Imigrantes em Ceuta dormem em praia vigiada pela polícia; Cuba sofre novo apagão nacional; Pecuaristas buscam novos mercados antes de veto da UE; Começa a Campanha Nacional de Multivacinação; e mais
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Boa tarde, hoje é segunda-feira, 3 de agosto. Eu sou a Daniela Scalabrini e esse é o Resumão do G1. Eu vou te contar agora as principais notícias desta tarde. A situação em Ceuta, território espanhol no norte da África, continua tensa. Quase 70 mil pessoas que entraram na cidade na semana passada já voltaram para o Marrocos. Mas cerca de 3 a 5 mil imigrantes ainda permanecem por lá. Muita gente está dormindo ao relento na areia da praia, sob vigilância constante do Exército e da Polícia.
Isso está acontecendo porque, antes mesmo da última invasão, os abrigos já estavam superlotados e sem infraestrutura para apoiar quem chegava. Para tentar conter essa crise, o governo espanhol instalou uma barreira flutuante no mar e está escoltando grupos de volta para a fronteira. Enquanto isso, o Marrocos diz que esse fluxo todo foi causado por desinformação nas redes sociais, redes de tráfico humano e uma interpretação errada das leis espanholas sobre o retorno de migrantes.
A rede elétrica de Cuba entrou em colapso total e a ilha sofreu mais um apagão nacional. Esse já é o 6º esse ano. Só agora em julho foram 3 em um intervalo de apenas 10 dias. Fora os vários apagões parciais que acontecem com frequência. A estatal União Elétrica de Cuba avisou pelas redes sociais que o sistema teve uma desconexão total do sistema elétrico nacional. O governo cubano diz que está tomando medidas para tentar restabelecer o serviço.
Até o momento dessa gravação, não se sabe dizer exatamente quantas pessoas foram afetadas. A gente segue acompanhando a situação por lá e trazendo todas as informações para você. A partir de 3 de setembro, a União Europeia vai parar de comprar carne e produtos de origem animal do Brasil. O motivo não é a qualidade da carne em si, mas o controle brasileiro sobre o uso de antimicrobianos, que são substâncias usadas para tratar e prevenir infecções em animais.
Para a União Europeia, a fiscalização que o Brasil faz sobre esses medicamentos ainda é insuficiente. Com isso, os pecuaristas agora estão em uma corrida contra o tempo. Quem conseguir entregar o gado para os frigoríficos até 21 de agosto ainda garante o bônus de 10% no preço, o chamado Prêmio Europa. Depois dessa data, o incentivo acaba. O clima no setor é de frustração, já que muitos produtores daqui investem há décadas para atender às exigências europeias, que são muito mais rígidas do que em outros mercados.
O grande problema é que mesmo que o governo consiga derrubar esse veto logo, as exportações podem demorar até 2 anos para voltar ao normal, por causa do ciclo de criação dos bois. Por isso, os pecuaristas já estão redesenhando seus planos, e o foco agora deve ser o mercado interno e compradores como China e Estados Unidos. Uma reportagem bem completa no G1 Agro traz todos os detalhes sobre esse assunto.
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Agora a gente traz um alerta: o Brasil bateu recorde de afastamentos do trabalho por saúde mental no ano passado. Foram mais de 546 mil casos. E olha, a Justiça do Trabalho pode sim responsabilizar uma empresa quando ficar comprovado que esse ambiente contribuiu para o adoecimento mental de um funcionário. Mas como provar que o trabalho teve participação no problema? Esse é um dos principais desafios desse tipo de ação. A reportagem da Rafaela Zen mostra que com a atualização da NR-1, a Norma Regulamentadora número 1, as empresas passaram a ser obrigadas a identificar e prevenir riscos psicossociais, como assédio, metas abusivas, pressão excessiva e jornadas exaustivas.
A mudança também amplia a fiscalização, que agora pode acontecer mesmo sem denúncia formal. Especialistas ouvidos pelo G1 explicam que a Justiça não procura saber se o trabalho foi a única causa da doença. A análise agora é se o ambiente profissional teve um papel relevante no agravamento, no surgimento ou na manutenção do quadro. E começou hoje a campanha nacional de multivacinação em todo o Brasil. O foco é atualizar a caderneta de crianças e adolescentes menores de 15 anos que estejam com alguma dose atrasada.
A campanha vai até 1º de setembro e, já anota aí, o Dia D Nacional será em 22 de agosto. E não tem uma vacina única como foco. A ideia é aplicar tudo o que estiver faltando na caderneta. Serão oferecidas doses contra poliomielite, sarampo, meningites, febre amarela, HPV, influenza, COVID-19 e várias outras. O Ministério da Saúde pretende com isso recuperar a cobertura vacinal, que caiu nos últimos anos, além de alcançar quem está com doses em atraso.
E tem um alerta para o sarampo. A população de Guarulhos, São Bernardo do Campo e a cidade de São Paulo foi orientada a ampliar a proteção contra a doença para pessoas de 6 meses a 59 anos. A recomendação veio depois que o vírus trazido de fora começou a circular nessas regiões. Então fica o lembrete: vale olhar a caderneta e colocar as doses em dia. A imunização continua sendo a principal forma de proteger crianças e adolescentes de várias doenças.
O Resumão Diário é produzido por mim e tem edição de áudio de Tomé Granneman. O podcast tá no ar de segunda a sexta no G1 e também em todos os tocadores. Mais tarde você continua acompanhando as notícias com o Resumão do JN. Até mais!
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