Episódios de O É da Coisa

O É da Coisa de 03/06/2026, com Reinaldo Azevedo: Lula e traidores; Flávio perdido; Eduardo aloprado

03 de junho de 20261h23min
0:00 / 1:23:33
Participantes neste episódio3
R

Reinaldo Azevedo

HostJornalista
I

Isabela Mota

Co-hostJornalista
A

Alexandre Bentivoglio

ConvidadoJornalista
Assuntos8
  • Tarifas EUA contra BrasilInvestigação sobre práticas comerciais do Brasil (PIX, combate à corrupção, desmatamento) · Investigação sobre trabalho forçado em outros países · Propostas de tarifas de 25% e 12,5% · Reunião ministerial de Lula para discutir as ações · Marco Rubio e sua postura anti-América Latina · Donald Trump e sua estratégia de tarifas · Reação do governo brasileiro e discordância com as conclusões do USTR · Audiência pública para representantes brasileiros e americanos
  • Relação política Trump-Bolsonaro vs. Trump-LulaCríticas de Lula à família Bolsonaro por atuar contra o Brasil · Flávio Bolsonaro e a avaliação de derrota com o tarifácio · Eduardo Bolsonaro e o pedido para punir o povo brasileiro se o irmão perder a eleição · Apoio da extrema-direita mundial a Trump · Reação nas redes sociais e a derrota da família Bolsonaro
  • MultilateralismoLula defenderá o multilateralismo no G7 · Brasil não adotará a política do vira-lata · Críticas ao desmonte do multilateralismo e da democracia · Lula como último grande representante da democracia e do multilateralismo
  • ONG ligada a produtora de Dark Horse· SociedadeSuspeita de fraude em repasses financeiros para produtora · Polícia Federal defende abertura de inquérito separado · Acusações de perseguição política e a autonomia da polícia · Karina Ferreira da Gama e o Instituto Conhecer Brasil · Relação com Mário Frias e o escritório Fábio Lago Meirelles
  • Autonomia da Polícia FederalPostura de Tarcísio em relação às investigações · Pressão contra o governo Tarcísio para impedir investigações · Declaração de Tarcísio sobre a autonomia da polícia
  • Oposição e bolsonarismo com VorcaroHaddad observa militância bolsonarista de cabeça baixa · Relações descobertas entre Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro · Tebet critica a pátria estrangeira e a família Bolsonaro
  • Críticas ao Governo LulaCríticas de Lula a opositores que atuam contra o Brasil · A comparação com a política do vira-lata
  • O Papel da Arte e da CriaçãoMúsica 'O Brasil tá matando o Brasil' de Aldir Blanc e Maurício Tapajós · Referência a Elis Regina e o disco 'Transversal do Tempo' · Livro 'Cartas Portuguesas' de Soror Mariana Alcoforá
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?Voz B

Agora na BandNews FM, o É da Coisa com Reinaldo Azevedo, Isabela Mota e Lucas Belotti.

?Voz E

Oferecimento: BTG Pactual, para quem espera mais de um banco. iFood, os melhores restaurantes com entrega grátis estão no iFood. Tá esperando o quê? Pede iFood já!

?Voz B

O Brasil não conhece o Brasil, o Brasil nunca foi ao Brasil. Começa agora para todo o Brasil mais uma edição de Ué da Coisa. E se a coisa parece confusa, atrapalhada, vem para cá que a gente desconfunde, desatrapalha. Milhões de pessoas acompanham o programa pelo Tidal, pelo BandNewsTV e pelo LG Channel, mas você pode fazê-lo também pelas redes sociais, sempre BandNews FM, ou no aplicativo BandPlay. Boa noite, Isa.

?Voz D

Boa noite.

?Voz B

Boa noite, Lucas. Começamos aí com querelas do Brasil. Dos gloriosos Aldir Blanc e Maurício Tapajós, uma música de 78, eternizada pela Elis Regina no disco "Transversal do Tempo", e a música é autoexplicativa: "O Brasil tá matando o Brasil". É evidentemente um contraste entre o Brasil real, o Brasil que nós temos, o Brasil dos brasileiros, e o Brasil submetido a uma espécie Não de olhar estrangeiro, porque olhar estrangeiro é até bacana, cada um tem, mas interesses eventualmente estrangeiros, e aí eles trabalham com palavras do universo do folclore brasileiro, das coisas do Brasil, e nós sabemos que isso hoje está em confronto mais do que nunca.

Aproveitando para agradecer o Lucas, que hoje se pede da bancada e mais o Lucas, ele vem por temporadas, né? É que nem esses seriados, é por empréstimo, né? Eu, por exemplo, tô vendo House pela 15ª vez só para pegar as frases ali e tal. Obrigado, Lucas, por mais essa participação maravilhosa. E aí é o seguinte, eu falei: ah, Lucas vem amanhã? Não? Então também não vem. Lucas, já peguei agora, não vem também. Então também não vem. Você não vem mais? Você não vem amanhã?

?Voz E

Não, não, não.

?Voz B

Também não vem. Não vem sexta também? Não, também não. Ah, fechou. Tá, vou folgar quinta e sexta. Tem aí, enfim, então acho que amanhã o Alexandre tá de volta, é isso?

?Voz D

Tá de volta.

?Voz B

Alexandre tá de volta aí com vocês?

?Voz D

Eu tô de folga também, vocês vão folgar também.

?Voz B

Ah, tá de folga também? Então amanhã Alexandre— ah, a Isa também falou que ia, o Reinaldo também. Então pronto, a gente falou, chega. Chega! Estamos fora!

?Voz E

Aproveite enquanto há tempo, ouvinte.

?Voz B

Amanhã quem está com Alexandre? Eu nem sei. A Larissa. Amanhã Alexandre, Voglio Bene, bentevoglio, e Larissa fazem o É da Coisa, né, aqui em sexta, e na televisão tem o noticiário da TV, ok? E na segunda estaremos de volta. É isso, tá? Obrigado, Lucas, por mais essa, sempre uma participação brilhante. Muito bem, vamos ter que falar, né, daquelas coisas das pessoas que ficam atuando contra o Brasil e tal. Vamos explicar tudinho.

Você quer saber das coisas, né? Você não quer ficar com preconceitos, com bobagens. Você quer saber das coisas, por isso que vocês a gente está aqui. Não é só pela nossa beleza. Lula, ministros contra traidores e responsáveis. Adivinha do que ele tá falando? E aqui eu quero já de saída falar um troço. Ah, porra, fica aí agora tudo que o Lula fala, porque o Lula também tá fazendo discurso eleitoral, eleitoreiro. Ah, não me diga!

Ah, não me diga! Mas vocês, ô Lucas, ô Isa, essas pessoas querem me matar de surpresa. Não façam isso. Primeiro lugar, não venha me dizer que eu fico muito espantado que político faz discurso político. Eu fico, quando alguém me fala isso, eu falo: meu Deus, é verdade, olha só, isso é sério. E eu não me espanto, porque eu não tenho nada contra política. Aliás, eu adoro política. Eu vim do jornalismo cultural, eu era editor-chefe da revista Bravo, a melhor revista de cultura que já se fez no Brasil.

Aí comecei na política e voltei para política. Eu adoro política, não tenho nada contra política. Ah, mas é que ele vai disputar eleição, então ele não poderia. Como é que é? O Flávio, que também vai disputar eleição, vai para os Estados Unidos, acontece o que acontece. Faz o discurso que faz e o Lula não poderia falar o que ele— O que que há, gente? Qual é? Ah, mas então é tudo legítimo? Bom, é o que nós vamos discutir. Eu acho que ir lá pedir punição para o Brasil não é legítimo.

Aliás, é crime. É bom que saiba. Não acho legítimo. Agora, se levantam a bola na área para o Lula chutar, chutar não, cabecear, né, Lucas? Porque eu burro.

?Voz E

Pois dá uma bicicleta também, se não for de boa.

?Voz B

Dá uma bicicleta, dê uma bicicleta lá. Eu aprendi a dar bicicleta com Reinaldo Azevedo, que é um grande jogador.

?Voz D

Ah, é? Reinaldo Azevedo?

?Voz B

Imagina, você acha? O que eu comentei hoje de manhã, e um monte de amigos ficou surpreso, porque eu falei que eu sei andar a cavalo, falou: você sabe andar a cavalo? Porra! Eu sou do interior, já vem no sangue. Não, não vem, você aprende. Eu não sei dirigir automóvel, mas andar a cavalo eu sei. Muita tecnologia. E tem que tomar cuidado, viu, que o Flávio tá vendo que cavalo é bicho perigoso.

?Voz E

É, ainda mais se for dark, né?

?Voz B

Cavalo se apega, cavalo estranha pessoas. Uma coisa que ninguém sabe: cavalo morde. É, só toma cuidado. Cavalo, toma cuidado, dá uma mordida, é mordida feia. Mas vamos lá, eu gosto de política, eu curto, e acho normal que quando se levanta a bola na rede, agora sim, o outro corta. Teve cruzamento, se der para cabecear, cabeceia. Cruzamento, mas foi feito sem querer, não interessa. Adversário jogou a bola lá, o outro cabeceia. Queria que o Lula fizesse o quê?

Não, gente, vamos com calma, também não vamos explorar a fala do Flávio. Oh, não, não, o Flávio não é nenhuma criança, ele sabe se defender, né? Assim como sabe atacar. Vamos lá, que a gente tem aí.

?Voz D

Reinaldo, o presidente Lula realizou hoje uma nova reunião ministerial para acertar as ações dos titulares das pastas da Esplanada. O encontro começou durante a manhã no Palácio do Planalto E se estendeu até o início da tarde. A reunião foi realizada após os Estados Unidos classificarem as organizações criminosas Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho como organizações terroristas. Além disso, os Estados Unidos concluíram duas investigações comerciais contra o país, com sugestão de adoção de tarifas de 25% e de 12,5% respectivamente.

A primeira, como falamos ontem, diz respeito a diversas práticas do Brasil, como o uso do PIX, de combate à corrupção e até de matamento. Já a segunda aborda negociações com países que supostamente praticam exploração de trabalho forçado. Durante a reunião, Lula voltou a falar que brasileiros fomentaram a decisão americana e chamou esses indivíduos de imbecis. Ele não citou Flávio Bolsonaro. O presidente argumentou também que a articulação prejudica o povo brasileiro e configura traição da pátria.

?Voz C

E confesso a vocês, Que fui pego de surpresa.

?Voz B

Deixando claro aí que quando se diz aqui diz respeito a diversas práticas do Brasil, como o uso do Pix. Sim, eles estão interessados no combate à corrupção, que eles estão dizendo que o combate à corrupção é deficiente. E até desmatamento, que eles estão dizendo que o Brasil não tá combatendo desmatamento. E nós já desmoralizamos todas essas acusações aqui, as duas acusações. A outras. E no caso do Pix, aí nós já explicamos o que é.

Querem o Pix do Lucas. E aí, o Pix do Lucas é do Brasil, é de todos, do Brasil, de todos, do Brasil. Ninguém vai tocar, não vai ser qualquer americano que vai chegar, dá o Pix do Lucas.

?Voz E

Sai, gringo!

?Voz B

É, sai, gringo, para lá! Vamos ver o que o presidente falou.

?Voz C

E confesso a vocês Que fui pego de surpresa ontem com a decisão deles, ontem de ontem. E mais ainda, o que é triste é que tem brasileiros, que eu não vou citar nome aqui, brasileiros fomentando essa briga na perspectiva de que se ele taxar a gente, ele vai prejudicar uma candidatura a presidente da República, sabe? Que o imbecil desse não percebe que quem é prejudicado é o povo, não é o Lula. Ou seja, pedir uma punição ao país na perspectiva de derrotar uma candidatura ou de levar vantagem é de uma grosseria que eu não posso encontrar outro nome a não ser dizer: em qualquer outro país do mundo, em qualquer outro momento histórico, isso seria chamado de traição da pátria.

Isso seria chamado de traição da pátria. É o que ele fizeram. O que não tem, não tem, não tem, não tem explicação. Não tem isso na sociologia, explicação para um comportamento de um grupo de responsáveis como esses.

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?Voz B

E não tem mesmo. Deixa eu dizer uma coisa, eu já falei aqui, aliás, você sabe que esse programa é muito visto, né? Muito visto. Porque eu falei ontem, depois eu vi, não estou dizendo que ele me copiou, porque não precisa, mas o Celso Amorim repetiu para a Mônica Bergamo uma coisa que nós já dissemos aqui nesse programa. Em 64, Não aconteceram coisas assim, desse modo não. Nem os Estados Unidos declararam, como fez Marco Rubio, que o Brasil não era um país aliado, aquele taradinho.

Nem saía gente daqui para ir lá cavar punições ao país como um todo. Tinha conspiração, tinha, tinha conspiradores. Os Estados Unidos conspiraram para derrubar o João Goulart. Tem conspiradores aqui dentro. Alguns dos conspiradores foram punidos pelos militares que tomaram o poder. Carlos Lacerda. Agora, assim, punam o Brasil? Punam os brasileiros? Acreditem, isso é inédito. Isso só os Bolsonaro podem fazer por você. Há coisas de que só eles são capazes.

E diante daquilo que aconteceu, esperavam que o Lula fizesse o quê? Ele fez uma reunião ministerial, até disse, nem precisa botar o vídeo, que os ministros não têm que ir atrás de novidade, têm que entregar agora aquilo que está planejado, tal. Aí é coisa de ajuste de governo, não tem que se envergonhar de nada, tem que fazer as coisas e tal. Muito bom. Agora, nesse particular, é evidente que ele ia fazer esse discurso. E também falei que o Brasil não é republiqueta, pá. Vamos lá.

?Voz E

Reinaldo, durante essa reunião, Lula pediu que os ministros se concentrem nas entregas que ainda estão pendentes e disse aos ministros que não vai aceitar o tratamento que os Estados Unidos deram ao Brasil por conta das recentes decisões. Presidente brasileiro afirmou ainda que o país não é, como você disse, uma republiqueta insignificante.

?Voz C

O que é importante vocês saberem é que nós estamos num momento decisivo para que a sociedade brasileira, eu diria até uma parte da sociedade mundial, reconheça o fortalecimento da democracia no nosso país. A nossa luta para o fortalecimento do multilateralismo, a nossa luta para que esse país não seja tratado em nenhum momento como se fosse uma republiqueta insignificante. Nós somos muito grande, nós temos muita história, e nós não podemos aceitar o tratamento que os Estados Unidos deu ao Brasil esta semana.

Não é possível. Ninguém Ninguém pode dizer que o Brasil se negou a negociar com os Estados Unidos.

?Voz B

E isso é absolutamente verdadeiro. Presta atenção aqui porque a coisa é relativamente complexa, mas absolutamente destrinchável. Ei, fala, meu bom brasileiro, se não existissem os Bolsonaro, o Trump estaria fazendo essas coisas? Muito provavelmente sim, porque é da natureza, é intrínseco ao modo como ele entende política. E ao modo como ele entende o papel dos Estados Unidos no seu embate com a China. Embate, diga-se de passagem, que os Estados Unidos já perderam.

A China já ganhou. A única hipótese— é terrível que eu vou falar aqui porque é escatológico no sentido fim do mundo. A palavra escatológica tem dois sentidos: diz respeito ao fim dos tempos e diz respeito a coisas sujas, que mexe com cocô. Eu estou falando da escatologia do fim dos tempos. Tem uma visão que é escatológica. Se houver uma guerra nuclear vis-à-vis Estados Unidos-China, os Estados Unidos ganhariam. Mas quem ganha com uma guerra nuclear?

Se a Rússia for aliada da China na guerra, Aí sim, a Rússia sozinha tem mais ogivas que os Estados Unidos, ela sozinha. Quem ganha na guerra nuclear? Ninguém. Num cenário, porque o mundo pode explodir, pode acabar. E eu fico pensando, vou acabar com as minhas coleções, Lucas, sacanagem, entendeu? Agora, num cenário em que não haja o fim do mundo, os Estados Unidos já perderam pra China. Esse é o ponto. Qual é o papel do Brasil nisso?

O papel do Brasil nisso, num cenário em que o mundo não acaba, é encontrar o seu lugar, por exemplo, como segundo A segunda reserva de minerais críticos. Muito provavelmente o Trump tá jogando duro com o Brasil porque tá esperando que o Brasil, no caso dos minerais críticos, e o Lula chegou a tocar nesse assunto, diga assim: "Tá bom, Trump, vamos fazer o seguinte, você para de encher o nosso saco e você leva os nossos minerais críticos." Não vai acontecer.

Não vai acontecer. Mas ele pressiona, ele pressiona, e ele sabe que ele tem aliados aqui dentro, que eu comentei ontem. Isso não tem lugar nenhum do mundo. A Itália é governada pela extrema-direita. Existe uma extrema-direita italiana que aceita as imposições do Trump contra os interesses da Itália? Saibam, a resposta é não. A resposta é não. Mesmo na Alemanha, a resposta é não. A extrema-direita francesa da Marine Le Pen é uma extrema-direita que, quando Trump veio com tarifa, aplaudiu?

Não. Atenção, a extrema-direita no mundo, mesmo aquelas simpática Trump não aplaudiu o tarifácio. Só uma extrema-direita aplaudiu no mundo. Adivinha qual? Adivinha quem? A nossa, o bolsonarismo. Ah, não aplaudiu? Aplaudiu, agradeceu. Até porque o Trump, né, ligou o tarifácio as exigências para fazer, querendo, ah, acabe com o processo contra Bolsonaro e tal. Eu nem acho assim, será que o Trump falou, Flávio, eu vou agora botar tarifa lá para prejudicar, aí o Flávio falou, tá bom.

Não, não acho que tenha sido assim. Mas atenção, quem é que se coloca aqui como subserviente a eles? Quem é que mandou uma carta ao Trump explicação da economia brasileira, que nem é o governo, explicação da economia brasileira. É uma gente que não sabe discutir com Trump sobre dois apoios. Isso é contra o interesse do Brasil, isso é contra o interesse das empresas industriais, isso é contra o interesse do agro, isso é contra no caso do PCC, não sei o quê, já vimos, é contra o mercado.

Além de ser crime, além de ser crime, porque, por exemplo, no caso, nós temos o artigo 359-I do Código Penal, de você se associar a uma nação estrangeira para fragilizar o país do ponto de vista militar. É crime. Ah, eles não fizeram isso. Fizeram. Que quando os Estados Unidos consideram PCC e Comando Vermelho organizações terroristas internacionais, isso dá à CIA licença para operar aqui no Brasil secretamente. Sabe quem tá furioso com isso?

Sabe quais são as pessoas? Os militares estão furiosos com os maninhos. Até aqueles que têm simpatia por eles, porque a partir de agora, enquanto durar esse troço, sabotadores da CIA podem atuar aqui dentro sem avisar ninguém, porque eles não avisam. Estão cometendo crime. E é justo que isso Com a devida vênia, isso é conversa de governante, de estadista, e não de quem leva a vida de rastro, que é poeira do chão. Nós vamos voltar ainda a falas do Lula, mas é preciso que você saiba que em relação— que os Estados Unidos resolveram incluir o Brasil numa nova lista de punições nações.

Resolveu meter taxa em mais 60 países. O Brasil tá entre os 60, tá até a Suíça lá, tá a China. Mas tem mais taxa, tem mais taxa, porque é o truque do Trump. Eu já vou explicar como ele perdeu na Suprema Corte. Como a Suprema Corte disse que as taxas são inconstitucionais, ele tá recorrendo a outros instrumentos para desrespeitar decisão judicial. Agora, em relação a essas tarifas que foram possíveis anunciadas, que tem a ver com PIX, com desmatamento, nós— ao Trump não pode ver uma plantinha.

O Isa, o Trump vê uma plantinha, ele faz poesia para plantinha. Ele vê um bichinho, ele fala: mas que coisa bonitinha! Tinha, precisamos cuidar do meio ambiente. A gente olha para a cara dele, vê o amor pela natureza, não é? Inclusive ele que é um homem contra a natureza. Porque, Rei, vocês conhecem alguma outra pessoa que seja cor de laranja? Não, ele é o único, né? Então assim, coisa de desmatamento, que ele se preocupa demais.

Agora ele tá preocupado, vocês vão ver, com uma nova tarifa, trabalho escravo. Agora, em relação a essa primeira, que é tomar o piques do Lucas, desmatamento, essa coisa, o prazo é 15 de julho. O Brasil tem que dar uma resposta. Não tenho dúvida, se o Lula chegasse e dissesse: outra vez, você quer minhas terras raras? "O PIX pode ficar com você, pronto, é seu. E também você quer o PIX? Pode ficar com o PIX e pode ficar com a terra rara.

PIX mais terra rara, mais terra de ninguém, pronto." E aí acaba a tarifa. Acaba a tarifa e acaba o país. Então isso não vai acontecer. Isso não vai acontecer. Aí tem algumas entidades cobrando, cobrando o governo. Que vão lá cobrar os Bolsonaro que vocês apoiavam, essas pessoas fofas, queridas. Mas vamos lá, 15 de julho.

?Voz D

Antes da aplicação definitiva de qualquer sanção ou medida corretiva por parte dos Estados Unidos, o governo Trump vai realizar uma audiência prevista para o dia 6 de julho para ouvir representantes de organizações brasileiras e americanas. Entidades do Brasil poderão enviar comentários sobre a investigação do Escritório de Comércio dos Estados Unidos, o USTR. Os comentários podem ser protocolados no próprio site do escritório.

Quem quiser comparecer à audiência pública do governo americano tem até 22 de junho de 2026 para enviar a solicitação de comparecimento. Os comentários devem ser enviados ao USTR até 1º de julho, A audiência será realizada no dia 6 de julho e a definição sobre as tarifas se dará até o dia 15 do mesmo mês.

?Voz B

Exatamente um ano depois da abertura da investigação, porque ele mandou a carta ao Lula, aquela em que ele pedia para acabar com o processo Bolsonaro e anunciando que abriria a investigação com base na tal Seção 301, foi no dia 9 de julho. E no dia 15 Foi aberta a investigação com esses mesmos itens de agora. As explicações foram dadas. É como se não se demonstrou tudo. As práticas desleais, o quê? O Brasil tem déficit com os Estados Unidos.

Ah, mas o etanol tem 18%. O etanol tem 18%, mas há outros produtos que têm zero. Todos os países nas relações bilaterais fazem um mix de taxas. Para que seja razoável para todo mundo, dentro do razoável. Vai adiantar? Não sei. O Brasil vai conversar, vai conversar enquanto puder conversar, vai conversar. Agora também pensa o seguinte, hein: já tivemos taxa de 50% e o Brasil aumentou as suas exportações. Não tô dizendo que é bom, hein.

Não é bom. O ruim não é bom. O ruim segue sendo ruim. Agora, se você com o ruim aproveita para ganhar mais mercados, e isso aconteceu, não é que o ruim foi bom, é que o ruim o motivou para coisas novas. Nossa, ficou parecendo papo de coach. Não é. O ruim é ruim. Agora, Se você avança a partir daí, e o Brasil avançou, tanto melhor. Mas eu vou mandar uma carta, vou mandar uma carta ao Trump, né? Vou mandar uma cartinha para ele. Vai, vamos lá. O que que tem, Renato?

?Voz E

Presidente Lula disse que ainda vai enviar sim uma carta a Trump para provar que os Estados Unidos estão errados. Ele reforçou inclusive que o Brasil será sempre a favor da paz no mundo.

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?Voz C

A uma violência desnecessária. E todos eles sabem que se a gente tiver um conflito mais sério, que for necessário utilizar armas nucleares, a gente não tá ganhando de um país, a gente tá destruindo o planeta Terra. E isso o Brasil se colocará sempre contra, porque para nós ou é a paz ou não é nada.

?Voz B

Bom, vou mandar uma, portanto vai mandar uma carta tratando certamente dessas questões que dizem respeito ao Brasil e ao equilíbrio mundial, porque mais adiante vocês vão ver ainda hoje, né, o Lula falou, o Lula se tornou o último grande representante de uma grande democracia democracia, que é a favor do multilateralismo e, portanto, daquilo que o capitalismo produziu de bom nas relações internacionais. O Luca não vai ter uma carta de amor, viu?

?Voz E

Infelizmente não.

?Voz B

Claro que tem uma química, tem, viu, Isa? Tem uma química, mas não vai ser uma carta assim daquelas apaixonadas. Tá. Aliás, vocês querem ler carta apaixonada? Leiam Cartas Portuguesas, da Soror Mariana Alcoforá.

?Voz D

Momento Cultural.

?Voz B

Freira portuguesa do século XVIII que se apaixona por um capitão francês, né, Noël Bouton, que prometeu tudo a ela e foi embora, louca, ziza. Oi, que largou a freirinha lá. As cartas são maravilhosas, são devastadoras. Leio, não vai ser dessa, eu vou lá fazer exigência. Agora atenção, voltaremos à Lula ainda. Estados Unidos, novas tarifas. Agora pega o Brasil também, que pode ser de até 12,5%. É uma lista de 60 países, o Brasil tá no meio, tarifa de 12,5%.

Também essa com os Bolsonaro ou sem os Bolsonaro viriam, mas se o Trump pode contar com os banana aqui, melhor, né? Melhor. Ele tá usando um truque. Qual é o truque? A Suprema Corte disse: não pode, tarifa inconstitucional. Tá bom, eu vou apelar a outras leis para ter as tarifas, mesmo prejudicando o povo americano, mesmo desorganizando as cadeias produtivas no resto do mundo. E daí? E daí? Como diz Thomas Friedman, articulista conservador de direita, mas a direita democrática, Ele virou um bandido em chefe nos Estados Unidos.

Em artigo publicado no New York Times. Né? Nós vamos ver detalhes. Mas vamos lá, o que que a gente tem aí das novas tarifas?

?Voz D

Como já citamos aqui em Ué da Coisa, o escritório do representante de comércio dos Estados Unidos, USTR, divulgou hoje uma nova análise que também inclui o Brasil. Trata-se da investigação sobre o suposto uso de trabalho forçado por 59 países e a União Europeia. Segundo o relatório, embora o Brasil afirme proibir importações produzidas com trabalho forçado por meio de compromissos em acordos de investimento e de comércio, essas disposições não vedam legalmente a importação para comercialização no mercado doméstico de produtos fabricados total ou parcialmente com trabalho forçado em outros países.

Ou seja, o argumento não é o uso de trabalho forçado no Brasil, mas sim o fato, segundo os EUA, de o país comprar de outras nações que não adotam boas práticas trabalhistas.

?Voz B

Ai meu Deus, quem já queimou a bunda comendo um cachorro quente lá nos Estados Unidos, com aquelas empresas que nem refeitório tem, né, em Nova York? Nossa, olha, se tem um país que respeita direito trabalhista, os Estados Unidos. É muito impressionante. Agora, de qualquer modo, Presta atenção. Reinaldo, você acha que os países têm de ter compromisso em não importar coisas de países que usam trabalho escravo? Acho, desde que fique caracterizado que use.

Acho, acho uma boa ideia, sempre que possível. Agora, o Brasil não é gerente do trabalho dos outros, mas o que os Estados Unidos estão fazendo Prestem atenção, eles elegeram alguns produtos que interessam a economia americana e estão falando ao Brasil: vocês não podem importar esses produtos desses países aí que estão na nossa mira. Por quê? Porque não estão cuidando dos nossos interesses. Mas nós vamos, assim como nós estamos metendo, ameaçamos meter taxa em cima de vocês de 25%, acusando vocês de desmatamento, e o Trump não gosta nem de plantinha, né?

Eu vou usar agora a questão do trabalho forçado. Crio uma lista de produtos que me interessa e imponho aos outros países. Aí tem a lista, vamos para 6 direto. Tem a lista de produtos que embasa as novas ameaças, que aí, vejam vocês, aí seriam importações que o Brasil faz, mas que teria origem em países que usam trabalhos forçados. E então, não quero mais, e se vocês continuarem, eu vou meter tarja em vocês. quais são?

?Voz E

O documento que está disponível na página do USTR traz uma tabela que mostra se os países importaram produtos que teriam sido feitos com trabalho forçado no período entre 2021 e 2025. Esse documento aponta ainda se as nações importaram os mesmos produtos dos Estados Unidos, nesse caso sem trabalho forçado. São 6 mercadorias listadas: alumínio, algodão, eletrônicos, baterias de lítio, tabaco e arroz. O Brasil é acusado de comprar 5 desses produtos fabricados com desrespeito às normas trabalhistas.

A exceção é apenas o arroz. Para as economias do Brasil e de outros 53 países, o governo americano propõe uma tarifa adicional de 12,5%, 12,5%. Junto com a sugestão dessa taxa, foi divulgada também uma lista de produtos brasileiros que estão isentos. E essa lista inclui a carne bovina, peças de aviões, suco de laranja, café, petróleo, terras raras e metais. Todos produtos, claro, que interessam aos americanos.

?Voz B

É, mas aqui já é da outra coisa, né, daí das exportações e tal. Agora, é, isso é coisa que o Brasil importa, aqueles primeiros produtos, esquece esses outros, aquilo que o Brasil importa. Se metendo nas importações. É claro que eles estão cuidando dos interesses deles, disfarçando de defesa de boas relações de trabalho. O governo reagiu. Vamos aí, tem um negrito aí, o primeiro e o terceiro parágrafo, vai.

?Voz D

O governo brasileiro manifesta profunda discordância com a conclusão preliminar anunciada ontem pelo USTR relativa à investigação da Seção 301 sobre proibições de importação relacionadas ao trabalho forçado, penalizando indiscriminadamente 59 países e a União Europeia. É um absurdo tentar associar a competitividade da economia brasileira a insumos externos obtidos por meio de comércio que viole a dignidade humana. A Organização Internacional do Trabalho reconhece há décadas o Brasil como referência internacional no combate ao trabalho forçado, graças à combinação de fiscalização, responsabilização, cooperação institucional e compromisso político.

?Voz B

Exato, eu insisto, o Brasil já toma esses cuidados. Agora, pode acontecer, mas é a velha história, eles Não, Trump não tá preocupado com o trabalho de ninguém. O Trump não tá preocupado com o trabalho de ninguém. Ele tá preocupado em meter taxa. Agora, o Brasil tá disposto a dar as informações necessárias. Agora vocês imaginem, 25% Mais 12,5% no pior cenário, pode chegar a 37,5%. Mas eu lembro que o Brasil no pior cenário ficou com taxas de 50% e se deu bem, e deu tudo, não deu tudo certo.

Claro, o comércio com os Estados Unidos caiu, né, a balança comercial com os Estados Unidos obviamente se tornou ainda mais necessária. De toda sorte, o Brasil ampliou o seu comércio. Mas vamos lá, só para deixar claro o mal que eles podem nos fazer.

?Voz E

Vamos lá, vamos lá, Reinaldo. Ainda nessa nota do governo, né, que já pulei. Vamos lá. Com a conclusão das investigações que miram diversos países, entre eles o Brasil, as novas tarifas propostas pelo governo Donald Trump podem se somar. Inclusive, na segunda delas, o USTR sugeriu uma taxa de 25% por causa de práticas comerciais irrazoáveis, nas palavras deles, do Brasil. Agora, segundo integrantes do governo Lula e também especialistas do setor privado, esse valor pode se somar aos 12,5% recomendados na investigação sobre trabalho forçado que a gente trouxe há pouco.

Isso elevaria, portanto, tarifácio contra itens nacionais a 37,5%. Ainda ontem, como falamos aqui, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, disse que a tarifa de 25% se aplicaria a cerca de 21% dos produtos vendidos aos americanos. A Câmara Americana de Comércio para o Brasil disse em nota que caso as duas investigações se tornem de fato tarifas, determinados produtos brasileiros vão poder sim estar sujeitos a taxas adicionais acumuladas de até 37,5%.

?Voz B

É, então Prestem atenção aqui. Nós temos as taxas de 25,5% para aquela lista de produtos que eles tinham divulgado em razão de Pix e tal. Aí, porque o Brasil importaria produtos de países que usam trabalho forçado, teria uma taxa de mais 12,5%. Os produtos que já estavam livres da outra taxa continuam livres, que são importantes para os Estados Unidos. Então o Brasil pode continuar a exportar livre de taxa. Os que não estavam podem ter taxa de até 37,5%, tá claro?

Ficou claro? Então vamos lá, taxa de 25% Pega 21% lá dos produtos, vai ter taxa de 25%, porque o Brasil se comportou muito mal. Taxa de mais 12,5% em razão de o Brasil fazer importações de alguns países que eles acham que usam trabalho escravo ou trabalho forçado. Os produtos que já estavam livres, já estavam livres, continuam livres. Mas os outros pode ter até 37,5. É isso porque Trump se preocupa com a humanidade? Acho que não, né? O chanceler brasileiro tá falando, conversou, conversou com o Jameson Greer.

?Voz D

Vamos lá. O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, se encontrou rapidamente com representante do comércio dos Estados Unidos, Jameson Greer, nesta quarta. Informação foi confirmada, a produção do a mesma coisa por fontes diplomáticas. O encontro aconteceu às margens da plenária da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, OCDE, que acontece na França. Segundo o relato, Grier se aproximou de Vieira para um cumprimento e disse que está dialogando com o Brasil, que há um contato fluido e que quer continuar as negociações.

O chanceler Mauro Vieira reforçou que disposição do Brasil segue a mesma e que recomendações de adoção de tarifas feitas pelo USTR demandam que as se intensifiquem.

?Voz B

Vamos ver. Faz um ano que o Brasil tá conversando, não adiantou nada. Lula no G7, maior líder em defesa do multilateralismo. Vamos lá.

?Voz E

Ainda durante a reunião ministerial da qual já falamos hoje, Reinaldo, Lula afirmou que irá ao G7 na França para defender o multilateralismo. Ele ainda reforçou que o Brasil não vai adotar a política do vira-lata.

?Voz C

Vamos ouvir. Nós resolvemos decidir que esse país não adotará mais a política do vira-lata diante das grandes potências. Nós não somos melhor do que ninguém, mas também não somos pior. Nós queremos respeitar todo mundo, mas nós também queremos respeito. E é assim que a gente vai continuar tratando esse país. É assim. E aí vocês, ministros, Não pode deixar de dizer isso, de dizer isso alto e bom som. Estão tentando trair o Brasil com interesses mesquinhos, com interesses rasteiros de uma disputa eleitoral.

Então, nessa reunião aqui é uma arrumação de discurso para todo mundo. Ninguém tem que ter medo de nada, porque a gente não vai baixar a cabeça. A gente vai continuar fazendo aquilo que nós sabemos fazer. Vamos continuar conversando com todo mundo. E a gente, eu nem ia no G7, agora eu vou. Nem ia em Evian, mas agora eu vou no G7, porque é preciso, é preciso alguém tentar colocar ordem na casa e dar um paradeiro nessa coisa que está acontecendo de desmonte do multilateralismo, desmonte da democracia e desvalorização das instituições.

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?Voz B

Olha, eu nos meus 34 anos, é que eu tô que nem o Butto, né? Tô ficando mais jovem. Isso. Benjamin Butto. 64 anos, evidentemente não estava preparado para ser um líder histórico da esquerda brasileira, ainda que da esquerda democrática, que é o Lula, né, ser aquele que defende o multilateralismo. Multilateralismo que se tornou irmão gêmeo da globalização do processo capitalista. E hoje é o único líder verdadeiramente importante que faz isso.

A Alemanha já era como liderança, aquele merda de nada. Macron tá meio perdido, né? A Itália não tem grandeza para isso, tamanho, importância para isso, é o Brasil, é o Lula. Oh, que absurdo! É o Lula. A defender o multilateralismo? Sim. Quem que está defendendo? Não será o Trump, não é? É o que temos. Isso é verdade, tomara que vá no G7 e que fale o que tem que falar. De resto, eu vou vender para quem quiser comprar. Eu tenho.

Quer comprar? Vamos comprar. Quer fazer? Vamos fazer negócio. Vamos expandir os negócios. Hã?

?Voz D

Aí. No discurso, o presidente reiterou que o Brasil fará negócios com quem quiser comprar produtos brasileiros. Segundo Lula, o governo não ficará chorando ou reclamando e sim vai buscar novos parceiros comerciais.

?Voz C

Se os Estados Unidos quer problema, ele tem o direito de não querer. Agora nós não vamos ficar chorando, nós vamos procurar outros parceiros. Se ele não quer comprar, a gente vai vender para quem quiser comprar. A gente não vai ficar reclamando. Se não quiser investir aqui, nós vamos procurar outro. O que tem que saber O que tem que saber é que o Brasil é dono do seu nariz. Isso aqui é um país democrático e soberano, e por conta dessa soberania nós faremos tudo que for necessário.

Não cederemos. Quem quiser explorar terras raras daqui vai ter que falar com o governo brasileiro. Quem quiser explorar minérios críticos vai ter que conversar com o governo brasileiro. Acabou. Acabou, sabe, aquela história de levar todo o nosso ouro para fora para pagar dívida de Portugal com a Inglaterra, sabe, depois levar todo minério de ferro como continua levando, e a gente ganha menos do que deveria ganhar com isso.

?Voz B

Vocês viram aí as terras raras, né? De repente entrou aí Insisto, o Trump tá jogando pesado, joga pesado com outros países, mas joga pesado com o Brasil também, quer as terras raras, mas só que ele não quer negociar. Ele não quer negociar. E o Lula tá falando: assim não vai ser. E aí, corretamente, deu uma descascada no Marco Rubio. Aquele que, audiência no Senado nos Estados Unidos, colocou o Brasil como adversário dos Estados Unidos, que insisto, nunca tinha acontecido, nem 64. Aí o Lula deu uma chapuletada nele. Vai lá.

?Voz E

Presidente retrucou a declaração de ontem do secretário de Estado americano, Marco Rubio, em uma audiência no Senado dos Estados Unidos. Marco Rubio, vale lembrar, colocou o Brasil como adversário dos americanos.

?Voz C

Lula então respondeu: eu já tinha dito e vou dizer para vocês, ao presidente Trump, esse Marco Rubio não gosta da América Latina e muito menos do Brasil. Ele é um latino-americano frustrado. Não sei se ele nasceu em Cuba, me parece que ele nem nasceu em Cuba, mas que ele é filho de pessoas que nasceram em Cuba. Então o comportamento dele com relação à América Latina, inclusive eu espero que o nosso Senado, Jacques Wagner, responda.

Ele falou ontem no Senado que ele tá muito feliz porque eles estão conseguindo fazer a América Latina, com exceção do Brasil, com exceção da Nicarágua, com exceção de Cuba e com exceção da Colômbia, está fazendo a América Latina muito, mas muito próxima dos Estados Unidos. Ele não sabe que nós já sabemos. Que antes dessa jogada deles, esse país foi vítima de golpe em 1964, e naquele tempo articulado por embaixadores americanos no Brasil.

Nós sabemos disso. Então é importante que eles saibam que nós conhecemos a história. É importante que eles saibam que nós não queremos guerra.

?Voz A

É importante que eles saibam que nós queremos construir a narrativa verdadeira de uma relação que já dura This week at Safeway and Albertsons, 6 to 16 ounce selected varieties of strawberries, raspberries, or blackberries are $1.99 each, limit 3, member price with coupon. And extra meaty pork back ribs or St. Louis style spare ribs, bone-in, previously frozen, are $2.99 per pound, limit 2. Limit 4, member price with coupon. Plus, medium avocados, colored bell peppers, or English cucumber sold by the each, or tomatoes on the vine, or sweet onions sold by the pound are $0.99, member price.

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?Voz B

Que ele falou. E aliás, o Trump falou, falar Marco Rubio rapidamente, que ele pensa numa chapa republicana que seria o J.D. Vance, que é o vice dele hoje, né, como candidato à presidência, titular dos republicanos, e o Marco Rubio como vice do J.D. Vance. Aí já é o começo do apocalipse, né, é o começo do apocalipse. Aliás, talvez até esteja torcendo, porque de fato viraria uma chapa de gente tão aloprada, né, que talvez facilita o trabalho dos democratas.

E até aliados de Flávio avaliam que o tarifácio é uma derrota que cai no colo dele.

?Voz D

Vamos lá. Segundo a Folha, integrantes do Centrão e também aliados de Flávio Bolsonaro avaliam que a eventual imposição do novo tarifácio de 25% sobre produtos brasileiros por parte dos Estados Unidos será um revés para a campanha presidencial do senador. A decisão sobre efetivar ou não as tarifas cabe ao presidente americano Donald Trump. No entanto, de acordo com a Folha, O entorno de Flávio diz acreditar numa virada de jogo em prol do senador, apesar de terem identificado certa desorientação e omissão do parlamentar nas primeiras manifestações sobre o tema.

Enquanto Flávio tem sido responsabilizado por Lula pelo eventual tarifaço, os aliados do filho de Jair Bolsonaro tentam distanciá-lo da crise, sem sucesso.

?Voz B

É, e tomaram uma sova nas redes, mas uma sova que foi, olha, a família Bolsonaro, o Trump. Porque entenda o seguinte, tem um grupo ali, 18, 19, 20%, sei lá, do eleitorado que é bolsonarista, não importa o que aconteça. Lucas, se pegarem um Bolsonaro dando peteleco na orelha de uma criança, roubando pirulito, vamos falar: a criança fez alguma coisa que mereceu. Tem, não importa o quê. Quando vai para eleição, chega perto ali, 40, 40 e tantos por cento, porque tem um monte de gente que acaba votando num deles porque não quer o PT, não quer o Lula.

Ok. Agora, essa parcela também que não quer o PT, não quer o Lula, mas também não quer tarifa, não quer o Brasil lá de joelhos, entende? E aí reage mal, mesmo não gostando do PT, reage mal porque sabe que prejudica o país, né? E aí as redes reagiram, eles apanharam muito.

?Voz E

Vamos lá, vamos lá, Reinaldo. Anúncio do eventual novo tarifácio dos Estados Unidos contra o Brasil provocou uma enxurrada de publicações que repercutiram nas redes sociais. Entre todo dia de ontem e amanhã de hoje, até às 9 horas da manhã, foram registradas mais de 8 milhões de interações sobre esse tema entre curtidas, comentários e compartilhamentos, contando também as plataformas X, Instagram e Facebook. A informação é da Nexus, uma empresa especializada em pesquisa de opinião e inteligência de dados.

O levantamento foi publicado pela jornalista Miriam Leitão, do O Globo. Entre perfis alinhados ao governo e internautas de esquerda, circularam hashtags críticas aos bolsonaros, utilizando declarações de Lula para acusar a família de atuar nos Estados Unidos contra os interesses do próprio país. Já nas contas da oposição, de influenciadores de direita, houve uma defesa do senador, é claro, sob o argumento de que a taxação americana é resultado, na verdade, do isolamento diplomático promovido pelo Planalto.

?Voz B

É papo furado. E aí o Flávio já tá tentando faturar com eventual recuo de Trump, se houver, né, dizendo que afinal de contas ele pediu. Olha aqui, nessa coisa, especialmente na guerra do PIX, Essa não tem guerra porque o Flávio já perdeu. Flávio já perdeu. Estão tentando fazer graça porque ontem Lula em Catalão, Goiás, o Lula levantou um cartaz dizendo que o Pix era do Brasil. Aí vai o Flávio, repete um cartaz, pega o mesmo cartaz e coloca o Pix é do Bolsonaro, do Brasil e do Bolsonaro, como se o Bolsonaro tivesse criado o PIX, o que é mentira.

PIX começou a ser criado no governo Temer, é coisa do Banco Central. No dia 5 de outubro de 2020, o Bolsonaro lá, até aliado seu: "Ô presidente, fala aí do PIX", uma coisa assim, "fala do PIX, explica, olha que coisa legal o PIX". O Bolsonaro respondeu, ele tava tão informado sobre o Pix, era tão dele o Pix que ele respondeu isso aqui. Coloca aí, vai.

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?Voz B

Não, sim, o Pix é dos brasileiros e vocês estão querendo oferecer de bandeja para o Donald Trump em troca do apoio dele para eleição. Mas acho que o tiro tá saindo pela culatra. É isso aí. Oh, é da coisa. Muito bem, estamos de volta. Nós vimos aqui ontem, eu até elogiei Mas apontando que evidentemente é uma questão política, que o Tarcísio de Freitas não entrou no papo dos bolsonaros dessa vez. Ele é bolsonarista, que fique claro, mas ele não caiu na conversa e nem repetiu as pusilanimidades de Zema e Caiado, que mais uma vez se negaram a criticar o Trump pelas tarifas e os Estados Unidos.

E vou criticar o Lula, é o Lula, vira tara, né? Então o Tarcísio falou: opa, peraí, tem uma eleição que parece decidida, mas você sabe que como a gente a gente brinca aqui, né, lembrando chacrinha, eleição só acaba quando termina também, né. Enfim, tá longe ainda, não tá tão perto assim eleição. O Tarcísio vai querer se grudar é a tarifa?

?Voz D

Não.

?Voz B

E ele tem adversários que são adversários importantes aqui em São Paulo, o E um deles, e o governo, né, vai disputar com, entre outros, o Fernando Haddad do PT, que falou que os bolsonaristas andam meio de cabeça baixa. Vamos lá.

?Voz E

Ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo afirmou nessa terça-feira que observa a militância bolsonarista de cabeça baixa. Tudo isso em razão das sanções aplicadas pelo governo norte-americano e das relações descobertas entre Daniel Vorkar, dono do Banco Master, e o senador Flávio Bolsonaro, provável adversário do presidente Lula em 2026. Disse o seguinte Haddad: eles estão desorganizados com toda a confusão que armaram.

É Trump de um lado, master do outro. Quando você vai numa cidade do interior que antes tinha blitz bolsonarista ameaçando na porta da cidade, acabou isso aí, não tem mais isso, tá tudo mais quietinho. Eles ainda não são valentes, eles ainda são valentes nas redes sociais, mas no presencial estão todos com a cabeça baixa porque eles sabem o que fizeram com o país. Haddad participou nessa terça-feira à noite de um debate sobre o plano de governo no Sindicato dos Engenheiros em São Paulo, voltado para políticas de habitação.

Ao longo do discurso, ele alfinetou Flávio outras vezes, inclusive quando disse, por exemplo, que os paulistas querem moradia digna, mas não precisam de mansão. Flávio adquiriu uma casa bonita em Brasília no valor de R$ 5.970.000, isso em 2021. Bonita é que meu padrão é alto.

?Voz B

É, modo de dizer, assim, ó, nem é tão bonito, porque também dinheiro não é gosto, né, necessariamente. Agora, o Lucas, é uma casa rica, mas é rica, é podre de rica. Aliás, tá aí uma boa designação para aquela casa: podre de rica. A Simone Tebet, candidata ao Senado também aqui em São Paulo, razão do cuidado do Tarcísio, também, também falou. Que que ela disse?

?Voz D

Vai lá. A ex-ministra do Planejamento Simone Tebet concedeu uma entrevista à BBC Brasil e fez a seguinte avaliação sobre a atuação política da família Bolsonaro: a família Bolsonaro é uma coisa só. O deus deles, Deus, Pátria e Família, não é o mesmo deus nosso. A pátria não é pátria brasileira, é a pátria estrangeira. A família, quem faz pela família brasileira, quem sempre fez pela família brasileira, é quem entrega a casa popular, é quem garante a quem mais precisa o Bolsa Família, é quem coloca o pobre na universidade, é quem garante cultura, educação, investimento no futuro em ciência, tecnologia e inovação.

Isso tudo quem fez foi o Lula 3, e quem destruiu e deixou de fazer foi o ex-presidente Bolsonaro.

?Voz B

Hão de dizer: "Discurso eleitoral." Sim, sem dúvida, discurso eleitoral, assim como o Tarcísio, que nós demos aqui ontem, elogiamos a postura, cuja postura elogiamos também, né? Também, porque no passado ele elogiou. Elogiou. No passado ele resolveu atacar o Lula. Dessa vez ele falou: "Bom, passou dos limites." E como ele tem adversários que são adversários com poder relativo ainda, mas a coisa pode crescer. Simone Tebbitt, por exemplo, aparece como favorita em todas as listas aí na disputa pelo Senado.

É isso aí. O É da Coisa. Muito bem, estamos de volta. Olha aqui, não tô falando Só para lembrar, Pedro, depois você coloca no corte certo. Eu não falei da questão de desmatamento, que o Trump adorava plantinha? Aliás, ontem eu falei aqui do documento dos Estados Unidos, né, Farm in the Hill, Forest in the Air, né. O governo Donald Trump pretende desativar o sistema de observação das profundezas oceânicas, considerado crucial para a compreensão das mudanças climáticas.

A medida, segundo as autoridades, economizaria 48 milhões de dólares, 246 milhões, imagina para os Estados Unidos por ano, levou os democratas a afirmar que vão lutar contra o plano. O sistema custou 368 milhões, 1,8 bilhão, ou seja, o compromisso dele com o meio ambiente obviamente é zero. Ele tá lá se lixando para desmatamento no Brasil, né? O que ele quer é aplicar a política dele de tarifas. E aí para isso ele se torna até ambientalista. grana para Dark Horse em um novo inquérito. Tem que ser um novo inquérito.

?Voz E

Um, vamos lá, vai, vamos lá, Reinaldo. Diretor-Geral da Polícia Federal Andrei Rodrigues defendeu abertura de um inquérito para apurar a suspeita de fraude envolvendo repasses financeiros de instituições públicas para produtora responsável pelo filme Dark Horse. Vamos ao que afirmou Andrei Rodrigues em uma entrevista à Globo News. No entendimento da nossa área técnica, sim, há necessidade de um inquérito, um processo separado, porque precisa se analisar novos elementos que foram trazidos agora, no eventual suporte de pessoas no exterior que estão aí confabulando e articulando contra o Brasil, inclusive coagindo no curso do processo, como é o caso de um processo que já está em andamento.

?Voz B

Deixando claro que ele não ficou fazendo militância, tem que abrir o quê? Ele foi indagado a respeito. Veja só essa história do financiamento o filme. Por que ele tá falando isso? Porque financiar filme não é crime, receber financiamento de filme não é crime. Se o dinheiro foi usado para outra coisa, por exemplo, financiar gente que atua contra o Brasil lá fora, aí é outro papo. Se foi usado para Caixa 2, aí é outro papo. Enfim, é o uso desse dinheiro que tá cada dia mais obscuro.

E aí não tem que ser no âmbito da investigação do master necessariamente, que dá dinheiro para fazer filme, patrocínio, tudo bem. Só que aí é o dinheiro, a destinação, o uso do dinheiro que precisa de inquérito próprio, tá claro que eu falei? Aí sim, aí é outra coisa. E por falar em coação no curso do processo, o Ministro Alexandre de Moraes liberou para julgamento ação penal contra Duarte por coação no curso do processo. E o presidente da primeira turma, Flávio Dino, marcou para 16 de junho a sessão a qual o colegiado decidirá se ele será ou não condenado.

Eu nunca vi uma imputação criminal com tantas provas. É claro que ele vai ser condenado. Esse é um caso em que a condenação pode se dar por excesso de Quantidade de vídeo que ele gravou fazendo ameaças. E ameaça Gilmar, que nem era da primeira turma, e ameaça Alexandre de Moraes, e ameaça os outros ministros, e ameaça o procurador-geral da República. Evidentemente, né, ameaça sendo feita o tempo todo, e portanto coação no curso do processo.

É o que temos, né? Go up! Delegados rebatem acusação feita por Nunes e dizem que investigação tem que ser feita, é independente, é autônoma. Vamos lá.

?Voz D

Associação dos Delegados de Polícia Civil do Estado de São Paulo, ADPECSP, criticou o senador Flávio Bolsonaro e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, por terem alegado perseguição política como motivo para operação que mirou a produtora Karina Ferreira da Gama e a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia. Como tratamos aqui na segunda, a Polícia Civil de São Paulo cumpriu mandado de busca e apreensão na sede da produtora da Go Up Entertainment, responsável pelo filme Dark Horse.

O escritório do Instituto Conhecer Brasil também foi alvo. Karina é proprietária da empresa e presidente do instituto. Em declaração à Folha, o presidente da associação, delegado André Santos Pereira, disse que a investigação segue o processual e penal estabelecido e que ninguém está acima da lei. O delegado também afirmou que o Tribunal de Contas do município apontou 20 irregularidades no edital e mesmo sugerindo a suspensão do certame, a prefeitura optou por mantê-lo.

Disse o seguinte: Não se trata, a meu ver, de uma perseguição política. Trata-se do cumprimento do dever constitucional de apurar eventual irregularidade no âmbito de contratos públicos.

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?Voz B

No, yeah, it's amazing. né? Eles sabem disso, que existe uma pressão gigantesca, a pressão gigantesca contra o governo Tarcísio, contra a polícia do Tarcísio. Querem porque querem impedir investigação. E em última instância estão dizendo para o Tarcísio: escuta aqui, meu filho, você não é nosso aliado? Como é que você permite uma coisa como essa? Entenderam? E também nesse caso, você sabe que eleição é bom por causa disso, né?

Eleição é bom porque o cara fala assim: bom, eu preciso tomar cuidado para não— imagina, eu tenho um adversário, a polícia de São Paulo se omite, ou então a pressão na polícia de São Paulo E aí o Tarcísio falou ontem, escuta aqui, a polícia é autônoma. Coloca o vídeo aí, vamos lá. A operação da polícia é uma coisa que a gente não interfere. A polícia tem autonomia para fazer as suas investigações, para fazer as suas operações.

É uma instituição de Estado. Havia uma investigação em curso, uma demanda do Ministério Público, e a polícia cumpriu essa demanda do Ministério Público, e portanto tivemos a operação. E sempre vai ser assim, a polícia vai sempre vai ser e sempre será uma instituição de Estado, tá a serviço do Estado. É isso, e que assim seja, né. Agora, eu acho que não tem como esse caso não ir para a esfera federal. Voltando ao Andrei, é, tá tudo, se não evidente, pelo menos Os indícios consistentes indicam que sim.

É isso aí. O é da coisa. Eu quero comentar ainda um pouquinho essa coisa do Tarcísio, que em meio às cobranças afirmou que a polícia é autônoma. Deve ser. Mais de uma vez vocês devem imaginar, eu recebi convite para me meter em política, né? Me meter em política é ser candidato. Lucas, imagina a catástrofe que não seria. O que é? É isso, não ia durar. Não, não, não, eu não faço militância política mais assim desde os 21 anos. Tem posições, opiniões, etc.

Agora, o Tarcísio, sem dúvida, ele se estabeleceu na política. Há quem ache um gestor e tal, as opiniões podem ser divergentes a respeito. Agora, ele era o preferido de muitos setores para ser candidato à presidência, foi liquidado pelo Flávio, que eu disse que aconteceria no dia 7, 7 de julho do ano passado, pelo Flávio, não, pelo Eduardo, né? E agora, diante dos maiores descalabros, a cobrança que se faz a ele é para que continue fiel àquilo que é um evidente descalabro.

Aí realmente fica muito difícil. Ele foi muito longe. Eu não sei, ele tem recaídas, daqui a pouco ele vai tá lá de novo e tal, né? Mas precisando disputar eleição, e é favorito, mas não quer dizer que seja imune, né? E as coisas estão ficando muito difíceis. A tal da Karina da Gama, com a devida vênia, é uma bomba que pode explodir a qualquer momento. Ele tá falando: tomara que não exploda no meu colo. Mas pode ser no colo da prefeitura.

É isso aí. O É DA COISA. Vocês querem ver como são as coisas? Olha só, aquela máxima que eu adoro, né? O diabo é diabo porque é velho, não porque é sábio. E atenção, Poderia ser no subjuntivo. O diabo é diabo porque... Olha que a gramática é linda, a gramática é sensual, a gramática me deixa com comichão, quase erótico. O diabo é diabo porque é velho, não porque é sábio. Você está afirmando as duas coisas: ele é velho e ele é sábio.

Mas ele é diabo porque é velho. É a experiência, ainda que sábio. Se fosse: o diabo é diabo porque é velho, não porque seja sábio, você estaria negando que ele é sábio, está dizendo que só é diabo porque é velho. Pegaram? Não é porque ele seja, é modo da dúvida, que é o subjuntivo. Eu não sou diabo, mas já sou um pouco maduro. Tantinho sábio. E eu disse lá atrás, desde a primeira vez: quer achar Karina da Gama, acha o Mário Frias.

Quer achar o Mário Frias, acha Karina da Gama. Essa moça que mora lá na Vila Brasiliândia e tem um conglomerado de empresas multimilionárias. Ah, que que tem aí?

?Voz D

Vai, Reinaldo. O Instituto Conhecer Brasil de Karina Ferreira da Gama contratou o advogado do deputado federal Mário Frias para prestar serviços em um evento bancado com emendas do vereador paulistano André Santos, do Republicanos. A informação é do Metrópoles. O escritório Fábio Lago Meirelles foi contratado pela ONG para prestar serviços no evento Rumos da Inovação: Educação do Futuro Agora, realizado no ano passado. Meirelles foi contratado pela entidade de Carina para atuar em serviços contábeis e jurídicos do evento por R$50 mil.

Outras empresas e um dos conselheiros do próprio instituto Eduardo Ferreira Franco receberam R$445 mil referentes a valores para vídeo, conteúdo para metaverso, locação de equipamentos, cenografia, valores considerados inflados.

?Voz B

Tá aí, né? Quer achar Karina da Gama? Procura Mário Frias. Quer achar Mário Frias? Procura Karina da Gama. E As empresas de carinho da gama, aquelas que nunca competiram pra fazer nada, é como falar pro tio Rei: "Vai dirigir!" Aí o tio Rei fala: "Não, eu sei andar a cavalo, mas não no dark horse." Né, Luca? É isso. O É da Coisa. Estamos de volta. No Band News TV, nas redes sociais, no LG Channel. Olha, eu vou dizer o seguinte: se a família Bolsonaro não existisse, não precisaria ser criada.

Meu Deus, vocês assistiram A Família Soprano, o seriado? Sim, a série maravilhosa, maravilhosa. Aliás, aquele ator morreu, o cara. Mas ali havia uma certa poesia, ainda que truculenta. Ainda que truculenta. Agora, eles falam coisas que são assim, é uma gente, como eu diria, inefável. Vamos começar com o Eduardo, sempre o valentão, porque ele vai ser julgado por coação no curso do processo. E eu falei há pouco, antes de ler isso aqui, eu não tinha lido, eu disse o quê?

É um caso de condenação que eu posso cantar desde já, por chamado excesso de prova. Mas vamos lá, poeta, fala aí, vai.

?Voz E

Eduardo Bolsonaro afirmou o seguinte, Reinaldo, entrevista ao programa TMC 360, que defendeu no entorno da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, durante a reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na qual Flávio Bolsonaro também estava presente. Segundo Eduardo, ele argumentou a Trump que eventuais medidas dos Estados Unidos contra o Brasil deveriam ser direcionadas a indivíduos específicos e não ao país como um todo.

De acordo com o filho 03 de Jair Bolsonaro, punições individuais são válidas, como a Lei Magnitsky. Eduardo também afirmou o seguinte: inclusive nessa reunião de agora eu pedi o retorno da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes.

?Voz B

Sabe o que é, Lucas? Ele falou assim: ah, eu tava muito pink esses dias, agora eu vou ser sério.

?Voz D

Tem que alternar, né?

?Voz B

Tem que alternar. Eu agora vou ser sério, que tava sendo cérebro era O Paulo Figueiredo, agora eu vou ser o cérebro, mas depois eu volto a ser o pinky. É torcer para o irmão ganhar, para ter anistia ou sei lá o quê, porque a condenação é fatal, é fatal. Olha aqui, será que eles discutiram tarifácio? Então vamos lá, o Lula vai colar tarifácio. Vocês meteram tarifácio, vocês são responsáveis pelo tarifácio. Aí ficam falando, é, não é bem isso.

Eu vi até uma pessoa tentando, né, falar assim, não, não foram eles, eles não têm nada com isso. Então até tristinho. O Eduardo, ele não gosta gosta de ser desafiado. Ele gosta que as coisas passem por ele. Eu lembro sempre que quando veio o primeiro Tarifaço, o Ratinho— já lembrei aqui— o Ratinho falou: "Ah, não foi." O próprio Zema: "Não foi não, por causa da família Bolsonaro." "É culpa do Lula, porque o Lula ficou falando em moeda própria." Aí o Eduardo fez que nem o Agnaldo Timóteo: Não é não, não sou não, não sou não.

Ou então sou sim. Não, ele falou fui eu. Como não fui eu? Fui eu. Ah, dizer não, não foi não, não é o BRICS, sou eu sim. O tarifácio por minha causa. E agora ele tá dizendo que discutiu tarifácio com Trump. Mas pedir para ser depois? Se quer ver, vai.

?Voz D

Ainda nessa entrevista à TMC, o Eduardo Bolsonaro afirmou que pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que esperasse o resultado das eleições presidenciais brasileiras antes de impor um novo tarifácio contra o país. O Eduardo afirmou o seguinte: Nós fizemos um pedido aos americanos para que esperem a eleição deste ano. O filho 03, Jair Bolsonaro, também disse que Lula teria interesse o impacto político na eventual aplicação de tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

Ele disse: "O governo Lula deseja as tarifas. Ele faz de tudo para ter as tarifas." Eduardo também criticou Lula pelas declarações recentes do presidente contra o irmão dele, Flávio Bolsonaro. "É mais que lamentável. É repugnante o presidente da República se referir a seus opositores sugerindo o enforcamento. O que a gente fez de tão grave para merecer a morte?

?Voz A

A gente não pode admitir a violência como instrumento político." This week at Safeway and Albertsons, 6 to 16 ounce selected varieties of strawberries, raspberries, or blackberries are $1.99 each, limit 3, member price with coupon. And extra meaty pork back ribs or St. Louis-style spare ribs, bone-in, previously frozen, are $2.99 per pound, limit 4, member price with coupon. Plus medium avocados, colored bell peppers, or English cucumber sold by the each, or tomatoes on the vine, or sweet onions sold by the pound are $0.99 each. 99 cents member price. Visit safewayalbertsons.com for more deals and ways to save.

?Voz B

Ah, não, primeiro que eu sou contra a pena de morte, mas assim, nos países em que a pena de morte, responder por milhares de mortes por recomendação errada numa pandemia, daria pena de morte. Mas de qualquer modo, como Lula falou que o Joaquim Silveiro tinha sido enforcado e não foi, né, então na verdade é uma brincadeira isso, né. Agora, o Eduardo Veja, eu já falei aqui que você fala coisas do arco da velha, mas burro exatamente você não é, tanto é que o seu irmão é candidato.

Mas você se deu conta do que você falou, rapaz? Vocês se deram conta das duas dimensões que isso tem? A gente mesmo já com 34 anos, depois de ter dado aula de interpretação de texto, a gente fica com certa agilidade mental. Mental quando lê e ouve as coisas. Ele falou duas coisas aí absurdas, Lucas, Isa. Ele diz o seguinte: bom, primeira coisa que eu tô dizendo é o seguinte: você só aplica a tarifa, você só põe a tarifa se a gente perder.

Justo. E portanto, a tarifa vai ser contra quem? Povo brasileiro. Então, Trump, é o seguinte: se o meu irmão perder, você pune o povo brasileiro. É uma confissão. E eu expliquei para ele. Agora vem a segunda, que também é maravilhosa. Essa aqui é muito grave, porque ele tá dizendo o seguinte: o povo brasileiro tem de ser punido "Se o meu irmão perder a eleição." Meninos, eu não tô super interpretando, foi o que ele falou, não foi?

Isso é eleição. E eu expliquei pro Trump que o Lula queria tarifa. Então, a conclusão que o Trump falou: "Ah, o Lula quer a tarifa? Vai ser bom pro Lula? Então vou tarifar." Não quero que o seu irmão ganhe. É isso, o Eduardo. Meu Deus do céu, Eduardo! Eu vou, a resposta assim é um, é um, a gente corre o risco de ouvindo isso voltar a andar de quatro, mas eu resistirei bravamente porque não, não, não tenho vocação para isso. A vocação, essa vocação, aquela que vocês têm diante do Trump.

Mas eu insisto, Eduardo confessa que pediu a Trump para punir todo o povo brasileiro se o irmão dele perder eleição, e diz que explicou ao Trump que o Lula queria as tarifas, que elas seriam positivas para o Lula. Se o Trump ameaçou com tarifas, vai ver que o Trump decidiu atuar a favor do Lula. Convenham, é obra de gênio, não é mesmo? Beijo, até segunda. É isso aí, juízo, hein, gente!

?Voz D

O Brasil não conhece o Brasil.

?Voz B

O Brasil nunca foi ao Brasil.

?Voz D

Tapioja, butiriana, lamandali, alaúde, piaururau, aqui ataúde, piá carioca, porecra, mecrã, jobim-acararé, jobim-açúcar. Do Brasil, SOS ao Brasil. Do Brasil, SOS ao Brasil. Tinhourão, urutu, sucuri. O Jobim sabia Bem-te-vi, cabuçu, corta-rio, cachambi, madureira, molaria, ibango, cascadura, água santa, acariolê, ipanema e nobre guassu.

?Voz A

Você acompanhou o É da Coisa na BandNews FM.

?Voz E

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O É da Coisa de 03/06/2026, com Reinaldo Azevedo: Lula e traidores; Flávio perdido; Eduardo aloprado | Castnews Index — Castnews Index