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Vagner Love - Resenha ESPN

09 de maio de 202656min
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O convidado do Resenha ESPN desta semana é Vagner Love. O ex-atacante revisita grandes momentos de sua carreira e relembra histórias dos clubes por onde passou.

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Assuntos10
  • Carreira de RonyInício no futebol e base · Passagens por clubes brasileiros · Experiências internacionais · Aposentadoria e despedida
  • Seleção BrasileiraConquistas de Copa América · Ciclo Dunga (2006-2010) · Ausência na Copa do Mundo de 2010
  • Desempenho de Clubes BrasileirosPalmeiras · Corinthians · Flamengo (Império do Amor) · Retrô · Esporte (Recife) · Atlético Goianiense · Avaí
  • Experiência em clubes profissionaisPassagem pela Rússia (CSKA Moscou) · Experiência na China · Atuação na Turquia (Alanyaspor, Beşiktaş) · Experiência em Mônaco · Passagem pelo Cazaquistão (Kairat) · Dinamarca
  • Gols e desempenho de jogadoresVoleio contra Atlético-MG · Gol contra o Racing (Corinthians) · Gol contra o Bayern de Munique · Gol contra o Vasco (título) · Gol contra o Flamengo (2010)
  • História de SeveroPerdido em Moscou · Ponte de São Petersburgo · Aeroporto em Israel · Abertura de cerveja com ferro de calefação
  • Campeonato Brasileiro de FutebolCarência de centroavantes · Organização de clubes
  • Saudade e pertencimentoJogo de despedida na Rússia · Projeto Craco da Manhã
  • Mudança técnica em futebolEvolução das comissões · Importância dos auxiliares
  • Liga dos CampeõesFinal contra o Sporting · Atuação de Daniel Carvalho · Pressão da tor
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Olá, fã do esporte do Resenha Espian. Que alegria imensa tê-lo conosco em mais uma edição do programa Quantas Vezes, Binho? Ah, esse aí merece 10, Binho. Vai embora, vai embora. Disparado, disparado, disparado, disparado, disparado, disparado, disparado, disparado, disparado, disparado.

Disparado, um favorito dos boléis. Podia ser nove, né, B? Vem aqui, Robiceira, vem aqui. Vem, rápido, rápido, rápido. Só love pra você. Mas você não quer love com a gente, não, Robiceira. Já começou, hein, Fabuloso? Já começou tirando a gente. Tirando a gente. Tirando a gente. O negócio de novo finalzinho. Não lembro não, Robiceira.

O Love acabou com você. Ele tá nessa música aí, Robicinho. É, 2019. Imagina não tava em campo. Eu nunca estiro. Não quero lembrar disso aí, não, filho. Vamos lembrar de muita coisa hoje. Muita vezinha. Do nosso convidado, Fábio Santos. Vai você, vai você. Vai, Robicera. Wagner Lopes. Fala, Robicera. Cara, esse cara merece várias apresentações. Mas como diz o nosso irmão, Renato Augusto, quem não gosta de Wagner Lopes, depois eu vou contar isso melhor, bom sujeito não é.

É ruim, na cabeça, doente, no pé. Já conta, Biu, já faça essa introdução. Cara, essa história é sensacional. A gente estava no aeroporto para uma viagem e chega uma mulher gritando. Wagner Lopes, Wagner Lopes! Todo mundo meio que assustado, olhou para ela e falou o que ela está falando. Wagner Lopes, dá uma sinadinha para a gente aqui. A hora que a gente foi ver era o Wagner Love, mais conhecido como Wagner Lopes. Wagner Lopes.

E ele educadamente tratou a senhora super bem, cara. Ah, coisa maravilhosa. Ó, te trouxemos aqui. A última vez em que o Wagner Love participou do resenha, ele tava na Dinamarca, só isso. Uma participação remota. Mas o homem é tão bom de papo que parecia que ele tava aqui do nosso lado, mas hoje...

De verdade, de corpo presente, corpo, alma e muita história para contar de uma carreira fantástica encerrada há poucos dias. Já trancamos a portinha do cadeado. Cadeado, aqueles bem resistentes, você nunca mais sai daqui, Wagner Love.

Que maravilha, boa tarde. Boa tarde, rapaziada. Uma felicidade imensa estar aqui, cara. Estou até suando a mão, meu irmão. Tanto cara fera aqui. Graças a Deus, só amigos. E é um prazer imenso estar participando desse resenha. Pode trancar, pode trazer o papel. Porque já está assinado, meu irmão.

Você não teve a felicidade de jogar ao lado do Wagner Love? Não ia ser exatamente ao lado dele lá na frente, mas certamente ele te daria muita alegria. Com certeza, com certeza. Não tive esse privilégio, esse prazer de jogar com o Love. Tem alguns jogadores, Plerra, que são patrimônio histórico do futebol brasileiro, né?

E o Love é um deles, né, cara? É um cara que vestiu camisas pesadas, mas que com certeza tem o carinho de todos os torcedores do Brasil, enfim, esse sorrisão largo que faz muito bem, um cara identificado com o gol, né? A gente estava conversando um pouquinho sobre isso. Hoje falta um pouco esse desejo que ele tinha, que o Fabulat tinha, essa vontade realmente de fazer gol, de chamar essa responsabilidade, essa fome de fazer gols.

E esses dois caras tinham muito isso, né? O Fabula, né? Enfim, a gente já fala muito sobre isso. Agora recebeu o Lovia aqui também. A gente vai ver as imagens, né? De muitos gols. Mas é um cara que é... Enfim, o Fabinho teve o privilégio, né? O Fabula também na seleção de trabalhar junto. Mas é um cara que, enfim... Traz alegria pro ambiente. Traz personalidade pro grupo. É um cara fazedor de gols. Gols decisivos. Lovia, é um prazer te receber aqui, irmão.

Tenha certeza que o seu documento tá te esperando ali pra você. Maravilha! E fazer parte do resenha.

Parou com o lugar. Estendeu legal, mas estendeu, enquanto ainda era muito útil aos seus times, o último time, a despedida, aliás, com um gol no retrô. Vitória contra o Ceará, né? 3x1, você fazendo o terceiro gol. Como é que foi viver este momento, um desfecho com uma chave de ouro tão brilhante? Se fosse para escrever um roteiro, não seria tão perfeito, né?

Então assim, foi uma felicidade muito grande terminar fazendo gol, ganhando o jogo, jogando 90 minutos. Poderia ter estendido um pouquinho mais, mas eu falei, não, deixa eu parar, não me deixaram parar comigo não. Então assim, foi bom ter escolhido o momento, a hora certa, num clube que eu comecei a ter um carinho muito grande, que é o Retroa.

O presidente Leste abriu as portas. Pô, fui muito feliz. Agora, rapaziada, feliz da vida aí com o meu gol. Então isso aí não tem preço, cara. Família tá em Pernambuco? Minha esposa e minha filha estão lá. Estão lá em Pernambuco, me aguardando, aguardando a minha volta. E agora vamos ver que caminho que a gente vai seguir, se vier pro resenha.

Não tem que voltar pra São Paulo. Ah, você já viveu em São Paulo jogando no Palmeiras. São Paulo, você conhece todos os caminhos daqui. E que tapa de qualidade no último gol, né, Fabuloso? Que tapa, hein, Love? Ah, Love, eu já tenho uma convivência com ele muito grande desde 2004, quando eu era um menino. Copa América. Copa América, a gente tava comentando, né? 41 e os caras não tiveram dó, não jogaram pra cima. Você vai ver na sequência ali. É, e...

Nós fomos muito felizes na Copa América. Então, é um grande atacante. Sempre quando eu jogava aqui no Brasil e ele, a gente disputava aí, cabeça a cabeça. Disputar a Martilharia do Paulista em 2004, cara. Foi bem legal a Martilharia do Paulista. Foi um prazer. E lugar na seleção brasileira.

E um lugar na seleção. Mas o Fabuloso tinha um lugar cativo já, né? Eu só estava tentando chegar perto. De 2004, um pouquinho mais para frente, ali no ciclo 6 para 10, foi uma disputa mesmo por posição. O Wagner Love conquistou duas Copas Américas, a de 4 ainda num papel ali de coadjuvante, entrava só um pouquinho.

Você era muito jovem, tinha 19 anos, a gente conversava agora há pouquinho. Os quatro centroavantes do plantel brasileiro, Dinho, eram...

Luiz Sabian, Adriano Imperador, Ricardo Oliveira e Wagner Love, o mais novinho. A gente tenta não ser saudosista, né, cara? Falar na nossa época, mas é difícil, cara. É difícil, era muito jogador de qualidade, muito jogador bom, né? Eu sempre fui apaixonado por centroavante, assim. É uma posição que eu nunca abriria a mão do meu time.

E hoje a gente vê essa carência muito grande, né? A gente tinha vários novos em todos os times, praticamente, caras de qualidade que sempre faziam gols, matadores. E hoje, infelizmente, a gente tem uma carência grande dessa posição. Na Copa América de 7, aí o Wagner é titular da seleção brasileira, participa ativamente da conquista inesperada. Por quê? Porque muitas estrelas acabaram pedindo dispensa. O Brasil não tinha os principais laterais, Ronaldinho e Kaká não estavam.

O Ronaldo já estava num outro momento da carreira. Aí a final contra a Argentina, uma super Argentina. A gente cansa de relembrar, aliás, não cansa, né? De relembrar desses 3x0 pra cima. O lançamento do Elano, né, Pli? O Elano pensou que foi um robinho ali nesse momento. Se não, ele teria que dar essa virada de bola. É pecado, cara. Esse gol, cara. Que chapada.

Aí o segundo gol contra do Ayala. E o terceiro gol foi do Daniel Alves com participação de Wagner. Lobby, não foi, Lobby? Foi aí, assistênciazinha. Baita assistência, ó lá. Ó! Faz. Quando ele tava de trança, esquece. Quando ele metia a trancinha dele, esquece. Quando balançava a trança, dava trabalho.

Que paz, tome. E no ciclo, de verdade, né, Lov, de 6 até 10, você acabou ficando fora, mas você teve na maioria das partidas com o Dunga. Com o Dunga eu tive na maioria das partidas, depois ainda teve convocação de eliminatórias ainda. Fabuloso volta, aí fica mais difícil, né, pai? Mas no começo, fabuloso, eu acho que aquele jogo contra o Peru em Lima, você entra no lugar de quem? Que na partida seguinte é o Uruguai que você faz dois gols do Morumbi.

Eu não... O que jogou aquele jogo do Peru? Não lembro. Não lembro. Eu não lembro. Eu sei que eu tava no jogo. Eu tava no jogo. Acho que foi eu que joguei e no segundo jogo jogo fabuloso contra o Uruguai aqui no Morumbi. O Uruguai aqui no Morumbi. Morumbi. É, ali que, pô, você começa a realmente, com o Dunga, se fixar no ataque titular, né? Eu vou afirmar, né? Eu fiquei um tempo sem ir pra seleção.

E aí eu volto na seleção do Dunga, né? De 2007. No lugar do Afonso Alves, que machucou. Então, no jogo Peru...

No Peru e Uruguai no Morumbi. E aí eu acabo... E no Morumbi o Fabuloso já conhecia os atalhos, né? Aí ficava fácil. Eu nem esperava jogar esse jogo. A verdade é que o Dunga chegou e falou que ia jogar, mas inesperado. Mas se eu fosse o Dunga, eu ia colocar o Fabuloso. Pô, andei no Morumbi, bota o homem.

E já tinha uma cobrança à época pelo Rogério Senne. Quem sofreu foi o Júlio César, que a torcida pedia muito o Rogério. Era o auge do Rogério. O Dunga bancou o Júlio, que fez uma partida muito boa também. O massacre do Uruguai é o primeiro. Mas olha os números na principal. 25 jogos, 9 gols em seleção, Luiz. É bastante coisa. Números respeitáveis. Muito. Lembra daquele jogo contra o Equador, que o Brasil deu um chocolate no Equador, no Maracanã. Um gol mais bonito que o outro. O Elano fez um golaço, o Kaká fez um golaço.

Robinho fez uma jogada. Foi meu primeiro jogo no Maracanã. Foi meu primeiro jogo no Maracanã. Na vida. Foi aquele jogo pela seleção brasileira contra o Equador. E o quanto doeu ter ficado de fora da Copa da África?

Ah, não... Você não... Assim, tinha uma expectativa, mas não tanta, né? Assim, volto, tento voltar o Brasil em 2009 ali, venho pro Palmeiras em 2009. Acaba não dando muito certo, a gente acaba... O Palmeiras tá brigando pelo título, acaba desandando ali, não classificando nem pra Libertadores naquele ano. Sim, eu lembro. E aí deu um problema no Palmeiras, acabei indo pro Flamengo, mas aí com o Flamengo eu faço a dupla com o Adriano ali, a gente forma o Império do Amor, e aí...

Foi que eu fiz 27 jogos ali, fiz 21 gols. Nossa Senhora. E aí eu tive uma expectativazinha, mas não aquela coisa assim, pô, vou assistir a convocação não. Essa volta em 2009 já é pensando pra Copa do Mundo. Já é pensando pra Copa do Mundo, já é pensando pra Copa do Mundo. Mas aí não acontece, mas não...

Não fiquei com aquela frustração. Império do amor é sensacional. É muito bom. Pode passar despercebido o apelido. Daqui a pouco ele vai falar bastante. A gente vai falar muito, mas mergulhar nesse Império do amor daqui a pouquinho. Binho, a gente tem aquele quadro no Resenha na rodada de segunda-feira, que é esse eu queria no meu time. Eu adoraria ter tido o Wagner Love no meu time. Não foi possível, não será possível. Mas isso poderia de verdade ter ocorrido, né? Porque na base do São Paulo, o homem jogou, Binho.

jogou. E eu lembro que o Love era muito bem falado já, né? Na categoria de base a gente sempre sabe quais são os jogadores ali da categoria. Eu sou nascido em 85, o Love é em 84. Diz ele, né? Em 84. E a gente tava num campeonato em Curitiba e todo mundo já se falava muito do Wagner, né? Não era Wagner Love ainda naquele momento. E a gente tinha disputado a primeira fase e acho que era a semifinal desse campeonato em Curitiba. Semifinal contra o Fluminense.

Contra o Fluminense. Os caras falavam, ó, o Wagner vai chegar. A gente vai ver como é que vai ser, né? O Wagner vai de avião, Luiz.

Saí do Rio, direto pro Rio. O avião pousou lá, ficou no banco. Eu acho que ele chegou no dia do jogo. Cheguei no dia, na hora do jogo. O jogo era três, eu cheguei em meio-dia. Meio-dia, almoçou, foi pro jogo, ele entrou no jogo, foi expulso, pegou o avião e foi embora. Essa foi a passagem do Lóvis. Fulminante. Fulminante.

Foi essa a passagem? Fiquei cinco meses lá no São Paulo. Cheguei e fui aprovado no primeiro tempo. Era Tonhão, treinador. Lembra do Tonhão? De falar já dava medo. Vim do Rio, de ônibus. O Evandro na época não tinha condição nenhuma. E aí ele falou, negão, toma aqui tua passagem, cometa. Lembra do cometão? Quando passava aquela Serra das Araras, ele dava até medo.

janela aberta, falou assim, ó, toma 50 aqui do táxi quando tu chegar na rodoviária, não gasta nada, não come nada, pega esses 50 aqui, vai até o Morumbi, que tinha um alojamento ali, e do outro dia eu iria pra Cotia. E aí chegou, meu irmão, eu tô indo, né? Cheguei na rodoviária, táxi. E, pô, cheguei 5 e meia da tarde em São Paulo.

aquele trânsito maravilhoso de São Paulo, e aí o taxista começou a trocar ideia comigo, eu comecei a contar uma história pro cara, e o cara começou a dar uma desviada do trânsito e tal, mas daqui a pouco chegou um momento, que tava olhando um taxismo assim. O taxismo tava girando. Por que a pouco eu olhei assim e falei, pô, 43 reais.

Eu só tinha 50, eu cheguei pro cara, falei, irmão, sabe o que acontece? Pô, só tem 50, para aqui que daqui eu vou andando. Aí o cara, não, não, não, quando eu virar a esquina aqui, o Morumbi já é aqui. Eu falei, pô, graças a Deus, velho. Aí, pô, eu cheguei lá, uma pessoa me recebeu, passei a noite no Morumbi, no outro dia, pela manhã, já fui pra Cotia.

Aí fui fazer o treino de avaliação. Já tinha com o tia? Já tinha com o tia. Mas era... Só ficava o juvenil, na verdade. Só ficava o juvenil, era bem pequenininho. Só tinha um campo. Mas já tinha todo um espaço lá. E aí o juvenil treinava lá.

Pô, na época tinha um rapaziada boa, Rodrigo Doda, pô, uma galera maneira. É, 384. É, 384. Aí eu chego pra treinar, o time titular... Kleber tava nessa, Gladiador? Gladiador, tava treinando no 20 já. Tá. Ele já tava no 20. Aí eu chego pra treinar, faz um time de teste, e o time de reserva do São Paulo. Eu meto quatro. E atropelando. Aí o Tonhão já me chamou. Pode sair, garoto.

Almocei, quando acabou o treino ele falou, já tá aprovado. Falei, com glória a Deus, tá aprovado, São Paulo. Falei, tamo bem. Aí tô ali treinando, jogando, treinando. Aí fomos pra Copa Santiago. Aí vai o gladiador, vai. Ronaldo, lateral direito. Perdemos pro Grêmio na semifinal. Fizemos um baita do campeonato lá. Aí quando volta, eu vou pro Sub-20 do São Paulo, já pra treinar. E aí quando dá o problema...

de eu não conseguir assinar o contrato, aí eu vou pro Rio. O Evandro fala, cara, mete o pé pra cá, os caras não resolveram, vem pro Rio. Aí de capítulo que o resolve, não, tá tudo certo, dá pra voltar. Aí é que eu pego o avião e vou pra lá, pro Paraná, pra fazer esse jogo. Chego lá com 15 minutos, segundo tempo, eu sou expulso. Expulso por quê? O cara deu o tapa, eu cheio de vontade de jogar, já vim dando braçada, o cotovelo pega no...

Excesso de vontade. Excesso de vontade. E como é que você foi bater no Palmeiras?

Aí eu saio do São Paulo ali, não acerto nada. E na época o Evandro conhecia o Gilmar Rinaldi. E aí entra em contato com o Gilmar, e o Gilmar, pô, vê aí alguma coisa pro Wagner, ele conseguiu no Palmeiras. Olha, vou falar um pouquinho das experiências internacionais do Love antes, porque foram várias. Logicamente, a mais marcante aconteceu na Rússia, nas suas passagens pela Rússia.

No Sesc, a Amanda prender e soltar, a gente sabe, ídolo absurdo. Mas além da Rússia, teve China, com conquista da Copa da China. Turquia, que o Capita conhece tão bem. Nobezictas, fazendo gol, por exemplo, no Bayern de Munique. Na França, jogando no Mônaco, com o Mbappé, dirigido por Leonardo Jardim. A gente também deve ter... Imagino que tem a história desse período. Cazaquistão e Dinamarca.

Se fosse fazer um ranking dos lugares que você mais se divertiu fora daqui. Cara, porque eu mais curti todos os países. Rússia, porra, foram sete anos. Moscou é um lugar... Rússia, a parte. É, a parte. Cara, Turquia. O Fábio viogou lá na Turquia. Turquia é maravilhosa, cara. A cidade de praia. Primeiro eu fui pra Alânia, que é do lado de Antalha. Uma cidade pequena, mas de praia maravilhosa. Minha esposa fala assim, cara, se pudesse trocar o Brasil pra um lugar pra morar, seria Turquia. Aquino que eu joguei...

seria a Turquia, sem dúvida nenhuma. A gente fala a mesma coisa. E aí saí dali do Alânia, um ano em Istambul. Aí que melhorou mais ainda, meu irmão. Sensacional. Istambul morava na parte da Ásia, aquele condomínio de ar quente. Condomínio de casa maravilhoso e atravessava a ponte. Estava na parte da Europa, na Turquia, porque é dividido ali pela ponte. E aí depois eu fui, cara, o que mais me surpreendeu de todos esses, a China, a cidade que eu morava era... E aí

Era muito fraca. Só que quando ia pra Xangai, beijinha, já tinha uma... as coisas eram melhores. Mas onde me surpreendeu muito foi o Cazaquistão. Quando eu escutei a primeira vez a palavra Cazaquistão, eu falei, bomba, meu irmão, guerra. Eu falei, meu irmão, só vou encontrar bomba. E aí, cara, só que eu fui pra uma cidade chamada Almaty.

Cara, cidade maravilhosa, incrível a cidade, tudo do bom e do melhor, a cidade toda estruturada, apartamento bom, shopping, restaurante, tudo quanto é lugar do mundo. Cara, o Cazaquistão, a cidade e a estrutura do clube.

Foi uma das melhores estruturas que eu peguei no futebol. Fui campeão nacional e da Copa lá. Eu dava 16 anos sem ganhar o time, o Kairat. Aí eu chego, nos primeiros 6 meses nós fomos campeão do Cazaquistão e no ano seguinte campeão da Copa do Cazaquistão.

disputamos a eliminatória de Champions lá também o nosso Fábio Santos jogou no Múnaco por um período curto, queria que você contasse um pouquinho da sua experiência por lá vivendo no Principado fazendo gol no Paris Saint-Germain conhecendo ali, vendo os primeiros passos do Mbappé do Leonardo Jardim, que agora está em alta aqui no Brasil porque já começa a mostrar muito trabalho já havia mostrado no Cruzeiro, agora no Flamengo conta um pouquinho da experiência lá

Foi pouco tempo também, não foi muito, foram sete meses de Mônaco. Pô, Mônaco parece uma maquete, né, cara? Que lugar parece que pegaram, fizeram a maquete e... Bum, colocaram ali. Costo de vida baixo. Baixíssimo. Uma água a 20 euros. Eu falo pra eles, eu fiz um gol no Mônaco, mas o que eu fiz de Black Jack lá foi brincadeira. Aquele cassino maravilhoso. Aquele cassino maravilhoso. Aquele cassino incrível. Cara, mas Mônaco, assim, foi uma experiência muito, muito boa. Tinha alguns brasileiros quando eu cheguei lá, tava o Fabinho.

O volante, que está na Arábia hoje, o Wallace Zagueiro. Aí tinha depois, tinha o Bosquilha, que tinha sido emprestado. Tinha uma galera boa e o Mbappé subindo, fazendo essa transição já, sub-20 profissional ali. Chegou chegando, né? Chegou chegando. Pô, muito rápido. Cara, mudança de direção. Ele só precisava amadurecer um pouquinho mais, mas a velocidade era uma coisa incrível. Esse jogo, contra o Paris Saint-Germain, já não ganhava também há muitos anos também.

O Mônaco não ganhava no Parque dos Príncipes há muito tempo. E aí a gente vai para esse jogo. O Mbappé jogou, fizemos uma dupla de ataque nesse jogo. Ganhamos de 2x0. E aí foi uma passagem também marcante. Foi uma coisa incrível. E daí o Leonardo Jardim depois consegue... Bom de serviço? Bom, cara. Ele tem uma comissão boa também. São dois caras que jogaram futebol também. Dois portugueses bons de trabalho. E aí eu acredito que é uma peça...

Eu acho que... Eu acho que... Eu acho que... Eu acho que... Eu acho que... Eu acho que... Eu acho que... Eu acho que...

fundamental assim pra ele fazer o trabalho dele. Os caras conseguem completar ele, e aí no Mônaco ele consegue ser campeão do campeonato francês, na temporada 16, 17, só que eu saio. E ele jogou limpo comigo, tá? Ele chegou pra mim e falou, o Falcão tá voltando, o cara é o que mais ganha no clube, e aí tem que jogar. Falcão Garcia. Falcão Garcia, eu falei, cara, beleza. Fala com o presidente aí, os presidentes e os donos eram russos. Falei, só tinha mais dois anos de contrato.

Fala com eles aí pra acertar. A gente segue, sem problema nenhum. Mas você vê, né? Apesar de a gente passar o dia, né, Capita, falando de futebol e do trabalho e do próximo jogo.

e onde o cara acertou, onde é que o cara errou, analisando por lupa, a gente acaba valorizando um pouco a equipe do cara, né? A equipe. A gente desconhece, na verdade, a capacidade das pessoas próximas ali, dos auxiliares mais diretos, né? E hoje cada vez mais, né? Porque na nossa época, na minha época, por exemplo, o Fluiz pegou um pouco isso, era o treinador que decidia tudo, né? Que a comissão era o treinador e o preparador físico.

Era o treinador de goleiro, e se o preparador físico se metesse, o treinador ficava bravo, né?

Hoje os caras têm uma equipe realmente, né? Então o treinador, ele absorve todas as informações que são passadas para ele, né? E, enfim, quando esses profissionais são competentes, como o Wagner está falando, logicamente que o trabalho é muito melhor realizado, né? Porque você divide tarefas, você pega as coisas mais mastigadas, né? Cada um tem uma função bem específica e aí o treinador, logicamente, ele coloca tudo isso, né?

Dentro de um raciocínio, ideia de jogo, tático, técnico. Mas é isso. Esses caras que fazem parte da comissão hoje, não vou falar que tem a mesma importância que o treinador, porque é o treinador que toma as decisões. Mas, logicamente, tem uma importância muito grande dentro do sucesso de um clube. Mas várias vezes... Você lembra do episódio que teve do Dorival, que foi para uma disputa de pênaltis? Nem na roda ele estava, que era o auxiliar que estava falando dos jogadores.

Isso faz muito sentido, né? Para a geração mais antiga, de repente, não. Porque era só o treinador, a gente só escutava esse cara. Quando o auxiliar falava, falava... Eu acho que o outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro outro

que esse cara tá falando, pô, não mandei a nada. Mas várias vezes, principalmente no Corinthians, por exemplo, que tinha o Carilho, o Silvinho, que treinava a fase defensiva, tinha várias dúvidas que a gente nem batia no Tite, cara. Já ia nesses caras, e a gente escutava mais esses caras do que porque era o cara que tava dando treino pra gente no dia a dia, Kleber Xavier. Então, hoje em dia, mais do que nunca, esses caras são mais importantes do que o treinador.

Voltando à Turquia, porque a nossa Isa ali pinçou um gol que para você deve ser muito marcante, o gol contra o Bayern, o Fabuloso sempre fala, marcar contra os gigantes, as potências, é lógico que tem um sabor muito especial, é diferente. Esse jogo contra o Bayern de Munique, quais são as suas recordações?

Primeiro que a gente tomou atropelo, né? Olha que inovação. Tomou atropelo, meu irmão. A gente vai jogar tudo bem. Existe análise coletiva e individual. A individual foi maravilhosa. O Noé lá, vivendo aquele momento dele de pegar tudo. Ó, fez deitado.

Tava meio que do controle, o cara deu a chegadinha, mas mesmo assim ainda consegui finalizar no cantinho ali. Aí nós perdemos acho que de 3 a 1, mas pô, minha família, minha mãe tava aí no estádio, minha esposa. Então foi uma outra alegria, né? Você fazer um gol numa Champions contra um Bayern de Munique, pô, é...

É legal pra caramba. E com a família assistindo, então, se torna melhor ainda, né? Então, pô, aí no Bezic, a passagem foi de um ano aí. O Cílio também é super fanático, né? Porque aqui no Brasil a gente acaba falando mais de Tenerbaix e Gatasaray. E aí teve um jogador no intervalo, nesse jogo, contra o Bayern, que ele pediu pra sair do jogo.

Por causa da cústica do estádio. Foi bem falado. Tem recorde de decibéis, não rolou? Tem, tem recorde de decibéis e ele pede para sair porque ele estava com muita dor. Ele foi meio preparado. Feito para isso. Feito para isso. Para gerar essa sensação. E aí você chegou a jogar nesse estádio ou ainda não? Eu conheci o anterior também. Eu não joguei no novo e eu tinha vontade até de ir por conta dessa curiosidade, mas não dá. Não dá para a gente ser doido. Não dá.

perto disso, tá ali no bairro. Mas ele foi um estádio preparado pra isso. Esse episódio é bem conhecido, porque o jogador se sentiu tão mal com relação ao som que vinha da arquibancada, que isso gerou um desconforto a ponto de ele pedir pra sair. Pra sair no intervalo da torcida. Os caras são bem fanáticos, são apaixonados por futebol. Por causa do ouvido. Por causa do ouvido. Você imaginou?

Imagina você aqui no Brasil, hein? Você tá doido, hein? Na pandemia ele deve ter voado esse jogo. O melhor momento. O melhor momento é que vai ele. Jogou em Zille. Eu não sei se foi o Timo Werner, não lembro agora se foi ele. O cara é grande, então. Era jogador grande, era jogador grande.

Daqui a pouquinho a gente vai falar de Palmeiras, Corinthians, Império do Amor, Flamengo. Mas também a reta final da tua carreira foi muito bacana, né? Foi muito bacana. A experiência de jogar no esporte, mesmo no Havaí. A gente percebia mesmo que a distância, que você estava ali se divertindo. Por quê? O que você precisava ter feito na carreira, você já tinha feito. Eu venho para o esporte, depois da Dinamarca, eu venho para o esporte.

E aí, a única coisa que eu falava assim, e falava abertamente ali pra rapaziada ali no dia a dia, eu falava, cara, eu quero me divertir, né? Tô aqui pra me divertir. E se a gente puder fazer isso ganhando, fica melhor ainda, fica mais gostoso. E eu peguei um grupo bacana, velho, no esporte. Jogadores têm amizades com alguns sabios. Sabino, pô, teve aqui um tempo atrás. Sabino, gente, sim.

E olha, veio aqui no Sabinão. Não é ruim mais, né? Estou mentindo? Virou titular e não errou. Andou fazendo gols. O Sabinão, cara, aquele cara alegrava o Beixário de uma forma. Aquela alegria dele, a resenha.

Pô, aí tinha ele, tinha o Chico, o Ronaldo, o Fabinho, o Kaique. Pô, então assim, cara, a resenha era boa. Então eu falava, cara, isso aqui é o que eu quero. Então, pô, a gente começamos ali, eu cheguei em 2022, nós não conseguimos o acesso, batemos ali na trave em 2022 já pra subir. E no ano seguinte, o Anderson Moreira chega, arma um time também bem competitivo, um jeito de jogar até um pouco diferente.

E a gente entrosa... Nessa circunstância, não só nessa, mas nessa ele é muito capaz, né? Muito bom. Muito, muito. Assim, em relação tática, assim, cara, é um dos melhores, assim, que eu peguei. Porque ele é detalhista, né? É um 30 centímetros pra direita, um metro pra esquerda. Então, isso ajudou muita gente. Chegou uma época do ano, em 2023, que a gente era o time que mais tinha feito gol no mundo. Olha. O que a gente fazia...

Mano, a gente vinha tocando, era gol de tudo. Ou seja, essa temporada eu fiz 23 gols.

no ano de 2023, jogando pelo esporte. Não aconteceu o acesso, mas foi maravilhoso. Torcida de lá bem apaixonada também. Atleta de Goianiense. Atleta de Goianiense foi pouco tempo, foram seis meses, mas fui campeão goiano também. Atleta de Goianiense tive a oportunidade de fazer alguns golzinhos. Havaí? Havaí também, experiência muito boa. Também fiz muitos amigos lá no Havaí. Fui também campeão pelo Havaí, campeão catarinense. Um grupo também muito bom.

consegui vários amigos e desfrutei também no Havaí. E por último, o Retrozinho. O Retrozinho que está lá. Que mostrou a festa lá. Despedido, desfecho espetacular. Ele que não tem plano de uma festa de despedida? Então, o CSQ quer fazer um jogo de despedida para mim na Rússia.

Tem o projeto Craco da Manhã, que eu sou um dos padrinhos lá do Rio, que tem o Y, um padrinho, o Ganso, o Ébio Ribeiro, o Geraldo. A gente vai ter uma festa dia 20 de dezembro.

Vocês estão convidados? Opa! Lógico! 20 de dezembro já vão deixar reservado. 20 de dezembro já deixa reservado, vai ser lá no Rio, e aí vai ter uma homenagem lá, então... Ó, no CSKA, onde ele merece, de fato, todas as homenagens do mundo, não vou nem falar de todas as conquistas, tá? Só as principais. Três russos, me corrija se tiver algum dado aqui errado, seis Copas da Rússia, e o momento que eu imagino que seja o mais marcante, a Copa da UEFA.

vocês derrotando o Sporting na decisão. Na casa do Sporting. Na casa do Sporting, você fez o terceiro gol do jogo, foi 3x1, né? 3x1 do jogo. Como é que foi esse dia? Esse dia foi incrível, cara. Primeiro que o sorteio é sempre antes da final da competição, então coincidiu do Sporting chegar na final.

Pô, e aí a gente vai uns três, quatro dias antes pra Lisboa. E aí liga a televisão, o torcedor do esporte já tava como? Ei, campeão, pá. Caraça, pá, nós vamos ser campeão, pá. Esse time russo aí não vai ganhar de nada a gente aqui e tal, jogando na nossa casa. E aí eu pego, cara, eu vou puxando, pegando aquilo ali pra mim, pra me estimular. Falei, meu irmão, já quero ganhar, já tô com essa oportunidade. Podendo na casa dos caras, vai ficar mais gostoso. Aí eu chamo o treinador.

Chama o tradutor e fala, ó, televisão, tá falando que os caras vão ganhar o jogo, velho. Motiva esse justo aí pra gente fazer alguma coisa diferente aqui, pra gente ser campeão, vamos fazer história. Já estamos aqui, deram oportunidade pra gente, deixou a gente chegar, agora vamos fazer história. E o treinador realmente reúne o rapaziada, ó, explicou a situação, tá acontecendo isso e isso, só que o nosso primeiro tempo, foi um horror. A gente joga mal o primeiro tempo.

E o Rogério, jogava o Rogério, Roquemba, Lee Edson, Anderson Polga e mais uns portugas que eram bravos. Daqui a pouco o Rogério recebe a bola e 30, 1 a 0. Ele abre para cá. Ele abre para cá. Eu falei, agora azedou. Eu lembrava que vocês tinham saído atrás desse jogo. Aí eu tenho uma chance no finalzinho do primeiro tempo ainda, a bolinha rápida, eu tenho que chapar, ela vem rápido, eu tenho que chapar para fora. O treinador já ficou doido.

Pô, aí já entramos no vestiário, quando nós entramos no vestiário, o treinador já xingou todos os palavrões em russo. Todos. Eu já entendi alguns. Palavrões, lógico, a bicicleta. O cara chutou tudo e chegou e falou assim, agora vocês vão lá e resolvem o problema de vocês, que eu não quero nem saber como é que vocês vão fazer. Se virem.

Eu falei, meu irmão, azedor mesmo. Só que o Daniel Carvalho, no segundo tempo, ele voltou inspiradíssimo. Ele botou a bolinha aqui debaixo do braço, começou a jogar, ele já deu uma assistência pro Yuri Jerkov, empatamos o jogo.

Depois, uma bola parada, uma faltinha lateral, ele bateu. Um dos gêmeos, a gente tinha uns gêmeos, os gêmeos que jogavam lá. Gol de cabeça, viramos um jogo 2x1. Aí o Sport vem para aquele abafo, aquela pressão para empatar o jogo. E aí, pô, nessa bola do contra-ataque, a gente quase toma o gol. Com o Rogério de novo. Rogério dentro da área, a bola vem, ele encosta na bola, a bola pega na traga. Pega na outra traga. Volta na mão do goleiro, falei, somos campeões. Mas aí, o Daniel Carvalho, a dispara, ele consegue lançar com a mão.

O Daniel ganha no corpo e eu só acompanha jogado. Falei, aquela fala, vai sobrar pra gente. Promoção. Aquela promoção vai sobrar, aquela promoção. Que delícia. Aí, pô, só acompanha jogado. Eu falei, pô, não tem ninguém, tô sozinho. Quando o Daniel faz a bola, o goleirão já fez o trabalho pra mim. Já saiu aqui tentando antecipar o passe, eu só controlei. Acho que a gente viu ali. As trenças começaram na Rússia?

Não, o início foi aqui. O início foi aqui, em 2004, comecei a deixar o cabelo crescer. E aí, pô, desculpa, tá?

No jogo contra o São Paulo. Na minha última última. No último jogo contra o São Paulo, eu fiz os dois. Acho que foi o último. O Fabrício me ajudou, porque ele perdeu o pênalti. Perdeu o pênalti. Perdeu o pênalti. Eu falei, opa, estamos no game. O Fabrício e o Rogério tomaram os dois a mal. O Rogério errou. O Rogério errou. Eu faço o gol de rebote. E depois o Luiz Fabiano perde o pênalti. Aí eu faço o gol da virada e a gente ganhou o jogo de 2x1.

Aí dali eu já estava com a trança e nos apresentamos na seleção. Você gosta mais da tua primeira ou da tua segunda passagem pelo Palmeiras?

Primeira. Primeira, sem dúvida nenhuma, foi um time que me deu a oportunidade de aparecer para o cenário mundial. Então, a minha primeira passagem foi espetacular. Com os caras que eu joguei, por ter ajudado o time a conquistar a Série B. Acesso lá em Garanhuns. Meu Deus do céu. Carvalhei esse jogo aí. Garanhuns, irmão. A gente pousou numa pista de terra, cara. Pista de terra sem luz, não sei nem como é que o avião conseguiu pousar lá.

Fizemos uma viagem de Recife pra lá só pra jogar e voltar. Porque o esporte teria chance se ganha da gente. E aí levaram o jogo pra lá justamente pra criar. Eles não podiam jogar na ilha por punição. Aí levaram o jogo pra lá. Um gramado difícil. Um gramado não tinha, né?

Mas aí, lá quem faz o gol, acho que é o Adãozinho. Adãozinho ou o Edmilson. Professor Jair Pisserni. Professor Jair Pisserni. Pipi. Vizinho do capítulo. Vizinho do capítulo. Vizinho do capítulo. Pega, pega, pega, pega. Pega, pega, pega, pega. Gente boa demais, cara. Aprendi muito com o Jair Pisserni.

Foram duas passagens pelo Palmeiras e duas passagens pelo Corinthians. Quase teve uma anterior, todo mundo se lembra aqui, né? Até chegar a vender camisa do Love na loja oficial do clube, né, Binho? É, lembro disso. E as duas extremamente positivas. A primeira, acho que o Binho pode falar, a primeira porque testemunhou ali dia a dia, no início, mesmo com o Love já sendo um cara grandão, difícil para ele, né?

É, foi mais complicado porque tinha o Paolo de centroavante, né? E o Love vem da China, se eu não me engano. Dois meses de férias. E não era essa China depois que esses caras pegaram já o filezinho? Pegou o filezinho, Luiz? Pegou. Eu peguei o contra-file já. Pegou o contra-file. Pegou a picanha. Contra-file. Pegou a picanha da China. O Love demorou um pouquinho pra se adaptar quanto a isso. Até porque já era um time um pouco mais formado, enfim.

E virou chacota até algum momento. O Love pode até falar melhor sobre isso. E por causa da lesão do Luciano, que vinha muito bem também. Luciano hoje no São Paulo. Luciano hoje no São Paulo. Luciano vinha fazendo gols. Teve uma lesão de joelho e o Love assume a posição. Depois que assume a posição, foi embora. Fez quantos gols naquele ano no Brasileiro, Love?

Doze. E vários gols importantes, pesados. Bom, fez o do título contra o Vasco em São Januário, mas antes já havia marcado contra o Flamengo. No jogo do Orto, que era uma espécie de final antecipada, naqueles 3x0, também deixou a marca. A fase final ali, não é que você tenha limpado a sua barra, você não precisava limpar a barra, não. Mas você passa a ser uma figura importante na conquista. Na conquista. O grupo era sensacional.

O melhor grupo da carreira que eu tive foi aquele grupo ali. E tinha a resenha, que era o mais importante, tinha a resenha de verdade e a gente se dava bem. Quando a gente começa a gostar de jogar com quem está do teu lado, aí fica prazeroso demais.

E a gente gostava de estar junto, gostava de jogar junto, de treinar junto. Às vezes a gente passava mais tempo no CT do que em casa, pô. Então, pô, esse título aí foi realmente pra coroar esse grupo aí de 2015. Enquanto a gente roda outros gols, os seus, nessa conquista, o Binho pode lembrar da mesa.

É sempre meio que definida entre vocês dois, Renato Augusto e Elias. É, tinha a mesa do refeitório, né? Eram nós quatro que almoçávamos, jantávamos todo dia, principalmente no CT. E a gente revezava quem buscava o café a cada concentração. Então, na primeira concentração, o Lovio levantava, pegava o café para os outros três. Aí eu levantava, mas toda vez que chegava no Elias... Ele não levantava. Ele não levantava para variar, né? Continua insuportável até hoje.

Tico Elias. Tico Elias. Tinha esse pequeno problema. O Americano. O Jadson não fazia parte? É outro resenha também, Jadson. Jadson é uma figuraça. Nossa. Jadson, meu Deus do céu. Esse J10. Demais. Esse time era bom. Esse time era bom. De resenha era bom. Bom de tudo, né? Era bom. O Renato também é bom de resenha. Bom de resenha. Eu saio bastante pra ele na China. Edilson. Dia, de noite, de madrugada. Esse time era muito bom. Gol do Orto é legal demais. Legal.

Quem é o gol? Ed! Ed! Ele dobrou o joelho, Laluiz. Ele dobra o joelho. E de toca ainda. Aí não dava. É o Ed Felps. Ah, não, não, não.

E esse jogo... Olha o Nomegão. Aí o meu Rosinha, meu goleirão, o Paulo Vitor. É teu parceiraço. Parceraço, eu chamo ele de Rosinha, meu Rosinha. Outro cara sensacional. É, meu Rosinha, foi na virada do pé. E aí, Capitinho, também esteve aqui com a gente. Esteve aqui, boa gente pra cá. Boa gente demais. Foi na virada do pé, meu Rosinha.

E com o Flamengo, pelo Flamengo, o Love também fez gols emblemáticos contra Corinthians e Palmeiras. Contra o Corinthians, um gol no Pacaembu que eliminou o Corinthians até então, sem nenhuma conquista de libertadores da principal competição aqui do nosso continente. É noite também daquelas no Pacaembu, né? Deixando a torcida do Corinthians enfurecida. Foi esse maripúdo que eu pensei, graças a Deus.

Dois jogos sensacionais. Do Maracanã e aqui no Pacaembu. O Corinthians faz 2x0. Rapidinho, né? No primeiro tempo eu falei, azedo. Porque o Pacaembu estava lindo esse dia. E o time do Corinthians também, pelo amor de Deus. Que time também, Fábio.

Que time esse do Corinthians? Esse Paquembu aí é legal. E o gramado? E o gramado era um dos grandes gramados do Brasil. De longe, né? Sempre foi, né? E aí era gostoso demais jogar no Paquembu. Isso é que ano? 2010. Dois anos depois, numa das últimas rodadas do Campeonato Brasileiro. Não sei se era a última ou penúltima, lá em Volta Redonda.

o Love acaba sendo não responsável pelo rebaixamento do Palmeiras. O Palmeiras é, acima de tudo, responsável pelo próprio rebaixamento, mas esse gol acabou sendo a Parical. É, aí, pô, 37 rodadas. Aí, na 38ª com o pé do Love, não dá, né, gente? Pelo amor de Deus, né? A gente quiser, pra criar essa... Porque eu já tinha jogado... Era o Correia ali que... Jogou a areia.

Correia. Correia, não lembro se é o Correinha. Trabalhei nesse jogo também. Correia, não sei se era ele ali. Não teve caneca, não teve volta olímpica, mas teve, como a gente já falou aqui, muito gol pelo Flamengo. E imagino que tenha muita resenha, né? Conta alguma boa ou a melhor do Império do Amor. A melhor do Império, cara? É.

Pô, era bom quando acabava o jogo, a gente ia pra casa e tomava um gelo, velho. A melhoria do dia, era gelo, velho. Era uma piscina olímpica, né? A gente gostava da resina do gelinho, churrasquinho, e não tinha jeito, cara. Aí tinha vez que no outro dia a gente aparecia e o Didico às vezes não aparecia, né?

Ou ao contrário, às vezes aparecia. Às vezes aparecia. Fala, cadê o Didi? Falei, rapaz, não sei não. Pô, mas tu não tava com ele? Falei, tava, mas... Pô, e aí eu consegui chegar, o homem não. Aí deixamos lá descansando lá, que depois ele vai resolver pra nós. E dentro de campo, você se entendia muito? Sim.

Entendi muito bem. Hein, Santizito? Já prepara, já deve estar na agulha aí. Um dos gols que acabaram marcando também esse período. Foi marcando. Foto americano. Foto americano. Capita acho que lembrou também. Esse gol é fantástico. A gente já tá com ele na mão aí. Foi uma coisa que não foi nada combinado, até porque a gente não treinava, velho, isso. E ali a gente faz um a zero, o americano empata.

E aí, pô, a gente tá bolado ali, que tomamos um gol de empate no Maracanã do americano, respeitando a equipe do americano, lógico. Aí eu pego, eu falei, ah, sabe uma coisa, irmão?

pra frente, aí eu faço assim e volto. E quando eu dou o primeiro passo, já fica um três. Quando o Adriano devolve, já fica mais três. E aí daqui a pouco, tudo na cara do gol. Exatamente. E aí, pô... O lance aí aparece logo mais pro final, né? É, é. Mas é bem o que o Love fala, assim. É uma saída. Tanto que o câmera, ele não consegue pegar o momento dele. A origem. A origem. Ele só pega só o replay. Aí num replay que dá pra ver legal.

Parece que o Love vai tocar a bola pra trás, como todo mundo faz, né? Quando ele gira, ele já gira com jogadores. E jogadores já, três jogadores ficando pra trás.

Aquele Flamengo seria o Flamengo entre o que o Capita pegou e o Flamengo atual? Era uma transição, era o meio do caminho? Era um Flamengo já um pouco mais organizado? Acho que é uma palavra muito forte. Não tinha nada de organizado. Não tinha nada. Era mais ou menos do Capita mesmo. Era o mesmo, era o banhozinho lá com chuveiro indicando. Era assim, Flamengo ganhou porque é o Flamengo.

Era realmente assim, se o Flamengo for campeão, vai ganhar, vai ser campeão, porque é o Flamengo. Mas em relação à estrutura, organização, zero. A organização veio realmente, quando assumiu o Bandeira de Melo em 2013, aí dali em diante, quem entrou ali, o Bandeira com a sua equipe ali, conseguiu fazer com que o Flamengo virasse a potência hoje. É, por mais contraditório que possa parecer, opa, opa, opa!

Ocoa Sirene, Piscolos. Eu ia falar que por mais contraditório que possa soar, eu tenho a impressão que o Fabuloso e o Fábio Santos gostariam de ter jogado nesse Flamengo mais bagunçadão. Hein, Binho? Pelo menos ali uma temporada. É, faltou o Rio de Janeiro na minha cabeça.

Vou te falar uma coisa aí, não sei o Love, mas eu não trocaria, não. Eu não trocaria aquele Flamengo pelo de hoje, por exemplo. Não trocaria, Fabula. Estou falando sério, de coração. Capita é caos puro. É, cara, é isso aí. Meu negócio é caos. Segure nas cadeiras. E o Capita abraçava o caos. Ele abraçava o caos. Lovezito, querido, segure nas cadeiras, porque as divididas hoje foram escolhidas à mão. Flores forte, chegou a hora!

Da Dividida do Resenha ESPN. Fala, galera do Resenha. Tudo bem? Um prazer de novo estar aqui, né? Pra contar uma história de um cara que tá aí com vocês, que eu tenho uma gratidão enorme por ele, por tudo que ele fez por mim, né? E até hoje ele faz.

Irmão, vai lá, eu vou contar uma rápida aqui, tá? Morei em Moscou com ele, dois meses na casa dele, né? E ele me levava pra jantar, pra ir treinar, e eu sempre fui um pouco desligado nas coisas. E quando eu fui morar sozinho, peguei meu carro e fui abastecer, né? Parei no primeiro posto, nada.

não tinha ninguém. Segundo posto, também ninguém. O terceiro eu liguei pra ele e falei, irmão, é feriado aqui, não é possível acontecer alguma coisa aqui, não tem ninguém nos postos. E ele começou a dar risada, quase se migiando de rir, falou, não, irmão, você tem que ir até uma cabinezinha pequena ali, falar o número da bomba e você não me colocar a gasolina. Então essa é uma das histórias que a gente tem junto, tá? Irmão, Deus te abençoe, eu te amo muito, obrigado por tudo e Deus abençoe nessa nova trajetória tua aí. E conta mais uma história nossa aí. Valeu, tamo junto.

Ah, esse cara é sensacional, né? Na cabeça dele seria feriado o ano todo. O ano inteiro. 365 dias, ninguém ia colocar na bolita. Porque lá não tinha frentista. Ó, a segunda história, ele não gravou, mas ele pediu pra eu falar com você, pra você contar. Quando vocês ficaram presos na ponte de São Petersburgo. Você se lembra dessa história? Presos na ponte de São Petersburgo por causa da neve? Eu acho que foi por causa da neve, cara. Vocês tinham que atravessar a ponte. Atravessar a ponte.

A ponte tem um certo horário que ela sobe. Acabou um jogo, nós fomos pro outro lado. Isso abria três dias depois, né? É. Não seja especialista em... Desculpa, não sei se não. Não sei se não. Aí, meu irmão. Aí a desculpa era essa. Nós viemos um jantar aqui, mas a ponte...

subiu, não tem como a gente voltar o Jô conhece essas pontes em vários lugares do mundo essa ponte existe em todo lugar do mundo e ele é tão treino que ele fala assim ó, Fábio o Lihau já pediu aqui pra eu gravar uns vídeos já mandei pra ele aí depois pede pra ele contar do aeroporto em Israel eu sei dessa história, não vou fazer você contar essa não não dá pra contar? não dá não essa não dá? sabe quase eu fui preso por improvisar não eu quase fui

Preso em Israel, pô. Pô, fiquei, o cara rechendo o sábio, falei, ah, meu irmão, vai pra... O cara vem, tá preso. Falei, não, como assim, tá preso? Pode vir. Falei, não, tá preso, vem. Falei, deu ruim. Aí tem que vir o tradutor, diretor, não, ele vai pedir desculpa, não sei o que, não, não. A gente vai prender ele. Aí desenrolaram, fica uma hora lá, o cara falando, falando, falando, tá, pode ir.

Acho que a empresa já é uma. Bom, a segunda dividida vai partir de alguém que esteve conosco há pouco tempo. Contou uma história maravilhosa do Love num jantar com o Putin. Fazendo pouquíssimo caso do Putin. Foi bem demais nessa. E no final, prestem atenção que no ponto final da dividida vai aparecer um segundo elemento na história que também vai render resenha.

Daniel Carvalho, venha! Sensacional, velho. Fala, gurizada! Daniel aqui, ex-colega do Wagner, passando aqui para deixar um abração para todos vocês e contar uma história do Wagner junto comigo, de tantas que a gente teve em Moscou. Uma vez a gente chegou de viagem, perdemos um jogo e nós tínhamos um treinador que nós brincávamos e chamávamos ele de bigodão.

E ele ficou brabo por causa do nosso resultado. E chegou no aeroporto, ele mandou todo mundo ir para a concentração. Vocês vão tudo concentrar hoje. E o próximo jogo era três dias depois, algo do tipo. E só que ele liberou para ir para casa e mais tarde nós tínhamos que se apresentar. E aí foi onde eu e o Wagner tivemos a brilhante ideia de fazer o quê? Vamos pegar uma cervejinha, vamos levar para a concentração.

Vamos tomar uma cerveja, vamos relaxar e tá tudo certo. Chega lá no jogo e a gente resolve. Só que começamos a jogar videogame, tomar uma cerveja e não tinha abridor. Começamos a abrir a cerveja num ferro da calefação. Até um certo momento que o ferro quebrou. E aquela água fervendo começou a invadir o quarto, que era no caso o meu. Molhar tudo, alagar todo o quarto.

Quem é que dormia no quarto de baixo? Conta aí, Wagner. Tivemos que sair correndo do quarto. Eu com videogame e o Wagner tentando levar o frigobar. Os russos não descobrirem o que tinha dentro. Tá bem? Essa é uma pequena história. Que depois, se eu pudesse, vou até mostrar aqui. Uma pessoa que viveu conosco. Poderia contar bastante história também do Wagner.

Oxalá, Magninho. Alego, forte abraço aí. Bem-vindo à aposentadoria, irmão. Tamo junto, tá? As outras histórias eu não posso contar. Tamo junto, valeu. Te cuida aí, Wagner. Boa sorte aí nesse futuro que te reserva aí fora dos campos. Um abraço. Grande, Daniel. Gente boa ali. Mais duas perguntas pra você. Quem é o Menex?

O Nex é o Wagner, é o Chará. É o Wagner que tá ali, que apareceu ali de morezinho ali. É resenha também. Resenha demais, meu irmão. E quem que tava no quarto de baixo? Era o bigodão? Era o bigodão. O bigode tava no quarto de baixo. Eu falei, agora deu ruim mesmo. Agora o bigodão. E a sequência na história? Agora, pô, eu...

Eu tava comendo. Pegou esse cerveja, daqui a pouco eu vi que não dava pra levar o frigorbal, peguei, botei tudo, não deu na mochila, um quarto cheio de água, aquela água quente, porque era da calefação, água quente pra cá. Eu falei, Daniel, vamos embora, deixa isso aí, cara. Vamos lá pro quarto lá embaixo. Quando chegamos no meu quarto, quando eu vi, o cara começou a pingar no quarto de quem? Do bigode. Falei, ai meu Deus do céu.

Aí no outro dia eu falei, bigodão, deixa aqui no jogo, a gente... Resolveram o jogo? Resolvemos o jogo. A gente tinha que resolver o jogo. Agora, Binho, você que conhece a Bacchia. Quer pedir um, minha next, do Vagnini?

Uma vez eu chamo, ô, Vagnin, vai lá no mercado e compra ovo. Ovo? Não, beleza. Bennex é um faz tudo. É, faz tudo, do Daniel. Bennex desceu lá pra comprar ovo, ele, cara, daqui a pouco eu volto, meu en*****. Eu falei, cara, o ovo, cara. Não vou voltar lá. Daqui a pouco ele volta com o ovo, cara, o ovo, ovo normal. Falei, aí, conseguiu? Cheguei lá, fiquei procurando ovo, não achava o ovo. Cheguei pro cara, baixei na frente do cara.

Se virou, irmão, conseguiu trazer o ovo. Pra terminar o bloco, Binho, quantas cervejas, mais ou menos, você calcula que o sujeito precisa beber pra ter a ideia de abrir a próxima garrafa com a tampa da calefação? Não, acho que eles abriram todas lá. Você imagina quantas eles não abriram lá pra estragar o ferro. Impressionante. Vamos lá, Visser. Vem pra cá.

Vem pra cá porque acabou o primeiro bloco, meu garoto. Eu sei que você quer mais, mas vai ter mais um segundo bloco. Teremos uma questão de equilíbrio todo especial e duas perspectivas do campo. Que convidadasso. Wagner Love, daqui a pouco tem mais.

Cinco pênaltis para o Wagner Love, nosso convidado especial de hoje, bater, responder de bate pronto. Um jogo para refazer. Se você pudesse voltar o tempo e refazer uma partida, qual seria, Love? Um jogo para refazer? É.

Ou para viver uma emoção, reviver uma emoção grande, positiva de novo, ou um dia que a coisa não deu certo, que você poderia ter a chance de reconstruir a história. Um jogo para refazer, assim, que foi emocionante, foi um fla-flu, cara, que nós viramos de 3 a 1 para 5 a 3. Ah, essa o Ricardo Sérgio. Com certeza, Lê. Com isso aí, meus filhos, às vezes, colam meu filho. Três do Adriano? Hã? Três do... Do Impera? Três do Adriano? Foi o meu, um do Clebson e três do Adriano.

Foi o 3 do Adriano. Esse jogo foi jogão, cara. O companheiro que não tive, alguém que você adoraria ter jogado ao lado e não aconteceu. Jogado ao lado? De repente, um ídolo ali que... Não, não. Capita. É uma gravíssima. Caraca, meu. É uma gravíssima. Joguei com o Fabulo. Joguei com o Fabulo. E ter jogado com o Capita. O goleiro mais embaçado. Era difícil fazer gol nele. O goleiro mais embaçado? É. Rapaz. Caraca.

Acho que foi o Jefferson da minha época. Acho que foi o Jefferson. Eu peguei o Jefferson numa fase. Jefferson no Botafogo. No Botafogo. Mas fez. Então, não lembro se eu fiz nele ou não. Então, foi embaçado. Não lembro se eu fiz o gol. Fiz o gol contra ele. Fez sim final da Taça Rio, segundo o Ricardo Santos. Aí sim, é. A derrota mais dolorida. Derrota mais dolorida.

Contra a Universidade do Chile. A eliminação na própria Libertadores de 2010. O gol perdido mais lamentado. Antes da gente entrar na perspectiva e mostrar dois golaços seus, falar de uma derrota, um gol perdido que você até hoje não digeriu. Um gol até hoje que eu não digeri perdido? Pode ser o de 2009 o pênalti que eu perdi contra o Flamengo.

Pelo Palmeiras. Pelo Palmeiras. O que o Pett fez o gol limpo. O gol limpo. E depois o Flamengo emendou uma série de vitórias e acabou sendo campeão brasileiro.

Boa. Muito boas respostas. Vamos já de um quadro para o outro. Agora, só coisa boa. Não dá, não sei se dá para chamar o Wagner Love, vai poder dizer, de marca registrada, mas são dois gols muito bonitos e muito parecidos na Perspectiva do Campo. Roda a vinheta!

Gol aqui na nossa área com ele, Luiz Fabuloso Fabiano. Analise este voleio e este gol do Love contra o galo mineiro, o Atlético Mineiro. Vou analisar o quê? Golaço desse. O quê? Qual foi a principal, a maior virtude do Love nesse lance? Agilidade de costa. O gol está atrás dele. Girar.

Diagonal. Golaço. E só um detalhe, cara. Desde o começo do programa que passou, a maioria dos gols tudo de pé esquerdo, cara. Assustador, cara. Eu tenho muito gol de pé esquerdo. Tem mais gol de esquerda do que eu, pô. Tem estatística que fez bastante gol de esquerda mesmo. No meu início de Palmeiras, eu acredito que eu tenha feito 22 de direita e 21 de esquerda. Se eu não me engano. Muito equilibrado mesmo. Muito equilibrado. Eu aprendi a chutar de pé esquerdo com bolinha de tênis.

Peguei uma bolinha de tênis e tentava acertar a bolinha de tênis. E treinou por conta própria? Por conta própria. É mesmo? Que legal. Falei, cara, eu tenho que acertar a bola. Você se lembra de outro gol parecido que você fez?

Um pelo Corinthians. Ah, então acertamos. Contra o Racing. Contra o Racing. Será a nossa perspectiva número dois, já pode colocar no ar. Meninos aí no Switcher. E nada mais justo que o Fábio Luciano, que foi um grande centroavante na juventude. Fazedor de gols de voleio também. Fazedor de gols de voleio. O Luiz tem um. Falar a respeito. O Luiz tem um pela Libertadores. Golasso. Golasso. Tem facilidade. É o que é que foi de voleio. É isso. Foi o golo. É o golo. American, hein? É o golo de esquerda.

Eu sempre marquei a direita do Lovie. Tira o chute, tira o chute. Tirava a direita. Você vê que está todo mundo marcado. O Lovie vai achando um espacinho ali para ficar meio que sozinho. E a bola acaba sobrando. E ali no segundo palo, ela sempre volta. Ninguém quer ficar ali. Ninguém quer ficar ali. Ninguém quer. Exatamente isso.

Todo mundo quer disputar a bola. Nesse cantinho aí, Marilice. Tem 186 gols aí naquele cantinho.

Legal demais. Pô, Love, legal demais foi ter você aqui. Que isso. Que seja, não é nem a primeira, porque o Love já participou da resenha, mas que a gente tenha muitas outras, mas muitas outras pela frente. Portas do Resenha escancaradas para você, meu amigo. Um tapete vermelho sempre estendido. Você é um cara que é unanimidade, é do time dos nossos caras aqui. Todo mundo gosta do Wagner Love. Obrigado. Vamos para uma carreira muito legal.

Aí é Wagner Lopes. Aí é Wagner Lopes. Wagner Lopes do Resenha de Olho, Fundo Esporte. Muito obrigado, Capita Binho. Fabuloso, valeuzaço, Wagner Lopes. Obrigado, Fundo Esporte, pela companhia nessa última hora. Você sabe, segunda-feira.

normalmente, quase sempre às 23 horas é dia e hora de resenha da rodada e este nosso resenha mais bate-papo, mais resenhado mesmo, com convidados especiais, com a primeira exibição sempre às sextas à noite, normalmente às 22 horas. Valeu, gente! Até semana que vem!

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