BOLETIM | Petistas mostram trajetória de entreguismo do clã Bolsonaro e prejuízos ao país
Cartas vazadas a Marco Rubio expõem histórico de sabotagem econômica, lobby por sanções e submissão geopolítica do clã.
Sonoras:
🗣️Éden Valadares, Secretário Nacional de Comunicação do PT
🗣️ Alencar Santana, deputado federal (PT-SP)
Alencar Santana
Éden Valadares
Tereza Leitão
- Flávio Bolsonaro e VorcaroFlávio Bolsonaro · Marco Rubio · Governo Trump · Tarifas sobre produtos brasileiros
- Críticas BolsonaristasJair Bolsonaro · Eduardo Bolsonaro · Entreguismo · Interferência nos interesses nacionais
- Liderança BrasileiraTereza Leitão · Oposição política · Interesses nacionais
Parlamentares e lideranças do Partido dos Trabalhadores reagiram imediatamente após a ida recente de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos e a sua troca de cartas com o secretário de Estado, Marco Rubio. As mensagens foram divulgadas pela imprensa brasileira e mostraram que o senador pediu a interferência do governo norte-americano nas eleições deste ano. Prometeu colocar uma equipe de transição de governo à disposição da Casa Branca e agora quer que o governo Trump adie a aplicação do tarifaço para depois das eleições, a fim de beneficiá-lo na opinião pública.
Petistas também condenaram a atuação de Flávio em audiência promovida pelo escritório do representante comercial dos Estados Unidos para discutir a imposição de tarifas sobre os produtos brasileiros. Para os parlamentares, a iniciativa da oposição representa um ataque aos interesses nacionais, como ressalta o deputado federal Alencar Santana, do PT por São Paulo.
Flávio Bolsonaro trai mais uma vez o Brasil. Foi lá nos Estados Unidos torcer para seleção norte-americana, tomou um vareio da seleção belga e aproveitou para tentar criar mais uma fake news de que ele é patriota, de que ele defende o povo brasileiro. Ele que desde o início, desde julho do ano passado, quando houve o primeiro tarifação nos Estados Unidos contra o governo brasileiro, ele defendeu dizendo, batendo palma, dizendo que tava correto.
Seu irmão que tá lá se escondendo, fugitivo, também defendeu. Assim como o governador de São Paulo, também bolsonarista, defendeu tarifação. E o presidente Lula, de maneira muito altiva, defendeu o nosso interesse, defendeu nossa pátria. Aí o senador vai lá dizer que o novo tarifação tinha que acabar porque ele era bom para o Lula do ponto de vista eleitoral no momento, mas que passada a eleição poderia voltar. E agora ele vai lá fazer uma cena, se submeter a uma câmara de julgamento norte-americana que vai lá dizer se a medida do governo dos Estados Unidos está correta ou não.
Ele se submete a ir lá fazer uma cena dizendo que tá defendendo o interesse brasileiro. Só o fato de ter se submetido a isso já demonstra que é vassalo. Só o fato de ter se submetido a isso demonstra que ele baixa a cabeça para o governo norte-americano.
Na avaliação dos petistas, várias atitudes escancaram uma realidade antiga de entreguismo. Por exemplo, quando ainda era deputado federal, o líder do clã, Jair Bolsonaro, chegou até a bater continência para a bandeira norte-americana, quando já era pré-candidato a presidente. Os atos ficaram ainda mais claros com a mudança de Eduardo Bolsonaro para os Estados Unidos em março do ano passado, quando começou a mobilizar o governo norte-americano contra o Brasil diante do processo da prisão do pai, e agora com as novas investidas de Flávio.
O secretário nacional de comunicação do PT, Éden Valadares, falou sobre o impacto dessa atuação da família no exterior.
Flávio Bolsonaro vai novamente aos Estados Unidos vender o Brasil e eu provo. No ano passado, antes do julgamento que condenou Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado, a pedido dos filhos de Jair, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tentou interferir na justiça brasileira, impôs uma tarifa de 50% sobre os nossos produtos e iniciou uma investigação sobre supostas práticas desleais da economia brasileira, dentre elas o Pix.
Agora, em 2026, Trump anunciou nova taxação sobre a exportação brasileira que começa a valer no próximo dia 15 de julho, prejudicando empresários e trabalhadores do Brasil. Mais uma vez ficou claro para o Brasil que o tarifação é culpa dos Bolsonaros. E, pra tentar evitar mais uma queda nas pesquisas, Flávio Bolsonaro decidiu enviar uma carta pros Estados Unidos. Nessa tal carta, ele argumenta que o tariflável tem produzido efeitos políticos desfavoráveis pra campanha dele e pediu que a taxação fosse suspensa até as eleições.
Repare: ele não pede pra acabar, ele pede pra adiar. O interesse dele, gente, Não é proteger quem trabalha, quem produz e quem exporta. É proteger os interesses dele mesmo. O Brasil que se lasque. Importante para ele é a própria campanha e ponto final.
Em pronunciamento, a líder do governo no Senado, Tereza Leitão, do PT de Pernambuco, afirmou que fazer oposição ao governo é legítimo, mas agir contra o Brasil ultrapassa os limites da disputa política. Ela disse, abre aspas, fazer oposição ao governo é correto, é democrático. Ao país é diferente. Quem faz oposição ao país precisa ser denunciado, fecha aspas. De Brasília, Denise Coelho.