JN: PF investiga Cláudio Castro por suspeita de fraude no setor de combustíveis; Eduardo Bolsonaro admite que assinou documento como produtor de filme sobre o pai
Carol Simões
Daniela Scalabrine
Márcio Rodrigues
- Investigação LulinhaCláudio Castro · fraude no setor de combustíveis · Refinaria Refit · Alexandre de Moraes · Ricardo Magro · sonegação de impostos
- Filme Michael JacksonEduardo Bolsonaro · filme sobre o pai · produtor executivo · Mário Frias · Daniel Vorcaro · Flávio Dino
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Olá, boa noite. Boa noite. A Polícia Federal investiga Cláudio Castro por suspeita de fraude no setor de combustíveis. Afirma que o ex-governador do Rio usou a máquina do Estado para facilitar crimes da refinaria, refite. O ministro Alexandre de Moraes decreta a prisão do controlador do grupo, Ricardo Magro. O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro admite que assinou o documento como produtor executivo do filme sobre o pai.
A Justiça de Santa Catarina arquiva a investigação sobre a morte do cão-orelha. O desmatamento na Mata Atlântica atinge o menor nível em 40 anos. Israel e Líbano prorrogam o cessar-fogo por 45 dias. Donald Trump e Xi Jinping celebram as relações entre China e Estados Unidos. Mas o presidente americano deixa Pequim sem anúncios de acordos. O Jornal Nacional começa agora.
A Polícia Federal fez buscas hoje na casa do ex-governador do Rio, Cláudio Castro, do PL. A operação Sem Refino investiga fraudes no setor de combustíveis e o uso da estrutura do governo do Estado para facilitar a sonegação de impostos. Os agentes também estiveram na refite Antiga Refinaria de Manguinhos do empresário Ricardo Magro. O nome dele foi incluído na lista vermelha de foragidos da Interpol.
A refite deve quase 50 bilhões de reais em impostos. Só para o Rio de Janeiro são mais de 14 bilhões de reais. É a segunda maior devedora do Estado. Mas de acordo com as investigações da Polícia Federal, em vez de apertar a cobrança, o governo do Rio trabalhava para facilitar crimes cometidos pela empresa. Durante três horas, os policiais cumpriram busca e apreensão no apartamento do ex-governador, num condomínio da Barra da Tijuca.
Levaram malotes, um celular e um tablet. A defesa de Cláudio Castro afirmou que todos os procedimentos praticados sob a gestão do ex-governador seguiram critérios técnicos e legais. E que naquele período, a refinaria de Manguinhos, atual refit, pagou cerca de um bilhão de reais em dívidas.
A Refit declarou que não conhece Álvaro Barcha e que tem parcelamento de dívidas com o governo do Rio desde 2023. A empresa afirmou ainda que jamais falsificou declarações fiscais para obter vantagens tributárias.
As defesas do desembargador Guaraciviana e do senador Ciro Nogueira não responderam. A Polícia Civil do Rio informou que colabora com a operação e que o caso é acompanhado pela Corregedoria. Nós não conseguimos contato com os outros investigados.
A Justiça de Santa Catarina atendeu a um pedido do Ministério Público e arquivou a investigação sobre a morte do cão-orelha em Florianópolis. O pedido da promotoria foi na terça-feira. Segundo o Ministério Público, a polícia nunca apresentou provas diretas de que o animal tenha sofrido agressão.
Orelha vivia na Praia Brava, onde era cuidado por moradores. Em janeiro, apareceu ferido e passou por eutanásia numa clínica. Com a exumação e o exame do corpo do cachorro, os peritos afirmaram que não havia fratura ou lesão causada por ação humana e que uma doença óssea é a hipótese mais provável para a morte de Orelha. A Polícia Civil afirmou que não vai comentar o arquivamento do caso.
Donald Trump encerrou a viagem à China com uma visita à residência do presidente Xi Jinping. Os dois líderes voltaram a falar em cooperação e em fortalecer as relações entre China e Estados Unidos. Mas não anunciaram nenhum acordo significativo para resolver impasses comerciais ou em outras áreas.
Dentro do complexo, Xi Jinping disse que eles estabeleceram uma nova relação entre Estados Unidos e China. É uma visita histórica. Chegamos a muitos entendimentos, sem mencionar quais. Trump afirmou que resolveram muitos problemas que outras pessoas não seriam capazes de resolver e que a relação entre eles é muito forte. Mas, na prática, não houve nenhum grande anúncio que tocasse nas questões importantes, tanto para Pequim quanto para Washington.
O elefante continua ali, no meio da sala. Eles projetaram estabilidade controlada, prometeram cooperar, mas a princípio foi muito mais coreografia do que acordo, muito mais gesto do que compromisso.
O ex-deputado federal do PL, Eduardo Bolsonaro, admitiu hoje que assinou um documento como produtor executivo do filme Sobre o Pai, um contrato que estabelecia poderes sobre a gestão financeira do projeto.
O documento é datado de novembro de 2023 e foi assinado por Eduardo Bolsonaro em janeiro do ano seguinte. Nele, a Go Up, empresa com sede nos Estados Unidos, é apontada como produtora do filme. O ex-deputado aparece como produtor executivo, ao lado do deputado federal Mário Frias, do PL, ex-secretário de Cultura do governo Bolsonaro.
com poderes sobre a definição de orçamento, gestão financeira e estratégias de financiamento. Ontem, em uma rede social, Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos, disse que não exerceu qualquer posição de gestão ou emprego no fundo e que apenas cedeu seus direitos de imagem para o filme. Mas hoje, depois da divulgação do contrato, Eduardo admitiu que assinou o documento como produtor executivo apenas para garantir que o diretor continuasse trabalhando no projeto do filme.
A Polícia Federal vai investigar os repasses de Vorcaro para financiar o filme e se esses recursos foram usados para bancar despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Em outra frente, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, abriu hoje uma investigação preliminar para apurar repasses de emendas parlamentares para ONGs ligadas à produtora do filme de Jair Bolsonaro.
Um levantamento da ONG SOS Mata Atlântica concluiu que o desmatamento no bioma atingiu o menor nível em 40 anos. O desmatamento não parou, mas caiu ao menor nível da série histórica em 40 anos de monitoramento.
Em 2025, o desmatamento na Mata Atlântica somou 8.668 hectares, uma queda de 40% em relação ao ano anterior. 13 dos 17 estados do bioma reduziram a perda de vegetação nas áreas de floresta madura, as mais antigas, e que preservam a maior parte da biodiversidade. Pernambuco, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina tiveram aumento.
Boa noite. Boa noite e ótimo fim de semana para você.