JN: Governos do Brasil e EUA elevam o tom após novo tarifaço; morre Renato Machado, jornalista e apresentador da Globo por mais de 40 anos
Renato Machado
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Boa noite. O novo tarifaço de Donald Trump atinge 18% das exportações brasileiras para os Estados Unidos. Os dois governos elevam o tom. O secretário de Estado, Marco Rubio, diz que o Brasil não negociou de boa-fé. O Itamaraty rebate, afirma que as declarações são grosseiras, arrogantes, inaceitáveis e ofensivas.
Copa do Mundo, o craque espanhol Lamine Amal é poupado dos menos para evitar sobrecarga. Depois da classificação heroica, a Argentina volta a campo querendo uma final sem sobressaltos.
Morre no Rio uma referência do jornalismo, Renato Machado, repórter correspondente e apresentador da Globo por mais de 40 anos. Hoje, 1º de abril, está indo ao ar a nova versão do Bom Dia Brasil. O Jornal Nacional começa agora. O governo americano decidiu impor taxas a quase 3 mil produtos brasileiros que entram nos Estados Unidos. Foi o resultado de uma investigação sobre práticas de comércio que o governo Trump considerou desleais.
O relatório faz críticas à atuação do governo do Brasil nas negociações entre os dois países.
A medida entrará em vigor da quarta-feira que vem, dia 22 de julho. 25% de sobretaxa a quase 3 mil produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos. Entre eles, etanol, máquinas agrícolas, açúcar, papel, produtos químicos, manufaturados, calçados e vestuário. Mais de 2 mil itens ficaram de fora do tarifaço. Entre eles, os 10 produtos que o Brasil mais exporta para os americanos e que representam quase metade do valor das exportações brasileiras para os Estados Unidos, como café, carne bovina e suco de laranja.
A balança comercial entre Brasil e Estados Unidos é favorável para os americanos. No ano passado, eles venderam 20% a mais do que compraram. O perfil do representante do comércio dos Estados Unidos escreveu nas redes sociais: Há décadas, atos, políticas e práticas injustificáveis do Brasil prejudicam o comércio dos Estados Unidos. No final, a publicação cita o Pix. Segundo americanos, o Banco Central brasileiro tem atuado como regulador para prejudicar prestadores de serviços de pagamento eletrônico dos Estados Unidos e favorecer o Pix, sua campeã nacional.
O governo brasileiro respondeu que o Pix é infraestrutura pública e não discriminatória, e diz que o serviço é inegociável. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou: Que não haja confusão, o presidente Lula e seu governo não negociaram com os Estados Unidos de boa-fé.
O governo brasileiro afirmou que o tarifaço de Donald Trump atinge 18% das exportações brasileiras para os Estados Unidos. Diz também que vai anunciar um programa de apoio às empresas afetadas e declarou que pode adotar a lei da reciprocidade.
A primeira manifestação do governo brasileiro foi uma nota, ainda na madrugada, logo depois do anúncio dos Estados Unidos. E começa dizendo que esse dia passará para a história das relações entre Brasil e Estados Unidos como um marco lastimável. Que o Brasil não reconhece a legitimidade de investigações sem amparo nas regras multilaterais de comércio. E atuou ininterruptamente junto aos Estados Unidos, apresentando evidências que refutam cada uma das alegações sobre supostas práticas desleais de comércio.
Além das questões econômicas, a resposta do governo brasileiro atribuiu a imposição das novas tarifas a um enredo construído com a ativa colaboração da família Bolsonaro, e concluiu dizendo que proteger a nossa soberania é uma obrigação que está acima de todos os partidos e todas as tendências. No início da tarde, coube ao ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, responder ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, que havia acusado o presidente Lula de não negociar com os Estados Unidos de boa-fé.
Desde o primeiro momento, o presidente Lula buscou o diálogo e enfatizou sua disposição de negociar qualquer tema. Nesse sentido, as declarações do secretário de Estado, Marco Rubio, são inaceitáveis, ofensivas ao povo brasileiro e ao governo brasileiro. Morreu hoje no Rio, aos 83 anos, o jornalista Renato Machado. Nas últimas 4 décadas, Renato ajudou a contar a história do Brasil e do mundo. Ele inovou na forma de transmitir a notícia com um talento raro, aquele que encontra a melhor voz para a palavra certa.
Olá, eles sempre estão se arriscando e procuram a verdade numa área em que a verdade é muitas vezes ocultada. Passam às vezes um ano inteiro para fazer uma reportagem.
A voz marcante, o texto preciso e uma elegância indiscutível. Renato Machado passou mais de 4 décadas em frente às câmeras na TV Globo. Antes de ser jornalista, tentou a vida artística. Foi ator e dublador até começar a trabalhar na rádio BBC em Londres, no fim dos anos de 1960. Do rádio foi para a redação do Jornal do Brasil, até que em 1982 estreou na TV Globo. Mostrou o dia a dia do Rio de Janeiro no RJTV. O posto de correspondente internacional em Londres foi um destino natural.
Renato Machado nos mostrava o mundo com um olhar brasileiro. Em 1996, Renato trocou as viagens pelo mundo por um endereço fixo aqui no Bom Dia Brasil. Como apresentador e editor-chefe, mudou a cara do jornal, trouxe novidades para o jornalismo da manhã da Globo, com comentários, colunistas ao vivo e mais interação com os repórteres na rua. Renato morreu hoje de manhã na Clínica São Vicente, na Gávea, zona sul do Rio, de insuficiência cardíaca.
Ele deixa a mulher, Mônica Morel, a filha, a atriz Maria Eduarda Machado, e a neta Serena.
Boa noite para você e até amanhã.