EP 33 | Olivier Devaux, Serasa Experian: Ninguém escala IA sem repensar o processo antes — e a maioria está tentando
Neste episódio de O Futuro Vem do Futuro, Leandro Costa conversa com Olivier Devaux, diretor do DataLab e do AI Office da Serasa Experian. Belga, formado em administração e há mais de 15 anos no Brasil, Olivier passou pela consultoria e por uma startup de inteligência artificial antes de ajudar a organizar a adoção de IA numa empresa que reúne score de crédito, antifraude, agronegócio e marketing services.
A conversa segue a ordem em que as coisas aconteceram por lá. Primeiro, deixar as áreas experimentarem, mesmo sabendo que algumas vão reinventar a roda. Depois, escolher o que merece escala e decidir quem aprova cada tipo de caso. Por último, a etapa que ainda está em curso: repensar o trabalho em vez de apenas acelerá-lo. É nesse ponto que Olivier usa a pergunta da sua primeira dissertação no colégio, se é mais importante melhorar a vela ou inventar a lâmpada.
O ângulo de liderança atravessa o episódio. Com a conta dos tokens chegando, o gestor precisa definir o kit mínimo de IA de cada função, testar as ferramentas para saber o que pode cobrar e aceitar que o jeito de trabalhar de 2025 já não serve em 2026. Ao mesmo tempo, Olivier lembra que algumas coisas não mudam, e que a estratégia deve se apoiar nelas.
Ao longo do episódio, você vai ouvir reflexões sobre:
- A experimentação espontânea nas unidades de negócio
- Os critérios para levar um caso de IA do piloto à escala
- O ROI diluído dos casos internos de produtividade
- Dado proprietário e confiança como vantagem competitiva
- Acurácia e latência em aplicações de risco e fraude
- O hábito de ler, testar e observar como rotina de liderança
Uma conversa para executivos que já passaram da fase do entusiasmo e agora precisam decidir onde a IA vale o investimento.