Tarifaço de Trump contra o Brasil começa a valer; As novas regras para o trabalho no comércio em feriados; O que diz a ciência sobre os 'soros da beleza'
Márcio Rodrigues
- Tarifas EUA contra BrasilTaxa adicional de 25% sobre produtos brasileiros · Donald Trump e a NASA · Transição de governo · Setores afetados: etanol, calçados, açúcar · Justificativas dos EUA para a taxa
- Campanha de Flávio Bolsonaro à PresidênciaDificuldades para fechar chapa · Ausência de apoio do Republicanos · Flávio Bolsonaro e Vorcaro · Risco de isolamento e menos tempo de propaganda
- Comércio em feriados na FrançaNecessidade de autorização em convenção coletiva · Serviços essenciais autorizados a abrir sem acordo · Equilíbrio entre patrões e empregados
- Medicina Estética e Ética MédicaPromessas de imunidade e detox · Falta de benefício comprovado para saudáveis · Riscos de sobrecarga de fígado e rins · MBL
- Operação contra braço financeiro do PCCRede complexa de lavagem de dinheiro · Operação Janus · Envolvimento de doleiros e advogados · Lelê em Miami
Bom dia! Hoje é quarta-feira, 22 de julho. Eu sou o Márcio Rodrigues e esse é o Resumão do G1. Eu vou te contar agora as principais notícias desta manhã. Começo falando do tarifação. A medida do Trump contra o Brasil entra em vigor hoje. A decisão dos Estados Unidos impõe uma taxa adicional de 25% sobre cerca de 3 mil produtos brasileiros exportados para o mercado americano. E o que tá em jogo? Setores como os de etanol, máquinas agrícolas, papel, calçados e açúcar passam a ser sobretaxados a partir de hoje.
O impacto é pesado. O governo estima que a medida afete até US$7,4 bilhões em exportações, o que corresponde a cerca de 18% das vendas brasileiras para os Estados Unidos. Por outro lado, itens estratégicos como petróleo bruto, café, carne bovina e suco de laranja ficaram de fora da lista e continuam 300. O governo Trump alega que o Brasil adota práticas que restringem o comércio americano. Entre as justificativas estão o sucesso do Pix, a regulação de plataformas digitais, falhas no combate ao desmatamento e até críticas a decisões judiciais brasileiras.
O governo Lula rebate, classificando a medida como uma interferência indevida e de motivação política, já que o pré-candidato Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, é apoiador declarado de Donald Trump. E por que o Brasil ainda não deu troco? Apesar de ter em mãos a Lei da Reciprocidade Econômica, sancionada no ano passado, o governo Lula optou por não retaliar imediatamente por 3 motivos principais: risco de inflação, o cenário político-eleitoral, além do pedido dos próprios empresários brasileiros afetados, que falaram em cautela e defenderam que a solução venha pela via diplomática.
Por enquanto, o Brasil foca em programas de crédito para as empresas atingidas e na busca por novos mercados. Falando em eleição, que tá no pano de fundo desse tarifaço, o senador Flávio Bolsonaro enfrenta dificuldades para fechar sua chapa presidencial. O anúncio oficial esperado para o próximo sábado foi adiado devido à resistência de partidos como Republicanos e a Federação União-PP, que sinalizam neutralidade no primeiro turno.
O impasse acontece porque essas legendas preferem focar na eleição das suas bancadas no Congresso e exigem apoios regionais do PL em estados como Mato Grosso e Acre. Sem o apoio, Flávio corre o risco de isolamento e menos tempo de propaganda no rádio e na televisão. E atenção, lojistas e trabalhadores: o governo publicou as novas regras para o trabalho em feriados no comércio. A partir de agora, o funcionamento da maioria dos estabelecimentos vai depender obrigatoriamente de autorização em convenção coletiva sindicatos.
No entanto, serviços essenciais como farmácias, postos de combustíveis, hotéis e restaurantes continuam autorizados a abrir sem a necessidade de acordo prévio. A medida visa equilibrar as negociações entre patrões e empregados sobre folgas e adicionais. Para entender as novas regras, é só ir lá no G1. Em São Paulo, a polícia e o Ministério Público avançam contra o braço financeiro do PCC. A Operação Janus, realizada nesta semana, revela uma rede complexa de lavagem de dinheiro do Rio de Janeiro, que envolve doleiros, advogados e até a suspeita de influência sobre oficiais de alta patente da Polícia Militar.
As investigações mostram que figuras centrais do crime, como o chefe da facção, Léo do Moinho, usavam essa estrutura para ocultar dinheiro do tráfico de drogas. E eu encerro com um alerta na saúde sobre a moda da soroterapia. Embora clínicas de estética ofereçam infusões de vitaminas prometendo imunidade e detox, A ciência e órgãos como a Anvisa afirmam que não tem benefício comprovado para pessoas saudáveis. Especialistas ouvidos pelo G1 alertam que o excesso de nutrientes pode sobrecarregar o fígado e os rins, além de haver riscos de infecção na aplicação.
A recomendação médica é clara: a reposição feita com injeção na veia deve ser restrita a pacientes com doenças graves de absorção intestinal comprovada por exames. O Resumão Diário é produzido por mim e tem edição de áudio de Kaique Matos. O podcast tá no ar de segunda a sexta no G1 e também em todos os tocadores. Daqui a pouco, no começo da tarde, você continua acompanhando as notícias com outra edição do Resumão do G1. Até mais!