MEDITAÇÃO DO EVANGELHO COM PADRE NUNES | 05/05/2026
Um encontro diário com a Palavra de Deus para iluminar sua vida, fortalecer sua fé e renovar a esperança no coração.
Padre Nunes
- Exegese Evangelho JoaoPaz de Jesus · Despedida de Jesus aos discípulos · Retorno de Jesus ao Pai · Vinda do Espírito Santo
- Paz InteriorCrescimento através das dificuldades · Presença de Deus na vida · Paz de Jesus como oásis · Serenidade nas dificuldades
- Significado da pazPaz do mundo vs. Paz de Jesus · Paz como estado de espírito · Paz interior e consciência tranquila · Paz inquietante e impulsionadora
Fala, Senhor, que teu servo te escuta. Aleluia! Aleluia! Aleluia! Aleluia! O Senhor esteja convosco. Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João. Glória a vós, Senhor. Naquele tempo disse Jesus a seus discípulos, Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou. Mas não a dou como o mundo. Não se perturbe nem se intimide o vosso coração.
Ouvisteis que eu vos disse? Vou, mas voltarei a vós. Se me amasses, ficarias alegres, porque vou para o Pai, pois o Pai é maior do que eu. Disse-vos isto agora, antes que aconteça? Para que quando acontecer, vós acrediteis. Já não falarei muito convosco, pois o chefe deste mundo vem. Ele não tem poder sobre mim.
Mas, para que o mundo reconheça que eu amo o Pai, eu procedo conforme o Pai me ordenou. Palavra da salvação. Glória a vós, Senhor.
Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou. Meu irmão, minha irmã, ouvintes do programa Sim, a Vida, as dificuldades nos ajudam a crescer, nos dão resistência, nos torna fortes, e é nas dificuldades que percebemos com maior clareza a presença de Deus na nossa vida, que descobrimos a força que podemos ter quando depositamos a nossa segurança nele.
Mesmo que a aridez dos nossos desertos fira os nossos pés durante as difíceis travessias, como esta que estamos, você possa dizer, estou atravessando, não podemos existir da caminhada. E assentando os nossos passos, nossos passos nas pegadas,
nas pegadas de Jesus, que chegaremos a um oásis reposante, onde iremos saciar nossa sede, repor as nossas energias para dar continuidade à nossa caminhada. E este oásis reposante, que às vezes pode nos parecer inatingível, está mais próximo de nós do que imaginamos. Ele é o nosso próprio coração, quando inundado pela paz de Jesus.
O nosso oásis é a paz de Jesus. Essa paz podemos ter em qualquer circunstância que estejamos vivendo. No evangelho que a liturgia de hoje nos convida a refletir, Jesus continua despedindo os discípulos para encorajá-los. Ele deixa-lhes a sua paz, deixo-vos a paz, mas não a dor como o mundo. Jesus sabia que a sua hora estava chegando.
Queria inevitavelmente, seria inevitavelmente que os discípulos não sofressem. Extremamente comovido, ele pede a todos que não se perturbasse, não se intimidasse, assegurando-lhes que ele voltaria, era de seu desejo.
fazer com que seus discípulos compreendessem que aquela separação que estava por vir não seria definitiva, que não poderia, não poria fim no relacionamento deles e que ele deveria ser vista por eles como motivo de alegria, não de tristeza. Já pois com a sua volta para o Pai as portas do céu seriam abertas para eles?
Mas mesmo com tantas palavras de conforto, os discípulos continuavam tristes, o que era natural, afinal havia um elo muito forte entre eles, a razão pela qual eles tinham muitas dificuldades em aceitar aquela separação. Eles ainda estavam presos à lógica do mundo, só iriam entender de fato o sentido daquela separação depois que eles fossem enviados o Espírito Santo prometido por Jesus.
Quando falamos de paz, logo nos vem a ideia de uma situação externa, sem conflitos. No entanto, a paz verdadeira é aquela que vem de Jesus. É um estado de espírito, algo confortante que podemos sentir em qualquer circunstância. A paz que vem de Jesus é uma paz interior, a paz da consciência tranquila, que nos vem da certeza de que, aconteça o que acontecer, nunca estaremos sós.
Na paz de Jesus até as nossas lágrimas pode virar sorrisos. Sentir esta paz é como sentir um raio de luz penetrar em nossa janela, ou em nossa janela num dia chuvoso, fresco das manhãs de primavera em pleno calor de verão. Então para o mundo paz significa ausência de guerras, enquanto que a paz de Cristo significa serenidade nas dificuldades. O coração de quem cultiva esta paz pode até surgir angústias.
mas ela logo será superada pela certeza da vitória. A paz que vem de Jesus não é uma paz de acomodação, de ver o mundo desabar e ir lá fora e não fazer nada, pelo contrário, a paz que nos vem dele é inquietante, é uma força que nos encoraja, que nos impulsiona, que nos faz lançar sem medo numa revolta da vida, sem medo de naufragar.
O gesto de dizer ao outro a paz do Senhor, quando vindo da profundidade do coração, é mais do que uma saudação característica do cristão? Esse gesto é, na verdade, um testemunho de quem realmente abraçou a paz de Jesus e deseja transmiti-la ao outro. O mundo diz que quer a paz, mas continua rejeitando o dono da paz. Aquele que disse, deixo-vos a paz, a minha paz vos dou. Que o Senhor nos abençoe. Amém.