Oração como diálogo vital com Deus.
A oração é um acontecimento de vida e tem uma eficácia própria. Sempre que rezamos fazemos um ato deliberado e consciente de nos abrirmos à ação do Espirito Santo e de nos disponibilizarmos para acolher a Sua ação em nós. Nesse sentido a oração é sempre eficaz: Deus entra sempre no nosso coração e toca-o mesmo se não sentimos essa ação. A energia transformadora do amor que é a santidade de Deus, passa muitas das vezes pela escuta da Palavra das Escrituras. Mas podemos também dirigir-nos a Ele sem o recurso a um texto escrito, seja a Bíblia ou outras orações escritas. Podemos recitar orações vocais (como o Terço) ou pequenas frases repetidas de modo recitativo e meditativo: um versículo da Bíblia que nós mais gostamos. Podemos também dirigir as nossas preces diretamente a Deus como o faríamos com alguém presente à nossa frente já́ que Ele está verdadeiramente conosco, onde quer que estejamos. Deus “está atento aos nossos corações”, mesmo se estamos a sós no nosso quarto ou numa grande multidão. Estamos em geral muito mais distraídos de Deus do que Ele, no Seu amor. Jesus ensinou os discípulos a rezar dizendo-lhes: «Quando orardes, entrai no quarto mais secreto e, fechada a porta, rezai em segredo a vosso Pai, pois Ele, que vê̂ o que está oculto, há de recompensar-vos. Nas vossas orações, não sejais como os gentios, que usam de vãs repetições, porque pensam que, por muito falarem, serão atendidos. Não façais como eles, porque o vosso Pai celeste sabe do que necessitais antes de começarem a pedirdes» (Mt 6, 6-8). [...] Crescer na relação com Deus, na experiência da oração e serviço do Senhor acontece também por meio destas provas. Porém, por vezes, podemos ficar em aridez e em impasse espiritual por nossa própria responsabilidade, em que permitimos e nos expomos às mais variadas tentações. Que fazer então? Jamais abandonar a oração mas procurar alguém experimentado no serviço e no amor do Senhor com quem possamos abrir nosso coração e receber luz, ânimo, conselho, a Graça sacramental de Cristo. Fechar-se em si mesmo e fugir da abertura prudente mas confiante na graça de Jesus presente na Igreja nunca é boa solução. Esse é o momento para confiar no amor de Cristo presente na Igreja que, mesmo se não o sentimos, nunca nos falta e sempre providencia todas as ajudas e graças necessárias ao nosso crescimento, mesmo por caminhos que são, como os de Cristo, em certos momentos, de perseguição, provação, luta e uma certa experiência de morte interior.
Fontes (textos/créditos):
Santuário de Fátima. Coleção: Estudos. Autora: Teresa Messias. Título: Atitude crente – Oração. Documento número: E002. Ano: 2014.
https://comshalom.org/ascese-crista/
Imagem (créditos):
AdobeStock_301812434_Preview
Agradecimentos (vinhetas): Vinicius Souza Lima
Agradecimentos: Apostolado Mundial de Fátima (AMF) - https://worldfatima.com/pt/
Trilhas sonoras (créditos):
https://www.youtube.com/watch?v=H3v9unphfi0 Miserere mei, Deus - Allegri - Tenebrae conducted by Nigel Short - Tenebrae Choir
https://www.youtube.com/watch?v=beyiFNEhsQI Gregorio Allegri - Miserere mei, Deus - LostMoonlight
Teresa Messias
Vinicius Souza Lima
- Oração como conversa com DeusOração como acontecimento de vida · Abertura à ação do Espírito Santo · Oração vocal e meditativa · Oração direta a Deus · Ensinamentos de Jesus sobre oração · Formas e métodos de oração · Atitudes que definem a oração · Oração como expressão da vida
- O Poder da Oração e Confiança em DeusConsciência da presença de Deus · Deus como Criador e Pai · Oração como atualização da presença de Jesus · Experiência de filiação e escuta · Reciprocidade na oração · Transformação interior pela oração · Atividade apostólica como fruto da oração
- Luta EspiritualAridez e impasse espiritual · Tentações e resistência a Deus · A importância de buscar ajuda experiente · Confiar no amor de Cristo na Igreja · Provas exteriores e interiores · Ausência sensível de Deus na oração · Crescimento espiritual através das provações
- Tipos de PecadoProcesso de conversão · Mistério do pecado e desamor · Necessidade de oração pela conversão dos pecadores · Ação interna do Espírito de Deus · Eficácia da comunhão dos santos · Conversão como fruto de amor pessoal
- O Evangelho como TransformadorDesejo de corresponder ao amor de Deus · Abertura para escutar a palavra de Deus · Crescer na experiência de Deus · Aumento das virtudes teologais · Não desanimar diante das dificuldades
- O Poder e a Vontade de Deus em MilagresOração como exercício espiritual · Deus realiza as obras em nós · Disponibilidade para o milagre · Céu como graça de Deus · Deus como o barqueiro para a outra margem · Iluminação interior da presença de Deus
O Apostolado Mundial de Fátima apresenta o programa Ecos da Mensagem de Fátima. O Apostolado Mundial de Fátima é uma associação internacional Movimento de Fieis, reconhecido pelo Vaticano. Tem a sua sede em Fátima, Portugal, e é constituído de milhares de membros espalhados pelos quatro cantos do mundo. Através da inscrição, os membros aceitam viver e divulgar a mensagem de Nossa Senhora de Fátima, colaborando assim na tarefa da evangelização. Para maiores informações, convidamos você a acessar o site na internet.
Www.worldfatima.com Convido você a conversarmos sobre a oração, que foi um pedido insistente do Anjo da Paz e de Nossa Senhora em Fátima. A oração é um acontecimento de vida e tem uma eficácia própria. Sempre que rezamos, fazemos um ato deliberado e consciente de nos abrirmos à ação do Espírito Santo e de nos disponibilizarmos para acolher a sua ação em nós. Nesse sentido, a oração é sempre eficaz. Deus entra sempre no nosso coração e toca-o, mesmo se não sentimos essa ação.
A energia transformadora do amor, que é a santidade de Deus, passa muitas das vezes pela escuta da palavra das Sagradas Escrituras. Mas podemos também dirigir-nos a ele sem o recurso de um texto escrito, seja a Bíblia ou outras orações escritas. Podemos recitar orações vocais como o terço, ou pequenas frases repetidas de modo recitativo e meditativo, por exemplo, um versículo da Bíblia que você mais goste. Podemos também dirigir as nossas preces diretamente a Deus, como o faríamos com alguém presente à nossa frente, já que ele está verdadeiramente conosco onde quer que estejamos.
Deus está atento aos nossos corações, mesmo se estamos a sós no nosso quarto ou numa grande multidão. Estamos em geral muito mais distraídos de Deus do que ele do seu amor. Jesus ensinou os seus discípulos a rezarem, dizendo-lhes: Quando orardes, entrai no quarto mais secreto e, fechada a porta, rezai em segredo a vosso Pai, pois Ele que vê o que está tudo oculto há de recompensar-vos. Nas vossas orações, não sejais como os gentios, que usam de vãs repetições, porque pensam que por muito falarem serão atendidos.
Não façais como eles, Porque o vosso Pai Celeste sabe do que necessitais antes de vocês começarem a pedir a ele. Não se trata, pois, de falar muito, repetir mecanicamente muitas fórmulas ou textos. Trata-se de abrir a nossa pessoa, o coração, a mente, o afeto, a vontade, as nossas capacidades, a nossa presença física a Deus e a sua vontade, com confiança, e escutar interiormente O que acontece ao longo da história da revelação?
Muitas foram sendo as formas e os métodos de oração. Elas não estão fechadas. Cada um de nós tem a liberdade para criar aquelas formas de oração que enraizam a nossa relação particular que Deus tem conosco, e estas formas nos ajudam a responder-lhe e a entregar-lhe a nossa própria vida. Deus é criativo, e mesmo se existe um notável leque de modos e estilos de oração que faz parte da tradição cristã, o Senhor tem a liberdade para nos sugerir caminhos novos e criativos.
A oração é marcada por atitudes que a definem: ação de graças, louvor, pedidos, intercessões, abandono, adoração. Pode acontecer tanto na saúde como na doença. Na pobreza e na riqueza, em qualquer circunstância de vida em que estejamos, porque nasce da vida. Por vezes a oração é um cântico, como o Magnificat de Maria. Por vezes lágrimas, gemidos, o grito de Jesus no Jardim das Oliveiras e também sobre a cruz. Tudo é oração porque é A expressão sincera e aberta à comunicação da nossa vida a Deus é uma entrega do mistério do que somos e do que vivemos ao mistério maior que nos sustenta no ser, em amor.
Ora feito palavra, ora feito silêncio infinito. Tal como acontece com uma pessoa, Deus tem uma intencionalidade específica em relação a nós e a nossa circunstância. Ele conhece a nossa história, as nossas características, as nossas capacidades e limites muito mais profundamente do que nós próprios. A oração se estabelece na consciência de que Deus é o nosso Criador e em Jesus nosso Pai. Deseja dar-se a conhecer e sentir para nos conduzir ao conhecimento do nosso verdadeiro eu, da nossa identidade profunda e do desígnio único de amor que tem para nos oferecer.
A raiz do nosso eu é Deus, é a Santíssima Trindade. Não nascemos de nós mesmos. Os sentimentos e a alegria de Deus, se quisermos a sua glória, tornam-se para nós também presentes e conscientes na oração. Somos chamados a dar-lhe glória como filhos, isto é, alguém que traz em si a mesma vida da qual é criado e gerado em Cristo. A partir da consciência do que Deus já fez efetivamente por nós em Jesus, e em vista da promessa de Jesus de que faremos obras maiores do que as dele, porque foi para o Pai, Somos chamados a atualizar na nossa vida a própria presença de Jesus no mundo.
A oração cristã atualiza o mistério da encarnação do Verbo, atinge o auge no mistério pascal de Jesus e abre a todos plenamente a relação com as três pessoas divinas que habitam o íntimo da consciência humana. É experiência de filiação e experiência de escuta de acolhimento dos sentimentos pessoais de Deus por nós. Obediência e serviço vital à alegria que é a salvação dos nossos irmãos e irmãs para a glória de Deus. O centro ou a dinâmica da oração consiste sempre numa dinâmica de reciprocidade.
Mais do que uma recitação, a oração transforma o nosso ser pelas graças dons e carismas que Deus mesmo derrama em nós. Então é possível sentir que não somos nós que nos elevamos a Deus ou nos santificamos, mas é Deus quem age em nós. Ele é que é o Santo que, vindo à nossa consciência, nos transforma e santifica, fazendo em cada um de nós sinais vivos da sua santidade. Deste modo, toda a nossa atividade apostólica vem da relação vital da oração com Deus.
Ela é um fruto da santidade de Deus recebida como dom. Jesus viveu esta experiência de modo intenso. Disse Jesus: As coisas que eu vos digo não as manifesto por mim mesmo, é o Pai que estando em mim Ele realiza as suas obras. Creiam em mim, eu estou no Pai e o Pai está em mim. Crede ao menos por causa dessas mesmas obras. O Papa Francisco faz um alerta a este respeito. Diz ele: é preciso cultivar sempre um espaço interior que dê sentido cristão ao compromisso e à atividade da oração.
Sem momentos prolongados de adoração, de encontro, de oração com a palavra de Deus, de diálogo sincero com o Senhor, as tarefas facilmente se esvaziam de significado. Ficamos abatidos com o cansaço e as dificuldades da vida. Reduzindo ou apagando o ardor pela oração. A Igreja não pode dispensar o pulmão da oração, e ficamos alegres imensamente que se multipliquem em todas as instituições eclesiais os grupos de oração, de intercessão, de leitura, de oração da Palavra de Deus e as adorações perpétuas da Eucaristia.
Ao mesmo tempo, devemos afastar a tentação de uma espiritualidade intimista e individualista, que dificilmente está em harmonia com as exigências da caridade, com a lógica da Encarnação do Verbo. Há o risco de que alguns momentos de oração se tornem uma desculpa para evitar dedicar a vida à missão, porque a privatização do estilo de vida pode levar os cristãos a refugiarem-se em alguma falsa pela espiritualidade, sendo transformados intimamente na oração pela vida recebida de Deus.
Podemos enquadrar em outro contexto as nossas relações familiares, relações profissionais, as nossas relações sociais e apostólicas, de tal modo que a nossa vida seja a realização de um movimento recíproco A vida de Deus que vive em nós, a nossa vida que entregamos a Deus de forma viva e eficaz, na forma de um amor sincero, uno e total, através de tudo que fazemos e de todas as pessoas com quem tratamos. A atitude de oração vive nasce da escuta dos desejos, vontades ou sedes profundas As do Pai por nós, em Jesus.
As de Jesus a nosso respeito. Os nossos desejos profundos que se vão manifestando de modo gradual e conscientemente na nossa vida. São estes desejos, esperanças, medos, dores, feridas e capacidades que tecem o interior da nossa identidade, e é com eles que Deus se quer relacionar, tocar, e nos chama a entregarmo-nos com confiança na relação com ele. Nesta relação de consciência e desejos acontece o processo de conversão. É marcado por fases e intensidades que se modificam ao longo da vida, segundo a idade e o contexto.
Todo o caminho de oração nos levará a depararmo-nos em nós não só com o amor de Deus, mas também com o mistério do pecado que nos habita, do desamor, das resistências e incapacidades de confiar, de amar, de nos entregarmos a Deus. Também isso faz parte do processo. A purificação da incapacidade de ser fiel a Deus, de avançarmos no caminho de Deus só com as nossas forças, faz parte do processo. O centro da purificação da consciência está no que podemos chamar a graça da conversão.
Em Fátima, Maria Santíssima insistiu muito na necessidade de rezarmos pela conversão dos pecadores. Os pecadores são, poderíamos dizer assim, os prediletos da misericórdia de Deus e dos cuidados maternos de Maria Santíssima. A Virgem Maria pede súplicas, orações e sacrifícios como a oferta da própria vida pela conversão dos pecadores, de forma constante ao longo de todas as aparições aos três pastorzinhos. Na verdade, a conversão dos sentimentos mais profundos, das resistências e apegos a hábitos, ideias, sentimentos, modos de pensar e sentir que são contrários à vida, ao respeito pelos outros e ao amor de Deus, requer uma ação interna do Espírito de Deus e uma adesão voluntária de cada homem e de cada mulher.
Mas o amor e a santidade presentes em alguns membros do Corpo Místico de Cristo, graças ao mistério da comunhão dos santos, têm uma eficácia capaz de unir e tocar as vidas uns dos outros. Com uma graça específica do amor que converte. Tal graça é administrada pela iniciativa misteriosa de Deus, no tempo em que ele decide. Não podemos comprar a conversão a Deus. Não se obtém heroicamente, nem por um mero esforço da vontade ou por um ato externo de magia.
É fruto de amor pessoal, É o verdadeiro milagre cristão. Um monge escreveu isto: Não pode haver exercício espiritual cristão, nem esforço ou compromisso cristão, que não levem infalivelmente à profunda tristeza do coração, acompanhada de um arrependimento sincero. Em consequência, da nossa quebra da lei de Deus. Nesse ponto zero em que a força pascal de Jesus tudo vence, poderá exercer todas as suas possibilidades e operar maravilhas que excedem os seus esforços mais generosos.
Para renunciar aos nossos vícios, é inútil falar de heroísmo ou de esforço. Não há senão maravilhas, ou seja, verdadeiros milagres, Isto vale para qualquer forma de exercício cristão, que é a oração, tanto para aqueles celibatários ou aqueles que se casaram pelo sacramento do matrimônio, e o jejum como para a obediência e a dedicação ao serviço dos outros. É Deus quem realiza tudo isso em nós, frequentemente quando menos o esperamos, e depois da experiência de nos ter ensinado que isso supera absolutamente as nossas possibilidades.
Basta então estarmos disponíveis para o milagre, entregando-se ao poder de Deus com a alegria indizível do coração arrependido e contrito, que é capaz de confiar no amor de Deus até a loucura. Há os que acreditam poder conquistar o céu ao preço penosas penitências enganam-se redondamente. Aqueles que admiram a verdadeira espiritualidade acreditam e sabem que o céu, a outra margem do rio, é graça de Deus, que será dada para os que vivem em sua graça, e não para os que se vangloriam de caminhar sobre as águas.
Deus é o barqueiro, que nos levará para outra margem da vida, se não tivermos a presunção de uma travessia solitária. Arraigados na graça da contrição e de um coração que sabe que por si só e somente com seu esforço não pode elevar-se ao amor de Deus, podemos ser levados pelo Senhor a outro nível de relação união com ele, uma iluminação interior da sua presença em nós, que está orientada para a experiência da união com ele. Em tudo isso vai se manifestando e arraigando cada vez mais um desejo de ser, de nos entregarmos a Deus com a mesma totalidade com que ele se entrega a nós, de darmos a ele a conhecer colaborarmos com ele na salvação, que é alegria de Deus e dos homens e mulheres, uma alegria que não passa e não engana.
O Papa Francisco escreveu: Não nos é pedido que sejamos imaculados, mas que não cessemos de melhorar. Vivamos o desejo profundo de progredir no caminho do Evangelho, E não fiquemos desanimados. Estejamos seguros de que Deus nos ama desde a eternidade, de que Jesus Cristo é o nosso Salvador, de que o seu amor tem sempre a última palavra. À vista de tanta beleza, sentiremos muitas vezes que a vida não nos dá plenamente alegria, e dessa forma desejarmos sinceramente corresponder melhor a um amor tão grande que é o amor de Deus.
Todavia, se não tivermos uma sincera abertura para escutar a palavra de Deus, se não deixamos que a palavra de Deus toque a nossa vida, que sejamos questionados, que nos convença, que nos mobilize, se não dedicamos tempo para rezar com esta palavra, Então, na realidade, estamos sendo hipócritas. É dentro de uma dinâmica de conversão que podemos crescer na experiência de Deus, cujo critério seguro é o aumento das virtudes teologais: a fé, a esperança e a caridade.
Também estas serão purificadas, amadurecidas e provadas. Por isso, não é raro, bem pelo contrário, que ao longo da nossa vida de oração Deus permita que tenhamos de enfrentar provas, tanto exteriores como interiores, que nos levam quase aos limites da nossa consciência de fé, de esperança e da capacidade de amar. Às vezes Tais provas vêm por acontecimentos também exteriores, algumas perdas, por exemplo, da saúde, de familiares ou de pessoas amigas, situações complicadas de vida, frustrações, humilhações, dúvidas e rejeições.
Tudo isso nos desprende de apoios e seguranças humanas para nos refundar na confiança só de Deus, só em Deus. Não raramente frequentemente acontece que, após períodos de uma grande proximidade e consciência da presença de Deus, se experimenta subitamente na oração uma ausência, um silêncio inquebrantável, um sentimento de aridez ou mesmo de abandono, uma incapacidade para rezar, ausência sensível de fé, de esperança ou de amor.
Na verdade, esses sinais em geral não querem dizer que estamos longe de Deus, Mas antes que o Senhor nos trabalha e conduz a um outro nível mais espiritual e profundo, mais despojado da sensibilidade superficial. É uma graça de crescimento na oração, embora pareça justamente o contrário. Podemos passar por várias provações ao longo de nossa vida. Crescer na relação com Deus na experiência da oração e serviço do Senhor acontece também por meio destas provas.
Porém, por vezes podemos ficar em aridez e em impasse espiritual por nossa própria responsabilidade, em que permitimos e nos expomos às mais variadas tentações. Que fazer então? Jamais abandonar a oração, mas procurar alguém experimentado no serviço e no amor do Senhor, com quem possamos abrir nosso coração e receber luz, receber luz, ânimo, conselhos, a graça sacramental de Cristo. Fechar-se em si mesmo e fugir da abertura prudente, mas confiante na graça de Jesus presente na Igreja, nunca é uma boa solução.
Esse é o momento para confiar no amor de Cristo, presente na Santa Igreja, que mesmo se não o sentimos, nunca nos falta e sempre providencia todas as ajudas e graças necessárias ao nosso crescimento espiritual, mesmo por caminhos que são como os de Cristo em certos momentos. De perseguição, provação, luta, de uma certa experiência de morte interior.
Você acabou de ouvir o programa Ecos da Mensagem de Fátima.
Apostolado Mundial de Fátima