Episódios de Projeto Meditar por Pedro Engler

O Peso de Ser Você Mesmo

06 de maio de 20268min
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Existe uma vergonha silenciosa que quase ninguém fala…

Não é sobre um erro.
Não é sobre algo que você fez.
É sobre quem você sente que é.

Neste episódio, você é convidado a olhar com coragem para essa sensação profunda de inadequação — aquela que faz você se esconder, se diminuir, se moldar para caber no mundo… enquanto, por dentro, algo pede para simplesmente ser.

Vamos falar sobre a vergonha de existir com seus sentimentos, suas fragilidades, seus sonhos. Sobre o medo de ser visto de verdade. E, principalmente, sobre o caminho de volta para si mesmo.

Porque talvez o que você chama de fraqueza…
seja exatamente o que te torna humano.

E talvez, só talvez…
você nunca tenha sido demais — apenas nunca foi acolhido do jeito que precisava.

Participantes neste episódio1
P

Pedro Engler

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Assuntos2
  • Vergonha de Ser Você MesmoVergonha de existir com sentimentos e fragilidades · Medo do julgamento e de não ser amado · Educação para desconectar da essência · Acreditar na máscara social · Saudade de si mesmo e da liberdade · Aceitação e autoacolhimento
  • Reinvenção pessoalPerguntar quem sou quando ninguém está olhando · Identificar o que toca e emociona · Enfrentar o medo de se mostrar · Perdoar-se por ter se escondido
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Namastê. Você já sentiu vergonha de simplesmente ser quem você é? Não de um erro cometido, de uma fala fora do lugar ou de uma situação, mas daquela vergonha mais silenciosa, mais profunda.

A vergonha de existir do jeito que você é. Com seus sentimentos, seus desejos, suas fragilidades, seus sonhos. A vergonha de ocupar espaço, de incomodar, de sentir demais.

Confesso que esse episódio foi difícil de escrever, porque dói, dói falar sobre isso, dói olhar para dentro. Mas é um episódio necessário para muitas pessoas. Porque talvez ninguém nunca tenha te dado permissão para você ser você. Ou talvez você esteja esperando até hoje para que alguém te dê essa permissão.

mas ela nunca vai vir. E é por isso que a gente precisa conversar. Quantas vezes você se reprimiu, não por escolha consciente, mas por instinto de sobrevivência. Você se moldou para caber, para agradar, para não ser excluído.

Aprendeu a sorrir quando queria gritar. A silenciar quando seu coração queria falar. Você virou uma versão editada de si. Uma versão aceitável. Aceitável para os outros. Mas distante da sua verdade. E aí vem o medo. Vem o medo do julgamento. Do que vão pensar. Do que vão dizer.

O medo de não ser amado, não ser amada, se você se mostrar por inteiro. Porque em algum momento da vida, alguém fez você acreditar que ser você não era suficiente. Eu me lembro da primeira vez que me senti errado. Não por algo que eu fiz, mas por algo que eu era.

É uma sensação gelada, um peso que cai sobre os seus ombros e nunca mais sai. Eu tentava agradar, tentava acertar e mesmo assim parecia que eu estava sempre em dívida com o mundo.

E talvez você também carregue essa sensação, esse olhar sempre atento, essa necessidade de se explicar, de se justificar, às vezes de se esconder. A verdade é que muitos de nós fomos educados para se desconectar da própria essência.

Nos ensinar a engolir o choro, a controlar o impulso, a não sentir raiva, a ter vergonha do desejo. Então, fomos treinados para performar, para colocar uma máscara e fingir que está tudo bem. Mas, sabe o que é mais triste?

É que com o tempo a gente começa a acreditar na própria máscara. A gente se convence que isso aqui sou eu. Esquece quem era antes do medo chegar. A gente desaprende a ser.

E aí a alma começa a gritar. O corpo adoece, a ansiedade vem, a depressão aparece, a insônia se instala. Porque não dá para viver uma vida inteira desconectado de si. Não dá para ser feliz tentando ser quem os outros esperam. Sabe aquela vontade de chorar do nada? Aquela angústia que aparece quando tudo parece estar bem.

Aquela sensação de vazio mesmo, rodeado de gente. Talvez não seja tristeza. Talvez não seja drama. Talvez seja saudade. Saudade de si. Saudade de quando você ria alto, sem medo de incomodar. De quando você dançava estranho, mas com alegria. De quando você dizia o que pensava, mesmo que tropeçasse nas palavras.

Saudade de quando você era livre. E esse episódio é um chamado. Um chamado para você voltar para casa, para olhar no espelho e enxergar além da máscara. Você não precisa mais se esconder. Você não precisa pedir desculpas por sentir. Você não precisa pedir licença para existir.

Talvez seja a hora de perguntar, quem sou eu quando ninguém está olhando? O que eu gosto de fazer de verdade? O que me toca? O que me emociona? O que me move? E o mais importante, o que eu tenho escondido por medo? Não é fácil, eu sei.

Se mostrar exige coragem, mas viver se escondendo existe ainda mais força. E cansa, cansa demais. Eu não estou aqui para te dizer que vai ser simples, nem que todo mundo vai te aceitar. Mas eu estou aqui para te lembrar que você merece se aceitar. Você merece se acolher, mesmo com medo, mesmo com dúvidas, mesmo imperfeito ou imperfeito.

Aliás, principalmente imperfeito. A vida não exige perfeição. A vida pede presença, pede verdade, pede alma. Então respira fundo comigo agora. Se você puder, fecha os seus olhos. Isso, sorri bem baixinho.

Eu me permito ser quem eu sou. Eu não preciso mais me esconder. Eu sou digno de amor, assim, exatamente assim. Você é o único, você não é um erro, você é necessário. E se você sente vergonha, fale sobre isso. Se você sente medo, compartilhe.

Se você sente vontade de chorar, se permita. Porque cada vez que você se nega, você reforça o trauma. Mas cada vez que você se mostra, você se cura. E talvez você não saiba por onde começar. Começa assim, ouvindo esse episódio. Começa escrevendo num papel, quem sou eu?

Comece dizendo não quando quiser dizer não. Comece escolhendo estar com quem te vê. Comece se perdoando por ter se escondido por tanto tempo. Você não precisa mais carregar esse peso. Já foi, já passou. Agora, agora é tempo de voltar. Meu nome é Pedro Engler. Te espero no próximo episódio. Rarion.

Amém.

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