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Perdoai, para que Deus vos perdoe.

26 de julho de 20267min
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Continuemos a conversar com você sobre o apelo da Mensagem de Fátima: Meus Deus, peço-Vos perdão. Perdoai, para que Deus vos perdoe: Bem-aventurados os que são misericordiosos, porque obterão misericórdia. (Mateus 5,7). Porque quem não pratica a misericórdia será julgado sem misericórdia. Mas a misericórdia não teme o julgamento. (Tiago 2,13). Se perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai celeste vos perdoará a vós. se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai não perdoará as vossas. (Mateus 6,14-15). Se o teu semelhante pecar, vai ter com ele e repreende-o a sós. Se te der ouvidos, terás conquistado o teu semelhante. (Mateus 18,15). Estes versículos eram destinados a moderar o rigor dos que exigiam a expulsão imediata dos pecadores da comunidade. Daí o apelo a conquistar para a comunidade uma pessoa arrependida, que estava prestes a ser excluída. Tende cuidado convosco! Se o teu irmão te ofender, repreende-o; e, se ele se arrepender, perdoa-lhe. (Lucas 17,3). O corte da comunidade com os impenitentes vem do costume judaico de não contatar com gentios nem cobradores de impostos, considerados pessoas impuras. [...] Há, porém, duas maneiras bem diferentes de perdoar: uma, grande, nobre, verdadeiramente generosa, sem pensamento oculto, que evita, com delicadeza, ferir o amor-próprio e a suscetibilidade do adversário, ainda quando este último nenhuma justificativa possa ter; a segunda é a em que o ofendido, ou aquele que tal se julga, impõe ao outro condições humilhantes e lhe faz sentir o peso de um perdão que irrita, em vez de acalmar; se estende a mão ao ofensor, não o faz com benevolência, mas com ostentação, a fim de poder dizer a toda gente: vede como sou generoso! Nessas circunstâncias, é impossível uma reconciliação sincera de parte a parte. Não, não há aí generosidade; há apenas uma forma de satisfazer ao orgulho. Em toda briga, aquele que se mostra mais conciliador, que demonstra mais desinteresse, caridade e verdadeira grandeza da alma cultivará sempre a simpatia das pessoas imparciais. Como é que vedes um cisco no olho do vosso irmão, quando não vedes uma trave no vosso olho? - Ou, como é que dizeis ao vosso irmão: Deixa-me tirar um cisco ao teu olho, vós que tendes no vosso uma trave? - Hipócritas, tirai primeiro a trave ao vosso olho e depois, então, vede como podereis tirar o cisco do olho do vosso irmão. (Mateus 7, 3-5).

Fontes (textos/créditos):

http://www.catequisar.com.br/texto/catequese/crisma/apostila/01/imaculada/sacramento/10.htm

http://www.rainhamaria.com.br/Pagina/329/Deus-perdoa-a-todos-os-nossos-pecados

Imagem (créditos): AdobeStock_233117652_Preview

Agradecimentos (vinhetas): Vinicius Souza Lima; Apostolado Mundial de Fátima - https://worldfatima.com/pt/

Trilhas sonoras (créditos):

https://www.youtube.com/watch?v=oFta9CIHFZw.  Salmo 23 - Canto gregoriano - Mariano

https://www.youtube.com/watch?v=rNsgHMklBW0.  Pachelbel - Canon in D (Best Piano Version) - grimgroove

Assuntos2
  • A reconciliação e o perdãoBem-aventurados os misericordiosos · Julgamento sem misericórdia · Perdão divino condicionado ao perdão humano · Conquistar o semelhante arrependido · Diferentes formas de perdoar · Orgulho versus generosidade no perdão · Tirar a trave do próprio olho
  • Os Segredos de FátimaIgreja Universal · Sede em Fátima, Portugal · Divulgação da mensagem de Nossa Senhora de Fátima
Transcrição3 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz A

O Apostolado Mundial de Fátima apresenta o programa Ecos da Mensagem de Fátima. O Apostolado Mundial de Fátima é um uma associação internacional de fiéis reconhecido pelo Vaticano. Tem a sua sede em Fátima, Portugal, e é constituído de milhares de membros espalhados pelos quatro cantos do mundo. Através da inscrição, os membros aceitam viver e divulgar a mensagem de Nossa Senhora de Fátima, colaborando assim na tarefa da evangelização.

Para maiores informações, convidamos você a acessar o site na internet www.worldfatima.com.

?Voz B

Continuemos a conversar com você sobre o apelo da mensagem de Fátima: Meu Deus, peço-vos perdão, perdoai para que Deus vos perdoe. Lemos num trecho do Evangelho de São Mateus. Bem-aventurados os que são misericordiosos, porque obterão misericórdia. Na carta de São Tiago Apóstolo nós lemos: porque quem não pratica a misericórdia será julgado sem misericórdia, mas a misericórdia não teme o julgamento. Lemos em outro trecho do Evangelho de São Mateus: se perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai Celeste vos perdoará a vós.

Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai não perdoará as vossas. Em outro trecho do Evangelho de São Mateus: Se o teu semelhante pecar, vai ter com ele e repreende-o a sós. Se te der ouvidos, terás conquistado o teu semelhante. Estes versículos eram destinados a moderar o rigor dos que exigiam a expulsão imediata dos pecadores da comunidade. Daí o apelo a conquistar para a comunidade uma pessoa arrependida que estava prestes a ser excluída.

Num trecho do Evangelho de São Lucas, nós lemos: Tende cuidado convosco. Se o teu irmão te ofender, repreende-o, e se ele se arrepender, perdoa-lhe. O corte da comunidade com os impenitentes vem do costume judaico. De não contactar com gentios nem cobradores de impostos, considerados pessoas impuras. A misericórdia é o complemento da mansidão, porquanto aquele que não for misericordioso não poderá ser manso e pacífico. A misericórdia consiste no esquecimento e no perdão das ofensas.

O ódio e o rancor denotam almas sem elevação sem grandeza. O esquecimento das ofensas é próprio da alma elevada, que paira acima dos golpes que lhe possam desferir. Uma é sempre ansiosa, de sombria suscetibilidade, cheia de veneno. A outra é calma, toda mansidão e caridade. Ai daquele que diz: nunca perdoarei! Esse, se não for condenado pelos homens, será condenado por Deus. Com que direito reclamaria ele o perdão das suas próprias faltas se não perdoa as faltas dos outros?

Jesus nos ensina que a misericórdia não deve ter limites quando diz que cada um perdoe ao seu semelhante não 7 vezes, mas 70 vezes 7 vezes. Há, porém, duas maneiras bem diferentes de perdoar: uma grande, nobre, verdadeiramente generosa, Sem pensamento oculto que evita com delicadeza ferir o amor próprio e a suscetibilidade do adversário, ainda quando este último nenhuma justificativa possa ter. A segunda é em que o ofendido, ou aquele que tal se julga, impõe ao outro condições humilhantes e lhe faz sentir o peso de um perdão que irrita em vez de acalmar.

Se estende a mão ao ofensor, não o faz com benevolência, mas com ostentação, a fim de poder dizer a toda a gente: vede como eu sou generoso. Nessas circunstâncias, é impossível uma reconciliação sincera de parte a parte. Não, não há aí generosidade, há apenas uma forma de satisfazer ao orgulho. Em toda briga, aquele que se mostra mais conciliador que demonstra mais desinteresse e caridade e verdadeira grandeza, da alma cultivará sempre a simpatia das pessoas imparciais.

Como é que vedes um cisco no olho do vosso irmão quando não vedes uma trave no vosso olho? Ou como é que dizeis ao vosso irmão: deixa que eu tire um cisco do teu olho, vós que tendes no vosso uma trave? Hipócritas, tirai primeiro a trave do vosso olho, e depois então, então vede como podereis tirar o cisco do olho do vosso irmão. Trecho do Evangelho de São Mateus. Uma grande insensatez da humanidade consiste em vermos o mal dos outros antes de vermos o mal que está em nós.

Para julgar-se a si mesmo, é necessário que cada um de nós veja o seu interior num espelho e, de certo modo, transportar-se para fora de si próprio Considerar-se como outra pessoa e perguntar a si mesmo: que pensaria eu se visse alguém fazer o que eu faço? Incontestavelmente é o orgulho que induz o homem a disfarçar para si mesmo os seus defeitos, tanto morais quanto físicos. Semelhante insensatez é essencialmente contrária à caridade e ao amor, porquanto a verdadeira caridade é modesta, simples e indulgente.

Caridade orgulhosa é um contrassenso, visto que esses dois sentimentos se neutralizam um ao outro. Atire a primeira pedra aquele que estiver sem pecado, disse Jesus. Essa sentença faz da clemência e misericórdia um dever para nós todos, porque não existe ninguém que não necessite para si próprio de clemência. Ela nos ensina que não devemos julgar com mais severidade os outros do que nos julgamos a nós mesmos, nem condenar outra pessoa àquilo que nos absolvemos.

Antes de julgarmos aos outros de uma falta, vejamos se a mesma censura não nos pode ser feita.

?Voz A

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