JN: Grupos rebeldes do Iêmen anunciam bloqueio de uma das principais rotas marítimas e preço do petróleo sobe; espanhóis comemoram bicampeonato mundial
Pedro Bassan
Andy Burnham
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Boa noite, boa noite. A guerra no Oriente Médio fecha mais uma rota de exportação de petróleo.
Os responsáveis agora são rebeldes no Iêmen ligados ao Irã.
E o preço do barril chega a $90.
Depois do tarifação contra o Brasil, presidente Donald Trump anuncia sobretaxa contra o Canadá.
E o Reino Unido tem o sétimo primeiro-ministro em uma década.
Andy Burnham assume o cargo prometendo estabilidade e controle do custo de vida.
Da fúria à euforia, milhões tomam ruas de Madrid para comemorar o bicampeonato mundial da Espanha.
E Pedro Bassan traz as imagens e os momentos inesquecíveis da maior Copa do Mundo de todos os tempos.
O Jornal Nacional começa agora.
Uma nova frente foi aberta na guerra de quase 5 meses no Oriente Médio. Rebeldes do Iêmen, aliados do Irã, anunciaram hoje que vão fechar uma das principais rotas marítimas do mundo. O alvo do bloqueio são os navios carregados de petróleo da Arábia Saudita, o maior produtor da região. E essa ameaça e os últimos ataques entre Estados Unidos e Irã fizeram o preço do barril chegar ao valor mais alto em um mês.
Do outro lado da Arábia Saudita, entre o Iêmen e o Djibouti, é o Estreito de Bab-el-Mandeb, que separa a Ásia e a África e liga o Mar Vermelho ao Oceano Índico. Por aqui passam cerca de 9% do petróleo do mundo. Hoje, o grupo rebelde Houthis do Iêmen, apoiado pelo Irã, anunciou um bloqueio aos navios sauditas no Estreito de Bab-el-Mandeb, o que fez com que o preço do petróleo tipo Brent se aproximasse dos US$90 o barril. E não há sinais de que a guerra vá parar de se intensificar.
No domingo, o secretário de Estado disse que continua aberto para negociações, mas segundo ele, os iranianos estão divididos.
Depois de anunciar um tarifaço contra o Brasil, Donald Trump voltou a elevar a tensão comercial. Desta vez, o foco é o Canadá, o segundo maior parceiro comercial dos Estados Unidos, atrás do México.
Centenas de produtos como vinhos, laticínios, cimento e até tacos de hóquei, esporte símbolo do Canadá, vão ser taxados. Estão excluídos itens do setor de energia, como petróleo e gás, além de minerais críticos. Em nota, a Casa Branca afirmou que o Canadá discrimina produtos americanos em 3 setores: automotivo, bebidas alcoólicas e laticínios. O Canadá impõe certas tarifas a automóveis importados dos Estados Unidos, mas não a importações de outros países, disse o texto, que agiu da mesma maneira em relação a bebidas alcoólicas e laticínios.
A Casa Branca disse que o Canadá foi um dos únicos países, ao lado da China, que não quiseram negociar um acordo com os Estados Unidos. O aumento das tarifas ao Canadá, um dos maiores parceiros comerciais dos Estados Unidos, veio em meio à paralisação das negociações entre os governos vizinhos.
O Reino Unido tem um novo primeiro-ministro. Andy Burnham é o sétimo no cargo desde 2016.
Mais um adeus no púlpito de Downing Street. Chris Sunak disse que sai sorrindo, que conseguiu reduzir as filas nos hospitais e combater a imigração ilegal, que é uma das grandes pautas do país. Foram pouco mais de 2 anos entre a vitória folgada de 2024 e a derrocada de um governo que nunca empolgou os britânicos. Andy Burnham é o 7º primeiro-ministro em apenas 10 anos. Ele chega aqui em Downing Street prometendo mais estabilidade na política britânica e um governo menos concentrado nos gabinetes da capital.
Esse é o modelo que o Burnham implementou com sucesso na Grande Manchester, onde foi prefeito nos últimos 9 anos. Ele se diz um socialista pró-negócios e defende um papel maior do Estado em setores como transporte e habitação. Admitiu que o governo precisa fazer melhor e assumiu o desafio de aliviar o custo de vida. Ainda não apresentou um plano detalhado, mas falou em reindustrialização, apoio para os jovens conseguirem empregos e mais habitações populares.
Uma multidão lotou as ruas de Madrid para celebrar o bicampeonato mundial da seleção espanhola.
Assim como aconteceu na conquista da Copa de 2010, a primeira da Espanha, o auge da festa foi aqui na Praça de Cibeles, no centro de Madrid. Uma multidão recebeu a seleção para comemorar o bicampeonato do mundo. Lamine Amal foi aclamado, assim como o capitão e melhor jogador da Copa, Copa, o meio-campo podre. A geração comandada por Luis de la Fuente é a atual campeã da Europa, acabou de conquistar o mundo e não quer parar por aí.
Boa noite para você, uma boa noite.