SP vive manhã de caos com falhas em linhas de trens; feminicídios batem recorde no Brasil; mais de mil deixam casas após chuvas no RS e mais
- Impacto operacional nas linhas de metrôLinhas 11 Coral, 12 Safira e 13 Jade · Explosão em trem na Linha 12 · Ferroviário na Série D · Plano Paese
- Feminicídios no BrasilQueda na violência geral · Aumento de feminicídios · Violência contra a mulher · Stalking
- Bebê morre em creche em SPCreche Luz do Brás · Investigação por homicídio culposo
- Tempestade no Rio Grande do SulPessoas fora de casa · Desabrigados e desalojados · Cidades com estragos · Rio Jacuí
Boa tarde, hoje é quinta-feira, 23 de julho. Eu sou a Daniela Scalabrini e esse é o Resumão do G1. Eu vou te contar agora as principais notícias desta tarde. O dia começou caótico para milhares de pessoas que dependem de 3 linhas de transporte ferroviário em São Paulo. Pelo terceiro dia seguido, as linhas 11 Coral, 12 Safira e 13 Jade apresentaram falhas. O susto maior foi na linha 12, por volta das 6 da manhã de hoje. Passageiros gravaram o exato momento de uma explosão em um trem.
Nas imagens, dá para ouvir os gritos e ver o corre-corre enquanto as chamas saíam da parte de cima da composição. Com a paralisação, muita gente teve que descer dos trens e caminhar pelos trilhos para sair em segurança. E tudo isso está acontecendo justamente na primeira semana em que a concessionária Trivia Trens assumiu a operação sozinha, sem o apoio da CPTM. A empresa explicou que uma falha de energia entre o Brás e o Tatuapé derrubou o sistema.
Para tentar dar um jeito no sufoco, o Plano Paese foi acionado, colocando 21 ônibus entre as estações Bresser Moca e USP Leste. O metrô também entrou no esquema, reforçando a Linha 3 Vermelha com trens extras, mas mesmo assim ela ficou superlotada. Com tudo isso acontecendo, a prefeitura decidiu suspender o rodízio de veículos em parte da Zona Leste hoje. Esses problemas de mobilidade causaram prejuízos para diversas lojas do Brás e também aumento na lentidão em várias partes da cidade.
A Trívia Trens diz que as linhas já estão em processo de normalização, mas a gente continua de olho. Você pode acompanhar a cobertura completa dessa situação em tempo real no G1. Saiu hoje o novo Anuário da Segurança Pública e os dados mostram um contraste enorme entre a queda na violência geral do Brasil e o aumento recorde da violência contra as mulheres. Olha só, de um lado, os assassinatos em geral caíram 8% no ano passado.
É o menor número registrado desde 2012. Com isso, pela primeira vez, a taxa nacional de mortes violentas ficou abaixo de 20 para cada 100 mil habitantes. Só que indo na contramão desse fato, o feminicídio bateu recorde. Foram 1.571 mulheres mortas em 2025 só pelo fato de serem mulheres. Isso dá uma média de 4 mulheres mortas por dia. É o maior número de casos desde que a lei do feminicídio foi criada, em 2015. Outros tipos de violência contra a mulher também dispararam.
A perseguição, conhecida como stalking, subiu 30%. A violência psicológica e o descumprimento de medidas protetivas também cresceram. Especialistas reforçam que isso mostra que o Estado ainda está com muita dificuldade de proteger as mulheres. Uma reportagem do G1 traz os números detalhados de cada estado. Agora a gente fala de um caso muito triste que aconteceu em São Paulo. Um bebê de apenas 1 ano e 4 meses morreu depois de prender a cabeça numa barra de ferro dentro da creche Luz do Brás.
As câmeras de segurança do local revelaram que o bebê ficou preso por 6 minutos tentando se soltar sozinho, até que as funcionárias percebessem o acidente. A família agora questiona a falta de supervisão, além do fato de a creche ter levado o menino por conta própria para uma UPA, ao invés de chamar o SAMU ou os bombeiros. 5 profissionais da unidade estão sendo investigados por homicídio culposo e a Secretaria de Educação diz que está apurando o caso com todo rigor.
E a situação no Rio Grande do Sul está bem complicada com as chuvas que não param desde a última sexta. Até a noite de ontem, a Defesa Civil tinha dito que mais de 1.000 pessoas tiveram que sair de casa em função da elevação de rios e da chuva constante que atinge o estado. Pelo menos 728 pessoas estão desabrigadas e 371 desalojadas. Ao todo, 169 cidades registraram estragos, como alagamentos, inundações, estradas bloqueadas, quedas de árvores, destelhamentos e danos em pontes.
A água até começou a baixar na região metropolitana hoje, mas a preocupação ainda é grande. Agora, o alerta é com o Rio Jacuí, que continua subindo. De forma preventiva, os moradores que moram perto dele, em Cachoeira do Sul, foram retirados de casa. A decisão foi tomada depois que o nível da água chegou a 20,20 metros na medição feita de manhã. A cota de inundação na cidade é de 21 metros. Em São Jerônimo, o rio também ultrapassou a cota de inundação.
Além do Jacuí, os rios Taquari, Caí e Dos Sinos também continuam muito altos, acima do limite de inundação. O Resumão Diário tá no ar de segunda a sexta no G1 e também em todos os tocadores. Mais tarde você continua acompanhando as notícias com o Resumão do JN. Até mais!