Rogério Barreira, presidente do McDonald's no Brasil
Rogério Barreira, presidente do McDonald's no Brasil, mostra que o sucesso da companhia vem do foco no cliente, do desenvolvimento de pessoas e da excelência operacional, combinados com inovação tecnológica, o que sustenta o crescimento, fortalece a conexão com o consumidor e permite que profissionais cresçam da base até a liderança.
- Produtos e Cardápio do McDonald'sO Big Mac como produto core · Unidade de gosto global · Criação de produtos locais (Cheddar) · Linha Brabus e produtos premium · Opções saudáveis e saladas · McFish e seu retorno · Impacto das canetas emagrecedoras · Menu Econômico (Economec) · Campeões de vendas: Big Mac, Quarteirão, Cheddar, McChicken
- McDonald's no BrasilHistória da chegada ao Brasil · Número de restaurantes · Franquias vs. unidades próprias · Processo para ser franqueado · Custo de uma franquia · Operação no Brasil como referência global
- Cultura e Valores do McDonald'sFoco no cliente · Desenvolvimento de pessoas · Trabalho em equipe · Controle de qualidade · Plano de carreira · Inclusão e diversidade
- Trajetória de Rogério BarreiraInício como atendente · Sonho de ser engenheiro eletrônico · Paixão pelo McDonald's · Mais de 40 anos na empresa · Promoção a presidente
- Tecnologia e Inovação no McDonald'sImpacto da tecnologia no atendimento · Totens de autoatendimento · Vendas digitais e delivery · Personalização de pedidos (Made for You) · Tempo de preparo de pedidos
- Qualificação da Geração Z no Mercado de TrabalhoCaracterísticas da Geração Z · Busca por propósito · Questionamento e engajamento · Flexibilidade de horários de trabalho · Escalas de trabalho (6x1, 12x36, intermitente)
- Carreira e LiderançaHumildade e escuta ativa · Fazer bem feito · Prazer no que faz · Importância do propósito
Olá, boa noite! Está no ar o Show Business, o mais tradicional talk show de negócios da TV brasileira. E no programa de hoje vamos receber Rogério Barreira, presidente do McDonald's no Brasil, com quase 1.200 restaurantes no país.
No mundo, o McDonald's é reconhecido como a maior rede de fast food do mundo, com 68 milhões de clientes em mais de 100 países. É, enfim, uma das marcas mais populares do planeta. E o executivo vai revelar os bastidores por trás do McDonald's no Brasil. Eu sou Bruno Meyer e seja muito bem-vindo ao Show Business.
Ele começou como atendente e se transformou em CEO de uma das marcas mais conhecidas do mundo e, sobretudo, do setor de fast food. O Show Business vai conversar nesta edição com Rogério Barreira, presidente da Arcos Dourados, a dona do McDonald's. Rogério.
Obrigado pela presença aqui em nosso estúdio. Eu não posso deixar de iniciar olhando para a sua carreira, para a sua trajetória profissional, porque você começou a vida como atendente do McDonald's. Algum dia você imaginava ser presidente da companhia? Não, não imaginava. Foi um sonho realizado, mas nem imaginava.
Na verdade, eu comecei no McDonald's meio por acaso, acho que como começa a maior parte dos jovens. Eu estudava, queria, na verdade, ser engenheiro eletrônico, esse era o meu desejo. E estudava numa escola técnica. E apesar de ser gratuito, a gente tinha que pagar os materiais. Meu pai tinha falecido, estava meio difícil fazer os pagamentos. E aí um colega meu me chamou, falou o seguinte, olha, tem uma lanchonete americana.
tal de McDonald's, e tem um horário flexível, um horário bom, o que você acha? Eu falei, puxa, uma lanchonete, não é bem o que eu quero, mas tudo bem, para começar, vou lá. E fui, Shopping Center Morumbi, fui trabalhar lá. E, na verdade, depois eu vi que não era só uma lanchonete, era muito mais que isso. Na verdade, eu fiquei apaixonado, bom, não é tão é que eu estou há mais de 40 anos lá.
Fiquei apaixonado pela forma de trabalhar, pela atenção aos clientes, desenvolvimento de pessoas, trabalho de equipe, controle de qualidade. Aí, em algum momento, tive minha primeira promoção, aí foi quando eu decidi, falei assim, olha, eu gosto muito de eletrônica, mas é isso aqui que eu quero fazer. É aqui que eu quero estar.
É aqui que eu quero estar e fiquei. E são mais de 40 anos, 42 anos. 42, esse ano. Esse ano de 2026, 40 anos. Então, são 41 anos de trajetória na maior rede de fast food.
do Brasil. Rogério, qual que é a mudança mais descarada, se comparar os tempos em que você era atendente no shopping Morumbi até os tempos de hoje, você agora como presidente da empresa? Vou começar o que não mudou, tem algumas coisas que não mudaram, essa preocupação com o cliente.
Ou seja, o cliente é o foco, é ali que a gente toma as decisões, olhando para o cliente e para as necessidades dele. Desenvolvimento de pessoas, ou seja, a gente é a porta de entrada do primeiro emprego para um monte de gente. A gente foi, talvez, uma das primeiras, se não a primeira empresa a abrir as portas e contratar a gente sem experiência, como foi o meu caso. Plano de desenvolvimento, na verdade, plano de carreira.
Eu sou hoje presidente da McDonald's aqui no Brasil, mas é normal, ou é comum, pessoas que começam como atendente e tomam posições de liderança. Isso nunca mudou. O que mudou de lá para cá?
Tecnologia, né? Então, a maneira que eu fui treinado lá atrás, não é a mesma forma que eu sou treinador, que as funcionárias são treinadas hoje. Existem tecnologia. O atendimento no passado era Balcão, Drive-Thru. Hoje você tem aí uma série de maneiras de o cliente ser atendido. Os produtos, alguns produtos mudaram.
Big Mac continua igual, hein? Big Mac é o mesmo. Não mudou? Nada, nada? Big Mac é a mesma coisa. Nem pode mudar, né? Big Mac é igual em qualquer lugar do mundo. Não pode mudar por quê? Porque é o campeão de audiência?
Ele não pode mudar porque ele é... Bom, primeiro que todo mundo gosta. Se você mudar, ele perde um pouco da essência. Mais do que isso, né? Ele é um produto core que é reconhecido no mundo inteiro. E essa é uma das características do McDonald's, né? Essa segurança de que você pode comer um Big Mac aqui ou lá na China. É o mesmo, hein? Essa é uma característica. Isso não mudou. Tá. Qual que é o segredo de ter essa unidade de gosto no planeta?
Olha, bom, primeiro pra gente garantir essa... que o Big Mac seja igual em qualquer lugar do mundo, existe um standard, a carne ela tem uma especificação X, o pão ela tem uma especificação, o molho e etc. Acho que ele caiu no gosto de todo mundo.
É gostoso, hein? É gostoso. Acho que todo mundo gosta, acho que tem uma conexão. Ele é um produto gostoso e ele sempre traz uma recordação. Acho que é muito comum alguém comer um Big Mac. Eu, por exemplo, como Big Mac, lembro do meu pai. Meu pai foi a primeira pessoa que me levou no McDonald's. Passou 40, mais de 40 anos. Quando eu como Big Mac, eu lembro. Então, essa conexão talvez ajude aí a fazer os nossos produtos serem tão, assim, maravilhosos, né?
Bom vendedor, hein? Bom vendedor. Você... A sua formação é o quê? Marketing? Marketing. Marketing. Estou formado em marketing. Tá. Na verdade, você vê, eu ia começar com eletrônica. Exatamente, porque você começou falando... O negócio era... A sua ideia era essa. Eu gostaria de ser eletrônico, de ser eletrônico, deixei...
E acabei me formando em marketing, fiz MBA na FGV, depois fui fazendo aí a minha carreira normal. Mas minha formação é marketing. Bom, deixa eu trazer um pouco de história, porque o McDonald's chegou no Brasil em 1979. A primeira loja foi em Copacabana, no Rio de Janeiro.
Em São Paulo, chegou na Avenida Paulista... Avenida Paulista, 1981. 1981. Hoje são quantas lojas no Brasil? Mais de 1.200 lojas. Mais de 1.200 lojas. Quantas são franquias e quantas são unidades? 40% mais ou menos são franquias. 400 e alguma coisa são franquias e o restante são operadas pela Arcos Dourados.
Como é que é o processo para ser um franqueado do McDonald's?
É um processo longo? É um processo longo. Vocês selecionam? Eu vou te explicar como é que funciona todo esse processo de escolha de um franqueado. Bom, primeiro, ele precisa estar envolvido no negócio. A primeira característica dessa pessoa que vai ser franqueada é que ele precisa estar envolvido no negócio. Ele não é um negócio onde... Ele precisa estar com a barriga no balcão. Então, não é algo que ele vai ser um franqueado e alguém vai operar o restaurante por ele.
Eu vou sair do país e vou deixar um gerente. Isso não existe. Não existe. A grande diferença hoje dos nossos franqueados e talvez de outros franqueados é que os nossos franqueados trabalham no balcão. Domingo à noite ele vai estar no balcão atendendo seus clientes. Esse é o grande diferencial. O processo de treinamento é longo.
Porque ele vai ter que atuar como atendente. Ele vai ter que saber como é que prepara o hambúrguer, como é que faz uma batata. Depois ele vai aprender a gerenciar uma área, vai ser um gerente do próprio restaurante e depois vai conhecer todo o negócio. Esse treinamento pode levar mais de nove meses. Tá. Em geral, quanto custa uma franquia do McDonald's?
Em geral, a franquia inicial, mais ou menos 600 mil dólares. 600 mil dólares, tá. Isso depende do tamanho da loja. É um número variado. Depende do tamanho do restaurante. Se é um restaurante shopping, se é um restaurante de rua, se é um restaurante tipo drive-thru, o free stand que a gente chama. Rogério, está sendo um bom ano para você? Para a companhia? Está sendo um ano desafiador.
Está sendo um ano bastante desafiador. Engraçado, todos os empresários, seja qual for o setor, que passam aqui pelo showbiz, estão com a mesma resposta. Ano desafiador. Ano desafiador e sempre ano desafiador geram aprendizados. Sempre.
E sempre a gente volta de novo porque é básico, porque é operação. E o que a gente está fazendo já, na verdade, desde o ano passado, é vamos revisar todos os processos, como é que a gente pode superar, como é que a gente pode ser melhor e como é que a gente traz mais clientes para dentro do nosso negócio. Vocês, evidentemente, estão em todos os estados brasileiros. Tem uma região que mais cresce?
Praticamente em todos os estados, região sudeste é onde a gente predomina. E continua. E continua. A gente está expandindo praticamente em todo o país, mas a região sudeste, sul-sudeste é onde a gente... Você comanda o Brasil. Eu comando o Brasil, toda a operação do Brasil.
É interessante falar um pouquinho de Arcos Dourados, para entender. Tem muita gente que se confunde. Vamos falar. O que é, afinal, Arcos Dourados? O que é o McDonald's? A sua posição em todo esse ecossistema? Vou te explicar tudinho. Então, tem uma McDonald's Corporation que é a dona da marca. Ela é a dona da marca.
Arcos Dourados é a companhia que opera essa marca em praticamente toda a América Latina e Caribe. São 21 países, 2.200 restaurantes, onde mais da metade dessa operação está aqui no Brasil. Então, a gente é operador de restaurante. A gente, como operador de restaurante, pode também franquear restaurantes. Então, você vai ver restaurantes operados por nós.
acho que eu falei que 60% dessa operação aqui no Brasil é feita por nós e 40% com os franqueados. E eu sou o presidente da divisão Brasil, que é a divisão mais importante dentro de Arcos Dourados, e dentro de Arcos Dourados existem mais outras duas divisões, são três divisões no total. Rogério, qual é o tamanho, o peso do Brasil na operação global do McDonald's?
Então, a gente está entre as 10 maiores operações do mundo. 10 operações do mundo. A gente é muito importante dentro do mundo do McDonald's. Dentro do Arcos Dourados é o número 1. Mas a gente tem um peso entre venda, número de restaurantes e a gente é avaliado entre as melhores operações do mundo. É mesmo? Sim. Operação que você diz o quê? Tem algum detalhe que chama a atenção dos americanos? A gente tem... Bom...
dentro do McDonald's você tem uma série de QPIs para acompanhar, etc. Mas, para a gente, o que é mais importante é em termos de satisfação de cliente, de marca favorita. A gente hoje é a marca favorita dentro do Food Service, é o número um. A gente é a top of mind na cabeça dos nossos clientes. A gente é...
disparado o número um e com maior market share. Então, tudo isso aí, sem dúvida, chama a atenção dos americanos e nós aqui, né? Que orgulho saber que a operação brasileira é uma das melhores do mundo. Qual que é a característica que, para você, foi fundamental para essa popularidade global do McDonald's?
Acho que tem várias, mas para mim talvez a mais importante, uma das mais importantes é essa conexão com o cliente. É muito comum eu estar assim conversando e alguém falar que, puxa vida, eu passo na frente do McDonald's e...
Eu lembro do meu pai. Por quê? Porque meu pai me trouxe aqui para comer um quarteirão com queijo. Então, toda vez que eu como um quarteirão com queijo, eu lembro do meu pai. Ou o pai que leva o filho, porque o meu pai me levava para comer o McLunch Feliz, e eu levo o meu filho. E esse filho vai levar o filho dele também. Então, essa conexão com os clientes, de estar presente ali com os clientes, eu acho que faz esse grande sucesso. Bom, a gente fez uma coisa inédita aqui. Acho que vale a pena a gente falar.
Quando a gente mudou, o McDonald's se chama de Mac. Isso é coisa nossa, hein? Isso é verdade. Isso é coisa nossa. Ninguém fala Mac. Até porque foi uma forma carinhosa. Os brasileiros chamam de Mac. Eu vou comer no... Hoje eu quero Mac. Hoje eu quero Mac. E o brasileiro é interessante porque a gente precisa de uma vogal no final. A gente não fala McDonald's. A gente fala Mac.
Então, nada mais justo escrever Mac como brasileiro fara. E foi uma forma interessante de aproximação. A gente conseguiu trazer, ainda que seja uma marca americana, mas administrada por latinos americanos. No caso do Brasil, por brasileiros. Então, a gente conseguiu fazer essa aproximação com esses clientes. Falando especificamente da marca Mac, foi difícil convencê-los?
Foi difícil convencer, evidentemente, porque você está mexendo na marca. Eles têm um carinho especial e tem que ter mesmo. O nome McDonald's é algo super poderoso. Então, a gente consegue utilizar isso nos comerciais. E no nosso Mac Meal aqui da Avenida Paulista, você tem ali escrito. Então, são exceções. Então, eu posso falar Mac, posso incluir isso nos comerciais, mas eu não posso mudar os arcos. Mas foi autorizado em apenas uma loja. Esse restaurante...
Inclusive, nós estamos gravando o show business diretamente da Jovem Pan, nos estúdios da Avenida Paulista, que tem essa unidade. É maravilhosa, hein? É maravilhosa. Tem que passar lá e te convido.
Estou diante não só do presidente do McDonald's, mas de um grande vendedor, Rogério. Você sempre foi um bom vendedor, como você está fazendo agora, tentando vender aqui para mim, tentando vender para o Guilherme? Não, mas você sabe, essa é uma das coisas que o McDonald's traz, né? Entrei com 15 anos, 16 anos. Exato. Com experiência nenhuma.
E eu fui aprendendo. E durante esse processo de aprendizagem, tem algumas coisas que vão te ressaltando. Isso aconteceu comigo e com mais um monte de gente. Toda essa parte de organização, limpeza, de você ter que falar com o cliente. Então, você... É muito normal, né? Os funcionários, os atendentes começam com aquela timidez e passado um período estão falando. E às vezes acontece da mãe, o pai ali fala assim, nossa, o que aconteceu? Meu filho era tão quietinho e agora está falando dessa maneira.
E é normal, então, esse é um legado legal, gostoso de saber como é que você pode desenvolver essas pessoas e mudar a vida de muita gente. Bom, deixa eu ressaltar algo que o Rogério já falou aqui no programa, porque vocês são, de fato, a porta de entrada para muitos jovens brasileiros.
no mercado de trabalho. Simplesmente, isso não é uma novidade, não é uma realidade atual, é uma realidade que acontece. Você é a prova viva disso, há 40 anos está lá, começou trabalhando no McDonald's e virou o presidente da companhia. Como é que vocês têm lidado com o comportamento desta geração que chega ao mercado de trabalho, especialmente a geração chamada Z?
Eu sou da geração X. E cada geração tem a sua característica, tem a sua forma de ser. E o importante, eu comecei a trabalhar com essa geração, eu comecei a trabalhar quando entrei no McDonald's, eu já estava saindo da geração X, entrando na geração...
Y e daí foi. Então eu tive a chance de conhecer cada uma dessas gerações. E cada uma delas tem a sua característica. E o importante é você entender essa característica dessa geração e tirar o máximo de proveito. E aprender. Como é que eu vejo essa geração? Ela é muito mais equilibrada. Então ela tem, acho que a minha geração era o que é para fazer, vamos fazer, é assim.
Essa geração Z, e até porque eu tenho um filho, então isso tem me ajudado muito. Ela pergunta muito, ela questiona, por que eu tenho que fazer? Ela precisa de um propósito. Então você tem que ter aquela paciência, muitas vezes, mas é importante porque te ajuda também a pensar, a entender por que eu estou fazendo isso. À medida que você se convence ou que você consegue convencer essa geração, esse pessoal tem feito um trabalho maravilhoso.
Eu, na verdade, admiro essa geração por esse nível de pergunta e esse engajamento na hora que eles entendem o porquê que eles estão fazendo tal atividade, o porquê que eles têm que servir dessa maneira. O propósito, na verdade, para mim a palavra principal é propósito, eles precisam ter um propósito claro. À medida que eles têm um propósito claro, isso se transforma em ação, em coisa boa. Você, volto a repetir, começou como atendente e virou presidente da companhia.
Quem começa como atendente do McDonald's tem um plano de carreira dentro da companhia, até mesmo dentro da loja? Essa é outra coisa bem interessante para quem não conhece. O McDonald's tem um plano de carreira. Você começa como atendente. A gente chama de atendente de lanchonete ou colaborador.
E você tem depois uma série de posições dentro do restaurante. Então, eu comecei como atendente, passei para treinador, responsável por treinar as pessoas. Depois fui gerente de área, gerente de plantão, gerente de restaurante. Depois eu saí de restaurante, fui para consultor de operações. E aí você tem um plano de carreira. Então, você pode sair, sim, de atendente e chegar a posições como eu cheguei. Então, no espaço de tempo, que vai depender, obviamente...
De você. De você. De você. Exatamente. A oportunidade está aí. A oportunidade está aí. Sem dúvida, sem dúvida. E a gente vai dar todas as condições. Esse é um ponto, hein? Nós vamos dar todas as condições. Você vai receber o seu treinamento, mas depende de você, da forma que você quer e o que você quer para a sua vida. Não, mas você que passou por isso...
E chegou na presidência, você vai falar para os milhares de profissionais que trabalham no McDonald's o que é determinante para ascender dentro da empresa. Aquele cara que começa como atendente mesmo e depois vira gerente, e depois vai para o corporativo, e depois vai para a vice-presidência. O que ele precisa ter e ser? Olha, isso até hoje, isso também, se você é atendente, se você é presidente, isso não vai mudar. Pelo menos para mim, eu uso até hoje.
A primeira coisa é a humildade. Você precisa escutar, você precisa... Você nunca sabe tudo, hein? Eu estou hoje como presidente ou como CEO, mas eu dependo, aliás, eu dependo mais das pessoas do que dependia antes. Eu dependo de todo mundo. E eu tenho que escutar todo mundo, hein? E para mim é super importante, hein? A gente lança campanhas no escritório, desenha, mas a hora da verdade é no restaurante. É lá que eu vou escutar.
Os clientes e os funcionários, os atendentes. Está funcionando? É isso mesmo? Está funcionando o produto? Como é que estão? Os clientes não gostaram? Então, a primeira coisa é humildade. Não importa a posição que você esteja, você tem que escutar. Não importa o que você faça, faça bem feito. Se você aceitou fazer... Eu lembro que, logo que eu comecei, de uma coisa na minha cabeça ali. Se eu estou agora limpando esse chão, esse chão tem que ser o mais limpo.
Se eu estou agora sacando a batata, essa batata tem que ser a melhor. Se eu estou agora aqui preparando esse hambúrguer, ele tem que ser o melhor. Então, não importa o que você faça, se você se dispôs a fazer, faça bem feito.
E o terceiro que para mim é fundamental, faça com prazer, tenha prazer naquilo que você faz. Estou há 42 anos, é um prazer no que eu faço, adoro o que eu faço, espero continuar mais 40 anos fazendo o que eu faço, adoro, tenho o prazer de fazer. E acho que isso é o segredo, se é que existe algum segredo, para você conseguir crescer na carreira de uma maneira...
Feliz. As coisas vão acontecendo, hein? Eu não entrei na companhia pensando em ser presidente. Estou muito feliz de estar ocupado essa posição. Ao longo do tempo, obviamente, a gente vai se preparando, porque existe essa oportunidade e você quer melhorar, de melhorar de vida. Mas ninguém entra pensando em ser presidente. Elas vão acontecendo. E elas vão acontecendo de forma natural se você gosta daquilo que você faz e se você se prepara para aquilo que você quer.
Rogério, me chamou a atenção uma postagem recente de uma pessoa, aliás, que eu nem conheço, sobre um anúncio de vaga do McDonald's no estado de São Paulo, com todas as informações, as descrições desse primeiro trabalho. O salário, que se eu não me engano era de R$ 1.900, com todos os benefícios, plano de saúde, plano odontológico.
E essa postagem mostrava que vocês davam como opção a esse novo atendente ou a escala de trabalho 5 por 2 ou a escala de trabalho 12 por 36.
Vocês sempre tiveram essas opções de trabalho? Essa pergunta, evidentemente, é por conta de uma pauta nacional em relação à escala 6 por 1. Eu queria saber a sua visão em relação a isso. A gente vem ajustando, de novo, por isso é importante escutar, entender o que está acontecendo no mercado, qual é a necessidade. Essa geração, ela pede flexibilidade, ela precisa disso. E a gente precisa ajustar o negócio também à realidade. De novo, se a gente escuta os nossos clientes...
escutar também os nossos funcionários. A flexibilidade é uma delas. Então, existe por lei. A jornada 6.1, ela está na legislação, ela é uma opção de trabalho. A jornada 12 por 36, muito utilizada em hospital, área de segurança, a gente também faz essa jornada. Existem pessoas que preferem fazer essa jornada e para a gente funciona super bem.
É jornada intermitente, são funcionários que trabalham em determinado dia da semana e funciona super bem, como também a jornada 5-2 para alguns restaurantes em determinado horário. Então, o atendente, quando se candidata, ele pode se ajustar ou escolher a jornada que melhor se adequa dentro da realidade. Então, existe uma, existem algumas jornadas que façam sentido para o atendente que está começando e para aquele restaurante.
Quer dizer, para você e para a sua empresa, essa discussão em um possível fim da escala 6x1 não vai alterar nada.
A gente tem que se ajustar, tem que se ajustar. Na verdade, tudo tem exceção. A gente só ter 6.1 ou 6.352, não sei se vai funcionar. A gente vai ter que se ajustar e cumprir, obviamente, o que determina a legislação. Para a gente, o que funciona mais é essa flexibilidade de ajustar os horários em função daquilo que o atendente precisa para aquele momento.
Deixa eu chamar a atenção para um outro tema que eu sei que o Rogério gosta de falar, que é tecnologia. Muita gente vai lembrar, quando o Rogério começou como atendente há 41 anos atrás, no Shopping Morumbi, você tinha que ir direto na boca do caixa fazer o seu pedido, pedir o seu sanduíche preferido.
Esperava algum tempo, esse sanduíche chegava. Hoje, você se depara com tótens. O que, Rogério, esses tótens representam para o faturamento e para o negócio do McDonald's no Brasil?
Eles são super importantes. Não só o Totem, existem outras formas de atendimento, mas falando específico do Totem. Primeiro, o McDonald's, com certeza, dentro do food service, foi a primeira empresa a oferecer essa forma de pagamento. Hoje o Totem é visto na praça de alimentação como algo bastante normal e não só no food service. Hoje você vai em qualquer lugar e você consegue fazer o...
o seu pedido. O cliente se adaptou assim, super rápido. E às vezes sempre fica aquela ideia, mas as pessoas com mais idade vão ter mais dificuldade? Nenhuma. Não tem dificuldade nenhuma. Qualquer idade você vai lá e faz o seu pedido. Isso também é uma demanda do cliente. Durante muito tempo, o cliente tinha pouca possibilidade de alterar o seu pedido. O Totem facilita isso. Porque o pedido hoje na cozinha é montado exatamente na hora que o cliente começa a fazer o pedido.
O Totem fez com que isso fosse muito mais fácil. Então, ele começa lá, ele tem o espaço dele, onde ele faz o pedido da forma que ele quiser, sem pressão nenhuma de tempo, e ele pode fazer os ajustes que ele quiser. Se ele quiser um Big Mac com mais carne, ele pode? Ele pode.
Se ele quiser agregar alguma coisa adicional no miguel, ele pode? Pode. Se ele quer fazer um quarteirão com queijo, com alface, ele pode? Pode. Então ele tem a liberdade de fazer o produto dele da forma que ele quiser e ele é preparado na hora, o modelo que a gente chama hoje de made for you.
Em geral, quanto tempo dura, em geral? Você tem esse dado, por exemplo, do momento em que você pede o lanche até a entrega do lanche? Olha, depois que ele termina de fazer o... Tem padrão, você? É, lógico que tem, lógico que tem. Quantos minutos? Não, não são minutos, são segundos. São segundos? Quando ele termina de fazer o pedido dele, esse pedido vai lá para a cozinha. Na hora que foi para a cozinha até ele receber, não deveria ser superior a 90 segundos.
O tempo médio de preparo de um produto dentro da linha deveria ser no máximo 50 segundos. Pode variar um pouquinho dependendo do produto, mas em 50 segundos eu consigo fazer um Big Mac para você tranquilamente. Te entrego um Big Mac. O que representam as vendas digitais do McDonald's?
A gente chama de venda digital tudo aquilo que é feito numa tela. Ou seja, um totem ali é digital. Ali você já entra com digital. Já entra com digital. Para mim já é considerado como digital. O delivery já é uma venda digital. Hoje representa 70% das nossas vendas. O cliente aceitou muito bem tudo o que é digital. O totem. O pedido, você pode fazer o seu pedido também através do seu smartphone. Você entra lá.
faz o seu pé, se retire, faz o seu pedido, chega no restaurante e pode retirar o seu pedido. Ou se você quiser receber ele na mesa, você pode sentar, fala que mesa você está, você vai receber também na mesa. Pode fazer o seu pedido no drive-thru, pode fazer o seu pedido em casa através do delivery. O cliente pós-pandemia...
quando ele sentiu esse gosto do digital, porque ele não tinha muita opção, se encantou, bom, isso é uma experiência própria, jamais compraria um sapato sem poder encostar a mão e olhar. Hoje eu compro sapato na internet sem nenhum problema. E os clientes, de forma geral, também aceitaram isso de forma incrível. São ocasiões diferentes e que a gente tem que estar atento e oferecer da melhor maneira possível.
Como é que o McDonald's tem lidado com o crescente desejo das pessoas no mundo por produtos saudáveis, aí bem longe dos hambúrgueres e batatas fritas? Bom, primeiro, os nossos produtos são saudáveis. Eu posso garantir para você, como há 41 anos, está super bem. O nosso pão é o mesmo pão que você compra no supermercado. É pão da Bimbo, é o que está lá, é o que a gente compra também.
O nosso alface a gente recebe todos os dias, são produtos, os frutos que a gente recebe todos os dias. A nossa carne é a carne 100% bovina. A gente só agrega sal e pimenta como codimento. Então são produtos saudáveis, são produtos, a coisa que você põe tudo junto, mas são produtos saudáveis. Se você for no café da manhã, você tem ovo para comer. Então são produtos saudáveis. O que é importante sempre, e serve para tudo.
Fazer o equilíbrio, o balanceamento e tudo. Então, se você comer só, só alface todo dia, você vai ter um problema. Então, você não precisa comer Big Mac todos os dias. Mas se você fizer isso de maneira balanceada, você pode comer sem problema nenhum. Agora, nós temos produtos como salada. Se você quiser entrar no McDonald's e não quiser comer um delicioso Big Mac, mas se quiser comer uma salada, você vai encontrar uma salada sem nenhum problema.
A salada chegou quando, do McDonald's? A salada está com a gente... Tinha uma época que não tinha. Tinha uma época. A gente acabou... Pós-pandemia, a gente precisou revisar o menu. Durante a pandemia, a gente precisou revisar o menu, até porque tinha produtos que não saíam, era necessário. Então, a gente acabou retirando alguns produtos, inclusive o McFish.
E depois, com o tempo, a gente retornou. Salada é um exemplo. Não, inclusive McFish, por quê? O McFish saiu da época. Não, saiu, sim. Mas por que você frisou? Eu frisei o McFish porque eu fui bombardeado aqui.
Foi bombardeado? Bombardeado, saiu aí, tinha uma turma do Volta McFish, Volta McFish. Teve uma campanha, eu lembro dessa campanha. Campanha forte. Mas por que você tirou o McFish? O McFish saiu... E você não gostava. Adoro o McFish, adoro o McFish. Agora, tinha uma razão, o consumo de McFish era muito baixo. Poucas pessoas comiam, era um nicho, né? A gente fala de peixe, mas peixe não é algo assim, ainda que o brasileiro gosta muito de carne, gosta muito de frango. Peixe tem o seu espaço.
Com a pandemia, a gente acabou tirando esse produto, mas, obviamente, de novo, escutando o cliente, a necessidade, a gente falou assim, vamos voltar com esse produto. A gente não consegue manter esse produto no cardápio por muito tempo, mas a gente consegue manter ele por um período. E ele é lançado, fica um período, a venda maravilhosa, todo mundo gosta. Agora, você gosta de make-fix? Eu gosto, gosto de make-fix. Então, você precisa comprar. Se você comprar sempre, a gente mantém no cardápio.
Como é que a gente vai manter ele? Agora, o McDonald's sente o impacto das canetas emagrecedoras do Mondiaro, do Ozempic?
Olha, já não é a primeira vez que me perguntam sobre isso. Ainda não. Ainda não. Aqui no Brasil. Estão falando do Brasil? Não. Não. A gente ainda não sentiu. Até porque as canetas ainda não chegaram para todo mundo. As canetas ainda custam caro. Então, pode ser que no futuro a gente comece a perceber um impacto. Hoje, esse impacto não existe. Agora, isso me preocupa um pouco menos.
Porque a gente tem diferentes tamanhos, hein? O cliente, se ele fazer, eu quero reduzir a quantidade de... Ok, nós temos um cheeseburger que é pequeno. Ou eu quero pegar, sei lá, um produto de menor tamanho. Ou mesmo a salada, como eu tinha comentado. A gente tem diferentes produtos. E se ainda não quiser nada disso, quiser comer um pão com ovo de manhã, você vai encontrar pão com ovo no café da manhã. Então, acho que nesse sentido, o McDonald's, como a marca é includente, ele está preparado para esse tipo de oscilação. Mas sendo bem direto, hoje a gente não tem esse tipo de impacto.
Quando eu perguntei há pouco para você sobre como anda o ano da sua companhia, você falou que está sendo um ano desafiador. O impacto, a economia de um país, na economia brasileira, ela mexe com vocês mesmo tendo um ticket baixo de refeição?
Sim, lógico, a economia vai interferir. Se as pessoas estão com menos dinheiro no bolso, existe um indicador interessante, ainda que subjetivo, para mim faz muito sentido, que é o índice de confiança, a índice de confiança do consumidor. Então, mesmo que você tenha um pouco mais de dinheiro, se você sente que a economia não está tão bem ou sente que alguma coisa não está bem, você acaba gastando menos.
Então, a gente está preparado, obviamente, porque você tem um menu onde, se você tem menos dinheiro, você vai encontrar produto no McDonald's. O meu dinheiro no final do mês. Mais barato é quanto? Olha, com R$19,90, você vai fazer sua refeição. Você vai comer um lanche, uma batata, um refrigerante e uma sobremesa. O que a gente chama de economec. Um cheeseburger. Um cheeseburger, que é de carne, ou um sanduíche de frango. Então, você tem opções.
Você tem menos dinheiro, com economec você vai fazer uma boa refeição. Tem um pouco mais de dinheiro.
Vou pegar um Big Taste, vou pegar um produto do meu coração. Então, a gente consegue se ajustar ainda numa situação um pouco mais desafiadora, vamos dizer assim, onde as pessoas estão olhando e aproveitando qualquer oportunidade, ela vai encontrar. Além, se você entrar no nosso app, você vai encontrar lá diferentes oportunidades. E outra coisa, para quem é cliente do meu Mac.
Estou fazendo um comercial aqui, você está me dando chance, eu estou falando. Para quem é cliente do meu MEC, que é o nosso programa de lealdade, ele tem uma série de vantagens. Ele vai fazer a sua compra, vai ganhar pontos e depois ele pode trocar esse ponto por comida. Eu vou transformar esse merchandising que você está fazendo em informação. Você me deu espaço. Em informação de negócios. Esse programa de fidelidade que você tem, que você criou, qual é o peso dele na operação? É um peso relevante.
É um peso relevante. A gente tem mais de 19 milhões de usuários. Então, você imagina como ele pesa aí no nosso negócio. Por que ele foi desenvolvido? Qual é a razão da gente criar esse programa? Primeiro, obviamente, é uma forma de você devolver para esse cliente que é leal.
Ou seja, o cliente espera isso. Você fala assim, poxa vida, se eu vou, frequento essa marca que eu gosto, sou fiel a ela, o que eu ganho, além, obviamente, de receber o produto, no caso do McDonald's, esse lanche, etc. Você recebe algo mais, eu vou te devolver aquilo que você está comprando, para que você possa depois usar esses pontos da melhor maneira dentro dos nossos estabelecimentos. E começou assim.
O cliente do meu Mac, ele é muito mais fiel, ele chega a ser 18 vezes, a frequência dele é 18 vezes maior do que um cliente que não é do meu Mac. Para você ter uma ideia do peso do meu Mac dentro desse negócio. E 19 milhões é um número bom, é bom, mas acho que a gente pode ainda buscar muito mais.
Rogério Barreira, quais são os campeões de pedidos do McDonald's no Brasil? O lanche que mais vende, sem dúvida nenhuma, é o Big Mac. O Big Mac continua sendo o número um. Quarteirão e cheddar ficam brigando. Depois eu quero contar a história do cheddar. O cheddar tem uma história interessante.
Esses dois produtos ficam brigando entre eles, mas esses três estão sempre na linha. Ainda que a gente lance algum produto, e a gente tem agora as seleções da Copa, que são um lanche diferente todo dia, gera experimentação. Mas quem gosta do Big Mac, volta para o Big Mac novamente.
E tem outros, além dos sanduíches, que também são campeões? Batata frita, com certeza, né? Batata frita que já complementa. A sobremesa, são os complementos. Mas aí você tem McChicken, o cliente é muito fiel ao McChicken de frango. A gente fez o lançamento, tem uns dois anos, que são os sanduíches de frango um pouco maior que a carne de McChicken. Eu praticamente adoro, adoro. Acho que a gente tem, com modéstia à parte, o melhor frango do mercado.
A gente fez o lançamento, ele está ali entre os 10. Ainda carne tem um bom peso dentro do nosso negócio, mas frango já vem tomando aí as suas...
as suas proporções. Posso falar do cheddar? É isso que eu ia perguntar. Qual que é a história do cheddar? Contar o cheddar. Que tem uma base de clientes fiéis ao cheddar. Incrível o cheddar. O cheddar... Você sabe que a gente tem produtos que a gente chama de core, né? O McDonald's chama de core. São produtos que, em qualquer lugar do mundo, você vai encontrar, eles são iguais. Eles têm as mesmas especificações, a mesma receita.
Big Mac é um. Não importa onde você vá, daqui, na China, o Big Mac vai ter o mesmo gosto. Ele é do mesmo jeito, porque ele tem uma especificação. Ele não pode ser mudado. Ele é igual.
Então, X-Burger, Quarteirão com Queijo, Big Mac, McTicken. Mas tem um produto que muita gente pensa que é core, que é o cheddar. O cheddar não é core, o cheddar foi feito no Brasil. O cheddar é um produto 100% brasileiro. Brasileiro? E ele foi... Bom, o primeiro brasileiro gosta de queijo. É.
Isso funcionou super bem. Foi uma receita que a gente tomou uma parte de um país... Não, foi criado aqui. Não me pergunte como é que a gente juntou queijo cheddar, que todo mundo gosta, com uma cebola com molho shoyu. Acho que funcionou super bem. Isso era um produto que era para entrar e ficar. Isso foi lançado há 30 anos. Era para ele entrar, a gente provar, a gente chama de nenaut. O produto que entra e sai, entrar e sair. Mas ele entrou no gosto do brasileiro de tal forma ou... ...
Ele não consegue tirar. Isso é interessantíssimo você falar, porque empresas do porte do McDonald's, a gente já recebeu em outros setores, empresas que têm negócios em...
dezenas de países pelo mundo. E aí você vê determinadas particularidades. Como você está explicando essa história do cheddar 100% brasileiro, eu realmente não sabia dessa história. Vocês pesquisam com regularidade o hábito do consumidor brasileiro para criar produtos nas lojas? Sim.
A gente faz pesquisa com o cliente, obviamente, para saber que ingredientes ou que produtos fazem mais sentido. Não é só misturar o produto, mas a gente escuta muito o cliente. Cheddar é um exemplo fiel. A gente lançou a linha Brabus, que é uma linha premium intermediária, também utilizando aquilo que o cliente gosta. Então, frango, mas quais são os ingredientes que fazem mais sentido e o que o cliente gosta.
Mas eu queria dividir uma... E não falando de Brasil, eu tive a chance de morar no México e ser responsável pela operação do México. Tem um negócio interessante, falando de produto e como a marca também vai se adaptando ao local. Falei de cheddar no Brasil, mas a minha experiência no México foi bastante interessante. A gente também tem o Big Mac, etc. E ali a gente tinha uma situação um pouco diferente. A marca McDonald's no México não era a número um.
A gente tinha um desafio de como é que a gente reposicionava a marca, como é que a gente fazia essa mesma conexão que a gente tem aqui no Brasil e levava para lá. Não faz sentido a gente não ter a mesma conexão. A primeira coisa é escutar o cliente. E o cliente mexicano tem uma característica interessante, bem diferente da nossa, e que a gente precisou aprender, a gente precisou conhecer, pesquisar.
Mas é muito normal no México o cliente terminar o produto dele, a refeição dele, complementar na mesa. Então você vai fazer uma refeição, vem lá, uma série de molhos e o bichicano vai e bota o molho dele, bota a pimenta dele. É normal, isso é uma cultura. E a gente fala assim, mas como é que a gente vai fazer aqui? Porque o Big Mac é standard, como é que eu vou mudar o standard? Vamos atrás, vamos ver.
Nós chegamos no México e desenvolvimos uma mesa que ficava no salão, uma mesa de condimentos, que eram condimentos comuns ao restaurante. Então, nós tínhamos a salsa roja, que era uma salsa vermelha, que era pequena apimentada, levemente apimentada, mas apimentada, molho jalapinho, diferentes tipos de pimenta. Isso ajudou e muito a fazer a conexão, ou seja, uma marca americana, a princípio, mas com características...
da população. Então, era comum, de manhã, o cliente pediu um Big Mac para a gente, pode soar estranho, pediu um Big Mac, sentar, pegar o ralapenho dele, colocar no Big Mac e comer. Eu depois acabei experimentando, adorei. Você vai acostumando com a cultura. Mas foi uma forma de a gente conectar com os clientes assim, de maneira incrível. Mas eu imagino que não deve ser fácil você incluir novos produtos num cardápio que é, que segue um padrão, que o mundo inteiro já conhece.
Olha, para você lançar, a gente tem autonomia de fazer qualquer lançamento de produto. A gente pode. A gente não pode mexer nos produtos core, mas eu posso fazer lançamento de produto, como o que a gente fez agora, por exemplo, com seleções da Copa. A preparação desses produtos, além de você ter o que o cliente espera, o que ele quer e desenvolver o produto, depois a gente precisa ver como é que a gente consegue colocar esse produto dentro da linha de montagem.
Eu não posso só agregar produtos, porque senão eu não consigo produzir, entregar o produto da maneira que o cliente gosta. Então, a gente também tem que levar isso em consideração na hora que a gente vai fazer o lançamento de produto. Como é que esse produto opera dentro de uma linha de montagem? A cozinha é uma linha de montagem.
pão e vai, condimento, etc., dentro de outros produtos. Então, também, ao par de operacional, é decisivo na hora de fazer o lançamento de produto. E, algumas vezes, a gente é obrigado a tirar alguns produtos de linha para poder lançar produtos novos. Foi o que a gente fez agora com o sanduíche da Copa. Rogério, tempos atrás, o McDonald's soltou um posicionamento global indicando que iria desconsiderar algumas práticas de diversidade.
Isso, no Brasil, porém, foi diferente. Por quê? Então, a McDonald's Corporation tomou uma decisão deles, uma decisão, e deixou que cada país, ou que cada, no nosso caso, que cada empresa que administra a marca tomasse a sua decisão de como deveria atuar. Arcos Dorados decidiu manter essas práticas, e faz todo sentido.
Essa característica de ser uma marca que inclui, que está próximo das pessoas, não importa cor, sexo, raça, ou seja, não fazia sentido fazer qualquer tipo de alteração. Isso para o nosso negócio é importante, o cliente gosta de ser reconhecido quando ele entra dentro dos nossos restaurantes.
Se você entrar em qualquer restaurante aqui da Paulista, você vai ver preto, branco, gordo, mago, japonês, etc. E é importante, essa diversidade faz toda a parte, como negócio, inclusive, porque o cliente gosta de se conhecer uma maneira, novamente, dessa conexão que é feita com os nossos clientes. São quantos trabalhadores no Brasil? Só vai de 60 mil trabalhadores. 60 mil, Rogério. Vai de 60 mil trabalhadores.
A seleção, eu falei há pouco aí da seleção, o que eu vi recentemente numa postagem sobre benefícios, salário de R$ 1.900. Como é que funciona essa seleção? Muito brevemente. O candidato pode ir a qualquer restaurante e... Entrega ali o seu... Fala assim, eu quero trabalhar no McDonald's. Agora é tudo mais digital, né? Então ele vai entrar no site, vai falar, vai deixar o seu currículo de maneira digital, passa por uma entrevista e...
e começa a fazer o trabalho. É muito simples, hein? Faz os exames normais que precisam se fazer e começa a trabalhar. Sempre ajustando o horário de trabalho dele. A gente quer muito... Isso não mudou também. A gente quer muito que essa pessoa trabalhe e continue fazendo seus estudos. Isso faz parte do seu desenvolvimento. Você falou muito brevemente sobre uma... Eu não sei se é uma carta.
Sobre treinamento desses funcionários, que deve ter premissas básicas aí para um atendente. Quais são? Para você ser atendente, quais são? Gente, as...
Tem nada assim que você não vai ser tendente, tem tudo para ser tendente. Você precisa querer fazer, você precisa estar disponível dentro do horário que você pré-estabeleceu e que tenha vontade de trabalhar, não tem critério assim, não tem. Não tem muito segredo. A gente é, olha, a gente é includente. Venha trabalhar com a gente, venha ser feliz, tem plano de carreira.
Você pode ser o próximo CEO, com certeza. Muito bem. Eu converso nesta edição do Show Business com Rogério Barreira, presidente do McDonald's no Brasil. O Show Business faz uma breve pausa e volta em instantes.
E nós voltamos com o Show Business nesta edição com Rogério Barreira, presidente do McDonald's no Brasil. Rogério, você está há 41 anos na companhia, como a gente abordou no último bloco, começou como atendente, e você passou também em outros países.
O que essa experiência internacional, no exterior, foi benéfica e de alguma forma você trouxe no seu retorno para o Brasil? Olha, quando eu fui para o México, eu já tinha 30 anos de companhia. Então, você imagina que, puxa vida, conheço quase tudo, depois de 30 anos. E é interessante, quando eu cheguei no México, na verdade, meu ponteiro começou de novo.
Era um mercado novo, com um desafio muito diferente do que eu tinha no Brasil. A gente precisava reposicionar a marca, trazer a marca para a posição número um. Então, você tinha uma marca muito forte aqui no Brasil e uma marca com uma oportunidade de melhoria no México. E, obviamente, um idioma que não é seu. Por mais que fale espanhol, mas um idioma que não é seu e uma cultura.
que é diferente. Eu precisei de um tempo também para entender um pouquinho de como é que você tatua, como é que você... Essa posição que a gente tem desse eu, de novo, a gente depende de muita gente, eu dependo, assim, de todo mundo. De todo mundo. Então, mais do que uma parte técnica, que é essa parte que você aprende, é como é que você convence, como é que você engaja. Acho que esse é o grande segredo do líder, como é que você engaja as pessoas, como é que você convence.
E eu tinha esse papel lá de engajar a equipe, de botar o pessoal olhando para frente e vamos alcançar. A gente pode fazer melhor. A gente até brincava com eles. A gente pode fazer melhor que os brasileiros. Vamos lá. E juntar, a gente tinha um grupo de franqueados que não estava tão engajado com a marca. A gente também conseguiu engajar. A virada veio na hora que teve esse engajamento. Isso para mim foi super importante. Foi o momento da virada.
Uma realização pessoal e profissional gigante, posso te garantir. E a volta para cá, obviamente, foi, primeiro, eu não sei tudo, hein? Não sei tudo. Preciso aprender com vocês, trabalhar o engajamento. E lá no México, diferente do Brasil, eu preciso aprender a fazer com menos.
A estrutura, o número de restaurantes do México é menor, o budget é menor, o número de pessoas é menor. Eu precisei aprender a fazer isso com grupo menor. Então, voltando para cá, eu acho que eu melhorei no sentido de produtividade, de como saber fazer mais com menos, eu dei muito mais valor. Foi o primeiro aprendizado que me veio na cabeça. Quando você vai para a base, para os Estados Unidos, o que você escuta dos americanos em relação à Operação Brasileira? A Operação Brasileira é uma das melhores do mundo.
Eles valorizam. A gente recebe a costoria, evidentemente, como eles são os donos da marca, eles vêm, obviamente, na América Latina e também no Brasil, até para dar o acompanhamento e ter certeza que a nossa operação está dentro dos padrões McDonald's, de qualidade, serviço e limpeza. E a gente é classificado ali como uma das melhores operações. Surpreende.
principalmente na parte de atendimento, o nosso atendimento, a maneira, o contato com o cliente. A gente tem um programa em toda a Arcos Dourados, mas falando do Brasil, que chama Cultura de Serviço. Cultura de Serviço é um programa amplo, ele não é só atendimento, mas é...
É com a cultura da empresa, é a maneira que a empresa é, o jeito da empresa ser. E a empresa é uma marca includente, de incluir as pessoas. É uma marca generosa porque quer dividir esse conhecimento com todos. Ela tem vocação de serviço porque ela quer servir as pessoas, ela quer entregar, servir. O ato de você servir comida é um ato muito bonito, é um ato de você entregar. O homem está pagando, não importa, você está entregando a comida.
Você está preparando alguma coisa para alguém que vai comer. Esse ato é muito bonito. E a loja que não dá certo, que vende mal, o que ela fez para dar errado?
Muitas vezes a gente precisa ou trocar a operação, ou colocar pessoas que estão mais próximas do cliente, ou gente mais experiente. Pode acontecer. Acontece. A gente abre um restaurante e ele vai além ou aquém daquilo que a gente estava imaginando. A gente tem um grupo de consultores, tem um pessoal super preparado para tentar identificar onde é que está a oportunidade. A gente errou no ponto.
Será que aquele ponto não foi o melhor? A gente errou na comunicação, a gente errou na equipe gerencial. Então, você tem lá uma série de diagnósticos e aí você faz a correção. Às vezes, a gente tem que fechar o restaurante. Às vezes, a gente errou. Desses 60 mil atendentes que tem pelo Brasil do McDonald's, através dessas andanças que você acabou de falar que você gosta de fazer,
Tem uma história, ou uma frase, ou um pedido, ou uma demanda que um desses atendentes fez a você e de alguma forma te marcou? Já conversando assim com o pessoal... Pode ser o mais simples. Não, nós temos... Não foi nenhuma... A gente fez uma...
quase um censo, e a gente descobriu, através do censo, tinha 7% da nossa população que a única refeição que eles faziam era no McDonald's. Na hora que a gente recebeu o resultado, não é possível que alguém faz uma refeição e essa refeição é aqui. Não pode ser assim. Nós precisamos resolver isso aqui. Não pode ser que essa única refeição é feita aqui.
E a gente, através do cadastro, que o funcionário pode fazer, e o contato é só com ele, ninguém na loja sabe, isso é só com ele, a gente consegue fornecer com desconto. Ele tem que pagar alguma coisa, mas é irrisório, muito abaixo do mercado, mas ele recebe na casa dele uma cesta básica, do tamanho que ele escolher no valor.
simbólico, mas é um valor, ele recebe na casa dele e essa cesta é suficiente para a família toda. Para a gente foi um choque na hora que a gente recebeu e recebeu essa informação e rapidamente foi, vamos resolver isso daí. E hoje a gente atende uma série de funcionários de maneira anônima, no sentido que ninguém da equipe precisa saber, não interessa, mas ele sabe evidentemente e ele recebe na casa dele. Essa foi uma demanda que saiu assim.
dentro de um censo que tinha outro objetivo, era muito mais para a gente conhecer esse nosso público interno e melhorar as condições dele dentro do próprio restaurante. E saiu esse ponto que a gente conseguiu reverter isso de uma maneira incrível. Qual o seu sanduíche preferido? Eu vou mudando, depois de 40 anos você vai mudando.
Hoje, por exemplo, o meu sanduíche preferido é cheddar McMurtry. Hoje eu estou apaixonado por cheddar. Mas isso é porque é 100% brasileiro. Você está defendendo já o seu território, a sua opção. Eu mudo. Daqui a pouco eu vou para o Big Mac, que é o meu querido. Tem uma história? Quem que inventou o Big Mac?
O Big Mac foi criado por um franqueado, chamado Jim Delegate, em 1967. Nos Estados Unidos. Um franqueado McDonald's, nos Estados Unidos. Bom, quem viu o filme sabe que era hambúrguer, cheeseburger e batata. Foi assim que começou.
E aí a ideia era ter um sanduíche um pouco maior, né? Naquela época o Big Mac era o sanduíche, né? Até hoje. Hoje já não é mais, né? Hoje eu faço o Big Mac, o Big Mac ficou pequeno diante dos outros sanduíches. Nunca mudou de tamanho, já adianta, já porque o pessoal diminuiu, nunca diminuiu. É sempre o mesmo tamanho.
Mas foi um franqueado, sim, que... Essa partilha que a gente tem que... Com franquia sempre foi muito forte. Até hoje é. Quando eu estava no México, inclusive, um dos lançamentos que nós tivemos de plataforma de valor foi desenvolvida por um franqueado em conjunto com a gente ali. Mas saiu do franqueado que está próximo do negócio. Por isso a importância do franqueado estar encostado no balcão.
Quando você olha a trajetória do Rogério, começou lá como atendente do McDonald's. O que esse passado, na época de 1984, quando você começou lá como atendente, teve um episódio ou alguma coisa que você aprendeu, que você traz hoje para a sua posição de presidente?
Tem algumas, eu comentei algumas, mas, olha, algo que, ainda bem que vem mudando e eu trago isso para a minha posição. Primeiro, o presidente ou o CEO, ele não sabe de tudo. Se alguém achar que o CEO sabe de tudo, não sabe, hein? Desculpa decepcionar, mas ele não sabe. A minha dependência das demais pessoas é enorme. E algo que tem me ajudado, me ajudava atrás, mas tem me ajudado hoje, inclusive, dentro dessa posição.
A gente discute muito, a gente tem meses, principalmente as principais estratégias, ou mesmo coisas do dia a dia, é discutida por diversas áreas. Todo mundo, sim, se mete um na área do outro, eu faço questão que tem isso, essa interação é importante, ainda que no final eu tenha que tomar a decisão por esse ou por esse caminho.
Mas, para mim, o que ajuda muito é escutar o que cada um fala. Eu já mudei de opinião. Eu entrei numa reunião falando assim, é assim que tem que fazer. E saí falando assim, ainda bem que eu não fiz isso. Ainda bem. Então, algo que, para mim, eu trago é... Nunca entra numa reunião achando que é isso. Você pode mudar de opinião. Mas dê espaço para as pessoas falarem. Deixe as pessoas falarem. Deixe elas discutirem. Isso tem me ajudado e tem tirado um peso, porque a gente acaba chegando em conclusão.
Ainda que algumas vezes de verdade. Às vezes eu tenho que tomar a decisão. Porque no final do dia sou eu que tenho que dar a cara no board e etc. Mas o meu grande aprendizado é dividir a responsabilidade, escutar e tentar tomar a decisão, obviamente, em conjunto com todo mundo. Muito bem, pergunta clássica aqui no Show Business. Quem são as suas referências na vida e no mundo dos negócios? Puxa vida. Olha, na minha vida...
Tem algumas referências, né? Uma dessas referências é minha esposa. Minha esposa é a minha referência. Ela também começou como atendente. E depois ela saiu do McDonald's, foi trabalhar na Apple. Ah, vocês se conheceram no McDonald's? Como atendente? Como atendente. Ali? Não como atendente. Ela já era gerente, já depois de algum tempo. Mas foi dentro do McDonald's. A gente se casou no McDonald's. Casou no McDonald's? Dentro do McDonald's.
Já ia revelar aí um casamento dentro do McDonald's, hein? E aí, e mais. Mas, para mim, ela é uma referência, uma pessoa muito focada, bom, além de ser minha companheira aí há mais de 30 anos, mas era uma referência também pela força de vontade, pela mulher, chegou numa alta posição dentro da companhia.
super crítica e me apoiou, e me apoia até hoje em tudo. Então, é mais do que uma esposa para mim, é minha amiga e quem eu divido. Então, para mim, ela é uma referência, assim, clara. Olha, eu tive vários líderes junto comigo, dentro do McDonald's, onde eu passei mais tempo, onde eu conheço, são os líderes que estão ali dentro.
E alguns líderes, e há uma característica, talvez que eu tenha ficado, que esteja comigo, é isso de estar ajudando, de ter a mão amiga. A gente nunca, dentro da nossa vida corporativa, você tem altos e baixos, você tem momentos que você está bem, momentos que você está ruim.
E às vezes quando você está ruim, você fala assim, e agora? O que eu faço? E eu encontrei gente, líderes ali que souberam estender a mão e falaram assim, não, vem comigo, vamos por esse caminho e eu precisava escutar. E às vezes escutei coisas que eu não queria ouvir, ou que me doeu naquele momento, mas que me ajudaram a mudar a minha vida. Ele não está mais na companhia hoje, hoje ele faz parte do board, mas ele foi presidente aqui no Brasil, para mim é meu mentor.
Ele é argentino, mas é meu amigo. Mas ser um amigo é ótimo. Muito bem, nós recebemos aqui no Show Business Rogério Barreira, presidente do McDonald's no Brasil. Rogério, quero te agradecer a esse papo delicioso, um programa inteiro aí para falar de uma das marcas mais reconhecidas no planeta. Te agradeço. Muito obrigado. Parabéns por essa trajetória, viu? Atendente à posição que você está hoje. Muito obrigado.
E olha, muito obrigado sempre pela sua audiência, pela sua companhia. O Show Business volta na semana que vem. Até lá. Tchau, tchau. A opinião dos nossos comentaristas não reflete necessariamente a opinião do Grupo Jovem Pan de Comunicação.
Realização Jovem Pan.
McDonald's