JN: EUA lançam novos ataques contra Irã após Trump declarar fim de acordo de paz; Brasil e EUA discutem ações de cooperação contra narcotráfico
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Olá, boa noite, boa noite.
Donald Trump declara que o acordo de paz acabou. Ele ordena uma nova onda de ataques contra o Irã. O regime dos aiatolás ameaça fechar o Estreito de Ormuz de novo. O preço do petróleo volta a subir. Trump vai à Europa, critica a Espanha e fala mais uma vez em Groenlândia. Líderes europeus afinam o discurso, evitam confronto e defendem união. No do Brasil, dezenas de cidades registram temperatura abaixo de zero.
A Copa do Mundo na reta final.
Amanhã as quartas começam com um confronto entre dois astros e amigos, o francês Mbappé e o marroquino Hakimi. Os números revelam os desafios de cada uma das 8 seleções que permanecem na disputa.
Nem acabou e a gente já começa a sentir saudade.
Heróis improváveis, gênios em ação, emoção até o fim. A Copa cria suas marcas para a eternidade.
Veja agora no Jornal Nacional. O fantasma da guerra está de volta ao Oriente Médio. Donald Trump atacou hoje o Irã e fez novas ameaças. O presidente americano pôs em dúvida o futuro das negociações de paz.
O memorando de intenções assinado há 3 semanas por Trump e pelo presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, previa a reabertura do Estreito de Ormuz, por onde passam 20% de todo o petróleo consumido no mundo. Mas ontem, 3 cargueiros foram atacados no estreito. Logo depois, outros navios começaram a dar meia-volta para atracar em portos do Golfo Pérsico e evitar a passagem. Teerã não reivindicou os ataques. Trump então ordenou uma nova onda de bombardeios contra o Irã.
As Forças Armadas iranianas revidaram com ataques a bases militares americanas no Bahrein e no Kuwait sem causar maiores danos. Hoje, Trump ameaçou voltar a atacar o país com força esta noite, mas não força total.
As declarações de Trump acenderam o sinal de alerta nos mercados. A bolsa aqui de Nova York operou no campo negativo durante todo o dia. O preço do barril do petróleo de referência deu um salto e chegou a $80. O combustível de aviação acompanhou a alta e as ações das companhias aéreas tiveram quedas expressivas.
Aqui no Brasil, os investidores reagiram ao aumento das tensões no Oriente Médio. Principal índice da bolsa de valores brasileira fechou em baixa de 0,79%. O dólar comercial fechou próximo da estabilidade. Na reunião de cúpula da OTAN na Turquia, os aliados europeus tentaram demonstrar apoio aos Estados Unidos, apesar das divergências com Donald Trump.
O presidente americano voltou a defender que a Groenlândia passe ao controle dos Estados Unidos. Reclamou do custo da proteção militar americana à Europa. Criticou a Espanha por se recusar a elevar os gastos com defesa para 5% do PIB e anunciou a suspensão das relações comerciais com o país. O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, minimizou a discussão e disse que teve uma conversa amigável e cordial com o americano. Na reunião com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, Trump classificou os recentes ataques ucranianos contra alvos na Rússia como uma escalada do conflito, mas disse que ela pode abrir caminho para uma negociação.
A primeira-ministra italiana Giorgia Meloni, criticada recentemente por Donald Trump, disse que não se arrepende do investimento político que fez para manter aberto o diálogo com Washington. A aliança já não discute apenas Rússia, Irã ou Ucrânia. Precisa administrar as posições do próprio presidente americano. Ninguém se confrontou diretamente com Trump. Todos preferiram reforçar a narrativa de coesão, porque diante das guerras em curso, romper com os Estados Unidos seria um risco ainda maior.
Agora há pouco, na viagem de retorno aos Estados Unidos, Donald Trump voltou a falar sobre a discussão com o governo espanhol. Sem dar detalhes, Trump disse que ainda tem divergências, mas que a Espanha se reaproximou e que foi, nas palavras dele, muito generosa. Representantes do Brasil e dos Estados Unidos discutiram hoje medidas de cooperação no combate ao narcotráfico.
De acordo com o Ministério da Defesa, a reunião foi solicitada pelo governo americano, que busca parceiros no continente para atuar nesse combate e que vê o Brasil como um grande parceiro em potencial. Diplomatas brasileiros afirmam que a obrigação do governo é traçar todos os cenários, e um deles tem a ver com ações recentes no Mar do Caribe e em 3 países latino-americanos, justificadas pelo combate ao narcotráfico. Hoje, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, foi questionado sobre a possibilidade de os Estados Unidos usarem força militar no Brasil e respondeu defendendo a soberania nacional.
Boa noite para você e até amanhã.