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3ª Bem-Aventurança - 3º Tópico.

20 de julho de 20267min
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CONVIDO VOCÊ HOJE PARA REFLETIR CONOSCO SOBRE O TERCEIRO TÓPICO DA TERCEIRA BEM-AVENTURANÇA: - “Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados”. FALAREMOS HOJE SOBRE A NATUREZA DA ALEGRIA CRISTÃ.

3º Tópico a ser considerado nessa bem-aventurança: ORIGEM E NATUREZA DA ALEGRIA CRISTÃ. Talvez se possa dizer que na alegria não se manda nem ela pode ser fruto de raciocínio, ou é espontânea ou não é. Isto poderá ajudar a todos nós a nos fixarmos melhor sobre a origem e a natureza da alegria cristã. O homem comum vive contente, quando a realidade, as decisões alheias ou os acontecimentos estão de acordo com os seus desejos; o cristão, por seu lado, está alegre desde que os seus desejos estejam de acordo com a vontade de Deus. O primeiro apenas sente prazer, quando “tudo lhe corre bem”, enquanto que o segundo descobre a forma de ser feliz mesmo quando “tudo lhe corre mal”. Será isto uma fantasia? De modo algum. A alegria do cristão é real, tem a sua fonte em si próprio, é um dom de Deus ou, como dizia S. Paulo, é o fruto do Espírito em nós próprios (Gal 5,22) que explica a sua espontaneidade. [...] O cristão deve aceitar tudo de bom agrado, a felicidade ou a infelicidade, o doce e o amargo, a saúde e a doença, a bonança ou a tempestade. E deve aceitar tudo de bom grado, porque, com a ajuda de Deus, poderemos fazer com que tudo o que nos aconteça sirva para o nosso bem ou para o bem dos outros. O olhar de Deus segue a todos em todos os acontecimentos, quaisquer que sejam, e não há um único pelo qual não possamos realizar os seus objetivos. Até mesmo os dias maus trazem a sua pequena alegria a quem confia em Deus; o ardor alegre na adversidade ou, pelo menos, a canção que acompanha o trabalho, o ímpeto interior que resiste ao perigo ou ao duelo ou, simplesmente, a poesia que transforma as miseráveis desventuras quotidianas. Os homens ficam tristes, porque não compreendem ou não aceitam. Mas o cristão entrega-se ao Pai Que sabe e Que decide, ao Deus Que distribui os dias de sol ou de tempestade, ao delicado Artista Criador Que imaginou os espinhos para proteger as rosas; sim, sem dúvida alguma, mas ainda se coloca mais à disposição de “Deus Que Se fez homem para que o homem chegasse a ser Deus”. “Para que o homem comesse o pão dos anjos, o Senhor dos anjos se fez homem.” E com esta frase de Sto. Agostinho descobrimos o grande segredo da alegria cristã. [...] “Depois da Encarnação, já não devemos admirar mais nada” escreveu um autor do séc. XVII. Nenhuma maravilha poderá igualar aquela e já não temos que nos admirar com nada. Pois, que mais poderíamos desejar? “Deus Pai que não poupou o próprio filho – escreve S. Paulo – mas O entregou por todos nós, como não havia de nos dar também, com Ele, todas as coisas?” (Rom 8,32). [...] Quem acredita na Encarnação do Filho de Deus já não tem medo da cruz, está “sempre alegre”. Esta obrigação do Apóstolo deveria ser ouvida em toda a terra nestes momentos da história em que tanto se ouve as chamadas pelo uso das armas, apelos incessantes pela desconfiança mútua e ao ódio de muitos corações duros. “Sejamos os mais fortes e os mais tenazes”, dizem uns. E outros continuam “Sejamos os mais audazes e os mais hábeis”. Estes inúmeros povos, condenados talvez a matar-se uns aos outros, poderiam recuperar instantaneamente a paz e a felicidade: bastaria que todos pudessem ouvir e compreender a mensagem de Emanuel - Deus conosco: “Alegrai-vos porque Deus está no meio de vós”.

CRÉDITOS

Texto: https://ens.pt/protected/wp-content/uploads/2018/05/tema-de-estudo-2004-as-bem-aventurancas.pdf

Imagem: https://br.pinterest.com/pin/7529524364173397/visual-search/?x=0&y=4&w=385&h=523&cropSource=4&surfaceType=flashlight&full_feed_title=Obras%20de%20arte&rs=pin

Trilha sonora: acervo pessoal.

Assuntos3
  • Alegria CristãNatureza da alegria cristã · Origem da alegria cristã · Desejos alinhados com a vontade de Deus · Alegria em meio às adversidades · Dom de Deus e fruto do Espírito
  • A presença de DeusO mistério de Deus feito homem · Alegria pela vinda de Cristo · Alegria pela redenção da humanidade · Alegria pela presença de Cristo em nós · Superação do medo da cruz
  • Paz em Jesus CristoMensagem de Deus conosco · Alegrai-vos · Superação de conflitos e ódio
Transcrição1 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz A

Convido hoje você para refletir conosco sobre o terceiro tópico da terceira bem-aventurança: bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Falaremos hoje sobre o tema: a natureza da alegria cristã. Terceiro tópico a ser considerado nessa bem-aventurança: origem e natureza da alegria cristã. Talvez se possa dizer que na alegria não se manda, nem ela pode ser fruto de raciocínio. Ou é espontânea ou não é. Isto poderá ajudar a todos nós a nos fixarmos melhor sobre a origem e a natureza da alegria cristã.

O homem comum vive contente quando a realidade, as decisões alheias ou os acontecimentos estão de acordo com seus desejos. O cristão, por seu lado, está alegre desde que os seus desejos estejam de acordo com a vontade de Deus. O primeiro apenas sente prazer quando tudo lhe corre bem, enquanto que o segundo descobre a forma de ser feliz mesmo quando tudo lhe corre mal. Será isto uma fantasia? De modo algum. A alegria do cristão é real, tem a sua fonte em si próprio.

É um dom de Deus ou, como dizia São Paulo, é o fruto do Espírito em nós próprios. Como ele dizia aos Gálatas, que explica a sua espontaneidade. Nós possuímos a alegria, ou melhor dizendo, a alegria possui a gente, e não certamente como um poder mágico, mas como um impulso interior para o qual, no entanto, Deus nos pede uma concordância ativa. Neste sentido, podemos dizer justamente que temos de conquistar a nossa alegria. Fazendo tudo o que Deus quer de nós, e não é de se admirar que nos faça sofrer.

Um exemplo de alegria cristã é Joana d'Arc. No cárcere da cidade francesa de Rouen, as vozes do céu diziam a ela: aguenta tudo com ânimo, não te queixes do teu martírio. O cristão deve aceitar tudo de bom agrado, a felicidade ou a infelicidade. O doce e o amargo, a saúde e a doença, a bonança ou a tempestade. E deve aceitar tudo de bom grado, porque com a ajuda de Deus poderemos fazer com que tudo o que nos aconteça sirva para o nosso bem ou para o bem dos outros.

O olhar de Deus segue a todos em todos os acontecimentos, quaisquer que sejam, e não há um único pelo qual não possamos realizar os seus objetivos. Até mesmo os dias maus trazem a sua pequena alegria a quem confia em Deus. O ardor alegre na adversidade, ou pelo menos a canção que acompanha o trabalho, o ímpeto interior que resiste ao perigo ou ao duelo, ou simplesmente a poesia que transforma as miseráveis desventuras cotidianas.

Os homens ficam tristes porque não compreende ou não aceitam. Mas o cristão entrega-se ao Pai, que sabe o que decide, ao Deus que distribui os dias de sol ou de tempestade, ao delicado artista criador que imaginou os espinhos para proteger as roças. Sim, sem dúvida alguma, mas ainda se coloca mais à disposição de Deus, que se fez homem para que o homem chegasse a ser Deus. Para que o homem comesse o pão dos anjos, o Senhor dos Anjos se fez homem.

E com esta frase de Santo Agostinho descobrimos o grande segredo da alegria cristã. Inclinemo-nos diante do berço da natividade, descobramos o sorriso que o menino dá a esta terra que ele veio salvar. Você crê? De verdade neste assombroso mistério? Não fiquem ofendidos com esta pergunta, mas faço esta pergunta a mim mesmo, pois nunca nos entristeceríamos se pensássemos seriamente neste prodígio de Deus feito homem. Porque se isto é verdade, é porque a miséria dos homens não lhe causou repulsa.

Teve o valor de querer ser semelhante a nós, de levar a nossa vida, a nossa pesada e entediante vida cotidiana, pois certamente não escolheu para si a melhor parte, e fez isto para criar uma nova humanidade à sua imagem e semelhança, uma estirpe de filhos de Deus. Depois da encarnação, já não devemos admirar mais nada, escreveu um autor do século 17. Nenhuma maravilha poderá igualar aquela, e já não temos que nos admirar com nada, pois que mais poderíamos desejar?

Deus Pai, que não poupou o próprio Filho, escreve São Paulo, mas o entregou por todos nós, como não havia de nos dar também com ele todas as coisas? O Filho de Deus viveu conosco como nós. E como nós somos cristãos batizados, Cristo vive também em nós. Pergunto: se em sua família todos são batizados, comparado com este prazer e esta alegria, o que valem as nossas aflições? Aquele que crê na encarnação do Filho de Deus não pode continuar a afirmar a irremediável maldade dos homens, pois vê o que Cristo fez do homem.

O que pode fazer de todos os homens e mulheres e o que deve chegar a ser a humanidade. Quem acredita na encarnação do Filho de Deus já não tem medo da cruz, está sempre, sempre alegre. Esta obrigação do apóstolo deveria ser ouvida em toda a terra nesses momentos da história em que tanto se ouve as chamadas pelo uso das armas, apelos incessantes pela desconfiança mútua e ao ódio de muitos corações duros. Sejamos os mais fortes e os mais tenazes, dizem uns, e outros continuam: sejamos os mais audazes e os mais hábeis.

Estes inúmeros povos, condenados talvez a matar-se uns aos outros, poderiam recuperar instantaneamente a paz e a felicidade. Bastaria que todos pudessem ouvir e compreender a mensagem do Deus Emanuel, Deus conosco. Alegrai-vos, porque Deus está no meio de vós.

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