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O É da Coisa de 04/05/2026, com Reinaldo Azevedo: O fim da 6 X 1; Zema, Flávio e Herodes; Desenrola

04 de maio de 20261h26min
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Assuntos10
  • PEC do fim da jornada de trabalho 6x1Campanha do governo federal · Benefícios para trabalhadores · Conquistas históricas de direitos trabalhistas · Argumentos contra a mudança
  • Trabalho infantilDeclarações de Romeu Zema · Legislação brasileira sobre trabalho infantil · Comparação com outros países · Experiências pessoais dos apresentadores
  • Lula e TrumpAgenda bilateral · Guerra contra o Irã · Tarifas sobre exportações brasileiras · Classificação de facções criminosas como terroristas · Reação dos bolsonaristas
  • Redução da Maioridade PenalEnquete de Flávio Bolsonaro · Proposta de redução para 14 anos · Comparação com o modelo Bukele · Estatísticas de crimes por menores
  • Bolsa Família e geração de emprestáveisDeclarações de Romeu Zema · Dados sobre saída do programa · Crítica à política de reacionarismo
  • Queda da popularidade do TrumpÍndice de desaprovação e rejeição · Perspectivas para o Partido Republicano · Possibilidade de fraude eleitoral
  • Indicação Jorge Messias ao STFRejeição no Senado · Melhora nas pesquisas internas do PT para Lula · Reação nas redes sociais · Debate sobre mandato de ministros do STF
  • Programa DesenrolaRenegociação de dívidas com FGTS · Perdão de dívidas de até R$ 100 · Fundo de garantias para instituições financeiras · Inclusão de inadimplentes em lista de sites de apostas
  • Privatização da SabespCríticas de Fernando Haddad · Aumento da conta de água e piora do serviço · Preço de venda abaixo do valor de mercado
  • Tensão no Estreito de HormuzAfirmação iraniana de impedimento de nav
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Agora, na Band News FM, o É da Coisa. Com Reinaldo Azevedo, Alexandre Bentivólio e Isabela Mota. Oferecimento BTG Pactual. Para quem espera mais de um banco. iFood. Os melhores restaurantes com entrega grátis estão no iFood. Está esperando o quê? Pede iFood já.

A escravidão permanecerá por muito tempo como a característica nacional do Brasil. Ela espalhou...

Por nossas vastas solidões, Uma grande suavidade, Seu contato foi a primeira forma Que recebeu a natureza virgem do país.

E foi a que ele guardou. Ela povoou como se fosse uma religião natural e viva, Com seus mitos, suas legendas, seus encantamentos.

Insuflou-lhe sua alma infantil, Suas tristezas sem pesar, Suas lágrimas sem amargor, Seu silêncio sem concentração.

Suas alegrias sem causa, sua felicidade sem dia seguinte. Ela é o suspiro indefinível que exalam ao luar.

Começa agora para todo o Brasil mais uma edição de Ué da Coisa. E se a coisa parece confusa, atrapalhada, vem pra cá. Que a gente desconfunde, desatrapalhe. Milhões de pessoas acompanham o programa pelo TAR e pelo Band News TV. Mas você pode fazê-lo também pelas redes sociais, sempre em Rádio Band News FM ou no aplicativo Band Play. Boa noite, Isabela. Boa noite, Ivólio Beni. Boa noite. Começamos aí com Caetano Veloso no álbum Noites do Norte de 2000.

cantando um trecho de um texto em prosa de Joaquim Nabuco, de 1900, do livro Minha Formação, do extraordinário, do formidável Joaquim Nabuco, um texto chamado A Escravidão.

em que ele diz que durante muito tempo a escravidão permaneceria como um traço da formação brasileira, permaneceria, permanece, e isso é audível, visível, isso está no discurso de políticos, etc. Eu vou demonstrar isso aqui. Existe bibliografia a respeito.

E vamos terminar, Vólio Beni, com outro texto, também sobre a escravidão, Navio Negreiro, de Castro Alves, também musicado pelo Caetano, aí já no disco-livro, de 1997. E eu vou explicar porque é que eu vou tratar dessas coisas aqui. O governo lançou a campanha oficial sobre o fim da jornada 6x1.

Nós tivemos entrevistas do Zema defendendo o trabalho infantil. Ah, não foi bem isso. Não foi bem isso, até porque existem documentos. Eu vou falar de documentos. Atenção, muita gente acha, já disse aqui, e com alguma frequência, ah, o Reinaldo contesta não sei quem, o Reinaldo contesta não sei quem. Eu não fico vendo a opinião dos outros. Colunas me interessam se trazem informações.

opinião, se alguém quiser ler a minha, bem-vindo, está ótimo, fico feliz. Se quiser ouvir a minha, também fico feliz. Só para que não pareça, que eu... Ah, está respondendo eu não sei quem, porque fica parecendo o Valeu Bene, que eu só reajo, eu não ajo, que eu fico... Eu não sei por que razão tem gente que acha que... Tem gente que gosta de ser contestada por mim, mas eu não dou bola para você, querida, querido, não sei. Olha, tem gente cuja existência inclusive eu ignoro.

Por arrogância? Não, é justamente para evitar esse tipo de coisa. Eu não fico fazendo... Jornalismo opinativo não é coisa da candinha, entendeu? Não, cada um fala o que quiser, eu falo o que eu quero, só que...

Com a diferença, não. Eu procuro trazer bibliografia para as pessoas, para que elas tenham referências, tenham informações. Sim, cotovelo, orelha e tal, todo mundo tem, ou quase todo mundo, na piada que eu faço sempre, valeu bem, Van Gogh escolheu ter só uma, o que não impediu que a sua pintura fosse tão extraordinária, Isabela. Claro.

Agora, fim, todo mundo tem. Agora, opinião, também todo mundo tem. Existem as fundamentadas e existem as não fundamentadas. Aproveitando para mandar um abraço para a professora Marilena Chauí, para a deputada Luísa Erundina, ex-prefeita, para o Aquiles, meu amigo, cantor do MPB4.

Todos sabem porquê, nesse fim de semana. É um encontro feliz, enfim. Pessoas que acompanham o programa É da Coisa e sou muito grato por isso. Temos muita coisa a falar aqui. Nós vamos falar da campanha contra a 6x1 e sobre a 6x1. Vamos falar do Sr. Zema querendo acabar com a regulamentação do trabalho infantil, porque ele não sabia que não tinha trabalho infantil no Brasil.

que já tem trabalho de adolescente no Brasil. Ele desconhece a lei. Como quase sempre, ele opina sobre aquilo que ele desconhece. E como quase sempre, com um grau de ignorância que chega a ser assombroso. Não é assombroso que tenha chegado à vida adulta, porque nas condições dele isso não seria tão difícil.

aquilo que o talento não lhe deu a herança certamente garantiu ora, tenho de falar assim vamos aos dados Bolsa Família também, que ele voltou a atacar e tudo mais o programa desenrola, tem ainda a conversa mole sobre Alexandre de Moraes Messias, etc, nós vamos tratar de tudo isso aqui, Trump caminhando para a impopularidade histórica ele está chegando lá ele já está chegando lá, já está entre os cinco mais구요구요

quem sabe ele bate o recorde fica aí, eu quero trazer iconografias para você, livros, etc livros, livros a mancheia e deixam que digam o que pensam e que falem tá certo? bom vamos começar pelo fim das 6 por 1

1. Vai, campanha do governo. O governo federal lançou ontem a campanha pelo fim da escala de trabalho 6x1 sem a redução de salário. O objetivo da proposta é garantir mais tempo para a vida além do trabalho, aumentar o tempo com família, para o lazer, para a cultura e para o descanso. Segundo o governo, 37 milhões de pessoas podem ser beneficiadas com a medida que estabelece um novo limite de jornada em 40 horas semanais, mantém as 8 horas diárias de trabalho e assegura dois dias de repouso semanal.

Sob o slogan Mais Tempo para Viver Sem Perder Salário, porque tempo não é um benefício, é um direito, a campanha pelo fim da escala 6x1 será veiculada em canais de mídia digital, televisão, rádio, jornais, cinema e na imprensa internacional. A gente vai acompanhar o vídeo produzido pelo governo.

é a história da conquista do tempo. Limitar a jornada, garantir descanso semanal, férias, licença e maternidade foram conquistas que devolveram o tempo às pessoas. Contra cada uma delas disseram que o Brasil ia quebrar. Não quebrou e direitos foram garantidos.

O tempo é direito. Três de cada dez brasileiros com carteira assinada trabalham na escala seis por um. Isso significa ter apenas um dia de descanso. Um único dia, que na prática não é descanso. É lavar roupa, limpar casa, fazer compras, resolver problemas.

Quando descansar vira privilégio É de injustiça que estamos falando A luta aqui é por dignidade Por direito ao tempo Por saúde mental Por vida além do trabalho O governo do Brasil propõe reduzir a jornada De 44 para 40 horas Garantir dois dias livres por semana Sem redução de salário

Trabalhadores descansados produzem mais, cometem menos erros, duram mais os empregos. Um país exausto não cresce. Um país que respira evolui. Mais tempo significa mais saúde, mais estudo, mais vida. Fim da escala seis por um é tempo com a família. É o governo do Brasil do lado do trabalhador, do lado do povo brasileiro.

Muito bem, olha lá. Eu só tenho... Se esse programa tem alguma utilidade para as pessoas, além da exposição, da beleza dessas duas pessoas espetaculares do estúdio, do apresentador um pouco menos, do âncora, mas também não deixa assim, não é nada que cause horror. Não deixa desejar, hein? Nós podemos trazer livros, referências, história.

análise, números, para isso existimos. Opinião também? Opinião também. Experiências pessoais, isso aqui é minha carteira de trabalho. O Zema tem a dele, também tem a minha. Nós vamos chegar lá.

Essa mudança pode atingir 50 milhões de pessoas, 50 milhões e 200 mil pessoas, 37,2 milhões fazem jornada de 44 horas, 14,8 milhões fazem escala 6 por 1, os dados são do Ministério do Trabalho e aí se estima que as pessoas possam ter uma melhoria na qualidade de vida.

Eu não posso ignorar, minha mulher está no escritório dela aqui do lado ouvindo o programa, e eu sou uma das pessoas mais desmoralizadas para falar de escala 6x1, pode bem. Porque eu faço escala 7x7, todo mundo sabe que eu escrevo no sábado, eu escrevo no domingo, eu mando o texto, eu mandei um texto sábado à noite para os moleques, tiraram uma onda comigo, porra, não tem mais nada para fazer não, disse, tem, vou fazer agora, acabei de escrever e vou fazer.

Mas eu sei as condições de trabalho em que eu opero, as escolhas que eu faço e como eu posso fazer escolhas, mas eu já não tive. Desculpem, eu conheço trabalho de pobre. E falo sem demagogia, que eu nunca fingi ser rico.

Quando eu era muito criança, sim, escondia a minha casa dos colegas, porque eu tinha vergonha. Até eu saber que a minha vergonha era vergonhosa. E isso eu aprendi muito logo. Já contei num texto a minha experiência com a minha mãe, que era empregada doméstica, um ritual de humilhação a que uma senhora decidiu que podia nos submeter. Vejam lá como eu reagi, não vou aqui...

Antes que digam que com 11 anos eu estava praticando violência de classe, o Alimenta. Mas se alguém resolve que humilhe o outro, está pedindo borrachada. Né, Paulo Guedes? Lembra das empregadas que iam para a Disney? Escrevi uma coluna na Folha a respeito. É uma das minhas colunas de que eu mais me orgulho na minha vida.

Ah, quero conversar e tal. Pede desculpa primeiro, eu converso. Se não pedir, não converso. Se não pedir, eu não conversei. Se o pobre não puder ter de seu nem o nariz empinado, vai ter o quê? Tem hora que só resta isso. Eu falo isso porque...

Presta atenção, eu estou nessa questão com Edinho Silva, presidente do PT. Ah, claro que você estaria com o presidente do PT, mas não como você imagina. Foi o presidente do PT que disse, nós precisamos pensar isso direito, precisa implementar com calma em sendo aprovado, precisa fazer de maneira paulatina, escalonada. Sim, e eu mesmo já adverti aqui, vale o bem, Isabela,구요,구요,구요,구요,

que se esse debate não encaixa direito na sociedade, o contra-ataque da extrema-direita vem, vai falar em desemprego, o mundo vai à breca, vai tudo acabar, olha a produtividade, olha não sei o quê, o Brasil com tantos problemas, e aí vem com essa história, é populismo, é não sei o quê. O que eu tenho a oferecer a você, além da minha opinião, eu sou favorável, desde que se faça com o método.

Mas eu sou favorável a que se tenha método em qualquer coisa. Eu sou favorável a que se tenha método para tomar um chicabon. Eu sou favorável. Os meninos que trabalham aqui comigo sabem que a nossa pauta é um exercício de método, certo, Valeu Bem? Sempre. Exercício de método, inclusive cores para coisas distintas, para bater o olho e entender do que é que você está falando. E o que é que entra onde, quando, etc e tal.

Tudo é método. Tudo é organização. Tem que ter. Tem que ter organização para ler um livro. Se você não tiver organização para ler um livro, depois você não sabe direito o que você leu.

Esse livrinho tão pequeno aqui, ó, A Teogonia do Exíldo, gerou tudo isso aqui do jovem Reinaldo Azevedo. Ó, tá até estalando. Preciso tomar cuidado pra não esfarelar, pedir pra minha mulher escanear. Porque aí eu sei o que eu notei, eu sei onde tá, eu sei procurar. Ai, como você é maravilhoso! Não sou! Faço um mundo de coisa errada.

Vou para o quarto, esqueço o celular. Ele, traga o meu celular. Não, não sou. Agora, naquilo que eu trago aqui para você, sim. Quando a escravidão, quando havia o debate sobre o fim da escravidão no Brasil, Voli Bene, Isabela, o José da Silva Lisboa, Visconde de Cairu, eu tenho texto aqui.

Isso tudo que está aqui não é só para juntar ácaro e para me dar alergia. Até porque eu tenho duas maquininhas aqui que dizem que mata ácaro. Sei lá se mata, mas... E é tudo limpinho. Ele falou, olha, não dá para acabar com a escravidão. E ele dizia, não que eu ache moral, hein? Eu não acho a escravidão moral não, tá, Isabela? Achou ruim? Achou feio? Vale bem? Não, eu sei que não é bom.

Mas, gente, o que vai acontecer com a agricultura brasileira, a base da nossa economia, sem os escravos? E o direito de propriedade, afinal, os caras são donos dos escravos, eles precisam ter compensações. E tiveram. Transição tem que ser muito lenta, muito lenta, porque senão vai ser um... Deus nos acuda.

A sociedade auxiliadora da indústria nacional, SAIM, eu tenho documento aqui, um manifesto dizendo, e todos fazendo a ressalva, olha, eu sei que a escravidão não é legal, tá? Deixa eu deixar claro. Mas nós não podemos viver sem ela. Esse é o argumento mais conhecido.

supostamente técnico contra a escravidão. Você está falando que o trabalho hoje vive condições análogas à escravidão? Não. Eu só estou dizendo que a história do capitalismo é a história da produção.

E do capitalismo que está aí, do capitalismo moderno, desse que produz ciência, que leva o homem para além da lua, que traz benefícios, que faz com que a vida no Brasil, no governo Juscelino, a expectativa de vida era de cinquenta e poucos anos. Aumentou trinta anos nesse tempo.

E aumentou em razão de conquistas técnicas, de saneamento, etc. Mas isso também se deu com a melhoria das condições sociais, que ainda são precaríssimas, porque, como no texto do Joaquim Nabuco, a herança da escravidão ainda está aí. Vão fazer a geopolítica da moradia no Brasil e da cor da pele? E você chega... E aí

aos lugares que você chega, e sim, a escravidão acabou no Brasil e quem teve compensação foram os proprietários. Os escravos não tiveram nenhuma, aliás, não tiveram nem a garantia do emprego, porque foram chutados. E logo depois, em razão do andamento do capitalismo no mundo e das crises lá e aqui, vem a mão de obra europeia.

E sempre o esforço é assim, estamos bem, existe uma espécie de idilho. Tem um fotógrafo maravilhoso, o Mark Ferrez, é um fotógrafo espetacular.

É um fotógrafo espetacular, mas ele tem uma visão de época também. Está aí, tem uma foto aí, escravos na colheita de café, no Vale do Paraíba, 1882. Olha que imagem bonitinha, a imagem está no ar, para quem está no rádio, não está vendo a imagem, mas tem um grupo de escravos trabalhando numa lavoura de café e parece, ó Valeo Beni, ô Isabela, tem aquela surda harmonia da desigualdade que grita de maneira silenciosa.

E tudo parece certo. E tudo parece no seu lugar. Desde que não venha gente para atrapalhar. Uma outra, do Jorge Loisinger, na Fazenda Quititi, no Rio de Janeiro. Um terreiro de café, para quem não é do interior, não sabe que o café seca no chão, no terreiro, você tem que ficar varrendo. Aliás, emana um cheiro...

delirantemente bom, valeu bem, né? A gente fica meio zonzo, assim. É café delícia. O sol esquenta o café em coco, ô minha querida Isabela. E sobe um cheiro quente, um cheiro denso. Eu diria quase sensual. Olha o reinado, moleque tarado no terreno de café.

Mas está ali, os escravos, tudo tão poético, tudo tão família. Por que mexer no que está funcionando? Sempre essa pergunta.

Essas fotos do Instituto Moreira Salles tem a senhora na liteira. Essa foto é maravilhosa. Eu cheguei a falar com a professora Lilia Schwartz a respeito na entrevista que fizemos no Reconversa, quando ela lançou o maravilhoso livro Imagens da Branquitude, a presença da ausência da Lilia Schwartz, professora da USP. Essa senhora na liteira, a foto é maravilhosa. Você que está no rádio não está vendo, mas a senhora está na liteira com dois escravos.

ali sustentando, eles estão com roupas de branco. Um deles está, o que chamaríamos fracartola. Mas a Isabela, minha bela, olhe para os pés deles. Eles não têm sapatos. Descalços. Porque eles podiam usar roupa de branco para servir de páginas para os seus senhores.

Mas sapato não. Porque sapato já era uma arrogância que eles não tinham direito. Era para deixar claro, são escravos. Não vamos confundir com negros libertos. Sapato não. Os símbolos, os sinais da desigualdade. Que papo comunista. Você acha esse papo comunista? Então você é um imbecil. A rigor nem deveria estar me ouvindo.

Vivendo, perde essa beleza encarnada, mas... Marque Ferrez de novo, negra com filho, 1884, na Bahia. Olha que negra linda, que filho lindo, todo mundo bem alimentado, todo mundo bacana. O símbolo na cabeça dela da fartura. Está tudo maravilhoso.

Com isso eu quero dizer, e lembrando o texto do Visconde de Cairu, que toda vez que há um progresso social em que se discute a questão do trabalho, o tempo do trabalho, sempre há o argumento apocalíptico de que vamos para o caos. Sempre.

E não há dúvida que o trabalho desumano gera progresso também, Wallo Benning. Os que acham que o Marx odiava o capitalismo, ele achava que tinha que ser superado, ele não tinha ódio. Ele falava justamente de quanta riqueza o capitalismo gerava, geraria suas contradições e seria preciso ir adiante. Agora, é claro que quando ele se refere à Revolução Industrial,

ele e outros falam dos horrores da Revolução Industrial. E do que se fazia, inclusive, com trabalho infantil, né, Zema? Ah, mas então agora se implementa e pronto e não se pensa na economia? Não! Eu vou propor uma síntese aqui. Eu, como visconde de Cairu, eu vou propor uma síntese aqui.

Quero pensar a questão econômica. Mas a diferença do Visconde de Cairu, eu quero progresso social. Porque o capitalismo que interessa é aquele que finalmente consegue mudar a vida das pessoas, ou não.

ou há aqueles que só se alimentam do prazer perverso porque conseguem enxergar na sua própria condição o sinal da ascensão, enquanto o outro permanece ali dizendo assim, olha como eu fui competente e você não. Vamos discutir com decência, com calma, e claro, vai ser tema da disputa eleitoral.

Os candidatos de direita são contra, vão ter que se manifestar a respeito. O PL já anunciou que vai tentar brecar a tramitação, que não quer saber. Tarcísio aqui já se manifestou, vai ser ruim para a produtividade, não é assim, a escolha está errada. Faça-se o debate. Faça-se o debate. Só não pode ficar criando fantasias e incorrendo.

no reacionarismo preguiçoso. O reacionarismo preguiçoso é aquele que... Qualquer mudança e nós vamos sempre para o caos. Eu tenho uma filha que gosta de surfar. Eu sou, em relação ao surf, que ela gosta de fazer, vale bem eu que ensinei, mas agora o que eu posso fazer?

Eu sou um reacionário meio preguiçoso, porque eu tenho sempre medo. Entendeu? Mas ela vai e faz, espero que sempre com responsabilidade. Porque é o medo paterno, ancestral e tal. Agora, aqui nós estamos falando de outra coisa, nós estamos falando de progresso social.

Vamos ver para onde vai. Se faça o debate informado, sem apocalipse. O apocalipse era o do Visconde de Cairu. Porque, afinal de contas, o Visconde de Cairu estava convencido de que todas essas imagens que eu mostrei aqui representavam, meu querido Valio Beni, minha querida Isabela, um paraíso consensual.

entre quem podia usar o chicote e quem levava o chicote no lombo. Está aí um consenso impossível. Hum? E agora nós vamos entrar aqui, na carteira de trabalho do tio Rei e do Zema. Vamos lá.

O pré-candidato à presidência pelo novo, Romeu Zema, defendeu o trabalho infantil no Brasil ao falar que se criou no país a ideia de que jovem não pode trabalhar. A declaração do ex-governador de Minas Gerais foi dada em entrevista ao podcast Inteligência Limitada na última sexta, 1º de maio, dia do trabalho e do trabalhador. Zema falou o seguinte. Hoje é 1º de maio? Sim, dia do trabalho. Eu fiz questão de publicar na minha rede social a minha carteira de trabalho.

Eu trabalho desde que eu aprendi a contar. Hoje eu não sei, mas quando eu era criança, era permitido tirar uma carteira de trabalho aos 14 anos. E, infelizmente, no Brasil se criou essa ideia de que jovem não pode trabalhar. Eu sei que o estudo é prioritário.

Mas toda criança pode estar ajudando com questões simples. Então, hoje é dia do trabalho e aqui no Brasil parece que a esquerda criou essa noção de que trabalhar prejudica a criança. Lá fora, nos Estados Unidos, criança sai entregando jornal, recebe lá não sei quantos centos por cada jornal entregue, no tempo que tem.

proibido, você está escravizando criança, então é lamentável. O Vólio Beni viaja muito, a diferença do tio, que faz de tudo para não viajar. Navio, eu tenho medo das bactérias. Avião, eu tenho medo que caia. E eu aqui, no máximo, corro risco com os meus livros.

Mas o Valeu Benetro, o dia chegou para mim e ele estava absurdado. Falei, o que foi, Valeu Benetro? Ele falou, rei, eu desci em Nova York e eu vi um monte de meninos de calças curtas e boinas na cabeça, como num filme da década de 20, dizendo, olha o jornal, olha o jornal, não é isso? Tem sido essa realidade. Nossa, como é que se vê Nova York, Chicago, Los Angeles? Los Angeles, então, onde é que estão as pessoas? Olha o jornal!

Até o exemplo do Zema é imbecil. Aí ele diz, eu não sei hoje, não sabe porque é ignorante. Está no site do Ministério do Trabalho, publiquei hoje um texto com o link, o manual de perguntas e respostas sobre trabalho infantil e proteção do adolescente trabalhador, que já pode tirar a carteira hoje aos 14 anos.

trabalhando como aprendiz, ganhando salário mínimo hora, já que tem a hora de estudo. Evita-se o trabalho insalubre e perigoso dos 14 aos 18 anos.

tem regulação constitucional, tem cláusulas, tem a CLT, tem a Convenção 138 da Organização Internacional do Trabalho. Mas já pode tirar carteira aos 14 anos. E essa carteira que o Zema tem, quem assina é o avô dele. O meu avô também gostava de mim, Zema.

Então, não é que ele queira... Sim, já pode trabalhar a partir dos 14 anos no Brasil e ter carteira de trabalho. Hoje, ignorante, pare de produzir ignorâncias. Já pode.

O que você quer é desregular o que tem de regulação no trabalho de jovens. Você está defendendo o trabalho infantil. Depois veio, não, na verdade, eu estava falando dos adolescentes, eu sei que já é permitido, o que eu defendo é ampliar oportunidades. Ah, não me diga que você defende ampliar oportunidades. É que aí o tráfico faz a festa com as crianças, então...

Lugar de criança na escola, cara. E não está falando alguém, olha aqui, a minha carteira é de 1976, eu tinha 15 anos. Meu primeiro emprego, não tive registro, porque eu fiquei um mês e meio e mandei o dono tomar caracu, porque veio com grosseria para cima de mim. Sempre assim.

Meu primeiro emprego aqui, ó, primeiro de abril de 1977. Eu tinha 16 anos. Não, não tinha feito ainda. Ia fazer em agosto, tinha 15 mesmo. E nem era o meu primeiro emprego. Entende? Zema. E não era empresa de papai.

Fui demitido oito meses depois. Demitido, gloriosamente demitido. Era uma empresa de rede de supermercado, escritório. Aí veio um café lá, com um gozo de sabão. Aí a gente descobriu que o pó de café tinha caído, tinha não sei o quê, onde também tinha caído o sabão, juntaram tudo e foi resolver fazer café mesmo assim.

E eu fiz uma sublevação. Levei um pé na bunda. Glorioso! Glorioso. Depois foi um banco, em seguida, outro pé na bunda. Porque ele tinha um carrinho pra catar moeda, que aí era contínuo. Tinha que levar na aspa, antiga aspa que existia, pra cargar maquininha contra moeda. Na volta era um carrinho pesado, caiu, até um menino chamava Reinaldo também. Caiu, caiu num buraco d'água lá, podre.

Aí ele falou, tem que enfiar a mão no saquinho, pegar. Eu disse, eu não enfio. Ele falou, também não. Se você não enfiar, charar, não vou enfiar. Eu falei, não vou enfiar. Voltamos, falou, olha, que tem um saquinho lá. Volta lá pegar. Eu falei, volte você. Eu não vou enfiar a mão na água podre. Assim que funcionam as coisas. Aí teve mais um emprego, depois comecei a dar aula no cursinho. Tinha 18 anos.

não é? Zema. Meu problema não é medo de trabalho. Meu problema não. Minha questão é vergonha na cara de não defender criança no trabalho como se isso já não fosse permitido na prática. A partir dos 14 anos, a única coisa que se exige é alguma regulação com a qual você quer acabar.

Não tenho medo de trabalho, não. Bom, nós temos o Herodes do Novo e tem o do PL também.

Vamos lá. Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato à presidência, publicou no sábado uma enquete no X sobre a redução da maioridade penal. Ele perguntou o seguinte, você é a favor da redução da maioridade penal? E as respostas foram sim para 16 anos, 24,6% das respostas.

Sim, para 14 anos, 72,3%. E não 3,2%. 18.322 pessoas votaram na enquete do senador. Ontem, Flávio voltou a defender a redução da maioridade penal para 14 anos, também pelo X. Ele escreveu o seguinte.

Tenho falado de algumas propostas para o Brasil, entre elas a redução da maioridade penal para 14 anos em casos de crimes hediondos, que são os mais graves. Esse tipo de medida pode ser aprovada quando o presidente da República usa seu prestígio junto ao Congresso Nacional. Assim farei. Acabou a tolerância com um bandido que usa a idade cronológica para cometer crimes bárbaros.

Isso, Eduardo. Nós juntamos a proposta do Zema, acabando com a regulamentação do trabalho para jovens de 14 anos, instituindo o Vale Tudo, e depois junta com a proposta do Flávio, que é a proposta do Bukele, onde se condenam, inclusive, crianças, lá à prisão perpétua. Esse é o Brasil que essa gente tem em mente.

Porque na cabeça de um reacionário, a hora que você faz isso, você tem progresso social. Tem progresso social não, progresso econômico, claro. Porque progresso social, definitivamente, essa não é a preocupação dessa gente. Veja, Eduardo foi para os Estados Unidos.

esse pobre menor de idade, e o Bolsonaro se orgulhou de ter mandado 2 milhões para ele, que ele confessou, para ele ficar patrocinando coisas contra o Brasil lá fora, porque afinal de contas disse ele, preciso pensar no meu filho e nos meus netos, sem dúvida nenhuma.

Veja a forma como Bolsonaro, aliás, tratou os próprios filhos. Todos eles, todos eles pendurados no serviço público. Ainda que via política, usando o nome dele. Nunca ninguém ali fez carreira na iniciativa privada. Ninguém. Ah, o Flávio teve a loja de chocolates. Hein? O Willi Wonka, da venda de chocolates.

E olha as condições em que já ficam hoje os menores infratores no Brasil. Mas saibam que os crimes verdadeiramente graves cometidos por pessoas abaixo de 18 anos não chegam a 3%. Embora graves. E também não é verdade que é automática. Se se chega à conclusão de que o jovem internado não tem condições de ser posto na rua, há caminhos.

para que ele continue internado. E temos exemplos no Brasil. Isso aqui é só apelar a barbárie social, porque incitando o ódio, você consegue paralisar o pensamento, porque é tudo sem informação, sem nada. Assim como Zema, quando fala, e nós vamos voltar a ele, do Bolsa Família, dos marmanjos, ele voltou a falar isso.

no canal livre. Tinha falado no dia 16 de abril, quando lançou o maravilhoso programa dele, o que nome tem aquilo, aqui em São Paulo, e voltou a tratar do assunto, do que é que eu estou falando.

O pré-candidato à presidência, Romeu Zema, disse que pretende promover mudanças no Bolsa Família porque, segundo ele, o Brasil está criando uma geração de emprestáveis. Para o ex-governador de Minas Gerais, há marmanjões que se recusam a trabalhar e apenas querem viver as custas do governo. A declaração foi dada em entrevista ao Canal Livre aqui da TV Band. Vamos acompanhar o que ele disse sobre os programas sociais do governo.

Bolsa Família, programas sociais são importantíssimos. Nós vamos manter para quem precisa. Sabemos que tem muita fraude que eu vou combater e também não vou pagar auxílio do governo Bolsa Família para os marmanjões, que é o que mais está crescendo no Brasil. Nós estamos criando no Brasil uma geração de imprestáveis hoje.

Eu vou em cidades do interior de Minas, fui recentemente Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Goiás, é no Brasil inteiro a mesma coisa. Vagas com carteira assinada e marmanjão em casa, na internet, nas redes sociais, no Netflix, que prefere receber o auxílio governamental. Não estuda, não trabalha, vive às custas do governo e de vez em quando faz um bico para complementar a renda.

Para mim, na hora que for dito, tem aqui uma oferta de trabalho, não aceito. Esse vai perder o auxílio do governo para mim, porque ele está tendo a oportunidade de ir trabalhar num emprego onde ele vai se qualificar, num emprego estruturado, formal, e está negando. Hoje nós temos um incentivo a essa informalidade, a perpetuação dessa situação.

Bom, só faltou dizer que o trabalho liberta com a inscrição no famoso campo de concentração. Primeiro que isso é notavelmente ignorante, de novo, o levantamento da Fundação Getúlio Vargas, de 5 de dezembro de 2025, 60% das pessoas que recebiam o Bolsa Família 10 anos antes já haviam deixado o programa.

A maior parte era adolescente em 2014, porque numa outra oportunidade ele disse que o pai recebia a Bolsa Família, o filho está recebendo a Bolsa Família. No ano passado, 2 milhões de famílias, o maior número desde o lançamento do programa, deixaram o programa. Você não sabe o que você fala, Zema.

O que você faz é praticar reacionarismo, porque você percebe que praticando reacionarismo, você consegue, sei lá, eu tenho voto dessa gente toda que tem ódio e tal. Tem um livro maravilhoso que vocês têm de ler, do Harry Frankfurt. O título original é On Bullshit.

Traduziram no Brasil, parece palavrão, é que bullshit pode ser merda em português, mas não é só merda, vale bem, é porcaria, coisa desprezível, besteira, bobagem. Mas se traduziu no Brasil com o título Sobre Falar Merda, da editora intrínseca. Eu recomendo que se leia.

E ainda mais eu que dei aula, eu já disse aqui, Isabela, a vó e o Beni, muitas vezes, provas você fazia e tal, e aí quando você lia, você fala, meu Deus do céu, uma resposta nem errada está. Né? Tem a categoria das coisas que nem erradas são. Porque o erro, o erro, o erro, o erro, Isabela, às vezes ele dialoga com acerto.

Só que não vai por um bom caminho. Digamos assim, vai bem, acerta o sentido, mas erra o lugar. Está ali. Bate na trave. Porque não é gol, né, bater na trave. Agora, tem a besteira, pura e simples. Que hoje,

É engraçado, tem um fenômeno, que inclusive é um fenômeno também desses tempos, o zeitgeist da imprensa brasileira, hoje está assim, você tem de mostrar que você não é um esquerdista, que você não é um petista, que você não é não sei o quê, que você é um analista crítico, então...

Para você demonstrar isso, isso quer dizer que você já foi sequestrado por gente que o detesta. Eu, para mim, que achar de mim o que quiser, pode me achar até feio, Isabela, contra todas as evidências. Não estou nem aí. Então, assim, mesmo fascista mais abjeto, dizendo a coisa mais estúpida, tente achar um lado bom nele. Para mostrar que você é uma pessoa que não é intolerante.

Seja, inclusive, tolerante com os intolerantes para mostrar que você é uma pessoa superior. Já, se for com um progressista, aí você faz o contrário. Nem que ele faça chover maná, nem que ele seja mais efetivo do que Moisés, olha o bene, dê a ele o destino de Moisés, coitado. Cruza o mar vermelho, faz tudo o que fez, sobe o monte, tenha as pedras gravadas. Quando ele desce, tinha feito bezerro de ouro.

Então se for um progressista, aí não, aí encontra alguma coisa ruim nele, provando mais uma vez que você não é desse tipo aí. E aí tipos como Zema progridem nesse negócio, falam as besteiras mais cabeludas e com o ar mais limpo do mundo de quem herda uma dívida de 105 bilhões.

no governo de Minas, e larga como herança 182 bilhões, ainda assim faz cara de grande administrador, do tipo que embrulhava parafuso já com seis anos. E Zema disse que com ele não tem reajuste real de aposentadoria. Eu também disse, bom, até aí...

Proposta que ele tem, ele que faça, desde que fique claro. Ao menos ele deixa isso claro, né? Quem não deixa claro que também esse é o seu programa é o Flávio. E também isso ele disse no Roda Viva, no Canal Livre. Nem vou aqui colocar porque não temos mais tempo. Pós-Messias, Lula passa Flávio em medição do PT. É uma medição do PT, mas é real.

Então esse negócio de que o caso Messias... Olha, a quantidade de coisas... Lula, pato manco, Lula acabou, Lula morreu, Lula já foi, Lula já era, acabou... Eu disse aqui, disse no Metrópolis, disse, olha, importância eleitoral, assim como estão falando, não tem. Vai depender do que o governo faça.

O que a gente tem aí? Qual é o tracking? Vai lá, seis. A rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF pelo Senado trouxe uma boa notícia para Lula. Segundo o portal Metrópolis, após a derrota do advogado-geral da União, o presidente apresentou uma melhora nas pesquisas internas do PT.

Os chamados trackings. No fim de semana, o petista cresceu 3 pontos porcentuais, superando numericamente o senador Flávio Bolsonaro. Até a semana passada, os dois apareciam rigorosamente empatados. No sábado, segundo dados do partido, Lula foi para 47,5% ante 45,3% do parlamentar. No tracking de domingo, o presidente foi para 48,5%. E o Flávio...

para 45. Segundo Metrópolis, a avaliação de auxiliares de Lula é que a melhora pode ser resultado tanto das falas de Messias na Sabatina, quanto da união entre Alcolumbre e Flávio, a qual reforçaria a narrativa de sistema contra o governo. Isso.

Acho que as coisas estão um pouco por aí. E nas redes também, a indicação do Messias e a rejeição do Messias gerou uma reação muito negativa para aqueles que rejeitaram. O Messias teve... Vamos até TikTok e YouTube aí, vai, é o seguinte.

Jorge Messias teve sua indicação ao STF rejeitada pelo Senado, mas nas redes sociais teve maioria ao seu lado. Ele teve 63,7% das manifestações favoráveis, totalizando cerca de 43,9 milhões de interações de apoio ao escolhido de Lula. Os números são de um levantamento da ativa Web Data Lab, baseado em mais de 68,9 milhões de menções públicas, em plataformas como Facebook, Instagram, X, TikTok e YouTube.

Isso. E aí esse conjunto tem resultado aí numa coisa que não foi negativa para o Lula, como eu te vi. Agora, hoje mesmo eu li um texto dizendo que agora é só o Flávio fazer assim e cai na mão dele. Então tá bom. Eu diria, se é assim, até bom para o Lula, vale bem. Você sabe que às vezes segurar uma posição até pode ser mais desconfortável, a depender do tempo.

de quanto tempo falta para a eleição, do que estar um pouco atrás. Mas, segundo esses trackings, não está bem assim. Vamos ver. As bobagens a respeito continuam campeando. Agora consta que Moraes está procurando o gênero do governo, Alexandre de Moraes.

para dizer, olha, eu não atuei contra o Messias. Uma hipótese tão alucinada, tão alucinada. E já demonstrei aqui como é que ele vai atuar contra, sendo que o resultado objetivo disso, segundo aqueles próprios que apontaram a atuação do Messias, seria o impeachment do próprio Alexandre. Não faz sentido.

Não faz sentido. Voltamos ao livro sobre falar merda. Bullshit. Do Harry Frankfurt. Recomendo. Ele aponta ali justamente, Rolivine, que as pessoas são capazes de sustentar teses que não têm lógica intrínseca nenhuma. Ele faz a distinção, insisto, entre o erro E 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게

Erro, você erra uma análise, erra uma análise. E a besteira? A besteira. Mas é que no Brasil, se tudo não levar ao máster, então não serve. Obviamente, o ministro não daria tiro no seu próprio pé. E aí o Randolfo Rodrigues deu uma entrevista ao Globo.

dizendo que Lula sabia do risco da derrota, da rejeição. Tem frases dele, vamos para o primeiro negrito, depois o segundo. Vai lá. Ele falou, eu sabia da possibilidade de rejeição desde novembro, desde a nomeação. Quanto mais se aproximava do período eleitoral, mais essa votação era pressionada. E mais coisa, vai, pode continuar.

No dia da votação, pedi para checar a planilha que apontava entre 43 e 45 votos. Eu adverti que ela não estava correta. Cheguei a ligar para o ministro José Guimarães, ministro das Relações Institucionais. Não chegamos a cogitar voltar atrás. Dialoguei sobre essas dificuldades, mas houve uma avaliação da maioria dos líderes de que os contatos seriam suficientes para alcançar o número.

Então,

Não dá para, digamos assim, culpar o Alexandre de Moraes. Eu teria retirado, o Lula decidiu manter. Eu não teria levado a votação adiante. O PH aqui sabe, eu falei, vai perder. Né? Eu sabia. Ah, é porque é culpa do Alexandre de Moraes. Não.

Estava todo mundo avisado, resolveu. Houve aí gente falando de erros na condução do Messias também, se juntou, se grudou excessivamente ao Mendonça, na certeza de que o André Mendonça poderia levar votos. E a gente viu que também não levou. Agora, uma coisa é certa. Um erro de articulação é um erro de articulação é um erro de articulação. E foi o que aconteceu.

Agora, sobre a hipótese que o Alexandre ser responsável pela derrota, aí realmente é o livro do Harry Frankfurt. Sobre a capacidade de falar titica mesmo sabendo que não tem lógica, mas desde que se possa exercitar o ódio. Fica com a gente que tem muita coisa ainda. O Eta Coisa

Lula viaja na quinta para encontrar Trump e os bolsonaristas estão dizendo que estão numa felicidade só. Vai lá. O presidente Lula vai viajar aos Estados Unidos para se encontrar com o presidente americano Donald Trump. A reunião, que deve ocorrer na Casa Branca, em Washington, está prevista para a próxima quinta. Segundo o Globo, os detalhes foram acertados durante uma ligação telefônica na semana passada. Os governos dos dois países não divulgaram esse telefonema.

Ainda em janeiro, em outra conversa telefônica, os dois acertaram a visita do brasileiro aos Estados Unidos. Mas a guerra americana contra o Irã adiou a agenda. Após o início do conflito, Lula passou a criticar a ofensiva contra o país persa. Esta será a terceira reunião presencial entre os dois presidentes desde que Trump assumiu seu segundo mandato. Na viagem desta semana, Lula deixará o Brasil na quarta e deve retornar na sexta.

Isso. E aí, evidentemente, o presidente Lula tem de conversar com o presidente Trump. Há muitas coisas que dizem respeito à agenda dos dois países, por mais que o Trump esteja enlouquecido. Aliás, Isabela, ele vive um momento muito pior do que o Lula. Muito pior do que o Lula.

do ponto de vista da popularidade, nós vamos ver. Caminha para um recorde negativo histórico, tudo mais constante. Agora,

O Brasil tem o que conversar e é bom que converse. Mas o que eu tenho achado engraçado é que os bolsonaristas agora estão com a história de que, ah, isso é bacana. De qualquer modo, vamos falar da pauta que eles têm aí. Vamos lá. Entre os temas que devem ser discutidos por Duly Trump estão, além da guerra contra o Irã, assunto que tem dominado a...

Agenda de Donald Trump é as tarifas que ainda persistem sobre parte das exportações brasileiras. Os Estados Unidos investigam o Brasil, por exemplo, por práticas comerciais desleais, incluindo a utilização do PIX. Outro assunto que deve ser abordado é a possibilidade de os Estados Unidos classificarem as facções criminosas brasileiras, como o PCC e Comando Vermelho, como organizações terroristas. As autoridades brasileiras temem que essa classificação traga riscos à soberania nacional.

Lula também deve discutir com Trump a intenção do Brasil de fortalecer a cooperação entre os dois países no combate ao crime organizado. A reunião servirá ainda para conversas sobre a exploração de minerais críticos no Brasil, situação política da Venezuela e a captura do ditador Nicolás Maduro por forças americanas. Todos esses assuntos estarão no cardápio. Olha, deixa eu dizer uma coisa, o risco à soberania nacional...

com essa história de considerar as facções terrorismo, não é risco, é uma ameaça mesmo. Sem contar, do ponto de vista econômico, aí sim, isso pode trazer prejuízos efetivos. E a extrema-direita apegada a essa agenda, é uma agenda absurda, insana.

Mas está aí. Eu não marquei o tempo aqui, Valdebeni? Tem mais um minutinho. E nesse minutinho, os bolsonaristas dizendo que estão muito felizes. Olha só o Lula como ele agora resolveu se entregar ao Trump. Fingiram felicidade após o anúncio da agenda entre Lula e Trump. Segundo relatos de direitistas feitos ao Metrópolis, o novo encontro em Washington deve enfraquecer o discurso de que Flávio Bolsonaro 그게 그게 그게 그게 그게 그게

é entreguista e submisso em relação ao governo dos Estados Unidos. Eduardo Bolsonaro foi às redes e ironizou a nova agenda entre Lula e Trump. Ele escreveu o seguinte. Ué, mas não era o Flávio Bolsonaro, o cara do imperialismo yankee? E a narrativa de Lula defender a soberania nacional?

A verdade é que Lula, malandro que é, fez um discurso para a militância e outro para as elites. Entre um e outro existe um abismo. O líder do PL na Câmara, Sostenes Cavalcante, também se manifestou. Ele escreveu, ué, onde está a soberania do descondenado Lula? Vai beijar a mão do Donald Trump? Quero ver a coragem para ele repetir as bobagens que ele fala do Trump aqui no Brasil, lá na casa dele. Eu estou ansioso.

Chega, Isabela, já fiquei nauseado. Pois é, então, aproveita. O problema é que o Lula não foi lá discursar na tal CEPAC, a conferência dos Reaça, e prometeu entregar as terras raras para eles numa luta contra a China. Não é mesmo? É isso aí. O É da Coisa

Muito bem, estamos de volta. Ô, vai bem! Oi. Ô, Isabela. Oi. Eu fui hoje e falei pra minha mulher, eu quero comprar umas coisas aqui. Tá.

Vem cá, para fazer os piques. Ela falou, não, você vai entrar no Desenrola. Isso sim. Vai, vamos lá. Sim, trazer as informações sobre o programa do governo. O Desenrola 2.0, o programa de renegociação de dívidas, deve liberar até 8 bilhões e 200 milhões de reais do FGTS.

o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço para que trabalhadores possam renegociar esses débitos. Será possível sacar até 20% do saldo do FGTS? Os detalhes foram dados pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. A gente vai conferir o que ele disse. Ele falou, a gente fez várias simulações com a cautela de não prejudicar a higidez do fundo.

Eu e o ministro Luiz Marinho, ministro do trabalho, trabalhávamos com 4,5 bilhões de impacto, mas refazendo os cálculos, até colocamos aqui na apresentação de maneira conservadora, o limite é de 8,2 bilhões, o máximo que a gente espera. É a informação de hoje mais precisa, até 8,2 bilhões. É um saque vinculado à quitação da dívida. Depois de dado o desconto, o trabalhador pode usar o saque do FGTS para diminuir ainda mais a dívida. O que mais?

O Desenrola 2.0 prevê que as instituições financeiras vão desnegativar, ou seja, perdoar devedores com dívidas de até R$ 100. Com o início do programa, eles não estarão mais com o nome sujo. Além do perdão das dívidas de até R$ 100, os bancos também devem destinar à educação financeira o equivalente a 1% do valor que for renegociado.

Segundo Dario Durigan, é favorável para os bancos que as dívidas sejam renegociadas, porque eles passam a receber um dinheiro que antes não receberiam. A União, por sua vez, vai criar um fundo com recursos públicos para oferecer garantias às instituições financeiras. Para formar esse fundo, o governo buscará de R$ 5 bilhões a R$ 8 bilhões em recursos deixados ociosos pelos trabalhadores nos bancos, o chamado dinheiro esquecido.

também será realizado um novo aporte de até 5 bilhões de reais pelo governo federal. Eu vou comentar em bloco e vamos para a próxima.

Os inadimplentes que se inscreverem no novo Desenrola serão incluídos na lista de CPFs barrados em sites de apostas mantida pelo Ministério da Fazenda. Atualmente, toda pessoa que se cadastre uma bet é incluída nesse sistema de apostas desenvolvido pelo governo e pela SERPRO, a Estatal de Inteligência Digital e Tecnologia de Informação. Desde outubro do ano passado, há nesse banco de dados uma relação de pessoas impedidas de fazer apostas. É o caso, por exemplo...

de beneficiários do Bolsa Família. Agora, os bancos deverão repassar a lista de inscritos no Desenrola 2.0 ao Ministério da Fazenda para que os beneficiários do programa de crédito sejam também incluídos na lista de impedidos. Olha, deixa eu dizer uma coisa. Nós temos, e isso aqui não é vontade minha, tá? É que assim são as coisas. Nós temos uma renda histórica do salário.

Renda histórica. Histórica, renda histórica. O desemprego, historicamente baixo também. A formalização do trabalho também num nível recorde. E mais, a gente sabe sim que as pessoas fazem bicos e têm ganhos extras, muitas vezes que não são formalizados. E ainda assim você tem um endividamento brutal.

A política de juros concorre para isso? Concorre. Mas eu realmente não acredito quando a gente pega o peso que a Selic tem no grau de endividamento das pessoas e no valor do endividamento é relativamente pequeno, ainda que os juros sejam pornográficos. Continua a ser pornográfico.

Sim, a questão das betes tem um peso gigantesco, não adianta fingir que não. Juntaram-se duas coisas muito perigosas, a facilidade de fazer a aposta e o mecanismo do vício. E eu lembro, Vole e Bende, como eu tratei disso muito lá atrás aqui, inclusive falando sobre a questão do vício.

Ah, mas, contei a experiência de brincadeira, que eu falei, ah, Lília, compra o troço aqui que a gente precisa comprar, uma bobagemzinha, tal, para facilitar a coisa instrumental de casa. E fui ver lá meu limoeiro, se já tinha começado a florir ou não. Aí eu falei, compra, meu bem, assim mesmo. Aí eu falei, já comprei. E eu falei, já? Sabe aviso de cigarro? Isso aqui faz mal?

Deveria ter uma etapa a mais em qualquer compra online. Que é assim. Você tem a certeza de que precisa disso. E isso não vai fazer falta no seu orçamento. Perguntas básicas, assim que deveriam ser obrigatórias. Isso não vai comprometer o orçamento da sua família. Isso é realmente importante para você. Sem essa confirmação de leitura,

Talvez uma sequência de perguntas. Precisando que uma acione a outra. Porque a facilidade com que se fazem essas compras também compromete a renda de muita gente com bobagem. Ah, e o pobre agora não pode comprar? Claro que pode. Nós estamos falando de compra responsável.

que não existe nenhuma razão objetiva para um endividamento como esse. Veja, eu estou tratando de uma questão econômica, técnica. Essas pessoas todas, dessas camadas, já tiveram uma renda muito menor com endividamento muito menor.

Porque você não pode ter um desenrola agora, nesse governo, e no próximo ter de ter um outro. Não importa quem seja o presidente. Hum? É uma questão de responsabilidade também. E sim, o pobre pode ser responsável no seu consumo também. Pode e deve.

Esse debate precisa ser feito com calma, com maturidade, com serenidade. É isso aí. O Eta Coisa Bom, e a privatização da Sabesp, debate, vira tema de debate eleitoral em São Paulo, né? Poderia ser diferente, vai.

O pré-candidato ao governo de São Paulo pelo PT, Fernando Haddad divulgou um vídeo hoje com críticas à privatização da Sabesp. Ele compartilhou uma declaração ainda durante o debate de 2022, na qual ele falou que se vender a Sabesp, a conta de água iria aumentar. Na sequência, colocou um discurso do então candidato, Tarciso de Freitas, negando que o valor da tarifa iria subir.

Haddad compartilhou uma série de matérias jornalísticas indicando o aumento do serviço à população e relatos de moradores. Na legenda do vídeo, o ex-ministro da Fazenda escreveu o seguinte Avisei, lá em 2022, das consequências da privatização da Sabesp. Tarcísio ignorou. E os resultados vieram. Conta de água mais cara e serviço pior.

Bom, isso vai ser matéria de debate, o Tarcísio fez um vai e volta quando era pré-candidato, existe aí o debate sobre se o preço aumentou, ah, disse que não aumentou, mas há algumas avaliações que sim. Não tinha como não ser. Eu, a minha restrição fundamental, não estou entrando na qualidade do serviço prestado agora, que eu confesso que eu não sei, eu não opino sobre o que eu não sei.

Mas sobre o que eu sei, sim. E eu sei que essa BESP foi vendida por um preço abaixo do que ela valia em bolsa. Com o único interessado. E eu não posso chamar esse processo de privatização de bem sucedido no modo como foi feito. E isso que eu estou falando é apenas um fato. Ah, mas está mais caro, mais caro. Confesso que eu não sei, por isso eu não estou opinando.

Se soubesse, daria uma opinião também. Como sempre. É isso aí. O Eta Coisa Muito bem. Deixa eu dizer uma coisa. Fogo morra acima, água morra abaixo. Gente, quando está afim de fazer besteira, ninguém segura. Hum, vai.

Segundo o G1, aliados de Lula querem que ele passe a defender que haja mandatos para ministros do STF. A discussão é antiga. Chegou a ser defendida pelo agora ministro da Corte, Flávio Dino, na época em que ele era deputado federal e também depois, quando se tornou ministro da Justiça. O tema foi retomado mais uma vez porque o governo vê o STF virar uma pauta eleitoral para este ano, especialmente após ministros da Corte serem citados no decorrer das investigações do caso Master. Com isso...

Aliados do presidente entendem que é preciso ter uma resposta para essa questão. A derrota de Jorge Messias também corroborou para que o tema seja tratado nos bastidores do governo, uma vez que a possibilidade de um discurso de atacar o sistema não é possível, já que prejudicaria articulações que o governo já possui dentro do STF.

Eu sou muito simples nessas coisas. Como isso vira uma pauta da extrema-direita? Se é uma pauta da extrema-direita e também os progressistas resolvem aderir à pauta, talvez o Lula devesse aderir também à maioridade penal aos 14 anos, como no caso do Flávio.

e assim a gente poderia voltar ao antigo lema de quando eu era da Libilu, da Liberdade e Luta, a Valeu Bene, que era uma brincadeirinha que a gente fazia, se estamos todos juntos, contra quem vamos lutar, não é mesmo? Ou como no poema de Mário Faustino, A Cidade Clara e Aberta, em que o Crucificado uma vez mais beijava o enforcado, se referindo a Cristo, Judas, etc.

Eu sei que tem setores progressistas com essa tese, boa viagem, boa viagem que eu posso desejar. Isso ainda vem, temos que aí, olha só como o Supremo nos cria problemas. Supremo bom é quando o Supremo barra golpe, aí tudo bem. Agora, quando a extrema direita começa a fazer isso, então a gente entra também, vamos lá também, nós tirar uma casquinha do Supremo.

Bom, não é o meu entendimento do mundo. E eu acho que isso ainda é caudatário daquela tese furada de que o Alexandre resolveu cavar a própria cova. Precisa ler o livro. Eu já indiquei o livro do Frankfurt aqui. Sobre fazer merda. É isso.

Muito bem, nós estamos de volta no Band News TV e nas redes sociais. Ih, vai, vai bem. Oi, Isabela, minha dela. Oi. A coisa não está boa para o Trump. Nada boa.

A desaprovação ao presidente americano, Donald Trump, chegou a 62%. Dados são de uma pesquisa do Washington Post junto com a ABC News e com o Instituto Ipsos, divulgada ontem. O índice de rejeição é o maior já registrado no levantamento. A pesquisa também apontou uma aprovação de apenas 37% do presidente dos Estados Unidos. Há poucos meses faltando das eleições legislativas, E 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게 그게

Em novembro, as perspectivas para o partido republicano de Trump parecem se complicar. 76% rejeitam a gestão do custo de vida, 72% são contra a condução da inflação e 66% são contrários à guerra com o Irã. 61% dos entrevistados classificam como um erro o início do conflito. Ô, vai e o Beni? Oi. Pior do que isso, Bush em 2008, 71%, não está tão longe.

Harry Truman em 52, Guerra da Coreia, 67%. Nixon em 1974, no auge do Wargate, 66%. Ele está com? 62. 61. Está feia a coisa. É próprio de presidente que está ali. O que mais que tem aí? Rapidinho.

O levantamento realizado de 24 a 28 de abril com 2.560 adultos e com margem de erro de dois pontos porcentuais indica que os democratas têm 49% das intenções de voto contra 44% dos republicanos para a Câmara. Um aumento de dois pontos porcentuais em relação a fevereiro em prol dos democratas que se contrapõem a Trump. O levantamento também indica que eleitores democratas estão mais motivados a votar por considerarem ruim a gestão trumpista.

É, e aí vamos saltar para 17 aí, Alô TV, porque cresce essa conversa e se acha muito consistente as suposições e os sinais de que Trump estaria disposto a fraudar abertamente. Bom, ele já tentou dar um golpe, é bom que fique claro, mas a fraudar a própria eleição e o sistema deles.

permite que aconteça. Eita, que falta faz um Supremo, que falta faz um TSE, que falta faz uma urna eletrônica. Vai.

O deputado federal Joe Morelli, do Partido Democrata, é o principal quadro da oposição responsável por arbitrar pela minoria disputas que em seis meses vão definir o comando do Legislativo dos Estados Unidos. O político de Nova York tem se dedicado a elaborar intrincadas estratégias legais a partir de consultas a juristas, procuradores e até chefes de sessões eleitorais país afora. Para a revista The Economist, ele listou 150 possíveis manobras da Casa Branca para interferir no processo eleitoral. Entre elas...

Batidas de oficiais de imigração em bairros com eleitores latinos no dia 3 de novembro para reduzir o efeito do voto já batizado de anti-AIS, da Agência de Imigração e Alfândega. Anulação de cédulas sufragadas via serviço postal. Eles têm essa opção de envio à distância. A apreensão de urnas que os fiscais republicanos, hoje majoritariamente militantes trumpistas, consideram suspeitas.

E sua preocupação foi sintetizada pela revista britânica em uma pergunta. E se Donald Trump tentar roubar as eleições? Vai tentar. Tô apostando aqui. Vai tentar. Ai, René, cadê essa bolha de cristal? Não, ele tentou dar um golpe, porra. Zorra.

Ele tentou dar um golpe. Ele chamou o Mark Miller. Você lembra, né, Voibene? Eu sou fã do Mark Miller. Lembro. Que era o número um das forças armadas. Ele falou, como é que ainda dá um golpe nisso aí? E o Mark Miller falou, não tem golpe. E ele ficou furioso. Tirou depois a segurança do Mark Miller. É claro que ele vai tentar fraudar. Quem tenta dar golpe não tenta fraudar a eleição?

podendo fazê-lo? Ora, bolas. E aí ele está dizendo que nós temos a guerra das versões dos navios. Vai, vamos lá, vai. 16.

Vamos trazer então essas palavras, porque o Irã afirmou hoje que impediu navios de guerras dos Estados Unidos de entrar no Estreito de Hormuz. O governo Trump prometeu iniciar nessa segunda uma operação para escutar embarcações retidas na via marítima por causa da guerra no Oriente Médio. A agência iraniana Fars...

Chegou a dizer que dois mísseis atingiram um navio de guerra americano na região de Hormuz. Fontes ouvidas pela Fars informaram que, devido aos impactos, a fragata americana não conseguiu prosseguir e foi forçada a recuar. No entanto, horas depois, a agência corrigiu a informação. Diz que foram feitos apenas...

disparos de advertência pela Marinha Iraniana. O Comando Central dos Estados Unidos, por outro lado, negou ter sido alvo de um ataque e diz que nenhum navio foi atingido. As Forças Armadas de Washington falaram ainda que escoltaram com sucesso hoje os primeiros navios comerciais com bandeira americana pelo Estreito de Hormuz.

E o Trump falou, vou varrer todo mundo do mapa, vou varrer todo mundo. Gozado que esse negócio de varrer do mapa era uma expressão que a Madine Jardim usava, né? Lembra? Vamos varrer do mapa. Vamos lá. Vai, quem vai lutar contra os Estados Unidos? Vai, vamos lá.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse hoje que as forças iranianas serão varridas da faça da terra caso tentem atacar navios americanos no estreito de Hormuz ou no Golfo Pérsico. A declaração foi dada em entrevista por telefone à Fox News. Mais cedo, o presidente havia dito em sua rede social que as forças armadas americanas abateram sete embarcações iranianas no estreito após Teherã atacar outros navios que tentavam atravessar a passagem.

Quando eu citei Ahmadinejad, ex-presidente do Irã, essa expressão histórica dele, vamos varrer Israel do mapa, lá atrás. Como a gente vê, não aconteceu. Agora Trump prometendo varrer o Irã de novo. Já prometeu acabar com uma civilização e assim vai.

O lado auspicioso é que a popularidade dele está despencando. E, finalmente, para encerrar, o Alckmin falou ainda sobre a eventual indicação de um novo nome para o Supremo. O vice-presidente Geraldo Alckmin lamentou hoje a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF durante uma entrevista coletiva em São Paulo. O Alckmin afirmou que a decisão é negativa para o funcionamento da corte.

que vai permanecer com o ministro a menos até uma nova indicação, até a aprovação desse nome. Ele disse o seguinte, primeiro quero lamentar a não eleição de Jorge Messias, é uma pessoa preparada, jurista, com experiência, com espírito público, uma vida dedicada ao serviço público, mas enfim, isso compete ao Congresso Nacional. É ruim porque vai ficar com o ministro a menos, 10, num Supremo já sobrecarregado de processos. Eu acho que o presidente Lula está definindo sua nova indicação. Eu espero que sim.

Fala, direi aqui o que já disse em outras circunstâncias, acho que deveria se sentar com a columbre e escolher um nome, um nome que possa ser de consenso, que tenha perfil adequado. Pacheco está descartado, talvez seja uma opção o TCU. Acho que não faz sentido não indicar, não importa o que vai acontecer na eleição.

E nós vamos encerrar com o Navio Negreiro, que eu sei decore, quem quiser pode me desafiar. Não, não vamos pedir para você declamar. Desde os oito aninhos, que eu declamava pastias, olha que gordinho chato da porra. Mais um grande texto do Castro Alves e que o Caetano musicou no álbum Livro.

É isso aí sobre as iniquidades e a necessidade de saná-las. Beijo, até amanhã.

Era um sonho dantesco, tombadinho, Que das luzernas a vermelha, o brilho, Em sangue a se banhar. Tinir de ferros estalar do açoite, Regiões de homens negros como a noite, Horrendos a dançar. Negras mulheres suspendendo as tetas, Magras crianças, Cujas bocas pretas regam o sangue das mães. Outras moças, mas nuas, espantadas, No turbilhão de espectros, Arrastadas em anse e marro avantes.

E da ronda fantástica a serpente faz doidas espirais Se o velho arqueja, se no chão resvala Ouvem-se gritos, o chicote estala e voa mais e mais Presa nos elos de uma só cadeia A multidão faminta, cambaleia e chora e dança ali

Um de raiva delira, outro enlouquece, Outro que de martírios engrupece, Cantando gêmeo e ri. No entanto o capitão manda a manobra, E após, fitando o céu que se desdobra, Tão puro sobre o mar, Diz do fumo entre os densos nevoeiros, Vibrai rígios, chicote marinheiros, Fazia os mais dançar.

E rice a orquestra irônica estridente, E da ronda fantástica a serpente faz doidas espinais. Qual no sonho dantezo as sombras voam, Gritos, ais, maldições, preces ressoam, e rices satanais.

Senhor Deus dos desgraçados, sei-me vós, Senhor Deus, Se é loucura, se é verdade, tanto horror perante os céus. Ó mar, por que não apagas com a esponja de tuas vagas, De teu manto este borrão? Astros, noite, tempestades, rolai das imensidades, Varrei nos mares, tufão.

Quem são estes desgraçados que não encontram em voz, Mais que o rir calmo da turma que excita a fúria do algoz? Quem são? Se a estrela se cala, se a vaga apressa resvala como um cúmplice fugaz, Perante a noite confusa, diz em tu, severa musa, Musa liberrema, audaz.

São os filhos do deserto, onde a terra exposa a luz, onde voa em campo aberto a tribo dos homens nus. São os guerreiros ousados que com os tigres musqueados combatem na solidão. Homens simples, fortes, bravos, hoje míseros escravos, sem ar, sem luz, sem razão.

São mulheres desgraçadas, como Agar o foi também, sedentas ao quebradas, de longe bem longe vem, trazendo contíbe os passos, filhos e algemas nos braços, na alma, lágrimas e fel, como Agar sofrendo tanto, que nenhum leite do pranto tem que dar para Ismael. Lá nas areias infindas das palmeiras no país, nasceram crianças lindas...

Passa um dia a caravana, quando a virgem na cabana, cisma da noite nos véus. Adeus, ó choça do monte, adeus, palmeiras da fonte, adeus, amores, adeus. Senhor Deus dos desgraçados, sem-me vós, Senhor Deus, seu delírio, se é verdade, tanto horror.

Ó mar, por que não apagas com a esponja de tuas vagas, de teu manto este borrão? Astros, noite, tempestades, rolai das imensidades, varrei os mares e o tufão.

E existe um povo que a bandeira empresta, Pra cobrir tanta infâmia e cobardia, E deixa transformar-se nessa festa, Em uma tritura de bacante fria. Meu Deus, meu Deus, mas que bandeira é esta, Que impudente na gábia tripudia, Silêncio, musa, chora, chora tanto.

Que o pavilhão se lave no teu pranto. Aure verde pendão de minha terra, Que a brisa do Brasil veio na lança, Este é a brisa do Brasil veio na serra, E as pia-mesas divindas da esperança. Tu, que da liberdade após a guerra, Foste hasteado dos heróis na lança, Antes te houvessem roto na batalha, E servires a um povo de mortalha.

Fatalidade atroz que a mente esmaga, extingue nesta hora o briga imundo, o trilho que Colombo abriu na vaga, como um íris no pélago profundo. Mas a infâmia demais da etérea plaga, levantai-vos, heróis do novo mundo. Andrada, arranca este pendão nos ares, Colombo, fecha a porta dos teus mares. Que a brisa do Brasil beija e balança.

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