O É da Coisa de 03/08/2026, com Reinaldo Azevedo: Lulinha e eleição; Lula e o cerne; Flávio sem vice
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E agora na BandNews FM, o É da Coisa com Reinaldo Azevedo, Alexandre Bentivoglio e Isabela Mota.
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E aí, e aí.
Vá, se mande, junte tudo que você puder levar. Ande, tudo que parece seu é bom que agarre já. Seu filho feio e louco ficou só, chorando feito fogo à luz do sol. Os alquimistas já estão no corredor e não tem mais nada, negro amor. A estrada é para você e o jogo e a indecência.
Junte tudo que você conseguiu Por coincidência.
E o pintor de rua que anda só desenha maluquice em seu lençol. Sob seus pés o céu também rachou e não tem mais nada. Negro amor. Seus marinheiros mareados abandonam o mar, seus guerreiros desarmados não vão mais lutar, seu namorado já vai dando fora, levando os cobertores E agora até o tapete sem você voou e não tem mais nada, negro amor. As pedras do caminho deixe para trás. Esqueça os mortos, que eles não levantam mais. O vagabundo esmola pela rua vestindo a mesma roupa que foi sua. Risco e outro fósforo, outra vida, outra luz.
Começa agora para todo o Brasil mais uma edição de Ué da Coisa. E se a coisa parece confusa, atrapalhada, vem para cá que a gente desconfunde, desatrapalha. Milhões de pessoas acompanham o programa pelo Tile, pela Band News TV, LG Channel, TCL Channel, Samsung TV Plus, canal 2043. E vale o bem demais e de forma fundamental, e é onde tudo começa, na Caverna do Inútil, que é o primeiro dos streamings, né? Exatamente, exatamente, na Caverna do Inútil. Boa noite, vale o bem, que já se manifestou.
Boa noite, Isabela.
Boa noite, Negro Amor. Bob Dylan, 1966, It Is All Over Now, Baby Blue. Acabou tudo, já era, tá tudo acabado. O Baby Blue aí, porque o blue em inglês, triste, melancólico.
Não dá, está tudo acabado, meu melancólico amor.
Tá tudo acabado, nego, acabou.
É claro que a música tem Bob Dylan, né? Você nunca sabe quando tá falando de uma questão política, social, de uma era, e quando na verdade tá tratando disso, de um período de mudança.
Não adianta mais tentar ressuscitar o que já era.
E ao mesmo tempo faz isso como se fosse uma música amorosa, Isabela. E a gente o tempo todo tá um pouco vivendo isso, né? E aí nós vamos ouvir o final.
Aí no fim a gente vai com original. O Bob Dylan de 1966. Essa gravação é da Gal de 1996, uma tradução, uma versão do Caetano e do Péricles Cavalcanti. Meninos, 70% eu diria que é tradução mesmo quase literal, e nos 30 que não são, são soluções geniais, porque a tradução simplesmente ficaria sem muito sentido em português. E são soluções maravilhosas, coisas geniais, pessoas geniais. Olha aqui, temos muita coisa. Teve convenção do PT nesse fim de semana, nós vamos falar disso.
E claro, a questão: PF pede abertura, pede, não se abriu ainda, abertura de um terceiro inquérito contra Lulinha.
Nós vamos falar disso, já falamos de uma tensão que está em curso entre o André Mendonça e o delegado-geral da Polícia Federal. Vamos tratar disso, eleição, né, tudo aquilo de que você precisa saber e que é preciso analisar com objetividade, clareza, destemor e à luz da lei, só da lei. Só da lei não, as pessoas podem opinar sobre o que elas quiserem, né?
Mas existe uma diferença entre a opinião e quando você tá ancorado na legislação ou não está ancorado na legislação. Ah, eu quero que a lei se dane.
Ah, bom, eu não quero. Não vamos pensar tudo isso aqui, tá bom?
E vamos também, o Lula falou uma frase na convenção do PT e a imprensa quase que repetiu, vários veículos repetiram quase que a mesma manchete assim. E olha, Beni, eu me lembrei do Pero Magalhães Gândavo, de que já falamos aqui.
Momento cultural.
Pero Magalhães Gândavo, português que escreveu um tratado sobre o Brasil no século 16 chamado Literatura de Viagens.
Nos bons tempos da USP se estudava isso, especialmente com Alfredo Bosi.
Não sei hoje como é que tá, não tô dizendo que não está, só tô dizendo que se estudava. É que eu tenho aqui, aliás, um tratado belíssimo. Já falamos dele aqui, né, que ele fala do abacaxi, fala do caju, né, Weiberg, que não pode comer a castanha sem assar porque senão faz ferida na boca. Né, o abacaxi que ressende, né, o cheiro. Intupi, inclusive, quer dizer cheira longe, né.
E aí ele fala da banana, que não é essa banana que a gente conhece, é uma bananinha feia, ruim, né, que tinha.
Essa banana aí é toda modificada. E ele diz, olha, os índios, os locais, né, os indígenas, os índios, eles comem O miolo e deitam a casca fora, vale bem. E às vezes o jornalismo que fica só no declaracionismo faz o quê?
Faz o contrário dos nossos indígenas, come a casca da banana e joga o miolo.
Então nós vamos ter que interpretar tudo isso aqui, mas vamos lá.
Inquérito, terceiro inquérito agora sobre Lulinha.
Vai.
A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal a abertura de um terceiro inquérito que tem entre os citados Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, filha do presidente Lula. O objetivo é investigar a suposta ocorrência do crime de tráfico de influência para favorecer empresas de tecnologia. A 3 Structure It Ltd., que atua na área de tecnologia, tem contratos de R$55.721.051 com o governo federal em vigência. Lulinha supostamente usou o nome do presidente Lula para viabilizar negócios e investimentos.
A empresa foi criada em 2019 e mantém sede em Florianópolis. O primeiro contrato foi fechado com o Centro Integrado de Telemática do Exército em novembro de 2022. O instrumento prevê solução de TI e comunicação de backup de forma a expandir a infraestrutura de armazenamento do sistema de telemática do Exército. Inicialmente com valor de R$21,8 milhões, o contrato recebeu um aditivo de R$3,6 milhões em julho desse ano.
Eu lembro que 2022, o 2022, o presidente era eu, porra.
Não era esse, não era esse cara aí, esse Lula aí, era eu que era o presidente.
Atenção, é um terceiro pedido de inquérito e segundo sei, o relator deste pedido de inquérito será o ministro Flávio Dino.
Que ainda não decidiu se abre ou não o inquérito, tá? Eu acho, não sei se está em algum lugar.
Se não tiver, tá aqui. Vocês se lembram que depois que o programa tinha acabado, a gente ficou sabendo na sexta-feira, né, que se tinha, o Mendonça tinha decidido abrir um segundo inquérito aí contra o Lulinha, aí envolvendo Dataprev, e também envolvendo essa empresa, a mesma empresa.
Eu preciso saber direito porque é que se abrem dois inquéritos se o mesmo cara estaria fazendo lobby pela mesma empresa, mas em dois inquéritos.
Os advogados que me assistem, os juízes que me assistem, e graças a Deus os aspencas, né, sabem que existe o conceito do bis in idem, 2 em 1, investigar duas vezes uma mesma coisa. A mesma coisa em duas instâncias diferentes. Enfim, precisa ver, são coisas diferentes mesmo. Lembrando que esse inquérito que o Mendonça abriu é aquele que ele teria ficado gastado porque a PF falou que precisaria ter um novo sorteio.
Sim, porque nada tem a ver com o INSS.
Vamos lembrar, Lulinha foi investigado, foi virado de cabeça para baixo no escândalo do INSS, não apareceu.
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E agora, ah não, tem que pegar o Lulinha.
Ah, então vamos ver o negócio lá da saúde, do canabidiol, que se a empresa não foi criada, se a Roberta Luxinger, a empresária amiga dele, recebeu, não recebeu, precisa ver se o Lulinha recebeu.
A quebra de sigilo dele, que já vazou, nada indica. Não sei, é prospecção de negócio uma coisa, fazer lobby, receber por lobby é outra.
Ah não, é o Lula estaria pessoalmente envolvido?
Não há o menor indício.
E mesmo nesse terceiro caso aqui, que eu não sei se vai ter inquérito aberto, o Lulinha é uma das pessoas citadas ali. Precisa ver.
E ainda vão tentar abrir um quarto. Então tudo, insisto, tudo que se sabe do Lulinha já tá aí há muitos meses. De repente você resolve abrir há 2 meses da eleição 4 inquéritos, ou pedir abertura de 4 inquéritos.
Existe algo muito estranho Porque a imprensa noticia, como quem diz, hoje é segunda-feira, que o Mendonça estaria investigando o diretor-geral da Polícia Federal. Se isso acontece, é ilegal, porque o Ministério Público investiga ou a Polícia Federal investiga, a menos que exista uma polícia secreta. Existe uma polícia secreta que agora atua no Supremo?
Ah não, mas é que eu quero que a Polícia Federal me passe tudo, quero saber a rotina interna da Polícia Federal, onde eles arquivam tudo, não sei o quê.
Mas o controle externo da Polícia Federal quem faz é o Ministério Público. Se não, vale o bem, querida Isa, são 2000 e poucos juízes federais. Você já imaginou se 2000 e poucos juízes federais quiserem a rotina interna da Polícia Federal? É, falo sabendo que estou sendo ouvido por advogados, juízes, operadores do direito, e eles sabem que quem investiga diretor-geral da Polícia Federal ou é Ministério Público ou é Polícia Federal.
Não existe investigação secreta conduzida por ministro do Supremo. E eles sabem também que controle externo da Polícia Federal quem faz é o Ministério Público Federal. Porque se cada juiz decidir que quer a rotina interna da Polícia Federal e decidir onde deve atuar cada agente, aí desaparece a Polícia Federal e se quebra a chamada cadeia de custódia das provas.
E aí vira um festival de vazamento, como aliás já virou.
Ou não virou? Já é uma peneira, não? E aí a defesa do Lulinha pede apuração sobre os vazamentos, e tá certo pedir.
Olha, eu tô reinando, não quer que a imprensa noticie? Eu, se chega a imprensa, noticia.
Agora, quem vaza, aí é outro papo, né? Vai lá.
A defesa de Lulinha acionou o Ministério da Justiça e Segurança Pública e a Corregedoria da Polícia Federal para pedir apuração do vazamento de informações sigilosas do cliente. Nas duas petições protocoladas ainda ontem, os advogados do filho do presidente Lula afirmam que dados obtidos por meio de quebra de sigilo telemático no âmbito do inquérito do INSS acabaram sendo divulgados indevidamente e passaram a circular fora dos autos da apuração.
A defesa de Lulinha argumentou o seguinte: o objetivo político dos vazamentos tornou-se irrefutável, uma vez que os dados telemáticos teriam sido entregues à campanha de Flávio Bolsonaro, candidato à presidência e oponente direto do genitor do peticionário, que estaria avaliando o melhor momento para afetar politicamente a divulgação. No pedido encaminhado ao ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, os advogados pedem que a pasta exerça sua função de supervisão sobre a PF.
A petição sustenta que se trata de possível falha institucional na custódia de provas sigilosas. Os defensores pediram também que a Corregedoria da PF abra um processo administrativo disciplinar para identificar eventuais responsáveis por acesso, extração, cópia ou compartilhamento indevido de dados sigilosos.
E se a defesa do Lulinha se toma reportagem do colunista Thomas Trauman do Globo, que revelou que a campanha do Flávio estaria planejando divulgar esses áudios, então foi passado de algum modo. De novo, advogados, juízes, ministros.
Curioso, né? Do Dark Horse não vaza nada.
Onde comprovadamente há problema, não vai. Foi só a reportagem do Intercept Brasil e tem investigação da polícia aqui de São Paulo. Também a defesa da Roberta pediu investigação. E aí cita policiais federais ali do que atuam para o André Mendonça, ou um pelo menos que atua para André Mendonça no gabinete do André Mendonça. Vamos lá.
A defesa de Roberta Luxinger recorreu antes que a de Lulinha contra o vazamento. Os advogados da empresária pediram abertura de um inquérito para investigar um eventual vazamento de conversas mantidas entre ela e Lulinha. O pedido foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República e à Polícia Federal e abrange todos os agentes da PF com acesso à investigação, incluindo delegados protegidos ao gabinete do ministro André Mendonça.
A base dessa requisição é uma reportagem do Globo, segundo a qual a campanha de Flávio Bolsonaro teve acesso às conversas protegidas por sigilo judicial dentro da Operação Sem Desconto, que apura fraudes do INSS. No pedido, os advogados Bruno Sales e Marco Antônio Chies Martins, que representam a empresária, pedem a apreensão de computadores, celulares ou qualquer equipamento dos agentes, tanto da PF quanto do STF, com acesso a essa investigação.
Olha, vamos ser claros, né? O Mendonça tem o seu principal homem da PF no seu gabinete, é o Tiago Marco Antônio Ferreira, delegado. Foi uma das estrelas da Lava Jato, foi auxiliar do Mendonça quando ele foi ministro da Justiça, da Secretaria de Operações Integradas, quando ele era. E o Tiago nunca escondeu que ele acha que o Lulinha tem de ser investigado e Ô Thiago, se é mentira, e não vai aqui nenhuma acusação, né, mas se é mentira sempre é tempo de dizer não falei, né.
Mas se comenta em todo canto em Brasília que Vossa Excelência defende a prisão do Luli e nunca ficou claro por quê. A instrumentalização política Parece que tá um pouco evidente, mas aliados do Lula acham que estão usando o filho em articulação eleitoral, né?
O que foi que disse o deputado federal Reginaldo Lopes, do PT de Minas Gerais?
Disse o seguinte: o Lulinha é investigado antes dele nascer, então é um café requentado, é uma história que o povo brasileiro sabe que é uma invenção eleitoral.
E quem é o Orlando Silva do PC do B? Falou o quê?
Vamos lá.
Deputado Federal por São Paulo disse: eu participei da CPI do INSS, tive acesso a todas as informações disponíveis da CPI e sinceramente eu não vi nada, nada com consistência que pudesse implicar o Fábio Luiz. Acredito que isso é mais fogo de palha.
Vamos ver.
De qualquer modo, saiu uma pesquisa Nexus BTG O Lula estaria com 46, era 47 em 27 de julho. Flávio, 45, eram 43 em 27 de julho. Portanto, faz pouquíssimo tempo, né? Uma mudança aí importante de 3 pontos em uma semana coincide com a divulgação dos dados dessa coisa do Lulinha. E aí a campanha do Flávio ficou excitadíssima, né? E também haveria um empate com o Caiado. Lula 46, Caiado 42, margem de erro de 2 pontos. Então teria um empate aí. Não sei se as outras pesquisas vêm endossando isso, mas divergem um tantinho.
E aí tá uma excitação danada.
Aí dessa vez vai e tal, mudou tudo, inverteu tudo.
E eles são engraçados porque eles já estão falando: aí, ó, é hora de vir, senão depois não quero mais apoio.
E tá duro porque eles não estão conseguindo nem Mas a ver, né, a ver, eu só chamo atenção porque depois aí não se acha nada mais.
Porque atenção, tudo que vazou sobre Lulinha até agora, crime não tem. Ah, teria feito contato, teria feito não sei o quê.
O INSS, crime não tem. Tô dizendo que não tem?
Não, só tô dizendo que tem algum lugar aí que é uma peneira, é uma peneira por onde só vazam coisas contra o Lulinha. Contra o Flávio não vaza nada.
E tem investigação no Dark Horse, né?
Ah, tá defendendo que vaze tudo? Não, eu sou contra vazamento.
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Eu critico vazamento faz 15 anos na imprensa. Mais do que isso. Eu não critico a imprensa que publica, desde que o jornalista não faça conluio, que jornalista também tem direito de cometer crime.
Chegando a mão, chegou, acabou.
A imprensa é imprensa, publica. Agora, o festival de vazamento, vazamento é seletivo, né? Você vaza com algum propósito.
E agora assim, vale o bem. Vamos falar deles.
Chegou a hora de falar de mim. Eu falei uma coisa importante. E aí, como disse o Reinaldo, até falei com o Reinaldo hoje, eu falei, Reinaldo, quem que é esse negócio desse Pero Magalhães aí? Foi isso aqui, presidente, é que ele falava das pessoas que acabam às vezes comendo a casca da banana e jogando miolo fora, Isabela. Que é uma coisa impossível aqui no Brasil. Quem gosta de comer banana com casca é o Zema, né? Mas esse a gente sabe que ele faz coisa até— isso é o que ele faz de menos grave do ponto de vista, eu digo, do pensamento. Ah, vamos lá.
Na convenção nacional do PT, abrida ontem no Expo Center Norte em São Paulo, que oficializou seu nome como candidato a um quarto mandato, o presidente Lula afirmou que se eleito tentará mudar muita coisa e anteviu que haverá embates com o Congresso sobre, por exemplo, fundo partidário e as emendas parlamentares. O embate democrático, fez questão de frisar. Chegou a dizer que sente saudade do tempo em que seu partido tinha de vender camiseta para arrecadar fundos porque havia mais mobilização.
E apontou um dado, Reinaldo, para o qual você já chamou atenção aqui algumas vezes: a progressiva perda de poder do presidente e do Executivo como um todo. E foi nesse contexto muito específico que afirmou não pretender ser só o presidente do Bolsa Família ou do Brasil Sorridente. Eu já sei que você acha que se fez uma leitura errada dessa fala. Agora a gente vai ouvir a sua avaliação. A gente vai ouvir primeiro a declaração do Lula e na sequência a sua avaliação.
Eu quero que vocês saibam que eu sou triste com a política de hoje. Eu preferi o meu partido quando a gente tinha que vender uma camiseta para arrumar dinheiro para colocar gasolina para ir fazer outro comício. Esse negócio de fundo partidário, dessas coisas, não me agrada. Não me agrada porque tá levando os partidos à promiscuidade, tá? Esta é a minha opinião. Fez todos nós virarmos iguais. Eu fico imaginando, eu conheço o jeito daquele Congresso de partido que até 1 bilhão por ano, 1 bilhão, sem prestar contas ao povo brasileiro.
Eu quero que vocês saibam, eu quero que vocês saibam que a minha 4ª presidência é para mudar muita coisa nesse país. Quero que vocês saibam, eu— e vai ter briga, vai ter briga com emenda parlamentar, vai ter briga com o papel que hoje tem o Poder Legislativo. Não posso permitir que o presidente da República vá perdendo os seus direitos. Presidente da República vai perdendo o direito de indicar a gente, vai perdendo direito de indicar ministro da Suprema Corte, vai perdendo direito de indicar coisa do CADE.
Vai perder direito de criar. Ou seja, daqui a pouco, qual é o direito que tem um presidente da República? Nenhum. Então a gente vai ter que discutir. E é bom vocês se elegerem, todos vocês. Não quero um primeiro suplente, eu quero todo mundo eleito, porque vai ter que ter briga democrática para a gente dar uma mudada nesse país. Eu não quero ser mais um presidente só do Bolsa Família, só do Matilson Sorridente, só é tudo mais, mais e mais.
É preciso ter mais. E esse ter mais, a gente vai ter que mudar de comportamento, a gente vai ter que ser mais ousado, a gente vai ter que ser mais ousado para a gente mudar muita coisa.
Onde é que tá o lead dessa fala? É: não quero ser só o presidente do Bolsa Família ou do Brasil Sorridente. Gente, como saiu quase unanimemente, todo mundo repetindo o mesmo título. Que preguiça! O lead dessa fala, o lead, querido, se você não sabe, você que acompanha, qual é a notícia principal? Onde tá realmente o X da questão aí? Onde tá o é da coisa? Ele tá falando que o presidente foi perdendo progressivamente o e que se reeleito ele vai querer tratar da questão do fundo partidário, da questão das emendas.
A questão das emendas são R$60 bilhões por ano.
Desde a Constituinte, é antigo o processo já, mas desde a Constituinte o presidente da República vem perdendo poder, o Executivo vem perdendo poder. Tanto é que eu não vejo nenhum problema em que se quiserem discutir parlamentarismo É um regime misto parlamentarista presidencialista, eu topo, desde que o Congresso se responsabilize pelo dinheiro que ele gasta.
E hoje não se responsabiliza.
Quando o presidente fala: não quero ser só presidente do Bolsa Família, do Brasil Sorridente, ele está dizendo o seguinte: esses programas que dependem de uma iniciativa do Executivo, eu posso fazer e fiz.
E não foi só isso que fez, não.
Foi, foi Bolsa Família, Brasil Sorridente, Minha Casa Minha Vida, ProUni.
Mas só que é preciso estruturar eixos de desenvolvimento.
E aí o Congresso tem sequestrado poderes do Executivo. Então que governem. Ora, aí sou eu dizendo, né, o Lula, que governe para a gente cobrar.
Que fica assim, ai, o Lula em busca de uma marca, não quer ser só o cara. Primeiro que não é só, né?
Primeiro que não é só Bolsa Família.
É preciso ver o que aconteceu com a pobreza nesse tempo, e é preciso ver o que aconteceu com a pobreza no tempo que ele ficou fora também, inclusive com a fome. Não é só Minha Casa Minha Vida, eu estou passando uma informação, você não pode discordar, que é uma informação que está lá escrita no orçamento.
O Bolsonaro e o Paulo Guedes tinham deixado R$36 milhões para o Minha Casa Minha Vida em 2023.
R$36 milhões, duas casas do Flávio Bolsonaro.
Esse foi o sentido.
Não, ai, busca, está insatisfeito porque virou. Não, é que é preciso estruturar mais coisa mesmo. Essa questão é essencial. Aí está o X da questão. Ah, mas isso não rende bom título. Bom, então põe. Não quer botar no título, põe pelo menos no lead. Presidente aponta, não quer botar correta, não põe, mas presidente aponta progressiva perda de poder, poder do Executivo, do Presidente da República. E disso, e faremos o embate, embate democrático, mas vamos fazer.
É isso, vale o bem, que é não comer a casca da banana. Come o miolo e usa a casca como fertilizante. Não, tá ali a frase também. Tô dizendo que não é para dar Ou não é?
Onde é que existe uma proposta de eixo de desenvolvimento da economia política? Em qual frase?
Não quero ser apenas o presidente do Bolsa Família, que é uma frase para, sei lá, TikTok.
Você pega e fala assim: não quero mais ser o presidente.
É isso, faz uma dancinha. Não, é preciso falar com seriedade. Há uma progressiva perda de poder do Executivo e isso é muito ruim porque impede estruturar eixos de programas de governo.
R$60 bilhões por ano indo pelo ralo.
E aí, ainda no campo da política, Ah, não vai falar do flat?
Tem flat, tem tudo aqui, tudo.
Mas é que a convenção foi do PT.
Eu vou deixar para, eu vou deixar para o escrutínio de vocês também. Será que eu demonstrei uma certa quedinha pelo Haddad num dado momento ali da conversa? Não sei, será?
A esteira dessa fala de Lula sobre o futuro, ele se referiu diretamente ao ex-ministro Fernando Haddad, candidato do PT ao governo aqui de São Paulo. Paulo como espécie de sucessor, como candidato do PT no futuro. Depois citou também outros nomes, mas todos entenderam haver um certo viés pró-Haddad.
Agora que nós estamos com o básico garantido, agora é hora de dar um salto de qualidade. Agora é hora de pensar nesse país.
Qual é o país do futuro que eu vou lhe entregar quando você, Haddad, depois de governar São Paulo por 8 anos, quiser ser presidente da República, ou você, Rafael, que quem sabe sai do Piauí o próximo, ou quem sabe do Rio Grande do Norte, ou quem sabe do Ceará, ou quem sabe de Pernambuco.
De algum lugar vai sair, da Bahia, de algum lugar pode sair. Então nós vamos definir essa eleição agora, é para definir que país, que país a gente vai deixar do ponto de vista das coisas que lá dentro não fizeram. Então, meus queridos companheiros e companheiras, eu sou obrigado a terminar agradecendo a vocês no carinho e a nossa amizade de tantos anos.
Falei de outros, mas me parece que tem um viés pró-Haddad aí, não fez sentido?
Sim, rolou um clima. Ah, eu sei, é uma moça fazendo escolhas e se eu tô ali no cardápio e ela falasse desse jeito, vai bem, eu ia achar que eu tava por cima da carne seca ali, eu ia achar que era preferido.
Eu posso ficar na fofoquinha e posso explicar que isso tem uma dimensão profunda que tem a ver com o passado do PT.
E o Lula tratou disso também num dado momento, e tem a ver com o futuro do Brasil. Num dado momento, o Lula tratou, falou ali da história do PT, como foi criado, e depois o que ele pretendeu quando criou o Fora de São Paulo, que é transforma assim numa espécie de demônio, né? Nós vamos ver.
Tem bibliografia, inclusive vou dar a bibliografia também.
Tem que ler, tem que ler, é um texto curtinho. É, o PT é um partido de viés de esquerda moderado, não revolucionário, como Lula vai lembrar ainda.
E que tem o Lula agora disputando o quarto mandato.
Já tem um ineditismo, ele foi eleito 3 vezes diretamente.
2 mandatos a gente pode dizer que o Getúlio teve a rigor, um democrático e o outro, se quiser considerar inteiro, eu considero que na verdade são 3, 2 na ditadura e um na democracia que terminou mal.
Democrático, Lula já bateu, já praticou ineditismo, 3 mandatos democráticos.
Se for 4, um novo recorde, não é?
E é claro que no PT você tem divergências internas ali. O Brasil é hoje, por várias razões, E curiosamente, algumas se devem até a conquistas do PT.
O Brasil hoje é um pouco mais conservador do que já foi.
Como se deve a conquistas também do PT? É, você pega o público universitário, voto universitário, por exemplo. Tem uma, muitas vezes o Flávio até em algumas simulações na frente, empatado. Tem gente ali com Quando a universidade era basicamente, era principalmente universidade pública no Brasil, o voto dos universitários era de esquerda. A proliferação de universidades privadas, inclusive em razão do ProUni, criou universitário conservador, universidade de direita.
Isso são fenômenos sociológicos interessantíssimos. O Haddad é um cara progressista.
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É um intelectual.
Quando eu digo progressista, digo defende mudanças na estrutura da distribuição de renda no Brasil, defende programas de reparação social. Progressista no sentido Norberto Bobbio, de direita e esquerda, um livrinho assim, quais são as diferenças.
Mas nunca foi um revolucionário, assim como o PT nunca foi um revolucionário. Mas o Haddad outro dia deu uma palestra, acho que foi no Instituto FHC, ele disse: até dizem que eu sou mais tucano dos petistas.
Em certo sentido é mesmo, ele não é um petista ali com viés mais esquerdista. E o Lula sempre foi o cara da moderação e da negociação. A ideia de que o Lula era um radical que queria botar fogo no país, nunca quis, nunca quis. E certamente percebe, porque a intuição política tem muita percebe essa, esse avanço de um padrão mais conservador no Brasil. E certamente o Haddad, até eu não tô chamando, não tô dizendo que o senhor é conservador, nada disso, só estou dizendo que o Haddad tem mais trânsito, mais diálogo com setores mais amplos, inclusive conservadores.
Do que algumas outras figuras do PT, né?
E acho que o Lula percebe isso, que num pós-Lula tem de ser alguém que busque conciliar divergências e não acirrar divergências, que é o que o Lula faz internamente, inclusive não só no governo, internamente no PT também.
Agora, ele se tornou uma figura tão gigantesca no PT que muita gente diverge dele, mas também não fala.
Isso tem também, né? Existe um sucessor natural do Lula no PT? A resposta é não. A resposta é não.
Daí que eleições futuras Vamos lá, não sei quem ganha agora.
Digamos que o Lula ganhe. 2030 não tem Lula. Quem será do PT, sendo realmente um do PT? Ou vai ser alguém do PSB? O PT vai abrir mão? Acho difícil, para ser franco.
E da direita?
Ah, Reinaldo, se o Flávio ganhar, o bolsonarismo morre.
Não morre, não morre. Se o Tarcísio quiser ser o candidato, vai ter que ajoelhar no milho, como já ajoelha.
Ele disse até que ama o Bolsonaro, né, numa convenção.
Amar é o amor.
Que mexe com minha cabeça e me deixa assim, que faz eu pensar em você e esquecer de mim.
Esquema vai ser ele.
Aí, isso é uma renovação? No PT seria uma renovação, no bolsonarismo, a ver. Porque se ele tiver de se ajoelhar no milho, não. Mas a campanha dele em São Paulo é uma campanha ajoelhada no milho?
Quando diz amar o Bolsonaro, sim. No mais, ele tá tentando uma linguagem mais administrativista, não criar muita tensão, né, numa aposta de que eventualmente possa vencer no primeiro turno sem criar crispações. Então essa fala do Lula não é uma fala meio boboca assim, ah, porque não Ele tá pensando para onde vai o Brasil e que perfil do meu partido estaria mais adequado a esse país. Meu filho, se não for para entender as coisas profundamente, né, aí tem outros lugares, mas fica aqui que tá gostosinho.
Alquimia fez a pergunta: E se golpismo tivesse vencido, hein? Aliás, o Alckmin esteve muito bem na convenção. Eu melhorei, eu vou falar, eu me tornei muito assertivo. Olha bem, agora não está aqui o nosso Arthur Covre, que me imita perfeitamente, né? Inclusive tomando um cafezinho da Alta Mogiana. Arthur, love, mas eu não consigo, né, ser tão perfeito.
Vai, Alckmin e os golpistas. O vice-presidente Geraldo Alckmin fez uma dura crítica ao golpismo e afirmou que há 4 anos ele e Lula se juntaram para salvar a democracia. Afirmou e indagou: se perdendo, o bolsonarismo tentou dar um golpe com planos até para matar adversários, o que não teria feito se tivesse ganhado? Ironizou: as urnas eletrônicas são tão competentes que não aceitam votos de argentinos e americanos.
Que nós estivemos aqui há 4 anos atrás para salvar a democracia que tava em risco. Se os nossos adversários, perdendo as eleições, tentaram um golpe de Estado, tinham como projeto matar aqueles que foram eleitos pelo povo. Imagine se eles tivessem ganho as eleições. Aliás, quem não acredita no voto popular não devia nem ser candidato a presidente. A descrença, a descrença das urnas É cheiro, fumaça de derrota. A urna eletrônica é tão competente que não aceita voto de argentino e americano.
E quero reiterar o meu compromisso de trabalharmos juntos com fidelidade, responsabilidade em benefício da nossa população.
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Olha, eu não posso discordar de algo que eu já disse aqui.
Perdeu, tentou dar golpe, mas o golpe tentou bem antes.
Olha, de novo, né, opiniões muitas, fatos— o que foi aquela reunião de 5 de julho de 2022? Reunião ministerial em que Jair Bolsonaro planejou não fazer eleição. A tentativa de golpe lá de trás, aliás, antes de perder até, e depois que perdeu. Agora, se tivesse ganhado, aí é a mesma visão de mundo, com aparelho de Estado na mão.
Referendado pelas urnas.
Assim como, infelizmente, Flávio Bolsonaro deixa claro que se ganhar tem um projetozinho de vingança contra o Supremo, que é o impeachment de ministros, ameaça ministro do Supremo, ameaça o Supremo com intervenção militar.
Ah, você está inventando? Eu não. Entrevista à Folha de 14 de junho que não foi retirada.
E se não foi retirada, vale.
Se não foi retirada, vale.
Então entendo que continua golpista. O que eu posso fazer?
A hora que falar aquilo não vale, eu exagerei, eu falei besteira, aí eu digo ele fez um mea culpa, disse que falou besteira.
E o Flávio concedeu uma entrevista ao Canal Livre da Band.
Vamos lá. O senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro voltou a colocar em dúvida o resultado eleitoral da eleição de 2022. Ele falou que vai aceitar o desfecho do pleito desse ano porque acredita que o Tribunal Superior Eleitoral vai atuar de maneira diferente daquela vista em 2022, ou seja, inferindo que a Corte Eleitoral interferiu no processo. As declarações foram dadas ontem na entrevista ao Canal Livre da Band. Indagado se irá respeitar o resultado das Independente de qual for, Flávio Bolsonaro respondeu o seguinte: eu vou aceitar, vou concorrer com essas regras.
Eu tenho certeza que o TSE, diferente de 2022, vai ser um TSE imparcial e que vai tomar todas as providências para que essa eleição ocorra com mais segurança e mais transparência. Porque o maior interessado em que as eleições aconteçam com essa normalidade, meter o próprio TSE, o que não pareceu que foi em 2022, quando nós perguntamos, sugerimos que havia, olha, pode investigar isso aqui que eu tô com uma suspeita, TSE, você como principal investigado, para a gente ter tirado dúvida.
Sabe o que aconteceu? Tomou uma multa de R$22 milhões. Digita aí no Google smartmatic.com, tem declaração da própria empresa que tá nas, tá público na internet. Eu posso ter falado errado que eles forneceram as urnas, mas eles participaram de todo o processo. Pode usar o sistema que quiser. Qual a dificuldade se a tecnologia avança, se até quem comete crimes vai aprimorando as suas técnicas para roubar os outros, para invadir sistemas.
Eu só tô cobrando que o TSE imponha mais camadas de segurança e transparência. Não tô falando contra as urnas. É um negócio assim que não dá nem para— é difícil até de explicar como é que me questionam cobrar mais segurança e mais transparência e estarem querendo botar na minha boca que eu tô contra as urnas.
Eu desafio a demonstrar que Smartmatic, como o senhor disse, participou de todo o processo. Que processo? A ver com urna? Demonstre. É mentira, é mais uma mentira.
Ele repete assim: ah, eu tenho uma coisa, e eu vi muitos títulos: Flávio Bolsonaro disse que vai respeitar. Aí diz: eu vou respeitar porque eu confio nesse TSE.
TSE. Mas eu não tenho que confiar nos ministros do TSE como uma questão pessoal.
A questão é institucional.
E portanto continua a colocar em dúvida a eleição 2022.
As palavras fazem sentido, as palavras fazem sentido, senador. Só continua a desconfiar, só continua confia, só não confia. Assim, só tem toda uma corrigida.
E após ter errado ao dizer que eles forneceram urnas, mas participaram de todo o processo.
Que processo?
Que processo?
O que é que a Smartmatic, a tal, tem a ver com as urnas da eleição brasileira? Isso é é só uma mentira. O que eu posso fazer? Deixar a mentira prosperar?
Mentira vai prosperar? Você vai repetir aquilo que o senhor disse para os embaixadores no dia 21 de julho?
E parte, só repete agora.
E aí sobra um raciocínio subrepetício que é o seguinte: se eu ganhar, é legítimo; se eu não ganhar, não é. E isso é muito complicado.
Porque era o mesmo raciocínio do seu pai.
É verdade que agora o senhor não tem as Forças Armadas na mão como tinha seu pai, ou julgou ter, para tentar o golpe, né?
Mas é de novo mais camadas que camadas, nem sabe direito do que está falando. É mentira! A Smartmatic não participou de processo nenhum eleitoral no Brasil. O que houve foi um contrato lá atrás para transmissão de dados de voz, que não tem nada a ver com urna e com processo eleitoral.
E de resto, se o senhor leu o relatório da CIA, e ele se tornou público, A CIA diz que não tem também a prova de que a Sysmart Matic interferiu no resultado da eleição na Venezuela lá atrás.
Aí fica difícil, fica difícil não considerar que esse discurso é um discurso que continua sendo curtido, né, ali continua na salmoura do golpismo.
No dia 21, o senhor colocou em dúvida as urnas, repetiu ainda que com diferença de acento essa coisa aí. E no dia 23, o seu irmãozinho fez uma live com tal Fernando Cerimedo, aquele argentino picareta, que ajudou o PL a cometer crime, inclusive, no dia 23 agora, e repetiu as mesmas coisas, e o senhor não contestou. Vocês, nós temos hoje uma do Cleitinho, vocês não podem perder, tá? Mas eu vou ficar aqui no mesmo tema. Flávio, uma proposta para as mulheres de verdade, só as de verdade, as de mentira não.
Vai, Flávio. Bolsonaro discursou neste domingo na convenção local do PL no Distrito Federal, que referendou o nome da governadora Celina Leão como candidata à reeleição e de Michele Bolsonaro e Bia Kicis, ambas do PL, como postulantes ao Senado. Quase sempre de mãos dadas com a mulher Fernanda, que a campanha pretende, disse que a campanha pretende ter mais visibilidade. O candidato do PL falou em ter um programa para as mulheres de verdade. Um deles é prender o que ele chamou de estupradores de 14 anos. Vamos ouvir.
Eu fico muito feliz de poder estar iniciando essa caminhada para a gente mudar o Brasil de verdade. Lutar pelas mulheres de verdade. Eu sei que tem muita mãe que não consegue ainda uma creche para deixar os seus filhos. Vamos fazer muita parceria com prefeituras, estados, para as mães poderem ir trabalhar e deixar os seus filhos no local seguro, saber que vão ser bem alimentados. Mulheres, vamos fazer parcerias com os estados para proteger vocês de verdade. Quem bate em mulher vai ficar preso e vão proteger as mulheres.
Falou aí de prender criança até 14 anos com estupro. Eu não prestei atenção, tava lendo uma outra coisa aqui, mas ele falou também nesse negócio.
Eu não sei o que é proteger mulher de verdade, até porque mulher que não é mãe também é mulher.
Devo dizer, não, prender quem bate mulher hoje já fica preso, tem a Lei Maria da Penha. Aliás, Lei Maria da Penha, senador, que o seu partido costuma combater, né? E observo, observo que prender criança de 14 anos O senhor disse estuprador de 14 anos. Quantos são os casos de estupro praticado por meninos de 14 anos? Mas de qualquer modo, a facilidade com que crianças da periferia, justamente o senhor disse que quer atender, poderiam ser vítimas dessas acusações e sem nem advogado, né, senhor?
E também precisa saber onde colocar essas crianças. Enfim, evidentemente não parece que seja a melhor saída.
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Sponsored by Chumba Casino. Até porque não há dados, né? Nunca joga dados. É uma coisa meio assim criar um pouco de terror, né? Que já não basta mais a maioridade aos 16, aí tem que ser aos 14. E não faltará quem diga 12, 9. Um dia, um certo líder religioso disse que era já para fazer o aborto mesmo, e ainda apelou ao Eclesiastes dizendo que se o Eclesiastes escreve que não crer em Deus é um horror pior do que um aborto, então o aborto pode não ser a coisa extrema.
Não crer em Deus é coisa extrema, e portanto o aborto de algum modo seria justificado. Depois a coisa saiu das redes sociais, né, que evidentemente a eugenia é parte— isso não é porque eu quero, as ideias têm história, né— é parte do pensamento da extrema-direita, inclusive dessa nova extrema-direita que hoje tem uma articulação internacional, obviamente.
A declaração de Flávio sobre esse tema foi exatamente a seguinte: mudar a Constituição para reduzir a maioridade penal para estupradores para 14 anos de idade, porque o mal que ele faz a uma mulher ou criança é um mal grande, então ele tem que responder como gente grande. Foi isso que ele disse.
É isso aí.
O É da Coisa.
Olha, o Flávio tinha até quarta para vice. Agora eles estão falando aí, não sei, a LUL TV pode mudar a tarja porque estão falando que agora eles podem definir vice até o dia 15.
Mas tá complicado esse negócio de vice ali, porque assim, coisado, ele não tá tão ruim na pesquisa não, tá bem até em algumas pesquisas, mas a vice tá difícil, tá difícil, vale bem. Aí até tá falando vou eu. Eu digo, não, será? Vai, vai então, quer sair do é da coisa, vai ser vice, minha filha.
Só não quero que se vingue de mim se ganhar.
Aí eu não quero, quero na verdade que me ajude, né? Eu quero ser adido em algum lugar para não fazer porra nenhuma. Vai, vamos lá.
O principal nome da oposição na disputa presidencial desse ano, senador Flávio Bolsonaro, chega na reta final das convenções partidárias sem ter definido um candidato a vice para sua chapa e com dificuldade para ampliar seu rol de alianças. O presidenciável tem dito que pretende escolher uma mulher como companheiro de chapa, de preferência de um partido que tope se aliar à sua candidatura, mas as legendas procuradas por ele até agora resistem a fechar esse acordo.
O prazo da lei eleitoral para que as siglas realizem suas convenções partidárias, etapa necessária para formalizar o apoio, termina na quarta-feira depois de amanhã, prazo que Flávio pretende utilizar para as definições da vice e da coligação que levará às urnas em outubro. Nos últimos dias especulou-se a possibilidade de que a presidente do Podemos, a deputada federal Renata Abreu, participasse da chapa de Flávio como vice. Ela recebeu essa sugestão de integrar a campanha vinda do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes.
No entanto, a posição majoritária da legenda se mantém inalterada, com a maior parte dos estados defendendo a neutralidade.
É, tá feia a coisa, ó, porque o O Marcos Pereira, presidente do Republicanos— não percam, Cleitinho, presidente do Republicanos—
disse hoje ao candidato do PL, Flávio, que 17 dos 27 diretórios estaduais do partido decidiram pela neutralidade.
Vai bem, a posição do partido nos estados indica que é inviável uma aliança nacional com Flávio. O número foi informado por Pereira em reunião em Brasília, que contou com a participação do senador Rogério coordenador da campanha. E olha que chegaram a vazar que o Marcos Pereira poderia ir para o Supremo. É, não foi uma coisa muito hábil de fazer, né? Fica parecendo que tá tentando comprar o presidente do partido. Gente, é preciso— olha, Beni, este programa tem um lema, que é o quê?
Est modus in rebus, há uma medida nas coisas.
É, não fala assim: ai, você não quer uma vaguinha no Supremo?
Flávio, no entanto, ainda deve ter uma nova reunião com Márcio Pereira para insistir na tentativa.
Tudo bem que o Republicanos ultimamente vai e volta, vai e volta, vai e volta.
É complicado, né?
A gente vai ver com Cleitinho. A convenção dos Republicanos está marcada para amanhã desta terça. Integrantes da cúpula da legenda dizem que é bem improvável que a sigla recue.
E aí, quanto tempo ainda tem, Vaibene? Um minuto. 1 minuto.
E aí vocês estão com a RS5 aí, não estão?
Vai lá, fala aí para mim.
A senadora Tereza Cristina voltou a defender hoje o próprio nome para vice-presidência ao lado do senador Flávio Bolsonaro na última sexta-feira. Porém, o partido da parlamentar vetou a possibilidade de liberá-la para integrar a chapa e declarou que ficaria neutro na corrida à presidência. O PP Hoje ela disse que até a hora final tem espaço, ao ser questionada sobre a possibilidade de mudança na decisão partidária. Manifestação foi feita durante conversa com jornalistas na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, a FAESP, segundo a CNN.
Tereza, porém, admitiu o seguinte: tem ainda 2 dias, mas eu acho que a chance hoje diminuiu bastante.
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E aí o PL tá dizendo que vai apelar jurisprudência, que talvez consiga um espaço até um tempo. Tempo até o dia 15 para definir a vice, né? É, mas daqui a pouco ele vai fazer, vai ser estrela do Todos Odeiam Cris, né? É isso aí. O É da Coisa, rapaz, um negócio, alguém uma hora explica direito esse negócio do Cleitinho, do Republicanos, Eu sei que ele teve um problema, irmão morreu e tal, e lamento, me solidarizo. Mas antes já tava, ele já tava meio ali, não sabia se sim, se não, se—
e depois eu nem vou fazer o resumo aqui das vezes em que sim, que não, que sim, que não, que sim, que não. A última notícia, a semana terminou ele falando você e pronto, e o Republicanos estaria disposto a recuar da decisão de não. Mas hoje veio um vídeo ao ar.
Depois de vários dias de indecisão, o senador Cleitinho, do Republicanos, anunciou nesta segunda que desistiu de disputar o governo de Minas Gerais e permanecerá no Senado. A decisão foi comunicada após uma nova reunião entre o parlamentar e a cúpula do Republicanos em Brasília. Cleitinho, que tem os maiores índices de intenção de voto entre os eleitores mineiros, atribuiu o recuo ao momento pessoal que atravessa desde a morte do irmão mais novo, Mateus Azevedo, vítima de leucemia no mês passado.
Em um vídeo divulgado ao lado do presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, o senador, com voz embargada, afirmou que não se considera em condições de enfrentar uma campanha nesse momento.
Pedir perdão, que meu momento não tá fácil para mim, para minha família. Não adianta entrar numa campanha agora do jeito que eu tô. Não adianta eu querer cuidar de vocês, vocês não estão cuidando de mim, não cuidando da minha família. Tem que ser honesto com vocês, tem que falar a verdade. Aqui o MCM me ajudou, me deu a candidatura de Senado, me motivou. O senhor também me esperou o tempo que precisava esperar. Eu peço perdão, mas meu momento hoje eu não tô bem.
Eu preciso me recuperar, cuidar de mim, porque no dia que eu queria cuidar de vocês, vocês não estão cuidando de mim, rapaz.
E antes teve um discurso do Marcos Pereira também. Eu insisto, eu sei que ele tá com problema, mas o conjunto da obra é muito pouco convencional, né? Que inclusive os mineiros queriam ele, mas ele não queria. Tava claro que não queria, né? Aí se tenta lá um arranjo com Marcelo Aro. Que é do PP, que traiu o Novo, foi secretário do Zema. Aí o Zema também o acusa de traidor, também o Simões, que é o atual governador.
Todo mundo, a direita, olha, o Weibene, se você não quer ser traído, não fique ligado à direita de Minas Gerais, porque assim Olha, rapaz, tá um negócio ruim assim. Segundo a Quest, sem o cretim, né, o Alexandre Kalil fica na frente com 15% das intenções de voto.
Patrulha Ananias, ele é do PDT, tá no PDT. Patrulha Ananias do PT com 15%, Mateus Simões com 9%, Gabriel Azevedo, MDB, com 6%. Bom, se abriria, né, O Hário já disse que se ele for o candidato do PP, ele abre o palanque para o Flávio Bolsonaro.
Aí estão tentando ver se fazem esse arranjo, né?
Eu acho essa coisa do Cleitinho uma das coisas assim, é, que importância? Eu não dou muita importância, confesso, mas que é muito estranho tudo, é, né? Não é exatamente uma boa notícia para o Flávio, que o Cleitinho tem muito voto, muita adesão ali.
Se ele entrasse para valer na campanha do Flávio, seria até uma boa notícia para o Flávio, porque Minas é considerado um estado importante aí para definir o destino da eleição.
Mas estranho, vale bem, muito estranho, né? Como diz uma amiga carioca minha, muito estranho. Aliás, como diria também a nossa querida Isa, o Isa não é estranho. Não é? Não, você não acha estranho?
Não, é estranho, rapaz.
Milei, esbirro de Trump e Flávio, volta a atacar Lula.
Vai. Presidente da Argentina, Javier Milei, voltou a criticar Lula e chamou o líder brasileiro de ladrão e corrupto. As falas do chefe da Casa Rosada foram publicadas ontem pelo jornal argentino La Nación. Na entrevista ao veículo, o presidente da Argentina afirmou que Lula não é inocente das condenações no âmbito da Operação Lava Jato. Segundo Milei, Lula foi solto por causa de uma falha processual. O líder argentino também defendeu as declarações que fez na convenção nacional do PL aqui em São Paulo, que oficializou Flávio Bolsonaro como candidato à presidência.
Na ocasião, Milei fez ataques a Lula e também ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, o que gerou reação do Planalto. Agora, O argentino afirmou que é muito menos grave chamar um ladrão de ladrão do que o próprio ato de roubar. Segundo Milei, se há alguém que interfere politicamente na região, é Lula, contaminando por completo com as ideias imundas do socialismo.
Ideias imundas do socialismo, só debaixo dessas suas costeletas, costeletas caspentas, porque que socialismo? Ainda que fosse assim como ele disse, que que ele tem com isso?
É inacreditável, evidentemente pautado pelo Flávio Bolsonaro.
Aliás, o Flávio Bolsonaro no Canal Livre defendeu, né, a fala do Milei.
Avaliação que eu faço é a seguinte: vocês podem ver como é que o Brasil, não sei o quê tal, o Lula isolado.
Parabéns, Milei, porque o comunismo é esse mal Comunismo do Lula, o comunismo do Lula, comunismo.
Nós temos um candidato que combate o comunismo.
Qual? Nem na China tem mais. A Cuba tá se desapegando. Mas assim, aí não é questão de divergência, é maluquice, né? Senador democrata, o Brasil pertence aos brasileiros. Vamos lá.
Segundo o senador americano Tim Kaine, do Partido Democrata, o Brasil tem uma razão legítima para desconfiar que os Estados Unidos podem tentar influenciar nas eleições brasileiras de 2026, diante da postura adotada pelo presidente americano Donald Trump. No entanto, para Kaine, dizer que o governo americano já está interferindo no processo eleitoral seria uma afirmação forte demais. Em entrevista à Folha, ele afirmou que Trump tem um favorito muito claro na disputa presidencial brasileira, e faz tudo o que pode para deixar essa preferência evidente.
O senador do estado da Virgínia condenou a postura do republicano e disse que o Brasil é dos brasileiros. Segundo ele, os americanos devem deixar que o Brasil faça suas próprias escolhas. Tim Kaine também criticou as tarifas impostas por Donald Trump ao Brasil. O senador as classifica como completamente ilógicas e sugere que possam ter sido motivadas por razões potencialmente até Olha, veja que de qualquer modo ele não fala que tá havendo interferência, né?
Se alguém que é meio preocupado com seu país, né?
Interferência está em curso. Nós acabamos de mostrar uma interferência, né? É o Milei aí. O Brasil foi ameaçado, o Trump tentou mandar para cá dois agentes para questionar as eleições. Eleições, a interferência está em curso, né? Flávio já mandou um documento de 84 páginas prometendo subordinar o país aos Estados Unidos. Tá tudo aí, né? Inquestionável. É isso.
O ré da coisa.
E eu vou chamar direto para a gente ganhar tempo.
Teve a convenção do Republicano no sábado, e o Tarcísio fez uma declaração de amor na qual eu acredito, hein. Vamos lá.
Queria agradecer, Flávio, ao presidente Bolsonaro, que me abriu essa porta lá atrás, que me permitiu fazer aquilo que eu gostava, fazer infraestrutura pelo Brasil, que me incentivou. Uma pessoa, Flávio, que nunca trouxe vitória nenhuma para ele, sempre compartilhava com o time. Ele me fez e ele teve essa ideia. Ele tinha genialidade, ele tinha o carisma que eu nunca vi igual, e ele me abriu essa porta. Nós amamos teu pai, nós amamos Jair Messias Bolsonaro. Obrigado por tudo.
É o amor que mexe com minha cabeça e me deixa assim. Que faz eu pensar em você e esquecer de mim, que faz eu me lembrar que a vida é feita para viver, menos daqueles que contraem COVID. É isso.
O É da Coisa.
Olha aqui, eu posso falar de vocês, as minhas opiniões, sempre. Sou pago também para isso, mas falo de história, falo de dados. O Lula falou uma coisa sobre, inclusive falando sobre fora de São Paulo, que vivem falando, é fora de São Paulo, ele falou uma coisa sobre o PT e como é que o PT se constituiu e o que o PT pensa. Vai lá, o presidente.
Não, mas pode ir direto, pode ir direto, pode ir direto.
A essência do PT é que o PT é um partido político em que ensinou a esquerda a viver democraticamente na diversidade. Porque a esquerda não se conversava, João. Você que é muito novo, a esquerda não conversava. Quando eu criei o Fórum de São Paulo em 90, é porque eu tinha ido para o segundo turno com o Collor. Eu achei que a gente poderia educar a esquerda na América Latina Latina através das eleições. Chamei toda a esquerda da América Latina para o Hotel Danúbio em São Paulo em junho de 1990 para tentar dizer para toda esquerda que a melhor via para a gente chegar ao poder não era da luta armada, era da organização do povo e da eleição direta, e a gente participar do processo eleitoral.
E assim nós ganhamos vários países na América Latina pela democracia, disputando o voto sem matar ninguém e sem morrer ninguém.
O PT nunca foi um partido revolucionário, PT nunca foi um partido favorável à luta armada, e muita parte considerável da elite brasileira deveria quase agradecer ao partido, que o partido contribuiu em muitos aspectos para aliviar tensões sociais à medida que suas políticas diminuíram a pobreza. Diminuindo a pobreza, diminui também a chance de eventos políticos traumáticos. De resto, o Lula foi preso e lutou para sair. A Dilma foi empichada e tá aí e não fez nada, e não tentou dar golpe, não tentou dar nada.
O Bolsonaro perdeu uma eleição eleição, entre todo golpe. Fatos, esses são os fatos. E o filho continua a botar em dúvida a urna. É isso aí.
O É da Coisa.
Estamos de volta nas redes sociais: Band News TV, LGT Channels, TCL Channel, Samsung TV Plus, canal 2043. Em todo canto. E também lá naquele lugar onde tudo começou, né? Que nem aqueles filmes do Indiana Jones, quando você chega sempre e usa aquela caverna primitiva em que tudo se acha lá. Você abre uma tumba e a verdade sai da tumba.
Pode sair também a múmia, que não é um filme horroroso, coisa Olha aqui, eu quero continuar na história do Lula e da luta armada.
Sabe por quê? Eu costumo dizer para os meninos aqui, e eles sabem disso, eu tenho uma frase assim, não é sempre, mas quase sempre eu digo assim, a minha frase é sempre, mas às vezes não, mas quase sempre vale o bem. E tem um livro, quase sempre tem um texto Quase sempre é uma música, quase sempre é um filme, quase sempre há alguma coisa, alguma referência que ajuda a elucidar o debate. E nesse sentido, existe um texto fundamental que resultou, que 2 anos antes da criação do PT, quase menos um pouco, um texto de 1979 do Carlos Nelson chama Democracia como Valor Universal, que é curto, recomendo que leiam.
Aliás, direita podia ler também, né?
Não custa. E é ali que o Carlos Nelson Coutinho, que é o maior especialista que houve no Brasil sobre Gramsci, ele editou aqui no Brasil os Cadernos do Cárcere, que eu tenho gloriosamente recentemente aqui lidos. E nesse texto ele diz: ou as esquerdas veem na democracia algo inegociável, não uma mera coisa estratégica.
Porque tem muita gente assim, vamos usar, que é uma perspectiva até que o Lênin tinha lá atrás, revolucionário.
A democracia nos interessa, Isa, como instrumento para revolução. Sim, né?
Porque o que a gente quer mesmo é revolução, porque democracia como tal a gente considera uma manifestação de um regime burguês. Aí o Carlos Nelson Coutinho disse: não, isso tá errado.
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21+. A gente diz a democracia é inegociável ou vai ficar difícil.
Não tem poder possível. Isso marcou a criação do PT.
Aí o PT foi criado por sindicalistas, Lula e outros, pela esquerda católica, comunidades eclesiais de base e pelos egressos. Que foram, que se exilaram, etc. Essas três vertentes fizeram. Os sindicalistas deram o tom da coisa.
E a partir daí o PT passou a apostar em eleição. O PT nunca apostou em nada que não fosse eleição desde a redemocratização do Brasil.
O único que apostou numa saída não eleitoral se chama Jair Messias Bolsonaro, comprovadamente. O único presidente da história do Brasil que pregou uma revolução civil estando no poder foi Jair Messias Bolsonaro. Não é assim porque eu quero, é assim porque é.
E aí diz o Lula: vamos pela democracia, não precisa matar, não precisa morrer ninguém. Ah, mas é que ele é um comunista, né? Sempre tentou. Tirar o poder das Forças Armadas. É, fala para nós, Lula, e as Forças Armadas?
Diga.
Na convenção, Lula voltou a falar sobre a necessidade de o Brasil investir em defesa, nas Forças Armadas, e ele próprio observou que as esquerdas teriam não gostado muito do assunto.
Vamos ouvir. Outra coisa importante, a questão da defesa. Eu quero pedir para esquerda Quero pedir para esquerda, para mulheres e homens, parar com essa bobagem de achar que a gente não tem que ter preocupação com a defesa. Este país tem 16.800 km de fronteira seca, este país tem 8.000 km de fronteira marítima. Além da nossa fronteira, nós temos 5.700.000 mil quilômetros de água sob a nossa responsabilidade. Esse país tem a maior floresta tropical do planeta.
Esse país tem 12% da água doce do mundo. Esse país tem uma riqueza mineral que a gente não sabe ainda quanto temos. E esse país tem 210 milhões de preciosidade, que são homens, mulheres e crianças que nascem nesse país. E nós precisamos investir na defesa. Eu quero estar preparado para que ninguém invada esse país para levar o presidente como eles invadiram. Eu quero estar preparado para paz, quero estar preparado para paz, não é para guerra.
Quero estar preparado para ninguém ousar se fazer de besta conosco. Tá, então é importante saber que nós precisamos investir na indústria da defesa. O Aloysio Mercadante tem ajudado com o BNDES e vai ajudar mais.
Que comunista esse Lula, hein, querendo dar arma para os militares.
E você sabe que vocês perceberam que eu tô ouvindo Reinaldo Azevedo, né? Porque eu citei aí de forma coberta aquela coisa, seu Spack em parabélo, que eu aprendi com ele. Se queres a paz, prepara a guerra. Não quero preparar guerra, mas quero a paz, né? Que é para bela, prepara a guerra, que até dá o nome para bela depois como sinônimo de revólver aqui, né? Então eu aprendi tudo isso, que eu aprendo muito ouvindo assim a coisa correr. Nada, ele aprende comigo também.
É bom, não é fazer guerra com Estados Unidos. Agora, claro que o Brasil tem que ter forças armadas preparadas E para encerrar, eu vou falar de novo, eu, Alckmin, porque eu forneci alguns dados importantes sobre a indústria brasileira. E isto pode ser o óleo Bene, que nome estranho.
Pode, pode ser verdade ou pode ser mentira. E aí então eu submeto ao escrutínio das pessoas.
Por favor, coloque o vídeo direto.
De 2015 a 2022, a indústria brasileira regrediu, diminuiu 1,6%, fechou a Ford na Bahia, a Mercedes aqui em Iracemápolis, a Vibraz em Jacareí, a Sony em Manaus, a Troller no Ceará, a Audi no Paraná. E no governo do presidente Lula, a indústria de 2023 a 2025 cresceu cresceu 3,2%. Quero agradecer ao Mercadante. O BNDES foi um parceiro dos investimentos. O BNDES foi pelo segundo ano seguido a melhor instituição em transparência do Brasil. Parabéns pelo trabalho.
Antes que venha o Bob Dylan, R$750 bilhões Nova Indústria Brasileira, NIB, tocado pelo então Ministro da Indústria, Comércio e Desenvolvimento, o Geraldo Alckmin, e com mobilização de recursos outros a partir dos investimentos públicos, R$3,4 trilhões. É por isso que a indústria cresceu tudo isso. Entendem? E isso é apenas um fato, com a participação ativa do BNDES, que tem um desempenho absolutamente brilhante nesse governo, né, contrariando— ai, que pena— toda conversa mole daqueles que, quando o Mercadante foi escolhido, previram duas coisas: ah, lá vem o Mercadante, não sei o quê, vai tentar derrubar o Haddad.
Não, ele fez apenas um dos maiores bancos de fomento do mundo, mais eficazes, e a empresa mais transparente do Brasil, né? Digamos que os mercados erraram de novo. Eu já falei desses tipos suspeitos, viu, Isa?
Cuidado, tá vindo a calçada, vai bem você também. Tá vindo falar: e são os mercados?
Atravessa, porra! Bob Dylan, tchau também.
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Você acompanhou O É da Coisa na Band News FM.
Oferecimento. BTG Pactual, para quem espera mais de um banco.
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