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3ª Bem-Aventurança - 4º Tópico.

09 de agosto de 20267min
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CONVIDO VOCÊ HOJE PARA REFLETIR CONOSCO SOBRE O QUARTO TÓPICO DA TERCEIRA BEM-AVENTURANÇA: - “Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados”. FALAREMOS HOJE SOBRE O NOSSO DEUS DE TODA A CONSOLAÇÃO.

4º Tópico a ser considerado nessa bem-aventurança: O DEUS DE TODA A CONSOLAÇÃO. Você já parou para pensar que há algo sagrado na linguagem das lágrimas? Substitui a impotência da palavra para expressar o quanto de indefinível e de inconsolável está contido na dor. Detém todo o diálogo; diante das lágrimas nada mais há a fazer senão calar-se. Voltemos o nosso olhar para os que choram, para os aflitos encerrados na sua dor. “Vós que chorais, vinde a este Deus, pois Ele chora”. Esta frase que Victor Hugo escreveu junto ao crucifixo é a afirmação desconcertante do prodígio da Encarnação do Filho de Deus. Este Deus Que chora é um Deus perdido em alturas inacessíveis, Que não se comoveu com os suspiros dos homens. Este Deus é o mesmo que Jesus nos descreveu com a fisionomia de um Pai compassivo não apenas com a angústia, mas também com a rebeldia dos Seus filhos. Não obstante, como sair do obscuro labirinto onde se cruzam e embaralham a bondade de Deus e aparentemente a Sua impassibilidade? O Deus que quer secar as nossas lágrimas não é suficientemente poderoso para afastar os males que nos fazem chorar? Jesus, cujo poder é manifestamente sobre-humano, devolve aos paralíticos o uso dos seus membros, aos mudos o da palavra, o ouvido aos surdos, a vista aos cegos, a vida aos mortos. Por onde quer que passe “cura todas as enfermidades e moléstias” (Mt 9,35), escrevem os evangelistas. Uma vez que pode, porque não o faz para que desapareça o sofrimento do nosso pobre mundo? Aí está o grande mistério. Jesus tira o pecado do mundo, mas deixa nele o sofrimento. [...] O Salvador ressuscitado vai repetir às testemunhas da Sua nova vida, dizendo: “Não tinha o Messias de sofrer essas coisas para entrar na Sua glória?” (Lc 24,26). Era preciso! E porquê? O mistério da dor continua a ser indecifrável para nós. Emanuel – Deus entre nós – não nos explicou os enigmas do universo. Veio para ensinar-nos a viver e a triunfar do mal. É este o consolo anunciado na Bem-aventurança de que nos ocupamos e que não é a promessa de uma anestesia impossível. [...] Jesus, o vencedor da morte, não só chorou como nós mas também, quando chega a hora de Ele próprio “enxugar as lágrimas de todos” (Is. 26,8; Ap 21,4), une as nossas dores às Suas com vista a ajudar a todos a sofrer, para que as nossas lágrimas, como as Suas, tenham um valor redentor. Que importa que não possamos sofrer o que muitos intitulam de “problema do mal” e que, na verdade, é um mistério impenetrável, uma vez que, de qualquer maneira, havemos de sofrer? Coisa estranha: mal a ciência encontra a cura de uma doença, logo lhe aparece outra desconhecida; contudo, os usos da maioria das descobertas cientificas para a humanidade têm a finalidade, normalmente, para fins mortíferos. É como se uma porção constante de dor tivesse de afligir sempre a terra! Mas Jesus preferiu voltar os nossos olhos para o futuro e assegurar-nos de que a nossa dor não é inútil. Os cristãos ficarão consolados se aceitarem os sofrimentos inevitáveis, dos quais nenhum homem e nenhuma mulher está isento, como um sacramento que os une a Cristo para a realização da Sua obra redentora. Bem-aventurados os cristãos que, quando choram, dizem com Jesus: “Pai, faça-se a Tua vontade. Pai, perdoa os que me fazem sofrer! Pai, em Tuas mãos entrego a minha vida!”. Eles já não estão sós. Estão consolados.

CRÉDITOS

Texto: https://ens.pt/protected/wp-content/uploads/2018/05/tema-de-estudo-2004-as-bem-aventurancas.pdf

Imagem: https://br.pinterest.com/pin/418553359136112976/visual-search/?x=16&y=16&w=414&h=447.2127659574468&cropSource=6&surfaceType=flashlight

Trilha sonora: acervo pessoal.

Participantes neste episódio1
V

Victor Hugo

Host
Assuntos2
  • Deus de toda consolação· ReligiaoLinguagem das lágrimas·Dor e sofrimento·Encarnação de Jesus·Mistério da dor
  • Valor redentor do sofrimento· ReligiaoSofrimento como sacramento·União com Cristo·Vontade de Deus
Transcrição1 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz A

Convido você hoje para refletir conosco sobre o quarto tópico da terceira bem-aventurança: bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Falaremos hoje sobre o tema o nosso Deus de toda consolação. Quarto tópico a ser considerado nessa bem-aventurança: o Deus de toda consolação. Você já parou para pensar que há algo sagrado na linguagem das lágrimas? Substitui a impotência da palavra para expressar o quanto de indefinível e de inconsolável está contido na dor.

Detém todo o diálogo diante das lágrimas. Nada mais há a fazer senão calar-se. Voltemos o nosso olhar para os que choram, para os aflitos encerrados na sua dor. Vós que chorais, vinde a este Deus, pois ele também chora. Esta frase que que Victor Hugo escreveu junto ao crucifixo é a afirmação desconcertante do prodígio da encarnação do Filho de Deus. Este Deus que chora é um Deus perdido em alturas inacessíveis, que não se comoveu com os suspiros dos homens?

Este Deus é o mesmo que Jesus descreveu com a fisionomia de um pai compassivo, não apenas com a angústia, mas também com a rebeldia dos seus filhos. Não obstante, como sair do obscuro labirinto onde se cruzam e embaralham a vontade de Deus e, aparentemente, a sua impassibilidade? O Deus que quer secar as nossas lágrimas não é suficientemente poderoso para afastar os males que nos fazem chorar? Jesus, cujo poder é manifestamente sobre-humano.

Devolve aos paralíticos o uso de seus membros, aos mudos o uso da palavra, o ouvido aos surdos, a visão aos cegos, a vida aos mortos. Por onde quer que passe, cura todas as enfermidades e moléstias, escrevem todos os evangelistas. Uma vez que pode Por que não o faz para que desapareça o sofrimento do nosso pobre mundo? Aí está o grande mistério. Jesus tira o pecado do mundo, mas deixa nele o sofrimento. A criação está ordenada de tal modo que o sofrimento ocupa nela um lugar necessário e saudável.

Se quando uma criança aproxima o dedo da chama, do fogo, não sentisse uma dor atroz, poderia rir com gargalhadas vendo como a sua mão poderia se converter em cinzas. Será que maldizemos neste caso o sofrimento? Jesus não modificou as leis da criação. Mais ainda, sendo capaz de suprimir o sofrimento alheio, não o evitou a si próprio. Quis ser um homem como nós, um homem sofredor. Embora tenha alimentado multidões, soube suportar a fome.

Partilhou das nossas fadigas e sentiu as nossas dores. Terminou a sua missão sofrendo dos maiores padecimentos e humilhações. Quis ser o juguete da adversidade, desautorizado, condenado. Padeceu completamente só os horrores da crucifixão. No seu coração sentiu a amargura da indiferença, da ingratidão, da negação e e da traição. O seu corpo todo transformou-se numa única chaga, numa grande ferida aberta. Os seus inimigos ficaram estupefatos com a sua conduta incompreensível.

Salvou os outros, diziam, e não se salva a si próprio? No entanto, ainda não tinham decorrido 3 dias, já o sacrifício de Jesus dava publicamente frutos. Ao ressuscitá-lo do túmulo, Deus Pai proclamava aos homens que os pecadores haviam recuperado a graça. Mas haveria uma necessidade forte de pagar semelhante preço. O Salvador ressuscitado vai repetir as testemunhas da sua nova vida, dizendo: não tinha o Messias de sofrer essas coisas para entrar na sua glória?

Era preciso. Mas e por quê? O mistério da dor continua a ser indecifrável para nós. Emmanuel, Deus entre nós, Deus conosco, não nos explicou os enigmas do universo. Veio para ensinar-nos a viver e a triunfar do mal. É este o consolo anunciado na Bem-aventurança. De que nos ocupamos e que não é a promessa de uma anestesia impossível. Os discípulos de Jesus serão consolados, o que equivale a dizer que já não estarão desolados, porque também não estão afastados.

Já não estarão sós na sua dor. Jesus, o vencedor da morte, não só chorou como nós, mas também, quando chega a hora dele próprio enxugar as lágrimas de todos, Une as nossas dores às suas, com vista a ajudar a todos a sofrer, para que as nossas lágrimas, como as suas, tenham um valor redentor. Que importa que não possamos sofrer o que muitos intitulam de problema do mal, e que na verdade é um mistério impenetrável, uma vez que de qualquer maneira havemos de sofrer?

Coisa estranha, não é? Mal a ciência encontra cura de uma doença, logo lhe aparece outra desconhecida. Contudo, os usos da maioria das descobertas científicas para a humanidade têm a finalidade normalmente para fins mortíferos. É como se uma porção constante de dor tivesse de dirigir sempre à terra. Mas Jesus preferiu voltar os nossos olhos para o futuro e assegurar a todos nós de que a nossa dor não é inútil. Os cristãos ficarão consolados se aceitarem os sofrimentos inevitáveis, dos quais nenhum homem e nenhuma mulher estão isentos, como um sacramento que os une é Cristo.

Para a realização da sua obra redentora. Bem-aventurados os cristãos que quando choram dizem com Jesus: Pai, faça-se a tua vontade. Pai, perdoa os que me fazem sofrer. Pai, em tuas mãos entrego a minha vida. Eles já não estão sós, estão consolados.

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