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#313 - Fé Sem Religião - Parte 3: Sabedoria Para Lidar Com a Riqueza (ou a Falta Dela) - João Eduardo Lima

04 de maio de 202657min
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Qual lugar o dinheiro tem ocupado no seu coração?Todo mundo gosta de dinheiro. Todo mundo precisa e quer ganhar dinheiro. Ele pode ser uma benção em nossas vidas.Porém, muitas vezes, não percebemos como as riquezas governam as nossas mentes e os nossos corações.Tiago traz palavras duras e cheias de sabedoria para que ricos e pobres possam enxergar as riquezas por meio dos óculos de Jesus.Confira essa mensagem completa e tenha seu coração confrontado com uma importante reflexão: afinal, o dinheiro tem sido servo ou senhor da sua vida?

VEM COM A GENTE!

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Participantes neste episódio1
J

João Eduardo Lima

HostPastor
Assuntos6
  • Valores PessoaisConceito de sucesso e riqueza · Valorização do pobre na Bíblia · O perigo do amor ao dinheiro · Riqueza como privilégio e responsabilidade · A inversão de valores bíblicos
  • Abuso de Poder e ExploraçãoRiqueza que apodrece e corrói · Salário retido fraudulentamente · Vida de luxo e dia do abate · Acumulação sem propósito
  • Generosidade e HumanidadePrincípios do dízimo no Antigo Testamento · Dízimo como sustento da igreja e cuidado com vulneráveis · Generosidade radical no Novo Testamento · O dízimo como forma de gratidão e confiança em Deus
  • O Demônio como Pai da MentiraTendência cristã de ver demônio em tudo · O dinheiro como um ídolo · Comparação entre o diabo e o dinheiro como senhores
  • A Sabedoria de TiagoCarta de Tiago para as tribos dispersas · Sabedoria que vem do alto · Riquezas e a sabedoria para lidar com elas
  • Prefigurações de CristoJesus se fez pobre para nos tornar ricos · A pobreza de Jesus como ato de amor · A riqueza em Cristo e a vida em abundância
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Olá, aqui é o João. Seja bem-vindo ao podcast da Igreja Luzer. Ao final dessa mensagem, não esqueça de se inscrever no nosso canal do YouTube e no Spotify para não perder nenhuma mensagem da nossa igreja. Nos siga também no Instagram, arroba Somos Luzer. Compartilhe esse podcast com seus amigos. Espero que você seja abençoado com essa pregação e incentivado a dar um próximo passo na sua caminhada com Jesus. Aproveite!

Vamos lá, né, da sequência à nossa série em Tiago. E antes da gente entrar no texto, queria conversar uma coisinha com vocês que eu fiquei pensando essa semana. Recentemente foi lançada a camisa nova da seleção brasileira. Quem viu a camisa nova da seleção brasileira? Saiu a versão amarela, saiu a versão azul. E o pessoal começou a analisar a versão azul e logo encontraram Satanás na camisa.

É de verdade. Então, o pessoal já está com a tese lá de que Satanás está na camisa da seleção brasileira. Eu não quero entrar no método se está, se não está, discussão aqui. Não é essa. Mas eu fiquei lembrando muito, gente, de... Eu sou um jovem que cresceu num lar cristão, com uma mãe cristã.

E eu sei que várias pessoas do meu convívio também cresceram em lares cristãos. Em algum momento da sua vida, eu tenho certeza que você deixou de assistir alguma coisa que você gostava, você deixou de ouvir uma música que você gostava, deixou de jogar um jogo que você queria, porque aquilo era...

Do diabo. É verdade ou não é? Se você nem é cristão e está aqui visitando a gente, talvez você cresceu numa família cristã, cresceu com uma avó evangélica, uma avó católica, e tinha coisa que você não podia fazer, ou que você fazia escondido da família, porque era uma coisa do diabo. E tem várias coisas aqui, eu até coloquei aqui um...

Um slidezinho com algumas coisas que eu lembrei, né? O Rock and Roll era do diabo. O Stitch, de Satanás. Dragon Ball não podia ver porque era do demônio. Então tem várias e várias coisas. E, de novo, eu não quero entrar na discussão aqui se pode, se não pode e tudo mais.

Mas fato é que todo mundo aqui teve uma experiência com essa. Seja o baralho, seja o RPG, seja várias coisas que ao longo da nossa vida a gente quis fazer, mas eram coisas do diabo. Você está lembrando aí, cada um tem sua experiência pessoal. E tem coisas que você cresceu e falou assim, ou ainda bem que eu não mexi com aquele negócio, aquilo lá não era legal mesmo, não. E tem outras coisas que você fala assim, poxa...

Podia ter jogado um truco com os meus amigos, né? Mas, enfim. Mas por que eu estou falando isso? De novo, eu não quero entrar na discussão se pode, se isso aqui é demônio, se não é e tal. O assunto não é esse. Mas o que eu queria chamar a nossa atenção é que nós como cristãos ou pessoas que crescem na igreja ou evangélicos de forma geral, a gente tem uma tendência muito grande de ver demônio nas coisas.

E a gente não repara, muitas vezes, Satanás, onde muitas vezes é onde ele está mais atacando o nosso coração, que é no dinheiro. E é interessante, olha o silêncio, né? E é interessante que é aquilo que a Bíblia mais nos alerta a respeito. A gente hoje vai ler o texto em Tiago, que vai falar justamente sobre riquezas.

E é interessante, Hernandes Dias Lopes, ao comentar essa passagem, ele diz o seguinte, o dinheiro é um ídolo. De todas as entidades mencionadas nas escrituras por Jesus, como o mundo, César, o diabo, a nenhuma Jesus chamou senhor. Ninguém pode servir a dois senhores. Quando Jesus fala de dinheiro, Jesus trata o dinheiro como uma entidade.

Jesus trata dinheiro como mamão, como se fosse um Deus que rivalizasse contra o próprio Senhor. Porque muitas vezes é assim no nosso coração. O verdadeiro Deus que muitas vezes conduz as nossas vidas, direciona as nossas decisões, as nossas escolhas, as nossas motivações, não é o Senhor, mas é mamão, é o dinheiro. E é difícil, por quê? Porque o dinheiro em si não é ruim.

Não é errado você desejar ter dinheiro, não é errado você desejar ser rico, o problema é o lugar que isso ocupa no seu coração. O problema é o lugar que isso ocupa no nosso coração, porque todo mundo aqui gosta de dinheiro. Se eu fizesse o Silvio Santos aqui e perguntasse, quem quer dinheiro? Todo mundo. Ia querer, todo mundo quer dinheiro. Se você não gosta de dinheiro, pode dar aqui pra mim. Todo mundo gosta de dinheiro. Só que o problema é, qual é o lugar que o dinheiro tem ocupado no nosso coração? Quão importante tem sido o dinheiro na nossa vida?

Quanto dinheiro tem conduzido a nossa vida? E essa reflexão que a gente vai ter hoje, seguindo a nossa série em Tiago, Fé sem Religião, hoje nós vamos falar sobre uma sabedoria do Senhor para a gente lidar com as nossas riquezas. Ou falta dela. Porque o Senhor tem muito para falar sobre esse assunto para a gente. E é difícil falar sobre riqueza, porque riqueza, dinheiro, é igual orgulho.

É muito difícil você pregar sem se sentir hipócrita. É o que eu falei, todo mundo gosta de dinheiro, igual orgulho. Todo mundo é orgulhoso. Você fala de orgulho aqui em cima, você fala assim, nossa, não é difícil falar de orgulho. Riqueza também, porque eu gosto de dinheiro. Eu também quero ganhar mais dinheiro. Mas, ao longo dessa semana, eu fui tendo meu coração quebrantado pelo Senhor de qual lugar você tem ocupado no meu coração. E eu creio que hoje o Senhor tem algo pra nós. Então, vamos ao texto.

Tiago, no capítulo 1, a partir do versículo 5. Tiago, o João já começou as pregações do livro. Tiago é um livro que, diferente das cartas paulinas, ele não foi enviado para uma igreja específica, trazendo questões específicas de uma igreja. Não, ele é um texto mais amplo. Tiago fala que ele está enviando para as tribos dispersas de Israel. Ou seja, ele está mandando de forma geral para a igreja.

Ele está mandando uma carta mais aberta, cheia de sabedoria, cheia de conhecimento. Na semana passada a gente viu o João falando sobre buscar a sabedoria que vem do alto. São temas mais gerais que abençoam e conduzem a nossa vida. E hoje a gente vai tratar então de um dos temas mais importantes para o nosso coração, que são as riquezas. Então vamos lá, Tiago 1, a partir do versículo 9. O irmão que é pobre tem motivo para se orgulhar.

porque é digno de honra. O irmão que é rico deve se orgulhar, porque é insignificante. Ele murchará como uma pequena flor do campo. E o sol quente se levanta e a grama seca. A flor perde o viço e cai. A sua beleza...

desaparece. Da mesma forma, murchará o rico com todas as suas realizações. Pai Santo, essa é a tua palavra, Senhor. Tão bela e às vezes tão dura. Peço que o Senhor possa ministrar em nossos corações, Senhor, nessa passagem e no outro texto que vamos ler. Que o Senhor possa falar conosco essa manhã e abrir os olhos dos nossos corações. Em nome de Jesus. Amém.

Então, um texto sobre riquezas. E quando a gente fala de riqueza, eu queria perguntar uma coisa pra você. O que é sucesso pra você? Quando você pensa em alguém de sucesso, qual é a primeira imagem que vem na sua cabeça? E uma pessoa fracassada? Eu, inspirado com o João, que sempre traz umas imagens de inteligência artificial, fui lá no chat GPT.

com uma teoria, já sei o que o chat APT vai me entregar. Falei assim, chat, eu quero que você faça uma imagem com um quadro dividido, de um lado uma pessoa de muito sucesso, do outro lado uma pessoa extremamente fracassada. Então vocês já estão imaginando aí o que o chat entregou. E foi isso aqui que o chat entregou, sucesso. O que é sucesso? Um cara rico, que tem um poste estacionado no escritório por algum motivo.

Inteligência artificial, né? O cara com seu terno, metas, motivações, rico, num prédio chique, muito dinheiro, né? E o fracassado tá lá, pobre, sem nada, descalço, sem recursos. Por que o chat atrelou que é sucesso? Ter dinheiro. Engraçado quando eu pensei que às vezes será que o chat vai botar no sucesso uma família? Nem isso ele pôs, né? Não tem filho, não tem amigo.

Não, sucesso é ter dinheiro. Gente, eu não falei nada, eu falei assim, me dá uma pessoa de sucesso. Só que a inteligência artificial, gente, ela é artificial por quê? Porque ela aprende com a gente. Então, na verdade, o que ela está mostrando para a gente é o conceito que nós, como humanidade, temos de sucesso. Eu tenho certeza que quase todo mundo aqui, quando pensa em alguém de sucesso, pensa em alguém rico. Mas será que é isso mesmo que é sucesso?

Só que a gente cresce com essa mentalidade, a gente vive com essa mentalidade. Acho que todo mundo já ouviu essas expressões ou já falou essas expressões ou pensa muito isso, que você precisa ganhar a vida. A gente vive pensando nisso. Não, preciso ganhar minha vida, preciso resolver minha vida, preciso ter dinheiro. Ou eu preciso dar o melhor para a minha família. Geralmente, quando a pessoa fala dar o melhor para a família, às vezes não está atrelado a tempo de qualidade, carinho, cuidado. Não, dar o melhor geralmente é dinheiro.

A melhor viagem, o melhor carro. Ou então, nossa, você precisa escolher uma profissão que dá dinheiro. Quem não passou por isso? Talvez a gente tenha algumas pessoas aqui que queriam ter feito arte, que queriam ter feito biblioteconomia, mas aí a família falou assim, não, porque isso não dá dinheiro. Você vai fazer medicina, você vai fazer direito. Eu mesmo fiz publicidade, está vendo? Então, não fui convencido por que dá dinheiro, não. Fiquei na publicidade mesmo.

Ou então você precisa ser bem-sucedido, e geralmente o bem-sucedido está atrelado ao dinheiro. Mas aí quando a gente vem para a lógica bíblica, a gente tem um cavalo de pau. A gente tem um mundo de cabeça para baixo, como o reino de Deus costuma fazer com a gente. E olha só o que Tiago escreve, então. O irmão que é pobre tem motivo para se orgulhar.

Acho que o chat GPT ia bugar aqui. O que é aquele cara da direita? Ele tem motivo pra se orgulhar. Não faz sentido. Por que ele tem motivo pra se orgulhar? Porque ele é digno de honra. Essa não é a lógica que a gente encontra fora da palavra de Deus.

Porque a lógica é que quem tem direito de se orgulhar é quem construiu, quem conquistou, quem tem um ótimo emprego, quem tem um ótimo cargo, quem tem uma grande empresa, quem tem muito lucro, quem tem uma vida abastada. Esse tem motivo para se orgulhar. Agora, o pobre, se orgulhar de quê? Só que a Bíblia diz assim, se orgulhe porque você é digno de honra.

E sabe por que ele é digno de honra? Porque apesar de ser visto pelo mundo muitas vezes como fracassado, como coitado, como não conquistou, como aquele que falhou, como aquele que não teve força o suficiente para construir, Deus olha para ele e o ama. Deus olha para ele e o chama para perto de si. Deus olha para ele e chama para ser adotado como seu.

E ao longo da palavra de Deus, a gente pode ver isso em vários e vários momentos, como o Deus de Israel era um Deus que sempre se posicionava a favor dos oprimidos. Em Deuteronômio, vou pôr o texto aqui, no capítulo 10, versículo 17 e 18, olha só. Pois o Senhor, o seu Deus, é Deus dos deuses e Senhor dos senhores. É o grande Deus, o Deus poderoso e temível, que não mostra parcialidade e não aceita subornos.

Até aí, geralmente, os deuses que a humanidade criou, Zeus e tudo mais, os deuses do panteão grego, os deuses poderosos, geralmente são assim, que se titulam. Os deuses poderosos, não, porque eu sou o deus que ajuda o barco a cruzar o mar para explorar o mundo. Eu sou o deus dos poderosos, dos reis que ganham as guerras. Aí vem o deus de Israel e fala assim, eu sou o maior dos deuses. E aí ele fala, eu faço justiça aos órfãos.

E as viúvas. Eu amo os estrangeiros que vivem entre vocês. Eles doam alimento e roupas. Que é Moisés que escreve, né? Então eu falei na primeira pessoa, mas está em terceira pessoa. Ou seja, o Deus de Israel, o Deus criador dos céus e da terra, é o Deus que olha para o mundo e ao invés de se orgulhar dos grandes reis, dos grandes conquistadores, ele fala assim, eu tomo a causa do órfão.

da viúva, dos desprezados, dos oprimidos. Eu cuido deles, eles são dignos de honra porque eu os amo. Quando Jesus se encarna, Jesus vem e cresce numa cidade chamada Nazaré. E quando Filipe encontra com o Messias e chama o seu amigo Natanael, você precisa conhecer, eu conheci o Messias. Ele é o Jesus de Nazaré. E ele fala assim, Nazaré? Alguma coisa boa pode vir de Nazaré?

Aquela terra pobre? Jesus é aquele que prega o evangelho para os pobres, para as viúvas. O nosso Deus é um Deus que ama o oprimido. O nosso Deus é um Deus que cuida. E mostra para eles que eles são dignos de honra por causa do amor dele.

E Tiago, então, continua com a sua inversão do que a gente está acostumado a ver e diz o seguinte, e o que é rico deve se orgulhar. Claro, né? O que é rico deve se orgulhar. Claro, depois de tudo que eu conquistei, depois de tanto trabalho que eu tive, depois do cargo que eu tive, depois de tanto que eu estudei, depois das noites que passei em Claro para conseguir fundar a minha empresa, para conseguir conquistar a minha promoção, é claro que eu devo me orgulhar. Mas aí Deus fala, não, não é por isso.

Rico, você deve se orgulhar porque você é insignificante. Ele murchará como uma pequena flor do campo. Pesado, né? Porque a lógica aqui parece um pouco invertida. Porque na nossa cabeça, o pobre, ele não deveria se orgulhar porque ele não conseguiu conquistar. E Deus fala assim, você é digno de honra. Já o rico...

de estar lá no topo, que conquistou, e com méritos muitas vezes, não tem nada de errado em conquistar, claro, mas com muito mérito. Deus fala assim, você é digno de honra, não por tudo que você conquistou, não pela força do teu braço, não pela sua competência, pela sua profissão, ou pela empresa que você fundou, ou pelo cargo que você conseguiu, não, você é digno porque você é... insignificante.

Olha como Deus inverte os valores, olha como Deus equilibra a relação entre rico e pobre, não como um conflito de classe, mas como relações em que ele media, em que ambos são dignos de honra e ambos são dignos de humilhação. E o que é importante nisso é que nem o rico

e nem o pobre, devem definir o seu valor pelas suas riquezas. Nem o rico e nem o pobre devem definir o seu valor por aquilo que tem. Porque muitas vezes a tendência é que o pobre se sinta constrangido. E às vezes você pode estar aqui na igreja, a gente está numa igreja muito bem localizada na cidade, em que temos muitos membros abastados e muitos membros mais humildes também.

E muitas vezes o mais humilde pode olhar para o rico, e se você também está nos visitando nessa condição, às vezes pode olhar para o rico e falar assim, poxa, não consegui ser tão bom igual a ele, poxa, eu falhei, poxa, eu não consegui, poxa, eu queria ajudar mais, poxa, mas eu não consigo. Só que o que Deus está falando, isso não define o seu valor. Isso não te faz um cristão menor do que o rico porque você não está conseguindo doar tanto.

porque você não está conseguindo ajudar tanto, ou porque você não conquistou tanto pela força do seu braço. Não, não, não. Isso não te faz menor. Isso não te faz menos digno da minha graça. Isso não te faz menos importante. Isso não te faz menos relevante dentro da igreja. E você não deveria ser tratado dentro da igreja diferente, ou melhor, ou pior, por ser rico ou por ser pobre. Ou seja, pobre, o seu valor não está atrelado ao que você não tem, ou ao que você tem.

Que você nunca se sinta menor por não ter tantos recursos ou tantas riquezas quanto o outro. E o mesmo vale para o rico. Que você nunca se sinta um cristão especial, um cristão bom demais, porque, nossa, como eu sou bom, né? Conquistei tantas coisas e posso abençoar a igreja. Abençoei tanto a obra da igreja. Nossa, abençoei tanto a Paraíba. Paguei 499 reais em uma mexerica.

Mas isso não te torna melhor do que o pobre? Isso não te torna superior a um cristão mais especial? Não, o seu valor não está nisso. O valor do rico e do pobre está em um único lugar, que é na graça e na palavra do Senhor. Olha que interessante como o Tiago vai continuar o texto.

Ele diz o seguinte, o sol quente se levanta e a grama seca. A flor perde o vício e cai, e sua beleza desaparece. Da mesma forma, murchará o rico em todas as suas realizações. O rico, geralmente quem conquistou muito, a gente vai ter uma tendência a achar que a gente não vai passar dificuldade por tudo que a gente conquistou.

Ah, tô bem, né? Pô, já construí isso, já tenho meus investimentos, já tenho isso e aquilo, tô bem, né? Vou passar dificuldade por causa disso. E o pobre vai ter uma tendência diferente, que é de buscar em Deus o seu sustento. Muitas vezes isso o torna digno de honra diante do Senhor. Por quê? Porque ele tá alicerçado na palavra do Senhor, porque o Senhor é a minha esperança. Porque eu já não conquistei pelo meu braço, então eu preciso da graça do Senhor. Só que muitas vezes a gente que tem, a nossa tendência é, pô, tô bem.

Estou tranquilo, minha família está bem cuidada, minha família está bem amparada, eu sou um ótimo provedor, está tudo certo, está tudo na bênção. Só que, tanto o rico quanto o pobre, precisam se lembrar que o que os sustenta não é o nosso dinheiro, não é o nosso salário, não é a nossa empresa, não é o nosso cargo. O que nos sustenta é a graça do Senhor.

No livro de Tiago, o Tiago vai citar constantemente provérbios, porque é um livro cheio de sabedoria. Nesse texto, o Tiago está citando o profeta Isaías. E Tiago deixa uma coisa implícita aí. Ele não chega a colocar isso no texto, mas quando a gente vai para o texto em Isaías, a gente consegue ver que era isso que o Tiago tinha em mente. Olha só o que Isaías escreve.

Isaías 40, talvez seja um dos meus capítulos preferidos da Bíblia, quem já participou do bingo aqui da igreja sabe que eu sempre oro, uma passagem que está em Isaías 40, que é que Deus mediu os céus com a palma das suas mãos, mediu as águas dos mares com a concha das suas mãos, é uma das descrições mais belas de Deus nas Escrituras. Só que antes disso, Deus está falando sobre a condição humana.

Como que o ser humano é como o capim. E olha só o que ele escreve. O capim seca e as flores murcham quando o Senhor sopra sobre elas. O mesmo acontece aos seres humanos. O capim seca e as flores murcham, mas a palavra do nosso Deus permanece para sempre. O que ele está querendo dizer e o que Tiago está trazendo em seu contexto para ricos e pobres é o seguinte. O seu dinheiro passa.

O seu dinheiro acaba. Gente, você está a uma mudança de moeda, a uma crise no país, a um problema maior, a uma IA de roubar seu emprego, a uma coisa de fazer tal coisa pra perder o que você tem. Você está a um acidente de carro pra tudo que você juntou não servir de mais nada. Passa. Passa. E não é isso que nos sustenta. A única coisa que pode suportar o peso de sustentar e de cuidar das nossas vidas é a palavra de Deus.

É ela que nos sustenta. É a verdade da palavra e do amor de Deus que é capaz de sustentar as nossas vidas. E é nela que nós temos que confiar. Não no que a gente conquistou, não no que a gente construiu, mas que Deus é o Deus que prometeu que cuidaria de nós.

Tiago também vai citar ao longo do livro diversas vezes o Sermão do Monte, a sabedoria do Sermão do Monte de Jesus. E Tiago aqui está trazendo muito esse conceito. Por quê? Porque o Senhor prometeu que cuidaria de nós. O Senhor prometeu que quanto ao que você tem que vestir, quanto ao que você tem que comer,

Não se preocupe, porque eu cuido de vocês. Mas será que a nossa esperança está nisso? Que o Senhor cuida e nos sustenta? Ou está na grande profissão que eu tenho, no grande carro que eu conquistei, ou na empresa que eu construí? O nosso alicerce tem que ser a palavra de Deus. Ricos e pobres, nós temos que lembrar que o nosso sustento vem das mãos de Deus.

para nos trazer esperança e para nos trazer humildade. João Calvino falava que a gente deveria sempre orar antes das refeições. Não como um ritual padrão que a gente sempre tem que fazer, não. Mas para que a gente sempre se lembre que o que eu tenho para comer não é por causa do meu salário. Não é por causa do tanto que eu batalhei, não é por causa do tanto que eu conquistei. Se eu tenho comida na mesa, é pela graça do Senhor que me sustenta.

E nós, independente da nossa condição, nós precisamos nos lembrar disso, que tudo que nós temos é graça. Porque, gente, diante de Deus, nós somos todos pobres e carentes da sua graça. Independente do tanto que a gente construiu nessa terra, independente da nossa capacidade, da nossa profissão, do nosso talento, nós dependemos da graça.

de Deus. Nós somos pobres espiritualmente, nós somos dignos de ser condenados. Nenhum de nós merecia estar na presença de Deus. Nenhum de nós merecia ter livre acesso à presença do Criador de todas as coisas. Tudo o que nós temos é graça, é amor. E as riquezas que nós construímos, a gente não tem que vê elas só como conquistas.

mas como um privilégio e uma responsabilidade que o Senhor nos dá. O próprio Calvino escreve muito sobre isso e ele fala, os livros de história às vezes falam que ele fundou o capitalismo, que ele fala que Deus escolheu uns para ser ricos, outros para ser pobre mesmo, que você nunca vai sair disso e tal, mas não é bem assim não. Calvino fala que o rico tem um grande privilégio e uma grande responsabilidade. Por quê? De fato, para ele, Deus escolheu sim uns para serem ricos e uns para serem pobres.

E Deus dá o privilégio pro pobre, que é o que a gente já falou aqui, essa honra do pobre, esse amor de Deus pelo pobre. E pro rico ele dá um privilégio enorme, que é o privilégio de cuidar, de se esvaziar, de entregar, de abrir mão do que tem pra cuidar, pra puxar o outro, pra levantar, pra ser caridoso, pra amar. E pra, por meio da sua vida, revelar quem Jesus é.

Porque Paulo diz em Coríntios 8, um dos textos mais belos das escrituras, vocês conhecem a graça de nosso Senhor Jesus Cristo. Embora fosse rico, por amor a vocês, ele se fez pobre. Para que por meio da nossa pobreza, para que por meio da pobreza dele, vocês se tornassem ricos. Essa é a beleza do nosso Senhor.

O único que nunca precisava sofrer. O único que nunca precisava ser traído por amigos. Ser humilhado. Ser abandonado. Ele escolheu se esvaziar. Se encarnar. E sofrer naquela cruz um castigo que era nosso. Ele era rico. E se fez pobre por amor a nós. Para que a gente pudesse ser rico. E quem é rico tem esse privilégio.

de se esvaziar. Cara, eu tenho tanto, mas não é pra eu ficar acumulando, acumulando pra mim, é pra que eu possa cuidar. Que privilégio eu tenho. Que privilégio. Sabe, eu posso ajudar muito mais, eu posso cuidar da minha igreja, eu posso abençoar ministérios, eu posso abençoar o pessoal que vai pra Paraíba, eu posso cuidar. João, tem alguém aqui passando necessidade? Porque eu tô aqui, ó, eu tenho pra ajudar. Em Atos 2, a gente vê essa dinâmica do rico e do pobre dentro da igreja.

E a gente vê como muitos ricos estavam abrindo mão de algumas das suas propriedades. Eu tenho duas terras aqui, deixa eu vender essa aqui, porque eu vou cuidar do meu irmão, eu vou dar algo para ele, eu vou apoiá-lo. É um privilégio e uma responsabilidade. Ou seja, quando nós temos riquezas, quando nós temos condição, nós temos um privilégio.

mas também uma responsabilidade. De cuidar, de amar. Já diria um antigo sábio, com grandes poderes vêm grandes responsabilidades. Quem sorriu aí é porque sabe que esse grande sábio é o tio Ben, é o tio do Homem-Aranha. Mas é uma sabedoria tão grande que parece até bíblica. Porque é. Porque nas Escrituras a gente vai ler que Jesus fala, a quem muito é dado, muito será.

Cobrado, não é verdade? Ou seja, com grandes poderes, vem grandes responsabilidades. É bíblico, tá vendo? Ou seja, é um privilégio que nós temos. Se a gente tá aqui, se a gente tem condição, a gente tem um grande privilégio. Então eu deixo uma pergunta. Qual é o lugar que o dinheiro tem ocupado no seu coração? E eu queria que agora a gente fosse pra Tiago 5. A gente tem seguido o livro todo, mas como o assunto era o mesmo, a gente juntou duas passagens.

E agora Tiago vai ser um pouquinho mais duro em seu texto. Vamos ler lá. Tiago 5, a partir do versículo 1. E o texto diz assim. Prestem atenção, vocês que são ricos. Chorem e gemam de angústia por causa das desgraças que os esperam.

Sua riqueza apodreceu e as suas roupas finas são trapos comidos por traças. Seu ouro e sua prata estão corroídos. A mesma riqueza com a qual vocês contavam devorará sua carne como fogo. Esse tesouro corroído que vocês acumularam testemunhará contra vocês.

nos últimos dias. Por isso, ouçam os clamores dos que trabalharam em seus campos, cujo salário vocês retiveram de modo fraudulento. Sim, os clamores dos que fizeram a colheita em seus campos chegaram aos ouvidos do Senhor dos exércitos. Vocês levam uma vida de luxo na terra, satisfazendo seus desejos e engordando a si mesmos para o dia do abate. Condenam e matam inocentes sem que eles resistam.

Esse texto é duro, né? É difícil de ler, né? João soltou esse aí pra mim. Vai lá, se vira lá com o pio. Mas a primeira pergunta que a gente tem que fazer com esse texto é, primeiro, quem é esse rico pro qual o Tiago está escrevendo e como isso se aplica à minha vida hoje, independente do tanto de riqueza que eu tenho? E é por isso que eu comecei com aquela pergunta. Qual o lugar que o dinheiro tem ocupado no seu coração?

Porque, de novo, não tem nada de errado em ser rico e em querer ser rico. A riqueza em si não é o problema. O que Paulo vai nos ensinar é que o amor ao dinheiro é raiz de todos os males, e não o dinheiro em si.

Então, quem que é esse rico? E aqui a gente vai ter três grandes interpretações. A primeira delas é que esses são ricos ímpios que serão condenados. Por isso que a linguagem aqui é uma linguagem que relembra mais os profetas de condenação. Chorem, lamentem, como se fosse já uma sentença dada. Então, olha, ricos, vocês se lamentem porque já aconteceu isso com vocês.

Geralmente essas profecias, elas vinham, às vezes você vai ver no Antigo Testamento, Deus profetizando para Israel a condenação de outros povos. Era uma forma de gerar confiança em Israel. Não se preocupe com o que você está vendo, porque aquele povo será condenado. Então, poderia ser algo assim, vocês que estão sendo oprimidos por esses ricos, não se preocupem. A sentença deles já está dada.

A outra leva de estudiosos vai crer que aqui está se referindo aos saduceus. Quem eram os saduceus? Os saduceus eram outro grupo. A gente escuta muito os fariseus que tinham muitos conflitos com Jesus, que eram os mestres da lei. E a gente tem também uma casta chamada de saduceus. Esses caras eram os verdadeiros poderosos de Israel. Porque eles eram os sacerdotes do templo. O templo era o centro político, econômico, religioso.

Tudo Israel gerava em torno do templo. E esses caras eram os que controlavam o templo.

Ou seja, eles eram os mais ricos. E aqui o texto está falando de como eles exploram o pobre e o oprimido. E aí no último versículo, que fala assim, vocês têm condenado o justo, aí algumas traduções estão no plural, outras estão no o justo, alguns intérpretes vão entender que estão se referindo a Jesus. Ou seja, vocês que condenaram Jesus, porque quem faz o conluio para matar Jesus são os saduceus. Então, de novo, poderia ser uma sentença condenatória para gerar uma tranquilidade.

ao povo oprimido. Ou também é um texto forte para despertar ricos convertidos a serem chamados ao arrependimento. Ou seja, tem uma linguagem forte de condenação, mas como uma forma de despertar. E, de qualquer forma, essa carta foi escrita para a igreja. Então, independente de ser um juízo ou de ser um aviso para o rico convertido, serve como um aviso para a gente.

serve como um alerta para que a gente possa olhar para as nossas vidas e se perguntar mais uma vez, qual é o lugar que o dinheiro tem ocupado no meu coração? Porque o problema não é o dinheiro. O problema é o lugar que ele ocupa no meu coração. Então, o texto vai dizer o seguinte, prestem atenção, chorem e gemam de angústia por causa da desgraça que os esperam. Ou seja, aqui uma condenação. Olha, você que tem se apoiado nas suas riquezas, você que tem toda a sua esperança no seu dinheiro, pode chorar.

Porque isso não vai ser suficiente para te sustentar. Isso não é o suficiente para te salvar. Você precisa da graça do Senhor. Sua riqueza apodreceu. Suas roupas finas são trapos comidos por traças. É interessante que quando ele fala de trapos comidos por traças, ou a riqueza que apodrece ou que enferruge, o que ele está dizendo?

Você é rico, você acumulou tanto pra nada, você deixou tanto o seu dinheiro guardado, acumulado, sem nenhum propósito, que a sua roupa está sendo comida por traços e o seu dinheiro está enferrujando. E muitas vezes nós somos assim. Muitas vezes a gente tem tanto sem necessidade e usa tão pouco.

Esses dias eu vi uma, vou usar um extremo, né? O Cristiano Ronaldo, que tem, sei lá, 30 carros na garagem, aí foram perguntar pra ele, ah, não, eu nunca dirijo meus carros, não. Estão lá de coleção. Meu bugate de 150 milhões de dólares está lá porque eu coleciono carros. Está lá o quê? Enferrujando, servindo pra nada. E muitas vezes nós somos assim. E sem perceber. Muitas vezes eu abro meu guarda-roupa e já aconteceu comigo de ter roupa e comida por traço. Olha só, fala Deus, né?

Porque ficou lá no uso, e ao invés de mandar para Paraíba para alguém que vai usar todo dia, eu fico lá acumulando roupa, ou acumulando dinheiro, ou acumulando pertences, que eu nunca vou usar. Fazendo economias que eu nunca vou usar. E é isso que o Senhor está condenando aqui. Para quê? Se isso não tem propósito, se isso não tem objetivo, se você não vai usar aquilo, para quê que você tem acumulado tanto? Para ter mais status, para ter mais poder, por quê?

E, de novo, não tem nada de errado você ter seu investimento, você pensar no seu futuro, você querer cuidar da sua família. Não é sobre isso. Mas qual o lugar que o dinheiro tem ocupado no seu coração? É pra gente sondar, pra gente olhar pra gente e pensar, poxa, será que tudo que eu tenho acumulado eu preciso? Ou será que eu posso ofertar mais? Será que eu posso me doar mais? Será que eu posso me esvaziar mais? Porque a gente nunca vai estar satisfeito. E eu lembro, no ano passado, quando o João estava pregando...

na nossa série, a gente sempre faz uma série anual sobre finanças, e o João falou uma frase que me marcou muito. Ele falou assim, eu sei o tanto de dinheiro que você quer. Mais do que você tem hoje. Eu falei, pô, sábio, hein? Me pegou. Na hora que ele falou, eu sei o tanto que você quer, eu falei, duvido. Mais do que você tem. Eu falei, um esperto. É um gênio.

Por quê? Porque eu tenho certeza que isso aqui é o coração de todo mundo, gente. Ninguém está satisfeito com o que tem. Todo mundo quer mais. Por mais que você esteja confortável, você quer mais. Poxa, nossa, quando eu tiver isso, eu vou conseguir ter um status a mais, um carro a mais. Vou viajar para um país um pouco melhor. Vou fazer isso daqui, vou passar por isso daqui. Porque a gente sempre quer ter mais, a gente não se contenta. E muitas vezes esse que é o nosso problema.

E a gente tem um exemplo de Atos 2. E o próprio Tiago, daqui a pouco, vai trazer a fé sem obras. Olha, se você vê uma pessoa passando necessidade e fala assim, Deus te abençoe, vai lá que o Senhor cuide e te sustente. De que serve a sua fé? Se você não vai lá e compra e cobre a pessoa. Se você não vai lá e ajuda e investe nessa pessoa. Em Atos 2 a gente vê isso. Cristãos convertidos vendendo pertences para abençoar os outros. Se esvaziando, se fazendo pobre.

como Jesus, para que outros pudessem se tornar ricos. Então, um cuidado que nós temos que ter é o quanto de riqueza nós temos acumulado e qual propósito nós temos acumulado. Esse é um alerta que ele está fazendo aqui para esses ricos, seja ele da casta que for, seja ele seduceu, seja ele de uma condenação, seja ele um cristão convertido. Mas, independente disso, a gente aplica esse texto para a gente pensando assim, como que eu tenho lidado com as minhas riquezas?

E ele continua, seu ouro e sua prata estão corroídos. De novo, você juntou tanto pra nada. A mesma riqueza com a qual vocês contavam, devorará sua carne como fogo. Esse tesouro corroído que vocês acumularam, testemunhará contra vocês nos últimos dias.

O que ele está falando? Quando Jesus veio, Jesus inaugura os últimos dias. Nós somos nova criação. Nós já estamos experimentando o reino de Deus. Ainda não em sua total plenitude, porque nós aguardamos a volta de Jesus, mas nós já experimentamos isso. Nós já experimentamos o que é ser feito, a imagem de Jesus. Nós podemos abrir mão de nós, amar ao próximo, amar as pessoas, abrir mão, às vezes, das nossas riquezas, pelo que Jesus fez por nós, porque nós temos ele como exemplo.

E os últimos dias, então, desde o momento em que Jesus ressuscitou, a gente está vivendo os últimos dias. E a gente vai ver isso ao longo da palavra, a gente vai ver. O cristão, nós sempre temos que viver com essa iminência da volta de Jesus. Nós temos sempre que viver sabendo que Jesus pode voltar. Então, muitas vezes... Entrevistam.

A forma como a gente lida com a riqueza e de, nossa, eu preciso cuidar aqui das minhas 50 próximas gerações e tudo mais, tô falando de novo, você não tem que preocupar com o futuro, não é isso, o próprio Paulo vai falar isso pro povo, para de trabalhar, né? Não, gente, não é pra parar de trabalhar, não. Porque eu tô falando assim, ó, a gente tem que trabalhar, mas a gente tem que trabalhar alerta. Porque às vezes é melhor eu cuidar de alguém agora do que ficar só preocupado comigo em acumular, em reter, em reter quando o Senhor quer abençoar o outro. Então ele fala que essas riquezas vão testemunhar contra você nos últimos dias.

Jesus traz três parábolas falando sobre isso. A parábola dos talentos, a parábola das virgens, a parábola dos servos. Porque eles viviam como se o Senhor nunca fosse voltar. O problema das virgens não era só elas estarem sem o óleo, é que elas não estavam esperando a volta do Senhor. O problema do cara dos talentos não é só que ele não multiplicou o talento, mas que ele não estava esperando a volta do Senhor dele. E quando ele volta é uma surpresa. Opa! Senhor, nossa, eu sei que você não... Não, não.

E Jesus traz essas parábolas logo depois do sermão profético. Ele fala, ninguém sabe a hora, mas vivam nessa eminência, o Senhor pode voltar. Então nós temos que viver pensando nisso, pensando nesse retorno, para que as nossas riquezas corroídas, acumuladas, que a gente guardou tanto que hoje já não vale mais nada, a nota de 200 cruzados que você tem guardado lá, que hoje não vale mais nada, ou vale, dependendo de onde você for negociar. Mas...

O ponto é esse, porque você não está esperando que eu volte. Porque você tem vivido uma vida pensando apenas nas riquezas terrenas, no seu sustento terreno, e tem esquecido de cuidar do pobre, cuidar de quem precisa. Por isso, ouçam os clamores dos que trabalharam em seus campos, cujo salário vocês retiveram de modo fraudulento. Sim, os clamores dos que fizeram a colheita em seus campos chegaram aos ouvidos do Senhor.

dos exércitos. E aqui, então, tem um problema, que às vezes quando a gente ama tanto dinheiro, a gente começa a passar por cima das pessoas sem nem perceber. Aqui ele está falando de algo explícito que eles faziam. Então, eles negavam muitas vezes o pagamento e retinham de modo fraudulento. E isso era tão grave, porque isso estava na lei dos judeus. Em Levítico 19, a gente pode ler que o Senhor vai falar o seguinte, não oprima nem roube o seu próximo, não retenha até amanhã do dia seguinte o pagamento.

de um diarista. Isso era muito comum antigamente, hoje ainda em contextos às vezes mais rurais, é muito comum. O cara trabalha durante o dia e recebe no final do dia o que ele vai comprar para alimentar a família no dia seguinte. Então, se você retinha o pagamento do cara um dia, às vezes ele não ia ir para casa e não ia ter o que comer.

Então, tamanha a gravidade disso. Então, o que o Tiago está falando é que esses ricos estavam fazendo isso. Olha, vocês amam tanto dinheiro a ponto de reter a comida da pessoa de um dia.

Então, Tiago está nos confrontando. Olha, você está amando tanto dinheiro que você está passando por cima de pessoas. E ele conclui o texto dizendo o seguinte, vocês levam uma vida de luxo na terra, satisfazendo seus desejos e engordando a si mesmos para o dia do abate, ou seja, o dia da volta, o dia da condenação. Condenam e matam inocentes sem que eles resistam.

E aqui, então, fala muito sobre o poder que muitas vezes quem é rico tem. De superioridade. De, poxa, se um pobre atropela um rico, o que acontece? Agora, se um rico atropela um pobre, o problema talvez seja outro. Mas justamente por quê? Porque muitas vezes nós temos uma tendência de passar por cima para conquistar o que a gente deseja. E, às vezes, a gente pode amar tanto dinheiro...

que a gente não percebe, mas a gente passa por cima, às vezes, das pessoas que a gente ama. Porque, às vezes, eu estou tão preocupado com o meu dinheiro, com os meus status, que eu passo por cima da minha família. Às vezes, eu falando para mim mesmo que, não, eu estou construindo para a minha família, eu quero que a minha família enriqueça e tudo mais. Você está deixando de ter tempo com seus filhos? Você está deixando de ter tempo com sua esposa?

Você está deixando de ter tempo com seu marido? Porque você está tão preocupado com o dinheiro, com o status, com a conquista?

Às vezes é muito melhor você passar as férias em Guarapari, mas passar o ano tendo tempo com seu filho, do que ir para a Disney e só ver eles dormindo. Então, a gente tem essa aplicação do rico que explora o pobre e às vezes paga mal porque quer ter mais lucro. Isso é um confronto para a gente, principalmente quem tem empresa. Será que a forma como você trata os seus colaboradores ou paga para eles reflete o amor de Deus? Ou será que você está explorando e pagando o mínimo possível?

só pra estar dentro da lei, sabe? Como tem sido o nosso coração pras riquezas? Será que a gente tem passado por cima de pessoas? Pra que a gente tenha o que a gente quer ter? E isso é sério, porque o dinheiro, ele precisa ser nosso servo, e não nosso senhor. O dinheiro tem que ser uma ferramenta nossa pra abençoar vidas, pra abençoar a igreja, pra abençoar as pessoas que estão ao nosso redor, e não quem manda na nossa vida.

Porque muitas vezes a nossa vida gira em torno de dinheiro. Eu penso em dinheiro o dia inteiro, eu quero sustentar minha família, eu fico com dinheiro, dinheiro, dinheiro, trabalho até de madrugada, me desgasto e tudo mais. E isso vale tanto pra rico quanto pra pobre. Porque o pobre, às vezes, pode amar mais o dinheiro que o rico. E viver só pensando naquilo. Então isso é um alerta pra todos nós. O dinheiro, ele é nosso servo e não nosso senhor. Antes da gente finalizar, eu queria só trazer um ponto, que é...

eu já fiz isso muito pra mim mesmo, que era. Tá tudo bem. Eu consigo meu dinheiro de forma honesta, eu não tô explorando os meus amigos, meus trabalhadores, eu não tô abrindo mão da minha família pra ficar muito rico, e eu dou meu dízimo direitinho. Fiquei muito na dúvida se eu falava de dízimo hoje ou não, mas eu resolvi falar um pouquinho, bem rápido. A gente não gosta de falar muito de dízimo aqui na igreja, vocês já devem ter reparado, né? Vocês viram falar mais de dízimo aqui na igreja, né?

Por que a gente não gosta de fazer isso? Porque, infelizmente, muitas igrejas hoje pregam só dinheiro. Ah, Deus quer te colocar na posição mais alta, então você tem que doar seu dinheiro aqui. O que é isso? Senão o gafanhoto vai te comer seu dinheiro e tal. Às vezes tem muita gente que chega traumatizada. Eu estava na igreja e todo culto era meia hora, só pedindo dinheiro. Então a gente evita isso justamente porque a gente não quer passar esse marco. Mas hoje eu achei que está muito dentro do tema.

E às vezes a gente se satisfaz e a gente acha que, não, eu estou bem, porque eu estou dando meu dízimo. Pronto. Estou sendo generoso. Estou dando aqui meus 10%. Estou obedecendo o mandamento de Deus. E é isso. E eu queria despertar o nosso coração para, será que isso é suficiente? Primeiro, o que é o dízimo? Dízimo, de fato, significa décima parte, então a gente doa 10%. Mas o dízimo era um mandamento para o povo de Israel.

E eu queria te contar uma coisa que talvez você não saiba e talvez você comece a suar frio agora. O povo judeu, eles davam três dízimos diferentes. A gente tinha o dízimo do templo, ou seja, eles doavam 10% para que a tribo que não plantava, que não cuidava, que cuidava do templo, se sustentasse e sustentasse o templo. Então, todas as tribos davam o seu dízimo 10% para os levitas e para o templo. Eu tenho uma pregação sobre isso, que eu preguei nos jovens uma vez, então eu estudei super, tem os versículos tudo.

Quem quiser depois saber mais, eu posso passar os versículos todos. Mas aqui eu quero dar só um tapa rápido mesmo. Então eles tinham o dízimo do templo, 10% para o templo sustentar os levitas. Mas não parava por aí. Eles tinham outro dízimo, que era o dízimo das festas. Ou seja, todas as tribos levavam seus 10%, porque eles tinham as festas, as celebrações, para celebrar juntos o povo de Deus como um corpo. Então eles tinham as grandes festas, as festas das colheitas, a Páscoa, tudo isso era celebrado com...

O dízimo. É legal, eu lembro quando eu falei isso nos jovens, os meninos começaram a rir, dízimo das festas e tal. Dízimo das festas. Aí saíram e tinha pizza no dia, de graça, pra todo mundo. Ó o dízimo das festas aí, tá vendo? Na verdade, isso é a gente que pagou junto, gente. Celebrar o corpo do Senhor. Aí você abençoa os jovens, você abençoa os adolescentes, você abençoa o café da manhã dos voluntários. Então...

É uma bênção a gente junto o dízimo para celebrar a alegria de sermos o povo de Deus. E tem um terceiro dízimo, que é o dízimo da caridade. Que o povo levava 10% para cuidar do pobre, da viúva e do estrangeiro. Olha como a lei de Deus se preocupava com o oprimido. Ou seja, são três dízimos diferentes. O terceiro dízimo, dízimo da caridade, era dado a cada três anos. Então, se você quer obedecer o dízimo mesmo...

Você tem que doar 23,33333% do seu rendimento. Se você quiser... Aí você está soando frimezinha. Para que você falou isso? Agora eu vou terminar. Gente, quem quiser dizimar... Mas eu tenho a boa notícia também, gente. Dízimo não é para os dias de hoje. O mandamento do dízimo está no Antigo Testamento. Era para o povo judeu. Dízimo não era sobre dinheiro. Dízimo era sobre colheita, sobre sustento, sobre o que eles tinham. É diferente.

Ou seja, o dízimo, então, não é um mandamento pra nós hoje. Mas, assim como a gente não guarda o sábado, o princípio do dízimo permanece. Qual que era o princípio do dízimo? Primeiro, glorificava a Deus. Quando você dizima, quando você dá parte do seu dinheiro pra Deus, pra igreja, pra caridade, você tá falando pra Deus assim, Deus, eu confio que isso aqui é uma forma que o Senhor me abençoou. O meu dinheiro é meu servo. O meu dinheiro é instrumento do Senhor.

O meu dinheiro faz parte da sua missão, então eu vou investir, vou investir na igreja, vou investir no ministério, vou abençoar pessoas, vou abençoar vidas. Isso é uma forma de você agradecer a Deus e confiar em Deus, que é Ele que te sustenta, independente de você abrir mão de parte das suas riquezas. O dízimo também sustentava o templo, ou seja, ele cuidava do templo de Deus.

O tempo precisava ser sustentado e o próprio povo de Deus levava as suas colheiras, levava o que eles tinham, levava o seu dinheiro para que o tempo se sustentasse. E hoje esse princípio está aqui de pé. Se a gente conseguiu sair do hotel e vir para um lugar tão grande e maravilhoso como a gente está hoje, é porque grande parte de vocês abençoa essa igreja. É porque muitos aqui abriram mão muitas vezes. Gente, é legal quando a gente vê... O rico altruísta é lindo demais, gente.

Tinha gente que falou assim, João, tem um material aqui para levar para a sua igreja. Não, não, não, é seu. Eu quero ofertar isso tanto e tudo mais e tal. E não é sobre quantidade, é sobre coração. Porque tinha gente que às vezes fazia o pix de 10 reais e os 10 reais ia fazer falta. Mas a pessoa falou, não, eu quero fazer algo para o Senhor, eu quero fazer algo para a obra. Sustentava os levitas e os sacerdotes. Muitas pessoas estão aqui trabalhando na igreja todos os dias da semana porque precisa disso.

E a igreja só tem condição de assalariar essas pessoas porque a gente sustenta a igreja. Então, o dízimo, ele segue esse princípio. Ele cuidava dos vulneráveis. No mínimo, 10% de tudo que entra na nossa igreja vai pra missão. Vai pra ministérios, a gente doa, a gente investe. Porque a gente quer cuidar de pessoas. A gente sabe que o nosso dinheiro não é nosso senhor, ele é nosso servo. A igreja pode fechar no vermelho, mas a gente vai investir na vida das pessoas. A gente vai...

investir, a gente vai cuidar das pessoas. E o dízimo, ele celebra o corpo de Deus. Então, as festas eram tudo pra gente celebrar o povo de Deus. E outra coisa, às vezes a gente trata o dízimo como um peso, né? Então, às vezes, ou eu dizimo ou eu como. Gente, vai comer, gente. A igreja não tá aqui pra roubar seu dinheiro, não. A igreja tá aqui pra cuidar de você. Quando eu falo de dízimo aqui, gente, é principalmente pra quem é membro da igreja, tá?

Se você não é membro, tá visitando a gente aqui, tá tudo certo. E se você não é cristão, não se preocupe com isso, não.

Mas o ponto é justamente isso. Tem um princípio aqui que a gente tem que trazer para o nosso coração. Tem um princípio do dízimo que tem que estar no nosso coração, de sustento, de cuidar, de ser grato a Deus, de cuidar de quem precisa, de cuidar do necessitado. E, às vezes, o melhor lugar para trazer é para a igreja justamente por isso, porque na igreja a gente conhece mais as necessidades de cada um. O João tem mais acesso. As pessoas que estão passando dificuldade procuram, às vezes, o João.

E, às vezes, tem gente, gente, se você estiver passando necessidade, não precisa ficar com medo, não, vem.

Lembrando que pobre é diferente de preguiçoso. A igreja não está aqui para sustentar, para você ficar à toa o dia inteiro. Claro que não. Mas a igreja quer cuidar de quem está lutando e às vezes está passando por uma situação difícil. E a igreja consegue. Por isso que as pessoas levavam os dízimos para os apóstolos. No Novo Testamento, os dízimos dão, as ofertas para os apóstolos. Ou seja, o princípio permanece. Porque no Novo Testamento, gente, não é sobre dízimo, é sobre generosidade radical.

É sobre a gente ser generoso. Eu lembro uma vez o Juninho pregou, e também foi uma fala que me marcou muito. Ele falou assim, se o seu dízimo não faz nenhuma diferença na sua vida, você está roubando Deus. Você devia estar doando mais. Eu lembro um episódio que teve uma vez que a sogra do meu irmão teve um acidente e aí ela precisou de dinheiro para consertar a van dela.

E eu lembro que eu doei uma quantia alta. Aí meu irmão falou, nossa, muito obrigado pelas quantias que você deu. Pô, foi um dos que mais doou e tal, tudo mais. Cabuloso, né? Sou generoso demais. Só que depois eu parei e pensei assim, gente, na época eu estava com dinheiro para pagar a vã inteira. Por que eu só dei aquilo? Depois eu fiquei assim, não é que eu dei pouco, mas eu podia ter dado mais. Eu lembro que eu estava perto de casa. Até tive essa conversa com a Dani, eu falei assim,

Depois ela já tinha conseguido dinheiro todo, mas eu fiquei pensando nisso. Por que eu não doei tudo? Será que era mais importante um dia a mais de lua de mel? Pô, eu vou passar dez dias e não nove, né? Ou será que era melhor eu ter ajudado ela a consertar o carro que era o sustento dela? E às vezes a gente nem repara isso, porque eu estava me sentindo super generoso. Nossa, fui generoso demais, hein? Só que eu tinha e não me fez falta nenhum. Será que eu fui generoso?

Será que eu realmente fui generoso? Ou eu bati ponto, né? Às vezes o nosso dízimo é assim. Bati meu ponto, 10%. Sou generoso demais. Não é quando a gente ganha bem, né? Olha o meu dízimo. 3-0, 4-0, 5-0 no meu dízimo. Abençoei demais a igreja, o pobre e tudo mais. Mas será que isso é uma generosidade radical? Pra gente concluir, naquele texto que eu li mais cedo, em que fala que Jesus se fez pobre pra com a gente, pra que a gente fosse rico.

É um contexto em que Paulo está arrecadando dinheiro para Jerusalém, que a igreja de Jerusalém estava passando por necessidade. E olha como Paulo fala com a igreja. Ele diz o seguinte, visto que vocês, coríntios, vocês se destacam em tantos aspectos, na fé, nos discursos eloquentes, no conhecimento, no entusiasmo e no amor que receberam de nós, queríamos que também se destacassem no generoso ato de contribuir.

já que vocês são tão crentes, vocês são tão bons, se destaquem nisso também, porque isso é muito importante. E olha como que Paulo conclui. Não estou ordenando que o façam, mas sim testando a sinceridade do seu amor ao compará-lo com a dedicação de outros. Paulo dá uma constrangida forte ali no seu nome. Eu não vou nem mandar, não vou falar assim, dá o dízimo, eu estou falando o seguinte.

dar o desculpa, gente. Eu não tô falando dar oferta pro povo de Jerusalém, não. Tô falando o seguinte, não preciso fazer isso. Porque a oferta de vocês vai mostrar a sinceridade do seu amor para com Deus e para com o próximo. E muitas vezes a forma como a gente lida com o nosso dinheiro, e aqui eu não tô falando de dízimo, não vamos se abençoar pra nossa igreja em equipe, não, gente. Não é isso aqui. Não tem nada a ver com isso.

A forma como a gente lida com o nosso dinheiro vai mostrar a sinceridade do nosso amor por Jesus e pelo próximo. E, de novo, eu pergunto, qual o lugar que o dinheiro tem ocupado no seu coração? E eu queria falar, a gente vai orar agora, e se você é rico, eu queria que você sondasse o seu coração. E não só rico de rico demais, mas você tem uma boa condição, a gente, a grande maioria, que dá um privilégio de ser provavelmente 5% da população.

Mas onde que o dinheiro tem ocupado o seu coração? Que você se lembre sempre que só o Senhor pode sustentar. Se você não é cristão, eu queria te falar isso, que o seu dinheiro não cuida de você. E que você é carente da graça e do amor de Deus. E se você é pobre também, você é carente do amor de Deus. E que você possa olhar pra Jesus e saber que ele era rico.

E ele se fez pobre para que a gente pudesse ser rico nele. Ele vivia na presença do Pai. E ele veio para que a gente pudesse entrar na presença do Deus glorioso. Vamos orar. Pai Santo, é tão difícil, Pai, quando a gente fala sobre esse assunto. Porque muitas vezes a gente, sem perceber, deixa que o dinheiro...

Cresça a raiz no nosso coração. Toma um lugar que ele não devia. E muitas vezes o dinheiro se torna Senhor e não serve nas nossas vidas. Pai, mas eu oro essa noite, Pai, que o Senhor possa visitar nossos corações, Deus. Abre os olhos do nosso coração, Senhor. Pai, pra que nós possamos ser generosos como Jesus era, Senhor. Pai, pra que a gente tenha sabedoria, Deus, pra guardar, sim, pra cuidar da nossa família, sim.

pra saber investir os nossos recursos bem investidos, mas que em momento nenhum, Senhor, a gente olhe apenas pro nosso umbigo, Senhor. Que o nosso dinheiro não seja egoísta, que as nossas riquezas não tomem traças e enferrugem, Senhor, mas que as nossas riquezas sejam um instrumento pra obra do Seu reino, Senhor. Que o nosso dinheiro venha pra glorificar o Teu santo nome, Senhor. Que o nosso dinheiro venha pra abençoar a vida, Senhor. Que as nossas riquezas venham, Senhor, pra servir ao Senhor, Senhor.

Pai, eu oro, Pai, não deixa que o dinheiro tome no nosso lugar, que ele não deve no nosso coração, Senhor. Porque é impossível servir a dois senhores. Ou a gente vai desagradar o Senhor, ou a gente vai desagradar as riquezas. Pai, eu oro para que cada um aqui possa desagradar as riquezas. Para que a gente possa agradar o Senhor com a nossa generosidade, com o nosso amor doador, com a nossa humildade. Que a gente possa aprender com o exemplo de Jesus.

que era rico e se fez pobre por amor a nós, para que a gente pudesse se tornar ricos. Ricos. Ricos com vida em abundância. Ricos por sermos chamados seus filhos. Ricos por podermos entrar na Tua presença gloriosa e saber que o Senhor nos ouve e está aqui conosco. Ricos, Pai, por saber que a riqueza é nosso servo e não nosso Senhor.

ricos para saber que o dinheiro não nos sustenta, mas é a Tua Palavra que dura eternamente. Nós te louvamos, em nome de Jesus.