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JN: EUA lançam novos ataques contra Irã após Trump declarar fim de acordo de paz; Brasil e EUA discutem ações de cooperação contra narcotráfico

09 de julho de 20266min
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Donald Trump declara que o acordo de paz acabou e ordena nova onda de ataques contra o Irã. Na reunião de Cúpula da Otan, Trump critica a Espanha e fala mais uma vez em Groenlândia. O principal índice da Bolsa brasileira fecha em baixa de 0,79%.Ministro da Defesa se reúne com auxiliar de Trump após decisão dos EUA sobre PCC e CV.
Participantes neste episódio5
D

Donald Trump

HostPresidente dos Estados Unidos
S

Speaker B

HostJornalista
S

Speaker D

Host
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Speaker E

Host
S

Speaker F

Host
Assuntos2
  • Conflito EUA-IrãDonald Trump · Irã · Estreito de Ormuz · Ataques a cargueiros · Bombardeios americanos
  • Legislação BrasileiraCombate ao narcotráfico · Brasil · Estados Unidos · Ministério da Defesa
Transcrição14 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz A

Olá, boa noite, boa noite.

?Voz B

Donald Trump declara que o acordo de paz acabou. Ele ordena uma nova onda de ataques contra o Irã. O regime dos aiatolás ameaça fechar o Estreito de Ormuz de novo. O preço do petróleo volta a subir. Trump vai à Europa, critica a Espanha e fala mais uma vez em Groenlândia. Líderes europeus afinam o discurso, evitam confronto e defendem união. No do Brasil, dezenas de cidades registram temperatura abaixo de zero.

?Voz A

A Copa do Mundo na reta final.

?Voz D

Amanhã as quartas começam com um confronto entre dois astros e amigos, o francês Mbappé e o marroquino Hakimi. Os números revelam os desafios de cada uma das 8 seleções que permanecem na disputa.

?Voz E

Nem acabou e a gente já começa a sentir saudade.

?Voz D

Heróis improváveis, gênios em ação, emoção até o fim. A Copa cria suas marcas para a eternidade.

?Voz B

Veja agora no Jornal Nacional. O fantasma da guerra está de volta ao Oriente Médio. Donald Trump atacou hoje o Irã e fez novas ameaças. O presidente americano pôs em dúvida o futuro das negociações de paz.

?Voz F

O memorando de intenções assinado há 3 semanas por Trump e pelo presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, previa a reabertura do Estreito de Ormuz, por onde passam 20% de todo o petróleo consumido no mundo. Mas ontem, 3 cargueiros foram atacados no estreito. Logo depois, outros navios começaram a dar meia-volta para atracar em portos do Golfo Pérsico e evitar a passagem. Teerã não reivindicou os ataques. Trump então ordenou uma nova onda de bombardeios contra o Irã.

As Forças Armadas iranianas revidaram com ataques a bases militares americanas no Bahrein e no Kuwait sem causar maiores danos. Hoje, Trump ameaçou voltar a atacar o país com força esta noite, mas não força total.

?Voz E

As declarações de Trump acenderam o sinal de alerta nos mercados. A bolsa aqui de Nova York operou no campo negativo durante todo o dia. O preço do barril do petróleo de referência deu um salto e chegou a $80. O combustível de aviação acompanhou a alta e as ações das companhias aéreas tiveram quedas expressivas.

?Voz B

Aqui no Brasil, os investidores reagiram ao aumento das tensões no Oriente Médio. Principal índice da bolsa de valores brasileira fechou em baixa de 0,79%. O dólar comercial fechou próximo da estabilidade. Na reunião de cúpula da OTAN na Turquia, os aliados europeus tentaram demonstrar apoio aos Estados Unidos, apesar das divergências com Donald Trump.

?Voz A

O presidente americano voltou a defender que a Groenlândia passe ao controle dos Estados Unidos. Reclamou do custo da proteção militar americana à Europa. Criticou a Espanha por se recusar a elevar os gastos com defesa para 5% do PIB e anunciou a suspensão das relações comerciais com o país. O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, minimizou a discussão e disse que teve uma conversa amigável e cordial com o americano. Na reunião com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, Trump classificou os recentes ataques ucranianos contra alvos na Rússia como uma escalada do conflito, mas disse que ela pode abrir caminho para uma negociação.

A primeira-ministra italiana Giorgia Meloni, criticada recentemente por Donald Trump, disse que não se arrepende do investimento político que fez para manter aberto o diálogo com Washington. A aliança já não discute apenas Rússia, Irã ou Ucrânia. Precisa administrar as posições do próprio presidente americano. Ninguém se confrontou diretamente com Trump. Todos preferiram reforçar a narrativa de coesão, porque diante das guerras em curso, romper com os Estados Unidos seria um risco ainda maior.

?Voz B

Agora há pouco, na viagem de retorno aos Estados Unidos, Donald Trump voltou a falar sobre a discussão com o governo espanhol. Sem dar detalhes, Trump disse que ainda tem divergências, mas que a Espanha se reaproximou e que foi, nas palavras dele, muito generosa. Representantes do Brasil e dos Estados Unidos discutiram hoje medidas de cooperação no combate ao narcotráfico.

?Voz C

De acordo com o Ministério da Defesa, a reunião foi solicitada pelo governo americano, que busca parceiros no continente para atuar nesse combate e que vê o Brasil como um grande parceiro em potencial. Diplomatas brasileiros afirmam que a obrigação do governo é traçar todos os cenários, e um deles tem a ver com ações recentes no Mar do Caribe e em 3 países latino-americanos, justificadas pelo combate ao narcotráfico. Hoje, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, foi questionado sobre a possibilidade de os Estados Unidos usarem força militar no Brasil e respondeu defendendo a soberania nacional.

?Voz B

Boa noite para você e até amanhã.