O Pai Sabia desde o Início, Mas a Polícia Levou 23 Anos pra Olhar o Óbvio
📌 Imagine um crime que a polícia de Los Angeles deu como encerrado, mas que um pai nunca aceitou. Sherri Rasmussen foi morta em 1986, e por duas décadas, a versão oficial era um "assalto que deu errado". Mas a verdade era muito mais macabra e estava escondida dentro da própria corporação.Neste vídeo, Marcos Campos detalha a investigação que levou 23 anos para ser concluída. Desde o cotonete esquecido num freezer até o momento em que uma detetive respeitada foi desarmada e presa pelos próprios colegas. Como uma obsessão do passado se tornou um assassinato a sangue frio?No vídeo de hoje:O erro fatal da perícia em 1986.A luta incansável de um pai que já sabia quem era o culpado.O plot twist: Quando o assassino é quem deveria proteger.A confissão chocante de Stephanie Lazarus. #SherriRasmussen #TrueCrime #CasosReais #Investigação #MarcosCampos-------📧 Contato comercial: contato@mpcampos.com.br
Marcos Campos
- Assassinato de Sherri RasmussenSherri Rasmussen · John Rutten · Nils Rasmussen · Stephanie Lazarus · Investigação policial · Perícia forense · DNA
- A prova da mordida e o DNAMarca de mordida · Saliva coletada · Cotonete esquecido · DNA feminino
- Stephanie Lazarus: a suspeita improvávelStephanie Lazarus · Policial de Los Angeles · Ciúmes e obsessão · Relacionamento com John Rutten · Ameaça à vítima
- Suspeitas do pai de SherriNils Rasmussen · Perseguição por ex-namorada · Ameaças de morte · Descarte da polícia
- A prisão e confissão de LazarusColeta de DNA em público · Confronto e prisão · Diários e registros · Confissão em 2023
- Roubo e criminalidade urbanaRoubo que deu errado · Casa revirada · Carro roubado · Falta de sinais de arrombamento
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Que eu vou te contar agora é o fechamento de uma investigação de um caso que durou incríveis duas décadas para chegar no resultado que a gente vai ver agora. E tudo acontece assim: veja, numa tarde quente. No estacionamento de um daqueles atacadões enormes, tinha um carro parado há um bom tempo ali observando, com duas pessoas dentro. Elas não tinham ido lá fazer compras, evidentemente. Estavam ali pra vigiar alguém, uma pessoa específica no meio de toda aquela gente entrando e saindo.
E essas duas pessoas dentro daquele carro esperavam algo banal: que essa pessoa terminasse de beber e jogasse um copo no lixo. Mas claro que o objetivo delas ali naquele dia não tinha nada de banal. A pessoa então terminou de beber, amassou o copo de leve e jogou numa lixeira qualquer. No momento oportuno, essas duas pessoas que observavam finalmente saíram daquele carro e foram até a lixeira e tiraram o copo de lá, com muito cuidado, devagar, segurando pela borda, como se aquele plástico amassado não pudesse encostar nos dedos delas.
Guardaram num saco como quem guarda ouro. E de certa forma era mesmo, porque o que estava grudado naquele copo ia desenterrar um assassinato que a polícia de uma das maiores cidades do mundo investigou, errou e desistiu de resolver fazia mais de 20 anos. E quem bebeu daquele copo é a parte mais macabra e perturbadora de tudo que eu vou te contar hoje. Eu sou Marcos Campos e essa história começou com um assassinato que pareceu simples demais nas primeiras horas, mas na verdade era complexo e enganou a polícia por mais de duas décadas.
Enganou, eu diria, não é necessariamente a melhor palavra, o melhor termo aqui. Vocês já vão entender por quê. São muitas perguntas nesse caso. Então já se ajeita, fica confortável, porque a gente vai investigar todas essas perguntas e rever esse caso nos detalhes. Vamos aos fatos.
Amanhã.
A história começa numa manhã de fevereiro de 1986, num bairro tranquilo de Los Angeles. Era ali que morava um casal jovem, recém-casados, coisa de 3 meses. O marido se chamava John Rutten, um engenheiro de 27 anos, e a esposa dele era a Terri Rasmussen, uma enfermeira de carreira meteórica, eu diria, porque Aos 29 anos, ela já tinha chegado à diretoria de enfermagem de cuidados intensivos de um hospital bem grande lá da região, o Glendale Adventist.
Era o tipo de mulher que sabia exatamente onde queria chegar e estava chegando rápido. Naquela manhã, o John se arrumou pra ir trabalhar como ele sempre fazia. A Sheri não estava se sentindo muito bem naquele dia ali, então meio que ficou no ar quando o John saiu que talvez ela faltasse do serviço naquele dia. O John saiu por volta das 7:20, Fez umas paradas no caminho e chegou no trabalho meia hora depois. Lá pela metade da manhã, ele ligou pra casa pra saber como a esposa tava, né, se tinha melhorado.
Só que ninguém atendeu. No começo, então, ele nem deu muita bola, né, ela podia só ter tomado um remédio, de repente voltou a dormir, ou mudou de ideia e foi trabalhar e esqueceu de avisar. Mas ele ligou de novo mais tarde, de novo ninguém atendeu. O que começou a incomodar ele de verdade foi que nem a secretária eletrônica da casa tava caindo ali na caixa postal, sabe? Sendo que o costume dos dois era exatamente isso, né? Se não pudessem atender, deixava recado.
A gente tá falando de um universo de 1986, tá? A irmã da Sherry naquele dia também ligou para ela, tentou falar, disse depois que não conseguiu. Só que apesar disso, ali na correria do trabalho, a vida seguiu, expediente passou. O John foi empurrando aquela sensação que ele tava sentindo ali meio ruim, foi escanteando ela. No final da tarde, quando ele voltou para casa, aquela sensação ruim, no entanto, se se transformou em desespero.
A primeira coisa que ele viu quando ele tava chegando ali, ainda na rua, foi que havia vidro quebrado ali na entrada da garagem. A segunda coisa é que o carro da Sherry não estava lá, uma BMW. O John então entrou correndo e encontrou a esposa caída no chão da sala, no meio de uma cena completamente aterrorizante. A Sherry tinha levado pelo menos 3 tiros, tinha sinais de espancamento, tinha um vaso de porcelana quebrado ali perto dela.
Inclusive Havia indícios de que os pedaços ali tinham sido usados como arma também. E tinha sangue marcando o caminho até um botão de alarme de emergência da casa. Ela provavelmente tinha tentado escapar daquilo no meio da briga. Ela foi alcançar, né, tentar alcançar o botão de emergência pra pedir socorro, mas ela não conseguiu. Quando a polícia chegou e bateu o olho naquela cena ali, parecia o clássico caso de roubo que deu errado.
Porque a casa estava toda revirada, o carro tinha sido roubado aparentemente, a Sherry estava de camisola, ou seja, muito provavelmente ela foi, né, surpreendida ali por alguém. Então a conclusão naquele momento pareceu óbvia: alguém invadiu a casa, se deparou com ela, começou ali uma briga, né? A casa devia estar destrancada, já que não havia sinal claro de arrombamento. Esse é um dos grandes elos dessa uma ocorrência criminal.
Não havia sinais de arrombamento. A dona então apareceu, né, nesse raciocínio aí, no meio ali do suposto assalto. Aquilo virou uma briga, escalou, confusão, assassinato. E aí, nas primeiras horas, a investigação comprou essa leitura: roubo terminou em morte. Mas eu já adianto para você que essa parte já deixava uma pergunta no ar, tá? Se não havia sinal claro de arrombamento, como a pessoa que matou a Sherry entrou, não é? E é por isso que eu disse que é um dos grandes elos dessa corrente criminal.
Pode ser que a porta estivesse destrancada, pode ser que a própria Sherry tenha aberto sem imaginar que aquilo era um perigo, talvez uma pessoa conhecida, ou pode ser que quem invadiu tenha conseguido entrar de algum modo que não deixou nenhum rastro, nenhuma marca. O ponto é que desde o começo A cena tinha uma resposta fácil demais pra muitas perguntas completamente complexas que foram mal respondidas, pelo menos naquele primeiro contexto de investigação.
E aqui está o detalhe que você precisa guardar, tá? Porque é o coração desse mistério. Quase todo mundo que entrou naquela casa ali leu a cena da mesma maneira óbvia E essa leitura óbvia ia proteger quem matou a Sherri pelos próximos, como eu disse, 23 anos. Só não ia enganar uma pessoa essa historinha aí: o pai. Diferente de muitos, o pai da Sherri, o senhor Nils Rasmussen, um dentista que morava no Arizona, não tinha engolido essa versão simplista, podemos dizer.
Desde o primeiro momento, alguma coisa naquela explicação não fechava pro raciocínio dele. Segundo ele, a filha não era uma mulher frágil, ela era alta, forte, do tipo que não ia ser dominada assim facilmente dentro de casa. E havia também um detalhe que pro pai não fazia muito sentido, porque o próprio detetive responsável pelo caso lá no começo teria dito ao senhor Niucursos que pelo estado da cena, a briga não foi uma coisa ali rápida, ela poderia ter durado de 45 minutos a 1 hora e meia.
Foi aí que a conta não fechou de vez, aquilo tinha cara de outra coisa, algo mais pessoal e não uma briga de um ladrão com a dona da casa que chegou nesse estado altíssimo de violência. E quanto mais o News puxava esse fio, mais coisa estranha começava a não bater. Pra começar, tinha o carro. A BMW da Sherri sumiu, foi roubada aparentemente, só que ela apareceu 11 dias depois abandonada numa rua perto de lá, uns 3 km. Tava destrancada, com a chave ainda na ignição.
Ou seja, o carro roubado não foi necessariamente roubado pra um fim, tipo vender, pra um desmanche, nada disso. Simplesmente ele foi largado, como quem usa o carro simplesmente pra fugir e abandona ali numa esquina qualquer. E tinha o detalhe também que mais incomodava nesse caso todo, porque havia, segundo consta, uma joia à vista em uma cômoda lá da casa. E ela ficou lá, intacta. Aí uma pergunta meio óbvia, né? Que assaltante que vai entrar numa casa pra roubar e, sei lá, não leva nada, apesar de ter acontecido a briga ali, né?
E tem mais um detalhe sobre não levar nada que eu já conto. Antes disso, preciso falar pra você dos tiros que havia ali no corpo da Sheri. Esses disparos contavam uma história estranha também, porque a arma foi disparada através de um cobertor acolchoado, pra supostamente abafar o som, isso não parece desespero de alguém que é pego de surpresa, né, um ladrão, parece uma coisa cuidadosa de quem sabia o que tava fazendo e tomou esse cuidado pra ninguém ouvir os disparos.
Tudo começava a sugerir um crime planejado disfarçado de assalto, mas a polícia seguia firme no latrocínio. Em parte eu posso dizer pra vocês que é porque Los Angeles naquele tempo lá, naquela época, assim como eu já contei também no caso da Mônica e do Fábio Sementilli, estava soterrada em guerra de gangue, roubo, uma epidemia de crack, com homicídio sobrando para caramba e detetive faltando para resolver tudo isso. Então digamos que era ali, né, uma sinuca de bico que convergia para conveniência assim, digamos.
Quando parecia que era um assalto, é um assalto e beleza. O caso da Sherry então foi colocado ali como um latrocínio e tava empilhado ali numa centena de casos. Inclusive fica o convite aqui pra você que ainda não assistiu o caso da Mônica e do Fábio Sementilli, tá? Mas seguindo aqui, só que o senhor Nils, o pai da Sherry, não tinha só dúvida, tá? Eu diria que ele tinha uma certeza que também percorreu essas duas décadas. O Nils tinha uma descrição bem específica de quem podia ter feito aquilo com a filha dele, e eu explico.
Alguns meses antes de morrer, segundo o que a Sherri contou pro pai, ela vinha sendo perturbada por uma mulher, uma mulher que segundo ela era obcecada pelo marido dela, o John, desde a época da faculdade, quando eles teriam tido um caso, um namoro, um relacionamento ali. Essa mulher chegou a aparecer no trabalho da Sherri, no hospital onde ela trabalhava, pra fazer uma ceninha. Num outro episódio, cerca de um mês antes do crime, a Sherri chegou em casa e encontrou essa mulher esperando por ela dentro da casa dela.
Vai vendo, será que aqui talvez feche aquele elo lá, que uma pessoa entrou sem deixar rastro, já tinha entrado uma vez, né? Será que tem alguma coisa a ver com isso aí? Quem aposta, comenta aqui para mim. Mas eu não sei, tá? Vamos investigar porque tem muita coisa ainda. Poucos dias antes do assassinato, ainda segundo o que o pai da Sherry tá relatando, tá, ela teria dito para ele que ela recebeu uma ligação de ameaça e que andava com a sensação de estar sendo perseguida na rua às escondidas, sabe?
Às vezes pessoas disfarçadas. Muito antes de qualquer detetive montar uma teoria, segundo esses relatos da família, a própria Sherry já tinha apontado em vida para uma possível pessoa que a aterrorizava, uma mulher. E o Niucursos levou tudo isso pra polícia. Levou mais de uma vez, com a insistência de um homem que tinha perdido uma filha e sabia que todo mundo tava olhando provavelmente pro lado errado. Ele e a esposa, a Loretta, contaram à detetive responsável sobre a perseguição e viram a detetive anotar aquilo ali como se estivesse fazendo parte mesmo da investigação.
O Nils chegou a escrever direto pro chefe máximo da polícia de Los Angeles pedindo que investigassem essa mulher, mas a anotação Não virou uma investigação de verdade. A resposta que ele recebeu no fundo era que um pai enlutado andava fantasiando vendo série policial demais. Vai vendo, a pista foi descartada e a denúncia daquele pai nem entrou direito no arquivo do caso, e a investigação se arrastou atrás de um ladrão fantasma até esfriar.
Os anos passaram, 5, 10, 15, e ninguém foi preso. Cara, eu fico imaginando A raiva desse pai, não é? Saber que ele tem muita coisa ali sólida para ser investigada. O cara fala e ouve que ele tá vendo série policial demais. Cara, que afronta, bicho! Nossa Senhora! Continuando aqui. Aqui entra um detalhe dessa história que poderia ter feito ela durar bem menos do que ela durou, tá? Esse detalhe estava guardado num envelope todo esse tempo, porque lá em 1986, quando legista examinou o corpo da Sherry, ele encontrou no braço dela uma marca de mordida.
Segundo a rotina daquela época, a perícia passou então um cotonete, não suave, ali na mordida para coletar possível saliva e fazer uma tipagem do sangue, que era o exame que existia naquele tempo. Então guardou-se esse cotonete e seguiu-se em frente sem fazer ideia do que aquilo significava, porque teste de DNA como a gente conhece hoje em dia não existia ainda na polícia em 1986. Então aquilo ali era só um cotonete num envelope perdido no meio de uma montanha de evidências.
E ninguém imaginava que aquele cotonete era a única coisa capaz de provar que o Nils estava certo desde o primeiro dia e que esse pai ia ter que esperar mais de 20 anos pra provar o ponto dele. O congelador. Na virada dos anos 90 pros anos 2000, quando a tecnologia de DNA avançou de um jeito que ninguém imaginava lá nos anos 80, a polícia de Los Angeles montou uma equipe nova dedicada a revirar evidências velhas de casos arquivados e testar tudo de novo com as técnicas modernas.
E foi numa dessas que entrou em cena uma perita criminal chamada Jennifer Francis, que pegou o assassinato da Sherri pra reexaminar. Só que o trabalho da Francis começou com uma armadilha, eu diria. Que é uma armadilha que explica muita coisa ainda. Quando o sangue da cena tinha sido analisado lá atrás, a leitura parecia reforçar a tese do assalto, porque havia indícios que a polícia podia interpretar como sangue de mais de uma pessoa e que abriria a possibilidade de o agressor também ter sido ferido ali na briga.
Só que, né, isso também assim segundo a polícia porque queria reforçar a tese deles de que era assalto, né? Mas não necessariamente era um assalto, poderia ser um crime premeditado e aquele sangue poderia ser de outra pessoa. Mas tem um detalhe, com os exames mais modernos, essa certeza aí de outra pessoa começou a cair. Várias manchas que pareciam sustentar a ideia de um agressor sangrando ali se mostraram compatíveis com o sangue da própria Sherri.
Ou seja, a prova que parecia colocar um segundo agressor ferido dentro da casa era muito menos sólida do que a investigação tinha tratado como sendo até então. Segundo o que aparece nas pesquisas sobre esse caso, galera, é uma questão ali daquele, daquela tipagem sanguínea que às vezes pode confundir, parecer que são dois sangues, mas na verdade é um só, sabe? Tem até no caso do André Chicatilo uma coisa semelhante, né? Quando ele foi pego pela primeira vez, os caras examinaram lá o material genético que eles encontraram no sêmen, não era igual a tipagem sanguínea dele, por isso que ele foi descartado como principal suspeito.
Aqui eu tô lembrando, eu não sei se é exatamente isso que aconteceu aí, mas pelo que eu entendi parece que foi uma coisa assim, sabe? Tipo, eles imaginavam que havia dois sangues, mas depois com exames mais modernos se identificou que na verdade era o sangue só da Sherry que tinha dado ali uma, sei lá, um resultado que parecia dois. Só que apesar disso ainda existia um outro material, que é a saliva da mordida, não é? E o raciocínio que essa detetive aí, a Frances, fez em cima dessa mordida é tão simples quanto genial.
Mesmo que a cena não trouxesse uma prova segura de um agressor sangrando, a saliva naquela mordida no braço provavelmente não era da própria vítima, não é? Aquela saliva tinha sido deixada pela boca de outra pessoa. A pessoa que mordeu a Sherri durante aquela luta provavelmente então seria seu ou sua assassina. Pela primeira vez então, em mais de uma década já de avanço aí do caso, existia um caminho direto até o assassino? Existia, claro, se a Frances achasse o cotonete onde foi retirada a saliva lá em 1986.
E aqui a história quase termina antes de começar, viu? Quando ela foi atrás desse swab aí, ele não estava em lugar nenhum. Na verdade, não estava onde deveria estar. Então ela ligou para o Instituto Médico Legal de lá do condado, e lá também ninguém achou. O material era tão antigo que nem tinha sido cadastrado quando o sistema de computador do laboratório foi criado. Pro sistema então era como se aquilo ali não existisse. Ele só apareceu depois de uma busca demorada nos freezers do necrotério, esquecido, congelado havia quase 20 anos, a um descuido de distância de ter sido inclusive jogado fora numa faxina de arquivo.
Se ele tivesse sumido, e quase sumiu, eu diria que provavelmente esse era o fim o famigerado crime perfeito. Mas felizmente ele não sumiu, e quando testaram a saliva da mordida, veio um resultado que deveria ter meio que explodido esse caso aí. O DNA não bateu com ninguém do Banco Nacional de Criminosos. Só que o exame revelou uma coisa que jogava no lixo de uma vez 20 anos de investigação: a saliva era de uma mulher. Por mais de duas décadas, a polícia tinha procurado ladrões homens, e o exame estava dizendo que quem mordeu a Sherry numa luta de vida ou morte dentro da casa era outra mulher.
E o O relatório da detetive Francis com essa conclusão aí foi pro arquivo do caso só em 2005. Eu sei o que você tá pensando: o pai da Sherry, pois é.
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É, cara, aí eu reforço aquilo que eu falei, né? Que raiva, velho! Os caras lá em 86 cagaram e andaram para ele, velho. Muito Mas vamos continuar a história aqui, não é? Você imagina agora que com isso em mãos, a polícia ia disparar um alerta máximo aí pra encontrar uma suspeita mulher, não é? Mas não foi isso que aconteceu não, tá? Mesmo com o exame mostrando que a mordedora era uma mulher, a investigação continuou presa à teoria antiga.
Francis chegou a levantar que aquele crime podia ser algo pessoal, mas a resposta dentro do caso continuou apontando pra um roubo, possivelmente cometido por um adulto. Dupla, e aí teria uma mulher. Apesar de tudo isso, né, berrando, escancarando na cara da investigação, já tinha passado muito tempo, né. Então assim, a mulher que possivelmente a Sherry antes de morrer tinha falado para o pai, o pai tinha falado para polícia durante todo esse tempo, poderia estar lá naquele DNA do cotonete, não é?
Só que esse cotonete voltou para o arquivo. Resumindo aqui a ópera, talvez pode ter sido burocracia, preguiça, um caso fechado e fichado ali como latrocínio, já tava bem frio, literalmente, né? E ninguém com muita pressa de mexer nele. E aqui eu já deixo um spoiler: essa mulher, né, que o pai da Sherry sempre disse, supostamente ele não sabia o nome, ele tinha a descrição, tá? O que eu achei estranho, porque a Sherry será que não falou o nome para o pai?
Isso fica meio complicado nas fontes, mas falam que ele sabia o nome, outras falam que ele não sabia o nome, foi por isso que talvez a polícia não avançou muito, porque ele tinha descrição. Digamos que existia ali um fio de investigação muito claro pra polícia seguir. E nesse sentido, digamos que a mulher, a descrição dela já estava lá o tempo todo, só que não deram a devida importância. E essa mulher, como eu disse do spoiler, não era uma civil qualquer, uma anônima escondida aí, uma, sei lá, uma bandida escondida em um canto da cidade, viu?
Era uma pessoa que vai trazer um plot twist pra esse caso. A virada de verdade, esse plot twist, só vem em 2009, quando um detetive da divisão de Van Nuys pegou o caso pra dar uma última olhada antes de mandar pro arquivo morto. Ele leu tudo com calma e tomou uma decisão que finalmente mudava o jogo. Ele ia tratar o caso agora como assassinato e não mais como um latrocínio. E pelo detalhe dos tiros no cobertor para abafar o som.
Talvez um assassinato premeditado, não é? E foi quando olharam a cena antiga com mais atenção do que pressa, não é, de sempre, que a encenação do assalto desmoronou peça por peça. Na cena havia um empilhamento, uma pilha ali de equipamentos de som perto da porta da casa, que em 1986 tinha parecido a prova máxima de que aquilo era mesmo um roubo. Mas veja só, em cima de um desses aparelhos havia uma mancha de sangue com formato que sugeria toque ou impressão justamente onde, se aquilo fosse de verdade um roubo, você esperaria achar uma pista do ladrão, né, impressão dele.
E aqui mora uma das maiores falhas desse caso, porque a polícia da época viu aquilo, viu aquela mancha, anotou que ela existia, mas não conseguiu transformar aquilo numa digital identificável, nem tratou aquela pista com a importância que ela merecia. Como se não bastasse, tinha um raciocínio embutido ali que ninguém tinha sacado. Se aquele som ou esses sons aí tivessem sido empilhados durante o assalto, antes da briga, não é?
Ele provavelmente teria sido derrubado no meio daquele confronto que durou, segundo consta, quase uma hora, mais de uma hora talvez. Em vez disso, tava tudo ali empilhado bonitinho, intacto. E que isso quer dizer? Bom, quer dizer que quem montou aquela pilha possivelmente montou depois que a Sherry já estava no chão sem vida. Alguém com muita da calma montou uma cena de assalto em cima de um crime. Num roubo real, depois de uma luta brutal e tiros dentro da casa, a tendência seria talvez fugir, pegar alguma coisa menor, como por exemplo a joia que não foi levada, não parar para montar uma pilha de aparelho de som, não é?
Ou seja, mais uma vez a obviedade tava gritando para os caras, né, cuspindo na cara da investigação. Não dizer agora que aquilo era um Senar para disfarçar de roubo era muita, né, cretinice. Com essa leitura nova, finalmente os detetives voltaram para o arquivo e montaram uma lista de possíveis suspeitas mulheres. Talvez alguém que tivesse algum motivo para querer a Sherry morta, não é? E aqui é importante explicar como essa lista foi montada, tá?
Porque ela não saiu assim do nada. Eles foram atrás de mulheres que tivessem tido algum tipo de atrito com a Sherry. Uma colega de trabalho mal sentida, talvez alguém que tivesse brigado com ela por alguma razão. E claro, a velha denúncia do pai, aquela ex-namorada do John do tempo de faculdade que supostamente estava perseguindo a Sherri. Cada uma dessas mulheres virou um nome agora na lista e os detetives foram eliminando uma por uma.
Uma delas, por exemplo, uma enfermeira que teria ficado revoltada com uma suposta promoção da Sherri, foi investigada, mas descartada pelo DNA. E foi assim, riscando nome por nome, que sobrou justamente A candidata que eles tinham deixado por último, a que parecia menos provável de todas, ela parecia improvável por um motivo concreto. Quando os detetives perguntaram ao John sobre as antigas namoradas dele, ele tratou o caso com essa mulher aí como águas passadas, coisa enterrada lá na juventude.
E lá em 1986, essa policial aí lá de Los Angeles chamada Stephanie Lazarus era uma policial de patrulha novata quando 2 anos de farda, mas nas duas décadas seguintes ela subiu muito na carreira, virou detetive e foi parar numa divisão especializada em roubo de obras de arte. Chegou a aparecer na imprensa, posava em foto com a cúpula da polícia, era uma figura conhecida e querida na corporação. Pra todo mundo dentro daquela corporação, ela era uma das deles.
E quando os investigadores foram remontar a história da Stephanie com o John lá nos anos dos anos 80, cada peça que faltava foi se encaixando nessa história. Os dois tinham se conhecido na faculdade mesmo, conforme a Sheri já tinha dito ao pai dela. O John mais tarde descreveria aquilo ali como uma relação casual e diria que nunca considerou a Stephanie como namorada de verdade. Mas segundo amigos da época, ela não pensava assim, ela levava muito a sério o caso deles.
E havia ainda uma camada bem desconfortável ali: o John minimizava aquela história, mas depois admitiria que a relação com a Stephanie ter sido mais íntima e mais confusa do que parecia no primeiro momento, inclusive com contato sexual mesmo depois de ele estar comprometido já com a Sherry. Pelo que consta em fontes públicas, ele teria até depois já do noivado com a Sherry tido uma última relação íntima com a policial aí, só que depois do casamento.
Ele nega e também a própria policial depois vai negar, inclusive quando ela é pega com a boca na botija. Mas A gente já chega lá, veja. Foi aí que a coisa azedou, tá? Quando o John ficou noivo da Sherry, em 1985, a Stephanie deixou registrado por escrito o quanto estava apaixonada pelo John, o quanto aquele momento ali da vida dela tava sendo, enfim, o coração dela tava sendo despedaçado com essa notícia do noivado do John, o quanto ela não entendia o porquê que ele tinha escolhido a Sherry e não ela.
É que também tem mais um nó, um elo dessa corrente, porque porque se é verdade que eles se relacionaram depois do noivado, ela já tava com essa coisa aí, né, de tá machucada, magoada, né. Então enfim, vai fazendo uns contextos aí, tá, galera. E tudo isso, todos esses detalhes só foram parar na mão da polícia, né, todo esse material muito depois. Em 1986, ninguém chegou nem perto da vida pessoal da Stephanie porque ninguém investigou ela.
Foi a partir daí que vieram as confrontações com a Sherri, aquelas mesmas que o Nils, o pai da Sherri, já tinha denunciado e vinha denunciando por anos. A Stephanie apareceu no hospital onde a Sherri trabalhava e disse a frase que ia ecoar por décadas: que se ela não pudesse ter o John, ninguém ia ter. E talvez seja justamente esse encontro aí no hospital que a Sherri contou pro pai dela, não é? Seja como for, a Stephanie, policial, andava armada, um revólver calibre 38, cano curto, 5 tiros.
Compatível, adivinha, com os tiros que mataram a Sherry. E poucas semanas depois do assassinato, lá em 9 de março de 1986, a Stephanie reportou esse revólver como roubado. Só que reportou para a polícia de Santa Mônica, dizendo que o carro tinha sido arrombado perto do pier famoso lá em Santa Mônica, e não reportou isso aí para o responsável pelas armas do departamento da corporação na qual ela tava lotada, ou seja, na qual ela trabalhava.
As duas polícias nunca cruzaram essas informações na época. E a arma, claro, nunca mais apareceu. Só que agora os detetives tinham um problema delicado, porque a principal suspeita de um homicídio era uma colega de farda deles, respeitada, querida, como eu disse. Mais de 20 anos de casa, sem uma mancha no histórico, casada com outro policial. Se vazasse que estavam investigando ela e ela fosse culpada, Stephanie teria tempo de sobra pra de repente se preparar, destruir alguma coisa que ainda restava, que ela conhecia.
Muito bem as técnicas, cada procedimento, cada brecha da investigação. Por causa disso, eles optaram por trabalhar às escondidas, com o aval também da chefia, um aval discreto, ninguém sabia de nada. E a regra era bem elementar e simples: levar a investigação até onde desse sem encostar nela por enquanto, até conseguir o DNA dela. Só que eles não podiam simplesmente chegar lá e falar: Ô, dá uma amostrinha do seu DNA aqui pra nós.
Porque isso, claro, estragaria toda essa jogada aí. Eles precisavam de uma coisa que a Stephanie tivesse tocado e jogado fora, sem nunca desconfiar de que ela estava sendo observada e investigada. E é aqui que a gente volta lá pra cena que abriu o episódio de hoje: o copo. Aquelas duas pessoas que estavam paradas naquele estacionamento de atacadão eram investigadores. Eles tinham passado a seguir a Stephanie nos dias de folga, além dos dias de trabalho, E num desses dias aí aleatórios, no fim de maio de 2009, a Stephanie parou num atacadão.
Eles sabiam que o DNA que uma pessoa descarta em público pode ser recolhido sem mandado e sem aviso. Por isso eles esperaram. Quando a Stephanie então enfim terminou de beber o que ela tava bebendo ali, jogou o copo, um canudo inclusive, no lixo, eles foram lá recolher. E aí compararam aquela saliva descartada com a saliva da mordida no braço da Sherri, coletada 23 anos antes, e quase Perdida naquele freezer, lembra? E adivinha?
Match! A estatística apresentada chegou à casa do cestilhão. Segundo a acusação, a chance de aquele DNA pertencer a uma outra pessoa que não fosse a Stephanie era praticamente nula. Assim, eles tinham agora elementos suficientes pra prender a Stephanie. E depois da prisão, uma amostra bucal dela foi coletada oficialmente e reforçou esses exames aí. Não era mais só uma suspeita agora, era uma prova genética, não é? A mulher que mordeu a Sherri lá naquela luta de vida ou morte em 86 era a detetive Stephanie Lazarus, a ex-obcecada que o News denunciava desde o primeiro ano do caso e que a polícia descartava como fantasia de um pai enlutado que assistia muita TV.
E ela tinha passado ali totalmente despercebida durante tanto tempo, cara. E isso inevitavelmente levanta até hoje uma suspeita meio evidente, não é? Nunca esclarecida, no entanto. Será que alguém de dentro com acesso ao sistema mexeu ou deixou consumir provas que poderiam ter encurtado esse caso? A própria Stephanie, talvez? Não sei. E a prisão dela se deu da seguinte forma: em junho de 2009, a polícia montou ali uma abordagem bem controlada.
Dois detetives ligaram pedindo que ela aparecesse na sede da polícia, no centro da cidade, com uma desculpa ali banal, que tinha um detido ali querendo falar sobre um caso de roubo de obra de arte, que era exatamente a especialidade dela, o departamento dela. Então, pra ela, aquilo era uma rotina. Só que tinha um detalhe nessa escolha de lugar aí que foi bem calculado nos mínimos detalhes. Pra entrar naquele prédio, todo policial era obrigado a entregar a arma.
E foi de propósito, eles escolheram aquele lugar pra que a Stephanie não de repente reagisse. Afinal de contas, os caras iam jogar na cara dela finalmente ali que ela era uma suspeita de homicídio. Bom, quando ela já tava lá na salinha desarmada, os caras começaram a conversar, conversa mole, até que foram direcionando o caso pra a situação da morte da Sherri. No começo, a Stephanie alegou que mal se lembrava da vítima, que talvez tivesse falado com ela uma ou outra vez.
Mas conforme o cerco apertava, ela foi reconhecendo que sabia mais do que admitia, até que parou e perguntou se estavam acusando ela daquilo, se aquilo ali era algum tipo de pegadinha. Foi aí que os detetives jogaram uma última cartada, disseram que talvez tivessem DNA dela na cena do crime e perguntaram se ela eu paria dar uma amostra. A Stephanie disse que queria um advogado, se levantou para sair. Do lado de fora da porta, ela foi presa.
Quando vasculharam a casa da Stephanie, encontraram diários, agendas e registros dos anos 80 em que ela escrevia tudo, contava tudo, o quanto ela amava o John, tudo aquilo que eu já falei para você. Os colegas da polícia ficaram em estado de choque porque para eles aquilo era impensável. Talvez se tivessem olhado melhor, direito, né, a denúncia do pai, tudo, talvez não precisasse ficar tão em choque assim, né? Mas tirando o sarrinho de lado, o julgamento começou em 2012 só, galera, e a acusação sustentou que o motivo de tudo foi ciúme, obsessão, um amor antigo que nunca se dissipou que a Stephanie tinha pelo John.
Logo na abertura, o promotor resumiu o caso em 4 coisas: uma mordida, uma bala, o cano de um revólver e um coração partido. O John subiu para depor E o que ele descreveu foi uma relação meio torta desde sempre, em que ele encarava aquilo como um caso passado, casual, sem compromisso, enquanto a Stephanie nutria uma paixão por ele que nunca largou, nem quando ele se casou com outra. A defesa, do outro lado, brigou com cada peça, tentou ressustar a velha teoria do assalto, apontou outros crimes na região pra sustentar a dúvida, questionou se a arma da Stephanie era mesmo a arma do crime, já que o revólver nunca foi encontrado, né, e atacou a evidência da mordida, alegando que a amostra tinha ficado guardada por muito tempo em condições precárias, vulneráveis, e ali poderia ter sido contaminada.
Mas apesar de tudo isso, não foi suficiente, e depois de semanas de julgamentos e um dia inteiro de deliberação, o júri condenou Stephanie Lazarus por homicídio em primeiro grau. A pena foi de 25 anos até perpétua. Significa que pelo menos 25 ela vai cumprir, não é? Além disso, mais 2 anos pelo uso de arma, chegando aos 27 anos até perpétua. A condenação foi mantida depois nos recursos da defesa. E aqui tem uma camada que torna essa história ainda mais amarga, eu diria.
A Jennifer Francis, a perita que, digamos, destravou tudo, a mulher que achou o cotonete no freezer e enxergou o que ninguém tinha enxergado, depois moveu uma ação contra a própria polícia, alegando que tinha sofrido pressão para favorecer certos suspeitos e retaliação por ter levantado a voz. Ela acabou perdendo essa ação, mas o simples fato de essa disputa existir mostra como o caso continuou contaminado por perguntas sobre o funcionamento da própria polícia, não é?
Bizarro o tal do corporativismo. Por mais de 20 anos, a Stephanie negou tudo, e foi só em 2023, numa audiência em que tentava conseguir a liberdade condicional, que ela enfim confessou. Ela disse inclusive que sentia nojo de ter feito um juramento de proteger as pessoas e ter assassinado uma uma pessoa. Contou a versão dela, disse que tinha ido até a casa do casal, que a coisa virou um confronto físico e que ela acabou atirando.
Disse também que depois do crime jogou a arma numa área de mato lá perto da rodovia, então reportou ela como roubada, como eu disse. Nesse fato, em 2023, a recomendação de liberdade condicional chegou a ser cogitada e concedida por um painel que a ouviu, tá, mas acabou rescindida depois pelo Conselho de Audiência de Liberdade Corte Constitucional da Califórnia no fim de 2024, já depois que o governador pediu uma revisão. O novo pedido foi negado em 2025.
Os promotores contestaram a versão dela. Para eles, não houve a tal briga prolongada que ela descreve e o tiro foi planejado a sangue frio. Mais um erro, talvez, da primeira investigação, né? Falou que durou um tempão a briga. E o senhor Nils, o pai, que apontou desde o primeiro dia a pessoa certa, foi tratado como com quem vê televisão, não é? Ele e a Loreta, esposa dele, processaram a polícia também, mas a ação contra a cidade acabou barrada por um prazo legal, e contra Stephanie parece que seguiu aí pra uma indenização bem gorda.
Mesmo assim, isso nunca respondeu a pergunta que mais importava pra família: por que a polícia ignorou por tantos anos a pista que eles tinham entregado ali de bandeja? O Nils viveu pra ver a Stephanie presa, e condenada, mas morreu em junho de 2020 sem receber essa explicação oficial. A Loreta morreu pouco depois, em setembro de 2022. Os dois partiram dessa vida sem uma resposta definitiva do porquê foram ignorados, pode-se dizer, não é?
Stephanie Lazarus segue presa na Califórnia. E no final das contas, esse caso começou em torno de uma limitação técnica da época. Em 1986, eles até recolheram a saliva da ferida com cotonete, mas não existia ainda tecnologia capaz de provar de quem era aquela saliva. Ok, até aí, mas e as circunstâncias e as denúncias? Por outro lado, tinha tudo isso também, não é? E já em 2005, essa tecnologia existia e as denúncias continuavam, e o resultado mostrou que o provável assassino era uma mulher, o que desmontava por inteiro a teoria preguiçosa da polícia de que tinha sido um roubo.
Coligando tudo isso, a denúncia do pai, o DNA, agora sabe que é uma mulher, por que não andou, né? E diante de tudo isso, evidentemente já não dá mais para chamar de limitação técnica, não é? Aí é visão curta mesmo, burocracia, preguiça institucional, talvez uma falha terrível diante de um caso ali antigo, arquivado, que ninguém queria na verdade mexer. Até que enfim apareceu um iluminado disposto a virar essa última pedra do caso aí e fazer finalmente justiça para Sherry Rasmussen, 23 anos depois do dia em que ela foi morta dentro da própria casa.
Cara, que caso embaçado, não é, galera? Tipo assim, contando assim, se o pai não tivesse feito o que ele fez durante todo o tempo, você podia até falar assim, caramba, limitação técnica mesmo, foi difícil de encontrar. Cara, ele gritou duas décadas, a gente tá falando de duas décadas, uma vida, o cara falando, falando, foi uma mulher, foi uma mulher. Não sei, eu fico com a dúvida se ele não sabia o nome. Eu acho que ele sabia, e talvez por isso inclusive que deve ter emperrado.
Mas isso são fontes na minha cabeça, tá? Mas eu quero saber a sua opinião. Comenta aqui para mim, você acha que— enfim, comenta o que você acha. Eu agradeço imensamente sua companhia. Não esquece seu like, seu comentário. Se puder, se torne membro, ajuda muito nas produções. Um beijo do Ruivo e até o próximo episódio.