Episódios de Vamos aos Fatos

Por que uma vovó que fazia trabalho voluntário mataria o neto dessa forma?

04 de julho de 202622min
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📌O complexo caso de família envolvendo o adolescente Jonathan Hoffman e sua avó Sandra Layne.-------📧 Contato comercial: contato@mpcampos.com.br📲 Me acompanhe nas redes sociais: @eusoumarcoscampos-------🔍 Casos Reais, Comportamento Humano e Crimes que Chocaram o MundoSe você é fascinado por histórias reais de crimes, investigações detalhadas e os aspectos psicológicos por trás de comportamentos extremos, eu te convido a se inscrever e acompanhar o canal. Aqui, toda semana conto os casos mais intrigantes do true crime, sempre com responsabilidade, empatia e informação baseada em fatos.⚠️ Aviso importante:Todo o conteúdo deste canal é baseado em informações públicas, investigações oficiais e reportagens jornalísticas. O objetivo é informar, refletir e promover debates construtivos — sempre com respeito às vítimas, às famílias e à complexidade dos fatos apresentados.#truecrime #crimesreais #comportamentohumano #psicologiacriminal #investigação #históriasreais

Participantes neste episódio1
M

Marcos Campos

HostJornalista
Assuntos2
  • Julgamento de Karen Page e Matt MurdockAcusação de homicídio de segundo grau · Porte ilegal de arma de fogo · Análise da ligação para o 911 · Declaração de Sandra sobre impor autoridade · Condenação e pena · Libertação antecipada
  • O Spice e o Dr. John W. HuffmanOrigem e desenvolvimento do Spice · John W. Huffman · Uso recreativo e efeitos
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MCMarcos Campos

Era 18 de maio de 2012 quando um tal Jonathan Hoffman, de 17 anos, ligou para o número de emergência. Ele dizia que a avó dele tinha atirado nele. A primeira pergunta que surge depois dessa ligação é: o que O que pode ter acontecido dentro daquela casa para um desfecho tão trágico desse? É justamente o que a investigação do caso precisava descobrir, e é o que eu conto em detalhes no episódio de hoje. Sou Marcos Campos, sejam todos muito bem-vindos.

E essa história acontece em West Bloomfield Township, no Michigan, lá nas terras do tio Sam. Antes, no entanto, quero te convidar, se você gosta de casos criminais, a se inscrever no canal. Toda semana tem vários episódios como esse por aqui. Se você puder, se torne membro, isso ajuda diretamente na produção aqui do canal. Se você não puder nesse momento, tá certo só ficar comigo até o final, deixar um like, um comentário, nem que seja um emoji, que já ajuda muito.

Combinados? Recados dados, vamos aos fatos. Esse relato é um tanto quanto bizarro e levantou muitas questões relativas aos problemas familiares daquelas pessoas envolvidas. Sabe aquelas coisas escondidas que acontecem dentro de quatro paredes? Pois é, quando os policiais atenderam ao pedido de socorro do garoto baleado pela avó, eles chegaram à residência eles encontraram uma cena trágica. O Jonathan Hoffman, a vítima, estava caído de bruços, mergulhado no próprio sangue, vestindo shorts e meias de ginástica, com vários ferimentos de bala, ainda respirando, mas com o pulso já bem fraco.

E a Sandra Lane, a atiradora, de 74 anos de idade, ela ainda estava com a arma nas mãos, mas logo ela se rendeu à polícia e E sem resistir, ela declarou: "Eu matei meu neto." O garoto foi levado com urgência para o hospital, onde ele foi declarado sem vida ao chegar. Enquanto isso, nos 3 andares daquela residência havia uma trilha de sangue e os policiais recuperaram 10 cápsulas de balas disparadas contra o Jonathan. Pouco depois da constatação do crime e dessas primeiras ações de socorrer a vítima e prender a agressora, o avô do rapaz, o senhor Fred Lane, chegou Chegou à sua própria residência e ficou chocado com os acontecimentos.

Porque pensem, ele tinha saído há apenas alguns minutos porque a esposa dele, a Dona Sandra, pediu a ele para que ele fizesse a gentileza de levar o cachorro para passear. E de repente, quando ele volta para casa, o local é uma cena de crime. O seu neto está praticamente morto e sua mulher está sendo retirada do imóvel diretamente para cadeia. Ou seja, o mundo do senhor Lane virou de cabeça pra baixo num piscar de olhos. Na sequência, a polícia descobriu que os pais do adolescente estavam no Arizona e eles tinham deixado o Jonathan aos cuidados dos avós enquanto ele terminava o último ano do ensino médio.

Mas eu já explico mais o motivo de ele estar lá. A Jennifer Hoffman, a mãe da vítima, ficou evidentemente em choque total. E ela declarou o seguinte: "Ninguém jamais imaginaria uma situação dessa, seus pais, no caso os pais dela, matando o próprio neto." Sandra Lane. Vamos agora falar um pouco sobre a senhora Sandra Lane, a atiradora. Na verdade, eu preciso corrigir até uma alegação que eu acabei de fazer. Eu disse que ela foi direto pra cadeia quando saiu de casa, não é?

Mas não, devido à idade dela, a senhora Lane foi levada ao hospital primeiro para ficar em observação. E lá no pronto-socorro ela disse à polícia que o Jonathan não tinha machucado ela. Então assim que ela recebeu alta médica, ela seguiu para delegacia. Pronta então para os trâmites oficiais, a mulher do nada mudou, teve uma reação surpresa. Ela não quis continuar a conversa com os investigadores e pediu para que chamassem o advogado dela, o Dr.

Jerry. Naturalmente então, com os superpoderes jurídicos em ação, a Sandra Lane mudou sua história para uma versão de autodefesa. Pois é, o relato dela mudou em relação às versões anteriores, quando havia simplesmente atirado no Jonathan. Então ela justificou as suas ações agora, alegando que se defendeu quando, entre ela e o neto, houve algum tipo de desavença que se intensificou fisicamente. O adolescente então Alegadamente partiu para violência física.

Jonathan havia ameaçado a mulher e até chutado o abdômen dela. A mulher então, temendo pela sua própria vida, pegou a arma, o que seria então um caso autêntico de legítima defesa, segundo, claro, ela e sua defesa. Porém, as evidências não estavam do lado dela. A senhora Lane não apresentava arranhões, hematomas, ou qualquer sinal que indicasse alguma luta corporal e/ou violência física sofrida. Então essa passagem dela pelo hospital nada mais era do que uma observação por um abalo emocional, o que convenhamos não é para menos depois de ter descarregado a munição de uma pistola no rapaz, no adolescente que era familiar dela, o próprio neto.

Bom, "Nos não estávamos lá, não vimos a briga. De qualquer maneira, nós estamos aqui farejando, diria eu, o cheiro de uma mentira." O que vocês acham? Nesse relato aí de uma avó amedrontada apenas se defendendo. 2 dias após o tiroteio, a senhora Lane foi oficialmente indiciada perante o tribunal distrital do local e ela foi detida sem direito à fiança. Isso porque a polícia e o tribunal duvidaram daquela alegação de legítima defesa.

Pois é. De 74 anos e presa sem fiança. Os investigadores fizeram o trabalho deles direitinho, de olhar melhor essa história toda, nas minúcias, nos mínimos detalhes. Além disso, eles olharam de perto também o pano de fundo desse relacionamento familiar, e assim eles descobriram os antecedentes e conseguiram traçar o perfil dos envolvidos. Isso mesmo, dos dois, agressor e vítima. A Sandra não era uma vovó metralha, bem longe disso, era uma professora aposentada sem antecedentes criminais e ela não se encaixava no perfil de uma assassina fria, aos 74 anos de idade ela fazia trabalho voluntário e cuidava do neto que vivia na casa dela, mas vamos chegar logo logo aos problemas entre eles que nos parecem ir além do esperado conflito de gerações?

Vai vendo, da mesma maneira que um avião não cai apenas por um defeito isolado, mas sim por um conjunto de fatores que ocorrem simultaneamente ou talvez um após o outro, nós pensamos que uma tragédia familiar dessa proporção, com tal violência, não pode ter uma origem pontual? Bom, depois vocês me dizem aí nos comentários o que acham. Família altamente disfuncional. Vamos agora então acompanhar as declarações da Jennifer, a filha da senhora Sandra e mãe do adolescente assassinado.

Ela, a Jennifer, contou aos investigadores os segredos sobre o que ela mesma chamou de família altamente disfuncional. Na verdade, a família dela. A Jennifer apresentou a mãe como uma mulher argumentativa, controladora e fisicamente abusiva. Bem complicado, não é? São características bem ruins e na maior parte das vezes presentes em relacionamentos tóxicos, seja a dominação realizada por homens ou mulheres. Ela disse que seu pai saiu de casa e nunca mais voltou.

Sabe aquela história do cara que sai pra comprar cigarro e simplesmente some? Pois é, esse foi o comportamento do pai biológico da Jennifer, o primeiro marido da Sandra. Pois é, segundo a Jennifer, o pai dela Não aguentou viver com a mãe, que era quem transformava a vida daquela família em um verdadeiro inferno. Então ele pulou fora desse barco. Aqui eu lamento, porque coitada da filha ou dos filhos, que nada tinham a ver com isso.

Porém, o tempo passou e a Sandra, apesar desse gênio ruim, se casou novamente. Com isso, as coisas até melhoraram temporariamente, porque o Fred era um cara do bem, um bom homem. Bom padrasto e vida que segue. Mas quando a Jennifer, a filha da Sandra, se casou, teve filhos, as discussões em casa recomeçaram. Podemos imaginar muitas coisas, não é? Muita gente aqui inclusive pode até sentir empatia pela Jennifer e dizer que sabe como é conviver com uma pessoa difícil, principalmente quando essa pessoa aí difícil é a sua mãe.

Começa a querer dar pitacos demais, E isso apodrece qualquer relacionamento que vai além do relacionamento mãe-filha, porque fica um convívio tolerável e não mais agradável. E mesmo com as divergências entre mãe e filha, ou sogra e genro, os netos, o Jonathan, que foi baleado, e a Jessica, a irmãzinha dele, amavam a avó, na verdade os avós, e eram bem próximos deles. Bom, em 2008, a Jennifer se separou do marido, Porém, foi uma decisão tranquila, civilizada, e toda a família foi para o Arizona pra se manter unida.

Ou seja, Jennifer, o ex-marido e os dois filhos, o Jonathan, que 4 anos depois seria assassinado, e a irmã dele, uma garotinha de nome Jessica. E é nesse ponto da história que a gente entra naqueles acasos extremamente tristes da vida. Lamentavelmente, a Jessica, irmã do Jonathan, o nosso personagem principal, adoeceu com um tumor cerebral. A vida da Jennifer, a mãe dos garotos, teve que se concentrar na recuperação da filha. Então ela e o ex-marido entraram num acordo para o Jonathan morar um tempo com a avó Sandra e com o avô Fred.

E é por isso que ele estava lá na casa deles na ocasião do assassinato. Passado algum tempo então depois disso, a saúde da Jessica se estabilizou e a Jennifer teve um respiro, um alívio, e viajou para visitar o filho em Michigan, na casa da avó Sandra. E olha só, pessoal, Esses são os zelos de uma corrente criminal, tá? Se liguem aqui, porque nada disso que eu vou contar é aleatório. Quando a Jennifer chegou na casa da mãe e se reencontrou com o filho adolescente, ela disse que ele estava feliz, muito feliz, mas ele estava fumando maconha.

Na cabeça da mãe, o moleque estava apenas crescendo, né, conhecendo as coisas. Ela acabou aceitando isso com certa naturalidade. Sem aparentemente entender o tamanho do problema que estava se formando, que era na verdade um barril de pólvora dentro da casa e com um pavio não muito comprido, tá? E quando da investigação da morte do Jonathan, a Jennifer abriu o jogo com a polícia. Ela relatou o uso da maconha, mas não era só isso.

Os investigadores descobriram que ele, aos 17 anos de idade, já estava elaborando uma Capivara com seus diversos antecedentes criminais? Pois é, vai vendo, aqui pra nós era água morro abaixo. O adolescente tinha sido parado enquanto dirigia e foi constatado que ele estava com maconha. Isso virou um registro policial, um processo, e ele ainda estava em liberdade condicional por esse delito quando tomou outra enquadrada da polícia, que dessa segunda vez constatou que ele estava com um remédio controlado chamado Aderall.

E esse Aderall aí também, Midaz, aparecem na internet como nomes comerciais de uma associação medicamentosa composta por 4 sais de anfetamina. Como todo mundo tá percebendo, não é? Está se formando aí a imagem de Jonathan Hoffman como um adolescente problemático que a avó descreveu como uma criança com problemas de raiva. Tanto que houve um incidente semanas antes da morte dele. Em que o comportamento do neto se tornou tão errático que a Sandra Lane ligou pra polícia.

Com isso se desenrolou aí não sabemos direito o quê, mas a avó disse aos investigadores que as repetidas más ações do neto finalmente a levaram a comprar uma arma pra sua própria segurança. Ele chutava portas e tinha acessos de fúria. E o advogado da Sandra, com base em tudo isso, alegou que ela tinha medo do neto. Sandra Lane sabia que Jonathan também usava spice. A avó, que era responsável legal do Jonathan, conversou com agente de condicional porque tinha medo da maneira como ele estava agindo.

Vale saber também que foi em 1985 que um cientista americano chamado John W. Huffman separou a molécula da cannabis e gerou esse tal spice ou K2. Esse Dr. Huffman era professor emérito de química na Universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hill. Originalmente, o Spice foi desenvolvido como um medicamento para dor, mas nunca foi aprovado para o uso clínico. Claro que a substância caiu nas ruas e se tornou amplamente disponível como uma maconha sintética, uma droga que causa alucinações, paranoia, ansiedade, convulsões imorti.

A spice também causa problemas de saúde adicionais quando interage com outros medicamentos ou substâncias.

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MCMarcos Campos

E aí eu acho que o Dr. Walter White não deve ter ganhado tanto dinheiro assim com a sua invenção, mas ele contribuiu para o mundo ser um lugar um pouco pior do que já é. Enfim, galera, na casa da vovó Sandra Lane, A situação ficou realmente crítica em 18 de maio de 2012. Como eu mencionei, o neto adolescente respondia a acusações de porte de drogas e havia comparecido no tribunal naquele exato dia na companhia da avó idosa. A justiça determinou que o Jonathan fizesse exames que detectariam a eventual presença de drogas no organismo dele.

Quando a avó e o neto chegaram em casa então, houve uma discussão e ele teria exigido dinheiro e a chave do carro. Como o moleque perdeu a vida, parte da história depende da narrativa da atiradora. Ela obviamente nesse dia devia estar muito, mas muito irritada mesmo de ter que resolver essa bucha aí do Neto, que estava evidentemente em um mau caminho. E aqui a gente sabe que uma coisa puxa a outra, não é? Talvez as amizades dele fossem péssimas, o desempenho escolar ruim, e a possibilidade de cursar uma universidade ficava cada dia mais distante.

Isso sem mencionar, porque a gente não sabe se ele teria ou não interesse em continuar nessa vida criminosa, entrar para o tráfico de repente. Claro que aqui é só uma especulação, não dá para saber se é para tanto, mas na cabeça da avó Sandra, possivelmente esse era o enredo, certamente esse era o filme que passava na mente dela. Bom, em algum momento então dessa discussão nesse dia, por dinheiro, empréstimo do carro, a avó sacou uma arma e atirou no neto.

O adolescente foi atingido por 5 tiros: 3 no peito, 1 no abdômen e 1 no braço. Na casa, a polícia encontrou, além de sangue nos pisos e nas paredes, a vítima deitada no chão e também uma pistola 9mm, munição e também um carregador. Tudo foi apreendido para ser periciado. Julgamento e prisão. Em março de 2013, o julgamento da vovó Sandra Lane começou. Após as declarações iniciais, a acusação refutou o argumento da defesa dela, de que houve uma luta de vida e morte entre avó e neto.

Talvez o mais tenso lá tenha sido a análise repetida da ligação do Jonathan para o 911, feita às 17:27 da tarde, quando ele disse ter sido baleado. Quase 3 minutos depois, ele foi baleado novamente. Nesse intervalo de tempo, o atendente do serviço de emergência ainda ouviu a voz da Sandra falando que daria água para o Jonathan, E depois se escutou mais tiros. Ou seja, 3 minutos para Sandra refletir sobre suas ações antes de disparar novamente na vítima.

A defesa alegou que isso aconteceu porque o adolescente, apesar de ferido, ainda poderia representar uma ameaça para Sandra. Impossível saber o que de fato aconteceu naquela janela de tempo entre o primeiro tiro e o último. O que eu sei é que é tudo bem surreal, não é? A avó mete vários tiros, vários disparos no neto O neto fica ferido, consegue ligar pra emergência, pede socorro. A avó e neto depois ainda conversam, ela diz que vai dar um pouco de água pra ele e 3 minutos depois ela completa o serviço.

A dona Sandra Lane com certeza só parou de atirar quando a munição acabou. Um mês após o tiroteio, a autópsia confirmou que o Jonathan Hoffman morreu com múltiplos tiros. O laudo apontou 8 ferimentos na entrada e também na saída do corpo do Jonathan. Um relatório toxicológico lançou uma nova luz sobre o caso quando os exames provaram que o Jonathan estava consumindo maconha sintética chamada Spice, ou K2, como eu comentei há pouco.

Contudo, o Spice estava em sua urina. Isso significa que não estava influenciando efetivamente o garoto naquele momento. Pelo menos isso é o que foi relatado. E finalmente, então, diante de tudo isso, os promotores acabaram acusando a Sandra Deportes por porte ilegal de arma de fogo na prática de um crime grave. Ela também foi indiciada por homicídio aberto, que é uma combinação de homicídio de primeiro e segundo grau, em que o júri pode determinar o grau apropriado com base nas provas que serão apresentadas.

Pra nós aqui no canal, uma novidade essa acusação aí de homicídio aberto, não acham? Pelo menos eu não me lembro aqui de ter apresentado um outro caso pra vocês com essa tipificação aí, onde o júri vai entender o que de fato aconteceu e depois se dá o peso devido aí de acordo com a lei. A promotoria enfatizou também que a ré, a dona Sandra, não apresentava sinais visíveis de alteração, de luta física, e que as instruções de Sandra ao marido para que saísse de casa com o cachorro demonstravam intenção de matar, nesse caso um crime premeditado.

O que tem um peso muito maior do que um crime passional, né, ou de autodefesa, que acontece no calor da emoção ali. O vovô Fred Lane, que não tinha nada a ver com isso, testemunhou que não sabia que a sua esposa possuía uma arma. Talvez isso fosse verdade, já que aquela arma era uma compra recente da Sandra. Sob interrogatório, a vovó fez uma declaração bem impressionante sobre o momento do crime. Ela disse que pegou a arma porque só queria que o Jonathan ouvisse o que ela estava falando.

Sandra não estava com medo, ela estava impondo autoridade ou tentando intimidar o Jonathan. É, um jeito bem pedagógico, né? Finalmente, Sandra Lane foi condenada pelo assassinato de seu neto. Pois é, considerada culpada de homicídio de segundo grau, então ela recebeu uma pena de 20 anos por esse crime e mais 2 anos por porte ilegal de arma de fogo. Em resumo, o júri não viu uma vovó de 74 anos, viu simplesmente uma assassina. Dessa sentença, ela cumpriu uns 12 anos na cadeia, porém, de acordo com os registros do Departamento Correcional de Michigan, ela foi liberada em abril de 2024, recentemente, embora o motivo da sua libertação antecipada não tenha sido divulgado.

Diante de tudo isso que eu contei, fica aqui no ar um sentimento estranho, não é? Os jurados e o juiz entenderam que não foi um caso de legítima defesa, pra justiça norte-americana, Sandra planejou e executou o assassinato do neto. Ele não estava se mostrando uma boa pessoa e ela aparentemente decidiu cortar o mal pela raiz. Mas claro, existem muitas coisas aí que deixam, digamos, pontas soltas, não é? Afinal de contas, existe o histórico da mãe, né, da mãe do Jonathan, filha da Dona Sandra, que disse que ela era uma mulher difícil, né, controladora, assim, reativa, então diante desse gênio dela fica difícil, né, de cravar qualquer coisa que tenha acontecido lá.

Aí se você pega esses pormenores aí de ela falar que vai pegar água e dali a pouco atira de novo, né, se o menino já tinha sido baleado em tese, né, tava meio que imobilizado. Haja resistência física, né, pra tomar um tiro de 9mm e ainda conseguir levantar. Mas eu não sei também, porque tem o lado do Jonathan, né, que tava aí já adolescente ainda, não é, galera? Usando esse tipo de droga, já tava com passagem pela polícia, respondendo judicialmente, vai saber das amizades dele, uma bomba, não é?

Os pais estavam em outro estado, deixaram o moleque lá na casa dos avós, claro que tinha toda aquela questão da irmãzinha dele, né, que teve um tumor, e claro, deviam estar passando por uma barra terrível também, e julgaram que aquilo era o melhor a se fazer naquele momento. Tô dizendo que isso contribuiu no crime, mas a gente precisa aqui colocar todas as cartas na mesa, né, pra entender como esses elos dessa corrente criminal foram se fechando.

Como eu comentei, nada é aleatório, parece, nesse crime, né? As coisas vão se construindo, cada pecinha parece que vai convergindo ali pro resultado final. Mas vocês são excelentes investigadores, eu quero que vocês comentem aqui pra mim o que vocês acham. Foi um crime de forte emoção, né, uma autodefesa ou até mesmo alguma coisa do calor ali de emoção, o Jonathan talvez respondendo pra avó e ela com esse gênio não conseguiu se controlar e passou a linha ali, né, que trava as pessoas normais, digamos.

Ou foi de fato um crime premeditado que ela mandou o marido dela sair pra passear com o cachorro já pensando em fazer isso. Como o Jonathan pegou o telefone, né? Ela ficou observando, porque pensem, Aqui eu tô refletindo já com vocês, tá, galera? Pense, ela deu o tiro, ele conseguiu pegar o telefone, ligar para emergência, e teve esse gap de tempo aí de 3 minutos. Se ela tivesse com a intenção assassina, ela não teria dado os outros tiros, né?

Os outros 4, enquanto ele tentava telefonar, para não criar prova contra ela mesma? Complexo, hein? Por favor, deixem as suas análises aqui nos comentários, que esse caso aqui merece um bate-papo.

?Voz B

Combinados?

MCMarcos Campos

Agradeço minha sa—

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MCMarcos Campos

Obrigado pela sua companhia, um beijo do Ruivo e até o próximo episódio.