Episódios de Resumão Diário

Os reflexos do forte terremoto que atingiu a Venezuela; Michelle e Flávio escancaram racha na família Bolsonaro; Após vitória sobre a Escócia, Brasil espera adversário no mata-mata da Copa

25 de junho de 20266min
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Terremoto de magnitude 7,5 atinge Venezuela e derruba prédios em Caracas; há 32 mortos e 700 feridos. Vídeo de Michelle sobre Flávio: entenda a crise e o racha na família Bolsonaro. Japão e Holanda jogam a última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo e decidem quem será o adversário do Brasil.
Participantes neste episódio2
M

Márcio Rodrigues

HostApresentador
G

Giacomo Vossio

Co-hostEditor de áudio
Assuntos3
  • Terremoto na VenezuelaMagnitude 7,5 · El Guayabo · Caracas · Delcy Rodríguez · Simón Bolívar · Lula · Donald Trump · Nicolás Maduro
  • Crise na família BolsonaroMichelle Bolsonaro · Flávio Bolsonaro · Ceará · Ciro Gomes · PL · Eduardo Bolsonaro · Laura · Jair Bolsonaro
  • Copa do Mundo e política brasileiraEscócia · Vini Júnior · Carlo Ancelotti · Holanda · Tunísia · Japão · Suécia
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MRMárcio Rodrigues

Bom dia! Hoje é quinta-feira, 25 de junho. Eu sou Márcio Rodrigues e esse é o Resumão do G1. Eu vou te contar agora as principais notícias desta manhã. Eu começo com a situação dramática na Venezuela depois de o país ter sido atingido por dois fortes terremotos na noite de ontem. Os tremores de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram com menos de um minuto de intervalo e foram os mais potentes registrados no país em mais de 100 anos. O epicentro do tremor principal foi localizado na cidade de El Guayabo, a cerca de 168 km da capital, Caracas.

Por causa da profundidade, de apenas 13 km, o impacto foi severo, causando o desabamento de edifícios e casas em diversas cidades. Em Caracas, equipes de resgate trabalham nos escombros de prédios que vieram abaixo. E no litoral, um hotel de 8 andares foi completamente destruído. Diante da catástrofe, a presidente interina Delcy Rodríguez decretou estado de emergência. Como medidas imediatas, foram suspensas as aulas e todos os serviços não essenciais.

As redes de gás e eletricidade foram desligadas para prevenir explosões e incêndios. O aeroporto internacional Simón Bolívar, o principal do país, permanece fechado por causa de danos estruturais. Até a hora em que eu gravo esse boletim, o balanço oficial aponta 164 mortos e mais de 970 feridos, mas os números podem subir. O Serviço Geológico dos Estados Unidos projeta, baseado na intensidade do terremoto, que o desastre pode ter causado até 10 mil mortes.

O tremor foi tão intenso que foi sentido em cidades da região norte do Brasil, como Manaus, Boa Vista, Belém e Macapá. Nessas capitais, moradores precisaram deixar os prédios às pressas, mas não teve registro de vítimas. O presidente Lula se disse consternado e colocou o Brasil à disposição para ajudar na recuperação das áreas afetadas na Venezuela. Donald Trump também prometeu envio imediato de ajuda humanitária e equipes de busca.

E mesmo detido em Nova Iorque, o perfil do presidente deposto Nicolás Maduro nas redes sociais postou uma mensagem pedindo união e solidariedade ao povo venezuelano. No G1, a gente continua acompanhando essa tragédia e tem vários vídeos mostrando a correria e a destruição na Venezuela. Outro assunto que tomou conta do noticiário ontem à noite foi o racha da família Bolsonaro. A ex-primeira-dama Michele Bolsonaro publicou vídeos nas redes sociais onde afirma ter sido apunhalada e humilhada pelo enteado, o senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro.

O motivo do desentendimento, que já dura desde o fim do ano passado, seria uma divergência política no estado do Ceará. Michele criticou publicamente uma aliança articulada por aliados de Flávio com o ex-governador Ciro Gomes, chamando a estratégia de precipitada. Segundo a ex-primeira-dama, ao tentar conversar sobre o assunto, Flávio foi ríspido ao telefone, afirmando que ela é novata na política e não entende nada do assunto, e que deveria ficar fora das decisões do partido, o PL.

Michele também relatou que sofre ataques de grupos no exterior, sem citar nomes. Mas vale lembrar que o deputado cassado Eduardo Bolsonaro mora nos Estados Unidos desde o começo do ano. Ela falou também que o conflito familiar tem afetado a sua filha, Laura. Durante o desabafo, Michele evitou usar o sobrenome Bolsonaro ao se referir a Flávio, chamando apenas de "meu enteado" ou "pré-candidato". Já Flávio Bolsonaro tentou minimizar a situação inicialmente.

Numa transmissão ao vivo antes do jogo do Brasil na Copa, o senador declarou que nada nem ninguém o aborreceria no dia. Mais tarde, ele adotou um tom mais conciliador, pedindo desculpas por qualquer ofensa e afirmando estar de "coração aberto" para um encontro com Michele. Michelle fala no vídeo ainda que Flávio vai todas as semanas na casa dela, às vezes mais de uma vez, e não fala com ela. A ex-primeira-dama também disse que "eles só se importam com política, uma política que não serve para nada além de egoísmo".

Analistas políticos apontam que esse racha público traz preocupação para a campanha de Flávio, especialmente entre o eleitorado feminino e evangélico. Setores onde Michele possui forte influência. Enquanto isso, o ex-presidente Jair Bolsonaro segue em prisão domiciliar, cumprindo a pena de 27 anos por tentar um golpe de Estado. Depois da classificação em primeiro do grupo ontem com a vitória por 3 a 0 sobre a Escócia, com grande atuação de Vini Júnior, a seleção brasileira fica de olho em quem vai ser o adversário no mata-mata.

Os olhos da comissão técnica de Carlo Ancelotti vão estar voltados para os confrontos dos grupos D, E e F, que fecham a fase de grupos. Dois jogos específicos marcados para as 20h vão decidir o caminho do Brasil no primeiro jogo eliminatório. A Holanda enfrenta a Tunísia e o Japão joga contra a Suécia. Holanda e Japão têm 4 pontos cada e a Suécia 3. Quem ficar em segundo nesse grupo vai pegar o Brasil na segunda-feira, dia 29, às 2 da tarde.

Além dessa decisão para o Brasil, o dia vai ter ainda Equador contra Alemanha e Curaçao e Costa do Marfim às 5 da tarde e os confrontos entre Turquia e Estados Unidos e Paraguai e Austrália às 11 da noite. O Resumão Diário é produzido por mim, Márcio Rodrigues, e tem edição de áudio de Giacomo Vossio. O podcast está no ar de segunda a sexta no G1 e também em todos os tocadores. Daqui a pouco, no começo da tarde, você continua acompanhando as notícias com outra edição do Resumão do G1. Eu fico por aqui. Até mais!