Episódios de RELATO AYAHUASCA

Relato Ayahuasca #139 com Nauany Pt.2

11 de maio de 202639min
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Nauany revela sua nova percepção depois do seu último relato, onde tudo pode se transformar, depende da nossa consciência!

https://www.youtube.com/@relatoayahuasca

https://www.instagram.com/relatoayahuasca/ATENÇÃO! - Ayahuasca é um psicodélico que é usada de maneira ritualística para fins terapêuticos, mas com uso recreativo pode causar danos psicológicos, antes de utilizar consulte seu psiquiatra!

Participantes neste episódio2
G

Gleyber Félix

Host
N

Nauany

Convidado
Assuntos7
  • Abandono no momento críticoProcesso de abandono materno e estupro · Reaproximação familiar e perdão · Autocuidado e maternidade de si mesma
  • Medo de morteEnfrentamento do pânico da morte através da Ayahuasca · Compreensão da morte como passagem para outro plano · Viver o presente e compartilhar experiências
  • Dieta do Rapé e seus benefíciosAutoconhecimento e clareza mental · Melhora na disposição física e redução de dores · Silêncio e escuta interior
  • Ayahuasca: Uso e ControvérsiasRespeito com a espiritualidade · Aplicação dos ensinamentos na vida · Superação de dores e conflitos passados
  • Expressão pessoal e terapiaO poder da fala e da escuta · Auxílio a outras pessoas através de relatos pessoais · A iniciativa de dar o primeiro passo para a mudança
  • Significado da consagraçãoAyahuasca como medicina sagrada, não recreativa · Aplicação dos ensinamentos na vida cotidiana · Respeito com a dieta e a cerimônia
  • AutoconhecimentoControle sobre ações e pensamentos · Mudança pessoal como catalisador de mudanças externas · Reconhecimento da própria dor e mágoa
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Seja bem-vindo, meu nome é Gleyber Félix e esse é o Relato Ayahuasca. E a nossa convidada de hoje é a Nawane. Ela já esteve aqui no Relato Ayahuasca e ela vai estar contando novas novidades da expansão de experiência dela e como isso está ajudando na vida dela. E nos siga no YouTube, nas plataformas de podcast, se gostar, dê um like. Isso dá uma grande força para nós. Seja bem-vinda, Nawane, ao Relato Ayahuasca.

Obrigada, é um prazer estar aqui novamente, podendo compartilhar as minhas experiências novas. Conta pra nós a novidade, como é que você tá agora, como é que tá funcionando a experiência de expansão de consciência depois de alguns anos aí, de você ter experienciado e ter compartilhado aqui com a gente. Eu acho importante começar esse podcast falando também sobre o respeito com a espiritualidade, né? Porque é muito difícil.

a gente integrar o que é o ensinamento da ayahuasca, não é só consagrar. Então, quando eu participei do podcast a primeira vez, eu ainda estava em meio de vários processos, me conhecendo, mas já estava ali no processo de autoconhecimento, mas ainda com aqueles conflitos, né? Porque cada consagração é um processo novo.

Eu consagro todos os finais de semana há dois anos, então cada final de semana era um processo novo para ser estudado, mas a gente tem que aplicar esses processos, esses ensinamentos da ayahuasca dentro da nossa vida. Uma das coisas que eu disse no primeiro podcast foi o meu processo com a minha mãe.

Um processo muito difícil, uma relação muito difícil, que veio de um abandono materno. Fui vítima de estupro, 10 anos de idade, e a minha mãe ficou ao lado do agressor, que era o marido dela na época, hoje é o ex-marido. Eu tinha que olhar para isso de alguma forma. Eu não poderia simplesmente ver aquela dor que a Ayahuasca estava mostrando e não ver o ensinamento por trás daquilo. Porque para cada dor tem uma cura, para cada choro.

Tenho momentos de felicidade também. Esse processo de consagrar, de ter esse tratamento frequente, me trouxe alguns ensinamentos para aplicar isso na minha vida, aplicar isso no dia a dia. Então eu entendi...

Que se eu ficar alimentando o que aconteceu de ruim no meu passado, eu não vou dar a oportunidade da minha mãe trazer algo bom pra minha vida. Tudo que a gente alimenta cresce. O passado, ele não existe mais. O que eu vou fazer com isso? Qual que é o meu despertar espiritual? O que a Ayahuasca tá me mostrando? E ontem, eu tomei uma atitude de ir até a casa...

dos meus familiares maternos, convidei a minha mãe para o almoço, junto com o meu esposo, e a gente teve uma tarde muito gostosa. Se eu te disser que eu fiz isso com o meu coração, com o meu lado emocional, eu estaria mentindo para você.

Eu fiz isso realmente de uma forma racional, para abrir esse processo, para entender o que eu preciso. E hoje eu entendo que essa aproximação, entender que o passado não pode ser mudado, mas eu posso mudar o presente, eu posso mudar essa frequência, essa energia, me trouxe de volta essa vontade.

Tive vontade de estar com a minha mãe, porque é justamente isso que eu tô falando. Eu não dar a permissão dela mostrar algo bom pra mim, só me faz desrespeitar a medicina. O que eu tô fazendo com a medicina? Aonde que eu tô evoluindo? Aonde eu tô sendo espiritualizada? A gente fala tanto de gratidão, de amor, de perdão. Então tem que partir da gente, a gente tem que integrar isso dentro do nosso dia a dia. E foi muito gostoso a tarde com ela, passei também com a minha avó, que foi quem me criou, que eu tenho um amor muito grande.

E eu tenho entendido também que isso é importante em todas as relações, porque pessoas vão nos decepcionar. E a minha mãe, ela deu o melhor que ela pôde. Dentro das condições dela, ela deu o melhor que ela pôde. E se ela não é uma pessoa tão acolhedora, tão amorosa como eu desejaria ter, hoje eu tenho outras mães maravilhosas. Hoje eu aprendi a ser mãe de mim mesma, aprendi a me cuidar.

Aprendi a me valorizar. Não tenho mais aquela carência de afeto. E hoje é muito importante a Ayahuasca na minha vida ter transformado tantas coisas, porque hoje eu consigo dar esse afeto pra ela. Eu consigo essa iniciativa de me aproximar, de estar com ela. E, consequentemente, eu acredito que, tendo essa atitude com ela, ela pode aprender. Porque não é porque ela é minha mãe que ela não tem mais nada pra aprender na vida dela. Pode aprender com essas experiências.

E com essa minha aproximação também. Ah, com certeza. São experiências assim que só engrandecem. Mas me diz uma coisa, e como ela reagiu a isso? Eu observo que ela tem muito remorso, digamos assim, de tudo que ela fez. Ela reconhece tudo que ela fez.

ela reconhece a minha dor, ela não consegue se aproximar pelo jeito dela mesmo de ser, né? Um jeito mais firme, não tão amoroso, não tão emocional, ela é muito racional. Então, é o que eu falei, tem que partir de mim, né? Nós que estamos nesse processo, né?

Quando nós estávamos lá, teve um momento que eu falei pra ela assim, vamos tirar uma foto, nós quatro? Meu esposo, minha avó, você e eu. E ela abriu um sorriso assim, ficou super feliz. E aí, logo depois, quando eu voltei pra minha casa, ela pediu a foto.

postou a foto. Então, assim, do jeito dela, ela demonstra o amor. E isso eu entendi com as medicinas, que às vezes a gente não vai ter aquilo que a gente deseja daquela pessoa, porque aquela pessoa é aquela pessoa, não é o que a gente quer. E tá tudo bem, isso é lidar com o ser humano. E eu também não sou perfeita pra todo mundo, nem perfeita eu sou, mas vão ter pessoas também que não vão gostar de algumas atitudes minhas.

E tá tudo certo, isso é lidar com o ser humano. Mas eu observei que o fato de eu ter chamado ela pra esse almoço foi uma grande surpresa pra ela e que ela já tava super feliz, porque quando eu cheguei ela já tava lá muito tempo. Então isso realmente tem que partir de mim.

E é o que eu falei, se eu me limitar a não me aproximar dela, ela não vai mostrar nada de bom. Então ela postou a foto, ela gostou de estar com a gente, ela convidou novamente para que eu retorne lá com o meu marido. Do jeito dela, ela está tentando se aproximar, mas tem que partir de mim. E que bom que tem que partir de mim!

Não, mas é verdade, assim, porque se a gente for ver, pode ser que ela não tenha tido essa experiência, né? Eu acho que quando você se dá demonstrando pra ela que o amor, ele pode ser significativo, pode ser que ela comece a ver as coisas de uma maneira diferente. O primeiro passo tem que acontecer de nós. Se a gente quer uma coisa, a gente que tem que proporcionar isso. E também não ficar idealizando aquilo que quer da outra pessoa, porque...

A outra pessoa é outra pessoa, né? Do jeito que você tá imaginando que seja, né? Isso faz com que a gente acabe ficando mais frustrado ainda, né? Então, o quanto é bom a gente ter essa percepção. E é difícil da gente chegar nessa percepção, né? De perceber que nem todo mundo é como a gente pensa que é. Ou como deveria ser.

Então isso é uma coisa importante que a Ayahuasca acaba demonstrando muito pra nós, né? Que tá nessa caminhada. E até mesmo quem faz meditação, quem procura espiritualidade, né? Quem faz esse estudo, acaba sabendo um pouco mais disso, né? Sentindo no coração isso. Eu gosto de dizer uma coisa que a Ayahuasca me trouxe como ensinamento. É que a gente fica muito nessa questão, né? De querer...

ter o controle das pessoas, ter o controle das coisas, e a gente se esquece da gente, a gente tem o controle sobre as nossas ações, sobre o que a gente pode fazer, sobre os nossos pensamentos, e o que a gente nutre na nossa cabeça pode se tornar realidade. Então, por que mudar o próximo se eu posso mudar a mim mesma? E mudando a mim mesma, eu posso mudar toda uma perspectiva e toda uma realidade. Então, durante esse tempo...

Do primeiro podcast para agora, eu relutava muito em ter uma aproximação com ela, até mesmo da cerimônia de ayahuasca, eu vivia esse processo com a minha mãe, de muita dor, de tudo que ela me fez, e eu pedia, cura essa relação, que cure isso, que isso não seja uma mágoa.

Porque isso vai me afetar. Isso não vai ajudar ela. Então, não vai ser bom pra ninguém. O que eu vou fazer com isso? O que eu vou fazer com essa água? E aí eu entendi. Você pode mudar você mesma. Você tem o controle da sua vida. O que você tá fazendo aqui? Por que você tá vindo consagrar? A gente veio aqui com o mesmo...

propósito, evoluir espiritualmente, evoluir como pessoa, melhorar como pessoa, e como que você vai melhorar se você não tá olhando pra sua maior dor, pra sua maior mágoa, então eu observo, não que eu sou uma pessoa super entendida, não sou vou morrer sem saber de todos, todos nós, mas eu observo que como eu estou nesse caminho do despertar espiritual, o despertar espiritual também é reconhecer que às vezes a energia ruim é urgente eigenlijk

Não é só o outro, não é só o mundo. E aí eu observei que, poxa, eu tô errando, né? Eu tô falando mal da minha mãe, mas também tô me limitando a não me aproximar. Então foi depois que a Ayahuasca mostrou que eu tinha que entrar em contato com ela, que eu tinha que me reaproximar.

Porque aí seria a chance dela mudar. Eu entendi que as coisas seriam super mais fáceis. E foi um encontro maravilhoso ontem. Eu imagino. É porque a gente acaba sendo muito relutante nessas decisões. Pelo nosso ego, né, ferido. A gente tem essa dificuldade.

de internalizar e transmutar isso. Porque você chegar pro outro, fazer o bem pro outro, que o outro não fez o bem pra você, e é difícil mesmo, não é uma coisa fácil. Você perdoar, você transmutar essa energia é difícil. O perdão é algo muito difícil. Não quer dizer que, em alguns casos, você pode perdoar, como a tua mãe, começar a ter uma relação mais profunda, e isso vai mudando ela, como já teve outras pessoas aqui que tiveram relações com...

pai e depois isso se transformou. É um exercício que a gente tem que ficar correndo atrás e não pode parar. Pode ser que demore um ano, dois, três, mas ele passa, porque o perdão ele vem conforme o tempo. Uma coisa que eu percebo é que quanto mais a gente consegue enxergar na pessoa que a gente ama algo

positivo, mas é uma ferramenta que faz com que a gente ame. Agora, se a gente fica olhando só pro lado sombra dela, aí vai ser difícil. Sim. E outras mudanças que você teve? Como é que tá sua vida hoje? Eu continuo consagrando da mesma casa que o primeiro podcast, que é a Casa Bariri.

um lugar que realmente é a minha casa. Os dirigentes da casa eu considero como minha família, mas hoje em dia eu sou guardiã da casa, então eu continuo esse processo, consagrando todo final de semana, algumas vezes na semana também. Eu passei por uma dieta espiritual, que é a dieta do rapé, que também é uma medicina indígena, uma dieta de 21 dias, onde foi uma dieta de muito alto conhecimento.

E uma dieta que me ajudou muito também nesse processo com a minha mãe, mas também no meu processo como um todo. Porque é claro que essas coisas que aconteceram na minha infância com a minha mãe, em relação ao ex-marido dela, envolvendo o estupro, me trouxe muitos problemas na minha vida adulta. Eu tinha aquela necessidade de atenção.

Aquela necessidade de ser cuidada. Eu sempre me coloquei no lugar de cuidar das pessoas e sentia aquela falta. E eu entendi que eu sou muito cuidada. Eu sou uma pessoa que tem muitos amigos, que eu consigo ter relações fáceis, né? Amizagens fáceis. E eu me mascarava num lugar de, tipo...

Sou carente, ninguém liga pra mim, mas não, era esse processo com a minha mãe, que eu mesmo tava me limitando a não me reaproximar. Então, depois da dieta do rapé, eu também me acorei muito. Naquela época do primeiro podcast, eu ainda tava entendendo muitos processos.

Hoje em dia eu tô no meio do processo difícil, quando eu vou ver eu consegui sair dele sozinha. Por isso que eu falo, hoje em dia eu sou mãe de mim mesma. Hoje em dia eu consigo me cuidar. Claro que a gente sempre quer um carinho, uma atenção, mas hoje em dia eu consigo reconhecer que eu tenho e eu sempre tive isso. Eu fui uma criança muito amada também e isso foi o rapé que me trouxe. Não foi só a ayahuasca que trouxe...

esse autoconhecimento. E hoje eu consigo ter uma autoestima muito maior, eu consigo ter uma firmeza muito maior nas minhas ações, nas minhas falas, ter uma coerência nas minhas atitudes também. E antes eu não tinha, porque a gente fica alimentando tanto a mágoa, tanto a mágoa, que nós mesmos não conseguimos enxergar aquilo que tem de bom na nossa vida. Assim como eu também estava me limitando a enxergar o lado bom da minha mãe.

porque todos nós temos um lado bom e um lado ruim, isso é geral. Mas a gente precisa dar o primeiro passo, né? Abrir esse portal. Então, hoje eu consigo ter uma felicidade, assim, viver, sabe? Uma felicidade em experienciar até os processos difíceis, porque eu sei que eles passam.

Eu sei que eu estou nesse estudo, eu sei que tudo vai ficar bem. Então, a dieta do rapé, ela me fez ficar muito silenciosa. Durante 21 dias, eu quase fiquei muda. Eu não falava praticamente nada, sabe? Mas foram 21 dias que sem falar...

Eu escutei muito, eu escutei muito a medicina do rapé. Essa medicina me trouxe vários ensinamentos do tipo, por quê, né? Você bate cabeça com situações difíceis, com pessoas difíceis e você não olha pra você. Por que você tá questionando a outra pessoa, mas não tá questionando os seus atos?

É tão mais fácil a gente mudar a gente, mudar a nossa perspectiva. Por que a gente gastar tanto tempo mudando o outro? O outro é o outro, ele vai entrar no processo dele, ele vai ter os aprendizados, os erros. Não cabe a nós mudar, a gente não tem esse poder. A gente mesmo se coloca no problema várias vezes na nossa vida. Só que como você falou, às vezes o nosso ego não deixa com que a gente observe isso. E o silêncio é uma chave que traz muitas lições.

Às vezes a gente está num processo difícil, só de silenciar a gente tem a resposta. E o Rapelli me trouxe isso também. Em muitas situações que antes, como na primeira gravação do podcast, eu iria lidar de forma frustrada, até mesmo por ainda viver essa sensação do abandono paterno, hoje eu entendo que com um simples silêncio eu consigo ter a resposta, e se eu não tiver a resposta eu consigo me tranquilizar.

para que eu possa ir em busca disso. É isso, facilita bem a vida, né? E é bacana também que eu acho que hoje você está com o seu parceiro e ele também participa dos rituais de Ayahuasca junto com você. A relação acaba ficando muito mais produtiva. E você que entrou primeiro na Ayahuasca e ele entrou depois. Conta um pouco dessa transformação entre vocês. Como é que foi essa história?

Então, eu comecei a consagrar tem dois anos. Ele entrou para o caminho das medicinas, acredito que uns seis meses depois. Tem um ano e meio que ele consagra. E ele era uma pessoa muito relutante com a Ayahuasca, né? Ele tinha consagrado em outro local, que não foi uma experiência muito boa.

Mas tudo é energia, né? Então ele foi observando os benefícios que a Ayahuasca estava trazendo, principalmente para essa relação materna, né? Que era algo assim que eu relutava bastante. Assim como ele, outras pessoas hoje em dia se espantam quando eu falo da minha mãe.

porque eu falava com muita dor e hoje isso já mudou. Então, ele observando essas mudanças, como que eu chegava de uma cerimônia e também trazendo as regras da casa, trazendo que é uma casa totalmente respeitosa com a dosagem da ayahuasca.

com o organismo de cada um, ele entendeu que era um lugar seguro e começou a consagrar. Quando você consagra com o seu companheiro, é muito bom, né? Porque os dois estão ali, aliados energeticamente, com o mesmo propósito. Mas também é muito difícil, porque aí é o meu processo, é o processo dele, é o processo de todo mundo.

Mas eu me sinto muito feliz de ter um companheiro para compartilhar isso, porque às vezes eu olho e falo, gente, já pensou se eu morasse com alguém que eu não pudesse compartilhar nada disso?

Tão maravilhoso estar consagrando as medicinas e hoje ver ele nos rituais, o quanto ele está se desenvolvendo, tocando o JB, que é o instrumento xamânico, consagrando o Rapé, que é uma medicina que ele tinha muito receio de consagrar e hoje em dia ele se auto-aplica. É algo assim que é libertador para mim, porque eu sei que ele veio de um lugar de muito medo de consagrar novamente.

E a Casa Mariri, ela traz isso, esse acolhimento, essa casa, essa segurança. É o nome perfeito, Casa Mariri. Porque realmente você se sente em casa, você se sente muito segura, né?

E hoje ele sempre fala, vai ter tal cerimônia tal dia, preciso me organizar para aí, porque realmente é um compromisso. E é muito gostoso dividir isso, porque o relacionamento fica energeticamente na mesma frequência. Tudo se torna mais fácil, como você falou. Muitas coisas que poderiam ser um desentendimento de casal, com a ajuda das medicinas...

Acaba sendo mais fácil, não se torna nem uma questão, porque os dois estão aliados, os dois estão estudando, os dois estão se autoconhecendo. Inclusive, num momento que nós não estávamos muito bem, porque isso acontece com todo casal.

A gente fez uma terapia de casal com a Ayahuasca. E isso foi muito bom, porque a gente reconheceu que a gente nem tinha problemas para uma terapia de casal. A gente tinha apenas algumas questões de comunicação. Porque o meu marido é uma pessoa muito calada, enquanto eu sou uma pessoa muito expansiva. Foi mais uma terapia de autoconhecimento dos dois.

E desde então, dessa terapia pra cá, a relação só melhorou. Por isso que eu falo, a Ayahuasca é só bênçãos assim na nossa vida. É muito importante ter ele nesse caminho, porque se ele não estivesse nesse caminho, também não teria a possibilidade de uma terapia de casal. E hoje o elo está mais forte.

Ah, com certeza. E ele, sabendo de todo o seu processo, fica mais fácil até pra você, né? Porque muitas pessoas que estão de fora, que não consagram a Ayahuasca, quando passa por uma situação dessa, ela não entende muito bem o que está acontecendo, o quanto isso é profundo, né?

Enquanto isso reverbera em toda a nossa vida, principalmente o homem, muitas vezes ele vai acabar, ah não, isso é, tá reclamando demais, tá não sei o que, tá não sei o que lá. Então, a partir do momento que a gente acaba consagrando, você tem um olhar um pouco mais clínico pra isso e traz uma seriedade um pouco mais profunda desse assunto. Então, fica mais fácil o relacionamento, mais equilibrado, né?

Quando eu falei da terapia de casal para ele, foi um lugar também de muita incerteza. Não da terapia de casal, mas da posição dele. Mas também, foi como eu disse, eu não consigo mais nos ajudar. Porque foi como eu falei, mesmo que a gente tenha os ensinamentos da Ayahuasca, a gente precisa também deixar o ego de lado.

e entender quando a gente precisa de ajuda. Então, eu conversei com a dirigente da casa que eu consagro, falei para ela que eu gostaria de marcar a terapia de casal, e falei, eu preciso da sua ajuda para o meu relacionamento, eu preciso da ajuda de alguém de fora.

E quando eu trouxe pra ele essa minha vontade de fazer terapia de casal, não teve nenhuma hesitação do lado dele, justamente porque ele já está consagrando. E ele observou que a gente precisava de ajuda, ele observou o quanto isso seria benéfico. E no mesmo momento ele aceitou. E foi maravilhoso até mesmo pra ele, porque como ele tem essa comunicação, e eu acho até que é algo assim, do masculino, difícil falar, né? É difícil se abrir.

porque a sociedade não quer que o homem fale, a sociedade quer que o homem resolva as coisas. Então, muitos homens acabam crescendo dentro desse parâmetro. Não, eu não posso expor as minhas vulnerabilidades, eu não posso expor que eu não estou bem, ou que a minha relação não está boa, eu preciso dar conta de tudo. E na terapia de casal ele trouxe várias questões também da infância, da adolescência, da vida pessoal dele.

E eu pude entender até mesmo o fato dele não se comunicar tanto, dele ser uma pessoa mais quieta. Foi ótimo, assim, né? Pra esse autoconhecimento dele também. Não era só o casal, mas ele também precisava olhar pra ele mesmo. Então foi uma oportunidade pro casal e pros dois como indivíduo também. É, porque o homem, ele tem muita dificuldade de estar se expondo. As mulheres, elas têm muito mais facilidade em estar compartilhando algo que...

tá dentro de si pra outra mulher. Porque geralmente a mulher, ela tem uma lealdade maior. O que acontece muito é que tem muitos homens que, quando param pra ouvir um amigo, esse tipo de coisa, depois num momento inadequado...

Ele joga aquilo pra outras pessoas e aí você acaba não sentindo mais segurança nesse teu amigo. Muitas vezes fala isso pra sacanear, porque é melhor perder o amigo do que a piada. Então tem muita gente ainda que pensa desse jeito. E o homem em si, ele é mais imaturo, principalmente pra esse tipo de coisa, né? De tá verbalizando aquilo que ele sente. Eu sei dessa dificuldade dele como...

Deve ser difícil, porque, olha, é bravo. O homem está expondo a sua vulnerabilidade, é complexo. Mas agora ele está se comunicando muito mais, ele senta e ele conta o dia dele. Antes não tinha nem isso, né? E eu acredito que é por conta disso, né? Que a sociedade impõe mesmo. Não, não conte, resolva.

Não compartilhe seus processos, resolva os seus processos. Mas o que é a união de um casamento? É compartilhar a vida, não é só compartilhar as coisas boas, os momentos bons. No antigo relacionamento dele, que foi um relacionamento de 10 anos, foi um relacionamento que a gente observa pelas falas dele.

que não teve muita abertura dele dialogar, só dele resolver as coisas. Então eu entro naquele mesmo processo que eu tive com a minha mãe. Se eu não tomar a iniciativa de curar essa relação com o meu marido, eu ficar cobrando um posicionamento dele, cobrando uma fala dele, também não vai resolver nada, porque ele não aprendeu a se comunicar. Não adianta eu cobrar, ele não aprendeu isso ainda.

Por mais que tenha sido um relacionamento de 10 anos, foram 10 anos que ele não aprendeu. Por isso que eu falo, a gente consagra a Ayahuasca, mas a gente adapta os ensinamentos na nossa vida, porque a gente só vai realmente entender que nós estamos aprendendo com a Ayahuasca quando a gente lidar com uma situação difícil, quando a gente estiver estressado, quando a gente estiver magoado. Consagrar a Ayahuasca e ver as admirações boas, ter os sentimentos bons.

É como um presente. Mas o que você realmente desenvolve, o que você mesmo aprende, são nas situações difíceis. É como uma vez eu estava escutando de uma menina, né? Não adianta você ler um livro bom que transforma a tua vida, que traz essa transformação, só que você não interiorizar isso dentro de você, né? Porque o importante é você fazer essa mudança, né? Então, se você ler o livro e não absorver, não adianta nada.

Vejo que, infelizmente, assim como tem muitas pessoas que respeitam a medicina, tem muitas pessoas que acabam banalizando ela. Simplesmente só tomam a medicina. E a gente está falando de uma medicina sagrada. A gente não está falando de uma medicina que é para deixar locão e ver mirações. Então eu acho importante também a gente entender que esse processo de mudança, a ayahuasca vai mostrar o caminho.

mas quem vai percorrer é cada um de nós. E com muita seriedade, com muito respeito, com muita intenção. Então, muitas pessoas consagram a Ayahuasca, mas acabam culpando ela por processos difíceis. E os processos, eles vão ser difíceis porque essa é a vida. Vamos ter processos bons, processos ruins, mas...

O que você faz com algo sagrado? O que você faz quando você consagra? Como você aplica os ensinamentos? A partir do momento que eu passei pela dieta do rapé, muita coisa facilitou na minha vida. Muita coisa facilitou nas minhas dores. Porque eu tenho uma lesão na coluna e é muito séria. Muitas vezes eu...

levanto travada da coluna, não consigo fazer o mínimo. Muitas vezes eu fico uma semana travada. Essa consciência que a Ayahuasca e o Rapé trouxeram, que a dieta trouxe, facilitou não só a parte emocional das relações, mas também a minha vida, a minha disposição. Porque a dieta do Rapé, pra quem não sabe, são 21 dias.

numa alimentação mais saudável, onde você corta todos os produtos industrializados, gordurosos, o açúcar, que faz muito mal para a saúde, a diminuição do sal. Depois que eu passei por essa dieta, as minhas dores diminuíram, os processos ficaram mais fáceis. Eu tive vários ensinamentos, como eu falei, dentro da dieta do rapé. A minha conexão com a ayahuasca hoje em dia é muito mais forte. Eu percebi que eu passei por um período...

que eu estava relutando contra várias coisas que a ayahuasca estava mostrando para mim, mas eu não estava aplicando os ensinamentos. A ayahuasca mostrava que eu tinha que me cuidar, que eu tinha que fazer algo para o meu corpo, que eu tinha que cuidar da minha alimentação, mas eu não fazia. Eu sabia que eu tinha que fazer, mas eu não praticava, não colocava em prática. E perdi 9 quilos e a minha pele mudou, a minha disposição mudou, o meu corpo está mais sadio.

Porque algumas pessoas me perguntaram, o que você fez tanto para emagrecer? As pessoas super alienadas em querer ter o corpo perfeito. E aí eu falei, gente, foi uma dieta espiritual e mental. Eu não fiz nada para emagrecer. A dieta do rapé me trouxe muitos benefícios, me trouxe uma mente mais clara.

uma facilidade para enxergar os problemas e lidar com eles, entender que todo processo difícil tem um momento de luz lá na frente, a gente precisa confiar. Então, essa consciência do respeito com a dieta e o respeito com a cerimônia de ayahuasca, com o rapé, enfim, trouxe uma facilidade em todas as questões, em todos os problemas. Então, eu queria também ressaltar isso, que não é só consagrar ayahuasca, para eu trazer todas essas mudanças do primeiro podcast para cá.

mas também consagrar com respeito, consagrar com a intenção. E não só num período de consagração, você ser uma boa pessoa, você estar aberto para mudanças, mas também na sua vida. Porque é na vida que você tem a consagração de ayahuasca, real. É ali que você realmente vai colocar em prática se você realmente consagrou ou não. Até mesmo com o rapé, eu vejo muitas pessoas usando o rapé e não...

consagrando essa medicina com respeito. Está se tornando algo habitual, algo para sentir uma sensação e não para ter um estudo. Então, eu queria dizer a importância da dieta também para quem está nesse caminho já consagrando. Muitas vezes a gente se perde de si mesmo, mas será que a gente está realmente tendo respeito com aquela medicina? Será que a gente está aplicando tudo no dia a dia?

Será que na hora que alguém te fecha ali no trânsito, você é espiritualizado? Você é aquela pessoa que está ali amorosa, falando gratidão para tudo? Como que é você no momento de frustração? E da dieta do rapé para cá, eu lidei com várias coisas. Meu avô infartou, um animal meu na minha casa veio a falecer.

alguns desentendimentos com pessoas, e eu observei que durante isso tudo acontecendo, eu tava ali, sorrindo, feliz, tranquila, tá tudo certo. Porque tudo passa, isso são coisas da vida, vão acontecer coisas ruins. Mas eu tô firmada com a Ayahuasca, eu tô firmada nesse propósito, e eu confio nela, eu sei que pra cada momento de dor vai ter um momento de luz. E eu costumo dizer que a Ayahuasca, ela é a minha professora, assim, da minha vida. Porque há dois anos atrás...

Eu estava consumindo álcool de uma maneira totalmente sem controle algum, somente para não olhar para os meus processos difíceis. E hoje eu agradeço à Ayahuasca cada processo difícil que ela me traz.

Porque eu preciso olhar pra isso. Porque se eu não olhar, eu não vou evoluir em nada. Essa auto-observação tem que ser feita mesmo. E muitas vezes a gente não tem muita vontade de olhar pra nossa sombra, né? Porque olhar pra sombra é difícil. Então a gente acaba percebendo que tem muita gente que tem essa mesma dificuldade, né? De olhar pra sombra. E aí eu acho que é isso. É você olhar pra sua sombra e você olhando pra sua sombra, você consegue observar.

E absorver aquilo. Não é que você vai acabar com o seu ego, mas você vai olhar para aquela situação e vai transmutar ela. Ela não vai deixar de existir. Você vai aprender a conviver com essa sombra. Tem um processo que eu venho vivenciando também, que é bem difícil, é o medo da morte. Eu tenho pânico de saber que um dia eu vou morrer. Esse processo com a Ayahuasca, ele está...

sendo algo que a ayahuasca está realmente colocando a morte escancarada para eu entender que ela existe. E é muito curioso, porque eu tenho lidado com pessoas que têm medo da morte, ou estão vivendo um período de luto, ou alguma questão mínima que seja relacionada com a morte. E a ayahuasca também tem esse poder de colocar essas pessoas no nosso caminho para ver se realmente você está sendo...

uma pessoa comprometida com a medicina, se você realmente está comprometido com o seu propósito. Então, uma das coisas que eu sempre peço para essa medicina é a cura desse medo. E ela está colocando pessoas que têm esse mesmo medo que o meu no meu caminho. Eu vejo que eu consigo trazer calma para essas pessoas, consigo trazer uma clareza, consigo trazer uma palavra de conforto.

Mas, ao mesmo tempo, eu me escuto, porque eu sei que esse ensinamento que eu estou passando é um ensinamento para mim também. Se escutar também é uma grande chave, assim como o silêncio. E hoje eu entendo que nós não vamos morrer, nós vamos partir para outro plano. Nós continuamos aqui. A Yawasa é um espírito vivo. O que nós estamos fazendo aqui? Nós estamos aqui para ajudar o próximo, nós estamos aqui para compartilhar as nossas experiências, compartilhar os nossos processos.

E quando eu trouxe isso numa cerimônia de ayahuasca, o meu pânico da morte, algumas pessoas que estavam presentes...

Falaram que também tinha. E isso, pra mim, era uma surpresa naquela época. Eu achava que eu era doida. Eu falava, ah, só eu tenho medo da morte. Todo mundo se relaciona super bem com isso. Fala que um dia vai morrer e é isso aí mesmo. E ali eu vi que eu não era a única. Então, hoje, eu observo que pensar na morte ou como se livrar desse medo é vivendo. Vai acontecer.

É o que eu falei sobre a gente querer ter o controle das pessoas e da situação. Eu não tenho controle disso. O que eu vou fazer com isso? Eu vou viver.

eu vou ajudar nas curas de relações, eu vou me abrir para que pessoas me auxiliem para curar as minhas, eu vou trazer uma palavra de conforto, porque em algum momento eu também vou estar nesse processo difícil e alguém vai vir me confortar, e essa é a grande graça da vida, viver. Então viver é esquecer que um dia você vai morrer, e quando isso acontecer, você construiu uma vida maravilhosa, você deixou ensinamentos aqui.

Você compartilhou experiências com pessoas maravilhosas. Na primeira oportunidade que eu tive de gravar o podcast, eu nem falaria sobre morte. Quem dirá falar com essa calma toda? Então, eu acho importante também falar sobre isso, porque eu saí de um lugar que eu achava que eu era louca de ficar pensando em morte, de achar que eu era a única que pensava sobre isso. E se alguém passa por esse mesmo processo que eu...

Que viva, sabe? Porque viver com medo da morte te limita a viver. E isso que a gente tem aqui, que é a vida, é o maior presente que nós temos. E entender que isso daqui é só uma passagem, isso daqui é só um plano. Nós vamos partir para outro plano. E quem consagra a Ayahuasca sabe que isso é verdade, sabe desse poder. A Ayahuasca traz um poder de renascimento muito grande. Quantas vezes eu vi a morte ali na minha frente,

E no final da cerimônia eu tava bem. No final da cerimônia eu tava feliz. Justamente por causa desse renascimento. E aí no final da cerimônia eu falava, o que eu vou fazer com isso? Então eu vou viver minha vida, não vou viver meu medo. Porque tudo cresce, tudo que a gente alimenta cresce. Por que eu vou alimentar meus medos? Por que eu não alimento minha vida? Você vai ficar se limitando com medo? Por quê? Se você tem tantas coisas pra fazer, se você tá viva, se você tá saudável, né? Se você tá aqui cuidando do seu corpo.

se você está em dieta, por que alimentar tantas frustrações, tantos medos, tantas angústias? Você não vai estar vivendo assim. Se não viver a vida, de nada adianta. Não tem como. Não tem como. A vida tem que ser vivida. E não tem que se preocupar com isso, porque uma hora vai chegar mesmo. Pode ser que seja hoje, pode ser que seja bem. Quando a gente estiver velhinho, mas o grande lance é esse.

Não se preocupar muito, não. Mas que bom que você tem observado toda essa mudança na sua vida, toda essa sua transformação. Isso é ótimo. Parabéns. Gratidão também pela oportunidade de estar aqui. Eu achei muito importante também procurar você.

para que eu trouxesse essas experiências de mudanças mesmo. Esse pensamento veio dentro de uma viração. Quantas coisas eu mudei e será que essas mudanças não podem auxiliar alguém? Porque aonde eu consagro, tem uma dinâmica de, no final da cerimônia, a gente trazer a partilha do processo de cada um. E muitas vezes eu estava num processo difícil.

E eu consegui ter um esclarecimento melhor escutando o participante. Eu trouxe algumas coisas, como eu trouxe aqui no relato, como a relação com a minha mãe, como a relação com o álcool que eu já tive, a relação da dieta do rapé. E muitas pessoas chegaram até a mim para agradecer a minha fala. E eu ficava, nossa, mas é só o meu processo que eu estou compartilhando. Como tocou aquela pessoa, né? Porque para nós é só...

Nossa, fala, mas pro outro, às vezes, é a chave de tudo. E uma participante, da onde eu consagro, viu o meu relato, Ayahuasca, o primeiro aqui que eu gravei com você, e ela falou, seria muito interessante se você gravasse novamente agora com essas mudanças, você trazer isso, porque eu agradeço muito ela, uma pessoa muito amorosa.

Ela ainda trouxe o fato de que eu a auxiliei em algumas questões, porque ela também passou pela dieta do rapé recentemente. E ela me trouxe isso. Você me ajudou em tantas coisas que seria muito legal você também ajudar outras pessoas, né? Gravar isso. E eu não tinha essa perspectiva. E aí eu falei, bom, eu acho que é isso. Eu acho que eu preciso falar sobre a cura das relações, principalmente...

a cura da relação maternal, agora que nós estamos próximos do Dia das Mães. Muitas pessoas não se relacionam com suas mães e às vezes é só uma iniciativa, só você ir lá dar o primeiro passo. Porque se ninguém der o primeiro passo, nada muda. É que nem viver com medo da morte. Se você viver com medo da morte, você não vive. E aí você fica estagnado naquele processo. Então, gratidão imensa por essa oportunidade de estar aqui. Daqui um ano eu volto.

Se você permitir. E é um prazer estar aqui com você, estar aqui podendo compartilhar todos esses processos. Porque a fala também cura. É muito importante a gente falar, a gente se escutar, a gente se ouvir, ouvir o outro. É muito curativo. Ah, com certeza. Gratidão pelas suas palavras.

Eu acho que isso vai ajudar muitas pessoas, vai abrir dois caminhos e vai fazer com que as pessoas reflitam bastante sobre si mesmas, as atitudes que estão tendo, né? Isso que é importante, né? A fala do outro sempre traz um estalo de esperança pra gente, né?

Mas gratidão, gratidão pelo teu tempo, por estar aqui hoje. A gente ia lá na Casa da Madre, só que, infelizmente, ela ia estar tendo um evento, então, nem a poder, a gente fez por vídeo, mas estamos aí. E gratidão.

E se você teve uma experiência de expansão de consciência e queira compartilhar, entre em contato comigo pelo Instagram, relata.io.ar, deixe uma mensagem no contato contigo, o Renato pode estar aqui ajudando muita gente. E gratidão a todos.