Brasil que Faz - André Nassar
O Brasil Que Faz traz mais uma história incrível, e você é o nosso convidado especial para acompanhar uma conversa sobre vendas, experiência do cliente e visão de mercado.
Uma trajetória construída desde a infância no varejo e no atacado, com aprendizados reais de quem vive o mercado no dia a dia.
“Ouvir o cliente é estar atento a tudo o que acontece na área de vendas, identificar o que não está bom e corrigir rapidamente.”
Vamos receber André Nassar, profissional com ampla experiência no varejo e atacado, para um bate-papo sobre atendimento, gestão comercial e crescimento sustentável.
- Trajetória e aprendizadoIngresso no negócio familiar e aprendizado operacional · Fundação do Mambo e início no atacarejo com o Giga · Venda do Giga para o grupo Sencosud · Lançamento da nova marca de atacarejo (Cache)
- Otimização do Processo de Venda e AtendimentoOuvir o cliente através da observação e correção de fricções · Importância do ambiente da loja e disposição dos produtos · Diferenciação pela qualidade dos perecíveis e atendimento · Estratégia de preços competitivos e sortimento adequado
- Recomendações para EmpreendedoresAprender com os erros dos outros e copiar acertos · Começar pequeno, com pessoas certas e disposição para o trabalho · A importância de gostar do segmento e ter cautela · Contratação baseada em competência e caráter
- Novos Interesses e Expansão ComercialImportância da liderança servidora e cultura organizacional clara · Treinamento de líderes por imitação e testemunho · Pesquisa de mercado focada em identificar pontos de melhoria · Estratégia de expansão em praças com menor concorrência
- Reação familiar e social ao empreendedorismoImigração libanesa e início no comércio · Montagem da primeira loja em Catanduva · Mudança para São Paulo e fundação do Bazar 13
- Propósito e vidaGerar valor, atender pessoas e criar ambientes agradáveis · A paixão e o propósito como motores do empreendedorismo · O 'Brasil que Faz' como representação do trabalhador brasileiro
Oferecimento Airfryer e Mondial. A escolha inteligente. Consórcio Embracol. Porque sonhar não tem limites. Praça Unitar. Tecnologias em piso modular tem nome. Company Brasil. Estúdio Plural Editora. Ampliando o conhecimento. Transformando o futuro. Cirúrgica Fernandes. Soluções que salvam vidas.
Brasil que faz com o Elvi César. Olá, seja bem-vindo ao Brasil que faz com o Elvi César. Com essa energia empreendedora e uma frequência de muita vitória. Temos histórias incríveis e você é o meu convidado especial. A minha convidada especial. Com pessoas que saíram de condições...
bem inferiores e alcançar o sucesso por onde passar, com dedicação, força de vontade e, claro, muito trabalho duro. E é agora que nós vamos ouvir o André Nassar, que tem uma experiência no varejo e no atacado de uma forma desde a sua infância.
André, que privilégio tê-lo aqui. Muito obrigado, Elvis. Privilégio meu. Hoje, um empresário de muito sucesso, uma expertise, uma marca no segmento do varejo, do atacado, do ramo alimentício, mas o início foi ali na gôndola.
A ética do trabalho sempre teve muito presente na nossa família. Então, isso já começou meu pai com meu avô. Seu avô já era de seguimento? Meu avô veio imigrando do Líbano, veio praticamente sem nada. Conheceu minha avó no navio, chegaram aqui, acabaram se casando e começaram mascateando tecido, não tinha nem loja.
Não conhecia um idioma. Se você acha que está difícil para você, olhe bem. Uma viagem de mais de mês no navio, chegaram, não tinham idioma e começaram a vender. Imaginem vender sem falar o idioma. O que foi isso? E aí? E aí, com o tempo, as coisas vão se ajeitando, melhorando.
e conseguiram se estabelecer, montar uma lojinha, aquelas lojas ainda com um balcão, que o cliente chegava, pedia mercadoria. Isso em 1922, quando eles conseguiram realmente abrir a primeira loja. Moravam no interior, meu pai é nascido em Pindorama. Pindorama, manda um abraço para Pindorama. A primeira loja deles foi em Catanduva.
E aí a minha avó, que era muito ambiciosa, tinha visão, sabia que as coisas iam ser mais fáceis na capital. E aí vieram num caminhão. Saíram do Noroeste Paulista a quase 450 quilômetros, pegaram um caminhão e vieram parar aqui em São Paulo.
Família inteira no caminhão, meu avô, minha avó e os 10 filhos. Uau, 10 filhos? Eles se estabeleceram em Pinheiros, onde abriram uma loja de 60 metros quadrados. No começo se chamava Casa Nassar e depois o nome mudou para Bazar 13. Meu pai, meus tios entraram no negócio já cedo. Desde criança, já trabalhando ali no balcão. Com o tempo o Bazar 13 foi se desenvolvendo e cresceu bastante.
Virou uma marca. Olha, eu não imaginava. Foi seu avó e seu avô que fundaram essa marca. Bazar 13 é uma marca da nossa geração. Quem não conheceu essa marca? Talvez hoje a juventude ouviu falar, o pai, a mãe, mas que marca? E a partir daí? Então vieram outras lojas. Como que foi esse processo?
Aí o Barça 13 cresceu muito e em algum momento a família achou que cada um deveria tomar seus rumos, né? E o meu pai, ele fundou o Mambo em 81 e em 86 eu comecei a trabalhar com ele. E na sequência meus irmãos também entraram. E como que foi o seu ingresso? Quantos anos você tinha?
Na verdade, a gente sempre ia na loja, trabalhava nessas funções assim bem operacionais e que você acaba conhecendo bastante. Todo mundo começa pelo pacote, fazer pacote, levar compra no carro para cliente, levar compra na casa da cliente, esperar aquela caixinha, que você vai juntando, juntando, vira um dinheirão, quando você não tinha muita grana, então era ótimo. No Natal, que era nas férias que a gente trabalhava.
Mas aí, em 1986, comecei a trabalhar de fato, queria ajudar meu pai, de verdade. Você é o filho mais velho? Eu sou o filho mais velho. É o primeiro que vai para o processo, eu também sou o filho mais velho. Eu costumo dizer assim que o mais velho já nasceu...
para trabalhar pela família. Esse é o caso, para ser o exemplo, para correr primeiro. Enfim, não que os outros irmãos não tenham a relevância e o propósito dentro de todo esse contexto. Mas o mais velho já nasceu imbuído com esse espírito. A gente acaba sendo meio ponta de lança, né? Abrindo as primeiras picadas, né? E eu tinha uma...
com facilidade assim com o número e tal, eu entrei ali na parte de finanças e fomos entrando para outras atividades dentro da empresa. Atividade de compra e depois onde eu fui realmente me encontrar foi na área de operações mesmo, no chão de loja ali, na barriga no balcão.
Montar a operação, que é o que? Leal de atendimento, produtos, colocação, estratégia, enfim, todo o fluxo da loja. Interação com o colaborador, saber ouvir o cliente.
E ouvir o cliente não é só, a gente fala a expressão ouvir o cliente, mas quando você está na área de venda, ouvir o cliente significa você olhar um cliente fazendo uma compra e perceber se ele tem que desviar de alguma coisa com o carrinho, aquilo já é uma fricção para ele. Se o carrinho está enroscando a rodinha...
Aquilo lá não é legal. Então, ouvir o cliente é você estar atento a tudo que está acontecendo na área de vendas e que não está sendo bacana para o cliente e ir corrigindo. Eu acho que isso faz a diferença. Acompanhar o processo de venda, de tal modo aperfeiçoá-lo e fazer com que a experiência ali no estabelecimento seja completa.
Exato. E também está muito atento às atividades do colaborador, para ver se a empresa está dando condição dele fazer o melhor trabalho possível. Porque se, por exemplo, um açougueiro não tem boas facas, não tem bons equipamentos de proteção individual, o famoso EPI, se você não dá um bom uniforme, não dá uma boa retaguarda para o colaborador, é difícil.
Reunir condições para que possa prestar o melhor serviço possível. Então, a montagem, a estratégia, porque aqui eu quero chamar um gancho até de um concorrente seu, mas na verdade eu nem acredito que seja um concorrente.
Acho que foi um grande professor, Abílio Diniz, que fazia as viagens internacionais para entender dos layouts dos outros hipermercados, para montar e fazer também o passo a passo. Você falou uma coisa que é muito importante, às vezes, e eu vejo isso, acompanhar com.
de perto, todo o ambiente do chão do mercado. Fazer o percurso do cliente, desde que ele chega na loja, o estacionamento, se as vagas tem um tamanho adequado, o estacionamento coberto, como que nós colocamos lá na nossa loja.
se os corredores têm uma largura suficiente para ele fazer uma compra confortável, se os carrinhos estão bons, se o sortimento é adequado. Se você tentar colocar uma ordem lógica na seleção dos produtos, não começa, por exemplo, a loja vendendo pão, que se ele botar no fundo do carrinho e botar um saco de arroz em cima, vai esmagar.
até a disposição de todos os produtos, tem uma estratégia. Claro, deveria ter, porque você tem que se colocar no papel do cliente para imaginar como que fica mais fácil para ele fazer aquela compra.
colocar, por exemplo, os produtos perecíveis no final da compra, o sorvete, a última coisa que ele vai pegar antes de ir embora, porque às vezes ele não vai pensar que o sorvete, meia hora no carrinho, vai perder qualidade, mas você que é profissional, precisa pensar por ele.
Tem uma concorrência, uma concorrência muito grande em todos os segmentos. Até aqui na televisão a concorrência é muito forte. Temos estratégias para sedimentar o cliente. Quais são as suas?
A gente tem, sendo um atacado, ou o pessoal chama de atacarejo, mandatório você já ter preços mais competitivos do que competidores em geral. Ok. Preço, elemento número um. Isso. O sortimento adequado que atenda à necessidade daquele consumidor localmente. Opções de escolha número dois.
E nós também procuramos nos diferenciar muito com a qualidade dos perecíveis. O hortifrute, a carne, os frios, os queijos, o ambiente da loja ajuda a manter essa qualidade dos perecíveis, a loja é climatizada, tem ar-condicionado.
vim de uma origem de um supermercado que sempre foi muito preocupado e atento a atendimento, oferecer um excelente serviço, o cash ele se diferencia com um atendimento diferenciado por parte dos colaboradores. Hoje você tem uma marca...
própria, de atacarejo, de atacado, hoje você está lançando uma nova marca no mercado. Qual foi a visão, a estratégia para chegar nesse ponto, nessa conclusão? Como eu falei aqui, a gente começou operando em supermercado com o Mambo, eu fiquei nessa trajetória há 22 anos.
E aí, em 2009, nós lançamos o Giga Atacado, que nós desenvolvemos ao longo de 12 anos e meio, atingimos 10 lojas, 1.500 colaboradores, faturamento expressivo. Em 2022, uma rede multinacional chilena, o grupo Sencosud, se interessou em adquirir esse negócio, porque eles queriam ter presença em São Paulo e queriam ter uma operação de atacarejo robusta.
E o Giga era a marca que melhor atendia esses anseios. E aí, então, vendemos o negócio, eu fui para uma espécie de aposentadoria, mas eu não estava muito tranquilo, sou uma pessoa ativa, acho que a gente, quando tem capacidade de produzir, não produz.
acaba não sentindo bem. Está enterrando talentos. Isso na palavra de Deus, está enterrando talentos. Está perdendo, não está entregando para o mundo aquilo que você deveria. Eu sentia que como se fosse uma árvore de fruta que está na sombra. Está lá, está viva, mas não está dando fruta.
O trabalho que eu desenvolvi no Giga, eu sempre gostei muito de vender volume, de escala, de comprar em volume, preço baixo, vender barato, vender muito. Fiquei muito mais afeiçoado a esse negócio do atacado.
Do que é o varejo tradicional. Que foi onde eu comecei mesmo. Por outro lado, é um mercado que se concentrou muito. Para ter uma ideia, quando nós inauguramos o Giga em 2009, tinham 200 lojas atacadas no Brasil. Hoje temos quantas? 2.500. Uau! Foi um crescimento muito grande. Até um pouco mais, 12 vezes.
A concorrência te ajuda a evoluir? Com certeza ajuda a evoluir. Porém, a estratégia com o cash agora, ela tem uma diferença central em relação ao giga, que é ir em praças onde essa concorrência ainda não chegou. Você está criando campos abertos, está verificando campos ainda abertos, para que você possa sedimentar ali o seu serviço, sua marca.
seu atacarejo. A nossa concorrência em Santana do Parnaíba é essencialmente de supermercados. Sim. Os grandes atacados nacionais, eles estão a pelo menos 35 minutos de distância de onde a gente colocou a nossa loja.
Porque eu vejo assim, a concorrência, a estratégia de implantação, porque você está tirando, você está lançando uma nova marca. Você está tendo uma ousadia muito grande ao empreender essa nova marca. Mas a concorrência é um elemento fundamental de todo empreendedor, de todo negócio e também nos faz sair da zona de conforto, não é isso, André? Sim.
Tem uma frase que eu gosto muito, que é a dor ensina a gemer. A concorrência faz um pouco esse papel. Essa eu não tinha ouvido. A dor ensina a gemer. Pois é, porque ele vem e começa a oferecer alguma coisa melhor do que você, e aí você tem duas opções. Ou você se conforma e vai perdendo, perdendo, perdendo, porque aí ele pode oferecer outra melhor que você e outra melhor que você. Ou você tenta superar e de repente vir com alguma coisa melhor do que ele.
Você citou aí o Abílio e as visitas técnicas que ele fazia, que todos nós que estamos nesse ramo aprendemos a fazer no exterior, pelo Brasil. Alguém que está fazendo alguma coisa diferente a gente vai lá ver. Essa é uma forma de você tentar aprender sem ter que sofrer como se fosse o teu concorrente.
Ou seja, a gente aprende com o que faz bem feito e aprende com os erros também. Necessariamente, a gente não precisa passar por esse processo. Mas antes de você responder isso, eu quero falar com você. Você que está aí no seu sofá ou não está nos assistindo, mas está nos ouvindo, eu quero...
ouvi a sua história. Se você tem uma história de empreendedorismo igual a do André aqui, eu quero que você venha aqui contar essa história aqui no Brasil que faz. Me siga agora no Instagram, elvicesaroficial com Z e manda a sua história para a produção que você será o meu próximo entrevistado.
Então, e aí você não precisa errar para aprender ou você não precisa acertar para saber que está indo certo. Tem tantos e tantos exemplos que nós podemos copiar, que nós podemos verificar para que a gente possa impedir erros e copiar acertos. A gente acaba aprendendo com os nossos próprios erros, mas é melhor se a gente conseguir aprender com os erros dos outros. Sem dúvida.
E também a gente pode criar muita coisa dentro de casa, mas também a gente, se souber copiar e souber o que vai encaixar bem para o seu negócio, isso é muito rico. Experiências que já deram certo, coisas que dão certo. Porque às vezes as pessoas, eu já até pensei assim, por que eu tenho que olhar isso? Que eu tenho que assistir esse programa?
Não, de jeito nenhum. Eu amo televisão, por exemplo, eu assisto todos os programas, eu tento me aperfeiçoar diante daqueles apresentadores, ou as perguntas certas, a ocasião certa, enfim. E isso é um processo de melhoramento da vida, não é, André?
Às vezes a gente copia de áreas que nem são as nossas. Por exemplo, um detalhe, no nosso crachá, a gente tem o nome do colaborador e tem o estado e a cidade onde ele nasceu. E a gente viu isso na Disney, nos colaboradores da Disney. Porque em São Paulo você tem muito migrante.
Você tem muita gente que veio do Nordeste, então acaba sendo uma coisa para as pessoas, uma curiosidade. Porque não dá trabalho nenhum para a gente botar mais essa informação no crachá. Mas é uma coisa que vai individualizar aquele colaborador, vai lembrar da origem dele.
vai criar uma identidade. Isso é muito bom. E uma valorização da origem dele. E todo mundo gosta de ser valorizado, ser respeitado. E eu vejo que isso é um elemento... Hoje, quantos colaboradores você tem? Temos 200 colaboradores diretos. Direto.
fora os indiretos. Nesse processo, eu já ouvi você falar bastante sobre liderança e a liderança que serve, a liderança que impacta na vida das pessoas, que faz realmente... Aliás, a venda é uma grande liderança. Como que você treina, como que você faz com que os seus líderes possam conduzir os liderados à sua melhor versão? A coisa ...
É fundamental em uma empresa para os líderes saberem de que forma agir, você ter uma cultura bem resolvida, clara. O que você valoriza, o que é importante ser feito dentro da organização, de que maneira você quer que a interação entre lideranças e liderados aconteça.
e aquilo que você também não aceita. O que deve ser feito, o que não pode ser feito. Ou seja, uma transparência muito forte no que dizia, quais são as regras do processo, como que a gente vai lidar com situações e a parte de treinamento, essa parte assim, os seus líderes, eles fazem a mesma coisa que você faz? O passo a passo, o chão do mercado, aquela... ...
ouvir e ouvir de um modo sensorial, como você faz, eu quero ver, eu quero verificar, eu quero ver se o corredor está adequado, se as mercadorias estão de uma forma que melhor provém a compra, a experiência. Fazem, fazem porque as pessoas agem muito por imitação.
e se inspiram nas outras. Por testemunho. Como nós temos uma operação nova, numa praça que é nova para a gente, nós nunca atuamos em Santana do Parnaíba, toda vez que eu vou na loja, eu converso com pelo menos 10, 15 clientes, eu espero eles saírem, ou falo na área de vendas, ou depois que o cliente saiu, eu pego um cliente que comprou bastante coisa, porque aí eu sei que ele percorreu muitos corredores, ficou bastante tempo na loja, e aí eu pergunto o que ele não gostou.
O que a gente pode melhorar? Eu nunca chego perguntando assim, ah, e aí você gostou da loja? Eu já estou induzindo ele a responder para mim. E aí eu pergunto o que pode melhorar, o que está achando dos preços, da qualidade, onde deixou a desejar, tem algum produto que não encontrou. E aí a gente faz, faz, faz, e os nossos líderes vão fazendo o parecido. Ou a maneira como a gente interage com o nosso colaborador, eles vão fazendo o parecido. A maneira como a gente compra, como a gente interage com o fornecedor.
Essa sua pesquisa, a leitura estratégica sua, ela é muito importante, porque as pessoas querem saber nas pesquisas só a parte boa, só aquilo que satisfaz. E, na verdade, a grande informação de uma pesquisa é aquilo que a gente não está tão bem. Exatamente. Porque aquilo que está bom, eu não preciso nem ficar sabendo, eu continuo fazendo. Onde eu preciso atuar é no que não está bom.
no que, onde está doendo. Outro dia eu vi, eu entrevistei aqui o seu Sobral da Alimentos Campo Belo e ele falou uma coisa estratégica. Eu falei, dá uma dica para um empreendedor. Ele falou assim, trabalha com empreendedorismo na área de alimentos. Por quê? Porque todo mundo precisa se alimentar.
Nesse processo, nessa visão, você tem uma visão de expansão, você tem um estudo de mercado, como você identifica uma posição estratégica para você ter a decisão final de implantação de uma loja?
Em primeiro lugar, a gente procura uma praça em que esse modelo de negócio de atacarejo ainda não está presente. Então, a nossa próxima loja vai ser em São Roque, que é uma praça que não está servida. É uma cidade extraordinária. Vou deixar um abraço aqui para o Guto, prefeito de São Roque. Ah, grande Guto, isso. Nosso amigo, dois abraços.
E vai ficar ali entre São Roque e Mairim, que ainda vai atender mais lasque e alumínio. Ali tem 160 mil pessoas. Então, uma vez que você faz essa análise macro da região, quantidade de pessoas, o potencial de consumo, aí a segunda preocupação é você ter um terreno numa boa conformação, que você consegue colocar uma loja no formato adequado, com tamanho adequado, que o acesso seja bom, que a visibilidade seja boa. Ou seja...
Hoje você monta grandes lojas, mas um dia você já montou negócios pequenos. Se você tivesse que dar uma dica ou um processo para quem está iniciando, qual seria essa dica, André? O que vai fazer qualquer pessoa ter sucesso, nunca vai poder dar um passo muito maior do que a perna, porque especialmente no começo, um erro pode ser fatal.
Então, acho que começar pequeno é mandatório para qualquer empreendedor, a não ser alguém que já vem aí com muita retaguarda, muito dinheiro, que normalmente não é o caso. Não é o que acontece. Exatamente. Se começar pequeno, com pessoas certas, com muita disposição para trabalho, acho que a dica é a pessoa fazer uma reflexão sincera o quanto que ele está disposto a entregar para o projeto dele. Ele tem que estar muito disposto. A escolha e o tempo dedicado. Sim.
Então, é cautela, estudo contínuo, posição estratégica de mercado, o feedback das pessoas, tudo isso somatiza para que a pessoa... E o fato da pessoa gostar do segmento? Isso impacta? Impacta muito.
E a pessoa tem que estar esperando, sempre esperando pelo melhor, mas pronta para se a coisa não vier tão redonda quanto a ela imaginar, porque nunca vem tão redonda. Uma dica para que a gente possa contratar bem hoje.
Seja de qualquer função, mas sobretudo para montar estratégia de líderes. Olha, é super desafiador fazer boas contratações. Primeiro, saber o que você está procurando no colaborador, porque se você está procurando alguma pessoa para trabalhar numa área de retaguarda, então talvez você não precise de alguém que seja muito ativo, muito falante. Já se você está procurando alguém para trabalhar em vendas, aí você vai querer alguém que tenha desenvoltura.
expansivo, um perfil de influência. Eu acho que é importante você saber quais são as características da vaga que você tem para preencher e aí avaliar se aquele profissional que está na sua frente para preencher aquela vaga vai ter encaixe naquilo, vai ter aderência.
As habilidades certas nas posições corretas. Exatamente. Esse é o grande desafio de tudo. E acho que tem que ter o binômio, tem que ter a combinação de competência e de caráter. Que é daí que vem a confiança. Os princípios. Exatamente. Porque se você pegar uma pessoa que tem muita competência, mas não tem os valores, não tem o caráter, vai te dar problema. E se você pegar uma pessoa que tem o caráter, tem os valores, é uma pessoa íntegra e tal, mas não tem a competência, não vai te dar o resultado.
Qual o seu propósito de vida? Gerar valor, atender as pessoas, criar ambientes bacanas, agradáveis. Eu gosto de falar que lá no Cache a jornada tem que ser divertida, então a gente tem a brincadeira lá que tem o jacaré, que é o mascote, de fim de semana, de manhã, a gente tem lá os jacarés brincando com as crianças. Então...
A gente não está nesse negócio para só ganhar dinheiro de uma maneira capitalista e acabou. André, dá para perceber, olhando para você, pelo seu coração, pelo que você fala, que tem paixão e propósito. E em cima disso tudo, quero fazer um jogo rápido com você, falar assim, um empreendedor. Eu acho o Abílio Diniz. Um grande, mega Abílio. Um livro. Empresas feitas para vencer. Um esporte. Surf. Família. É tudo. Deus. Acredito muito.
André Nassar, quem é o Brasil que faz para você? A maior parte dos brasileiros que acorda de manhã todo dia, sai para trabalhar, esperando que vai acontecer o melhor, faça chuva, faça sol.
André Nassai, eu agradeço a Deus por esse tempo, por essa entrevista, pela sua amizade, pelo seu empreendedorismo. Quero te presentear com o meu novo livro. Muito obrigado. A Cabeça do Líder, um livro que fala dos princípios da liderança, do que entender da cabeça de um líder e como se tornar um líder. Muito obrigado. Muito obrigado, eu que agradeço.
Obrigado, Brasil. Nunca se esqueça que esse programa foi feito para que você nunca desista dos seus sonhos. Fique agora com as nossas redes sociais. Um grande abraço, um beijão. Deus te abençoe e até o nosso próximo programa. Valeu! Brasil que faz com o Elvi César. Põe um oferecimento com sócio Embracom. Porque sonhar não tem limites.
Praça Unitar. Tecnologias em piso modular tem nome. Company Brasil. Estúdio Plural Editora. Ampliando o conhecimento. Transformando o futuro. Cirúrgica Fernandes. Soluções que salvam vidas. A mão de a marca de eletrodomésticos mais vendida do Brasil. E a escolha inteligente de milhões de brasileiros. Sabe por quê?
A Mondial possui fábricas super modernas e uma linha completa de produtos. São airfryers, ventiladores, cafeteiras, liquidificadores, micro-ondas e muito mais. Você também deve ter um Mondial aí na sua casa. Pode procurar Mondial, a escolha inteligente.
Cirúrgica Fernandes
Ema Colchões
KTO
AirfryerMosaic Brasil
Estúdio Plural EditoraPraça Unitar
Tecnologias em piso modular