Ypê pede que produtos afetados não sejam usados; Lula endurece regras para big techs; nova linha de crédito para motoristas e mais
Daniela Scalabrine
- FeminicidioMorte por asfixia · Suspeito tentou oficializar relacionamento após crime · Vítima herdou apartamento de R$ 900 mil · Giovanna Neves · Adalton Martins Gomes
- Regulação e pressão sobre big techsResponsabilização por conteúdos sem decisão judicial · Aumento de golpes virtuais e ataques na internet · Cadastro Nacional de Pessoas Condenadas por Violência Doméstica · Medidas protetivas e afastamento de agressores · Lula
- Fundo para produção de filmeR$ 16,5 milhões em notas irregulares · Contrato de instalação de Wi-Fi · Uso de notas canceladas · Carina Ferreira da Gama · Prefeitura de São Paulo
- Anvisa mantém suspensão de produtos YpêSuspensão de lotes com final 1 · Bactéria em processo produtivo · Reembolso e orientações aos consumidores · Ypê · Anvisa
- Impacto nos motoristas de aplicativoPrograma Move Aplicativos · Financiamento de carros zero km até R$ 150 mil · Requisitos para motoristas e taxistas · Governo federal
Boa tarde. Hoje é quarta-feira, 20 de maio. Eu sou a Daniela Scalabrine e esse é o Resumão do G1. Eu vou te contar agora as principais notícias desta tarde.
A IP orientou que consumidores não usem nem descartem produtos suspensos pela Anvisa e pediu que os itens sejam guardados até novas orientações das autoridades. A empresa também disse que o reembolso pode ser solicitado pelos canais de atendimento oficiais. A suspensão vale para sabões líquidos, lava-louças e desinfetantes de lotes com final 1. Inspeções na fábrica da IP, no início de maio, encontraram falhas no processo produtivo e uma bactéria em mais de 100 lotes.
Especialistas ouvidos pelo G1 afirmam que essa bactéria é comum no ambiente e que o risco é baixo para pessoas saudáveis, mas pode ser maior para grupos vulneráveis, como imunossuprimidos, bebês e idosos. A IP contesta as conclusões da Anvisa e o caso segue em discussão.
A morte da estudante Giovanna Neves, de 22 anos, em Belo Horizonte, teve uma reviravolta. O caso, que inicialmente era tratado como suicídio, passou a ser investigado como feminicídio, após o laudo de necrópsia apontar que ela morreu por asfixia. O suspeito é o namorado da vítima, Adalton Martins Gomes, de 45 anos. Ele foi preso preventivamente. As investigações apontam que o homem tinha interesse no patrimônio da jovem, que tinha herdado um imóvel de R$ 900 mil do pai.
Depois do crime, a Dalton tentou comprovar a união estável dos dois. A defesa dele não foi localizada pelo G1.
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Uma ONG investigada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil apresentou pelo menos R$ 16,5 milhões em documentos irregulares para justificar despesas de um contrato de instalação de Wi-Fi com a Prefeitura de São Paulo. A instituição é gerida pela jornalista e empresária Carina Ferreira da Gama.
e ligada à produtora do filme sobre Jair Bolsonaro. Um levantamento feito pelo G1 nas prestações de contas aponta o uso de notas canceladas no site da própria prefeitura, além de faturas sem valor fiscal e documentos usados para justificar gastos milionários. Um parecer da Secretaria Municipal de Tecnologia apontou irregularidades como notas emitidas pela própria ONG para ela mesma. Karina Gama disse que desconhece o cancelamento das notas e que as inconsistências estão sendo corrigidas. Já a prefeitura de São Paulo negou ilegalidades no contrato.
E o governo federal lançou uma linha de crédito para financiar carros destinados a motoristas de aplicativo e taxistas. O programa, chamado Move Aplicativos, reduz os juros do financiamento e aumenta o prazo de pagamento dos veículos. A linha de crédito terá 30 bilhões de reais e vale para carros zero quilômetro de até 150 mil reais. Os motoristas de aplicativo precisam ter cadastro ativo há pelo menos 12 meses e ter feito ao menos 100 corridas na mesma plataforma.
Já os taxistas precisam ter licença e registro regularizados nos órgãos de trânsito. O cadastro será feito pelo gov.br e o programa passa a valer em todo o país a partir do dia 19 de junho. Lá no G1, uma reportagem separou modelos que se encaixam nos critérios do programa.
Nesta quarta, o presidente Lula assinou dois decretos que endurecem as regras para as big techs. Uma das mudanças permite que as plataformas possam ser responsabilizadas por alguns tipos de conteúdo, mesmo sem decisão da justiça para a remoção das publicações. Lula também sancionou outros quatro projetos de lei relacionados ao aumento dos golpes virtuais e dos casos de ataques a mulheres e meninas na internet. Um deles cria o Cadastro Nacional de Pessoas Condenadas por Violência Doméstica. Outro facilita a concessão de medidas protetivas Hoje
e também amplia as possibilidades de afastamento imediato do agressor. As medidas foram anunciadas durante um evento sobre o enfrentamento ao feminicídio. Os textos ainda serão publicados no Diário Oficial. O resumão diário está no ar de segunda a sexta no G1 e também em todos os tocadores. Mais tarde, você continua acompanhando as notícias com o resumão do JN. Até mais!
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