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Amor, Traição e Morte: O Caso da Esposa com o Amante e Chefe

01 de abril de 202625min
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📌 Caso Kristin Rossum-------📧 Contato comercial: contato@mpcampos.com.br📲 Me acompanhe nas redes sociais: @eusoumarcoscampos-------⚠️ Aviso importante:Todo o conteúdo deste canal é baseado em informações públicas, investigações oficiais e reportagens jornalísticas. O objetivo é informar, refletir e promover debates construtivos — sempre com respeito às vítimas, às famílias e à complexidade dos fatos apresentados.

Participantes neste episódio1
M

Marcos Campos

HostJornalista
Assuntos1
  • Caso Kristin RossumMorte de Gregory de Villers · Investigação do irmão Jeremy · Relacionamento extraconjugal · Autópsia e fentanil · Julgamento de Christine Rossum
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O Gregory aparentemente morreu de overdose. No começo, a polícia tratou o caso como suicídio, mas quando o corpo foi examinado pela segunda vez, dois detalhes chamaram a atenção. O primeiro era broncopneumonia. O segundo era algo ainda mais curioso, estranho. A bexiga dele continha cerca de 550 ml de urina. Pra quem não é da área médica, isso pode até parecer... ser pouca coisa, não é? Mas...

A verdade, segundo os especialistas, é que esses dois elementos juntos indicam uma situação bem específica. Normalmente, uma pessoa começa a sentir vontade de urinar quando a bexiga chega ali perto de 150 ml. Quando passa de 400, a necessidade é urgente. Ou seja, alguém com mais de meio litro de xixi acumulado dificilmente conseguiria ignorar isso aí.

Já a broncopneumonia pode aparecer quando uma pessoa passa muito tempo sem conseguir expelir secreções dos pulmões. Esses dois sinais costumam aparecer em pacientes que estão inconscientes ou profundamente sedados. E isso indicava que o Gregory possivelmente ficou entre 6 a 12 horas nesse estado antes de morrer.

O problema é que existia um relato dizendo que ele estava consciente pouco antes da morte. Se isso fosse verdade, aquele estado de inconsciência simplesmente não faria sentido, não é? Foi essa contradição que começou a levantar dúvidas. O Gregory realmente decidiu acabar com a própria vida? Ou alguém estava escondendo o que aconteceu dentro daquela casa?

Eu sou Marcos Campos e isso é o que a gente vai tentar encontrar no episódio de hoje. E aqui no canal, toda semana, tem pelo menos três episódios novos. Segunda, quarta e sexta. Já ativa o sininho pra não perder nenhum. Deixa um like, um comentário, nem que seja um emoji. Se puder, se torne membro, porque você me ajuda demais aqui na produção dos episódios, combinados? Bom, pra entender então como essa história aconteceu, a gente precisa voltar lá pro começo, certo? Vamos aos fatos.

A Christine Margaret Brossom nasceu em 1976 em Memphis, no estado do Tennessee. Mas ela praticamente não cresceu lá. Ainda criança, a família dela se mudou para Claremont, na Califórnia. Isso por causa da carreira do pai dela, o Ralphie Brossom, que era professor universitário. A mãe, a Constance, também trabalhava no meio acadêmico na Universidade Azusa Pacific.

Era uma família estruturada, com boa condição financeira e bastante foco em educação. A Christine era a filha mais velha e tinha dois irmãos mais novos. Durante a infância, tudo indicava que ela teria uma vida bastante estável, ela estudava em boas escolas, tinha acesso a boas oportunidades e era vista como uma garota super inteligente e muito simpática. Mas quando a Christine tinha lá por volta dos 15 anos...

A família dela passou por outra mudança importante. O pai aceitou um novo cargo como presidente do Rempton Sydney College e todos se mudaram para o estado da Virgínia. Christine, então, foi matriculada em uma escola particular só para meninas, a St. Catherine's School, em Richmond.

E foi nesse período aí que os primeiros problemas começaram. Como acontece com muitos adolescentes, ela começou a experimentar álcool, cigarro, outras drogas ali. Pouco tempo depois, veio a maconha e não demorou muito pra Christine passar a usar metanfetamina. Com cerca de 16 anos, aquela adolescente que sempre tinha sido a filha exemplar, começou a dar bastante problema, dor de cabeça pros pais dela.

Os dois anos seguintes foram marcados por conflitos dentro de casa e preocupação constante da família com o comportamento dela. Apesar disso, quando terminou o ensino médio, a Christine decidiu voltar para a Califórnia. Em 1994,

Ela se matriculou na Universidade de Redlands. Mesmo que o curso não fosse integral, ela decidiu morar em um dormitório lá dentro do campus. Mas, naquele período ali, o problema com as drogas voltou a aparecer. A Christine acabou tendo uma recaída na dependência química. Pouco tempo depois, ela abandonou a faculdade. Uma nova fase.

Depois de abandonar a primeira faculdade, a Christine passou por um período complicado. Mas com o tempo ela conseguiu reorganizar a vida dela e tudo mais. Então ela voltou a estudar e dessa vez foi na Universidade Estadual de San Diego. Foi nesse período aí que ela conheceu um carinha chamado Gregory T. De Villers. Os dois começaram a se relacionar enquanto ainda estavam lá na universidade. Conversa vai, conversa vem.

O Greg era descrito por pessoas próximas dele ali como um cara muito tranquilo, bastante educado, dedicado ali aos estudos.

O relacionamento evoluiu bem rápido. Em 1998, a Christine concluiu a graduação dela com honras agora. E no ano seguinte, em 99, ela e o Greg se casaram. Pra quem acompanhava de fora, parecia a vida perfeita. A vida que finalmente tinha entrado nos trilhos depois de tantos tropeços e descarrilos, não é? Pouco tempo depois da formato...

a Christine conseguiu um emprego bem importante. Ela passou a trabalhar como toxicologista no escritório do legista lá do condado onde ela estava morando. O trabalho dela envolvia analisar substâncias encontradas em exames toxicológicos, ajudando a determinar se drogas ou medicamentos tinham relação com a causa da morte da pessoa. Era um ambiente extremamente técnico, ligado diretamente a investigações criminais. Mas, enquanto a vida profissional dela avançava,

Algumas coisas começaram a sair do controle. No ano 2000, cerca de um ano depois do casamento, a Christine iniciou um relacionamento extraconjugal. Vai vendo. E a pessoa com quem ela estava se envolvendo ali não era qualquer colega de trabalho. Vamos ver se vocês adivinham. Era o chefe dela, lá do laboratório onde ela trabalhava. Um médico legista chamado Michael Robertson. O dia da morte.

O relacionamento entre a Christine e o Dr. Michael acabou criando uma situação delicada dentro daquele ambiente de trabalho. Eles tentavam manter aquilo em segredo, mas ao mesmo tempo a vida pessoal da Christine começava a ficar cada vez mais complicada.

O casamento dela com o Greg passava por um momento difícil a essa altura dos fatos. E algumas semanas depois, tudo isso tomaria um rumo completamente inesperado. Foi na tarde do dia 6 de novembro de 2000, por volta das 9h15 da noite, que uma ligação foi feita para o número de emergência.

O 911 deles lá. Do outro lado da linha, uma mulher dizia que o marido não estava passando bem, não estava respirando. Equipes de emergência foram imediatamente enviadas para o local. Quando os paramédicos chegaram ao local, eles encontraram o Gregory de Villers inconsciente na cama do quarto.

Ele não tinha pulso e apesar das tentativas de reanimação, o Gregory acabou sendo declarado morto pouco tempo depois de chegar ao hospital. Dentro do quarto, havia alguns detalhes que chamaram a atenção logo de cara. Sobre a cama estavam pétalas de rosas vermelhas espalhadas e debaixo de um travesseiro estava uma fotografia do casamento do casal, que foi realizado no ano anterior como a gente viu.

Não havia nenhum bilhete, nenhuma mensagem, mas o exame inicial revelou a presença de uma grande quantidade de medicamentos. Diante disso, a hipótese levantada naquele momento foi a de overdose intencional. Ou seja, o pobre Gregory tinha acabado com a vida dele? Será que ele descobriu o relacionamento extraconjugal da mulher? E com base nessa conclusão inicial, a investigação praticamente parou ali.

Mas nem todo mundo acreditou nessa versão aí, podemos dizer, precipitada. E entre as pessoas mais incomodadas com isso aí, estava Jeremy, o irmão do Gregory. Ele conhecia o irmão muito bem e simplesmente não conseguia aceitar a ideia de que o Greg tinha decidido acabar com a própria vida. Não fazia sentido pro Jeremy. Então ele começou a fazer o que a polícia não estava fazendo, não é?

investigar melhor, ele começou a olhar por conta própria o que poderia ter acontecido. E foi durante essas conversas que ele teve com várias pessoas que começaram a aparecer algumas coisas, viu? Informações que mudariam a direção daquele caso ali, que se deixasse como estava, ia ser declarado como suicídio e só. Os dias antes da morte.

Quando o Jeremy, o irmão do Greg, começou a conversar com algumas pessoas próximas, ele percebeu que talvez estivesse faltando uma parte importante da história. Porque olhando de fora, parecia que tava tudo muito lindo, muito maravilhoso, que casal fofo! Ninguém olhava por trás de tudo aquilo, não é? Então...

o Jeremy tentou entender o que estava de fato acontecendo naquele período da vida do irmão dele, da cunhada, isso, claro, nos períodos anteriores ali à morte. E foi ali que começaram a aparecer umas informações assim que o Jeremy falou, hum, tem caroço nesse angu, alguma coisa aí não tá batendo.

O casamento dos dois, segundo a investigação do Jeremy, estava passando por uma crise séria. O Greg tinha descoberto que a esposa dele estava lá com o chefe furunfando no laboratório. Aquele médico lá que eu comentei com vocês, o doutor Michael Robertson. E isso, claro, deixou o Greg completamente abalado. E a relação entre os dois, claro, estava assim, ruindo, desmoronando.

Mas esse não era o único problema. O Greg também descobriu que a Christine tinha voltado a usar drogas. E existia uma suspeita bem preocupante. Algumas dessas drogas poderiam estar sendo retiradas do laboratório onde ela trabalhava. Lembra que ela tinha acesso às coisas lá e tal, então?

Quando o Greg percebeu tudo isso, o casamento, como eu disse, estava insustentável. E segundo relatos que apareceram depois, durante a investigação, ele teria confrontado a esposa sobre tudo isso. Ele deixou claro que não estava disposto a simplesmente ignorar o que estava acontecendo e... Vamos seguir aqui. Ele queria botar um ponto final, mas...

Talvez o elo mais importante de tudo isso esteja na declaração que, segundo a investigação, o Greg teria feito. Porque ele chegou pra mulher e falou assim, ó, e eu vou denunciar o que você tá fazendo. Pegando as drogas lá do laboratório e tal, isso não vai ficar assim não. Você e o seu doutor vão ter que responder por isso.

Menininhos, safadinhos. Isso envolveria tanto expor o relacionamento extraconjugal que estava acontecendo dentro do laboratório, dentro de uma empresa, com o chefe e com a funcionária, e também o roubo lá, suposto, o roubo das drogas dentro do laboratório. Se isso acontecesse, as duas carreiras iam pro...

Beleléu, não é? Aí, digamos, temos motivos na nossa famosa tria de meios, motivos e oportunidades. O que vocês me diziam? Comenta aqui pra mim. Com esse cenário todo armado, não é? A morte do Greg agora.

Tava, digamos, marcada por incertezas e muita tensão. Mas havia outro detalhe nessa história aí, tá? Que só seria percebido mais tarde. Quando o corpo do Gregory de Villers foi examinado pela primeira vez, o médico responsável pela autópsia era quem? Adivinhe. Ganha um doce quem adivinhar. Ele mesmo. Doutor Michael. A primeira autópsia.

Gente, dá pra vocês ter noção já da lambança que tá se formando aí, não é? Doutor Michael, o médico-chefe da esposa do cara que morreu numa suposta overdose aí intencional, não é? O que acontece é que ali de prima, como ninguém sabia de nada, passou, não é? Ninguém desconfiou de nada. O cara era só...

Um médico legista analisou o corpo e vida que segue. Então não teve, digamos, uma suspeição, entre aspas. O cara fez a autópsia lá e boa. E esses exames iniciais indicavam a presença de oxodona e clonazepam no organismo do Gregory.

Esses medicamentos, quando ingeridos em grandes quantidades, podem causar uma depressão respiratória, sabe? A pessoa fica ali com a respiração bem fragilizada, fraca. Com base nesses resultados, a conclusão inicial apontava pra isso que comentei, né? Overdose. E como não havia sinais claros de violência, a morte passou a ser tratada mesmo como suicídio. Pra polícia, naquele momento, o caso era praticamente encerrado, resolvido. Mas pro Jeremy, como a gente viu...

Estava longe de estar resolvido, viu? O cara fez um trampo ali e começou a jogar os cocôzinhos no ventilador. O irmão do Greg não queria aceitar essa explicação simplista. Ao de contas, parece que ele amava mesmo o irmão, não é? Só o único que amava o cara nesse momento aí. Tudo que o Jeremy levantou nessa investigação particular dele, digamos, ele começou a fazer lá o... Como é que eu vou falar? O dossiê dele e levou para os caras da polícia. Ele chegou lá e falou assim, meus amiguinhos...

Vocês estão com preguicinha e não querem fazer o trabalhinho de vocês. Não sei porquê. Então eu fiz. Está aqui. Vê se analisa pelo menos. Vai ter preguiça de ler. Está tudo pronto. Entrevista esse, entrevista aquele. Vocês vão descobrir um podre que vocês não fazem ideia. E finalmente foi isso que levou as autoridades a tomar uma decisão importante.

O corpo do Gregory precisaria ser examinado de novo. Agora uma análise feita por outra pessoa, claro. E foi nesse exame aí que apareceram detalhes que mudaram o caso. A segunda autópsia.

Com as dúvidas levantadas por Jeremy e o possível conflito de interesse da primeira autópsia, os investigadores decidiram que o corpo do Gregory precisaria ser examinado novamente. Mas dessa vez, o trabalho não seria feito pelo mesmo laboratório, evidentemente, para evitar qualquer suspeita de interferência.

As análises foram encaminhadas para um laboratório independente em Los Angeles. Foi nesse novo exame que apareceram descobertas importantes. A primeira delas foi a presença de fentanil no organismo do Gregory. E não era uma quantidade pequena, tá? Os exames mostraram uma dosagem extremamente alta, cerca de sete vezes maior do que o necessário para matar uma pessoa.

O fentanil é um opioide muito potente usado em ambiente médico, principalmente para controle de dor intensa. Mas naquele período ali, ele não era uma substância que parecia com frequência em autópsias comuns. Meio que assim, pelo que eu entendi, não é fácil de detectar.

O que põe uma dúvida aí, né, se o doutor Michael fez o laudo já, sei lá, né, de má fé, ou realmente não percebeu nada. Mas nessa segunda análise aí, essa substância apareceu. E além do fentanil, os especialistas também encontraram aqueles dois detalhes que já foram mencionados aqui no começo do episódio. Gregory apresentava lá os sinais de broncopneumonia, e também a bexiga dele estava lotada, mais de meio litro de urina. Para os médicos que analisaram o caso...

Esses dois elementos indicavam que o Gregory provavelmente tinha passado várias horas inconsciente ou profundamente sedado antes de morrer. Isso não era compatível com a ideia de alguém que tivesse, sei lá, ingerido uma dose letal de medicamento e perdeu a vida ali.

Muito menos com alguém que teria preparado toda aquela cena no quarto antes de morrer. Pensa, bexiga estourando, o cara lá se preparando pra tirar a própria vida. Não faz muito sentido lógico, né galera? Mas vocês que são especialistas, me digam por favor se faz. Com esses novos resultados, a hipótese de suicídio começou a perder força. Agora os investigadores precisavam entender como aquela quantidade de fentanil tinha ido parar no organismo do pobre Gregory.

Quando começaram a aprofundar a investigação, surgiram várias evidências. Entre essas evidências, havia coisas que apontavam para homicídio, não é? A partir dali, começaram a revisar tudo o que tinha acontecido nos dias anteriores à morte do Gregory. E conforme as informações foram sendo reunidas, vários elementos começaram a chamar a atenção dos investigadores. Alguns deles, inclusive, apareceriam mais tarde no julgamento, por exemplo.

O cenário do quarto. Eu descoberto que a Christine havia comprado rosas vermelhas. Eu já até comentei, né? Que tinha rosas lá e tal. E pra isso ela usou o cartão de crédito do marido dela. E ela fez essa compra no dia que ele morreu. Mas só que no período da tarde, ali por volta das 15 pra 1. As pétalas estavam todas espalhadas sobre a cama. Exatamente onde o corpo do Gregory foi localizado. A decoração parecia reproduzir... Sabe aquela cena famosa do filme Beleza Americana?

Pois é. Horário da compra. Esse horário aí também entrou em conflito com o relato da Christine, tá? Beleza!

Ela tinha dito que, naquele momento ali, ela estava em casa cuidando do marido. Mas o registro do cartão mostrava que ela estava fora de casa. A tentativa de cremação logo depois da morte também chamou atenção. A Christine autorizou a doação dos órgãos do Gregory e demonstrou pressa. Falou, ó, vou doar os órgãos aí e já queima.

Tipo assim, não é? O que ela queria com isso? Pra polícia, aquilo foi interpretado como uma tentativa assim, angustiada, na verdade, de queimar evidências também. Só que isso não aconteceu felizmente porque o irmão do Gregor, o Jeremy,

Tava fazendo a investigação dele lá, ele não autorizou. Outro ponto importante é o comportamento no necrotério. Alguns funcionários do laboratório revelaram mais tarde que a Christine e o Dr. Robertson foram vistos trocando beijos e carícias dentro do necrotério. Vai vendo. Isso teria acontecido enquanto o corpo do Greg ainda estava lá, aguardando os procedimentos.

E aí, galera, tem também o problema com as drogas, né? Durante a investigação, surgiu a confirmação de que a Christine tinha voltado a usar a metafetamina mesmo e havia indícios de fato de que ela estava roubando drogas lá do laboratório. Tem também outro detalhe, que é o telefonema pro trabalho do Greg. No dia da morte dele, alguém havia ligado pro chefe do Gregory dizendo que ele não iria trabalhar naquele dia porque estava mal, doente. Essa ligação foi feita pela Christine. E vejam só...

Talvez aqui os elos vão se fechando de vez.

Foi feita uma auditoria, depois de toda essa investigação privada do Jeremy, o cara estava pressionando muito. Aí os caras fizeram uma auditoria lá no laboratório onde ela trabalhava, a Christine. E lá eles descobriram que 15 adesivos de fentanil e também 10 miligramas dessa substância na forma injetável tinham sumido de lá. Além disso, também havia desaparecido quantidades de oxodona e clonazepam e também metanfetamina.

As pesquisas no computador, os rastros digitais, também apareceram. Porque quando os investigadores analisaram o computador da Christine, eles encontraram diversas pesquisas sobre fentanil. Tem também outro detalhe. Olha aí, as coisas vão se ligando aí, né? Foi descoberto pela investigação que a Christine e o Dr. Robertson tinham participado juntos de um congresso médico onde o uso do fentanil era o foco principal.

Quando todas essas informações foram reunidas, os investigadores passaram a acreditar que o Gregory de Villers não tinha tirado a própria vida. Era meio que claro que alguém tinha feito aquilo com ele, administrado a dose letal de fentanil. E cada vez mais, os indícios apontavam para uma só pessoa, não é? Prisão e julgamento.

Com todas essas evidências reunidas, a investigação avançou rapidamente. Cerca de sete meses após a morte do Gregory, a polícia tomou uma decisão. No dia 25 de junho de 2001, a Christine Rossum foi presa, acusada de assassinar o próprio marido. Mesmo assim, alguns meses depois, ela conseguiu responder o processo em liberdade. Em 4 de janeiro de 2002, segundo o consta, os pais dela teriam...

bancado lá uma fiança de um milhão de dólares, mais de um milhão na verdade. E o julgamento então começou em outubro de 2002. E como o crime aconteceu dentro da própria casa, sem testemunhas diretas, grande parte do processo foi toda embasada nas partes técnicas, de perícia, enfim, toda a parte científica. E os especialistas médicos foram chamados para analisar os resultados toxicológicos.

Os peritos explicaram ao júri que uma pessoa com a quantidade de fentanil que o Greg tinha no organismo dificilmente ia conseguir resistir, nem ficar consciente durante muito tempo. Muito menos realizar qualquer atividade normal, assim como, por exemplo, ter preparado ali a própria... Enfim. Os especialistas também apontaram outro detalhe importante, tá?

As análises indicavam que as drogas presentes no organismo do Gregory tinham sido administradas em momentos diferentes ao longo do dia. Isso sugeria que alguém poderia ter dado substâncias gradualmente pra ele, sabe? Pra ele não perceber que tava sendo dopado.

Pois é, e durante o julgamento, a promotoria apresentou a teoria de que Christine tinha cometido o crime pra evitar que o marido revelasse duas coisas. O relacionamento com o doutor e o uso das drogas, né, que ela tava tirando lá do laboratório. Claro que o caso explodiu na mídia, não é? Na imprensa, a Christine passou a ser chamada de... Aquelas coisas, né, de imprensa sensacionalista, de viúva negra, esse tipo de coisa aí. E também de assassina das pétalas de rosa.

O julgamento durou cerca de três semanas. Mas, finalmente, o júri chegou a um veredito. Christine Margaret Rossum foi considerada culpada de assassinato em primeiro grau. A sentença dela foi prisão perpétua sem condicional. Além disso, ela recebeu uma multa de grana, né? Enfim, por alguma coisa lá. Desde então, Christine cumpre pena na penitenciária feminina da Califórnia Central, em Chautila, a maior prisão feminina dos Estados Unidos.

Mas a história não terminou completamente ali, tá? Porque nos anos seguintes, o caso ainda voltaria aos tribunais por outros motivos. Em 2006, a família do Gregory entrou com um processo civil por homicídio culposo e nesse processo aí, além da Christine, também foi incluído como réu o próprio condado lá onde aconteceu o caso, San Diego. A alegação era de que o ambiente de trabalho da Christine meio que foi negligente, né?

não sabia o que estava acontecendo lá. Ela conseguiu pegar todas as substâncias. E aí foi determinado, o júri foi novamente contra ela, foi determinado que ela pagasse mais de 100 milhões de dólares em danos punitivos à família do Gregory. Já o condado de San Diego foi condenado a pagar um milhão e meio.

Não me digam, não me perguntem, não é que ela vai tirar isso daí, mas... Mais tarde, o juiz reduziu esse valor aí, tá? A indenização punitiva foi ajustada pra 10 milhões. Agora dá pra pagar, hein? Enquanto os danos compensatórios ficaram ali na casa dos 4 milhões e meio.

Um dos objetivos desse processo também era impedir que Christine pudesse lucrar com essa história. Sabe aquele lance lá que os assassinos escrevem o livro da história e tentam lucrar com isso, né? Bizarro, até comentei isso em outro vídeo aqui. Daqui a pouco os caras, se isso for legalizado, os caras vão começar a fazer comércio disso, né?

Enfim, galera, enquanto tudo estava acontecendo, a defesa, claro, tentava reverter a condenação. Em determinado momento, os advogados alegaram que as amostras usadas nos exames toxicológicos poderiam ter sido contaminadas antes da análise. Segundo essa linha de defesa, as amostras ficaram armazenadas por cerca de 36 horas em uma geladeira que estava trancada antes de serem enviadas para o laboratório responsável pela segunda autópsia. Enfim, né? Não entendi direito isso, mas dá a sensação que...

Tá sugerindo aí que teve alguma manipulação, coisa nesse sentido aí. Seja como for, essas apelações aí foram recusadas. E esse crime, claro, ganhou notoriedade porque é um dos mais conhecidos aí crimes envolvendo profissionais da área forense. E ao longo dos anos ele foi retratado em documentários, programas de televisão.

Já o doutor Michael Robertson, que havia deixado os Estados Unidos pouco tempo depois do início das investigações, ele voltou para a Austrália, onde ele continuou trabalhando na área de perícia forense. Sei que vocês estão se perguntando sobre ele, né, galera? Não tem tantas informações sobre ele. Não me parece que ele foi oficialmente incluído como coautor dentro da investigação oficial.

Não sei se ele foi pra lá, não tem esses negócios de extradição. Não me parece ser o caso, né? Aqui eu tô divagando. Mas sei que o cara tá lá, ao que tudo indica.

atuando lá profissionalmente, como diretor, inclusive, de uma empresa de consultoria nessa área. E segundo declarações dadas em entrevistas, ele sempre afirmou que não teve qualquer participação no assassinato do Gregory, tá? Sei lá, não é? Aquele laudo da primeira autópsia, é aquilo que eu comentei com vocês, né? É que o cara não viu isso mesmo. Se bem que essa substância, segundo consta, é difícil detectar, mas sei lá, me pareceu um negócio meio miguezento. Mas... Inocente. Até prova em contrário.

Mas quero saber pra você, o que você acha dessa história toda? Será que só a Christine botou a mão na massa nesse crime covarde aí? Comenta aqui pra mim. Eu agradeço imensamente a sua companhia. Um beijo do Rui e até o próximo episódio.

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