é o seguinte: nós temos de botar uma vice ultra radical, de extrema direita, mais do que o Flávio, porque aí ninguém vai tentar derrubar ele. Porque como ninguém vai confiar nela, não vão tentar. Cara, esse rapaz é um portento. Não, e eu aprecio a sinceridade dele, que ele, afinal, ele deu uma entrevista outro dia e disse: não, é, eu pedi lá Espera a eleição para botar tarifa. Se a gente perder, você põe. Falei isso para o Trump. E sobre o Pix, também tem o que ele chamou de Zelle, né, o Zelle, acenando com a substituição do Pix. Aí vem com a Zanatta. Olha, deixa eu dizer uma coisa: eu e o Constantino não nos falamos. Já nos falamos no passado, já me xingou, já não Eu não xinguei, tá lá na dele. Mas tá tudo certo. Ele, segundo a minha leitura, hein, ô Constantino, não juízo sobre você que eu não me ocupo disso, mas assim, vendo como personagem da vida pública, do debate público, ele é alguém que se põe como um formulador da direita e tal, e que enxerga alguns erros nas escolhas do Eduardo e dos Bolsonaro, que do ponto de vista de quem vê a direita como ele vê, faz sentido. Só que a direita que ele vê não é a direita que o Eduardo vê, e o Eduardo ganhou essa parada. A direita que o Constantino vê talvez tivesse escolhido, devesse ter escolhido o Tarcísio, não é? Só que o Constantino, no dia 7 de julho do ano passado, eu disse: não vai ser um não Bolsonaro, será um Bolsonaro. E acho que a época até você concordava, você desgostou depois por causa do Dark Horse. E de fato, escolher a Júlia Zanatta, escolher a Júlia Zanatta, né, os canhões da senhora Júlia Zanatta, e eu deixei o raciocínio incompleto lá atrás, escolher os canhões da senhora Júlia Zanatta significa escolher entre a democracia ou um apelo à democracia, um apelo a uma coisa assim que se parece com um troço meio fascistoide, significa escolher o segundo caminho. Porque ela diz coisas que são do arco da velha, assim como a imprensa andou dizendo coisas do arco da velha. Até outro dia, como é: "Ah não, todo mundo tem problemas." Claro que todo mundo tem problemas, mas eu quero saber quem é que defende a democracia, quem não defende. O Flávio teria de escolher alguém um pouco mais moderado, só que não é isso. O caminho do Eduardo não é esse. O caminho do Eduardo já disse, nós já mostramos esse vídeo aqui, o Eduardo já disse que ele vê vitória na derrota. Olha, o Beni me dando razão no meu artigo de 7 de julho do ano passado, em que eu encerrei o artigo assim: se eles vencessem com Tarcísio, eles poderiam vencer com Tarcísio, seria derrota da família Bolsonaro no campo da direita. Eles podem perder com um Bolsonaro, mas aí eles mantêm o controle da extrema-direita. Mas esse jogo é de uma clareza solar, solar. Portanto, Constantino, você já perdeu essa, filho. Eu não tô querendo trazer você para o meu campo não, hein? Pelo amor de Deus, não aconteceria jamais, de lado a lado. Com absoluta certeza. Embora eu lamente assim, porque eu nunca gosto disso, eu lamento a maneira como os bolsonaristas, seus parceiros até outro dia, como eles te explicassem, né? Não tô me solidarizando porque você é grandinho e sabe o que faz, né? Mas é um clima de intolerância mesmo, né? Uma coisa feia. E eu quero dizer o seguinte, "Vai bene", o Eduardo continua com aquele negócio de que os maus não querem a Júlia, então eu sou uma pessoa boa. Eu quero, eu acho que a Júlia da Fusarca do passado, no bom sentido, até poderia agregar um pouco de valor cor, né, é "voglio bene", de volume, a candidatura do Flávio. Mas ela mudou, né, ela mudou. Ela passou a se cobrir até o pescoço e a botar florezinhas na cabeça. Saiu assim de uma coisa mais esgoinha para um, para TFF, tradicional família do fuzil. Posa com fuzil, camiseta com fuzil, mão do Lula furadinha com bala de fuzil. Percebeu que esse tipo de discurso dá voto ali onde ela está. E vai atrás dos votos. Perdidaço Flávio Caça motivo para tretar com Lula. Ele já falou: ai, o Lula quer me enforcar. Agora essa história aqui então é do arco da velha, mais rapidinho.

Voz F:O senador e pré-candidato à presidência pelo PL Flávio Bolsonaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes do STF que autorize a Polícia Federal investigar a reunião realizada pelo presidente Lula após a prisão do ditador da Venezuela Nicolás Maduro. Num documento apresentado ainda ontem, O pré-candidato ao Planalto pediu que a PF obtenha informações sobre o encontro que, segundo a defesa de Flávio, teria sido convocado por Lula após a captura de Maduro pelos Estados Unidos em janeiro. Os advogados de Flávio argumentam que as diligências são necessárias para demonstrar que o parlamentar não agiu com dolo ao publicar em janeiro deste ano no X que Lula temia ser delatado por Maduro. Flávio é alvo de inquérito da PF por injúria contra o presidente por causa do episódio.

Voz D:O Flávio, eu acho difícil você escapar disso. É um absurdo. Escuta aqui, o Brasil afinal está no continente sul-americano, faz fronteira com a Venezuela, vale bem, salvo engano. Faz. O Trump chega, invade a Venezuela, sequestra o presidente. Se o Maduro é um vagabundo, eu acho que é, no mínimo Lula tem que se reunir. Até porque depois disso veio a classificação das— veja, depois disso, a pedido inclusive de Flávio Eduardo, veio a classificação.

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Voz D:Porque, como é que é, agora o Maduro vai delatar que Lula e ele faziam parte de organizações criminosas. Atenção, não, o Maduro não será acusado. Retiraram já a acusação de que o Maduro tivesse feito parte de organização narcoterrorista ou tal. O tal do cartel de soles que eles apontaram nem existe. Sim, o Flávio vai, o rapaz, cresça, né? É ruim isso, começa aí para o território do ridículo. Ai, o Lula quer me enforcar? Não, porque o Joaquim Silveira dos Reis nem foi enforcado. Flávio, para o seu destino ser igual ao do Jaqueline Silveira dos Reis, eu vou fazer uma previsão aqui. Previsão não, vale bem, tive um insight, que nem o Zeca cantando, tive um insight, Isa. Para o seu destino ser igual ao do Jaqueline Silveira dos Reis, Flávio, talvez você um dia, dependendo do que aconteça com a eleição, você decida deixar o Brasil. Por vontade própria. E a exemplo do seu irmão morar lá fora, né? Será? Hey, quem vai cuidar dos Bolsonaro aqui? Ora, o Renan, o Jair Renan. Uma aliança do Jair Renan com o Carlos. Não é mesmo? "Tom tenência, rapaz. Seria o conselho que eu te daria se você quisesse me ouvir, mas não queira. A gente não é da mesma enfermaria, tá? Definitivamente não." E ele começou a ter probleminha Vai bem também com os evangélicos ali. Pelo menos não quer dizer que não possa recuperar os votos, mas perdeu voto segundo a pesquisa Quest.

Voz G:Vai lá. É parte da queda do desempenho eleitoral do senador Flávio Bolsonaro, medida na pesquisa Quest, se deu devido aos evangélicos. No levantamento divulgado na quarta, um recorte exclusivo que considerou a religião dos eleitores mostrou que o filho 01 de Jair Bolsonaro sofreu uma queda entre os evangélicos. Ele tinha 61% 10 intenções de voto em maio e agora tem 52. Uma queda de 9 pontos percentuais. Lula, por outro lado, subiu de 24% para 31% entre os eleitores desse grupo religioso. Um ganho de 7 pontos percentuais. Uma das explicações pode ser a melhora da avaliação do governo entre esse grupo religioso. Em abril, 28% dos evangélicos aprovavam a administração de Lula. Em maio, 30%. Em junho, a aprovação saltou para 35%. 65% neste grupo. Já a desaprovação ainda entre evangélicos caiu de 68% em abril para 65% em maio e 60% em junho.

Voz D:Evidentemente ainda é majoritária, grande, mas nota-se um prejuízo aí, né, decorrente Assim, tem gente que... Eles conseguiram colar no Lula e no PT, nas esquerdas: "Olha, querem acabar com a família, querem acabar não sei o quê." E eu acho curioso que eles têm... "I will you bene." É gramática. Porque muitos deles são inclusive homens de famílias. Eu acho bonito. E também não tenho nada contra. Cada um que... Mas nem sempre, e às vezes, porque não pode casar, pode, o problema é que muitas vezes são coincidentes, entendeu? Ao mesmo tempo, teve cruzamento ali, né? Na teoria dos conjuntos, teve hora que um conjunto se juntou com outro e tem aquela área comum dos conjuntos, vale bem. Mas tudo da tradicional família, assim, quando você vê, pá, pula para tradicional família. E conseguiram colar no Lula, no PT, que o Lula incentiva... Mentira! Mentira! Lula nunca foi a favor da discriminação das drogas, Lula não faz discurso identitarista, o que ele faz é não impedir que a sociedade faça o debate, é diferente. Mas resolveram vir com essa. Ó, atenção, aquela obra, a Isa vive enchendo o meu saco, eu quero faltar aqui quando tiver estreia de Dark Horse, eu quero ser a primeira, quero estar lá.

Voz G:Pra estreia, né?

Voz D:Valeu, Benny, também pra estreia, já comprou roupa, valeu, Benny, também já comprou uma beca pra ir.

Voz F:Balde de pipoca temático.

Voz D:Isso, exatamente, aquela coisa, né? Aqueles momentos de delírio e paixão, porque é um filmaço, claro, com orçamento gigante, 75 pau, 75 pau, hein? Olha, rapaz, mais, mais de 8 vezes o filme do Kleber Mendonça. 6 vezes do Kleber, mas 10 vezes, né, do Ainda Estou Aqui também. Então isso aqui, isso aqui, isso aqui é um criador de Oscar. Vai!

Voz F:A produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme sobre Jair Bolsonaro Dark Horse, declarou que o longa custou 13 milhões e 300 mil dólares, o equivalente a pouco mais de R$75 milhões. O valor é menor do que os R$134 milhões solicitados por Flávio a Daniel Vorkar, dono do Banco Master, para financiar a obra. A informação consta numa perícia privada contratada pela própria GoUp e anexada ao processo em que o Instituto Conhecer Brasil, que também é de propriedade de Karina Ferreira da Gama, é investigado por suspeita de desviar dinheiro público para o filme. As apurações envolvem um contrato de R$108 milhões entre o instituto e a Prefeitura de São Paulo para a instalação de pontos de internet na cidade. Houve ainda um aditivo entre o município e a entidade de Karina, de modo que as cifras chegaram a R$157 milhões. Karina, que é responsável pela Goap e pelo Instituto Conhecer Brasil, ou ICB, foi alvo de uma operação da Polícia Civil no dia 1º de junho.

Voz D:Ah, que mais? Que aí eu conto tudo, vai.

Voz G:Segundo a perícia contratada pela Go Up, foram gastos US$ 9,6 milhões no filme sobre Jair Bolsonaro apenas nos Estados Unidos, o equivalente a R$ 54,2 milhões. Ou seja, no Brasil, o custo do longa foi de R$ 20,9 milhões na obra, totalizando os R$ 75 milhões que citamos anteriormente. A título de comparação, o filme brasileiro Agente Secreto, que concorreu ao Oscar, teve o custo total estimado em R$28 milhões. Na declaração de gastos, a produtora informou que o orçamento inicial aprovado era de US$16 milhões, cerca de R$89,7 milhões. Para termos uma referência, Flávio Bolsonaro pediu a Daniel Vaccaro, em 2025, um financiamento de R$134 milhões, conforme revelado pelo Intercept Brasil. Do total, O banqueiro enviou 61 milhões à obra. No relatório da GoUp, os custos do filme são distribuídos da seguinte forma: desenvolvimento do projeto, nos Estados Unidos, 383 mil dólares; soft production, 2,6 milhões de dólares; pré-produção, nos Estados Unidos, 2,6 milhões de dólares; produção e filmagem, nos Estados Unidos, 1,9 milhão de dólares; produção e filmagem no Brasil, 3,7 milhões, também de dólares; e a pós-produção nos Estados Unidos, 1,9 milhão.

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Voz D:Isso, o que é bonito aí, veja, então filme gastou esse dinheiro todo e tem coisa que pode passar despercebido, né, para as pessoas. Vaibem, 13 milhões de dólares, né, 13 milhões de dólares. Eles tinham pedido mesmo 24. E no entanto asseguram que tudo foi feito assim, é excelência pura, excelência na veia, daquela que o Wally Ben e a Isa na pré-estreia vão sair de queixo caído. Os outros 11 milhões seriam destinados a quem? Na hipótese de que foram para o filme, porque eu acho que isso tem que ser investigado, porque afinal de contas essa é a produtora que nunca tinha feito um filme assim, é também aquela que nunca tinha instalado wi-fi e que também foi 150 milhões, que uma das empresas que estão envolvidas na instalação do wi-fi é de acupuntura. Eu nem perguntei para o meu acupunturista se cura espinhela caída também. Será que acupuntura cura espinhela caída?

Voz G:Só da Karina?

Voz D:Não sei. Só da Karina, talvez, né? Ah, então abre o contrato. O Eduardo falou: nem pensar, já falamos que não, porque é tudo secreto. E a Karina? Bom, a Karina é aquela mega empresária de muitos milhões que mora na Vila Brasilândia e pediu uma casa pro prefeito Ricardo Nunes. É gente que, apesar de muito dinheiro, não gosta de ostentar. A gente entende isso. Tem um monte de gente me perguntando aqui: o Mendonça determinou a volta do Forcaro? Nós vamos falar de Forcaro ainda, delação para Papuda? Acho que não, né? Tô achando que essa informação, que eu saiba, perguntaram para PGR, mas não determinou a volta para Papuda. Talvez até determine. Por enquanto, que eu saiba, não aconteceu. Se acontecer, você fica sabendo, claro, que aqui não se confunde torcida com informação. TSE rejeita pedido contra a exibição de Dark Horse. Portanto, vocês dois, garotos curiosos, poderão saciar a sua sede de arte, de entretenimento, de estética.

Voz F:O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Cássio Nunes Marques, rejeitou hoje um pedido de aliados do presidente Lula para impedir que o filme Dark Horse seja utilizado como propaganda em prol da campanha de Flávio Bolsonaro à presidência. Segundo o magistrado, a decisão dele é processual e segue o entendimento consolidado do TSE de como os autores da ação, aliados de Lula, não são candidatos ao mesmo cargo pretendido por Flávio, o questionamento não é cabível. O pedido ao TSE foi feito por advogados do Grupo Prerrogativas e pelo deputado federal Rogério Correia. Vamos a um trecho do despacho de Nunes Marques. Ele escreve: No presente caso, os representantes não disputam eleição na circunscrição nacional, tendo em vista que Rogério Correia é deputado federal e pré-candidato ao mesmo cargo apenas no Estado de Minas Gerais. Ao passo que Marco Aurélio de Carvalho, advogado, sequer alegou pretensão de concorrer nas eleições de 2026.

Voz D:Olha aqui, veja você, vale bem, eu tenho o gosto, a opinião e o dever da análise. Falei hoje dos fuzis da senhora Carrara? Não, eu não sou isento diante de perspectivas fascistas, pode esquecer. Mas o dever da análise eu tenho. O filme é campanha eleitoral? É campanha. O Flávio confessa que é campanha eleitoral. Confessou. Naquele lamento, naquele lamento que ele faz pro Porcaro, que ele pede dinheiro, que até ganhou uma música super bacana, ele fala ali que estão devendo, né, pros artistas e tal, e a dívida e pá, e que aí aquilo que poderia ser muito legal de repente pode dar tudo errado. Ele tá fazendo campanha eleitoral. Agora, Você acha que eu vou defender que se censure o filme? Não, é campanha eleitoral. Mas não tem como censurar. Censurar? Não tem como impedir. Não tem como impedir. Eu, citando o meu querido amigo Bruno Tolentino, já morto faz tempo, eu poderia entrar lá disfarçado de cachorro, mas é que cachorro não entra em cinema. Só para me divertir um pouco. Mas quem vai ver, vai ver, porque "Já gosta, já curte, se é que vai." Eu sou mais a favorável que se exiba o filme. A cada vez que o filme for exibido, você vai lembrar do dinheiro que o Flávio levou. De resto... Está vendo como a vida é curiosa, Webene? Cada vez que for exibido, fala assim: "Ah, esse é o filme do Flávio lá, que ele pediu dinheiro, o work hard?" A musiquinha vai vir à mente das pessoas. Não é isso? Irmão, eu preferi te mandar o áudio aqui para você ouvir com calma. A gente tá passando por um dos momentos mais difíceis da nossa vida. Irmão, estou e estarei contigo sempre. Não tem terminei a conversa entre a gente. Não sei como é que vai ser daqui para frente. E apesar de você ter dado liberdade, Daniel, eu fico sem graça de ficar te cobrando, Daniel. Imagina a gente dando calote no Jim Carrey, é sério, não ia ser legal. Os caras renomadíssimos no cinema americano mundial. É isso, né, não é legal, é campanha eleitoral. Agora, vai proibir o filme? Deixa o filme. Mas não é que eu quero que deixe o filme só porque eu acho que é ruim para eles, é que não tem sentido censurar. Assim, né, Cássio, como não tinha sentido fazer aquilo que você fez com a pesquisa? Poderia ter ouvido o titio, né, hein? Seu tio não, porque você não tem idade para ser meu sobrinho.

Voz G:Você tem 31. Você tem 31?

Voz D:Eu tenho 31. Eu que tenho idade para ser sobrinho dele. É isso, né? Então E o Cássio criou rapidamente a comissão TSE. Aí sim, isso é grave, isso é sério. Inteligência artificial.

Voz G:Cássio Nunes Marques também criou uma comissão permanente na Justiça Eleitoral para acompanhar o uso da inteligência artificial nas próximas eleições, a fim de reforçar as ações de combate à desinformação. A comissão reunirá representantes da corte, dos tribunais regionais eleitorais. Entre as atribuições do grupo estão tarefas como definir padrões para a contratação e o desenvolvimento de ferramentas de IA e organizar o compartilhamento dessas tecnologias entre os tribunais regionais, além de elaborar um catálogo nacional com as soluções já usadas pela Justiça Eleitoral. A comissão também acompanhará parcerias com universidades e outras instituições especializadas em inteligência artificial e em perícias de ilícitos digitais. Especialistas de fora da Justiça Eleitoral poderão ser chamados para colaborar com o trabalho de forma não remunerada. O uso de IA na propaganda eleitoral é permitido, mas o material deve informar de forma destacada que foi criado artificialmente ou alterado com tecnologia, indicando qual foi a ferramenta utilizada.

Voz D:Perfeitamente. Aí sim, aí faz sentido, né? Nós vamos para o comercial, tem algumas coisas que nós precisamos falar sobre economia. Depois a gente volta para política, tem a questão da Foi caro e tal, se vai voltar, papapuda, não vai voltar, papapuda. Tem o Zema, o Zema, rapaz, foi pro Nordeste lá, que ele comparou que é um bando de encostado, comparou não, afirmou, bando de encostado, mas ele foi lá ver agora se os nordestinos têm uma boa impressão a respeito dele. Talvez alguns que talvez odeiem ser nordestinos. Acho eu, não sei. Porque depois de xingar toda a região, aparece lá, dá pinta. Fica com a gente, vai ser divertido.

Voz E:O É da Coisa.

Voz D:Muito bem, estamos de volta. Lá no alto, meninos. Pobreza nas metrópoles. É a menor da série histórica. Olha, veja vocês, não é que esse negócio de ficar distribuindo renda, pagar um salário mínimo decente, tá, não é que pobreza cai? Vale bem, estranho, né? Hein, Isa, que louco, né? É muito louco esse negócio, né?

Voz F:A proporção de pessoas consideradas pobres na população das metrópoles brasileiras caiu de 19,5% em 2024 para 18 8,4% em 2025. Com o resultado, o indicador conhecido como taxa de pobreza renovou pelo terceiro ano consecutivo o menor nível de uma série histórica iniciada em 2012. As conclusões são do 17º Boletim Desigualdade nas Metrópoles, obtido com exclusividade pela Folha. As informações analisadas abrangem as 22 principais regiões metropolitanas do país. A publicação é produzida pelo Centro de Estudos da PUC do Rio Grande do Sul, Data Social, saiu em parceria com o Observatório das Metrópoles, ligado ao Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (UIPUR), da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Segundo o boletim, a renda aumentou para os diferentes grupos da população em 2025, incluindo os mais pobres, o que explica a nova redução da pobreza. A alta do rendimento dessa camada, contudo, foi menor do que a observada no outro extremo da população, composta pelos, composto pelos ricos. Assim, a desigualdade na distribuição de renda, medida pelo índice de Gini, avançou no ano passado. O Gini das metrópoles subiu 1,4% ao sair da mínima de 0,533 em 2024 para o patamar de 0,541 em 2025. O resultado mais recente é o quarto menor da série iniciada em 2012. A escala do índice de Gini varia de 0, igualdade máxima, a 1, desigualdade máxima. Quanto mais alto for o resultado, maior é a diferença entre os extremos da população. Na média, a renda domiciliar per capita, por pessoa, alcançou R$ 2.766 por mês nas metrópoles em 2025. O valor cresceu 6,8% em relação a 2024, renovando o recorde da série histórica. Entre os 40% mais pobres, a renda média per capita subiu 4,2% no ano passado para R$734 por mês. Entre os 10% mais ricos, o crescimento foi de 9,1% para R$11.837 por mês.

Voz D:Nessas horas sempre penso como se paga mal no Brasil, né? E não é por falta de ricos. É, eu não vou observar isso, tem que observar. Agora, veja vocês, e é bom lembrar que os outros 3 esses índices de Gini também favoráveis, também do governo Lula. Assim, é a maior queda da pobreza da história, desde que se mede, né? Embora a desigualdade tenha aumentado um pouquinho, porque todo mundo ganhou, mas veja você, os mais endinheirados ganharam mais. E curiosamente, onde o governo enfrenta mais, é onde o Lula enfrenta mais dificuldade, o que evidentemente acrescenta uma suspeita de que possa ter muito de preconceito. Mas o fato é esse: desigualdade que tinha caído no Brasil, agora esse recorte, o recorde das metrópoles. E a inflação, hein? Inflação cai, mas o preço dos alimentos sobe.

Voz G:Vai lá. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor, amplo, considerado a inflação oficial do país, subiu 0,58 8% em maio, segundo os dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Apesar de o resultado representar uma desaceleração em relação aos 0,67% registrados em abril, a inflação acumulada em 12 meses acelerou de 4,39% para 4,72%. No acumulado do ano, o IPCA soma 3,2%. Em maio do ano passado, a inflação oficial havia registrado alta de 0,26%. Com o resultado, o índice fica acima do intervalo de tolerância da meta da inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional. Para 2026, o objetivo é manter o IPCA em 3%, com limite máximo de 4,5%. Desde o ano passado, essa meta passou a ser "contínua". Isso significa que o cumprimento é acompanhado mês a mês, com base na inflação acumulada em 12 meses. O grupo alimentação e bebidas foi o que mais pressionou a inflação de maio, respondendo sozinho por 0,29 ponto percentual do IPCA e registrando alta de 1,33%. Segundo o IBGE, o principal fator por trás desse desempenho foi o aumento dos preços dos alimentos consumidos em casa. A inflação da alimentação no domicílio registrada em maio de 2026 foi a maior para o mês desde maio de 2008. Quando o índice havia avançado 2,27%. Na sequência, apareceram habitação, com impacto de 0,18 ponto percentual e a variação de 1,22%, e saúde e cuidados pessoais, que contribuiu com 0,12 ponto percentual, após avançar 0,9% no mês. Juntos, esses três grupos concentraram a maior parte da alta dos preços em maio e explicam grande parte do resultado do índice. Vem elevação de juros por aí, Reinaldo?

Voz D:Os tarados já estão querendo, os tarados já estão querendo. Sabe por quê? Porque nós temos uma meta de inflação impossível de ser cumprida. Em 26 anos, o Brasil teve apenas 3 vezes inflação de 3% ou menos e 4 vezes de 4% ou menos. E fica essa meta impossível de inflação o que colabora para levar o juro para casa dos, lá das alturas. Não me ocorreu nenhum trocadilho que não fosse evidente demais. É Casa do Chapéu. Pronto, é isso aí.

Voz E:Oh, essa coisa!

Voz D:Agora sim, PF rejeita delação de Volcar. Vamos lá.

Voz F:A Polícia Federal rejeitou a segunda proposta de delação premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Volcar, dono do Banco Master. A informação já foi comunicada oficialmente ao ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal. A Procuradoria-Geral da República, com quem a defesa de Vorcaro também negocia, ainda não deu resposta formal sobre o caso. A PF considerou que o material não trazia novidades ao que já havia sido mapeado pelas investigações, além de não trazer elementos de provas, que são essenciais para os acordos de colaboração. Os investigadores têm em mãos 8 celulares de Vorcaro com acesso a documentos e mensagens. Segundo a percepção dos investigadores, o banqueiro teria poucas condições de corroborar seus relatos com documentos porque já não tem o controle do master liquidado pelo Banco Central em novembro. Investigadores sustentam que os anexos entregues não apresentam fatos suficientemente inéditos nem elementos de corroboração capazes de justificar o avanço de um acordo de colaboração.

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Voz D:Muito cuidado nessa hora e presta bem atenção no que eu vou falar. A Lei 12.850 exige que uma colaboração— Lei das Organizações Criminosas— uma colaboração traga elementos novos, ajuda a esclarecer a estrutura criminosa, traga elementos novos. A Polícia Federal tá dizendo: nem ajuda, nem traz elementos novos, nem traz esclarecimentos e tal. E tudo que ele tá trazendo é a síntese do que a Polícia Federal disse. Tudo que ele tá trazendo a gente já sabe. Sabe. A defesa deu a entender que não é assim, que ele agregou elementos novos. Mas aí diz a polícia, porque também o artigo 3º-A da Lei 12.850— ai, vale bem, eu tenho tudo isso decoradinho, ai, que coisa linda— o artigo 3º-A da Lei 12.850 diz: a colaboração é um elemento para se obter a prova, mas ela tem que trazer alguma coisa, algum indício. Mas aí fala: mas como é que ele vai trazer indício se não tem mais acesso ao banco. Mas aí também vira delação impossível, né, Wally Beni? Sim. Como é que vai? Você tá dizendo, ah, aconteceu isso, tá bom, me dá um indício aí. Ah, mas para eu dar um indício eu precisaria ter acesso aos documentos do banco. É, mas o banco foi liquidado. Mas então virou a delação impossível. Nós precisamos rever a história, a lei de delação no Brasil, que eu nem gosto muito, já expliquei 500 vezes. O que você pede? Alguém que cometeu o crime que estabeleça seus alvos. Tá tudo meio atrapalhado. A gente já viu, a cadeia acaba funcionando como elemento de regulação para saber se vai ou não vai ter delação. A delação não fortificou, então vai para uma cadeia pior. Já estamos com o negócio aí, vai ter. A Polícia Federal já pediu para ele sair de lá porque disse o André Rodrigues aqui, a Polícia Federal não tem hotelaria para isso. Aí volta para Papuda, aí a PGR vai se manifestar se volta para Papuda ou não. Esse troço tem que ser revisto. E aí tem, no meio desse negócio todo, apareceu uma informação de algo que estaria nessa delação e que é muito grave, a gente já vai falar. Mas antes, a questão da Difusão prateada, vai!

Voz G:A Polícia Federal planeja incluir Borcaro na lista de difusão prateada da Interpol com o objetivo de rastrear e bloquear as movimentações financeiras dele no exterior. A ferramenta foi utilizada pela primeira vez no início de 2025 contra o mafioso italiano e viabiliza a cooperação internacional na identificação e retenção de bens de pessoas investigadas. Diferentemente da difusão vermelha, que visa a captura do fugitivo, o dispositivo foca no patrimônio do Caso seja pedida formalmente pela PF, autorizada pelo STF e acatada por autoridades dos Estados Unidos, a medida poderia alcançar os R$61 milhões repassados por Vaccaro a um fundo americano sob o pretexto de financiar o filme Dark Horse, que retrata a campanha de Jair Bolsonaro em 2018. Tanto o Brasil como os Estados Unidos participam do programa piloto da Interpol que testa o Alerta. Até o momento, a liquidante do Banco Master tem buscado bloquear os bens ligados a Daniel Vaccaro nos Estados Unidos, por meio de ações diretas na justiça americana e não via Interpol. A indicação de fundos, contas e bens no exterior é um dos pontos que a PF e a PGR esperavam que Vorkaro entregasse na delação. Os investigadores suspeitam que o banqueiro ainda mantém recursos fora do território nacional que não foram mapeados. Além disso, eles consideram que o dinheiro pode ser utilizado para cobrir os prejuízos das fraudes bilionárias provocadas pelo master.

Voz D:Que é outra coisa também que está na delação, que se comenta que ele estaria disposto a uma multa de R$40 bilhões, mas eles falam que seria necessário R$60 bilhões, enfim. Mas tudo isso também, de resto, nada disso poderia vazar, porque vazando não tem acordo, mas no entanto vaza e aí não se sabe o que é verdade, o que não é. E aí a Veja traz uma matéria, um texto, desde ontem, falando que nessa delação que foi rejeitada ele teria falado que repassou 30 milhões de dólares para o Alcolumbre, Davi Alcolumbre. A título de quê? Não está claro. Mas de novo, a Veja deu essa informação, estaria lá, e aí o Alcolumbre soltou uma nota E é por isso que isso está sendo notícia aqui, né? O Columbre soltou uma nota dizendo não. Leiam aí o negrito para mim na 17, vai.

Voz F:O senador Davi Alcolumbre jamais recebeu valores no Brasil ou no exterior. Diante da gravidade das acusações e dos danos causados à sua honra e à sua trajetória pública, serão adotadas todas as medidas judiciais cabíveis nas esferas civil e criminal para que os responsáveis pelas acusações respondam por suas afirmações e apresentem as provas que dizem possuir.

Voz D:Vamos ver quem é o Vorkaro. E aí também tem uma coisa que eu estranho, né? Isso seria novo, né? Isso seria uma novidade efetiva. Ah não, mas não é novidade o suficiente. Ou então entra no capítulo do: ele disse que sim, mas não apresentou nenhum elemento de prova. Prova, nem elemento de prova, o indício que nos permita chegar à prova. Então ficou tudo muito nebuloso. É por isso que é preciso um freio de arrumação nesse troço todo. Eu vou insistir nisso. Isso tudo tá muito atrapalhado. O Brasil não pode ficar— não, Brasil não pode ter esses crimes pavorosos, etc., mas também não pode ficar refém de um modo de investigar que em vez de levar a apuração, leva ainda maior confusão.

Voz E:Entendem?

Voz D:Esse é o ponto. É isso aí, meninos.

Voz E:O É da Coisa.

Voz D:Rapidamente, eu já tô bom, já terminei, fiz minha Fiz a última sessão de radioterapia, já gravei vídeo com a Janja falando que ela fez muito bem para mim, etc. Dia dos namorados, assim como a Dona Lídia fez bem para o seu Reinaldo também, porque senão ele estava na miséria. Vamos lá.

Voz G:O presidente Lula afirmou hoje que terminou as sessões de radioterapia no couro cabeludo após a retirada de um câncer de pele em abril. Os procedimentos tiveram início no mês passado no Hospital Sírio-Libanês, que classificou a intervenção como um tratamento complementar. Durante evento no Palácio do Planalto para o anúncio da linha de crédito para entregadores de aplicativos, Lula falou o seguinte: $10 for 30?

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Voz D:A minha 15ª terapia, radioterapia. Eu tive um câncer de pele e a radioterapia é para sumir de vez qualquer perspectiva. Mas eu quero dizer para vocês que eu tô bem. Então, tô feliz por essas coisas, por vocês, pelo amor que eu tenho pela minha mulher, e que eu quero transferir isso para que todo mundo saiba quanto é importante a gente amar. E pela minha cura definitiva desse câncer de pele. É isso, graças a Deus, é isso aí, tomara que seja assim.

Voz E:O É da Coisa.

Voz D:Eu ouvo vozes, ouvo vozes no Nordeste brasileiro que eu já falei de vaquinhas magras, mas agora eu fui lá para ver as vaquinhas magras de perto. Vai!

Voz F:E o pré-candidato à presidência pelo Novo, Romeu Zema, vai viajar na próxima semana para o Nordeste. Essa será a primeira agenda do ex-governador mineiro como pré-candidato à presidência da República na região. De acordo com a pré-campanha, Zema terá o encontro com filiados do Novo no Recife na próxima quinta-feira, e no dia seguinte estará na Associação Comercial de Caruaru. No sábado, visitará o Museu do Mestre Vitalino, conhecerá a Feira de Caruaru e encerra o dia no São João de Caruaru. No último dia da agenda pelo Nordeste, 21 de junho, o ex-governador estará em Campina Grande, na Paraíba. Viagem marca a primeira tentativa de Zema de conquistar apoio no Nordeste. Ele já deu diversas declarações polêmicas sobre a região e sobre o eleitorado nordestino.

Voz D:É, e o economista dele, o Carlos Costa, disse que se ele for eleito vai dividir a Petrobras. Isso é o tamanho dessa bobagem, é tão fantástica, que outra hora eu falo. Mas de qualquer modo, Walio Beni, você sabe que eu, a diferença de você, não gosto muito de viajar, até eu não tenho uma alma turística, não estou dizendo que você tem, mas eu, as novidades me aborrecem, quebram minha rotina, eu não, e eu vejo quando esses políticos assim, ah, eu vou visitar o Nordeste, aí começo a ir a pontos turísticos do Nordeste e geralmente aqueles que folclorizam coisas, né, assim uma visão meio assombrado. Ai, me dá uma preguiça, me dá uma vontade de ser mais duro do que eu tô sendo assim, porque eu tô sendo suave até com o Zema, e ele nunca desperta em mim a vontade de ser suave. Tô falando do ponto de vista retórico, evidentemente, porque eu quero que ele fique bem doido. Ah, é isso, valeu, é isso, Isa, pronto. Muito bem, estamos de volta no BandNewsTV, no LGTNews e no TLC Channel. TCL.

Voz F:TCL Channel.

Voz D:TCL, porra, é que meu C ficou parecido. TCL Channel.

Voz F:É porque tinha um canal de TV a cabo, TLC, dá para confundir, mas é TCL.

Voz D:Ah, não foi por isso não, é que eu anotei meio porcamente aqui, com a letra que eu nem entendo direito o que eu escrevo, mas: "E na caverna do inhudo e onde quer que você vá, também está." E é por isso que onde quer que eu vá, onde quer que eu vá, um monte de gente vem falar, e vem falar coisa boa pra nós, né? Não é isso? É isso. E nas redes sociais, como sempre. Olha aqui: governo busca o Columbre por bombas oriundas da... A coisa está assim, eu vou fazer uma síntese, primeira, vou antecipar, fazer um ineditismo aqui, fazer o comentário antes da notícia. Ai, vontade de opinar é tanta! O estreitamento do Poder Executivo é tal no Brasil, que assim, e isso é com Lula, mas é, seria um qualquer presidente. O presidente tem que apelar ao presidente da República, tem que apelar o presidente do Senado para conter as maluquices da Câmara, e depois tem que apelar o presidente da Câmara para conter as maluquices do Senado, que senão quem vai para o brejo é o cacho. Ia ficar: "O governo gastador e tal." Você sabe que não se olha para o Congresso? O Congresso andou tomando medidas aí que, se forem aplicadas, são R$111 bilhões por ano, por 10 anos. É uma loucura, uma loucura. E vamos começar, vai lá. Governo buscou Columbre por causa de bombas oriundas da Câmara. Pauta bomba, Oriunda Campos, vai!

Voz G:O governo Lula tenta construir um acordo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para impedir a votação de propostas que podem ser fontes de desgaste eleitoral do petista na área da segurança pública e entre evangélicos. O Planalto está preocupado com potenciais prejuízos à imagem de Lula caso o Senado vete PECs sobre a redução da maioridade penal e sobre a concessão de benefícios a templos. No caso da chamada PEC das Igrejas, O texto amplia a imunidade tributária para entidades religiosas. Na prática, a proposta impede a tributação sobre bens, serviços e consumos relacionados a templos, o que abarca da compra de helicópteros e veículos a alimentos e serviços de limpeza. Complicada a coisa, não, Reinaldo?

Voz D:É, porque eu li no Levítico, assim, o Levítico traz todos os, sabe, o Levítico é o livro das leis, né, de Levi, era cheio de organização organizar as coisas. Parece o tio Rei organizando guarda-roupa. Mas também está claro desde sempre que todos os lugares são templos do Senhor, desde que você creia. Olhe bem, Deus precisa de helicóptero? Você imagina Deus sem helicóptero? Deus sem avião? Deus sem fazenda? Deus sabe quanto custa essa imunidade para as igrejas? 8 bilhões. Elas já têm imunidade para o dinheiro que recebem de dízimo, disso, daquilo, para as creches, para— só que vai estender para todo o resto e fica parecendo que elas não usam serviço público, mas elas usam água, elas usam esgoto, elas usam— não, ah, mas a água elas vão pagar. Não, não tô falando disso. Ah, luz "Ah, mas elas vão pagar." Não, não estou falando disso. Estou falando que o imposto também implantou essa infraestrutura. "Ah não, mas é porque Deus quer." Olha, deixa eu dizer uma coisa. Já falei isso hoje, vou repetir. Oi, Vaibene. Outro dia alguém me falou: "Você acredita em quem fala com Deus?" Eu falei: "Acredito quem eu falo." Falo, falo, converso, penso. Não fico falando alto, mas falo. Falei: o que eu não acredito é quando a pessoa fala que Deus fala com ela, porque aí eu acho que é uma questão psiquiátrica. Entende? Uma coisa é você falar com Deus, e isso me parece próprio de pessoas religiosas, e eu sou. Agora, se você acha que Deus fala com você, você está ali, Deus fica assim e fala: Reinaldo! Eita! Como assim? Mas isso foi Moisés que teve esse privilégio e ainda Deus falou: se vira, meu filho, não é para olhar para a sarça ardente que eu me manifestei aqui. Tem que ficar de costas. E Moisés, coitado, que tudo indica era gago, você imagina a dificuldade, né, vai bem? Por isso que demorou para descer o monte. Até não entender direito o que estava acontecendo. Que é, Deus mandou? Deus mandou não pagar imposto? E Cristo? Como lembrou minha mulher hoje, quando os cristãos foram falar: "Não, vamos pagar o imposto para os romanos e tal." Falou: "Não, a César o que é de César." César é o governante, o Estado. Nosso reino é do outro mundo. Por isso, no Dia dos Namorados aí, por isso que a minha mulher, estamos juntos 40 anos, porque ela é das radical mesmo aqui em casa, é ela, eu até que... Aí teve que buscar o Columbre para tentar segurar as maluquices da Câmara, aí vamos buscar o Motta para segurar as maluquices do Senado, que foram ainda maiores. O Alcolumbre tá meio brabo porque ele acha que o governo poderia parar a investigação, acho eu, e não pode. E aí tava, vai, coisa do arco da velha, vai.

Voz F:Em contraste com que a gente acabou de noticiar, o governo aposta na proximidade com o presidente da Câmara, Hugo Mota, e no bom momento da relação com Lula para conter, ao menos por hora, o avanço das pautas bomba que estão tramitando no Senado. A leitura é que Mota tem feito gestos ao governo dialogando mais e que, por isso, tende a acatar um pedido para não avançar com esse tema nesse momento. Então, veja, na Câmara, avançar a imunidade tributária das igrejas e a maioridade penal aos 16. No Senado, a renegociação das dívidas do agro, a contratação de agentes comunitários de saúde, hoje temporários, e com aposentadoria especial, e a elevação em mais de 300% do piso salarial de médicos e dentistas também do setor público. Tudo isso a custos multibilionários, exceção feita a questão da maioridade penal, que não tem custo financeiro, mas pode ser um desastre social.

Voz D:Então, assim, ah, não quer que a Cruagra fique endividado, não quer que médico ganhe mais, não quer que os agentes de saúde tenham. Eu quero que todo mundo tenha tudo, eu quero que todo mundo seja feliz, eu quero que todo mundo viva, goze. Até falei hoje, tem orgasmo de 18 horas. Eu quero tudo de o que é bom para as pessoas. Eu quero saber se tem dinheiro. Nada disso tem fonte. De onde vai tirar o dinheiro? Ah, tira do pré-sal. Mas o dinheiro do pré-sal, primeiro, não é fechado, não é certo e já tem destinação. Ah, tira do Fundo Nacional de Saúde. Mas o Fundo Nacional de Saúde já tem destinação também. De onde vai tirar? É assim? Aí fica difícil, né? Vamos lá? Não darei palpite sobre o jogo. Vou torcer, claro, para que o Brasil ganhe contra o Espírito de Viralata. Na segunda-feira eu quero falar das duas crônicas do Nelson Rodrigues, do brilhante Nelson Rodrigues. Né? Vamos celebrar o Brasil! Aí, bonitinha, Ari Barroso. Vai, até segunda.

Voz E:Vou cantar-te nos meus versos, o Brasil samba, que dá bambolê, o que faz ginga, o Brasil do meu amor, terra de Nosso Senhor. Brasil, pra mim, pra mim, pra mim. Abre a cortina do passado, tira a mãe preta do cerrado, bota o Rei Congo no Congado. Brasil pra mim, deixa cantar de novo o trovador. America é a luz da lua, toda Cansa do meu amor. Quero ver essa dona caminhando pelos salões, arrastando o seu vestido rendado. Brasil, pra mim, pra mim, pra mim. Brasil, terra boa e gostosa, da morena cestrosa, de olhar indiscreto. O Brasil samba que dá bambolê e o que faz ginga, o Brasil do meu amor, terra de Nosso Senhor. Brasil, Pra mim, pra mim, pra mim. Oh, esse coqueiro que dá coco, onde eu amarro a minha rede nas noites claras de luar. Brasil, pra mim. Ouve essas fontes murmurantes, aonde eu mato a minha sede e onde a lua vem brincar. Ah, esse Brasil lindo e trigueiro é o meu Brasil brasileiro, terra de samba Você acompanhou O É da Coisa na BandNews FM.

Voz F:Oferecimento: BTG Pactual, para quem espera mais de um banco. iFood, os melhores restaurantes com entrega grátis estão no iFood. Tá esperando o quê?

Voz D:Pede iFood já!

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