Governo se reúne com setores afetados pelo tarifaço em busca de saídas; Câmara responde ao STF sobre emendas; Área queimada no Brasil cai 31% em 2025
Márcio Rodrigues
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Bom dia! Hoje é terça-feira, 21 de julho. Eu sou o Márcio Rodrigues e esse é o Resumão do G1. Eu vou te contar agora as principais notícias desta manhã. O governo brasileiro inicia hoje uma série de reuniões de emergência para tratar do tarifaço de Trump. Representantes dos Ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento se encontram com empresários para definir medidas de apoio apoio depois que os Estados Unidos confirmaram uma sobretaxa de 25% sobre diversos produtos brasileiros.
A medida vai entrar em vigor amanhã e deve atingir cerca de 18% das exportações brasileiras para os norte-americanos, o que representa um impacto de mais de 7 bilhões de dólares, cerca de R$35 bilhões. O governo Lula classificou essa decisão do governo norte-americano como política e ideológica. E não descarta adotar a Lei da Reciprocidade Econômica. A Câmara dos Deputados enviou para o Supremo uma defesa formal sobre as emendas de comissão.
A casa afirma que o processo é regular e transparente, em resposta a cobranças do ministro Flávio Dino por maior clareza do destino dos recursos. Atualmente, o orçamento de 2026 reserva mais de R$12 bilhões para essas indicações de parlamentares. O tema está sob forte vigilância do STF por causa de suspeitas de desvios, que já levaram ao bloqueio de bens de políticos, como Valdemar Costa Neto e Eduardo Cunha, que mesmo não tendo mandato, teriam indicado emendas.
O número de brasileiros aptos a votar fora do país deu um salto de 32% em 4 anos, chegando a 919 mil eleitores. Segundo dados do TSE divulgados ontem, a cidade com o maior crescimento foi Lisboa, em Portugal, com uma alta de 74%. Ainda assim, considerando todas as cidades, os Estados Unidos continuam sendo o país com o maior número de eleitores brasileiros cadastrados. Eram quase 183 mil em 2022 e neste ano são pouco mais de 265 mil.
Das 186 cidades no exterior com registros de brasileiros, 144 tiveram aumento na quantidade de eleitores, 3 continuaram com a mesma quantidade e 34 tiveram queda no eleitorado. Vale lembrar que no exterior os cidadãos votam exclusivamente para presidente. Na Nicarágua, o ditador Daniel Ortega surpreendeu a comunidade internacional ao anunciar o fim das eleições no país. No poder desde 2007, Ortega afirmou que não há mais espaço para que a oposição tente retomar o governo.
A decisão consolida o controle total do regime, que já é acusado pela ONU de transformar o país em um Estado autoritário com graves violações de direitos humanos. A última eleição na Nicarágua foi em 2021. A última eleição na Nicarágua em 2021 foi amplamente contestada depois que Ortega mandou prender opositores e líderes empresariais, além de criminalizar dissidência política. O país vive uma grave crise política desde abril de 2018, quando Ortega respondeu a protestos anti- governo com uma repressão na qual mais de 300 pessoas morreram.
E eu encerro com uma notícia sobre o meio ambiente. A área queimada no Brasil registrou uma queda de 31% em 2025 em relação à média histórica. Os dados são do Relatório Anual do Fogo, do MapBiomas. O recuo foi puxado pela Amazônia, que teve o menor índice de queimadas em 41 anos. Por outro lado, o Cerrado continua em situação crítica, concentrando quase 70% de toda a área atingida do fogo no país no ano passado. O levantamento também chama atenção para a repetição dos incêndios nos mesmos locais.
Entre 1985 e 2025, 64% de toda a área que já queimou no Brasil foi atingida mais de uma vez. Entre as áreas onde o fogo se repetiu, 52% voltaram a queimar no intervalo de até 4 anos. Para ver todos os dados do levantamento, é só acessar o G1 ou baixar o nosso app. O Resumão Diário é produzido por mim e tem edição de áudio de Kaique Matos. O podcast tá no ar de segunda a sexta no G1 e também em todos os tocadores. Daqui a pouco, no começo da tarde, você continua acompanhando as notícias com outra edição do Resumão do G1. Eu fico por aqui, até mais!