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SP vive manhã de caos com falhas em linhas de trens; feminicídios batem recorde no Brasil; mais de mil deixam casas após chuvas no RS e mais

23 de julho de 20265min
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Falhas paralisam 3 linhas de trens e provocam caos em São Paulo .Feminicídios batem recorde no Brasil, na contramão do menor número de assassinatos em 13 anos, indica Anuário da Segurança. Bebê que morreu em creche ficou preso em grade por seis minutos antes de ser socorrido em SP, aponta investigação. Mais de mil pessoas estão fora de casa após chuvas no Rio Grande do Sul. Setores atingidos pelo tarifaço e governo divergem sobre possibilidade de aplicar reciprocidade aos EUA.
Assuntos4
  • Impacto operacional nas linhas de metrôLinhas 11 Coral, 12 Safira e 13 Jade · Explosão em trem na Linha 12 · Ferroviário na Série D · Plano Paese
  • Feminicídios no BrasilQueda na violência geral · Aumento de feminicídios · Violência contra a mulher · Stalking
  • Bebê morre em creche em SPCreche Luz do Brás · Investigação por homicídio culposo
  • Tempestade no Rio Grande do SulPessoas fora de casa · Desabrigados e desalojados · Cidades com estragos · Rio Jacuí
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Boa tarde, hoje é quinta-feira, 23 de julho. Eu sou a Daniela Scalabrini e esse é o Resumão do G1. Eu vou te contar agora as principais notícias desta tarde. O dia começou caótico para milhares de pessoas que dependem de 3 linhas de transporte ferroviário em São Paulo. Pelo terceiro dia seguido, as linhas 11 Coral, 12 Safira e 13 Jade apresentaram falhas. O susto maior foi na linha 12, por volta das 6 da manhã de hoje. Passageiros gravaram o exato momento de uma explosão em um trem.

Nas imagens, dá para ouvir os gritos e ver o corre-corre enquanto as chamas saíam da parte de cima da composição. Com a paralisação, muita gente teve que descer dos trens e caminhar pelos trilhos para sair em segurança. E tudo isso está acontecendo justamente na primeira semana em que a concessionária Trivia Trens assumiu a operação sozinha, sem o apoio da CPTM. A empresa explicou que uma falha de energia entre o Brás e o Tatuapé derrubou o sistema.

Para tentar dar um jeito no sufoco, o Plano Paese foi acionado, colocando 21 ônibus entre as estações Bresser Moca e USP Leste. O metrô também entrou no esquema, reforçando a Linha 3 Vermelha com trens extras, mas mesmo assim ela ficou superlotada. Com tudo isso acontecendo, a prefeitura decidiu suspender o rodízio de veículos em parte da Zona Leste hoje. Esses problemas de mobilidade causaram prejuízos para diversas lojas do Brás e também aumento na lentidão em várias partes da cidade.

A Trívia Trens diz que as linhas já estão em processo de normalização, mas a gente continua de olho. Você pode acompanhar a cobertura completa dessa situação em tempo real no G1. Saiu hoje o novo Anuário da Segurança Pública e os dados mostram um contraste enorme entre a queda na violência geral do Brasil e o aumento recorde da violência contra as mulheres. Olha só, de um lado, os assassinatos em geral caíram 8% no ano passado.

É o menor número registrado desde 2012. Com isso, pela primeira vez, a taxa nacional de mortes violentas ficou abaixo de 20 para cada 100 mil habitantes. Só que indo na contramão desse fato, o feminicídio bateu recorde. Foram 1.571 mulheres mortas em 2025 só pelo fato de serem mulheres. Isso dá uma média de 4 mulheres mortas por dia. É o maior número de casos desde que a lei do feminicídio foi criada, em 2015. Outros tipos de violência contra a mulher também dispararam.

A perseguição, conhecida como stalking, subiu 30%. A violência psicológica e o descumprimento de medidas protetivas também cresceram. Especialistas reforçam que isso mostra que o Estado ainda está com muita dificuldade de proteger as mulheres. Uma reportagem do G1 traz os números detalhados de cada estado. Agora a gente fala de um caso muito triste que aconteceu em São Paulo. Um bebê de apenas 1 ano e 4 meses morreu depois de prender a cabeça numa barra de ferro dentro da creche Luz do Brás.

As câmeras de segurança do local revelaram que o bebê ficou preso por 6 minutos tentando se soltar sozinho, até que as funcionárias percebessem o acidente. A família agora questiona a falta de supervisão, além do fato de a creche ter levado o menino por conta própria para uma UPA, ao invés de chamar o SAMU ou os bombeiros. 5 profissionais da unidade estão sendo investigados por homicídio culposo e a Secretaria de Educação diz que está apurando o caso com todo rigor.

E a situação no Rio Grande do Sul está bem complicada com as chuvas que não param desde a última sexta. Até a noite de ontem, a Defesa Civil tinha dito que mais de 1.000 pessoas tiveram que sair de casa em função da elevação de rios e da chuva constante que atinge o estado. Pelo menos 728 pessoas estão desabrigadas e 371 desalojadas. Ao todo, 169 cidades registraram estragos, como alagamentos, inundações, estradas bloqueadas, quedas de árvores, destelhamentos e danos em pontes.

A água até começou a baixar na região metropolitana hoje, mas a preocupação ainda é grande. Agora, o alerta é com o Rio Jacuí, que continua subindo. De forma preventiva, os moradores que moram perto dele, em Cachoeira do Sul, foram retirados de casa. A decisão foi tomada depois que o nível da água chegou a 20,20 metros na medição feita de manhã. A cota de inundação na cidade é de 21 metros. Em São Jerônimo, o rio também ultrapassou a cota de inundação.

Além do Jacuí, os rios Taquari, Caí e Dos Sinos também continuam muito altos, acima do limite de inundação. O Resumão Diário tá no ar de segunda a sexta no G1 e também em todos os tocadores. Mais tarde você continua acompanhando as notícias com o Resumão do JN. Até mais!

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