3ª Bem-Aventurança - 2º Tópico.
CONVIDO VOCÊ HOJE PARA REFLETIR CONOSCO SOBRE O SEGUNDO TÓPICO DA TERCEIRA BEM-AVENTURANÇA: - “Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados”. FALAREMOS HOJE SOBRE A ALEGRIA CRISTÃ. 2º Tópico a ser considerado nessa bem-aventurança: A ALEGRIA CRISTÃ. A terceira Bem-aventurança enuncia uma regra geral: em todas as circunstâncias, Jesus pode transformar em prazer a aflição dos Seus discípulos. Mas antes de justificar esta afirmação, será de utilidade que, perante os que acusam o Evangelho de ter coberto o mundo e a nossa vida com um véu de tristeza, façamos ver que a alegria é o ambiente normal do cristão. A festa de Natal, que todos os anos celebramos, é a grande alegria da humanidade, pois constitui-se no enorme segredo do cristianismo. Deus Encarnado. Acima do berço do Menino Jesus, uma voz proclama: “Não temais, pois vos anuncio uma grande alegria que também será para todo o povo: Hoje, na cidade de David, nasceu um Salvador...” (Lucas 2,10-11). Poderá um Salvador ser triste? Ao iniciar a sua pregação, Jesus comparou o seu ministério com uma festa de casamento (Mc 11,19). Comeu alegremente em casa de todos, o que lhe valeu, da parte dos seus oponentes, a reputação de “comilão” e de “bebedor de vinho” (Mt 11,19). Tudo não passava de sinais da profunda alegria que brotava da sua intimidade com o Pai e de observar os inúmeros benefícios que podia proporcionar aos homens e mulheres de boa vontade. Jesus devia resplandecer de felicidade, quando curava os enfermos e os paralíticos e quando reconciliava com Deus os pecadores. Transmitia alegria à sua volta. “Toda a multidão se alegrava com as obras prodigiosas que fazia”, escreve S. Lucas (13,17). Porque será que sempre aparentam para nós o rosto de Cristo com ares distantes? Era tão fácil vê-Lo sorrir, quando abençoava as crianças e, até mesmo, quando repreendia os seus apóstolos ou a Maria de Betânia! Com que graça teve de descobrir os pitorescos pormenores de certas parábolas! (Cfr. Lc 22,6; 14,8; 18,10). Tanto foi um homem simples da dor como o pregador da alegria. Esta aproximação nada tem de forçado. No instante em que os Seus discípulos ficavam desamparados pela iminência da Sua Paixão, falou-lhes da Sua alegria; deu-a para que enchessem os corações e assegurou-lhes que ninguém poderia tirar dele essa alegria. Depois, antes de ir deste mundo, rogou ao Pai na Sua oração sacerdotal: Agora, porém, eu vou para junto de ti, e digo estas coisas estando ainda no mundo, para que tenham em si a minha alegria em plenitude”. É mesmo esta a condição da vida cristã. A tristeza nada mais consegue do que um monólogo consigo própria; não se pode adorar mais a Deus do que no momento de O encontrar. Sob o império do aborrecimento não se deseja nada de grande; pois bem, o desejo é o primeiro passo para a virtude. S. Filipe de Néri repetia aos seus jovens discípulos: “Fora da minha casa nada mais há do que tristeza e melancolia... O servo de Deus deve estar sempre de bom humor. Um bom humor valoriza o coração”. Podemos concluir, com facilidade, que a alegria é para os cristãos um dever. “Estejam alegres no Senhor; repito-vos, estejam alegres” (Escreveu São Paulo - Filipenses 4,4). Quando S. Paulo escrevia estas linhas aos fiéis de Filipos, estava prisioneiro em Roma há quase dois anos. Num dos nossos mais antigos tratados de espiritualidade – pois data do século II – o “Pastor” de Hermas repete a mesma exortação: “Arranca de ti a tristeza porque ela é irmã da dúvida e da impaciência. Reveste-te da alegria que acha sempre graça diante de Deus e Ele aceita-a, e toma nela as tuas delícias... Jamais a súplica do homem triste tem virtude para subir ao altar de Deus”.
CRÉDITOS
Texto: https://ens.pt/protected/wp-content/uploads/2018/05/tema-de-estudo-2004-as-bem-aventurancas.pdf
Imagem: https://br.pinterest.com/pin/51861833202099066/
Trilha sonora: acervo pessoal