O É da Coisa de 02/06/2026, com Reinaldo Azevedo: Lula X Flávio; soberania X submissão; tarifa e pix
Isabela Mota
Lucas Belotti
Dario Durigan
Geraldo Alckmin
Márcio Elias Rosa
Tarcísio de Freitas
- Normalização das relações Brasil-EUARecomendação de tarifas de 25% sobre exportações brasileiras · Seção 301 · Donald Trump · Escritório de Representação Comercial dos Estados Unidos (USTR)
- PIX sob pressão dos EUAPIX como patrimônio nacional · Interesses das empresas americanas de cartão de crédito · Volume de transações do PIX
- Sistema Eleitoral BrasileiroTentativa de golpe eleitoral · Associação de Trump com Flávio Bolsonaro · Rejeição a Donald Trump no Brasil · Marco Rubio
- Flávio Bolsonaro e VorcaroPedido para não taxar empresas brasileiras · Associação com Donald Trump · Críticas à política de Lula · Flávio Bolsonaro · Donald Trump
- Tarifas Americanas BrasilInteresses do agronegócio brasileiro · Competitividade do agro brasileiro · Tarifas sobre produtos agrícolas
- Resort em Angra dos ReisTraição à pátria · Enriquecimento ilícito · Joaquim Silvério dos Reis · Flávio Bolsonaro
- Corrupção e a lei americanaLei de Combate à Corrupção nos EUA (FCPA) · Suspensão da lei por Trump · Acusações de corrupção contra o Brasil · Operação Lava Jato
- Transformação do AgroCódigo florestal brasileiro · Queda do desmatamento no Brasil · Lobby de setores americanos contra o agro brasileiro · Estados Unidos
- Tarifas de ImportacaoTarifa de importação de etanol dos EUA para o Brasil · Tarifa de importação de etanol do Brasil para os EUA · Balança comercial de etanol
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E agora na BandNews FM, O É da Coisa, com Reinaldo Azevedo, Isabela Mota e Lucas Belotti.
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Tá esperando o quê?
Pede iFood já! Começa agora para todo o Brasil mais uma edição de Olha a Coisa. Se a coisa parece confusa, atrapalhada, vem para cá que a gente se confunde, se atrapalha. Milhões de pessoas acompanham o programa pelo Tóio, pelo BandNewsTV, pelo LG Channel, mas você pode fazer também pelas redes sociais, sempre BandNews FM, ou no aplicativo BandPlay. Boa noite, Isa. Boa noite, Lucas. Boa noite. Há músicas que são inevitáveis. Que país é esse?
Há o país que a gente quer construir e há o país que eles querem construir. Há um país que está sobre duas pernas e tem de ficar e há um país que prefere ficar sobre quatro apoios. Porque talvez se sinta mais seguro, não sei, né? E nós vamos ter de falar disso, né? No fim da noite de ontem, começo da madrugada, saiu uma decisão, uma recomendação do Escritório de Representação Comercial dos Estados Unidos sugerindo tarifas de 25% sobre um pedaço da pauta de exportação do Brasil para os Estados Unidos, caso o Brasil não ceda às exigências feitas pelos norte-americanos.
E nós vamos, claro, aqui dar os parabéns ao Flávio Bolsonaro, porque afinal, como eles são poderosos, né, junto ao Trump, cavando punições para o empresariado brasileiro, para o agro-brasileiro. O documento é inacreditável, já analisei de madrugada, entrou no ar de manhã. Para a população no seu conjunto, tudo para tentar fugir inclusive de uma investigação que essa altura é fatal. Nós vamos tratar disso no detalhe. É um documento contra a economia brasileira e, sobretudo, eles querem sequestrar o nosso PIX.
Esse é o ponto central. Nós vamos cuidar de tudo isso direitinho, vamos tratar do documento item a item, vamos trazer informações para você pensar. É claro que eu tenho uma opinião a respeito, mas eu quero que você lide com informação, com dados técnicos, tá? Para que aquela coisa, né, Lucas? Você vai a uma festa, sempre chega alguém dizer: aí, puxa vida! Eu mesmo sou alvo às vezes de algumas abordagens. Nossa, mas você, você e o PT se batiam aí, não sei o quê, agora você virou petista?
Não, eu não virei. Mm-hmm. Pretista. Isso aí não é assim. E eles sabem que não. Agora, eu defendo o Brasil. Entre os interesses dos norte-americanos e os interesses brasileiros, eu defendo os interesses brasileiros. Será que eu estou errado? Nós vamos um detalhe, vamos lá. É pós-Flávio Trump, Estados Unidos ameaçam o Brasil com novo tarifácio. Vamos lá, vai.
Os Estados Unidos concluíram nesta segunda uma investigação que acusa o Brasil de adotar práticas que oneram ou restringem o comércio com aquele país. O alvo principal era e segue sendo PIX. Se os brasileiros não atenderem às exigências que eles fazem, o Escritório de Representação de Comércio propõe ampliação de um tarifácio 25% sobre as nossas exportações, com exceção de alguns produtos, incluindo as terras raras. A nova tarifa ainda não está em vigor.
Há etapas para audiências e o prazo final é o dia 15 de julho, exatamente um ano depois do início da investigação com base na Seção 301. Depois de a Suprema Corte considerar ilegal o tarifaço generalizado, a tal Seção 301 passou a ser o principal instrumento de Trump para pressionar os países.
Muito bem, eles querem seu Pix, o Lucas. O Trump falou: Pix do Lucas é meu. Se o Flávio já veio aqui e já deu Pix, por que que agora vai ter brasileiro querendo resistir? Vou pegar o Pix de todo mundo. Hoje até pedi para Iá fazer meu texto da manhã, uma ilustração do Flávio oferecendo assim o Pix numa bandeja. Para o Trump, né? Curioso que o vírus mais viral da história, o vídeo mais viral da história no Brasil, é aquele do Nicolas dizendo que o governo Lula queria taxar o Pix.
Não, quem quer o Pix são os Estados Unidos, são as empresas americanas. Ah, mas vão se interessar por essa mixaria? Mixaria? Eu vou trazer os números aqui para você, você vai ficar absolutamente surpreso, absolutamente surpreso. Em particular com os PIX de compras mesmo, gente que compra e paga com PIX. Quem é que não faz isso? Eu, porque eu não sei, mas minha mulher faz para mim. Às vezes ela não faz, Luca, ela fala: chega também, acabou, não tem mais compra.
Cansamos. Muito bem, vamos lá. 9 de julho do ano passado, Donald Trump mandou uma carta para Lula em que praticamente ordenava que o presidente brasileiro suspendesse o processo contra Jair Bolsonaro, como se o Lula tivesse ingerência na Suprema Corte. O STF, vamos parar com esse negócio aí com o meu amigo Bolsonaro, porque coitado, ele está sendo injustiçado. O Brasil, o Lula, não tinha nada a fazer a respeito. O primeiro parágrafo trata disso.
Eu analisei isso bonitinho, até a época estava no UOL, antes de eu ser seduzido pelo Metrópolis. Eu falei que o Bolsonaro era o Bozo do Trump. Ele usava o Bolsonaro como pretexto, porque o primeiro parágrafo era sobre Bolsonaro. O segundo parágrafo reclamava de censura às redes sociais, aquela pataquada. A partir daí, o Trump tratava de questões comerciais. Eu analiso, eu faço análise naquele texto, coloquei até o link no meu texto de Hoje Metrópoles, eu faço análise parágrafo a parágrafo.
Eu sou bom nisso, viu, Lucas? Sim. Eu sou esforçadinho, sou esforçadinho, eu sou um jovem esforçado. Eu tava com 41 até a semana passada, mas agora tô com 31, viu? É bom você saber, eu tô atualizando, Isabel.
Ah, tá bom. Mas o rostinho continua de 25.
Sim, claro, sempre menos, né? Sempre menos. Sim. É sempre menos idade. Sempre aparentando menos idade. Então veja só, eu fiz análise lá, parará parará, e aí o Trump passa a falar de questão comercial e anuncia na carta que vai pedir para o Jameson Greer, que é o secretário do escritório de representação comercial dos Estados Unidos, que é uma espécie de ministério que cuida do comércio, falou que ia recomendar a abertura de uma investigação investigação com base na Seção 301.
Que que é a tal Seção 301? Analisa práticas comerciais desleais com os Estados Unidos. Claro! E 6 dias depois, no dia, no dia 15, se abre a tal investigação. E no dia 16 eu peguei o documento e analisei também parágrafo a parágrafo, tudo lá, uns links, tudo bonitinho. E observei então, e a questão continua a mesma, porque os termos de agora são os mesmos do dia 16 do dia 15 de julho do ano passado, os mesmos. E observei que a questão número 1 era o PIX.
Eles querem o nosso PIX. Já tava lá na carta do Trump. Em que falava do Bolsonaro, depois de pedir que cessasse imediatamente as coisas contra o Bolsonaro. Além disso, devido aos ataques contínuos do Brasil às atividades comerciais digitais de empresas americanas, aí mistura as redes com os meios de pagamento. Mistura que continua agora no novo documento. De novo eles misturam redes sociais com os meios de pagamento. As empresas de cartão de crédito dos Estados Unidos querem acabar com o Pix.
Ou, ah, não vamos acabar, deixem que nós administremos. Isso é explícito, hein, no documento. A gente administra, mas só que não dá para ser de graça, né, Lucas? Não dá, né, Raíssa? Aí não, a gente vai ter que cobrar uma coisinha. E cobrar uma coisinha do PIX é uma montanha de dinheiro que vocês não calculam. Ao longo desse programa, chama lá, avisa, avisa lá, eu vou analisar trecho a trecho e dizer o que significa. O agro-brasileiro tá no alvo duas vezes.
Duas vezes. Você eventualmente, que é do agro, que gosta da família Bolsonaro, você continua a gostar de quem você quiser. Eu não tô aqui para você gostar, desgostar, nada disso. Você faz aquilo que você achar bom. Mas eu quero dizer para você que os Estados Unidos querem atingir o agro-brasileiro. Será que você tem clareza disso? Hein? E isso, ah não, isso daí é interpretação sua porque eu sei que você é comunista. Ah, eu não sou, sabe?
Não sou não, não sou, mas também não quero. Para mim, você acredita naquilo que você quiser. É, não é problema meu, né? Agora, eles estão de olho nesse setor da economia, tá incomodando, até porque é um setor da economia hiperfinanciado, corretamente, diga-se de passagem. Então nós vamos ver trecho a trecho. E olha, a pusilanimidade de certos setores da elite brasileira— eu tenho problema em chamar de elite porque o Lukács, o Luiz, elite, a etimologia da palavra elite é separado, sabia?
Separado. É isso que é elite, um grupo que está separado. Por isso elite do esporte, uma coisa que o Lucas conhece bem. Separado em que sentido? São poucos, né? A elite mesmo, elite do futebol. Quando você pega o número de jogadores que joga, mesmo futebol profissional, mas a elite é um grupo pequeno, composto dos melhores. Quando eu falo de elite aqui, infelizmente eu não posso falar que eu tô falando dos melhores, isso não, mas que é um grupo pequeno, né, porque em relação ao Brasil é, o Brasil é muito grande, essa gente faz política.
Você vai ter análise pedaço a pedaço do documento. Sabe aquela pessoa que você quer pegar na festa? Seja lá você quem for e goste de pegar você quem você gostar, desde que sem compromisso, né Lucas?
Não é isso?
Sem compromisso não pode, tem que pegar só a pessoa. Isso. Mas assim, eu estou na pegação. Tá. Tá. Eu vou explicar tudo para você, de modo que se a pessoa chegar com aquele olhar ávido, curioso para entender o documento da USTR, você vai saber falar e você vai parecer muito sensual. Você imagina você explicando Sex. A questão do Pix e de por que você não é do tipo que sai por aí dando Pix.
Uau!
Importante.
O Trump tampouco. E você vai falar: você sabe de quanto é a taxa sobre etanol dos Estados Unidos? E qual é a taxa dos 8 principais itens de exportação dos Estados Unidos para cá? Você vai saber explicar isso.
Aí conquistou.
E aí, meu filho, você já papou, já levou. É um abraço, né, Lucas? Um abraço, porque a inteligência é sensual, acreditem. Sabe o que é broxante? Diga. Eu sempre achei a burrice.
Ah, sim.
A inteligência é sensual, sempre é. Procurem a peça depois, Cyrano de Bergerac. Tem filme também, né? Mesmo a feiuda assim, quando inteligente, tem um "genie c'est quoi". Agora a beleza, a burrice mesmo quando bela, aliás, eu diria que até chega quase a ser ofensiva à beleza. Então fica aqui, 'Fique aqui, você ficará mais inteligente e mais sensual.' Com absoluta certeza. Bom, nós vamos ver detalhes, mas o Lula, evidentemente, o Lula reclamou, né?
Falou: 'Flávio é pior do que o pai, vendilhão da pátria.' Vamos lá, o que que tem?
'Reinaldo, presidente Lula participou nesta terça-feira da inauguração de um campus do Instituto Federal Goiano na cidade de Catalão. Ele se referiu, claro, a essa ameaça de um novo tarifaço contra o Brasil, afirmou que os filhos de Jair Bolsonaro são ainda piores do que o pai, que são vendilhões da pátria. E evocou também Joaquim Silveira dos Reis, o traidor da Inconfidência Mineira.
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Se intrometer nas decisões brasileiras. É isso que vocês têm que dizer alto e bom som: são traidores. Por menos do que isso, Joaquim Silvério dos Reis, que delatou Tiradentes, foi enforcado. O que merecem os traidores da pátria que vão pedir intervenção de um país no nosso país? Pensem, pensem, meditem. Porque esse cidadão hoje aparece na imprensa dizendo: eu não falei nada, eu não falei nada. Todo Vá de afim, fala merda que fala, depois não tem coragem de assumir o que fala, fica tentando mentir.
É, meninos, é justa a indignação do presidente, mas eu tenho que fazer uma pequena correção aqui que não muda em nada, mas até é engraçado, porque depois o Flávio resolveu, a partir da fala do presidente, que vai denunciar o presidente, o presidente Eu acho que o Flávio se parece sim com o Joaquim Silvério, mas com algumas diferenças. Presidente, Joaquim Silvério não foi enforcado, presidente.
Ô Lucas!
Oi! Joaquim Silvério não foi enforcado. Ele, Joaquim Silvério, que era português de nascimento, nascido em Leiria, traiu a Inconfidência, pertencia à Inconfidência, Mas sabe o que aconteceu, Isa, com ele? Ele ficou preso um tempinho ali porque ele confessou tudo, fez uma espécie de precursor da delação premiada. E põe premiada nisso porque ele recebeu um dinheirão, voltou para Portugal e viveu ricaço, presidente. Ele não foi enforcado, não.
Quem foi enforcado foi Tiradentes. Forcados, cortejados, picados, distribuídos. Joaquim Silvério presidente? Não! Joaquim Silvério, olha, ele, ele, ele, eu não sei se ele teria dinheiro para comprar à época uma mansão como a que o Flávio tem, porque aí, Lucas, aí é preciso muito, bastante, aí não, aí não é com uma coisinha assim, não, aí é preciso muito dinheiro. Mas o Joaquim Silvério, como se diz em dois corgis, encheu o rabo de dinheiro.
É, aliás, os dois bonitos. Ah, o Lucas todo virado na moda, marrom com vermelho, muito bem, muito bem. É a primeira que eu vi. Marrom aí, o marrom tá na moda, tá na moda. Andei comprando umas coisinhas marrom também. Olha aqui, Cecília Meirelles, já falei aqui no romanceiro da Inconfidência, presidente, ela lembra inclusive que o Joaquim Silvério Levou uma grana. Melhor negócio que Judas fazes tu, Joaquim Silvério, que ele traiu Jesus Cristo.
Tu traz um simples alférez, recebeu 30 dinheiros, e tu muitas vezes pedes pensão para toda a vida, perdão para quanto deves, comenda para o pescoço, honras, glória, privilegios, hein, Flávio? E andas tão bem na cobrança que quase tudo recebes. Recebeu. Melhor negócio que Judas fazes tu, Joaquim Silvério, pois ele encontra remorso, coisa que não te acomete. O Judas se enforcou, esse também, esse sim, né? Aliás, o Judas com dinheiro da traição, ele comprou um terreno chamado "Haceu Dama", e a hora que a enxada feriu o terreno, saiu sangue.
É a história, né? Um dos mais belos poemas do Mário Faustino, aliás, o maior poeta do século passado, que era tio-avô do Ciro Nogueira, que não tem nada a ver com o Ciro Nogueira, obviamente, Tem um poema lindíssimo chamado "Vassildama". Ele topa uma figueira, que foi onde se enforcou. Tu calmamente envelheces, orgulhoso e impenitente, com teus sombrios mistérios. Pelos caminhos do mundo nenhum destino se perde. Há os grandes sonhos dos homens e a surda força dos vermes.
Mas que é traição da pátria? Claro que é. E aí, desesperado, o Flávio faz piada involuntária e diz que vai apelar ao STF. Eu achei até que foi entrar o STF, uma notícia, vai denunciar Lula no STF por crimes supostamente cometidos, porque diz que é crime de ameaça, incitação ao crime. Não, é louco! Veja só, né, Flávio, tá desesperado mesmo, né? Tá completamente perdidaço agora, caiu no seu colo, né? Todo mundo caiu a máscara, né, bonitão?
Porque o presidente inclusive erra de personagem. O Flávio, o presidente acertou sobre você. Ele errou sobre Joaquim Silveira, mas sobre você ele tava certo. Olha que frase que eu acabo de fazer, Lucas.
Excelente.
Flávio, o presidente errou sobre Joaquim Silvério, mas sobre você ele acertou. Que o Joaquim Silvério não foi enforcado, viveu a tripa forra, viveu cheio da grana. Você, obviamente, como Joaquim Silvério, não será enforcado. A diferença é que já vive cheio da grana. Eventualmente pode ter mais. É realmente do balaco-baco. Isso é desespero. Lula ainda: Bolsonaro são família metralha. E ele acusa a surdidez.
Vai nesse evento em Goiás, o presidente afirmou que já enfrentou gente de centro e de direita, mas que nunca viu surdidez como a que está em curso. Chamou os bolsonaros de família metralha, fez reunião com pedido dos irmãos para puni-lo e destacou que os prejudicados são povo brasileiro, os empresários e o agro, não ele próprio.
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Eu já enfrentei muita gente de direita, eu já enfrentei gente do centro, eu já enfrentei— nunca, nunca, nunca esse país teve a surdidez política que a gente tem com essa família metralha que assumiu o governo de 2018 a 2022. Ele hoje foi dizer que não falou nada. Ele falou, ele foi pedir arrego, foi dizer: porra, Trump, Trump, dá uma porrada 'Eu acho o Lula, porque o Lula vai ganhar a eleição, e Trump não deixa, prejudica o Lula.' Imbecil!
Ele não sabe que ele não vai prejudicar o Lula. Ele vai prejudicar é o povo brasileiro. Ele vai prejudicar é os empresários brasileiros. Ele vai prejudicar é o agronegócio nosso.
Bom, isso é verdade. O Lula tem a sua história feita Isso tudo prejudica o povo brasileiro, setores específicos da economia e o povo brasileiro. Pelou a imagem dos metralhas, né, que aqueles são aqueles irmãos bandidos que tentam roubar a caixa-forte do Tio Patinhas, né? Eu lembro sempre da imagem do Tio Patinhas que, como todo pato do Disney, os patos andam só com casaquinho, né? Com a bundinha de fora. Aí quando eles vão tomar banho, Lucas, eles tomam banho e saem do banho com uma toalha cobrindo tudo.
Que sentido faz isso? Nenhum, mas enfim. né? E o presidente leu uma mensagem ali lembrando um troço.
Essa mensagem é de Flávio Bolsonaro, datada de 9 de julho de 2025, dia em que Donald Trump mandou uma carta a Lula anunciando tarifas de 50%. A mensagem de agradecimento de Flávio ao presidente dos Estados Unidos.
Os meninos do Bolsonaro, um deles que é candidato a presidente, disse no dia 9 de julho julho. Presta atenção, no dia 9 de julho de 2025, no dia que o Trump taxou o Brasil em 50%, olha o que ele tweetou: obrigado, Trump, faça o Brasil livre de novo. Queremos o Magnífico, a lei que pune os brasileiros, a lei que não permite que eles sequestrem dinheiro dos brasileiros, que possa ter qualquer coisa nos Estados Unidos, inclusive o Alexandre de Moraes, que foi o ministro que condenou o Bolsonaro.
E o outro filho também agradeceu ao presidente Trump. Vamos ao rumo da lei magnífica, o Eduardo Bolsonaro criticando o Brasil e parabenizando o Trump pela taxação.
Não adianta, nós vamos ver o Flávio tentando se livrar do peso porque acabou, tá na cara, tá na cara. E o Trump deu uma ajudazinha maravilhosa, viu? Ô Lucas, às vezes, ô Isa, a velhinha não quer atravessar a rua, você vai forçar a velhinha atravessar a rua, vai dar errado.
Verdade.
Não, ela já tá lá, aí o Trump deve ter falado: vou dar uma ajuda. Porque o Trump se tem tão alta conta Que ele fala: qualquer um que eu coloque do meu lado ficará bem. Nós vamos ver o Flávio desesperado. Que ainda que os Estados Unidos viessem a fazer isso tudo com Bolsonaro, sem Bolsonaro, aquela vez eles usaram Bolsonaro, insisto, como mero bozo de aluguel. O fato é que isso tudo tá colado na imagem deles, porque eles pediram isso, eles queriam isso.
E agora sim, nós vamos começar a pensar em terminando. Temos muitos vídeos ainda, coisas do dia, mas eu quero que você entenda o documento, porque você solteiro, solteira, solteire, você precisa pegar a pessoa que você quer na festa. E se você tiver informado, você pega a gente informada também. Não é melhor do que ficar ouvindo besteira? É melhor do que ficar ouvindo besteira. Fique no programa do Tio Rei. O programa do Tio Rei ajuda você a achar bons namorados, boas namoradas e bens namorades, ou como seja.
Ah, eu não consegui fazer outra. Ah, Pix. Entenda porque o Pix é a questão central para os Estados Unidos. Por que os americanos querem tanto Pix do Lucas? Porque, tadinhas, que o Flávio já foi lá falar: ah, pega o Pix do Lucas.
Reinaldo, nós ainda voltaremos a outros trechos da fala do presidente Lula, mas no curso do É da Coisa vamos entender e analisar item a item o documento emitido pelo Escritório de Representação Comercial dos Estados Unidos, ao STF, que lista as supostas práticas desleais do Brasil. Questão central é o Pix. O texto afirma que o Banco Central favorece um sistema de pagamentos instantâneos em detrimento de provedores americanos. Segundo o STF, o BC atua ao mesmo tempo como regulador e operador do sistema, impondo seu uso e limitando as taxas cobradas por concorrentes.
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Que concorrente? Qual concorrente? Sim, o Banco Central regula, aplica. Qual concorrente? Cadê o operador privado do Pix? Tem alguém, algum operador privado do Pix?
Sacou?
É o Pix. E foi o Pix que o Flávio foi lá oferecer. Ficou escancarado, ficou escancarado. Grandes redes de lojas de não sei o quê, por exemplo, emissão de cartão de crédito. Cartão de crédito cobra 1%. Se eu for aqui no mercadinho perto de casa, que é um pequeno mercado que atende que é tela local, são 3%. É um troço brutal. E aí você tem que ter noção do volume do Pix para você entender do que é que nós estamos falando. E eu vou trazer para você aqui, eu vou lhe dizer o que é que aqueles que o Lula chamou os irmãos metralhas foram oferecer pro Laranjão.
A charge que a inteligência artificial fez para mim é bastante eloquente. Depois, se vocês acharem, vocês colocam aí, né? E aí foi o vice-presidente Geraldo Alckmin a dizer que o governo tá indignado e que o PIX É um patrimônio nacional. Faça a cabeça aí, vem.
Reinaldo, depois de uma reunião de emergência sobre o tarifácio americano, o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou em uma coletiva de imprensa que o governo recebe com indignação a recomendação do tal USTR e afirmou que o PIX é um patrimônio nacional aqui do Brasil.
O governo brasileiro recebe com indignação e entende ser extremamente injusta a recomendação, a proposta do USTR ao presidente Trump. Por que que entende que ela é injusta? Porque das colocações feitas na chamada Seção 301, a primeira delas se refere à questão do PIX. O PIX é um patrimônio nacional, é uma conquista do povo brasileiro, a tecnologia a serviço da sociedade, da economia sem nenhum custo para as empresas e para a população.
E o governo é aberto à questão das big techs. As empresas nacionais e as empresas estrangeiras têm o mesmo tratamento equitativo no Brasil.
Ele falou aí porque os Estados Unidos curiosamente colocaram big techs e PIC junto. Mas Lucas, é o Pix, é o Pix. Olha ele aí, querem nosso Pix. Eu nem sabia que o Pix do brasileiro, das brasileiras, tão apreciado assim nos Estados Unidos. Mas é, vocês vão entender por quê, sabe por quê, Lucas? Conta por causa do volume. O ministro da Fazenda também falou: Pix é inegociável, ninguém mexe no nosso Pix. Tira a mão do meu Pix!
Ao lado de Alckmin estava o ministro da Fazenda, Dario Durigan, que afirmou que a gratuidade do Pix e sua gerência pelo Banco Central são inegociáveis.
Mais uma vez a família Bolsonaro faz um movimento contrário ao Pix. O PIX, ele é expresso nas investigações que foram abertas pelos Estados Unidos em relação a 301. E o PIX, mais do que tá fora de debate, é evidente que tá fora de debate. O PIX, ele é o maior símbolo da nossa soberania financeira. O PIX, como esse símbolo maior da nossa soberania financeira, será protegido, será resguardado pelo governo do presidente Lula e não tá em nenhum momento em questão para debate.
Nós precisamos concentrar as nossas energia, as nossas energias em proteger a nossa economia e proteger os nossos empregos. Esse é o momento da gente focar no que é importante: mitigar o impacto da guerra, ajudar os empresários que estão sendo alvo de uma empreitada injusta da oposição, que tá botando, como disse o vice-presidente, interesse eleitoral na frente do interesse nacional. E nós não vamos admitir isso.
Olha, eu acho que no dia que eu fui fazer o podcast da Warren com o Philip Salto, grande economista, grande especialista, acho que baixou em mim assim, sei lá, o dom da previsão, da antevisão, Lucas dizem, porque eu questionei os empresários ali. Do mercado, do setor produtivo, do agro. Falei: mas por que vocês gostam do Flávio? Por que vocês quereriam o Flávio? Ele protege os interesses de vocês? Em quê? E por que não gosta do Lula?
Objetiva a pergunta. Por que querem o nosso PIX? Eu disse, por causa do volume. Vocês sabiam que o PIX movimenta em mês normal, mês normal, tô falando mês de fim de ano não, com base em dados do ano passado, 1,6 trilhão de reais. No mês. Meses de fim de ano, de compras, não sei o quê, pode chegar a 3 trilhões. Sabe quanto, Lucas? Oi, Isa?
Quanto?
No ano passado, são dados do Banco Central, está? Sim. 35,36 trilhões. Eu quero que você— olha, você imagina, Lucas ou Isa, você na festa lá com seu isquinho, seu coquetel, sua coisinha ali. A pessoa chega, começa a falar assim, mas tem que fazer com charme, não é qualquer jeito.
Ensina isso aí.
"Ai, sabe quanto foi?" Não é assim.
Cadê o tutorial?
Você ouve, ouve, aí você fala: "Eu tenho uma coisa para te dizer." Golinho no drink, pousa com delicadeza, Tá? Pode fazer um pouquinho assim também, ó. Hmm, original. Pra sugerir coisas feceninas. Hmm. E sabe quanto o Pix movimentou só no ano passado no Brasil? A pessoa faz assim, pega de novo, mais um gole no drink. 35,36 trilhões. A pessoa fica louca por você, imediatamente, na hora. E não que eu queira saber tudo, mas eu também posso te dar uma informação, que teve um recorde diário no ano passado de 180 bilhões num único dia. A essa altura, Isa, você acha que alguém resiste?
De forma alguma.
Com pico, você vai adiante, Lucas, com pico de 313 milhões de operações. Não, eu andei estudando, porque aí você fala um pouco bem de si mesmo, tá? Que eu tenho algumas obsessões, essa coisa de número eu gosto muito, mas olha também para ver se a pessoa não está começando a te hostilizar, porque não pode parecer muito sabereta também não, tem que ir dosando. Mas havendo espaço para avançar, crianças, aí vocês dizem assim: olha aqui, só de compra de pessoa para lojas, pessoa física comprando em loja, física ou lojas virtuais.
Houve mês em que chegou a 450 bilhões num mês. Por que será que os cartões de crédito tão tão interessados no PIX, hein? Quem está tentando vender o PIX brasileiro está levando quanto? Quem tentou desmoralizar o PIX no Brasil, e foi um deputado do PL, o fez por quê, hein, Nicolas? É uma pergunta. Quanto custa entregar o PIX na bandeja para os Estados Unidos. A teoria conspiratória, conspiratória, tá no documento deles, é o item número 1.
Ora meu, está no documento deles. E sobre o volume do Pix, do brasileiro, eu já expus aqui, acho, de forma suficiente. E ainda dei uma aulinha de conquista, né? Aí também vocês podem clamar um Camões, uma coisa assim, também não custa, né? Uma coisinha, né? Chegar também perguntar assim: você acha que é batatinha quando nasce Espalha a rama pelo chão, esparrama pelo chão ou espalha a rama pelo chão? Aí você explica, Lucas, não é esparrama, porque batatinha quando nasce não esparrama.
Não, as que eu conheço não.
Ela espalha a rama. A pessoa vai ficar assim: meu Deus do céu, deveria ter conhecido essa pessoa antes. A partir de agora Conquista é batatulina. Opa, batatulina. Estados Unidos, tarifas discriminatórias e taxação do etanol. Isso aqui então é de uma pilantragem. Vamos lá, vai.
Esse é um outro ponto, Reinaldo, da questão das tarifas preferenciais e também do etanol. No primeiro caso, o governo americano contesta os acordos comerciais mantidos pelo Brasil com México e ndia. Segundo o USTR, o país concede tarifas mais baixas a centenas de produtos desses mercados em setores nos quais ambos são considerados produtores avançados e competitivos no cenário global. No segundo, o órgão norte-americano argumenta que o Brasil interrompeu de forma abrupta, em 2017, o tratamento tarifário equilibrado aplicado ao etanol e desde então não oferece reciprocidade, às exportações do combustível vindas dos Estados Unidos.
De fato, etanol deles tem 18% de tarifa aqui. Calma que eu vou explicar, porque essa conta que eles estão fazendo é conta de picareta, é conta de vagabundo, é conta de vigarista. Que cada país— eu vou explicar como funciona comércio exterior. Cada país estabelece com outro país a relação bilateral um mix de compras e vendas de maneira a equilibrar tanto quanto possível a balança. Vocês já imaginaram se a China falasse para o Brasil: "Ah, ah, ah, vocês, tudo o quanto vocês venderem para nós, vocês têm que comprar de nós, tem que equilibrar." Isso é uma loucura!
De fato, o etanol tem tarifa, eu já explico. Aliás, nem sou eu, Vamos deixar, já pode botar o vídeo aí. O Alckmin lembrou o óbvio: a balança é favorável aos Estados Unidos. Olha aqui, já lembrei hoje de manhã, 8 dos 10 principais, acho que já falei até hoje, 8 dos 10 principais itens do que eles exportam para nós entram aqui com tarifa zero. E o saldo, quem tem superávit são eles. Quem vende mais do que compra são eles. Quando coloca então a balança de serviços de empresas americanas para o Brasil, aí é um negócio descomunal. Vamos lá, vai, pode botar o walking direto aí.
Destacar de outro lado a balança comercial. Ela é amplamente favorável aos Estados Unidos. Nós tivemos o ano passado, somando balança de produtos e serviços, 40 bilhões de dólares de superávit para os Estados Unidos. Então, há um enorme favorecimento, né? Quando nós temos as importações dos Estados Unidos para O Brasil, quando eles vendem para nós, dos 10 produtos que os Estados Unidos mais exportam, 8 produtos dos mais exportados, a tarifa é zero, é chamado ex-tarifário, e a tarifa média é 3,1%.
Por tudo isso que entendemos que é totalmente descabida a recomendação, e o governo presidente Lula vai trabalhar para que ela não se converta, para que ela não ocorra. É uma recomendação feita pelo USTR e o caminho é o caminho do diálogo. Aliás, o presidente Lula sempre tem dito: não tem tema proibido e o caminho é o caminho do diálogo.
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Porque nada disso faz sentido. Fica parecendo que os Estados Unidos têm superávit com todo mundo. Não cede! Querem mais um pouquinho de táticas de sedução, meninas? Sim, por favor.
Você quer música? Quer me cantar?
E faz aquela cara de óbvio, de que é uma coisa que está no ar, assim, que você fala: gente, não cede! Veja, não cede! Os Estados Unidos têm superávit só com 3 países. Fala meio baixo. Como? Têm superávit só com 3 países. Você sabe quais? Aí você fala: Holanda, Austrália e Reino Unido. O resto é tudo déficit. Não é tão difícil seduzir as pessoas. É por isso que eu, de estabilidade, fui pegador, entende? Mesmo com essa cara? É, mas não é tão ruim assim também, vai.
Longe disso.
Obrigado, Lucas. E agora o Flávio tá se borrando todo, ele tá em pânico, tentando tirar a calça pela cabeça para provar que para tentar, claro, culpar o Lula. E até havia pouco, meninos, veja aí, produção, me informa, o Zema falou alguma coisa? O caiado falou alguma coisa? Xingou o Lula de novo ou não? Porque o Flávio, o Flávio agora ele tá desesperado, ele tá, quer processar o Lula porque o Lula inclusive falou uma coisa errada sobre Joaquim Silveira.
Eu vou até mandar uma mensagem para o presidente, mentira, não tenho telefone, mandar uma mensagem para o presidente e falar: "Presidente, ele parece com o Joaquim Silveira, mas não por causa da forca, por causa da grana mesmo". E claro, na traição, porque eu acho que é uma traição ao povo brasileiro. Mas o Flávio resolveu falar, vamos lá, vai. É, ele pode botar o vídeo aí, é uma entrevista à Rádio Itatiaia, né? E aí aliados como Nicolas, o Rogério Marinho, Eduardo, retransmitiram a mensagem. Vamos lá, vai.
Eu pedi expressamente nas 3 reuniões que nós tivemos, né, com o presidente Trump, vice-presidente, e o secretário de Estado Marco Rubio, pedi expressamente: não taxem as empresas brasileiras. É um pedido que eu fiz expresso a eles porque o seguinte, a A partir de 2027, vocês vão ter um governo que vai sentar aqui com vocês, vai negociar de igual para igual, porque o nosso agro alimenta o mundo. Não é justo taxar as nossas empresas.
A gente tem que valorizar a nossa tecnologia, a gente tem que valorizar o nosso PIX, a gente tem que valorizar o nosso etanol, que é uma energia limpa e que já tá sendo usada aqui para o nosso agro para substituir o diesel, por exemplo. A gente tem que incentivar essa nossa, esse nosso capital, que é a tecnologia de etanol, seja da cana, seja do milho.
Então a gente tem tudo, é para sentar de Olha só, por favor, não taxe as empresas brasileiras.
Só que qual o problema que nós temos, Adelaine? Sentado hoje na cadeira de presidente da República, você tem alguém que simplesmente conseguiu ganhar a desconfiança do governo americano. Eles não confiam no Lula porque o Lula sai de lá pedindo primeiro para não combater facções criminosas. Os caras já pensam que, pô, que presidente é esse? Tamo aqui oferecendo uma ajuda, uma cooperação, e o presidente do Brasil sai daqui pedindo o contrário, para defender bandido, para defender terrorista, né?
E pior, sai lá e vem aqui cantar de galo, falar mal do Trump no Brasil, vomitar um sentimento anti-americano a todo momento. Trump tá vendo com quem ele tá tratando, quer dizer, se vangloriando de algo que não existe, menosprezando a maior democracia do mundo. É o nosso maior parceiro comercial historicamente, hoje em dia ao lado da China.
Não, primeiro que não é ao lado da China, tá muito longe da China. Deixa de ser ignorante. E você foi aos Estados Unidos durante a CEPAC, a conferência dos reaça lá, se oferecer para ser parceirinho dos Estados Unidos contra a China. Contra a China. Vocês estão promovendo— você virou inimigo, você virou adversário do empresariado brasileiro. A partir de 2027 estará sentado— peraí, mas você discutiu então tarifa com Trump? O Trump anunciou para você que ia fazer, é isso?
"Não, pedi para não fazer." Bom, pediu, não adiantou, então se foi assim... Cara, sabe o que é fenomenal, Flávio? É que você falando isso não passa a menor credibilidade. Você falando fica patético porque não dá para obviamente acreditar. Ah, o Zema também foi para as redes para dizer assim que é inaceitável, tal, mas que a culpa é do Lula, claro. Meu Deus, que escória que se formou na política brasileira. Ao Reinaldo não quer que tenha divergência.
O quê? Divergência é o sal da terra na política. Tem que ter, que tem divergência em todos os setores. Agora, contra o interesse nacional, não. E aí o Trump resolveu não ajudar muito porque o Trump colou no Flávio. O troço, publicou uma imagem dos dois, né? E aí botou a imagem, tá nas redes, né, dizendo, esses dois juntos, dizendo que ele é um homem jovem, inteligente, que ama o seu país. É, nós estamos vendo, né? E aí o Flávio mandou uma carta em inglês para o Trump, né, pedindo, manifestando preocupação com a possibilidade das novas tarifas, traz a data de hoje, um dia depois da conclusão da investigação, para tentar evidenciar que ele também tá contra as tarifas.
Que é um homem a favor do Brasil, mas as redes não perdoam e criaram um jogador aí, o Tari Flávio.
Não será tão fácil Flávio se deslocar do que tanto desejou. A gente criaram um novo jogador da Copa, o Tari Flávio, com uniforme dos Estados Unidos. Uma imagem de uma figurinha com o rosto do senador começou a ser compartilhada nas redes. Na camisa do jogador aparece a palavra "Máster", em referência ao escândalo envolvendo o banco de Daniel Vorkaro. No local da data de nascimento está o dia 1º de abril de 1964, dia do golpe militar no Brasil.
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Tá bombando!
Tem mais figurinha, tá? Eu era bom, eu sou bom ainda, só que a mão grande. E não pode fazer assim com o dedinho não para virar figurinha, tá? Tem que ser para valer. Vamos comercial, a gente já volta. O É da Coisa. Muito bem, estamos de volta. É, às vezes as pessoas aprendem com a experiência, né? Está indo tal, cai no buraco uma vez, resolve não cair uma segunda, fala: "Opa, tem buraco!" O Tarcísio dessa vez resolveu não cair no buraco em que ele já tinha caído da outra, né?
Porque ele se manifestou sobre o Tarifaço, ele que já tinha dito tanta coisa errada a respeito Né? Dessa vez resolveu falar a coisa certa. Vamos lá, vai.
Governador de São Paulo não embarcou na conversa dos bolsonaristas, criticou a decisão do governo americano no âmbito da Seção 301. Durante um evento em Rio Claro, no interior paulista, para anúncios de obras viárias, Tarcísio falou que a decisão prejudica o Brasil e que os Estados Unidos não são referência e nem exemplo para cobrar determinadas posturas. Vamos acompanhar.
A gente recebe com muita preocupação essa possibilidade de um novo tarifácio, né, que tá em consulta. E aí tem uma data fatal agora no mês de julho. É algo que prejudica o Brasil, prejudica empresas brasileiras e empregos brasileiros, que nasce de uma investigação que começou ano passado, que é a investigação da Seção 301, uma investigação muito ampla que pega várias questões em que os Estados Unidos não são referência nem exemplo.
Por exemplo, como é que os Estados Unidos vão cobrar de alguém, vão falar de desmatamento? Então observe o que nós fazemos e o que eles fazem. Então isso não faz o menor sentido, vai numa linha contrária ao que foi a linha da prosperidade americana ao longo do tempo, porque a prosperidade americana foi construída em cima do mercado livre, do mercado aberto, do mercado competitivo, inovador, do sistema financeiro forte. Então realmente é algo que não faz sentido e vai demandar agora um esforço da diplomacia brasileira.
Então a gente espera que haja uma orientação firme do governo federal, a nossa diplomacia, que eles possam estabelecer as conversas, entender quais são os interesses por trás de uma medida dessa, que uma medida dessa carrega interesse por trás, e que eles possam sentar à mesa, negociar e defender o interesse nacional.
Eu e o governador não somos da mesma enfermaria, hein. Tá, Lucas? É bom ficar claro. Sim, esse papinho todo que eu fiquei aqui, ai, você, como é que é, você sabe o volume do Pix no ano passado? Não ia funcionar, nem ele comigo, nem eu com ele. Mas eu tenho o dever da objetividade. Quando alguém fala a coisa certa, eu tenho de dizer que fala a coisa certa. E isso que ele falou tá certo, que os Estados Unidos não são referência de nada, inclusive no que concerne ao desmatamento.
Nós vamos ver ainda hoje aqui, até porque caiu brutalmente o desmatamento no Brasil. Mas o governador já esteve errado também, sim. Porque lá atrás, quando teve o tarifácio, ele em vez de criticar o governo Trump, ele resolveu criticar o Lula. Aliás, foi na Warren, onde eu fui também, né? Não sei se teve vídeo dele, mas garanto que o meu está mais visto do que o dele. Posso apostar. É, Lucas, o que é? Pensou que a sedução funciona?
Oxi, sim.
E aí ele pegou e falou que o Lula tinha de começar cedendo na negociação. Coloca aí, lembra? Vamos ver.
Acho que até é fundamental compreender um pouco do estilo do presidente americano. É um presidente que vive da economia da atenção, é um presidente que gosta de sentar com o chefe de Estado, botar um chefe de Estado sentado lá, dizer: olha, conseguiu uma vitória. E ele tá querendo colecionar vitórias, ele quer. Então, por que não entregar alguma vitória para ele? Por que não fazer algum gesto?
Porque ele, você imagina, chegar e falar assim: "Ô Lula, vem cá sentar." Aí eu falei: "Não vou, né?" Ele: "Não, não vou." Eu: "Não, eu quero conversar." Sim, então... É, com autonomia. É isso aí. Muito bem, estamos de volta e agora sim. Alô, agronegócio! Os Estados Unidos, tinha uma personagem antiga do quadro de manhã, que falava: "Tô de olho no senhor". Eles estão de olho em você. O Flávio foi lá vendê-los, entregá-los. Joaquim Silveira dos Reis.
Pode ficar tranquilo, viu, Flávio, que eu não tô pregando forca porque ele não se enforcou. Fugiu do Brasil, voltou para Portugal e ficou lá vivendo a tripa fora. Desmatamento, Estados Unidos podem atingir o agronegócio.
É, Reinaldo, governo Trump se tornou até ambientalista. O documento afirma que embora o Brasil tenha um marco legal para combater o desmatamento ilegal, O país falhou historicamente em aplicá-lo de forma eficaz, permitindo a continuidade do problema.
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Mentira! Primeiro que o Brasil tem o melhor código florestal do mundo, infelizmente sendo atacado muitas vezes por alguns trogloditas do Congresso. Recentemente passaram lá um monte de lei que agride a questão ambiental, curiosamente aprovada por gente que aprecia o Trump e gosta do Flávio. E agora os Estados Unidos usam a questão do desmatamento para impor taxas ao Brasil. Ok, tá ok. Olha aí, não, o desmatamento caiu. O ano passado foi o menor em 7 anos, caiu 58%.
Sabe onde não caiu? Nos Estados Unidos. Tem aí a imagem de um documento que saiu em 2010 nos Estados Unidos, de uma entidade de agricultores dos Estados Unidos, de Odo Agro, e que virou depois uma espécie assim de lobby forte Farms here, forests there. Fazendas aqui, florestas lá. Inconformados com a produtividade do agro-brasileiro. Os Estados Unidos se comportam como inimigos do agro-brasileiro. E vai gente como Flávio, como os irmãos Bolsonaro lá.
Pera aí, quem é que tá defendendo o capitalismo brasileiro, hein? Como é que é? Ai, socialistas, os comunistas. Quem?
Quem?
Aquele socialista, que comunista! Aliás, o Alckmin falou disso também. Pode botar o vídeo direto aí.
Nós estamos tendo a maior queda de desmatamento. Se a gente pegar os 6 biomas brasileiros, é a maior queda nos últimos 7 anos. Na Amazônia caiu mais de 50% o desmatamento. O Brasil tem compromisso com o desmatamento, zerar o desmatamento até 2030. Aliás, tivemos a COP inclusive aqui no país.
É, então caiu. Na verdade, o que se está a fazer aí é usar a questão do desmatamento para fazer lobby dos setores americanos inconformados com a produtividade do agro-brasileiro. E quem tá defendendo o agro-brasileiro neste caso chama-se Luiz Inácio Lula da Silva, queiram ou não. Ah, não gosto dele, pernambucano, tem 9 dedos, ah, não interessa. Olha pro seu bolso, olha pro que pode acontecer, olha pro financiamento. Isso aqui não é opinião, isso é um fato.
Isso é um fato. Oh, e também, ah, Lucas, Isaia, um país, olha, Trump, o Trump que é um homem que odeia corrupção, ele não suporta, inclusive tendo os Bolsonaro como parceiros nessa luta contra a corrupção, nossa, olha, o Trump tá Acontece que Titio tem memória. Sim, tem. Minhas, é a segunda coisa melhor que eu tenho. Qual a primeira? A generosidade. O Pix.
Não fala isso em voz alta, hein, que o Trump vê.
É no contexto. Isso. o Trump que friou o combate à corrupção nos Estados Unidos, pouca gente se lembra disso, mas eu se lembro. Pode procurar, como sempre, como sempre. Eu faço um programa para que as pessoas olhem, ah, não é verdade, manda mensagem, dá a fonte, diz que não é. Nisso, no direito. Ai, sabichão, não chama até dormir pouco, estudar muito. Trump é feio, combate corrupção, mas acusa o Brasil de corrupto. Olha aqui, Sérgio Moro dando a sua contribuição, porque ele está aqui presente. Vai lá.
Os americanos também dizem que o Brasil não adota medidas suficientes para combater o suborno e a corrupção. O documento cita a suspensão de processos da Operação Lava Jato pelo STF em 2023, a renegociação sem transparência de acordos de leniência e a queda do país no índice de percepção da corrupção da Transparência Internacional. Também acusaram a demora para o registro de patentes.
Bom, Transparência Internacional, aquela entidade que aqui no Brasil era aliada da Lava Jato. Merece uma gargalhada. Atenção, os Estados Unidos tem uma lei na qual a Lava Jato grudou, que é uma lei que pune atos de corrupção fora do país, empresas americanas que corrompem funcionários de outros países, é uma lei de 1977. E eles usam essa lei da seguinte maneira: se a empresa quiser, inicialmente era empresa com sede nos Estados Unidos, depois é qualquer empresa que tá fazendo negócio com os Estados Unidos, Eles podem punir quem eles quiserem em qualquer lugar do mundo.
E as empresas americanas também estavam sendo punidas por corromper governos fora dali. O Trump suspendeu por 180 dias a lei e disse: chega desse negócio que está prejudicando os Estados Unidos. Prejudicando os Estados Unidos? Ninguém pode prejudicar os Estados Unidos, que coisa feia, Lucas. Nah, olha, Lisa. Suspendeu, depois a lei voltou, procura. A lei voltou, mas atenção, tá? Agora só pune quem corromper funcionários do governo mundo afora se essa corrupção atentar contra a segurança nacional.
E se não atentar? Se não atentar, aí é legítimo, aí não, né? Aí é normal. Também acusaram 109 meses para patente farmacêutica. É mentira isso! É mentira! O Alckmin desmentiu. Pode botar o vídeo do Alckmin aí, vai. O Alckmin desmentiu, vai.
A questão do combate à corrupção. O Brasil nesses últimos 20 anos aprovou 30 dispositivos, entre alterações legislativas, de combate à corrupção, importantíssimos. Depois, propriedade intelectual. O maior beneficiário do trabalho do INPI são os Estados Unidos. 30% das patentes são americanas. Então, o maior beneficiário de todo o trabalho de reconhecimento de patentes são as empresas americanas. Depois, o etanol. Nós temos uma tarifa de 18% para entrada no Brasil do etanol.
Estados Unidos é de 12,5%. Ela é muito próxima a nossa, do Estados Unidos. E no caso do açúcar, nós só temos uma cota de 150 mil toneladas. O que passar disso para entrar nos Estados Unidos, você tem $340 a mais o que, por tonelada, o que representa 80% de tarifa de importação. Então há um desequilíbrio aí total em prejuízo do nosso país.
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O seu superávit seja gigantesco. Com o Brasil tem isso, com os Estados Unidos, mas insisto, os 8 produtos principais deles entram aqui com tarifa zero, ainda que o etanol tenha 18, que eu já tinha falado. Vocês viram como até os números eu sabia? Ah, o que que é? Pensa o quê, que eu vi esse mundo pra dar selinha? Beijinho na boca, minha filha, é isso aí. Olha, já tem um levantamento em rede. Alô, RE2 também TV. Vocês sabem, né, meninos, que eu sempre digo que não é para os bolsonaros ouvirem o que eu falo, né?
Sim, ouvir pode, acompanhar pode, porque eu não posso evitar que as pessoas tenham prazer. Eu sou contra impedir o prazer das pessoas. Lucas, anotado. Eu sou a favor do prazer. Agora, não precisa seguir as minhas, sei lá, opiniões, dicas. Dicas? Não, eu não sou coach de gente mais poderosa e mais rica do que eu. Mas o levantamento nas redes, é, vai lá.
Reinaldo, levantamento feito pela AtivaWeb Data Lab mostra que o mais recente embate do governo de Donald Trump contra o governo Lula, com apoio da família Bolsonaro, explodiu nas redes sociais. De acordo com esse monitoramento obtido pela colunista da Band News FM, da Folha, Monica Bergamo, Foram 15 milhões de interações até a tarde desta terça-feira. Desse total, 78% foram de sentimento negativo contra Trump e a família Bolsonaro, outras 11,7% expressavam sentimentos positivos e 10,3% neutros.
Nas primeiras 5 horas depois do anúncio, a AtivaWeb registrou 8,6 milhões de menções ao tema e considerou que a narrativa de traição ao Brasil explodiu nas redes sociais. 3 horas depois do primeiro levantamento, o número de menções quase dobrou.
É, sei lá, acho que eu aplaudo de pé, não? Alô, Bolsonaro, por favor, continuem assim, tá bom? É isso aí. O ré da coisa. Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos, no Comitê de Relações Exteriores do Senado, falou dos países amigos e inimigos e botou o Brasil como adversário, comparando o Brasil à Nicarágua. Uma coisa absurda, coisa de um tarado ideológico. Coloca o vídeo direto aí. We now have in this hemisphere—
Agora temos neste hemisfério uma coalizão de países amigos, mais de duzia que se alinharam para trabalhar não apenas nas questões de segurança que todos nós temos em comum, mas também na prosperidade econômica que anda de mão dada. É algo incrível. Claro, fora a Nicarágua, fora Cuba, fora Venezuela, que continua com alguns desafios, e fora o Brasil, embora este esteja em meio a um ciclo eleitoral, e em certa medida fora também o atual governo da Colômbia, cujo presidente tem sido problemático.
Mas de modo geral, agora é uma região repleta de aliados americanos, líderes favoráveis aos Estados Unidos, e há uma direção favorável aos dos Estados Unidos, evidencia a interferência no processo eleitoral brasileiro.
Ele, o secretário de Estado dos Estados Unidos, não acha uma fala muito inteligente. Mas eu já, Lucas, eu já tinha mapeado. Eu sei muito bem quem gosta de nós, quem não gosta. Eu tinha falado lá em Catalão, Goiás, eu já tinha falado desse cara aí, desse sujeito aí. Põe o vídeo aí.
Vocês viram que faz pouco tempo que eu fui aos Estados Unidos, eu tive 3 horas de conversa com o presidente Trump. O tal do Marco Rubio, que é o chefe do Departamento do Estado, que é o anti-América Latina, que é o inimigo mortal de Cuba, que é o inimigo mortal de vários países latino-americanos, e que eu já disse ao Trump que ele não gosta do Brasil, ele não estava na reunião que eu fiz com o Trump. Eu fiz 3 horas de reunião com o Trump.
E aí, em outro evento catalão, o Lula disse que ele e o Trump tem que se falar. E enfim, vamos lá, solta o vídeo.
Então, Trump, é o seguinte, cara, você disse que pintou uma química entre você. Quem anunciou isso não foi você nem eu. Você me deve uma reunião, eu devo uma para você, porque nós demos 30 dias para os nossos ministros negociar.
Então, pode parar, pode parar isso. Nós nos devemos uma reunião e vamos negociar. Se rolou química, né, presidente, leva os dados que eu falei. Será uma sedução irresistível. É isso aí. O é da coisa. Muito bem, e nós estamos de volta no Band News TV, nas redes sociais, no LG Channel. Olha, o Planalto tem a impressão que eu também tenho, de que isso tudo foi uma tentativa de golpe eleitoral, mas que, como se pode dizer, o tiro saiu pela culatra.
Ei, o que é culatra? Esse nome parece ligeiramente pornô. Não, é a parte da arma por trás onde o tiro pode vir para você, né? Uma parte da arma, a culatra. Você atira lá e a bala Vem na testa, né?
Reinaldo, segundo o portal G1, auxiliares próximos do presidente Lula avaliam que o governo dos Estados Unidos iniciou um movimento explícito para interferir nas eleições brasileiras deste ano. No entanto, no núcleo do Palácio do Planalto, a percepção é de que há um risco concreto do, como você disse, o tiro sair pela culatra. Nas palavras, inclusive, de um interlocutor do presidente Lula. Isso porque existe no Brasil uma forte rejeição ao presidente americano Donald Trump, que cada vez mais passa a ser associado ao senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro.
Mesmo assim, a percepção é que nos últimos dias, pelo menos 6 episódios reforçam essa disposição do governo americano de influenciar o pleito brasileiro. Vamos a elas. Eu posso ir todas? Você quer que eu vá uma a uma?
Hey, pode, pode, pode todas, pode todas.
Vamos lá. Primeira, o encontro de Flávio e Trump na Casa Branca. A segunda, a classificação das facções brasileiras, PCC e Comando Vermelho, como terroristas. A terceira, indicação do republicano Daniel Pérez como embaixador americano no Brasil. A quarta, a proposta do Escritório de Comércio americano de aplicar uma tarifa de 25% sobre as exportações brasileiras. A quinta, a publicação por parte de Trump das fotos do encontro da semana passada com elogios a Flávio Bolsonaro.
Já a sexta e última, a declaração do secretário de Estado americano Marco Rubio de que o Brasil não é aliado dos Estados Unidos, que trouxemos há pouco, inclusive.
Isso é evidente, só que ajuda., gente, o Flávio é o candidato do Trump, tá, cara? Deixar isso claro. É aquele que tá atacando o Brasil, ameaçando o país, e que quer pegar o seu Pix, tá? Flávio quer ajudar Trump. A pegar o seu Pix. Será que ajuda? Qual é o percentual, sobre quantos, sobre que percentuais se diriam as novas tarifas dos Estados Unidos? Vamos lá, vai.
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o Márcio Elias Rosa, afirmou hoje que a nova taxação do governo Trump pode afetar 21% dos produtos exportados pelo Brasil aos americanos. Segundo ele, 25% dos produtos brasileiros enviados ao território americano já enfrentam sobretaxas, com base na Seção 232, que atinge aço, alumínio e autopeças. Outros 54% estão livres das tarifas.
Em entrevista coletiva ao lado de Alckmin e Dorigan, Márcio Elias Rosa explicou: Essa recomendação feita pelo USTR alcançaria hoje em torno de 21% do que o país exporta para os Estados Unidos, porque nós temos cerca de 54% do que nós exportamos para os Estados Unidos livre do tarifácio, 25% na seção chamada Seção 232, e 21% é que ficaria exposto se essa recomendação se convertesse, se essa tarifa fosse aplicada. Os setores mais atingidos seriam de máquinas, de equipamentos, o que tem valor agregado e traz muito prejuízo, como disse presidente, para emprego, para renda, para as indústrias.
O setor de plásticos, produtos de madeira, os esquadrias de madeiras, papel, cartão, calçados também é um setor que seria em tese alcançado, ferro fundido e peixes e crustáceos. Essas são as áreas mais expostas se essa proposta se convertesse em tarifas, coisa que a gente acredita que não vai ocorrer.
É, e eu, no caso dos peixes, ia sofrer muito. Como eu como peixe todo dia, ia ficar ruim para mim. Entendeu? É verdade. Que é bom para cabeça. Olha aqui, com o auge da vigência das tarifas americanas, vocês sabem que o Brasil passou a exportar mais, né, e a balança comercial aumentou, com os Estados Unidos obviamente diminuiu. O saldo, porque aumentou o déficit, mas o Brasil procurou outros mercados. E eu falei hoje também, eu vou até comentar esse negócio, lá em Catalão, em Goiás, na terra de Ronaldo Caiado, que é a culpa do Lula, culpa do Lula.
Eu comentei e aí eu me lembrei de uma frase que diz um um governante de um país africano, me ocorre o nome agora, mas que a frase é muito boa, mas que é verdade. Vamos lá, que que o Lula falou? Vai, Lula saúda em evento, saúda, saúda, saúda de decisão da China sobre a carne brasileira, a febre aftosa.
Vai, presidente brasileiro comemorou o reconhecimento do país como livre da febre aftosa por parte da China. Vamos ao que disse o chefe do Planalto durante o evento, como você citou, na cidade de Catalão, em Goiás, onde houve a cerimônia de inauguração do Instituto Federal e também de um hospital universitário.
O que que aconteceu hoje para se contrapor à medida do Trump? A China aceitou que o Brasil está nacionalmente livre da febre aftosa, que a nossa carne está livre no mercado chinês. Então veja, eu tenho muita sorte, tenho muita sorte. Eu não vou ficar chorando. Se você não quer comprar de mim, pode ficar com as coisas, eu vou vender para outro. Se tu quiser comprar, eu vou vender para outro. A minha disputa é a disputa de narrativa e a disputa de verdade.
Eu não permitirei enquanto eu for vivo que a mentira predomine Sobre a verdade, esse governante chinês, acho que uma vez eu já citei essa frase, diz o seguinte: a gente negocia com os Estados Unidos e só toma bronca, e eles ficam reclamando de tudo e achando que estão sempre sendo prejudicados. A gente negocia com a China e sai com um porto, com aeroporto que eles financiam, sem contar que a China tem um Exim Bank, um banco de financiamento de operações que é da própria China.
Que dá segurança aos exportadores chineses. É por isso que eles são quem são. Os Estados Unidos, em vez disso, sai taxando aliados e ficam buscando essa elite xexelenta que eles encontraram aqui para ser sua aliada contra os interesses nacionais. Entidades empresariais reclamando, caiu a ficha?
Paulo Skaff, presidente da Fiesp, falou que a diplomacia empresarial cumpriu seu papel, um papel relevante na negociação das exclusões de uma lista de produtos até aqui. Neste momento, no entanto, é fundamental uma atuação rápida e firme do governo brasileiro para evitar a confirmação de prejuízos graves às exportações do país antes da decisão final. Esperada para julho.
Sabe o que é lamentável nessa sua fala, Paulo Skaff? Que fica parecendo que foi a diplomacia empresarial que fez as negociações. Sim, empresários negociaram. Joesley Batista, por exemplo, foi importantíssimo na negociação, mas ele não é seu subordinado na Fiesp, né, o seu, tá dentro do seu guarda-chuva na Fiesp. Diplomacia empresarial coisa nenhuma. Também foi, mas foi diplomacia brasileira. É importante que o governo seja firme, é importante que o governo seja firme e não seja sabotado por aqueles que vão lá sabotar o Brasil e que têm seu apoio, né?
O segredo é aborrecer, dizer tudo. Confederação Nacional do Comércio, Bens e Serviços também acompanha com preocupação o anúncio do governo dos Estados Unidos. A FEBRABAN saiu em defesa do PIX, a entidade ressalta que a ferramenta desenvolvida pelo Banco Central é uma infraestrutura de pagamento importante. Senhores empresários, há aqueles que defendem os interesses nacionais e há aqueles— eu vou ter que citar Cecília Meirelles de novo, né?
Que se aliam, né, à surda força dos verbos. E assim a gente fecha a coisa. Beijo, até amanhã!
Que país é esse? Que país é esse?
Você acompanhou O É da Coisa na BandNews FM. Oferecimento: BTG Pactual, para quem espera mais de um banco. iFood, os melhores restaurantes com entrega grátis estão no iFood.
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