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O É da Coisa de 06/04/2026, com Reinaldo Azevedo: Bate-boca reaça; Dirceu e STF; Tabata e Israel

06 de abril de 20261h25min
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Participantes neste episódio4
R

Reinaldo Azevedo

HostJornalista
H

Hugo Gonçalves

Co-host
A

Arthur Covre

Convidado
M

Michel Guerman

Convidado
Assuntos5
  • BolsonaroLindbergh Farias · Eduardo Bolsonaro · Supremo Tribunal Federal
  • Corrupção no BrasilJosé Dirceu · Conselhos de Lula
  • Intervencao governamental em combustiveissubsídio de diesel · pacote de medidas
  • Relações Israel-EUATaba Tamaral · Israel
  • Mudanças sociais no BrasilConselhos de Lula · PL
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Agora, na Band News FM, o É da Coisa. Com Reinaldo Azevedo, Alexandre Bentivólio e Arthur Covre. Oferecimento BTG Pactual. Para quem espera mais de um banco. iFood. Os melhores restaurantes com entrega grátis estão no iFood. Está esperando o quê? Pede iFood já.

Seu quarto, suas coisas, sua alma desvãos. Sábios em vão tentarão decifrar o eco de antigas palavras.

Fragmentos de cartas, poemas, mentiras, retratos, vestígios de estranha civilização. Não se afobe não, que nada é pra já. Amores serão sempre amáveis.

futuros amantes, quiçá, se amarão sem saber, com o amor que eu um dia deixei pra você.

Começa agora para todo o Brasil mais uma edição de Ué da Coisa. Se a coisa parece confusa, atrapalhada, vem pra cá. Que a gente se confunde, se atrapalha. Milhões de pessoas acompanham o programa pelo Toy e pelo Band News TV. Mas você pode fazê-lo também pelas redes sociais, sempre em rádio Band News FM ou no aplicativo Band Play. Boa noite, Arthur Covri. Boa noite, Wally Ben. Boa noite.

Futuros amantes dentro da nossa lógica de botar um pouco de beleza nesse mundo, do disco Para Todos, de Chico, aliás, o grande disco de 93, né? Não se afobe não, que nada é pra já, o amor não tem pressa, ele pode esperar em silêncio.

num fundo de armário, na posta restante, milênios, milênios, e aí tem uma imagem belíssima dos escafandristas chegando e descobrindo os detalhes do amor. Uma imagem absolutamente preciosa, mas enquanto estamos no mundo de cá, temos muita coisa a tratar.

E coisas importantes e graves e sérias. Mas, trazendo informação. E, se possível, um pouco de leveza também, embora sempre com firmeza. Ah, e livros, sempre. Porque eles são importantes. Vamos lá, vamos começar.

Réu por coação, Eduardo segue ameaçando autoridades. O Lidberg está pedindo a prisão preventiva dele. Certamente faz parte do jogo do Eduardo. Agora...

Enfim, se está acontecendo, é preciso que se denuncie. Existe uma estratégia aí. Nós vamos tratar dela. Fica aí que o Lula hoje tem um conjunto de medidas envolvendo combustíveis. Vai ter coisas sobre endividamento. E aí já apareceu o negócio. Tudo isso é para ganhar a eleição. Vamos discutir isso também.

Vou até sugerir mais uma vez um livro de um amigo do Voleo Benin. É, um amigo do Voleo Benin. Escreveu um livrinho precioso, livrinho porque é pequeno. Fez sucesso. Mas grande livro sobre populismo. Fica aí, fica aí. Vamos no mundo com instruções e regras para andar no labirinto.

Vamos lá, Lindbergh volta a pedir a preventiva do Dudu. O deputado Lindbergh Farias, vice-líder do governo na Câmara, apresentou ao ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal um novo pedido de prisão preventiva contra o ex-deputado Eduardo Bolsonaro após o anúncio, feito em entrevista ao portal Metrópolis, no sábado, de uma nova campanha nos Estados Unidos em favor de sanções contra autoridades judiciais brasileiras, com foco em ministros do Tribunal Superior Eleitoral.

Ele afirmou, estarei atento, farei as minhas denúncias, como entender pertinente, que Deus ilumine a cabeça das autoridades americanas para entender as providências. O negócio é o seguinte, ele é réu por coação no curso do processo.

de maneira confessa, quer dizer, não há a menor chance de o Eduardo... Oh, meu amor, eu esqueci meu celular lá no quarto, traga para mim, porque se não os meninos falam comigo, e está lá, olha o Ben, eu estava seminu trabalhando, poderia ter...

trabalhado seminu, e aí a audiência ia disparar, mas eu resolvi botar uma roupinha, e aí, na hora que eu fui botar minha roupa, larguei meu celular. Então, veja só, ele continua a praticar com a ação no curso do processo, não há dúvida. Lembrando que o irmãozinho dele,

Obrigado, amor. Eu segui a sua recomendação de não fazer o programa Seminum. A Lília não deixou. É, ciumenta. O irmão dele participou do tal do CEPAC, e disse, bom, só há um jeito, só há um resultado legítimo, é a nossa vitória, se não for a nossa vitória, não é legítimo. O Flávio falou isso, candidato.

Ah, ficar falando deles, eles vão ganhar, eu não sei se eles vão ganhar, eu não falo para o cara ganhar ou perder a eleição. Ah, se eu falar menos, porque se eu falar menos, talvez... Então aí eu falo... Não, eu falo o que tem de ser falado. Eu não participo. Eu participo da política, do jogo político, no sentido de que eu analiso o jogo político. Agora, eu não sou parte dele.

partidário nesse sentido. Ah, mas eu sei muito bem que você pensa, sabe ou não escondo? Mas até parece que eu estou tentando esconder. Não escondo nada. Sabe? Agora, será que sabe mesmo? Ou acha que porque eu não gosto disso, necessariamente... Olha, o jogo é livre. Eu trabalho com informação. Que ele está praticando coação no curso do processo e continua a praticar, continua.

Tem um interrogatório à distância previsto para o dia 14, ele já falou que ele quer participar, que ele vai dizer todas as verdades e não sei o quê, sei lá o que ele pretende fazer. Agora, que ele continua a ameaçar as autoridades, continua. Ele disse, não, nós vamos, nós vamos lá. Denunciar, procurar punição. Quer Magnitsky de novo, já disse, vai lutar por isso.

O Flávio colocou os Estados Unidos como gerentes das nossas eleições. Vejam, não é assim porque eu estou querendo que seja assim. É assim porque é assim. Porque eles falaram isso. Ainda ele falou, não que eu queira alguma intervenção como a que Biden fez aqui, mas Biden não fez nenhuma intervenção aqui, é mentira.

Que intervenção? O que o Biden falou? Olha, se tiver golpe eu vou invadir o Brasil? Não. Quem ameaça o Brasil com invasão é quem quer, por exemplo, considerar as organizações criminosas, as organizações terroristas, porque isso exporia o Brasil à invasão. Além de criar dificuldades enormes para investimento. Isso é apenas um fato. Olha o bem.

E a máxima que nós temos aqui, que não é minha, que é conhecida do jornalismo, as pessoas têm direito às próprias opiniões, aos próprios fatos, não. Não são fato. A prisão preventiva é cabível? É cabível. É cabível, porque ele continua delinquindo. Ah, mas eu quero ver, alguém vem me pegar aqui? E, bom...

Aí é outra coisa, só estou dizendo que cabível é. Como era cabível já para Jair Bolsonaro quando confessou que estava financiando as atividades do Eduardo? E ainda assim o Alexandre não decidiu. A preventiva dele veio quando ele realmente desrespeitou medida cautelar. E agora ele não está em preventiva, agora ele está preso com trânsito enxulgado.

E é de fatos que nós nos ocupamos aqui. Sim, tem mais, Eduardo? Fica aí, nós vamos falar das medidas, hein? Tem medida. Teve medida no Bolsonaro? Teve medida. Vamos falar tudo. O que parece, o que não parece, o que é igual, o que não é. A informação que você quer? Fica aqui.

Eduardo elogia PF pelos casos Master e INSS, pelas investigações, mas critica o diretor-geral da Polícia Federal e Lula. Bom, então vamos aos fatos. De novo. Vamos aos fatos. Vamos à história. Vó e o bem.

O que nos falta é dinheiro, não é memória. Não é mesmo, Arthur? Toda vez mais. Então. Está endividado também, Vaibane? Calma que veio desenrolar novo. Vaibane comprou um Porsche.

Zero, zero. Está estalando de novo. Aí fez dívida. Aí a renda mensal sobra um pouco de dinheiro. Se bem que ele comprou à vista, né, Arthur? Se o povo soubesse, hoje mesmo, bateu um boleto lá na conta, não tinha dinheiro, veio alerta aí. Ui, rapaz. Arthur, não está fácil a vida. Eu não sei nem como você consegue se conter aí.

Não está fácil. Você vai conter as lágrimas. É, difícil. Difícil, né? Difícil, difícil. É difícil. É, eu sei como é. Aliás, vocês estão ornando aí nas cores, pelo menos na minha tela aqui. Não sei se... É, está ornando. Tons de cinza. Está, está ornando, né? Está ornando. Olha que... Vamos lá. O que a gente tem aí?

Em entrevista ao portal Metrópolis, Eduardo elogiou o desempenho da Polícia Federal nas investigações sobre os casos Master e INSS, mas afirmou não haver nenhum mérito do governo Lula. Segundo ele, a questão da quebra de sigilo só ocorreu porque a CPI já estava em cima para quebrar e também porque existia muita pressão popular, foi o que ele disse. Aí ele está falando da quebra do sigilo, falha minha, quebra do sigilo do Lulinha. Primeiro que é mentira. Vou interromper um pouco você. É mentira.

Ah, não, é porque estava na CPI. Mentira, mentira. O pedido foi feito pela Polícia Federal. Eduardo, você sabe que dos irmãos, eu reconheço que você é o mais preparado, pensando as coisas mais hediondas. Mas, burro você não é. Agora, uma mentira descarada, assim, feia.

É um pouco desmoralizante, porque você sabe que é mentira. O Polícia Federal pediu lá atrás. Pediu, o André Mendoza concedeu, sem nem o Lulinha, está num inquérito formal. Não foi ouvido, não foi nada. Tudo bem, está quebrado. Aí ele atacou o André Rodrigues.

disse o seguinte, quando você coloca lá o Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, para, no pé do ouvido, receber conselhos de advogados do Prerrogativas em relação ao Lulinha, com certeza isso não faz parte de uma Polícia Federal independente. Por incrível que pareça, afirmou o Independente mesmo.

foi a PF no governo de seu pai. Ele ainda reclamou, ele afirmou, por incrível que pareça, que independente mesmo foi a PF no governo de seu pai, só para que fique claro. E ele ainda reclamou. Bolsonaro foi o único presidente de toda a história do Brasil impedido de nomear o seu diretor-geral, o Alexandre Ramagem. Isso sim, foi uma interferência. Reinaldo, como você vê as afirmações de Eduardo? Bom, é uma mentira... Mentira! Mentira!

Veja só, primeiro que o Ramagem, o André Rodrigues, conversar com o advogado, qual o problema de conversar com o advogado? Não tem problema nenhum. Isso não é problema. Agora, interferiu em quê? Em nada. Ô Eduardo.

Vamos falar de independência da Polícia Federal? Vamos lembrar o que disse seu papai? Queridos, eu não tenho outra coisa que não ser fato. O que foi que o seu pai fez, cara, no dia 22 de abril de 2020, dois dias antes, dois dias antes,

do pedido de demissão. Pedido de demissão, não. Dois dias antes do Sérgio Moro ser chutado. Vamos lembrar. Vai, fala, Jair. E me desculpe, o serviço de informação é nosso. Todos. É uma vergonha. Uma vergonha. Eu não sou informado. Já tentei trocar a gente da segurança nossa no Rio de Janeiro, oficialmente, e não consegui. E isso acabou.

Eu não vou esperar f*** minha família toda, de sacanagem, ou amigos meus, porque eu não posso trocar alguém da segurança na porta da linha que pertence à estrutura nossa. Vai trocar! E trocou. E trocou. E eu... nós botamos um pi aí num verbo. Hum?

que aquele verbo começa com F e termina com ER. Que também pode ser prejudicar, vale o bem, em linguagem elevada. Causar transtornos. Numa linguagem mais popular assim, que já deixa... Ferrar! Não vou esperar ferrar a minha família. Não vou esperar... Minha família. Proteger os filhos e os amigos.

A Polícia Federal está aí e o filho do Lula está sendo investigado. Ou não está? Oh, não, Lula. Agora, aí ele diz, meu pai sim. Ah, Polícia Federal. E meu pai não pôde nomear o Alexandre Ramagem para a Polícia Federal. É verdade.

Uma decisão do Alexandre de Moraes. De abril de 2020. E estava certo ele, 29 de abril. Vai bem. Se no dia 22 ele diz que vai trocar todo mundo na Polícia Federal. Porque ele quer proteger a família dele e os amigos dele. Sérgio Mouros sai. Denuncia.

que o Bolsonaro está manipulando a Polícia Federal. Porque o Sérgio Moro hoje está tocando flauta doce. Sabe que vocês que são músicos, o Sérgio Moro toca hoje flauta doce para Jair Bolsonaro, Flávio.

Aí lá, aquela coisa assim, sabe? Tocando flauta, doce, quase de joelhos, assim. Quase como aqueles encantadores de cobra, Valdeberni, o Arthur. Sabe? Sim. É. A cobra, ela é surda, tá, gente? Ela sente o cheiro do xixi de rato que tem ali. Só para deixar claro. Mas quase um tocador de flauta, encantador de cobra, está lá tocando flauta para o Jair e para o Flávio.

Mas ele denunciou. Denunciou e se abriu um inquérito. Por isso que Alexandre impediu a posse. Inquérito 4831. Ué, a época estava aberta. Relator, ministro Celso de Mello. Aí o Alexandre impediu a posse com base no desvio de finalidade, a tese do desvio de finalidade. Está nomeando para interferir em investigação.

A diferença da BIM, que é um órgão de inteligência de assessoramento pessoal do presidente, a Polícia Federal é uma polícia judiciária. Ela não pode ter esse tipo de instrumentalização. Ah, meu pai não pôde mandar na Polícia Federal. Alexandre Ramagem, este, que está foragido. Aliás, no SEPAC ele estava lá. Vocês viram ele lá, no gargarejo?

Eduardo dando palestra e o foragido ali, na primeira fila. Coisa bonita. Depois veio o negócio da espionagem, do First Mile. Até eu, até a minha vida espionária. O Vale e o Beni morreram. Ficaram com pena, falaram, coitado do idoso, como ele trabalha. Olha só.

A interferência do seu pai era tal, cara. Era tal. Na Polícia Federal. Vamos aos fatos, Eduardo. No dia 29 de julho de 21, seu pai fez uma live junto com o Anderson Torres. E isso ajudou a condenar o Anderson Torres. E ajudou a tornar seu pai inelegível. Junto com o Anderson Torres.

vazando o conteúdo de um inquérito que estava na PF sobre tentativa de invasão no TSE, que nada tinha a ver com urna. E o seu pai usou aquilo como prova de que as urnas eram vulneráveis. Fez uma live com o ministro da Justiça, chefe da Polícia Federal, vazando o conteúdo de um inquérito. Você quer falar de...

Independência da PF no governo Bolsonaro? É, querido, a vida é assim, cheia de fatos. São fatos. Só que não é assim porque eu quero. Eu, por mim, não seria.

não seria, seu pai estava solto, era só ele não ter tentado o golpe, olha, talvez ele fosse até presidente da república, se ele ainda, né eu ia achar péssimo, mas sem dúvida mas se ele não tem o comportamento que ele tem na pandemia se vocês não fossem tão obcecados como vocês são, agora, vocês tem sua visão de mundo, eu, o que eu vou falar então, eu vou falar

acho que ela incide em legalidades, é golpista, etc. São escolhas que vocês fazem. E você em especial, porque você manda muito. Manda o quê? Na estrutura partidária? Não, manda nesse ecossistema. Manda nesse ecossistema.

Então, acusar a atual estrutura da Polícia Federal de estar a serviço do Lula? Veja o caso do INSS. Quem não está sendo investigado? Que tipo de proteção? Aliás, a investigação começou. O caso aparece com reportagens da imprensa. A investigação começa na CGU.

Ministro do Lula, Vinícius Carvalho, e continua, continua, e tem a PF. Tá bom. E numa dessas, o Lulinha entrou na investigação. Questão de precisão. Que se saiba...

teve relação com careca, viajou junto, não sei o quê, tentaram prospecção de negócios, mas não tem a ver com os descontos irregulares. Agora, tem apuração, bicho. E o relator é alguém em quem vocês confiam. Que é o André Mendonça. Qual é o ponto? Qual é o ponto?

Então, não, não, vocês estão estupidamente errados, vocês sabem a verdade, mas aí faz de conta que não. Porque é preciso fazer barulho, é preciso fazer bagunça.

Agora, eu gosto mesmo das brigas, olha o BN, às vezes é bom torcer para a briga, mas a gente sempre tem a chance.

de voltar à Bíblia. As pessoas gostam que a gente faça isso, que a gente explique como as coisas funcionam. Vamos lá, vai. O pré-candidato do PL à presidência, Flávio Bolsonaro, apelou até à Bíblia num vídeo postado no sábado para pedir a paz entre Eduardo Bolsonaro, o irmão dele, e o deputado Nicolas Ferreira. A gente vai acompanhar.

Fala pessoal, estou gravando esse vídeo para tentar chamar todos para a racionalidade. É muito angustiante ver lideranças do nosso lado se digladiando enquanto a gente tem um país para resgatar e o inimigo não está aqui, está do lado de lá. Esse é o tipo de confusão que não tem vencedor, todo mundo sai perdendo. Cada um tem os seus motivos, as suas mágoas, tem o direito de se defender do que acha que é agressão ou provocação do outro, beleza? Mas cada um tem o seu tempo.

Pessoal, a partir de agora, todos nós temos que focar em um só objetivo. Bora olhar para frente. O único caminho que eu tenho para sugerir, e que qualquer um aí pode encontrar no livro da vida, mais especificamente em Colossenses 3, 13, é o seguinte. Não fiquem irritados uns com os outros e perdoem uns aos outros, caso alguém tenha alguma queixa contra outra pessoa. Assim como o Senhor perdoou vocês,

Perdoem uns aos outros. Pessoal, só vem comigo, vem me ajudar a devolver a fé, a esperança e a alegria para a nossa nação. Todo o resto agora é menor.

Bom, primeiro lugar, eu já fiz esse elogio hoje no programa do Almoço, em primeiro lugar é elogiar o filtro que ele colocou, viu, Vale Bem, viu, Arthur? Vale, tá boa. Porque assim, olha, tá com cara de que ele já vai fazer 15 anos, inclusive. Mais um pouco ele faz 15 anos, mas como eu tenho o filtro, então sem as espinhas, né? Porque nessa idade às vezes o menino tem espinha e tal.

Ele disse, não. É impressionante. Se bem que eu não tive, não. Sabia aquelas coisas? Não tive, não. Mas parabéns pelo filtro. Está aparecendo já que vai fazer 15. Colossenses. Eu gosto quando citam gente de que eu gosto. Porque Colossenses, o autor é Paulo.

Provavelmente com Timóteo. Então, perdoais-os aos outros aí, porque Deus os perdoou, Deus os abraçou. E de fato, ele citou 3.3, é isso mesmo que está em Colossenses. Vai ver! Arthur! Diga. Paulo é chamado apóstolo dos gentios. Ele é apóstolo dos gentios, quem é nos gentios?

Os gentios eram todos, não apenas os judeus, os filhos originais, então, daquele Deus, mas todos aqueles que se convertem, porque, afinal de contas, o cristianismo, ele nasce como uma derivação do judaísmo, depois não reconhecida, mas Cristo... Eu sei que muita gente fica chocada, mas Cristo era judeu, né? Tem antissemita que fica chocado quando descobre que Cristo era judeu, né? Paulo também.

Paulo é nome cristão, o nome dele é Saúl. Aliás, originalmente perseguia cristão. Ele se torna apóstolo dos gentios justamente porque esse Deus, então, é para todos, não é para um povo escolhido, é para todos. Por isso, para os gentios, para os outros, para os de fora. Se você vai citar Colossenses, e se você vai citar Colossenses,

Colossenses é referência a uma cidade lá, hoje na Turquia. Se você vai citar Colossenses, você não pode falar dos inimigos. São todos. Se você vai falar Colossenses, você não pode falar, a menos que seja um ignorante e rematado, pode perguntar para o Silas Malafaia, que o Silas Malafaia vai falar que é assim mesmo. Como eu estou falando.

Não, Silas Malafaia pode discordar de um monte de coisa, mas de Bíblia ele entende. Pode ir lá perguntar para ele. Se é para citar Colossenses, não tem inimigo. Não é só os nossos. Paz entre os nossos. E briga com os outros. Não, é geral. Embora o Paulo, efetivamente, quem estudou a Bíblia um pouquinho, eu tenho até meu fichamento aqui, vale bem, não é? Eu preciso lembrar de mostrar.

O Paulo efetivamente é a igreja dessa cidade da Frigia, então o Colosso estava com rachas ali, divisões, a turma, e ele estava dando dicas. Perdoem-se, mas o Flávio, se é para citar Colossenses, querido, não pode ser assim. Aí então tem que ir para Colossenses 3, 9 e 10. Mentir é uma abominação.

Esse negócio de ser novato na Bíblia, porque aí agora, assim, é assim, né? Eu, se eu fosse evangélico, ia ficar muito bravo. Porque todo mundo que quer tirar uma onda, quer fazer um pouco de proselitia, ah, eu viro evangélico. E já começa a citar a Bíblia, e já começa não sei o quê, mesmo sem ler. E é. Ia pegar a minha aqui, que ela tá toda malhada, viu? Eu falei, bem, tanto cara mexendo.

mas a gente tem que explicar o que aconteceu, que a briga foi com o Nicolas. Sim, também no sábado, o Eduardo Bolsonaro compartilhou um vídeo do blogueiro bolsonarista Kim Paim repreendendo o Nicolas por ele ter compartilhado uma publicação da página de extrema-direita Space Liberdade, que vive as turras com o Eduardo.

Eduardo escreveu então o seguinte, denunciei que o Spaces Liberdade não votará em Flávio Bolsonaro, ao menos no primeiro turno. Adivinhe quem prontamente compartilhou o perfil no mesmíssimo dia? Essa é só uma das várias coincidências do pessoal que pede União da Direita.

É, são as brigas lá deles, eu vou ser rápido, porque também, esse Space Liberdade é uma página de extrema direita, comandada por um tal Kevin Rodrigues e Samantha Poser, né? E um dos inspiradores ali, amigos deles, é o Silvio Grimaldo, que é um cara que era ligado ao Olavo de Carvalho.

e aí ter uma disputa para saber quem fica com a verdadeira herança intelectual do Olavo de Carvalho. E assim vai.

Aí o Nicolas interagiu com Grimaldo, que o Eduardo odeia, xinga de todos os nomes. E a Rinha teve sequência, um usuário do X publicou um print do post.

compartilhado por Nicolas, escreveu contra o Lula em defesa do pai do rapaz. O pai do rapaz, o rapaz era o Eduardo, tratado meio assim. Vai bem, esse é rapaz aí. Esse é rapaz. E o Nicolas deu aquele riso que... O KKK, o famoso KKK. A gente tem as imagens aí.

E aí, rapá, rapá, o Eduardo ficou muito bravo. Ficou muito bravo, inclusive citou o Silvio Grimaldo. Ficou muito bravo.

Quem é que vai ler agora? É o Arthur? Sim. Fica atento para eu mandar parar de vez em quando. Eu vou dar trechos aqui, tá? Porque o Eduardo escreveu textão, tá? Perfeito. Textão poderia ser coisa de Orkut. Ó, já para na primeira frase. Meio desafio. Vai. Rizinho de deboche para mim, Nicolas? Hein?

Resinto e deboche para mim? Vai até acreditei, vai. Ao que parece, não há limites para seu desrespeito comigo e minha família. Triste ver essa versão caricata de si mesmo. Não é nem de longe o menino que conheci, apoiei e acreditei.

Então, veja que ele sempre... Isso é uma constante do Eduardo, ele entende... Tem um outro texto que ele briga com uma outra menina da extrema-direita aí. Ele tem uma concepção... Nossa, eu vou... Olha, eu vou deixar os meus amigos de esquerda agora, alguns vão ficar furiosos comigo. Mas eu quero dizer, Eduardo, é que você não leu, certamente.

Mas a sua concepção de partido, se ela fosse mais instruída e tivesse, evidentemente, um outro viés... Oval e o Benelitam é uma concepção de partido leninista. É aqui o seguinte. É centralismo democrático. Aqui a gente decide... E eles comandam a zorra toda. Não tem essa indisciplina.

Vocês não têm o direito de votar na ponta o que vocês vão fazer. Nós vamos fazer. Que nós temos os arcanos da revolução. Lênin, perdão. Nós temos os arcanos da revolução. Da revolução que eles imaginam fazer. E aí vem uma acusação muito pesada. Essa é pesada.

Essa é pesada e Vólio Beni vai pensar mais uma vez como esse idoso é danado. Porque a primeira vez que idoso falou que podia ter gente querendo que o Bolsonaro fosse dessa para melhor, foi aqui que eu ouvi. E que era extrema-direita, que queria não.

Olha só, vai. Ele disse o seguinte, continuando. Os holofotes e a fama te fizeram mal, infelizmente. Demorei muito para acreditar que você trabalhava o algoritmo das suas redes para dar visibilidade a quem deseja a morte de meu pai, a quem comemora a prisão dele e a todos os que odeiam a mim e a minha família. Foi com... Aí é pesado. Sim. Como é que é? Você dá curso aos algoritmos?

nas suas redes, para dar visibilidade a quem deseja a morte do meu pai? É ruim, né?

E aí eu vou ganhar um tempo aqui, Arthurzão. Não bastasse isso, continua dando projeção a figuras abjetas como o Silvio Grimaldo, que odeiam minha família. É triste de ver, mas espero que caia na real. Feio. Por isso, o Flávio foi lá apelar aos colossenses.

Eu só, enfim, apóstolo Paulo, tadinho, mal empregado, bem mal empregado. E como o barraco ali continua complicado, a Michele, a madrasta, segue falando que quer. Eu quero deixar claro para você o seguinte, que a Michele não está subordinável. Vamos lá, vai.

É, a ex-primeira-dama Michele Bolsonaro compartilhou uma publicação do deputado federal Nicolas Ferreira. O conteúdo publicado nas redes por Michele não tinha relação direta com a discussão entre o enteado e o deputado. O vídeo republicado pela ex-primeira-dama era um comentário de Nicolas sobre uma cena do filme A Paixão de Cristo, que tem Mel Gibson como um dos atores. Apesar de não se manifestar publicamente sobre a briga, Michele, que já teve desentendimentos com o Eduardo, optou por compartilhar o vídeo de Nicolas.

Isso, que não tinha nada a ver com isso E claro, tinha de São Nicolas Pra divulgar um filme ruim Que é um horror isso Porque assim Ai, vamos fazer um filme mostrando como Cristo foi martirizado Aí tem uma espécie de voerismo do martírio Que é ficar assim O chicote bate na carne, arranca pedaço E não sei o que Quem faz isso?

Eu não sei se está com pena de Cristo, se está se compadecendo, ou se realmente quer um pouco aterrorizar o outro, e tem essa coisa que eu chamo do voerismo do martírio. Precisa tomar cuidado com isso, essas horas, sabe? Dessa exposição cruenta, que em vez de provocar inteligência, indignação moral, na verdade provoca o susto.

e de algum jeito se aproveita daquilo. Mas tudo bem aí comigo.

E a Michelle, Arthurzão, a Michelle não está... Você lembra que a gente até chegou a dar aqui, o Eduardo, o Carlos falando que o pai dele continuava soluçando. Meu pai continua enfrentando crises horríveis e soluços, intermináveis, ininterruptas. Foi bem, estava o pai morrendo.

mas ainda assim vejo o homem valente, nós já explicamos aqui o mito e o mártir, tudo junto, já falamos do mitos e mitologias políticas, do Raul Girardet, livro que estou exibindo aqui para quem está no rádio mais uma vez, já falamos tudo isso aqui, ele continua nesse negócio.

Aí a Michelle falou que não, viu, foi bem. Ah, Arthur. Michelle falou, não, tá não. Tá ótima. No próprio sábado. Disse, olha, bom dia. Galego está seis dias sem soluço. Eu, se fosse o Carlos, ia ficar preocupado. Será que meu pai começou a me soluçar quando me viu? De repente pode ser isso, né, foi bem. Olha, tava ótimo. O Carlos chegou.

Pode ser, de repente pode ser isso. Porque a Michele falou, não, não, não, não, não, não, não, não estava não. Não estava, não estava solucionando. Então, Michele, continua, digamos assim, com a sua agenda e com a sua leitura da realidade. Não é?

Eu falei agora um pouco Que o filme A Paixão de Cristo é do Mel Gibson Eu falei que ele atuou, mas ele não atuou Ele foi diretor, roteirista Ele foi diretor, é verdade Ele foi diretor Não, aquele horror ele dirigiu Escreveu também

escreveu e ficou arrancando o pedaço de Cristo o filme inteiro. Nossa, é um negócio. Mel Gibson que hoje tem até cargo lá, embaixador para Hollywood no governo Trump e tudo mais. Isso. Você sabe que eu, cristão, sou papa hóstia, né?

como o pessoal brinca, eu não consegui ver até o fim, não consegui, parei. É um negócio, até porque não é voltado, nem é uma tentativa de reconstituição histórica, o que também sempre é uma coisa complicada, porque os textos que tratam da reconstituição histórica são quase sempre textos religiosos, os que não são religiosos são teses, são aproximações. E aí, enfim...

você vai mas não dá porque não é isso, é só um discurso prosélito é só proselitismo proselitismo reacionário de extrema direita esteticamente ruim que não propõe nada

Insisto, não é uma dimensão do Cristo, não é a dimensão do Cristo redentor, não é a dimensão do Cristo histórico, é a dimensão do Cristo do puro proselitismo na linha vocês, os inimigos da civilização. Enfim. É um filme que tem musculatura, como ele tinha quando era mais jovem, lembra? E se impunha por ela.

péssimo. Zé Dirceu, a pauta que importa. Oh, Zé Dirceu, se vai falar Zé Dirceu, já puxei dois corpos. Zé Dirceu, ele passa quatro.

José Dirceu, a pauta que importa, o STF e o rei está nu. Vai, vamos lá. Reinaldo, ex-ministro e agora pré-candidato a deputado federal, José Dirceu, concedeu uma entrevista à Folha, especificamente à colunista Mônica Bergamo. Ele falou sobre a corrida presidencial deste ano e questionou se o debate vai abordar os maiores problemas do Brasil ou se ficará restrito à corrupção.

Uma tentativa de mudar a agenda do país. Nós vamos disputar essa eleição para discutir os problemas do Brasil ou a corrupção de novo? Porque o Jânio ia acabar com a corrupção, o Collor ia acabar com a corrupção, e o Bolsonaro ia acabar. E a ditadura, quando deu o golpe, era contra a corrupção e depois a subversão.

Então é um momento, é natural esses momentos. Nós temos condições, o governo tem, da parte do governo, e o PT, a coalizão que o PT tem, condições de retomar a pauta que interessa o país. Porque esse é um problema que o Brasil tem, é, mas o Brasil tem um problema muito mais grave com a guerra, com a desestruturação da Petrobras, um problema muito mais grave com a segurança pública, um problema muito mais grave...

Só para citar três, com a educação ou com a ciência e tecnologia, porque o mundo está mudando e o Brasil precisa correr atrás da revolução tecnológica. O Brasil tem um problema muito mais grave que a estrutura tributária que ele tem. Ou nós debatemos os problemas do país e damos solução, cada candidato é presente na sua proposta, ou nós vamos iludir o país e nos iludir que o principal problema do país é a corrupção. Vai tomar a pancada aqui e ali, mas ele está absolutamente correto.

A corrupção não é programa, combater a corrupção não é programa de governo. É obrigação. Já tivemos esses movimentos, estamos diante de outro. E nunca... Ah, então porque combater a corrupção deu problema? Não, não é isso. É que é depender de como se faça, dá problema. Lava Jato deu problema. 64 deu problema.

E ele tem toda a razão, ele é um grande analista. 64, os atos institucionais da ditadura, os atos institucionais da ditadura, todos eles falavam em corrupção. E o AI-5, o Vale-Bene, além de tudo, falava em verdadeira democracia. Só para você saber. Verdadeira democracia. Arthur, nós temos que ter uma verdadeira democracia. O que é? Verdade. É. AI-5.

então, sim, era isso e tem desafios e o que o Zé Dirceu está falando eu acho correto e outra, não é partidário nesse sentido não é partidário, porque ele está dizendo olha, isso deveria ser para todos os candidatos isso que ele está falando bom, cada um diga a sua são temas importantes e a corrupção também está sendo combatida e aí

Coisas podem ser melhoradas no combate à corrupção. Agora, está aí, está sendo enfrentada pela Polícia Federal. Agora, isso é programa de governo? Acreditar em alguns? É. Mas isso é um programa lá da velha UDN, do Carlos Lacerda. Já expliquei aqui, mar de lama, 54, golpe, 64, 2013, que começou com esse negócio, 2013, 14, vem lava jato e aí vem...

De fato, não é. Não é programa de governo. Obrigação? Sim. Programa de governo? Não. Programa de governo? Não. O Terceu falou sobre o STF. Vamos lá.

Na mesma entrevista, José Dirceu defendeu uma autorreforma do Supremo Tribunal Federal e aproveitou para reforçar a importância da corte na defesa da democracia.

Nós temos que reafirmar o papel do Supremo Tribunal Federal como está na Constituição brasileira, inclusive na defesa do Estado Democrático de Direito. Esse crédito vai ficar registrado na história do Brasil. Quem impediu o golpe que o Bolsonaro pretendia dar foi a Suprema Corte e fez justiça depois.

Outra questão é que reforma nós temos que fazer frente às evidências, porque quando uma pesquisa revela em todos os itens que 70% dos entrevistados, ou seja, da cidadania brasileira, quer que o Supremo mude, o Supremo tem que fazer uma autoreflexão. O ideal é que o Supremo se faça com uma autoreforma, que o Poder Judiciário, como agora está fazendo na questão dos pedrolicários.

Acho bom que ele fale em autorreforma, porque do modo como alguns estão tentando reformar o Supremo, na verdade não é reforma do Supremo que se quer, é atropelar o Supremo. E aí, ele fala, ele usa uma expressão da qual eu discordo, deixo claro, mas eu vou falar dela, vai, solta outro vídeo.

Para nós, o Supremo é fundamental. Na estrutura democrática do Brasil. Para um pouquinho. Para nós, claramente, o contexto deixa claro, não é nós do PT. É nós, o Brasil. Antes que alguém fale, ah, o Supremo é fundamental para nós do PT. Não. Para o Brasil. Siga.

A estrutura democrática do Brasil, o papel do Supremo é fundamental. Precisa ser mandato, precisa ter limididade, o Supremo vai se autorreformar. Não precisa fazer nada o Supremo, não precisa reformar. As decisões monocráticas podem continuar. É evidente que já há uma... daqui a pouco forma a maioria, vai ser pior.

Vai formar uma maioria no parlamento, que não quer dizer que seja só a extrema direita, só a direita, e vai reformar o judiciário, porque o poder de reformar o judiciário está no parlamento. E não pode parecer assim, você não pode criticar porque você vai enfranquecer o Supremo. Mas é que, como é que fala? O rei está nu, né? O rei está nu. A pesquisa, a opinião pública, 70% dos brasileiros querem discutir.

Se há ou não um código de ética, quais são as limitações que o magistrado tem? Não, não acho que o rei esteja nu, eu deixo claro. Primeiro, ministro, veja direito a reformas que o Congresso não poderia fazer sobre o Supremo, como o senhor mesmo disse, é um poder que se autorreforma, e a depender do que se pretenda ali é inconstitucional, e o exame de constitucionalidade passa pelo próprio Supremo. Então não é assim.

A crítica exagerada, imprópria. Ah, e o Zé Dirceu é golpista. Criticar o Supremo não é golpista. Fazer crítica ao Supremo não é golpista. Se a crítica não for golpista, falarei de novo. Criticar o Supremo não é golpista. Se a crítica não for golpista. Eu já critiquei o Supremo 500 vezes. Né, Luiz Fux? Por quê? Porque eu queria dar golpe no Luiz Fux? Derrubar o Luiz Fux?

Não, o ponto não é esse. O problema é que... Me ocorre... Olha, vocês vão entender a associação. Um dos maiores filmes do mundo de todos os tempos se chama Metrópolis, do Freitas Lang. Quem não viu tem de ver a versão reconstituída do filme.

Você vai ver, inclusive, que o Charlie Chaplin fica um tiquinho menor, não porque ele seja... Não, é que o Fritz Lang começou algumas coisas. O Metrópolis é um filme muito impressionante. A roteirista, Thea Von Harbour, era a mulher dele.

Autora do livro original, que deu Metrópolis. É uma crítica, olha o Beni, eu acho que é a crítica mais dura que o cinema já fez ao capitalismo. Mais que tempos modernos? Mais que tempos modernos do Charles Chaplin. Muito mais. Porque, inclusive, tem um roteiro ali. É uma crítica devastadora.

E o Fritz Lang, um cara com posições progressistas, só que até a Von Harbo, Voibane, Arthur, ela não era progressista. A crítica que ela fazia ao capitalismo era uma crítica reacionária, conservadora. Ela virou roteirista do nazismo. Ela foi cooptada pelo Goebbels. O Fritz Lang fugiu. Ela ficou. Assim que o Hitler viu...

o Metrópolis, que ele adorou, ele falou que os capitalistas são isso mesmo, nós seremos diferentes. Eu não entendi o que você quis dizer. Eu quero dizer o seguinte, que há críticas que são críticas saneadoras e há críticas que pretendem tornar tudo pior.

No genial, no estonteante Metrópolis, você tem as duas coisas no filme. Tem o que o Fritz Lang dirigiu, genial, que era. Aliás, eu tenho textos aqui do Glauber falando dele, maravilhoso. Genial. Mas tem uma semente ali. Aliás, o lema do filme é O mediador entre o cérebro e as mãos é o coração.

precisava vir alguém que representasse a mediação. E esse alguém na cabeça da Téa Von Harbour, nós sabemos quem é. Não era do Fritz Lang, ele fugiu. Quando o Goebbels falou, vem ser nosso, ele se mandou, foi embora no dia seguinte. Então, há críticas que são críticas saneadoras. E há críticas que são críticas que não querem sanear nada.

se possível, destruir tudo. Como aquele que veio para ser um mediador. E vocês sabem do que eu estou falando. Ah, você está comparando? Não, eu falei que tudo que o Zé Dirceu falou está correto sobre a questão da corrupção, está correto sobre a necessidade de poder se autorreformar.

Não acho, agora, cuidado com aquilo a que se dá curso. Cuidado com aquilo a que se dá curso. Os comunistas, por exemplo, não entenderam direito o que significava o embate da social-democracia da Alemanha com aquela força que vinha. São só exemplos históricos para pensar.

Cada um escolha o caminho que achar melhor. O meu caminho é o caminho de defesa de uma instituição chamada Supremo. Eu escrevi um artigo enorme nesse fim de semana passado, de novo, demonstrando como os Estados Unidos com o Supremo e com o TSE não estariam lá com um maluco.

que está colocando o mundo à beira do abismo e à beira do terceiro conflito mundial. Só para assentar as coisas. Mas, graças a Deus, o Supremo triunfou e a crítica é livre no país. É isso aí. O Eda Coisa

Muito bem, estamos de volta. Depois precisamos refazer as coisas aí, molecada. Tem umas movimentações partidárias no Brasil interessantes. E aí eu quero trazer uns números aqui para vocês que são realmente perturbadores.

Quando se pensa que vem por aí, vai. Reinaldo, a janela partidária encerrada na última sexta fez com que pelo menos 115 dos 513 deputados trocassem de partido. Nessa dança de 22% das cadeiras, o Podemos atraiu 10 parlamentares, chegando a uma bancada de 27 integrantes acima do PSDB, que ressurgiu e agora conta com 17 representantes na Câmara.

Ambas siglas carecem de lideranças regionais, mas possuem uma estrutura partidária consolidada. A base do presidente Lula permaneceu estável. O PL do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência da República, foi uma das siglas que mais ganharam, atraindo nove parlamentares. O PSD, de Gilberto Kassab, e do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, pré-candidato à presidência também nas eleições de outubro, ficou estável, perdendo 14 deputados e atraindo 14 até o momento.

E aí vocês encontram Por aí as artes Eu quero falar pra vocês Eu andei fazendo Algumas contas aqui Você sabe que eu adoro fazer contas Claro Número às vezes é argumento Fazendo as contas aqui Sabe quantos deputados tem De esquerda ou progressistas Sabe quantos deputados Sabe quantos deputados

Quando sobraram, depois de tudo isso, mudou muita coisa. 122 de 1513. O que lhes parece? Hein? Só para dar um pouco de noção também da complexidade que é o Brasil. Elegeu-se um presidente progressista.

E eu acho muito engraçado quando eu fico com alguns bananas, eu falo, o Lula tinha que desistir, o Lula tinha que desistir. Bom, o Lula tem uma dimensão, evidentemente, que vai além da coisa do PT, porque são 122 parlamentares progressistas. O que a gente poderia chamar de extrema-direita vai para 102 mais.

com alguns descontos aí, extrema-direita. O centrão fica com 186. E olha que nesse centrão eu não estou colocando PSD com 47, MDB com 39. Que aí se eu botasse os dois como de centro-direita, Sosa?

Dá 86. Vocês reparem que é quase um milagre conseguir governar? Vocês estão entendendo porque tem 61 bilhões de emendas? Porque entre as emendas, entre aquilo que está no orçamento de emenda, aquilo que eles pegaram de pedaços do orçamento propriamente, de verba discricionária, 61 bilhões de emendas.

E impõe ao governo. Vai bem, Arthur? Sim. Tem 151 deputados nos nove estados nordestinos. Sim. Você lembra que o Lula ganhou em todos, né? Todos. Todos. Depois dessas mudanças todas, da esquerda ou progressistas, sobraram 52, eram 61. O Lula ganha em todos os estados.

mais de PT, PSB, PDT, você tem hoje 52 deputados. Individualmente, o partido que tem mais é o PL, 34. Depois o PT com 32. É preciso governar com essa estrutura complexa.

Alguns luminários do pensamento, não vem a hora de ter um presidente, então, alinhado com esse perfil do Congresso. Mas nós já tivemos, Wally Benny, de 2018 a 2022. Chamava-se Jair Bolsonaro. Foi bom, meu bem? É isso aí. O Eta Coisa O Eta Coisa

Não consegui avisar tempo, abrimos Nacional 2, Alô TV com 5, depois seguimos com Nacional 2 mesmo, com os detalhes do pacote do governo. Vai lá, vamos lá. E vamos dar uma sintetizada. Beleza, então vamos trazer os detalhes. O governo anunciou hoje um pacote de medidas para reduzir os impactos dos preços dos combustíveis em meio à alta do valor do produto. As novidades foram divulgadas numa coletiva de imprensa hoje no Palácio do Planalto com a presença dos ministros da Fazenda Dario Durigam.

do Planejamento e Orçamento Bruno Moretti e de Minas e Energia Alexandre Silveira. As iniciativas se dividem entre uma medida provisória, um projeto de lei e decretos que foram assinados pelo presidente Lula. De acordo com o governo, as medidas são amplas, com efeitos nas cadeias de fornecimento de combustíveis e também no setor aéreo. A primeira iniciativa...

É já noticiada a subvenção de R$ 1,20 por litro do diesel para a importação do produto, subsídio que será pago pela União, mas os estados que aderirem ao programa vão compensar metade desse valor. A medida valerá pelo menos durante os meses de abril e maio e terá custo de R$ 4 bilhões, sendo R$ 2 bilhões para a União e os outros R$ 2 bilhões para os estados e o Distrito Federal.

O que mais que tem no detalhe da medida? Vamos trazer. As medidas do governo também criam um subsídio de R$ 0,80 por litro de diesel produzido no Brasil, valor que se soma àquela subvenção de R$ 0,32 por litro, e já está em vigor. Essa iniciativa será realizada unicamente com recursos federais, com custo estimado de R$ 3 bilhões por mês.

e deve durar por dois meses também. Em contrapartida, os produtores deverão aumentar o volume vendido aos distribuidores e garantir o repasse do benefício ao consumidor. Além disso, o governo publicará um decreto que zera os dois tributos federais, PIS e COFINS, que incidem sobre o biodiesel, gerando uma economia de dois centavos por litro do combustível.

Tá, temos mais medidas aí, vai, quando eu condeno com você ou com o Arturo, que eu depois quero falar uma coisa. De olho no aumento do gás de cozinha, a MP autoriza ainda que a União pague uma subvenção de R$ 850,00 sobre cada tonelada de gás liquefeito de petróleo importado GLP com valor total de R$ 330 milhões. Isso significa que o produto trazido de fora do país...

será comercializado ao mesmo preço daquele produzido no Brasil, reduzindo o impacto da alta sobre o dia a dia da população. Essa subvenção também terá duração de dois meses e pode ser estendida por mais dois. Deixa eu dizer uma coisa. Daqui a pouquinho tem mais medidas. Está uma gritaria aí em alguns setores?

que já começou, olha o governo agora, na boca da urna, fazendo, é populismo. Eu quero lembrar que essas medidas não estouram o arcabouço fiscal, estão dentro do arcabouço fiscal.

O senhor Jair Bolsonaro, em agosto de 2022, elevou o Bolsa Família, que ele chamava o Auxílio Brasil, de 400 para 600 reais. No teto. Em julho, teve a PEC dos combustíveis. O plano para os caminhoneiros, o Bolsa Caminhoneiro, Bolsa Taxista, tudo ali.

Na boca da urna. A gente não está assim tão na boca da urna. Agora, isso pode potencialmente mudar o humor do eleitorado? Pode. Há números que evidenciam isso. O Bolsonaro tinha em dezembro de 2021...

68% rejeitavam o governo dele. Só 27% é provável. Um mês antes da eleição, isso já tinha mudado para 52% a 44%. E ele, de fato, perdeu a eleição por 1,8 ponto para o Lula. Então, ah, será que pode? Não, pode até interferir. Agora faz o quê? O Lula inventou a guerra? O Lula não inventou a guerra. Ou inventou? Não.

O Lula não inventou a guerra. Não faz nada? Deixa acontecer? Ah, mas isso tudo é populismo. E aí que o Vólio Beni entra com esse livrinho aqui do Tomás Zickman de Barros e Miguel Lago. Um livrinho precioso. Livrinho porque é pequeno mesmo. Grande livro. Sobre populismo. Eles fazem uma crítica a crítica ao populismo.

O populismo, no fim das contas, vira tudo aquilo que, de algum modo, às vezes, traz algum benefício para a população. Eu quero ler um trechinho aqui. O populismo de tradição inclusiva talvez seja a única forma de democratizar sociedades

profunda e crescentemente desiguais de maneira pacífica e participativa. Para servir de antídoto para a tremenda divisão social e um acirramento dos ânimos que parece cada vez mais reversível, pode ser o meio de mobilizar as pessoas para enfrentarmos tanto o desafio da inclusão

de setores subalternizados, como a crise ambiental que ameaça nossa própria existência. Sobretudo no contexto brasileiro contemporâneo, parece ser especialmente importante quando o desafio posto é o de fazer frente ao bolsonarismo, um populismo reacionário cuja força política independe da presença de Bolsonaro no poder, independe mesmo. E tem mais uma coisa que eles também passam aqui.

O povo contra a democracia. Um dos problemas das democracias, crescentemente, é que são agências, organismos, etc., tirando o poder de decisão das pessoas. E isso vai começando a tornar essas pessoas hostis ao próprio Estado. E aí vem um pouco a ideia de que nada presta. Vamos romper com tudo. Eu pergunto, diante disso que está aí, da crise dos combustíveis, era para o Lula deixar tudo como está?

Ah, mas você criticou a PEC. Não, o que eu falei da PEC lá atrás, pode pegar? O que eu disse é o seguinte, é inconstitucional e era. Agora, o que o Supremo vai falar que é inconstitucional? Imagina, botava um fogo no Supremo. As coisas não são tão, assim, misteriosas. Não é? Isso aí.

Ou é da coisa? Rapidinho, meninos, o que mais a gente tem detalhes ainda do pacote? A medida provisória prevê duas novas linhas de crédito para reduzir o impacto das altas dos combustíveis sobre as operações de companhias aéreas. A primeira delas conta com recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil, com valor total de até 2,5 bilhões de reais.

Foco em reestruturação financeira das empresas e serão financiamentos feitos pelo BNDES ou instituições habilitadas. A segunda linha terá foco no capital de giro de seis meses com um bilhão de reais alocados, novidades que se somam ao mecanismo já adotado pela Petrobras de mitigação do aumento do preço do querosene de aviação. É isso aí. Tem de fazer. Acabou. Acho que o governo não escolheu a guerra. Acho que não.

O Eda Coisa. Muito bem, meninos. O que nós temos aí de um levantamento que saiu sobre os créditos de BRB e Master? Vai lá.

O Banco de Brasília, o BRB, comprou R$ 30,4 bilhões em carteiras do Banco Master desde o dia 1º de julho de 2024, como mostram planilhas de prestação de contas obtidas com exclusividade pelo Metrópolis com base na Lei de Acesso à Informação. A apuração é de Demetrio Vecchioli. As compras de carteiras do Master começaram em julho de 2024 e se dividiram com o Banco de Brasília.

em crédito de varejo, atacado, CDI, CRI e fundos. A partir de março de 2025, quando o BRB detectou que parte das carteiras adquiridas do Master era fraudulenta, o banco não interrompeu os negócios. Pelo contrário, comprou mais R$ 20,7 bilhões em produtos do Master. Outro sinal de alerta ao BRB foi a recusa do Banco Central em autorizar a compra do Master pelo próprio BRB em setembro de 2025. Mesmo após a rejeição...

O BRB repassou ao Master mais de 1,9 bilhão de reais. Trata-se de informação exclusiva apurada por Demetrio Vecchioli aqui do Metrópolis. E aí, Reinaldo? Não, aqui não, lá. É, enfim. Saiu aqui porque eu usei. Ó, deixa eu dizer uma coisa. Uma regulação que permite isso está com problema.

Você pode criar quantos demônios você quiser. É claro que é um disparate isso. É claro que é um despropósito. Agora vem cá, como é que isso passou? Como é que não se percebeu antes? Então não tem regulação? Nós não temos um Banco Central Autônomo que está ali justamente para cuidar disso?

Os bancos são altamente regulados. Ah, mas aí vem assim, como representa só 1%, 2%, não, mas então não pode ser assim. Como é que não se percebeu antes? De novo, olha, pode punir quanto for, pode prender quanto for, pode quebrar quanto a gente for?

Se a regra continuar assim, a chance de acontecer de novo é gigantesca. E o BRB não é um banquinho. Não é um banquinho. E nem tanto. Isso tudo está acontecendo. E de repente fala, nossa, olha como há pessoas más. Não, pode punir quem quiser.

Se a regra continuar esculhambada, vai ter esculhambação. É isso aí. O Eta Coisa Muito bem, nós estamos de volta no Band News TV e nas redes sociais.

E há uma discussão que precisa ser feita com muita calma, porque a gente está na era de que basta divergir de alguém para que venha porradaria. Eu não quero porradaria com ninguém, nem quero ficar criando demônios, eu não lido bem com isso, meu negócio não é criar demônios, meu negócio é fazer debate.

Agora, tem um projeto de lei de autoria da deputada Tava Tamaral que é muito complicado, sobre assunto muito grave. E temos de discutir direito.

Do que é que eu estou falando? Vai. Um projeto de lei de autoria da deputada Taba Tamaral, do PSB, define o crime de antissemitismo. O texto até poderia ser um avanço na definição, afinal, sobre o que caracteriza tal crime. Mas tem alguns problemas. O principal deles é dar oportunidade para que se confunda a crítica a Israel com manifestação antissemita. O texto criminaliza, por exemplo, manifestações que podem ter como alvo o Estado de Israel encarado como uma coletividade judaica.

ou que comparem as políticas israelenses às dos nazistas. A base são os critérios adotados pela Aliança Internacional para a Memória do Holocausto, ou IHRA na sigla em inglês. O professor da UFRJ, Michel German, por exemplo, que é coordenador do Núcleo Interdisciplinar para os Estudos Judaicos,

É um dos que vem com preocupação a adoção do modelo da IHRA. Para ele, a proposta mistura a definição de antissemitismo com limites à crítica a Israel. Guerman afirma que discussões sobre Israel e a questão palestina existem e fazem parte do debate, não deveriam ser interditadas. Ele diz que podem ser debates duros, radicais, com os quais eu tenho desconforto, mas se você diz legitima, propõe uma censura. E aí, Reinaldo?

Veja só, eu poderia simplesmente dizer, olha, entre o que a Tabata conhece de antissemitismo e o que o Michel Guermann conhece de antissemitismo, acho que o Michel Guermann ganha. Mas não resolve. Mas porque ele é judeu? Não. É porque ele é um grande intelectual e um grande estudioso da área. Mas não é só isso. É a literalidade do texto.

Bom, em primeiro lugar, a gente tem a Lei 7.716. A Lei 7.716 pode punir perfeitamente bem o antissemitismo. E sem contar que a apologia do nazismo no Brasil já é crime. Porque se a Lei 7.716, na sua literalidade, pune qualquer discriminação de raça, origem, etc.

Serão por isso na forma da lei, os crimes resultam à discriminação, o preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, e depois aí a gente viu que houve extensão para homofobia, transfobia, etc. Mas aí, diz a Taba, está lá no texto.

As manifestações de antissemitismo, o texto puniria também, que podem ter como alvo o Estado de Israel encarado como uma coletividade judaica. O que isso quer dizer? O professor Guermes está certo. O que isso quer dizer? O Knesset, o parlamento de Israel,

aprovou uma lei que diz que Israel é um Estado judeu. Por 55 a 62, passou duas abstenções. Isso quer dizer que você agora, tudo que tiver de errado, assim, ah, então nós vimos um bar falando aqui, judeus não são bem-vindos. É um absurdo. Mas tem lei para isso.

O sujeito, ah, não vou vender para não sei o que, tem lei para isso. Tem lei. Agora, o Estado de Israel é, segundo o Parlamento de Israel, e com a discordância, é bom deixar claro, de 55, então, disseram, não, nós não queremos ser um Estado étnico. Mas foi aprovado.

Quem diz que o Estado de Israel é um Estado étnico, os 62 que aprovaram são antissemitas? Não, né? Por óbvio, por absurdo. Mas, diz o texto, quando faz associação entre coisas que o Estado de Israel, que o governo de Israel faz, e coisas que os nazistas fizeram. Peraí. Peraí.

Nazistas, fascistas fizeram limpeza étnica. Se eu disser que o governo de Israel fez limpeza étnica na faixa de gás, eu estou cometendo o crime de antissemitismo? Aqueles deslocamentos forçados com a destruição das moradias, das casas das pessoas, era o quê? Valeu a definição do crime de genocídio?

Isso se encaixa ali. O crime de genocídio não é uma questão numérica. Senão aí ia ter que comparar genocídio judeu com genocídio armênio. É o tipo de crime que está sendo cometido. Mas isso aqui inflama as pessoas. Isso não desinflama. Isso é uma tentativa. Começa que o Brasil nem é signatário.

O Jair Bolsonaro tinha entrado nessa organização, que é problemática também, porque ela tem um viés. Não é o mundo inteiro que está lá. Eu acho aceitável, de algum jeito, antissemitismo, mas definitivamente não.

Não preciso nem me justificar quanto a isso, porque as minhas posições são públicas. São absolutamente conhecidas a respeito. Ah, então agora é para começar uma campanha de demonização da Tabata, para que depois venha outro e diga que é misoginia, para que venha outro e diga não sei o quê. E, de fato, os misóginos nessa hora aparecem. Aparecem, porque se mostram incapazes. É muito impressionante como... ...

Tem um monte de gente incapaz de discordar de uma mulher sem desqualificá-la como mulher. Que vira tudo um horror. Não, não é para satanizar ninguém, não é para demonizar ninguém. É só para dizer que o texto é mal redigido. Ah, não é mal redigido, é má intenção. Que se faça o debate político.

Agora, que não se deve confundir uma crítica ao Estado de Israel, e o texto permite essa confusão, ainda que ele faça a ressalva. Diz, não, não se deve tomar isso como qualquer crítica. Sim, mas com a devida vênia, eu acho que o que se fez na faixa de Gaza foi limpeza étnica. E os nazistas também fizeram limpeza étnica, e os fascistas fizeram limpeza étnica.

E então agora eu estou cometendo crime? Assim como os comunistas estalinistas, os estalinistas fizeram os pogrons, o programa de ataque, de perseguição aos judeus. Então, vamos parar com isso, porque isso aqui sim é cercear debate. Isso sim é cercear debate.

Realmente vê o povo judeu sem nenhum preconceito? Realmente vê os israelenses sem nenhum preconceito? Quem reconhece, inclusive, que israelenses também cometem crimes?

como todos os homens, que o Estado de Israel também comete crimes, e ultimamente tem cometido muito mais do que os outros. Porque há judeus lá? Não, porque é uma concepção de poder autoritária, que despreza a democracia, inclusive, e que faz tábula rasa dos direitos humanos.

E isso é antissemitismo? Não. Isso aqui é uma crítica generosa de quem defende e sempre defendeu a existência do Estado de Israel, no que eu não faço favor nenhum. O texto é ruim, tem que ser debatido, não tem que demonizar ninguém. Beijo, até amanhã. Não se afobe não, que nada é pra já.

O amor não tem pressa, ele pode esperar em silêncio. No fundo de armário, na aposta restante, milênios, milênios no ar. E quem sabe então o rio será.

Alguma cidade submersa.

Os escafandristas virão explorar sua casa, seu quarto, suas coisas, sua alma, desvãos. Sábios em vão tentarão decifrar o eco de antigas palavras.

Fragmentos de cartas, poemas, mentiras, retratos, vestígios de estranha civilização. Não se afobe não, que nada é pra já, amores serão sempre amáveis.

Futuros amantes, quiçá, se amarão sem saber Com o amor que eu um dia deixei pra você

Não se afobe não Que nada é pra já

Amores serão sempre amáveis. Futuros amantes, que saia, se amarão sem saber. Com o amor que eu um dia deixei pra você.

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O É da Coisa de 06/04/2026, com Reinaldo Azevedo: Bate-boca reaça; Dirceu e STF; Tabata e Israel | Castnews Index — Castnews Index