Começa a Copa do Mundo em formato inédito em meio à tensão do governo Trump; Keiko Fujimori vira de novo na apuração da eleição do Peru; Alunos de universidades dos EUA vaiam a IA nas formaturas
Márcio Rodrigues
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- Copa do MundoFormato com 3 países-sede e 48 seleções · Tensão diplomática devido à política de Trump e guerra no Irã · Restrições a jogadores e árbitros iranianos e iraquianos · O Assunto (podcast) · Guga Chakra · André Rizek
- Uso de Inteligência Artificial na educaçãoVaias a palestrantes que elogiam a IA · Ameaça às carreiras dos recém-formados · Demissões em massa em gigantes de tecnologia · Impacto ambiental da IA (consumo de energia e água) · Universidade do Arizona · Universidade da Flórida · Ex-CEO do Google · Luísa Tenente
- Eleições PeruKeiko Fujimori · Roberto Sánchez · Virada na apuração · Votos vindos do exterior · Alberto Fujimori · Crise de representatividade
- Show da Copa do MundoCerimônia oficial no Estádio Azteca (Cidade do México) · J Balvin · Shakira · Burna Boy · México x África do Sul · Celebrações no Canadá (Toronto) · Alanis Morissette · Michael Bublé
- Campeonato Brasileiro de FutebolBase de estreia mantida de 2022 · Recorde de remanescentes da Copa anterior · Alisson · Danilo · Marquinhos · Alexsandro · Casemiro · Lucas Paquetá
- Gastos PublicosRenegociação de dívidas de produtores rurais · Linha de crédito especial para prejuízos climáticos e conflitos · Pauta bomba · Rombo nas contas públicas · Câmara dos Deputados
Bom dia! Hoje é quinta-feira, 11 de junho. Eu sou o Márcio Rodrigues e esse é o Resumão do G1. Eu vou te contar agora as principais notícias desta manhã. Hoje começa a Copa do Mundo. A bola rola logo mais no lendário Estádio Azteca com o duelo entre México e África do Sul. Mas essa Copa já entra para a história antes mesmo do jogo de abertura.
Pela primeira vez, o torneio tem 3 países-sede e um formato com 48 seleções disputando a taça. E fora do campo, o clima é de tensão. A política anti-imigração do governo Trump e a guerra no Irã estão gerando um mal-estar diplomático. Para se ter uma ideia, a seleção iraniana foi impedida de dormir em território americano e teve que se hospedar no México. Além disso, teve jogador do Iraque interrogado no aeroporto e até árbitro de elite, como o somali Omar Artan, que foi proibido de entrar nos Estados Unidos.
A FIFA diz que está tentando resolver tudo nos bastidores. Mas o desafio vai ser grande, já que a imensa maioria dos jogos, 78 de um total de 104, acontece justamente em solo americano. Se você quiser entender o que está fazendo essa Copa ser a mais política da história, é só ouvir o podcast O Assunto de hoje. A Natuzaneri recebe os jornalistas Guga Chakra e André Rizek, do Esporte da Globo.
Ainda falando de Copa, agora eu vou contar o que está previsto para a abertura. Vão ser 3 cerimônias diferentes. Na Cidade do México, a cerimônia oficial, no histórico Estádio Azteca, está marcada para as 14h30 de hoje, no horário de Brasília. O show vai contar com grandes nomes, como J Balvin, Shakira e Burna Boy, que cantam a música oficial do Mundial. Logo depois da festa, às 16h, o México enfrenta a África do Sul na partida de abertura.
As celebrações continuam amanhã em Toronto, no Canadá, com apresentações de Alanis Morissette e Michael Bublé, antes do duelo entre os donos da casa contra a Bósnia-Herzegovina. Já nos Estados Unidos, a festa em Los Angeles vai ter a presença da brasileira Anitta e da estrela pop Katy Perry, antecedendo o jogo entre os americanos e paraguaios, às 22h. O Brasil entra em campo no sábado, às 19h, contra o Marrocos, em Nova Jersey.
Segundo o GE, o técnico Carlo Ancelotti deve apostar na experiência para largar bem na Copa. A expectativa é de que 8 jogadores que estiveram na estreia na Copa de 2022 sejam titulares no sábado. São eles: Alisson, Danilo, Marquinhos, Alexsandro, Casemiro, Lucas Paquetá, Rafinha e Vini Júnior. As novidades em relação à estreia na Copa do Catar devem ser Gabriel Magalhães no lugar de Thiago Silva, Bruno Guimarães na vaga de Neymar e Matheus Cunha na posição que foi de Richarlison.
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Agora eu falo da eleição presidencial no Peru, que teve uma nova virada hoje e segue imprevisível.
Com mais de 98% das urnas apuradas, a candidata conservadora Keiko Fujimori assumiu novamente a dianteira, ultrapassando o deputado de esquerda Roberto Sánchez. A disputa é considerada voto a voto. A diferença entre os dois candidatos é de apenas 651 votos, no momento em que eu gravo esse boletim. Keiko Fujimori, que é filha do ex-ditador Alberto Fujimori, aparece com 50,002% dos votos válidos, contra 49,998% de Sánchez. Essa mudança no cenário se deve principalmente ao avanço na apuração dos votos vindos do exterior.
O resultado definitivo deve demorar, num cenário de profunda crise de representatividade. O Peru teve 9 presidentes nos últimos 10 anos e apenas 10% da população se diz satisfeita com a democracia no país.
Em Brasília, mais um capítulo da queda de braço entre o Congresso e o governo. Dessa vez, o Senado aprovou a renegociação de dívidas de produtores rurais, além de um projeto que cria uma linha de crédito especial para os que tiveram prejuízo com eventos climáticos extremos conflitos internacionais. O governo era contra, porque a medida é o que se chama de pauta bomba, por causa do rombo nas contas públicas. O gasto previsto é de até R$140 bilhões em 10 anos.
Para acessar o benefício, o produtor precisa comprovar com laudo técnico uma perda de pelo menos 30% da renda bruta entre 2019 e 2025, além de ter taxas de juros menores e só começar a pagar em 3 anos. Como o texto sofreu mudanças no Senado, ele agora volta para análise da Câmara. Agora, para terminar, imagine a cena: cerimônia de formatura da faculdade, aquele clima de festa, mas em vez de aplausos, o que se ouve são vaias. É o que está acontecendo em várias universidades dos Estados Unidos.
O motivo? A inteligência artificial. Toda vez que um palestrante, geralmente um grande empresário, tenta elogiar a IA como o futuro, os estudantes reagem mal. Já aconteceu na Universidade do Arizona e na Flórida, com nomes de peso, como o ex-CEO do Google. Mas por que essa bronca? Os jovens veem que as suas carreiras, que nem começaram, estão ameaçadas. Gigantes de tecnologia como Amazon, Meta, Oracle e Uber fizeram demissões em massa recentemente, alegando mudanças por causa da IA.
Além disso, a IA causa um impacto ambiental grave por usar muita energia e água. Pros recém-formados, o discurso de revolução tecnológica soa mais como uma ameaça ao bolso e ao planeta do que como motivação. A reportagem completa é da Luísa Tenente e você lê no G1 e também no nosso aplicativo. O Resumão Diário é produzido por mim, Márcio Rodrigues, e tem edição de áudio de Giacomo Vossio. O podcast está no ar de segunda a sexta no G1 e também em todos os tocadores.
Daqui a pouco, no começo da tarde, você continua acompanhando as notícias com outra edição do Resumão do G1.
Até mais!
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