Cláudio Castro é alvo de buscas pela PF; As contradições de Flávio Bolsonaro sobre o dinheiro de Vorcaro para o filme do pai; Nova vítima denuncia influenciador que usa IA para sexualizar jovens evangélicas
Márcio Rodrigues
- Operação PF contra Marcelo QueirozCláudio Castro · Polícia Federal · Operação Sem Refino · Refit · Alexandre de Moraes · STF · ADPF das Favelas · Ricardo Magro · Interpol
- Dinheiro para filme de BolsonaroFlávio Bolsonaro · Daniel Vorcaro · Bolsonaro · Mário Frias · Entre Investimentos · Banco Central · Eduardo Bolsonaro · Cassado
- Influência dos EUA· InternacionalJefferson de Souza · Inteligência Artificial · Congregação Cristã do Brasil · Deepfake
- Visita de Trump à ChinaDonald Trump e a NASA · Xi Jinping · Taiwan
Bom dia! Hoje é sexta-feira, 15 de maio. Eu sou o Márcio Rodrigues e esse é o Resumão do G1. Eu vou te contar agora as principais notícias desta manhã.
Eu começo falando de uma operação da Polícia Federal que está rolando agora no Rio de Janeiro. O ex-governador Cláudio Castro, do PL, é alvo de buscas na operação Sem Refino, que investiga desvios de recursos nos negócios da Refit, a antiga refinaria de Manguinhos.
A ordem partiu do ministro do STF, Alexandre de Moraes, na ADPF das Favelas, que é ligada à atuação de organizações criminosas e às suas conexões com agentes públicos no Rio e em São Paulo. O advogado de Castro disse ao G1 que ainda não tinha conhecimento da motivação da busca e apreensão.
Castro renunciou ao cargo de governador em 23 de março, um dia antes de o Tribunal Superior Eleitoral retomar o julgamento, que acabou decidindo pela inelegibilidade dele por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Mesmo assim, ele está recorrendo da decisão e se lançou pré-candidato ao Senado pelo Rio. O empresário Ricardo Magro, dono da Refit, é outro alvo da operação.
Ele é considerado um dos maiores sonegadores de impostos do país. E a PF solicitou a inclusão do nome dele na difusão vermelha da Interpol, a lista dos mais procurados do mundo. A gente vai continuar acompanhando essa operação no G1. Agora eu falo sobre a troca de mensagens entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro.
O senador e produtores do filme sobre Jair Bolsonaro apresentaram versões diferentes para o destino do dinheiro enviado pelo dono do Master. Depois de afirmar que a produção não tinha recebido nenhum centavo do Master, o deputado federal Mário Frias, do PL, que é produtor executivo do longa, recuou e falou numa diferença de interpretação sobre a origem formal do investimento.
Quem colocou mais de 60 milhões de reais no filme foi a Entre Investimentos, que faz parte do grupo Entre. Em março deste ano, o Banco Central fechou a empresa. A Polícia Federal e o BC investigam a suspeita de que Daniel Vorcaro seja o verdadeiro dono da Entre Investimentos.
E ainda sobre isso, o senador Flávio Bolsonaro disse ontem, em entrevista para a Globo News, que o dinheiro do Vorcaro para bancar o filme foi por um fundo administrado nos Estados Unidos pelo advogado do irmão, Eduardo Bolsonaro. A Polícia Federal apura se o dinheiro de Vorcaro foi usado para bancar despesas do deputado Cassado, que responde ao processo por tentar interferir na justiça brasileira.
Flávio negou essa hipótese. O senador e pré-candidato à presidência disse ainda que o seu papel era buscar investidores para o filme e que escondeu publicamente a sua relação com o banqueiro por causa de um contrato de confidencialidade.
Na China, a visita de Trump a Xi Jinping termina hoje. Na prática, temas sensíveis entre os dois países continuam sem solução. Essa foi a segunda vez em menos de um ano que Trump e Xi Jinping se encontraram presencialmente. Ao contrário da reunião de outubro do ano passado, poucos anúncios concretos sobre avanços foram feitos.
O presidente chinês sinalizou interesse em ampliar a cooperação em áreas que vão do comércio ao turismo, por exemplo. Mas Taiwan, que é um ponto de tensão entre os países, não esteve entre os assuntos tratados. A China vê a ilha como um território chinês, mas os Estados Unidos agem pela autonomia do país vizinho.
Em São Paulo, mais uma adolescente de 17 anos procurou a polícia contra o influenciador digital investigado por usar inteligência artificial para criar vídeos sexualizados de jovens evangélicas da Congregação Cristã do Brasil. Esta é a segunda denúncia formal feita por uma menor de idade contra Jefferson de Souza, de 37 anos. Em 22 de abril, o G1 revelou que o caso já era investigado pela polícia civil.
Uma estudante também de 17 anos afirmou que teve a sua imagem manipulada com o uso de deepfake, tecnologia que permite criar vídeos realistas com imagens alteradas digitalmente. Uma foto dela foi transformada em um vídeo para parecer que ela dançava de forma sensual ao lado de outras mulheres com roupas curtas dentro de uma igreja, o que não é real. O G1 procurou a defesa de Jefferson para comentar a nova denúncia, mas não teve resposta até agora.
O Resumão Diário é produzido por mim, Márcio Rodrigues, e tem edição de áudio de Giacomo Vócio. O podcast está no ar de segunda a sexta, no G1 e também em todos os tocadores. Daqui a pouco, no começo da tarde, você continua acompanhando as notícias com outra edição do Resumão do G1. Eu fico por aqui. Até mais!