O Plano da Esposa e a Audácia do Cúmplice no Adeus Final
📌 No vídeo de hoje, conto um caso que envolve traição, obsessão e um desfecho trágico. O que acontece quando a confiança entre marido e mulher é quebrada por um terceiro elemento "cotidiano" só que inebriado pela paixão?Vou apresentar detalhes do plano, as motivações do personal trainer e os erros que levaram à descoberta de um crime que chocou a todos. Como uma relação profissional se transformou em uma obsessão perigosa?Assista até o final para entender cada peça deste quebra-cabeça criminal e deixe sua opinião nos comentários: você acha que foi um crime planejado ou um impulso passional?📌 Se inscreva no canal para acompanhar mais casos reais e análises criminais.#CasosReais #TrueCrime #MarcosCampos #AnaliseCriminal #Investigação-------📧 Contato comercial: contato@mpcampos.com.br
Marcos Campos
- Sequência de Eventos da Noite do CrimeMônica saindo de casa e indo ao Target · Monitoramento das câmeras da casa pelo celular · Encontro com Robert Baker no estacionamento · Porta dos fundos destrancada · Compra da faca e instalação de rastreador GPS · Ataque a Fábio Sementilli no quintal · Participação de Christopher Austin · Fuga com o Porsche e o gravador de câmeras
- Prisão preventiva de Macário JúdiceBlitz de trânsito e gravação da conversa · Mônica e Baker presos · Cartas e bilhetes trocados na prisão · Acordo de Robert Baker e prisão perpétua · Julgamento de Mônica Sementilli · Depoimento de Robert Baker a favor de Mônica · Veredito: culpada de homicídio em primeiro grau · Condenação de Mônica à prisão perpétua
- Investigação do crimeDescoberta do corpo de Fábio Sementilli · Cena do crime com sangue não pertencente à vítima · Teoria inicial de roubo com latrocínio · Relógio de $8.000 intacto na vítima · Sumíço do gravador de câmeras e do Porsche
- O assassinato de Robert LimonRobert Baker · DNA encontrado na cena do crime · Ficha criminal de agressor sexual · Polícia decide observar em vez de prender · Relação de Baker com a esposa da vítima, Mônica
- FanfullaFábio Sementilli · Carreira internacional na indústria da beleza · Executivo da Wella · Vida em Los Angeles com esposa e filhas
- Austin Reaves· EsportesChristopher Austin · Amigo de Robert Baker · Participação física no ataque · Acordo com a promotoria e depoimento · Pagamento com moedas de ouro
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A polícia encontrou sangue na cena do crime e esse sangue não era da vítima. E quando o DNA bateu no sistema da polícia, os detetives descobriram o nome do assassino. Mas em vez de prender o sujeito assim de imediato, eles decidiram fazer uma coisa muito mais arriscada. Observar, porque eles desconfiavam que aquele crime não terminava nesse sujeito aí do DNA. Mas veja só, o corpo de um homem foi encontrado no quintal da casa dele, estava esfaqueado ao lado da piscina.
Quando a investigação começa, a história parece se resolver sozinha. Estava tudo revirado, coisas pelo chão, gavetas abertas, e o carro da vítima, uma Porsche, tinha sumido. Para fechar ainda mais o caso, naquela época Los Angeles vinha enfrentando uma onda de assaltos a casas de gente rica. Por isso, olhando assim de primeira, aquilo ali era um roubo que terminou em morte, chocante, triste, mas parecia resolvido. Só que tinha uma coisa ali que quebrava esse raciocínio aí apressado, eu diria.
O relógio do dono da casa, a vítima, avaliado em $8.000, continuava no pulso dele intacto. Bem estranho, não é? Será que uma quadrilha especializada em roubo assim de casas luxuosas ia deixar passar batido isso aí? Seja como for, esse relógio não deixou o caso morrer ali e acabou virando o fio condutor de uma história que ia se arrastar por muito tempo. Eu sou Marcos Campos e esse é o caso de Fábio Sementilli, que aconteceu em 2017 em Woodland Hills, um bairro lá de Los Angeles, na Califórnia.
E as perguntas iniciais são muitas, mas Só pra pontuar, será que os bandidos se assustaram com o morador e assassinaram ele e depois fugiram? Será que aquela cena foi montada? Ou tudo não passa de uma coincidência e esse lance do relógio aí, realmente eles não perceberam? Mas e se eu te disser que depois de descobrir quem poderia ter matado aquele homem, como eu comentei, o DNA bateu no banco de dados, A polícia resolveu esperar ao invés de prender.
Bom, pra saber o porquê disso e todos os porquês desse caso, a gente precisa conhecê-lo em detalhes, não é? Já confere sua inscrição, se torne membro se puder e vamos aos fatos. O Assalto. Antes de tudo, a gente precisa conhecer o dono daquela casa de revista, o homem morto ao lado da própria piscina. Nome dele era Fabio Sementilli, ele é ítalo-canadense, 49 anos à época, e na profissão dele ele era quase uma estrela, muito renomado.
O Fabio era cabeleireiro, mas não no sentido comum da palavra, tá? Ele tinha sim começado a cortar cabelo em Toronto junto com a irmã e ele foi subindo na carreira até virar um nome internacional da indústria da beleza. Com o tempo ele virou executivo da Wella, uma marca do grupo Coty. Dava palestras, treinava profissionais e vivia nos palcos do setor. O trabalho dele aparecia em revistas, em passarelas, em eventos. Ou seja, dentro do mundo aí da moda, o Fábio era uma referência.
Em 2007, depois de uma promoção no trabalho, o Fábio levou a família dele para morar em Los Angeles. Saíram lá de Toronto e a vida que eles montaram lá era de comercial mesmo, de TV, sabe? Casa enorme lá em Wonderland Hills, um bairro super nobre, piscina, um Porsche na garagem. Duas filhas adolescentes e uma esposa, a Monica, com quem ele tinha casado lá em 97. Então os dois se conheceram ainda no Canadá e cresceram juntos. Até porque quando eles se conheceram ela era uma cliente, uma maquiadora, e em janeiro de 2017 já o casal tava chegando perto das bodas de 20 anos.
Resumindo a ópera aqui, era um casal aí de longa data que... sabe aquela história, né, que se conheceram pobres e foram ficando ricos juntos? Pois é. E aí veio aquela segunda-feira, 23 de janeiro de 2017, justamente a cena que abriu o episódio. Era fim de tarde quando a filha mais nova do casal, de 16 anos, voltou pra casa. Foi ela quem encontrou o corpo do pai caído ali do lado da piscina e ligou pra emergência desesperada. O corpo de bombeiros foi o primeiro a chegar.
Mas não tinha mais nada a ser feito. O Fábio tinha levado 7 facadas, 3 delas fatais, concentradas ali na região do pescoço, rosto, peito também. Então ele morreu ali mesmo no lugar onde provavelmente, eu diria, era o lugar onde ele mais se sentia seguro, né, dentro da própria casa. Quando os detetives chegam então, eles notam que a casa tá toda revirada, a porta tinha sumido, e isso batia com um problema que Los Angeles estava enfrentando na época, lembra que eu comentei?
Eram quadrilhas ali especializadas que a polícia apelidou em inglês de Knock Knock Burglars, ou seja, os ladrões que batem na porta. O esquema era bem simples, entre aspas, tá? Os caras iam lá, batiam no portão para ver se tinha alguém em casa. Se ninguém aparecesse, eles arrombavam, entravam e faziam a limpa, levavam tudo, joias, dinheiro, arrombavam cofre se tivesse, e sumiam dali rapidinho. E as vítimas perdiam então centenas de milhares de dólares numa noite só.
Mas até Onde se sabe, não era comum que terminasse em latrocínio. E teve um reforço pra essa teoria aí, tá, desses caras que batem na porta. Bem na hora do crime, a câmera de um vizinho flagrou dois vultos de capuz correndo perto da casa do Fábio. Pouco depois, a mesma câmera pegou o Porsche saindo lá da garagem e indo embora. Pra polícia então, fechou, não é? Dois caras de capuz, casa de rico toda bagunçada, fuga com o carro da vítima.
Era a cara daquele esquema dos ladrões que estavam aterrorizando a cidade. Só que algumas coisas começaram a fazer ruir essa tese, que seria conveniente, eu diria, né, para uma investigação rápida ali, um caso fechado. Ah, os caras lá e boa. A casa, no entanto, tinha câmeras próprias, 4 do lado de fora. Todas essas câmeras eram gravadas, né, as imagens que elas capturavam, em um aparelho que ficava no lugar ali da garagem da casa.
Quando a polícia foi atrás dessas imagens Eles perceberam que esse aparelho tinha sido levado. E olha que estranho, além da Porsche, esse gravador foi praticamente a única coisa, na verdade, que saiu daquela casa. Ladrão que invade mansão atrás de joia resolve levar um aparelho que grava as câmeras de segurança, o carro e só? Até podia levar, né, o esquema das câmeras aí pra não deixar rastro nem prova e tal. Mas ele levou outras coisas também, não é?
O cofre da casa, que era o alvo número 1 dessas quadrilhas, não foi tocado. A esposa disse que talvez tivesse sumido sim ali algumas joias, as mais baratas, e uns $11.000 em dinheiro, mas nem ela tinha certeza disso ainda. E tinha o relógio, né, aquele relógio lá de $8.000 no pulso do homem que tinha sido assassinado. Até o filho do Fábio, de um casamento anterior, foi para lá e começou a estranhar tudo isso assim logo de cara, não é?
A Porsche foi encontrada. Ela apareceu 2 dias depois, abandonada, uns quilômetros lá da casa dele. Então a polícia tinha uma cena que aparentemente falava assim: isso é um assalto. Mas na verdade essa história tava cheia de buracos, não acha? Mas pode ser que os assaltantes talvez bateram lá, ninguém apareceu, eles invadiram e deram de cara com o Fábio lá dentro, alguma coisa saiu do controle, eles tretaram, brigaram, acabou sendo esfaqueado o Fábio, né, o dono da casa.
E os caras saíram apressados e levaram as câmeras, né, as imagens ali, para não deixar prova de um assassinato. Agora, não é, tinha essa possibilidade também na mesa. Só que também tem um mas, porque sempre tem um mas, não é? Enquanto a vizinhança seguia achando que ladrões tinham batido lá e feito uma vítima aleatória, os detetives já tinham guardadinho ali com eles um segredo, uma coisa que ninguém fora a investigação ainda sabia.
No meio daquele quintal, eles acharam sangue, e o sangue não era do Fábio. E aí temos uma pista valiosíssima para um caso como esse, não é? O sangue.
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O assassino ou alguém do bando deixou um pedaço de si para trás. Isso quer dizer? DNA para a polícia poder trabalhar. E esse DNA foi parar num banco de dados criminal e bateu com um nome, um homem que já tinha ficha inclusive registrado lá como agressor sexual por causa de uma condenação dos anos 90 num caso de atos libidinosos com uma menor. Por causa dessa ficha aí, o material genético dele já tinha sido cadastrado em um sistema.
E foi por esse detalhe que ninguém esperava que a polícia ou melhor dizendo, a perícia conseguiu fechar o nome de um suspeito. Era um professor assim, digamos genericamente, de educação física, um cara que à primeira vista não tinha nada a ver com a vida de um executivo de cosméticos morto no próprio quintal. Então, que raios o sangue dele tava fazendo lá, não é? E o nome dele era Robert Baker. Agora presta bem atenção no que a polícia fez, tá?
Porque é aqui que o caso começa a ficar interessante. Eles tinham o DNA, não é? Tinha um nome, Mesmo assim, não foram prender o Baker naquele momento. Um dos detetives explicou depois que a equipe desconfiou que aquele DNA era só a pontinha do iceberg, havia coisa maior ali, que talvez não fosse um assassino solitário, sabe? Mas uma história com mais gente por trás. Então, em vez de algemar imediatamente o cara e de repente cortar pontas que precisavam ser puxadas ainda, Eles preferiram uma atitude arriscada, como eu comentei lá no começo, ficar observando.
E observando, eles descobriram duas coisas. A primeira: o Baker com certeza não era um dos ladrões de alguma quadrilha que bateu nas portas da vizinhança. Ou seja, não era de quadrilha nenhuma, de assaltantes, não tinha nada a ver com isso o caso. A segunda, bom, a segunda coisa é bem complicada, eu diria, tá? No ano antes da morte do Fábio, esse instrutor de academia tinha feito milhares de ligações e mensagens para uma única pessoa.
E mais uma vez eu distribuo um docinho pra quem acertar. É, a esposa do Fábio, a Mônica. E quando você descobre isso, um detalhe do caso ganha um significado diferente, viu? Poucos dias depois da morte, a Mônica fez um velório lá no quintal mesmo da casa dela, e o Baker apareceu Circulou pela casa, conversou, foi apresentado a parentes que não faziam ideia de quem era aquele homem. A irmã do Fábio inclusive o conheceu ali, o filho do Fábio reparou nele também, e reparou numa coisa bem específica também, o homem tava com curativos nas mãos.
Um dos convidados achou aquele sujeito esquisito e mandou uma foto dele pra polícia. Aquele convidado não sabia, mas tinha fotografado o assassino do dono da casa em pé no velório da própria vítima, com o dedo cortado ainda enfaixado. Porque foi isso que a investigação concluiu depois, Baker cortou o dedo indicador da mão esquerda na hora de matar o Fábio, esse foi o sangue que ficou lá na cena que eles encontraram, e ali no quintal dias depois o corte ainda tava cicatrizando na frente de todo mundo, haja frieza e audácia, e eu já chego nessa parte.
Mas a polícia ainda não tinha o caso inteiro, tinha o executor, mas faltava o resto daquela engrenagem, né? Então os detetives foram atrás da Monica com uma encenação, eu diria. Eles disseram assim que estavam atrás dos ladrões, né, que batem na porta. Obviamente era uma mentira, uma pegadinha aí para ver se ela mordia a isca, mano. Na real mesmo, eles estavam investigando a própria Mônica e seguindo os dois em segredo, os dois prováveis amantes.
Isso durou uns 5, 6 meses e foi nesse tempo que um outro pedaço da história começou a aparecer, porque aquilo entre os dois não era de ontem, tá bem recente, e não era também só um casinho aí sexual de cama. Vai vendo. À tarde. Mas antes de falar dos dois, dos pombinhos, eu quero agora contar pra você como foi aquele crime, o dia do crime, melhor dizendo, porque é aqui que o quebra-cabeça se fecha e é aqui que a viúva que ninguém olhava com desconfiança aparece sob uma luz insólita.
Vamos então ao que estava por baixo de tudo. Mais ou menos um ano antes do crime, a Monica e o instrutor de raquete-bol estavam tendo um caso. Começou na academia, escondido de todo mundo. E pra você ter ideia do tamanho dessa relação, um perito de geolocalização mostrou no julgamento que no auge os dois chegavam a se comunicar até 5 mil vezes por mês. E essa relação é o miolo do que vem agora, porque a tese da promotoria nunca foi de um homem apaixonado matando sozinho, era de um plano, duas pessoas que queriam ficar juntas e que pra isso precisavam do Fábio fora do caminho.
Sem o desgaste de um divórcio no qual Monica perderia o padrão de vida que ela tinha, e com um detalhe que deixa tudo ainda mais— redondamente macabro, uma pólice de seguro de vida de 1 milhão e 600 mil dólares, mais a casa, mais as economias. Amor e dinheiro, aquela receita velha do mundo, não é? E a questão, como costuma ser, nunca é só o divórcio e termina e todo mundo em paz, O foco é manter a paixão com o amante, mas sem perder nada material.
E para isso, uma das peças precisa sumir, no caso, ser morta, não é? E com isso na cabeça, fazendo um panorama geral de como era esse casal de amantes, olha só como que foi o dia do crime. Antes do crime, a Mônica tinha repassado ao Baker, o amante dela, os dados de acesso ao sistema de segurança da casa dela, senha, login, o jeito de entrar nas câmeras, qualquer lugar, os dados das câmeras da casa onde o marido ia ser morto, tudo isso na mais pura frieza entregue de bandejas na mão do homem que ia matar o marido dela, com o qual ela já vivia há quase duas décadas, tinha construído a vida e as riquezas deles juntos.
Agora, a tarde do crime, por volta das 3:30, as câmeras de um vizinho flagraram Monica saindo de casa. Mas ela não usou a Porsche não, tá? Ela usou uma picape lá da família. Ela dirige então até uma loja da rede Target, a uns quilômetros dali. E é nesse estacionamento que, segundo a acusação, rola uma coisa bem importante pro caso. Um vídeo mostra o que parece ser uma pessoa entrando na picape dela. A promotoria diz que era o Baker.
Depois, a Monica entra sozinha na loja e começa a fazer compras. E o homem sai de lá. Só que, dentro da loja, depois de um tempo, para no lugar lá no meio de um corredor e fica ali paradona, meio com os olhos grudados no celular, sabe, meio hipnotizada. E os registros do aparelho dela depois mostraram o que tava acontecendo ali. Telefone estava conectado em um endereço de internet, um servidor específico, justamente o servidor das câmeras da casa dela.
Ou seja, ela tava ali parada assistindo as câmeras da casa dela ao vivo. Isso tudo foi comprovado pelo excesso de dados que foi movimentado ali no celular naquele horário. A acusação sustenta que Monica, parada naquele corredor, estava olhando para as câmeras para saber exatamente quando os caras iam sair de lá e quando era a hora de ela voltar para casa e magicamente encontrar o corpo. Só que eu preciso dizer uma coisa para vocês que a promotoria fez questão de deixar claro, tá?
Aquelas câmeras, né, que ela tava vendo não pegavam a piscina onde o Fábio estava, ou seja, ela não tava assistindo ao assassinato em si. E como eu disse, ela tava de olhos ali para saber a hora que ela precisava realmente voltar para casa. Mas a defesa olha para essa cena aí toda de outro jeito, tá? Para os advogados da Mônica, o vídeo do estacionamento era granulado, ninguém podia afirmar com absoluta certeza quem entrou na picape, e a conexão do celular não provava sozinha que ela estava monitorando o crime.
Realmente não tem como saber o que ela tava olhando lá na tela do celular, mas por essa questão técnica aí, né, dos dados, tem uma boa margem para se inferir que era alguma coisa assim, tipo uma live, uma transmissão ao vivo que tava sugando bastante dado ali. Enfim, acusação por outro lado dizia que esse dado só fazia sentido quando era somado ao restante do conjunto, as mensagens a porta destrancada da casa, o sumiço do gravador lá, né, que ficava na garagem, e o encontro com o Baker, suposto encontro lá no estacionamento.
E lembra do gravador, das câmeras, né, que tinha sumido e deixou a polícia naquele primeiro momento com uma pulga atrás da orelha? Pois é, segundo a acusação, foi a própria Monica quem mostrou ao Baker onde esse aparelho ficava. Supostamente ficava em algum lugar ali meio escondido, né, não deixar o ladrão que vai pular lá saber nada, é só levar o aparelho que tá aqui na cara e já era. Mais um elo dessa corrente criminal que denota aí que os dois tinham uma cumplicidade.
Segundo a acusação ainda, enquanto ela acompanhava isso de longe, dentro da casa acontecia a seguinte sequência de fatos: o Fábio ainda estava vivo por volta das 4:45, ele fez uma ligação para o trabalho nesse horário. O Baker, pelo relato que ele mesmo daria depois, tinha estacionado alguns quilômetros e entrou pela porta dos fundos, uma porta que segundo um terceiro envolvido no crime aí foi deixada destrancada de propósito e ele tinha se preparado, então ele comprou uma faca numa loja da rede Walmart e até instalou um rastreador GPS na Porsche do Fábio pra acompanhar os passos dele naquele dia.
O Fábio foi pego de surpresa naquele momento, ele tava sentado no quintal dele dando uma relaxada e não teve a menor chance de se defender, pelo menos não se defender direito, segundo a versão apresentada pela acusação e pelos depoimentos no julgamento, Baker iniciou o ataque e um tal Austin, diria depois também, esse Austin já adiantando aqui, é uma terceira pessoa envolvida, já falo dele, tá? Então ele participou ali fisicamente da agressão também, ou seja, para acusação, Baker era o principal executor, mas havia um segundo homem de capuz e ele não ficou só olhando, tá?
Rolou uma participação. Cara, é tudo muito uma doideira assim generalizada. Um detetive calculou que o assassino levou cerca de 7 minutos para cometer o ataque e ainda montar toda aquela cena lá de assalto e fugir. Então, às 4:53, a câmera do vizinho pega a Porsche saindo. 4:54, um minuto depois, o carro da filha de 16 anos aparece sendo filmado ali por essa mesma câmera. A menina entrou em casa um minuto depois do pai— do pai ter sido assassinado, não, né?
Depois de tudo que aconteceu ali. E a Monica só chegou alguns minutos mais tarde. Como se não bastasse, segundo a promotoria, eles já tinham tentado o plano assassino antes, tá? Na véspera. Porque a Mônica teria mandado o marido buscar o jantar da família num restaurante e a promotoria mostrou que ela chegou a pesquisar restaurantes perto da casa ali naquele dia e apagou depois essas buscas aí do celular. E depois conversou com o amante, né, pra pegar o Fábio na rua.
Só que por alguma razão esse plano aí não deu certo. Só que por tudo isso, galera, dá pra ter ideia do nível do desejo assassino e da coordenação dos fatos pelas mensagens no telefone. No dia anterior, segundo o que foi apresentado no julgamento, foram 180 mensagens trocadas entre os dois por um aplicativo criptografado. No dia do crime, mais 95. Então você junta tudo isso, os dados das câmeras da casa entregues ao Baker antes do crime, o encontro no estacionamento, o celular vendo as câmeras ali da casa enquanto o marido morria, a porta destrancada, as centenas de mensagens, e do outro lado dessa frieza toda existia a mulher a pessoa mais amparada daquela comunidade, a viúva que todo mundo correu para abraçar e consolar.
É tudo bizarro demais, não é? Afinal de contas, né, dentro desse contexto aí, a gente sabe que eu tô apresentando para vocês todo conluio, mas as pessoas olhavam aquilo e viam uma mulher devastada, né, precisando de consolo, de amparo. E aí você vai ver no júri que ela é a arquiteta da morte do próprio marido. Mas falando então desse cara aí, que seria a terceira pessoa envolvida, não é? O segundo vulto de capuz que a polícia confundiu com ladrão também, então, era um amigo de longa data do Baker, um homem chamado Christopher Austin.
E o Baker, né, o amante, teria recrutado esse cara aí para ajudar. Segundo o próprio Austin, antes do crime, o Baker mostrou a ele a faca, mostrou a casa com todo o plano. E no julgamento, o Austin ainda diria que também participou fisicamente do ataque. Lembra que eu comentei, né, quando eu falei de um terceiro envolvido, que ele não teria ficado parado, participou lá? Então, ou seja, eram dois homens, o que aumenta ainda mais a covardia do plano, né?
E segura o nomezinho do Austin aí, porque é ele mais para frente, né, que vai dar aí o depoimento mais decisivo de todos aqui para esse caso. Mas até aqui eu fico me questionando: o que faz um sujeito ouvir um plano desses e decidir ajudar? Assim, a pergunta retórica, é óbvio que os cara ofereceram dinheiro para ele, provavelmente. Mas que doideira, velho, que doideira! Tipo assim, o cara um tranqueira completo, falar: "Ah, parece uma oportunidade aqui de emprego, deixa eu abraçar isso aí." Surreal.
Bom, se ainda restava qualquer dúvida sobre o envolvimento dos amantes, o que veio depois da morte, digamos, fechou esse quadro aí, tá? Porque o caso entre os dois não acabou com o assassinato, continuou do jeito que eles queriam, e continuou de um jeito que pra acusação não era de duas pessoas só apaixonadas, era de duas pessoas comprometidas com o que tinham feito juntas. Nos meses seguintes, a investigação registrou duas viagens a Las Vegas e uma a Myrtle Beach.
Enquanto Monica se mostrava pro mundo como uma viúva de luto, mantinha um romance secreto com o homem que tinha matado o marido dela. Os investigadores foram juntando material, mais de 200 fotos e vídeos íntimos do casal espalhados em nuvem de internet, cartões de memória e também na conta pessoal da Monica. Algumas dessas imagens, segundo a acusação, foram feitas enquanto Mônica estava em Toronto no funeral do próprio marido.
Pois é, aqui vale uma explicação, né, para ninguém ficar com a sensação de que tá perdido na história. É o seguinte, galera, o velório que o Baker apareceu no quintal da casa onde ele assassinou o homem foi uma cerimônia antes dessa daí em Toronto, tá? Aconteceu lá em Los Angeles mesmo, na casa do Fábio. Só que depois o corpo do Fábio foi levado para Toronto, no Canadá, a terra natal dele, e foi Foi lá inclusive que aconteceram a missa de despedida dele e também o sepultamento.
E foi pra essa viagem que a Monica foi. Além de tudo isso, a acusação também apresentou no tribunal uma foto dos dois juntos lá em Las Vegas em março de 2017, semanas depois do assassinato, num clima assim que não tinha nada a ver com luto, tá? E tem uma imagem que ficou marcada nesse caso, uma foto das costas da Monica e atrás dela escrito a batom no espelho duas palavras: Mrs. Baker, senhora Baker. Ela queria ser a senhora Baker, dá para acreditar numa coisa dessa?
Mas dando sequência aqui às bizarrices do pós-assassinato, tinha grana, não é? Que é o foco de tudo. Enquanto se dizia arrasada, a Monica pressionava os detetives e o setor de segurança da empresa do marido para liberar logo o seguro lá de 1 milhão e 600 mil dólares. Alegando que estava com aperto financeiro. Chegou até a vender a Porsche do Fábio abaixo do preço só pra ter dinheiro mais rápido. E ela até comprou um carro depois, tá, com essa grana que ela pegou aí.
Inclusive é o carro que fecha ironicamente o arco da história que envolve ela, porque é nesse carro que ela comprou aí que ela vai ser presa já já. Em 14 de junho de 2017, a polícia fez algo engenhoso pra tentar pegar os dois com a boca na botija, tá. Vejam só, eles pararam os dois pombinhos do mal numa blitz de trânsito enquanto andavam juntos ali, justamente naquele Mustang preto que ela comprou, esse carro que eu comentei. Os policiais disseram que estavam com uma ordem ali dizendo que o carro possivelmente estava roubado, era roubado.
Então, como protocolo ali, eles algemaram os dois, colocaram atrás de uma viatura. Eles não sabiam, mas a viatura tava grampeada gravando tudo. E foi aí que a Mônica falou. Ela disse que alguém provavelmente deve ter falado, alguém "Está fazendo isso com a gente", ela disse, e depois, no tom de quem se entrega sem perceber: "Eles devem ter alguma coisa", se referindo aos policiais. Em outro momento, dentro daquele carro ainda, ela teria mandado o Baker negar tudo e não falar nada.
Para um ex-promotor que analisou o caso depois, aquilo chegava bem perto de uma confissão de envolvimento na morte do Fábio. Numa dessas conversas registradas depois da prisão, a Monica deixou escapar uma outra coisa, disse ao Baker que tinha medo de a polícia achar um aplicativo de mensagem Viber no celular dela, justamente o aplicativo que eles acharam mesmo, né, e descobriram todas aquelas mensagens que eu já comentei com você.
Os dois foram presos e mesmo presos o romance continuou por cartas, bilhetes, a Monica assinava as cartas como Mrs. Baker, às vezes como Monica Baker com as iniciais MB, chamava o homem de marido, numa delas escreveu uma frase que a promotoria leu como pacto de silêncio, levar isso pro túmulo. E os investigadores descobriram que só 6 dias depois do assassinato, o Baker tinha comprado 2 celulares pré-pagos com nome e endereço falsos, um deles inclusive tava dentro da bolsa da Monica no dia da prisão.
Tudo isso, as viagens, as fotos no funeral, Mrs. Baker, os celulares secretos, o pacto de levar pro túmulo, tudo isso foi reunido pela investigação como prova de um plano em conjunto pra matar o marido da Monica. Olha, haja amor, hein, abduzidos. Caramba. E agora vem a parte que arrastou, digamos, esse caso aí por quase uma década. Entre adiamentos na justiça e a pandemia, a Monica passou cerca de 8 anos presa antes de ir a júri.
Por anos, a defesa dela tentou separar o caso dela do caso do Baker para não ser julgada lado a lado com ele, sabe? O juiz negava sempre, até que em 2023 o Baker resolveu Tudo de um jeito que ninguém tava esperando. Ele não foi a julgamento, ele fez um acordo, aceitou a responsabilização pelo crime e recebeu prisão perpétua sem possibilidade condicional. E sem querer deu à Monica exatamente o que a defesa dela mais queria: ser julgada sozinha, sem o homem já condenado pelo assassinato sentado ao lado dela.
O julgamento da Monica começou no início de 2025 e tinha duas testemunhas. A primeira era o Austin, lembra dele? O segundo homem lá de capuz e tal. E a forma como a polícia chegou nele já diz muito, tá? Um detetive achou um um post no Facebook publicado 3 dias depois do crime e puxando registros de telefone e de banco, amarrou os dois. Descobriu que o Baker tinha pago a passagem de avião do Austin antes do assassinato e depois do crime ainda pagou em parte com moedas de ouro.
Ou seja, aqui tá a resposta que eu tinha feito há pouco tempo, não é? Provavelmente era grana. Tá aí, era ouro, cara, ia ganhar. Já no banco dos Els, o Austin fez um acordo Ele se declarou culpado de homicídio em segundo grau em troca de depor com a verdade, e no tribunal ele disse que Baker tinha contado a ele antes do crime que ela, ou seja, Monica, queria o marido morto, disse que a porta foi deixada destrancada por ela, disse que no dia cada movimento do Baker veio depois de uma troca de mensagens com ela e também afirmou que ele e Baker participaram fisicamente do ataque, como eu já havia dito.
Só que esse depoimento tinha uma fragilidade importante, o Austin admitiu que nunca falou diretamente com a Monica, tudo que ele dizia sobre ela vinha da boca do Baker, e a segunda testemunha foi o próprio Baker, e aqui o caso dá uma volta mais estranha de todas, o Baker já tinha sido condenado a perpétuo, sem nada mais a ganhar, ele subiu pra depor a favor da Monica, aquilo que eu disse é amor demais, é... E jurou que a culpa era toda dele, que planejou tudo sozinho, que ela não sabia de nada.
A frase dele foi direta: "Eu o matei porque eu queria ela, queria ela mais perto, mais tempo comigo." A defesa apostou que esse depoimento ia inocentar a Monica de vez, não é? E as próprias filhas do casal ficaram do lado da mãe esse tempo todo defendendo a inocência dela. Mas o júri Não comprou essa história. Depois de mais de 3 dias deliberando, em 11 de abril de 2025, veio o veredito: culpada, homicídio em primeiro grau e conspiração para assassinato, com as agravantes de matar por ganho financeiro e de matar de tocaia. 8 anos depois daquela segunda-feira, a Monica Sementilli foi condenada à prisão perpétua sem liberdade condicional.
O juiz a chamou de mente do crime. O Austin, um amigo que virou testemunha, pegou 16 anos à perpétua. E o Baker, o executor, já tava cumprindo valia a pena dele a essa altura dos fatos. A defesa da Monica depois do julgamento anunciou que ia recorrer, pois eles se dizem inocentes, né, diz que ela é inocente. No fim das contas, foi um punhado de coisas pequenas que derrubou um plano grande. Um relógio de 8 mil dólares esquecido no pulso de um homem morto no que era para parecer um assalto.
Um gravador de câmera que sumiu de um lugar ali provavelmente não era para ninguém saber, um dedo cortado na pressa ali de um ataque de 7 minutos e um endereço na internet num celular parado no corredor de uma loja na exata tarde em que o marido dessa mulher que tava com o celular estava morrendo. Pura coincidência, não é, abduzidos? O que eu diria é que dá para dizer que foi um plano bem atabalhoado, né, de quem não tinha experiência com assassinato, apesar de já ter experiência com sementinha do mal, né?
Afinal de contas, o tal Baker aí já tinha sido condenado, lembra? Por crime sexual e tal. Pois é. O que me leva a questionar também, assim como eu questionei o Austin, por que queria participar por causa de sei lá quanto em ouro que esse cara ganhou aí, mas também fiquei me perguntando: será que a Mônica sabia do histórico desse cara para se envolver assim com ele? Que que vocês me dizem? Paixão? Comenta aqui para mim o que que você achou desse caso extremamente lamentável, né?
Onde a mesquinharia, os desejos primitivos e egoístas bestas de uma pessoa acabam com uma família, né, onde havia filhos. E aí esses que vão pagar perpetuamente também, pela analogia aí das penas dos que estão presos na cadeia. Mas é isso, eu agradeço imensamente sua companhia. Não esquece, por gentileza, seu like, um comentário, nem que seja um emoji, se não quiser opinar sobre o caso, já me ajuda muito. Se torne membro se puder. Um beijo do Ruivo e até o próximo episódio.