221 – O cinema está pior ou é só nostalgia?
No episódio 221 do B-Holder Podcast, Lucas Ka’aB, Gabriel Cazu e Filipe Revulo discutem uma dúvida que todo mundo já teve: o cinema realmente piorou ou é a nossa nostalgia falando mais alto? Entre memórias afetivas, mudanças na indústria, excesso de conteúdo e transformação na forma de consumir filmes, o trio debate o que de fato mudou — no cinema e no público.
- Nostalgia vs. Cinema NovoO novo é sempre melhor que o antigo · Recauchutados e sequências desnecessárias · Adaptações de videogames · O impacto da nostalgia na percepção do cinema · A influência das redes sociais no hype de filmes · O fenômeno Barbenheimer · O cinema como experiência individual vs. coletiva · A dificuldade de consumir cinema oriental · A evolução do cinema e a formação de público
- O cinema de antigamente vs. o cinema de hojeA tendência de comparar o novo com as melhores experiências passadas · O esquecimento das coisas ruins com o passar do tempo · Hollywood investindo em franquias e remakes · Apostando em obras novas vs. sequências
- O futuro do cinema e a formação de públicoA preocupação com a formação de novas audiências · O declínio do interesse em esportes tradicionais · A difusão do interesse e a fragmentação do público · O cinema se tornando uma experiência cult
- O fator replay e a saturação de conteúdoA dificuldade de revisitar obras em um cenário de excesso de lançamentos · A importância de rever filmes para captar detalhes · O fator replay em músicas e filmes · A necessidade de ver filmes ruins para valorizar os bons
- O Diabo Veste Prada 2Expectativas sobre a sequência · A relevância da revista impressa na era digital · Crítica à nostalgia hollywoodiana para faturar dinheiro
- Preferência por filmes popularesHollywood não arriscando em obras novas · O retorno financeiro como principal motor da indústria · O sucesso de filmes originais vs. blockbusters
- Adaptação de jogosMortal Kombat e Street Fighter como remakes · Boas adaptações recentes de videogames · O fator nostalgia em adaptações
- João Barradas
Bom dia para todos e menos para alguns, meu nome é Lucas Cabe, você está ouvindo, escutando, assistindo o que você quiser com o Beholder Podcast. O seu podcast que ele é bom, porque como dizia Barney Stinson, o novo é sempre melhor que o antigo, tá ligado? E ele que está aqui para provar que tudo que é novo é melhor do que o antigo, Felipe Revolta.
exatamente você pode ver que a sociedade a gente vai fazer o que problemas novos para não esquecer dos antigos e a gente pensa assim o antigo passa a gente fica com o novo que é que acontece aí que eu tô totalmente desprezo e totalmente aqui na novidade no momento preparado então pode exatamente fosse algo velho saberia como lidar e não te gerir não gerar isso entendeu por isso que agora eu vou falar nada que eu vou apresentar ele para ele se virar Gabriel
Esse episódio aqui seria bom ter o Thiago, porque ele ia brigar com a gente, porque pra ele tudo velho é melhor. Ele ia trazer... Cara, nunca assistiu How I Met Your Mother, né? Isso é até legal, porque puxando esse gancho aqui, porque, não sei se vocês já assistiram, como eu conheci sua mãe. Eu sei que eu vi, né, Casu? Eu não sei, né, Felipe?
Eu devo ter assistido, sei lá, episódios picados. Picados, né? Eu amo ser sério. Mas o Barney Stinson, o personagem mais problemático da série, ele tem uma frase que é o New Always Better, né? Que é tipo, o novo é sempre melhor. E ele vai discutir com os caras, e o cara usa justamente filme pra contar e argumentar com ele. Que ele fala com ele, tipo, ah, beleza, mas o Star Wars novo, então, é melhor do que o Star Wars antigo? Só que na época, ele conseguiu argumentar porque era o Star Wars, o 4, 5 e o 6, né? Não, perdão, o 1, 2 e 3, né? Que era o novo.
Que era a trilogia prequel. Não tinha saído ainda. E se sair agora, que aí ele perderia no argumento, né? Mas aí eu queria fazer uma provocação aqui dentro da pré-conversa e tudo mais. Que é, o Star Wars novo, ele é uma coisa nova? Ou ele só é um antigo reconsultado?
Tem esse ponto, né? Que é o que a gente vai bater na tecla hoje aqui, ó. De por que o novo é melhor e por que o recauchutado é pior, mano. Porque ele é, como diz o nosso amigo Itoguro, ele é o sabor novo. Ele tenta ser novo, mas ele é velho. E como ele é velho, ele é pior do que aquilo que é novo.
Então é isso, se você quiser mandar uma mensagem pra gente, você pode mandar um e-mail pra birrotherpodcast.com ou então deixar um comentário ou uma mensagem pra gente nas abas de mensagens do YouTube ou do Spotify, que a gente vai ficar muito feliz em ler a sua mensagem aqui. E como vocês já puderam pegar o clima do episódio de hoje, a gente vai discutir um pouco sobre a maldade que é a nostalgia.
Eu não sei os dois aqui não, mas eu sou hater de nostalgia. Eu sou um cara que particularmente não gosta de nostalgia, eu não gosto de me sentir nostálgico, eu gosto de olhar pra frente, porque eu sinto que eu tô vivo. Como diria o Miyamoto Musashi, quando você vive no passado, você não vive no seu presente. Então você vai ficar nesse inferno aí de falar que só o grande Dragon Branco era bom, e aí vários filmes que tá saindo agora, você não assiste.
Sim, isso foi um caldo pro nosso amigo que não tá aqui no episódio. Mas tudo bem.
Fala nisso, o Barney gostava do Karate Kid, né? Ele fala que se o novo sempre é bom, mas ele queria o antigo. Mas ele queria que tivesse o novo. Mas assim, eu sinto que essa discussão está sendo trazida em pauta agora de novo pela quantidade de rebuts que a gente tem no caso. Até comentem sobre isso direto.
E a semana agora, na quinta-feira passada, veio estreia no cinema e o Diabo Veste Prada 2, que é um filme completamente desnecessário, um filme que a gente não queria, um filme que, assim, não tem nem por que existir, mas pela nostalgia, tá aí, né? E ele conversa com todos que a gente já falou, né, que estão veneciando, Todo Mundo em Pânico 5. Você até falou no episódio passado, caso daquele de comédia lá, ó, que era comédia no sense.
O corpo que a polícia vem aí. Pois é. E entre outros filmes aí que estão sendo recauchutados. E a primeira coisa que eu quero saber é o seguinte. Como é que tá o raio com vocês dois pra Diabo do West Prada 2? Ó, terra e meio. Tá sem querer. O cara é muito rap. Entendi. É foda que, tipo assim, foi o filme que eu ouvi. Foi o filme que eu não me lembro mais de nada. Que eu devo ter visto, sei lá.
A sessão da tarde, a temperatura máxima, ou alguma coisa na TV, mas não foi que me pegou. Então é difícil até pra mim entender essa coisa, porque eu sei que é um filme que tem uma legião de fãs aí, que pega muita gente, principalmente quem tem ligado à moda, quem tá nesse meio, mas tipo assim, pra mim mesmo, zero expectativa, porque tipo assim...
Era um filme que eu vi, eu sabia que ele não abre margem pra tipo assim, ah, vamos contar uma nova história desse negócio, sabe? Então não me dera interesse inicialmente nenhum, mas pra galera que é fã, tá tipo assim, a volta de Cristo praticamente. Aí, com perdão, é o caso do nosso cristão.
Tá nesse night, hein? Eu também não tô muito empolgado não, mas pelo que eu vi, eles vão meio que usar essa evolução natural, né, do que tá acontecendo da tecnologia pra mudar da revista, né, que é a Miranda, acho que eu não me engano é Miranda, a personagem da Mary Street. E ela era dona de uma revista e agora meio que tá, ela perdeu esse posto, né, de dona, ninguém bate de frente porque ela dominava a revista, porque agora tá indo pro digital, né, então ela não é tão necessária mais. Então tem esse diálogo ali, essa conversa, talvez essa crítica.
de algo mais físico e indo pro digital, talvez tenha algo interessante no filme, mas eu acredito que vai focar mais nas personagens e menos nesse discurso, né? Então, assim, eu não tô muito empolgadão, eu vou ver, mas quando chegar em casa aqui, no meu streaming, não vou dar meu dinheiro pra mais uma nostalgia hollywoodiana pra faturar dinheiro, não.
porque eu comecei a trabalhar com design mais de 10 anos atrás. Quando eu entrei, tava essa discussão de revistas digitais, sabe? A galera falando aí agora, com mais de 10 anos depois eles vão trazer esse negócio, a revista, tipo assim uma coisa mais recente ainda, sabe? Tipo assim... Você vê que tem muitas sequências fazendo isso, né? Eu acho que o Shueck, se eu não me engano, vai ir pra esse lado também digital, o Toy Story já foi também, que a criança tá abandonando os brinquedos e pro digital, todo mundo tá querendo isso.
E A também tá entrando muito nos filmes, né? Até Missão Impossível embarcou nisso.
Então, assim, tem muito filme indo nessa parada da tecnologia de hoje. Pra mim, isso é impossível conseguir surfar no hype no tempo certo. O resto vai chegar atrasado, igual o Felipe falou isso. Falar de revista digital em 2026, você já tá atrasado há 10 anos. Ela morreu em 2015. Se ela estivesse fazendo um filme sobre, sei lá, modelos digitais, sabe, eu ia falar, não, tá aí pegando um negócio novo. É verdade. Mas revista digital, o negócio, já existia há tanto tempo, sabe? Sim. É tipo assim... Já tá flopado, né?
É, imagina nessa. Eu acho que, tipo assim, é uma expectativa fácil, porque eu acho, eu acho não, tenho certeza disso, que tipo assim, ninguém no... Pra qual estúdio tá saindo o Diabo S Prada 2? Ixi, deixa eu ver aqui. É, DreamWorks.
Ninguém aí da Fischer Pride, que é a dona do estúdio, pensou tudo que mostra... A Fox. Ninguém da Fox, nenhum personagem do Simpsons, pensou, porra, eu tenho uma ideia aqui, para de ar, o Vésperada 2. Não, provavelmente veio, tipo assim, qual... com pesquisa e tudo mais, qual IP a gente tem, que é muito amada e tudo mais, a gente pode fazer uma continuação pra surfar nessa coisa da nostalgia.
E aí, viu de áudio pra dar e perguntando, nossa, mas como a gente continua? Aí alguém disse, ah, a transição pro digital, que o negócio quis acontecer há muito tempo antes. Só que é muito mais a desculpa pra ver o negócio. Então, tipo assim, é... Eu acho que é isso que me desapega um pouco, mas, tipo assim, é foda que não é um negócio que é do nosso nicho, sabe? Eu fico perguntando, sei lá, se fizessem... Fizerem um filme aí, alguma coisa.
Isso aí é... Sei lá, quando fizeram Avatar, a lenda de Korra, a continuação, eu falo, nossa, agora Korra é na revolução industrial. Eu falei, isso aí, Avatar é nóis, sabe? Então, talvez eu possa estar sendo forte aqui, por... Por ser... Ele perdeu uma oportunidade incrível aí, velho. Esse ano, literalmente, vai sair dois remakes de duas coisas que forjaram a minha infância e a adolescência. Essa aí que casou também. Mortal Kombat e Street Fighter.
Esses dois filmes aí foram icônicos quando eu era moleque, tá ligado? Icônico, mano. Mas esses dois aí...
Esses dois aí é aquele negócio, né? Tipo assim, Street Fighter eu quero ver na estreia, porque eu sei que vai ser ruim, eu tenho uma absoluta certeza que vai ser um jato. E Mortal Kombat a gente já sabe que vai ser também, porque, né? Mas eu acho que esses dois, eles entram numa questão que eu acho que, assim, de uns tempos pra cá, eles estão conseguindo fazer boas adaptações de videogame, coisas que eles não conseguiam de jeito nenhum, tá ligado?
Tivemos Sonic, tivemos The Last of Us, tivemos algumas obras que eles realmente adaptaram e fizeram boas obras. Então eu acho que isso enquadra em nostalgia, claro, mas eu acho que enquadra mais nessa onda de pegar um jogo e fazer, tá ligado? Vai ter Broadborne, Elder Wing, vai ter o Horizon lá também da Sony. Então é assim, estamos indo por esse caminho. Sim, Zelda.
mas assim, eu caso, tava vendo umas cenas do Mortal Kombat 2 aquele que tem uma cena do monge Shaolin que ele vai dar uma voadora no sub-zero sub-zero congela ele e ele quebra tudo no chão, esse filme é bom Zé esse filme é bom mano, papo retaço esse filme é bom, o problema é que a gente vê ele com os olhos de hoje né, aí a gente vai achar ruim por causa dos efeitos que são ruins, mas o filme ele é muito bom porque é uma adaptação fiel morre gente pra cacete porque é o Mortal Kombat se não morrer ninguém não é mortal né então o
Tem combate, então, né? Pra poder fechar aí os dois. É galhofa, igual jogo. E a história é simples, igual jogo. Então, assim, é uma adaptação perfeita, assim. Tipo, ele é redondinho, velho, o que o jogo é. Só que a gente olha com um olhar muito crítico às vezes. E aí acho que entra muito no ponto...
do tema desse episódio aqui, né? Que muita gente fica reclamando, tipo, ah, o cinema hoje é ruim. O cinema bom era o cinema de antigamente, né? Tipo, ah, essa questão da nostalgia que eu critico tanto. Tipo, ah, o cinema hoje é ruim e o cinema de antes que era bom. Meio que não é, mano. Eu sinto que... Aí, né, tu abre na minha opinião, não sei, vocês também que vão dizer isso aí. Mas eu sinto que a gente tem uma tendência.
a pegar toda a nossa bagagem, tipo assim, todos os filmes que eu já vi na vida, vamos supor que eu vi 200 filmes, eu sei que foi mais que isso, mas vamos supor que eu vi 200 filmes. Desses 200 filmes, 100 foram lixo, lixo, lixo, filme horrível. Dos 100 que sobrou, 50 são mais ou menos, mediana ali, pá. Dos outros 50, 25 são filmes muito bons e os outros 25 são os melhores filmes que eu já vi na minha vida.
Eu pego esses 25 e considero eles como padrão, tá ligado? Eu esqueço que eles são literalmente uma fração mínima de tudo que eu já vi na minha vida. E pego só isso. Aí eu fico assim, ó. Senhor dos Anéis, As Duas Torres, que é o meu favorito da trilogia hoje. Se você perguntar amanhã, eu já não sei. Mas hoje é As Duas Torres.
aí eu vou ver sei lá Mario 2 e comparo com o Senhor dos Anéis as duas torres aí fala comigo não mas esse filme ele é bom né mas o clube da luta é melhor eu já vou com outro filme da minha lista dos 25 anos e quando a gente faz esse recorte eu sinto que
Fica muito difícil balizar qualquer coisa nova, né? Porque tudo que vem vai ser comparado com as melhores experiências que eu já tive. E aí eu vejo que o cinema pensa assim, como que eu vou fazer então o Lucas, que é chato pra caralho, que nada é tão bom quanto o Senhor dos Anéis pra ele, pra ele poder gostar de ver o filme de novo? Trazendo a praga do Senhor dos Anéis de novo. Que ele vai querer ver, porque é uma das melhores coisas que ele já viu na vida.
E até tem outro recorte que é isso, que é a gente esquece das coisas ruins, só foca nas coisas boas com o passar do tempo, sabe? Porque daqui a 10 anos, tipo assim, o pessoal vai falar, não, 2025 foi o ano de asis secretos, de pecadores, de Bugonia, de Fórmula 1, sabe? Ninguém vai falar que 2014 foi aquele filme de... que parece o Tawars genérico lá, com um bichinho macaquinho, qual que é o nome? A Lenda de Oxi. Que tipo assim...
flopou miseravelmente, ninguém vai lembrar desses filmes, sabe? É igual, tipo assim, pega, é igual o pessoal fala, nossa, o cinema dos anos 90 é o ápice, sabe? Mas pega um ano específico, sério, e vai vendo tudo que saiu nesse ano, sabe? Tipo assim, na média vai ser mais ou menos a mesma, eu tenho certeza que é muita trecheira também.
É, tipo, dá a impressão maior, porque realmente Hollywood tá investindo, assim, nas grandes obras, que você pegar os blockbusters mesmo, eles realmente não estão arriscando, eles estão indo pegando franquias já prontas, remake, continuações, aí dá essa impressão que todos os filmes são isso, tá ligado? A pessoa só vê isso, a pessoa normal, assim, comum, que não vai atrás de filmes mais índios, né, mais dependentes e tal, vê essas obras que estão no cinema.
Vai falar, pô, mas de novo só tem remake, só tem isso. Aí a galera vai comparar com antigamente, porque antigamente realmente Hollywood apostava mais em obras novas, em adaptações de livros, mas não eram remakes, por exemplo, Clube da Luta, igual você citou. Então, assim, não que Clube da Luta seja um blockbuster, né? Mas Senhor dos Anéis, por exemplo, é um blockbuster pra caralho e hoje em dia eles não investiriam em Senhor dos Anéis não, tá?
Eu acho difícil. Se bem que Duna tá rolando, né? Então, assim, se tiver a mão de um bom diretor, talvez eles invistam. Mas o Duna é o terceiro filme, né? É a terceira adaptação, já teve dois anos também.
Então já tá validado, e Duna, pô, é uma baita de uma obra já, que tá validada pelo tempo e tal. É igual o Narnia, que vai ter de novo. Por quê? Porque já foi validado pelo tempo, sabe que tem fã, né? E acaba pegando no ponto da nostalgia também. Mas eu sinto que um ponto importante também é que, ó, eu até falei isso com os caras no grupo nosso que a gente tem aqui, né?
Eu vi um tanto de gente no Instagram, mano, não sei se vocês olharam o Instagram nesses dias, mas o meu ontem tava assim, muito cheio de mulheres, especialmente, levando filha pro cinema. E arrumada, véi, de vestida, tá ligado? Com umas bolsas da hora. E eu achei um movimento legal, assim. E são mulheres que já trabalharam comigo em algumas empresas e tal, algumas até bem mais velhas do que eu, indo lá pra poder assistir o filme.
E eu 100% pelo hype da nostalgia, porque eu sei que são pessoas que não consomem cinema.
Essa parada da rede social aí, você pontuou bem, que aconteceu um fenômeno, foi o Barbein Heimer, né? Que só por causa do algoritmo, rede social e todo esse movimento que criou aí pela internet, que conseguiram bater aquele tanto de bilheteria ali. Porque se fosse antigamente, sem o boom das redes sociais, nunca, nunca que Barbein bateu um bilhão e o Barbein Heimer 900 e tanto lá, mano. O total movimento aí que a galera criou em volta do filme.
Se você conseguir criar uma trend de a galera tirar uma foto no post do seu filme assistindo o filme, você consegue dobrar seu... É, e tá rolando isso, né? Você pega o vestido na frente do diabo e vai assistir pra deposta na internet. Você pode dar um Google agora, você que tá ouvindo a gente. Você vai achar um grande de gente, sim.
o pai que rolou isso também o filme para tirar a foto lá no cinema e aí tem aquele menino do cara chega na bilheteria e fala me dá dois vezes para o filme para você pergunta qual aí vai vira para o cara que tá todo vestido de Michael Jackson assim
sempre tem essa treinadinha, mas eu sinto que o caso do Diabo Veste Prada tá meio barra de assim, tá ligado? Não sei se vai tomar a mesma proporção, acho que não, mas assim, eu tô vendo pessoas indo pro cinema que não vão no cinema, tá ligado? Gente que não tá no hobby. E isso é até legal que tem, vocês sabem, eu acompanho muito fisiculturismo e tem uma atleta que eu acompanho, que eu vejo vídeo dela, eu devo ter, sei lá, uns 3 anos, mano.
E ela nunca fala de cinema, nunca fala de cinema. Aí, tem um mês passado, eu acho, ela postou um vídeo falando hoje é dia de refeição livre, é um dia que eu tô de boa, já competi e tal, vou no cinema ver Crepúsculo, porque ele voltou pro cinema. E ela falou, tem mais de seis anos que eu não vou no cinema, mas ela foi no cinema ver Crepúsculo porque foi um bagulho que marcou a infância dela. Então assim, hoje ela é atleta de fisiculturismo, tá nem aí, tá cagando pro cinema.
Só que como ela viu lá uma coisa que marcou a infância dela, aí ela acaba indo. Só que isso é foda porque, ao mesmo tempo que eu penso com a cabeça do empresário, tipo, pô, velho, tem que fazer dinheiro, tem que faturar e tal, e aí você vai fazer uma ação que vai levar a pessoa pra poder gastar dinheiro com o seu produto, só que, pô, e eu que sou fã de cinema? Que quero consumir o bagulho novo, tipo, dane-se pra mim, né? Porque aí, tipo, a galera não pensa mais nesse pessoal.
Não pensa mais quem tá preocupado com a experiência real de cinema, sabe? Pô, a galera só liga pro novo.
Não, é, pra cá a gente, né? A gente quer o cinema arte, mas os caras investidor que tá investindo no filme ali, os caras querem retorno, pô. Tipo assim, a galera fala, ah, Hollywood não tem originalidade, é lei do demanda. O que que tá dando dinheiro hoje? É originalidade? Não é. Porque, por exemplo, o Pecadores que foi original, baita filme do caralho, que é melhor do que 90% do que a gente comentou aqui anteriormente, não chegou nem 500.
É, tá na lista dos melhores filmes da vida. Não chegou nem 500 milhões, mano. Aí você vai ver aí, ó, Diabo é de Prada batendo um bilhão, pô.
é a gente ver o impacto disso por exemplo na noite de sexta-feira não perda noite de quinta-feira mesmo ontem o cruz Brown não é de quinta para sexta que é onde você pode fazer outra música o cruz Brown soltou uma música nova e o clipe da música dele mano é 100% pecadores 100% a estética dele tá com o carrinho tá ligado aquela roupinha assim tá
aí ele chega na boate, só tem negro lá dentro ele sobe no palco e começa a tocar e aí o povo na pista de dança começa a dançar assim e os comentários, era só a gente falando caramba, não foi pecador, foi por causa do Chris Brown ai que o Chris Brown tá fazendo referência já a pecadores e tal então a gente vê que são filmes que vão marcar gerações, assim, porque já tá tendo impacto hoje mais rápido, né, porque é internet e tal
Então, ver um artista do tamanho do Chris Brown Pegar uma obra do cinema Que é Pecadores, que não é um filme assim Pipoca, né mano? A gente tá ligado, não é um filme pra qualquer um Tem um tanto de paraquedas aí O cara referenciar isso na obra dele vai trazer mais hype Só que o que é crítico nisso aí? Daqui 10 anos, vai ter alguém querendo fazer remake Do Pecadores, ao invés de fazer um algo de novo Mas o cara lá, o... Eu esqueci o nome do diretor
Ryan Coogler. Ele fez um acordo lá, né, que eu acho que daqui a 10 ou 20 anos, se não sei lá, acontece alguma... Tipo assim, acaba o direito lá da produtora e volta pra ele, né? Ele poder fazer o que quiser com a obra. Isso aí é um acordo muito foda. Que bom que ele fez isso, né? Porque a gente sabe que se não o filme... Porque o computador gerou trem, gerou tanto de coisa. Mesmo se... Acho que é o Warner, né? Se eu não estiver enganado.
Mesmo se a Warner fizer muito merda lá, vai lançar uns três filmes ruins, quando voltar pra ele, ele vai poder lançar a cartada, né? Agora sim é a sequência, tá ligado? Ignora tudo que você viu. Agora vem a sequência. Aí é foda.
Sabe o que é foda também nisso? É uma coisa que a gente sempre vai ficar batendo nessa coisa que é preço e acessibilidade, sabe? Porque é o que acontece. É foda também você querer fazer isso quando fica tão caro que vira esse investimento. Por exemplo...
O cara fala de quando ele trabalhava. Imagina a gente adolescente, sabe? Dava pra juntar a moeda por um tempo e ir num cinema, quando você é um adolescente um pouco mais velho. Quando você é criança, você não sabe de você falar. Mas quando você tá ali no ensino médio, rola. Hoje em dia, eu não sei se rola. Hoje em dia, a galera junta dinheiro pra comprar a skin no Fortnite, pô. Quando eu era menor aprendiz na Coca-Cola do Brasil, meu salário era 250 reais, mano. Eu ia no cinema toda semana.
Toda semana. Essa época ali do terror, que você vê como é que nostalgia é uma merda. Nessa época, eu ia no cinema toda semana ver filme de terror. E eu via filme, tipo, Bababook, que era essa época ali, 2012, 2013, né? Quando eu tinha acabado de fazer meus 20 anos de idade. Mano, eu ia muito...
nesse filme de terror, eu achava tudo ruim. Hoje, quando eu olho pra trás, eu vejo esse filme, tipo, a entidade que é nossa epilóide de terror aqui, eu falei bem pra caramba do filme. Na época, eu criticava o filme que eu achava o filme dos anos 2000 melhor, tá ligado? Então agora eu vejo uma entidade e falo, pô, a entidade é um puta filme de terror legal. Aí eu vejo o filme de terror da Netflix e acho ruim. Daqui a 10 anos eu posso ver um filme novo aí, sei lá, da Felipe Revolo, Interprises, falar que é ruim e falar que o filme da Netflix que eu vi agora é bom, porque o olhar da nostalgia faz isso com a gente também.
Eu acho que nem nem uma olhada à nostalgia também não. Eu acho que dá tempo para as coisas maturarem, sabe? Porque, por exemplo, esse é o problema também de hoje com tanto lançamento, que é a gente assistir as obras várias vezes. Toda vez que você assiste de novo, você pega mais coisas, você vê coisas de outro ângulo, sabe? Você entende coisas que às vezes passam batidos, sabe? Hoje, tantas vezes, tipo assim, não dá tempo para as coisas maturarem.
Tipo assim, tem um artista aí de música que eu gosto muito dele, mas é sempre assim, que é o Neil. O Cabo deve conhecer que ele é da cena do rap, né?
Sai um álbum dele, eu escuto a primeira vez, eu acho muito esquisito, muito estranho, não entendo porra nenhuma. Aí eu escuto a segunda vez e começo a entender. Eu escuto a quarta, a coisa começa a bater. Aí na quinta escutada eu falo, não, esse álbum é bom, não é? E tem muito disso também, porque antigamente a galera alugava um DVD, né, por exemplo. Ficava o final de semana lá com ele, ou uma semana, não sei. Então ela via várias vezes, ah, eu vou ver o filme aqui.
Depois meu pai chegava do serviço, ô pai, olha o filme que eu aluguei, vamos ver. E assistia de novo. Hoje em dia não, mano. A galera assiste um filme na Netflix, depois ele assiste outro. Então, tipo assim...
Ele não tá repetindo a obra, igual o Felipe falou. Autocrítica, caso, que você vê três filmes por dia. Eu também, eu também entro nisso. E, tipo assim, você não consegue absorver detalhes, igual o Felipe falou, porque tem coisas que você só consegue ver na segunda vez. Tem filmes que tem um plot twist no final, que se você rever ele, você vai vendo as pistas que o diretor colocou, já te entregando aquilo, tá ligado? E é muito fora quando você vê, pô, genial.
Só que quando você vê uma vez, você não vai pegar isso. Você vai ser surpreendido. É, mano, isso é bizarro, porque hoje o fator replay, pras pessoas, é algo inaceitável.
Por exemplo, eu trabalho com música também, pra quem não tá ligado. O único jeito hoje do músico suceder bem na carreira é com o trend. Porque igual o Felipe falou, pra sua música bater de verdade, ela tá de repetição, velho. Se a pessoa ouvir sua música uma vez só, ela dá um bar pra sua música boa. Pode ter a frase que for, porque a pessoa às vezes não vai nem entender. Ainda mais no mesmo estilo que é rap. Você fala rápido pra cacete, eu nem entendo o que você tá falando.
E aí, quando gera uma trend, você vai passar um vídeo, toca a música, passa outro vídeo, toca a música, passa outro vídeo, toca a música. No vigésimo vídeo que você viu, você fala, pô, esse refrão aqui é interessante, deixa eu lá ouvir essa música. Aí você põe a música na sua playlist, escuta ela aleatório na academia três, quatro vezes, e aí você fala, pô, essa música é boa. Mano, com filme, série, isso se tornou praticamente impossível.
É praticamente impossível. O povo não tem paciência, porque tá saindo tanta coisa a mais, velho. É igual minha relata com literatura, eu falo, pô, eu releio meus livros, o cara fala, você é doido.
tá relendo o livro então tá de livre e ainda fala mano mas eu gostei da parada eu tenho que ele poder entender de verdade quando eu faço vídeo para o canal lá no YouTube e fala pô deixa eu reler alguma coisa que você vai reler a parada esses dias eu tava conversando com um amigo meu e eu falei com ele pô tem um tem um vlog né que eu consigo que eu acho muito foda que é o que se nascer que é um dos caras que faz o melhor vlog da internet falando tem vídeo desse cara que eu já vi dez vezes cara você é doido eu nunca vou ver um vídeo do YouTube duas vezes
Por que não, mano? É um trabalho artístico de qualquer forma. Eu entro nisso aí, viu, mano? É difícil eu rever um filme. O Pecadores, por exemplo, eu amei aquele filme e se vocês não tivessem indicado no Mais um Element, provavelmente eu não teria revisto ele até hoje, mano, desde o dia do cinema. Porque, tipo, assim, a minha lista tá cheia. O fora é que, tipo, assim, a minha lista tá cheia de filme, mano. Aí eu penso assim, pô, vou ver um filme repetido ou vou ver mais um aqui que eu tô devendo já tem anos, tá ligado? É foda.
Eu acho importante que quando você pega coisas diferentes da obra, você vê ela de um outro jeito, sabe? Porque você já sabe o que vai acontecer, você começa a prestar atenção em outras coisas. Às vezes você vai ver melhor a atuação do cara ali, porque você já sabe o que vai acontecer. Então você já sabe a reação e você já presta atenção na reação dele. Você tá mais frio, né? Você tá sem sentimentos da trama. E tem também, mano.
O fato replay de cada filme, ele depende, né, velho? Porque, sei lá, mano, é igual o Felipinho aí, essa semana eu fui assistir e o Mario 2. Pô, mano, não é um filme que vale um replay, né? Sim, vai ter uma referência ou outra que você vai pegar e tal, mas eu não acho que ele é um filme que entra tanto nessa categoria, assim.
Pior que eu acho que entra mesmo ele, porque tipo assim, eu acho que mesmo ele sendo simples e tudo mais piada, sabe? Ele tem um trabalho visual muito grande, sabe? Tipo assim, acontece tanta coisa ao mesmo tempo, que tipo assim, tem hora que eu tenho que escolher que eu vou prestar atenção no plano da frente, no plano de trás e no plano meio. Porque tá acontecendo coisa estranha. Ah, isso aí com certeza.
Então só isso, dá pra você assistir três vezes. Tipo assim, vou só prestar atenção no que tá acontecendo na frente. Vou só prestar atenção no que tá acontecendo lá atrás. Nesse ponto de vista eu até concordo, mas eu falo no sentido de, tipo assim, eu peguei todos os filmes que eu vi esse ano, tá ligado? Aí eu vou assistir, qual que eu vou rever de novo? Eu acho que o Mario vai estar no fim da lista, porque não tem como se rever tudo também o tempo todo.
Tem horas que você tem que escolher dentro da prioridade de ler, igual na minha pilha de leitura aqui.
eu vou pegar é o equipar de novo mas pô Pantera Negra Ultimate vale eu ler duas vezes vale mas pô entre ele é o que não tem mais profundidade tem mais que amar que mais que eu poder pegar eu sinto que esse fator também acaba atrapalhando a gente com novidade tá porque igual caso falou de palestra de cima aqui tá lotada e eu vou ficar vendo o filme repetido só que tem um ponto caso você não tá considerando que eu sou o cara do novo é sempre melhor
Você pensa, pô, velho, semana passada eu fiquei uma hora na Netflix escolhendo um filme, e quando eu escolhi o filme era uma bosta. Se eu assistir o Clube da Luta de novo, eu sei que vai ser bom. Se eu assistir o Gladiador de novo, eu sei que vai ser bom. E aí o cara fica só revendo as coisas também que ele já viu, e ele fica preso nesse dilema maldito e não vê nada novo. E aí não vê o Pecadores, não vê o Monkey Man, não vê o Godzilla, não vê o Godzilla, não vê o Top Gun Maverick, o cara vê, porque é Top Gun.
Mas, pô, aí você não consegue conhecer coisa nova também. Porque pra você conhecer coisa nova, você tem que se arriscar ver muita coisa ruim, né, velho? Eu acho que no mesmo caso, a cara 10 filme que você vê, 8 deve ser ruim.
Total. Nossa, vejo muito filme ruim, mano. Mas eu não tenho, tipo assim, ah, eu não acho que eu estou perdendo meu tempo vendo um filme ruim, tá ligado? Tipo assim, é bom você ver filme ruim também pra saber quando o filme é bom, mano, tá ligado? Exatamente. Se você ver só filme bom, mano, sua régua vai ficar muito alta. Tipo assim, você não vai saber se é, tipo assim, o melhor filme da sua vida ou não. Porque, tipo, todos que você tá vendo é bom, tá ligado?
Tipo, você pegou uma lista só dos melhores. Aí é foda. Você tem que ver filme merda, mano. Pra você ver o nível como tá lá embaixo.
E até pra você conseguir valorizar quando alguém faz um bom trabalho, né? É, mano. Porque às vezes é tipo assim, eu não sei se você já teve essa experiência, velho. Tipo assim, você vê um filme muito bom, aí você vê um filme medíocre, você vê um filme nota 7. Você fala, nossa, que filme ruim. Aí, na sequência, você vê um nota 3, velho. Aí você olha pro nota 7 e fala, caramba, mano, esse filme não é tão ruim, velho. Eu achei que ele era, tá ligado?
Até os filmes ruins, mano. Tipo assim, tem algumas coisas que você fala pô, a ideia ali era bacana, eles não conseguiram fazer a parada, mas deu pra ver que tinha uma ideia boa. Terror tem muito disso, tem muito filme de terror que você fala pô, a ideia é foda, mas... No outro nível da apreciação da arte, né? Quando você consegue ver que o cara perdeu o pênalti ali e ele tinha tal condição de fazer o gol. Mas é igual.
Quando você viaja, que a gente tá aqui em Minas Gerais, Belo Horizonte, né? E você fala, nossa, a comida da tia da esquina é ruim. Aí você vai pra outros estados, que não tem tradução culinária, e você fala, nossa, a comida da tia da esquina é a melhor comida do Brasil comparada com esse... Quando você tá com fome, qualquer comida é boa, caralho. É punk, mano. Mas assim, pra gente entrar na conclusão, pra quem clicou nesse episódio querendo saber a resposta...
que tá aqui o nosso intítulo aqui atrás, eu quero saber de vocês. Considera que a gente, eu tomei fora disso, que eu não vejo filme nem novo nem velho mais, né? Eu tô no problema que é um filme a cada seis meses. Inclusive, eu acho que eu vou até assinar, mano, o pacote do Cinemark, pra me guiar dois ingressos todos os meses e conseguir ver mais filme, porque tá foda, eu não vou no cinema. Mas, vocês acham de verdade mesmo que o cinema de hoje em dia ele é pior do que o cinema anteriormente? Ou que o nível é a mesma coisa e essa é a nostalgia da galera mesmo?
Eu acho que o cinema hoje é diferente, mas não é melhor nem pior, sabe? Tipo assim, a gente vai passando por ondas, vai cansando das ondas, vai vindo, em todo momento vai ter filme muito bom, vai ter filme de anos e vai ter filmes ok, sabe? E aí, com o passar do tempo...
todas essas do baixo, do meio vão sumindo e só ficam os que são muito ruins ou muito bons na lembrança, sabe? Tipo assim, a gente vai estar em um momento daqui a 20 anos, eu acho que a única coisa que você vai lembrar vai ser Guerra Civil e Thor 3, sabe? Você vai ter que tomar com isso, tipo assim, vai ser o que vai ficar na memória.
Mano, no dia que eu esquecer, Soldado Invernal, pode me enterrar que eu deixei vocês, cara. Eu falei Guerra Civil, mas eu queria falar Soldado Invernal. Você vai lembrar só Soldado Invernal de Thor 3, sabe? Ou de Homem-Formiga 2, não, é o 3 também. É isso, é só o pior e o melhor. Tipo assim, desse filme da meioca aí, eu nem consigo lembrar direito das outras coisas. Nem tem tanto tempo assim, sabe? Qual é a história do Doutor Estranho 1? Nem lembro mais. Pô, eu não gosto desse filme, velho.
Tem os hiperfoco também, vai falar de herói e mexe num local muito específico de mim. Qual é o filme de ação? Você vai lembrar só do John Wick e do filme lá da Charles Tehran, que ela não morre. Aí, beleza. Não, é, mas tipo assim, pensa lá, igual a gente fez no episódio, você fala atrás dos brucutus, sabe? Ninguém lembra do... Que a gente até fazia um do Check-Nord, que virou do brucutu. Aí, tipo assim, ninguém lembra de Comando Delta, sabe? Quando vai falar de brucutus. É, realmente.
A galera vai lembrar de Rambo, vai lembrar de Fica só o Rambo e o Estalo de Cobra, né? Que é o muito bom e o muito ruim. Sim, é, exatamente. Mas assim, cara, eu tava conversando com uma amiga minha esses dias que eu tenho uma relação diferente com o cinema e com outras obras, assim. Eu sinto que eu sou mais chato com o cinema porque, por exemplo, quando eu paro pra pensar em anime, eu não consigo lembrar uma época da humanidade, desde que eu comecei a consumir anime, que a safra foi ruim, Felipe.
Eu não lembro. Todas as safras pra mim são boas. Eu comecei lá no Yu Hakusho, tá ligado? Com Dragon Ballzinho. Aí você fala, pô, cara, anos 2000, anos 2000 tinha Digimon, tinha Yu-Gi-Oh, tá ligado? Tinha os bagulho que tinha no Yasha, que tocava no meu coração, tinha Zetibel. Aí você avança um pouquinho, você vem com Hunter x Hunter, você vem com Fullmetal. Aí depois você tem outra saga que vem com Attack on Titan, vem com Boku no Hero, vem com Dimus Leia, agora você tem Jutsukai, você tem Freire, tipo assim, eu posso pular de 5 em 5 anos, de 2 em 2 anos, de 3 em 3 anos, eu não lembro de uma safra ruim.
E isso quer dizer que não tem anime ruim? Porra, tem anime ruim pra cacete, mano.
Tem anime ruim pra caramba, tipo, tem muito mais anime ruim do que anime bom. Só que a minha relação com os animes bons são tão boas que eu não consigo falar, tipo, não, mano, essa época aqui foi a Idade das Trevas. Com cinema, eu consigo, viu, velho? Eu acho que os anos 2000 pro cinema, mano, puta merda, viu?
e eu tirando assim quando o senhor dos anéis acabou 2003 para mim o cinema voltou em 2013 a gente tem 10 anos de seca de verdade ela tem um filme boi no meio tem mas não é no nível do da grandeza do cinema sabe eu não acho que que eu fico pensando nisso tipo assim eu acho hoje
a safra que eu tenho, melhor do que a dessa época. Então, assim, eu até tendo a pensar que o cinema hoje é até um pouco melhor do que era naquela época lá. Porque eu sinto que, sei lá, de 2010 pra cá, todo ano eu acho três, quatro filmes muito, muito bons. E nas antigas eu não sei se eu consigo achar isso, tirando os anos 90 ali, que, pô, os anos 90 é especial, né?
A gente já fez um especial 2000. Sim, e eu reclamei pra cacete, mas a gente tem que fazer mais, caso, desses programas. Era muito bom. Mas olha só, tipo assim, eu fui olhar aqui, tipo assim, joguei um ano aleatório, né? 2005, pode ser? Você falou que 2003 foi o final? Aí você tem, tipo assim, Menina de Ouro, Golpe Baixo, que você falou lá. Track 2, né? Baixa melhor a segunda do Síndrome, né? Aí a régua é baixa.
Não, aí é o... Jack 2, o melhor filme de animação da história, alguns diriam aí. Tipo assim, você tem... Sei lá, eu não acho que isso brilha os olhos de ninguém no nível, tipo, digitei 99, tá ligado? E o cinema é 1099. Memórias de uma guiaxa. É bizarro, é a Magidon, é clube da luta, tá ligado? Os quatro americanos acho que ele é 99 também.
Dois mil e quantos que você falou, Felipe? Eu joguei 2005. Aí, a fantástica que eu falo é o chocolate, noiva cadáver, é tipo assim. Eu tô olhando aqui, eu nem tô olhando muito... Em 2005 tivemos Batman Begins. É. O V de Vingança.
O anime é melhor. O anime não é um mangá. Eu acho que provavelmente isso deve ter sido uma fase que... Como é que estava sua vida nessa época aí, cara? Porque talvez era muito mais isso do que... Pô, 2005, velho. 2005 só tinha 12 anos, minha mãe estava de boa.
Mano, tipo assim, eu acho que todo ano sai filme bom, mano. Não, todo ano sai. Mas eu sinto que esse período, velho, é um período que, tipo assim, se a gente for pegar, sei lá, vamos pegar 30 anos de cinema. 30 anos de cinema e condensar. Esse período vai ser que vai ter menos filme representando na lista. Eu garanto pra vocês. É um desafio pro próximo episódio que a gente fizer.
Eu posso fazer uma teoria. Eu tenho essa convicção. Eu posso ter errado. Eu posso ter errado. Não, eu vou ficar feio se eu tiver. Porque vai quebrar esse sentimento que eu tenho, mano. Mas pra mim... Eu tenho uma hipótese a dizer sobre o seu sentimento, que é... Anos 90 foi um filme que você viu. Coisado. E foi um filme muito reprisado na TV. Ano 2000 você tava pré-adolescente e tudo mais. Então você via muito esse filme de 90 que é um reprisado muito.
Certo? Porque quando eles estavam saindo, você era muito criança, então você não pegou eles, sabe? Quando esses filmes dos anos 2000 começaram a ser reprisados, você estava trabalhando já. Então você não pegou a reprise deles. Você não ficou revendo. E aí, era o quê? Já era uma fase que você já estava, mas você já estava vendo as coisas novas. Então, esse período dos anos 2000 foi um período meio morto no seu consumo.
Pode ser. Ou eu tava vendo só anime nessa época também. É uma opção. Mas o dia a gente pode fazer esse exercício. Essa época de agora que você não tá vendo filme, Cabe, quando chegar lá na década de 30, você vai falar que essa década foi a mais fraca. Não, mas assim, agora mesmo eu sei ver filme, eu pego pra ver 4 filmes no ano, Cabe, e os 4 são absurdos de bom, né? Isso aqui é foda, entendeu? E eu sei que se eu visse o filme que você indica aqui, eu ia ver 10, 12 filmes bons no ano.
tá ligado? Igual, por exemplo, a gente vai fazer o set de top 5 aqui, eu nunca tô na risca e olha que eu tô vendo pouco filme, ele deve ter uns dois anos, velho tem muito filme, mano, tem muito filme que é espetacular, mas ele não consegue, tipo assim ficar na cultura pop, tipo assim, na memória das pessoas, igual aquele filme que você viu recente eu já tinha falado dele aqui, aí agora ele chegou na Netflix, né, você viu do japonês do banheiro lá, ele é fascinante, é o Dias Perfeitos aquele filme ali, mano, pra mim ele é 10-10, tá ligado? só que, tipo assim, ele é 11-10, cara tá ligado?
Ele não consegue, tipo assim, furar a barreira pop e, tipo assim, todo mundo falar dele, sabe? Ele é muito foda, mas ninguém vai lembrar dele, assim, a gente vai lembrar, lógico, mas eu falo assim, no povo no geral, não vai comentar dele daqui a 20 anos, tá ligado? Ah, mas eu acho que é aquele filme triste pra cacete também, né, velho? Ele é um filme que te deixa meio deprê quando você termina. Não, mas tem muito tipo a Espera de um Milagre, por exemplo.
Eu queria se trabalhar no meu companheiro. A Espera de um Milagre é, tipo assim, é triste pra caralho, os caras falam, tá ligado? Verdade, a lista de Schindler, né, mano? É.
Tem filme que é muito fora, mas não consegue quebrar essa barreira de... Mas também tem... A gente fala muito, caso, do preconceito do americano que é não ler legenda.
Mas a gente tem que falar do preconceito do mundo também pra poder assistir Coisa Oriental, tá? Que não é anime, a galera não vê, velho. Quantos filmes japoneses e tal que furam a bolha, velho, é muito difícil. É uma dificuldade muito grande da galera ver coisas que não estão em inglês, que eles vêm lendo no meio de inglês. Tanto que eu, tipo assim, teve uma vez um coordenador meu que eu joei ele muito por isso, que ele tava vendo o Dark legendado em inglês.
É, pô, velho, isso aí eu também não tô nem a gente fazendo isso, eu fiquei puto, velho. Não, e também... A gente tem uma casa de papel, caso, legendado em inglês.
E também aqui, e só a voz não tem Tem gente que não consegue ver filmes de outro país Eles acham estranho, porque os Estados Unidos Tem aquela formulazinha, o jeito de gravar A estrutura estadunidense de filme Quando o cara vai ver um filme que é diferente, tá ligado? O próprio filme brasileiro aí do Wagner Moura, o... Porra, me deu branco A gente é creme
Agente secreto. Ele tem uma estrutura completamente diferente do que Hollywood costuma empregar. E, tipo assim, muita gente falou, ah, não acontece nada no filme. Porque a galera tá acostumada com os blockbusters estadunidenses, tá ligado? Que é porrada o tempo todo, é pá, batiram. Acontecendo coisa no começo, no meio, no fim. Tipo assim, os cara tá com aquele jeito de ver filme, tá ligado? É foda. Os cara tá vendo um filme de ação. Do nada, o indiano começa a dançar e eles acham muito que o...
É a cultura desse cara, deixa o maluco dançar com o AK-47 na mão. É um filme indiano de ação que o cara dança de vez em quando, que eu ainda quero trazer para mais um elemento. Mano, eu topo. O Vítio vai ser feliz. Mas, ô Cazu, eu tenho uma opinião de vídeo estranho e o Felipe acho que é diferente. Você vai ficar em cima do muro também? Você acha que o cinema era melhor antes ou agora?
Não, eu acho que é diferente também, mano. Eu não acho que é pior, não. Tipo, você tá ligado que eu vejo muito filme. E assim, acho que cada fase tem uma época. Perdão, cada época tem uma fase. Cada fase tem uma época, com certeza. Cada época tem uma fase do cinema. Tipo assim, ah, tivemos o Faroeste, fomos pro musical, fomos pro... Teve um momento de terror também, né? Que tava muito forte.
tivemos super-herói, e agora é a nostalgia, infelizmente, mas uma hora vai acabar, calma, daqui a uns anos a galera não vai comprar mais essa parada de nostalgia, a galera vai acordar pra vida, e vai ter que começar outra fase pro cinema sobreviver, querendo ou não, o que mantém o cinema é o dinheiro que tá entrando, e o que é que o dinheiro tá entrando hoje? A galera que era adolescente nos anos 2000, que é o que tá consumindo nostalgia hoje,
vai parar de consumir, porque vai acabar. E aí, galera da geração TikTok de agora, vai ter que ver outras coisas, né? Exatamente. Que é essa formação de público, que esse é o problema, né? Porque a pergunta é, tipo assim, se essa galera nova não tá indo ver filme porque tá caro...
Quem que vai? Eles vão ter nostalgia de quê? Pra voltar no futuro. Eu acho que é o que vai levar eles pra poder... E eu acho que isso é uma preocupação latente do entretenimento, assim, porque... Mas, tipo assim... Você tem a pesquisa de futebol no Brasil? Esse é o primeiro ano da história de Copa do Mundo com o interesse da galera em relação a futebol é menor que 50%. As pessoas não ligam mais pra futebol.
Mas é só você ver que a Globo, ela quer voltar com a programação infantil dela, porque ela percebeu se as crianças não estão acostumadas a ver Globo, elas não vão virar adolescente que vêem Globo. A ver Globo. Não vão virar. Exato. Vem Globo. Mas aí, porque eu tô falando assim, por exemplo, antigamente a gente sabia que, sei lá...
Ó, não tem dinheiro mais aqui, o Kevin Mendonça, filho lá, não tem mais o que fazer. Faz o filme do Ronaldinho Gaúcho, vai ter público. Daqui 20 anos não vai, porque o povo não liga. Você acha que o povo quer ver filme do Neymar, biografia? Vai ter uns caras que vão ainda, porque o Neymar ainda conseguiu uma base de fã. Mas o próximo Neymar, o próximo grande estrela do futebol, não vai, porque não tem esse público. Aí você não tem o público também de grandes atores da Malhação, não tem esse atorzinho, não sei o quê, porque o interesse está difuso, o interesse está diverso.
Então o que vai levar as pessoas pro cinema no futuro? Eu não faço ideia. Eu acho que só amor ao cinema, né? Que é o nosso caso aqui. A gente vê um filme, sei lá, velho. É o caso do filme de terror na perspectiva de um cachorro, tio. Eu acho que o cinema vai... Não, não. O cinema vai ser igual o Felipe comentou, acho que não sei qual episódio. Vai virar uma parada tipo ópera, tá ligado? Uma parada mais cult, assim, que só quem gosta mesmo, tá ligado?
Quem quer ver um filme... Mas é isso. O povo fala, tipo, Lucas, por que você lê livro? Porque eu gosto de livro.
É isso, eu levo de tudo, porque eu gosto de livro. Acho que vai parar de ser essa parada, talvez vai até sair do shopping, tá ligado? Os caras vão abrir cinema, ser parada de shopping igual era antigamente, porque vai parar de ser uma parada casual pra família, tá ligado? Vai parar de ser, ah, tô no shopping, vou ler um filme. Acho que não vai ter mais esse sentimento de hobby, tá ligado? Vai ser mais a parada mais, quem gosta mesmo de ir atrás e tal.
Eu só torço muito pra que a gente esteja errado, e daqui 10 anos a gente fizer um react desse episódio.
e falar que bom que o cinema tá vivo porque povo vai ser muito triste eu morrer
eu acho que vai ser da hora de você já viu o filme lá no set de palácio é uma experiência mais legal que não eu aposto com você que se ficar nesse jeito igual a gente tá falando aposto com você que vão ser filmes originais eu aposto com você que não vai ter esses filmes de nostalgia e tal porque não vai precisar do público casual tá ligado é mas assim o foda que quando você vai muito pessoal também é igual porque eu parei de ir no teatro casa
porque as peças tão doidas demais, cara. Sério, saiu da casinha já, mano. Eu não tenho mais saco. Eu fui no Sesc pra lá de jogar uma peça um dia desse pra trás, entrou um mano pelado no palco, e ele ficou gritando por cinco minutos, mano. Então sim.
papo reto, mano. Não tô mentindo, cara, tô global, mano. Ficou lá, ó, cinco minutos gritando. Pelado. Porque agora é livre, é arte suprema, entendeu? Às vezes eu só quero ver, mano, um filme de Bruko Tu, entendeu? Mas não vai ter. Não, mas aí você vai ter. Você vai ter na Netflix. Vai ter no stream esses filmes aí que você quer.
Ah, não sei, o teatro acabou. Até a popularização do teatro e da dança agora é só stand-up e peças estranhas. Não tem mais as peças legais do cara que veio do interior pra tentar vir em Minas. Não tem mais peças assim, né?
Então sim, eu tenho esse medo de virar tudo tipo, não é nem tênis verde, é tênis ciano. Tá ligado? Você tinha comentado do Senhor dos Anéis, que é a obra suprema e tal, e nessa época que ele saiu, começou a sair muito filme de medieval, assim, de épico, tá ligado? É Gladiador, é vários outros que saíram naquela época, só que chegou um momento que não deu bilheteria mais. Vamos parar de fazer. Não tem quase nenhum desse tipo hoje, mano.
Tá ligado? E eu tô doido que volta essa onda aí, velho. Eu gosto muito de filme assim.
Mas é foda, eu espero muito que a gente esteja errado, a gente é sempre fatalista nesses episódios, eu queria muito que se fizesse tudo certo e que a gente ficasse feliz no final. Mas é, eu acho que não é fatalista, eu acho que se você olhar, o mundo tá indo mais cada vez mais pra experiências de individualizantes de forma geral, sabe? Então qualquer arte, quer dizer, coletiva tá... tá indo... a fadada diminuir no momento, ou mude alguma coisa na cultura, sabe?
Agora eu que tô sendo nostálgico com as coisas que eram boas no passado e não vão ser no futuro. Tem que aceitar o futuro. A gente vai ficar bem. Mas é isso, galera. Se você quiser falar com a gente, oi.
falar que um indiano há dois mil anos atrás falou que o sofrimento vem por causa do apego, sabe? Então, talvez tá a hora de deixar o apego de lado aí e ver o futuro. É nem apego, é esperança por dias melhores. Mas eles não vão vir, a gente fica mais forte por dias piores. Se você quiser falar com a gente, manda um e-mail pra beholderpodcast.com ou então deixa um comentário no nosso campo de comentários do YouTube ou do Spotify, que o Cazu tá ansioso, estão diminuindo a meta de leitura do Cazu pela falta de e-mails, cara. Tô perdendo o ar, vou desaprender.
só uma exceção aqui ó se o próximo e-mail tiver mais de 10 linhas a gente não vai resumir no chat só pela ausência do caso para ele conseguir bater a meta dele o cara sabe a galera que está estudando língua e fala que está aprendendo duas palavras por dia o caso está perdendo duas palavras por dia ele só não perde porque ele vê filme legendado aí ele mantém a língua e aí
Ele vê o filme alemão legendado e dublado em inglês, né? Pra ter experiência original. Ai, ai. É isso aí, galera. Fiquem bem, fiquem de boa. Fiquem tranquilos. Tem algum recado aí pra gente finalizar? É um bom xingamento, hein? Mandar o... E sua mãe que vê filme alemão legendado em inglês? Essa é boa, velho. E é pro nicho muito específico. Ai, ai. Até mais, galera. Semana que vem tamo junto. Falou. Falou.