Butantan diz que vacinados contra dengue estão protegidos; Operação prende infiltrados do PCC na polícia e no MP; CCJ retoma debate sobre maioria penal e mais
Daniela Scalabrini
Daniel Vorcaro
Esper Kallás
- CV e PCC como ameaças à segurançaInfiltrados na polícia e MP · PCC · Amaurício Vera Filho · Extorsão de integrantes da facção
- Delação de Daniel VorcaroDaniel Vorcaro · Proposta de delação premiada · Polícia Federal · Procuradoria-Geral da República · Banco Master
- DengueProteção para vacinados · Esper Kallás · Instituto Butantan · Reações graves · Anvisa
- Maioridade PenalRedução de 18 para 16 anos · CCJ da Câmara · Proposta de emenda à Constituição
- Preparação para a Copa do MundoPolítica imigratória do governo Trump · Seleção do Senegal · Omar Artan · Seleção do Uzbequistão
Boa tarde. Hoje é terça-feira, 9 de junho. Eu sou a Daniela Scalabrini e esse é o Resumão do G1. Eu vou te contar agora as principais notícias desta tarde. Quem tomou a vacina da dengue há mais de 21 dias pode ficar tranquilo. Isso é o que o diretor do Butantan, Esper Kallas, disse hoje em entrevista à GloboNews.
Absolutamente descansado. Todos aqueles que já receberam a vacina podem contar com a proteção que a vacina promete, que é 65% para não pegar dengue nos 5 anos após a vacinação e 80% para não desenvolver dengue grave.
Ontem, o Ministério da Saúde suspendeu por precaução a vacinação contra a dengue com as doses produzidas pelo Instituto Butantan. A decisão veio depois do registro de 42 casos de reações graves. Duas mortes estão sendo investigadas. A suspensão é temporária e serve justamente para que a Anvisa e o Butantan investiguem os casos e garantam a segurança da população. Reforçando: se você vacinou há mais de 21 dias, não é para entrar em pânico.
Para se ter uma ideia, cerca de 500 mil doses já foram aplicadas. E o índice de reações graves é considerado muito baixo, apenas 0,008% do total. A orientação é procurar os serviços de saúde e comunicar qualquer sintoma ou efeito adverso. Hoje de manhã, uma operação do Ministério Público de São Paulo prendeu um chefe de investigadores da Polícia Civil, um ex-policial civil e um ex-estagiário do próprio MP suspeitos de atuar como informantes do PCC.
Segundo as investigações, o grupo estaria envolvido em um plano para matar o promotor Amaurício Vera Filho, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado do Ministério Público de Campinas. Os suspeitos também são investigados por um esquema de extorsão de dinheiro de integrantes da facção criminosa. Adolescentes de 16 e 17 anos deveriam responder criminalmente como adultos? Essa é a pergunta que voltou ao centro do debate político no Brasil hoje.
A Câmara dos Deputados retoma nesta tarde a discussão sobre a proposta de reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos. Mas antes de tudo, é importante deixar claro que ainda não houve mudança na lei. Primeiro, ela vai ser discutida na Comissão de Constituição e Justiça. Depois, a PEC ainda precisa passar por uma comissão especial antes de ser votada no plenário. Como é uma mudança na Constituição, ela precisa da aprovação de dois terços dos deputados para avançar para o Senado.
A situação do banqueiro Daniel Vorcaro se complica cada vez mais em Brasília. A tendência nos bastidores é que a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República neguem a segunda tentativa de proposta de delação premiada dele. Segundo o blog da Camilla Bonfim, a aceitação do acordo é considerada a possibilidade menos provável nesse momento. Isso porque, na avaliação de investigadores, falta substância à proposta. Ou Vorkaro não está revelando a história completa ou não está mostrando as provas do que pretende contar.
Preso em uma cela especial da PF, o dono do Banco Master é visto como alguém que estaria jogando com o tempo para tentar ajustar uma nova proposta. Agora, a PGR tem três caminhos: dar um não definitivo, o que é considerado o cenário mais provável; aceitar o acordo caso surja algum fato novo com provas, ou conceder mais um prazo para que ele tente complementar as informações apresentadas. As tensões por conta da dura política imigratória do governo Trump começaram já na chegada das seleções aos Estados Unidos.
Ontem, por exemplo, a seleção do Senegal passou por cenas constrangedoras. Um a um, jogadores e membros da comissão técnica tiveram que passar por detectores de metal e abrir as suas malas onde o avião estacionou, ao lado da pista, antes mesmo de entrar na imigração. Também na segunda-feira, o árbitro somali Omar Artan, escalado para trabalhar na Copa, teve a entrada nos Estados Unidos negada após horas de interrogatório. Já a seleção do Uzbequistão foi recepcionada com cães farejadores em Chicago.
A delegação contou que esperou por horas, de pé e sob sol forte, pela liberação das bagagens. Até o momento, o governo norte-americano não se pronunciou sobre os casos. O Resumão Diário tá no ar de segunda a sexta no G1 e também em todos os tocadores. Mais tarde você continua acompanhando as notícias com o Resumão do JN. Até mais!