CASO HENRY BOREL: JULGAMENTO CAOS! Defesa foge, Monique é solta e pai desabafa
📌CASO HENRY BOREL: JULGAMENTO CAOS! Defesa foge, Monique é solta e pai desabafa.
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Marcos Campos
- Caso Henry BorelMorte de Henry Borel · Julgamento de Jairinho e Monique · Violência contra crianças · Lei Henry Borel · Manobras processuais
Hoje eu vou contar a história de um menininho de 4 anos que vomitava de medo quando ele via o padrasto. Uma história que dá até ânsia de vômito em quem tem um pouco de empatia pelas pessoas, não é? Ainda mais diante de uma covardia dessa. Essa é a história de um menino que morreu dentro de casa na madrugada de março de 2021, um apartamento de luxo no Rio de Janeiro.
E eu quero compartilhar, sobretudo com vocês, as atualizações, os detalhes de como cinco anos depois, as duas pessoas acusadas pela morte dessa criança ainda não foram julgadas. Se a gente tratar absurdos como esse, como mera burocracia, a gente tá caminhando a passos largos pro precipício, não é? Por isso esse episódio aqui não é só sobre o crime, tá?
É sobre tudo que veio depois. As manobras, os recursos, os plot twists. A indignação, o sistema e onde a gente tá agora. Então fica comigo até o fim, porque os últimos capítulos dessa história são os mais absurdos. Mas eu vou passar com vocês.
tudo a cronologia que desde quando aconteceu até as últimas atualizações. Eu sou Marcos Campos, sejam todos bem-vindos. Toda semana aqui tem episódios de crimes reais, histórias reais. Se você gosta, me acompanha por aqui. Já deixa um like, um comentário e nem que seja um emoji. Se puder, se torne membro porque me ajuda diretamente aqui nas produções dos episódios. Fechados? Recados dados, vamos aos fatos.
Antes de falar do crime, eu preciso falar um pouco pra vocês sobre o Henry. Henry Borel Medeiros nasceu no dia 3 de maio de 2016, no Rio de Janeiro. Ele era filho de Monique Medeiros, uma professora, e também de Leniel Borel, um engenheiro. Os dois se separaram em 2020, depois de anos juntos.
O Henry continuou morando com a mãe dele, mas ele visitava o pai com frequência, tudo normal. Pelo que os depoimentos mostram pra gente, o Henry era uma criança absolutamente saudável, normal. Ia pra escola, brincava, fazia as atividades dele, extracurriculares, não é?
E o que consta é que, desde fevereiro de 2021, o garotinho estava frequentando uma psicóloga, que teria sido chamada pela Monique, porque o Henry estava recusando ficar em casa, no apartamento. Mas, na época, ninguém soube ao certo o porquê desse comportamento. E é aí que entra o segundo personagem principal dessa história, Dr. Jairinho.
Jairo Souza Santos Jr., um médico, vereador do Rio de Janeiro, filho do ex-deputado estadual Coronel Jairo, uma família tradicional e bem poderosa da Zona Oeste do Rio. A Monique conheceu Jairinho em agosto de 2020. Em novembro desse mesmo ano, ela já tinha ido morar com ele. Três meses de namoro e ela já estava no apartamento dele na Barra da Tijuca.
E levou, claro, o filho dela junto, o Henry. O que ninguém sabia ainda, ou pelo menos ninguém denunciou, é que, segundo a investigação, foi exatamente nesse apartamento que começou o pesadelo na vida dessa criança. A Noite do Crime
Era o primeiro fim de semana de março de 2021. Liniel, o pai, buscou o Henry para que eles passassem um tempo juntos, como faziam sempre. Então os dois foram a um parque de diversões e no domingo, dia 7, por volta das 7h20 da noite, o Liniel devolveu o filho para Monique, a ex-esposa dele. Segundo o depoimento inicial de Monique, ela deu um banho no Henry, colocou o garotinho para dormir e estava tudo bem.
Na madrugada do dia 8, ela acorda então com o barulho da TV, vai até o quarto do filho e encontra o Henry deitado no chão, com as mãos e os pés gelados e olhos revirados. Ela chama então o doutor Jairinho, ele envolve a criança numa manta e os dois descem pelo elevador do prédio ali com o Henry no colo. As câmeras do elevador gravaram tudo. E quando eles chegaram então ao hospital, Henry já estava sem vida.
Observação importante aqui, tá? Eu dei uma resumida no roteiro pra focar no finalmentes lá do julgamento que não aconteceu, mas vejam só, sobre essa parte aí da chegada no hospital, é justamente essa ambiguidade aí de entendimento que a defesa dos acusados aí também se apoia, tá? Então eu quero detalhar melhor esse ponto aqui, vejam. O Henry deu entrada então no hospital lá no Barrador por volta das 3h50 da madrugada, em parada cardiorrespiratória, mas apresentando rigidez de mandíbula, cianose,
palidez, extremidades frias e sem pulsos centrais ou periféricos.
Veja, ou seja, ele chegou lá em parada cardíaca, sim, mas o hospital documentou algo fundamental. A rigidez na mandíbula já era um sinal médico legal de certeza de morte, o que indica que a parada cardiorrespiratória havia ocorrido algum tempo antes da chegada ao hospital. Então a equipe fez manobras de ressuscitação por 60 minutos, sem nenhuma resposta, e o óbito foi declarado então por volta das 5h40 da manhã.
Por isso que eu comentei que a defesa do Jairinho, por exemplo, usou exatamente esse ponto aí, que o Henrique chegou em parada, foram feitas manobras de ressuscitação e, portanto, em decorrência disso, essas lacerações hepáticas poderiam ter sido causadas. Mas a rede DOR, do hospital, enviou um ofício à justiça rebatendo categoricamente isso, afirmando que não é possível relacionar a morte do Henrique às condutas adotadas pela equipe médica.
Observação feita, achei importante. Seguimos.
A versão do casal, sobretudo, acidente doméstico. O Henry teria caído da cama enquanto dormia. Acho que a cama dele devia ter uns 30 metros de altura. O Instituto Médico Legal desfez essa versão aí pedacinho por pedacinho. O laudo da necropsia apontou que o Henry sofreu 23 lesões por ação violenta, incluindo lacerações hepáticas e hemorragia interna. Deve ser porque foi batendo durante os 30 metros de queda da cama até o chão.
Olha a galera falar pra você, bicho. Bom, 23 lesões aí por ação violenta, certo? Incluindo lacerações hepáticas, como eu disse, e hemorragia interna. Tudo isso, gente, numa criança de 4 aninhos. Completamente indefesa. Isso não é queda de cama, claro, não é? Tô sendo irônico aqui porque realmente mexe com o âmago da gente isso.
Isso é totalmente incompatível com qualquer acidente doméstico, vocês não acham? E eu tô falando aqui com base, que é divulgado nos laudos. Uma perícia complementar com reconstrução em 3D reforçou a conclusão de que a morte decorreu de violência física, afastando completamente qualquer hipótese de um acidente. Só que a investigação foi mais a fundo e o que a polícia encontrou nos celulares foi aí.
que a coisa mudou de ruim. O que as mensagens revelaram? Quando a polícia apreendeu os celulares do casal, Monique e Jairo, a polícia encontrou ali conversas que colocaram Monique num lugar muito difícil de defender. As mensagens reveladas demonstraram a existência de agressões frequentes contra o Henry e que Monique não afastou o filho do agressor.
A babá do menino teria avisado a Monique por escrito, descrevendo o que Jairinho fazia com o Henry quando ela não estava. E a Monique, aparentemente, não fez nada, ficou quieta.
Segundo o Ministério Público, o que aconteceu na madrugada do dia 8 não foi um episódio isolado. Em pelo menos três ocasiões ao longo do mês de fevereiro de 2021, Jairinho teria submetido o Henrique a sofrimento físico e mental com emprego de violência. Três vezes só em fevereiro.
E o Henry morreu em março. O pai do Henry, o Liniel Borel, deu um depoimento que ficou gravado na memória do Brasil inteiro. Ele disse que quando o Henry via o Jairinho, ele vomitava de medo. Que o filho ficava em desespero, em pânico completo. Aí imagina, né? Uma criança de 4 anos que vomita de medo quando vê o padrasto.
E olha só, galera, aqui me fez lembrar de uma coisa, claro que... Aqui é só uma base aqui de raciocínio, tá? Eu tenho uma filhinha de 4 anos e uma coleguinha dela de escola, quando voltou às aulas agora no começo do ano, ela começou a ficar todo... sempre estava com enjoo, né? Passava mal, mal, mal. Os pais não sabiam o que era. Até que eles mudaram a criança de sala e num piscar de olhos, ela melhorou. Porque ela desenvolveu um sentimento de pânico em relação...
A professora, sei lá o que estava acontecendo lá na sala. Mudou de professor, acabou o problema. Então me fez, quando eu estava fazendo esse roteiro aqui para vocês, me lembrei na hora disso. Você imagina, uma criança que entra em choque, em pavor, quando vê um adulto com quem ele é obrigado a morar. Porque o pobrezinho não tinha escolha. Bom, só me fez lembrar aí. Vamos seguir. As acusações.
Monique e Jairinho responderam por homicídio triplamente qualificado depois que começaram as investigações mais detalhadas. Tortura, coação no curso do processo e fraude processual. Jairinho como autor direto do crime, Monique como omissa, porque por tudo que foi relatado ela sabia, foi avisada e, aparentemente...
não fez nada pra proteger o filho. Entra aquela história de achar que, sei lá também. O promotor do caso foi direto. Não há dúvida alguma de que Jairo torturou de forma cruel o Henri Borel. Esse crime aconteceu pelo fato de Monique Medeiros ter abdicado do seu dever sagrado de proteger o seu filho. O caso, claro, gerou comoção nacional de um nível que o Brasil não via desde o caso da Isabela Nardone, em 2008.
E gerou uma lei, inclusive, a Lei Henry Borel, que trouxe maior rigor na punição de crimes contra crianças menores de 14 anos em medidas protetivas específicas para as vítimas de violência doméstica. O nome do Henry virou lei, como a gente viu. Mas os responsáveis pela morte dele ainda iam demorar muito para enfrentar um julgamento. Cinco anos de manobras.
Daqui em diante, a história entra num ritmo que vai te deixar, olha, com sentimento insólito. Porque o que aconteceu entre 2021 e 26, nosso ano, é uma maratona de recursos. Abiascorpos, patifarias processuais, adiamentos, etc, etc, etc, etc. Aquele sistema que existe pra proteger o próprio rabo, sabe como funciona, não é?
Eu vou aqui resumir os principais pontos, ok? 2021, presos, denunciados pelo Ministério Público. O processo começa a correr. Todo mundo ansioso pelo julgamento. 2022, Monique consegue liberdade provisória por decisão da Justiça do Rio. Vai ficar solta por alguns meses. 2023, o ministro do STF determina que Monique volte para a prisão. Com o entendimento, havia risco de obstrução da Justiça. Então ela volta a ser presa. Nesse período aí...
todo, na verdade, a defesa do Jairinho entrou com recurso atrás de recurso, pedidos de habeas corpus negados, tentativas de contestar laudos, questionamentos sobre a cadeia de custódia das provas, solicitações de nulidade.
E a lista é bem longa, tá? Jairinho também sofreu consequências fora do processo penal. O CREMERG, que é o Conselho de Medicina lá do Rio, caçou definitivamente o registro médico dele. Ele perdeu o mandato também de vereador por quebra de decoro parlamentar. A defesa recorreu da cassação do mandato e perdeu também.
Em novembro de 2025, já depois de mais de quatro anos do processo, finalmente foi marcada a data do julgamento. 23 de março de 2026.
O pai do Henry reagiu com emoção nas redes sociais sobre isso. Entre aspas, o Henry viveu só quatro anos. Há mais de quatro anos eu acordo e durmo com o mesmo pedido, que a verdade sobre o que fizeram com meu filhinho seja dita diante de toda a sociedade. Ver a data do julgamento marcada é como reabrir uma ferida que nunca cicatrizou. Dói muito, mas também me dá esperança que enfim o Henry será ouvido pela justiça.
Chega a arrepiar, não é? Mas agora chega a dar um nó no estômago, sabendo, lendo toda essa emoção aqui e sabendo do que vem a seguir. A tese da defesa. Antes de falar do dia 23 de março, eu preciso te explicar uma coisa, tá bem importante. O que a defesa do Jairinho argumenta? Porque não é só uma enrolação pela enrolação. Vai vendo.
Tem uma tese aí. A defesa sustenta que os laudos periciais foram manipulados, que houve interferência externa na construção das provas. A banca de advogados alega ter obtido mensagens extraídas de celulares via um software israelense chamado...
Celebrite, que mostrariam que o perito responsável pelos laudos conversou com a chefe do IML do Rio de Janeiro antes de finalizar um dos documentos. Para a defesa, essa conversa aí levou a uma mudança no laudo para favorecer a acusação. Nas palavras do advogado Rodrigo Fawkes, o conteúdo das mensagens comprova, sem quaisquer dúvidas, que os laudos da necropsia foram manipulados por interesse Deja estar aqui.
de terceiros. Bom, a defesa também retomou uma tese bem antiga, a de que o Henry poderia ter morrido não das agressões, mas das manobras de ressuscitação feitas num hospital barra dor. E ainda fez um argumento que causou impacto. A gente está dizendo que a criança comprovadamente não foi vítima de agressões. Olha, o Ministério Público rebate tudo isso com as provas físicas, tá?
23 lesões, hemorragia interna, laudo de 3D. A acusação diz que as provas são irrefutáveis, mas a estratégia da defesa funciona se conseguir semear alguma dúvida na cabeça dos jurados. E é exatamente por isso que o acesso às provas virou o campo de batalha central desse caso. O dia 23 de março de 2026.
Chegamos então agora, data recente, 23 de março de 26, 5 anos depois do crime. O país inteiro estava de olhos no segundo tribunal do júri do Rio de Janeiro. Leniel Borel chegou cedo ao fórum, falou com os jornalistas na entrada e disse o seguinte.
O que aconteceu com o meu filho naquele apartamento? Dentro do tribunal, a juíza Elizabeth Machado Louro havia sorteado o conselho de sentença, um posto por seis mulheres e um homem. E então ela iniciou a leitura da denúncia. Tudo pronto então, jurados escolhidos, promotores, defesa, acusação, câmeras, o pai da vítima na plateia. Aí a defesa do Jairinho pediu a palavra. Solicitaram um adiamento do julgamento.
O argumento? Não tiveram acesso integral às provas. Disseram ter pedido esses documentos desde agosto de 2025 e recebido apenas informações parciais. A juíza negou o pedido. Então, os cinco advogados de defesa de Jairinho se levantaram e anunciaram que estavam abandonando o plenário. Isso não é só uma cena dramática. Tem uma consequência jurídica muito concreta. Um réu não pode ficar sem representação legal durante o julgamento. Se a defesa sai, o julgamento...
Trava. Ponto. A juíza perguntou se eles tinham certeza. Eles disseram que sim, confirmaram. E saíram então. Os jurados foram dispensados e a sessão foi encerrada.
Cinco anos esperando e o julgamento nem chegou ao primeiro depoimento. E sobre tudo isso, a juíza Elizabeth deu uma engolida seco ali, sabe? Ela registrou em ata a classificação oficial da conduta, uma interrupção indevida do recurso processual em franco desrespeito à orientação advinda do STF. E ela foi além. Tenho que a conduta dos advogados, ainda que motivada por inconformismo,
molda-se muito mais ao que é um abandono processual. Declaro como ato atentatório contra a dignidade da justiça. Como sanção, ela determinou que os cinco advogados presentes ressarcissem todos os custos operacionais do julgamento frustrado.
Deslocamento de servidores, hospedagem dos jurados, alimentação de todos os envolvidos e despesas de segurança. Além disso, encaminhou o caso à OAB para apuração de sanções ético-disciplinares contra os advogados.
Tomou uma providência pra tentar evitar que a mesma manobra se repetisse. Nomeou a Defensoria Pública para atuar na defesa de Jairinho, garantindo que o réu nunca ficaria sem representação, o que eliminaria o argumento jurídico usado pra travar o julgamento. É um negócio assim, cara, que beira o Black Mirror, tá ligado aquela série?
Pelo menos eu acho, comenta aqui pra mim. Mas depois de tudo isso, como se não bastasse, tem mais uma consequência aí, tá? Que explodiu nas redes. Monique solta. Com o julgamento adiado, a juíza se viu diante de um problema jurídico real. Monique estava presa preventivamente desde 2021, com uma breve interrupção em 2022, como a gente viu. O adiamento do julgamento, então, provocado pela defesa do Jairinho... E aí
estenderia ainda mais esse prazo de prisão. E a lei estabelece que não se pode manter alguém preso preventivamente por tempo indefinido. A defesa de Monique era, ironicamente, contra o adiamento. Eles queriam que o julgamento acontecesse. Mas, com a nova data marcada para maio, a juíza entendeu que manter Monique presa seria constrangimento ilegal.
E disse, por excesso claramente despropositado do prazo da prisão, relaxo a prisão de Monique Medeiros e determino a imediata expedição de Alvará de Soltura. Trocando em miúdos, a mulher tá presa há muito tempo, solta ela. Na mesma noite, Monique deixou o Instituto Penal da Lavera Bruce em Bangu.
Enquanto isso, Jarin continuou preso. A prisão preventiva é analisada individualmente para cada réu, tá? E os fundamentos para mantê-lo detido ainda se sustentaram. A reação do Brasil, acho que eu nem preciso dizer para vocês que foi mais uma vez de choque, né? Um caso que se repete dia após dia, que a gente se angustia, fica com o estômago revirado, embrulhado, dia após dia.
Cara, é assim, eu me coloco na pele desse pai, dos familiares, né? Um negócio assim, um sofrimento lancinante e sem fim. O que o Leniel Borel disse publicamente foi Assassinaram meu filho pela segunda vez. Exatamente isso que eu estava comentando com vocês.
Os dias seguintes foram em cascata. Na terça-feira, 24 de março, o Ministério Público entrou com recurso pedindo o restabelecimento da prisão da Monique, argumentando que não houve atraso na condução do processo que justificasse o relaxamento da custódia, permanecendo válidos os fundamentos da prisão cautelar.
O Ministério Público disse que a manobra de defesa de Jairinho, da defesa do Jairinho, foi ilegal e que Monique não deveria ser beneficiada por isso. Na quarta-feira, já 25 de março, a Prefeitura do Rio demitiu Monique do cargo de professora do município. A defesa dela disse que vai recorrer. Enquanto isso, a OAB confirmou que abrirá a investigação sobre a conduta dos advogados de Jairinho.
E a nova data do julgamento foi estabelecida, confirmada para 25 de maio de 2026. Inicialmente, a juíza havia pensado em junho, mas percebeu que a data cairia no meio da Copa do Mundo, o que poderia prejudicar a disponibilidade dos jurados. E antecipou para maio.
Cara, é assim um negócio surreal, bicho. Surreal isso aí, cara. É um escárnio em cima da alma desse pobrezinho, desse menino, né? Cara, pra mim é. Pra mim é. Comenta aqui pra mim, porque assim, pelo amor de Deus. Vamos se revoltar juntos aí, porque é demais.
Bom, a pergunta que todo mundo faz diante de tudo isso é, esse julgamento vai acontecer dessa vez? Do lado da defesa de Jairinho, a estratégia agora é outra. Com a defensoria pública nomeada como backup, digamos, a manobra de abandonar o plenário fica mais difícil, não é? Porque mesmo se os advogados particulares vazarem, o Estado está lá para garantir a representação do réu.
Mas a defesa também poderá ir no STF antes de maio tentando anular provas, contestar a legitimidade dos laudos ou pedir outra medida que atrase o processo. Do lado do Ministério Público, o recurso contra a soltura da Monique ainda pode ser julgado antes de maio. E se o Tribunal de Justiça lá do Rio ou o STF derem razão ao Ministério Público, Monique volta para a cadeia antes do julgamento. Esse é um julgamento que vai durar dias.
Estão previstos depoimentos de 26 testemunhas interrogatórios dos réus, os debates entre defesa e acusação.
montar um conselho de sentença que consiga estar disponível por tudo isso, num caso de altíssima exposição midiática. Não é simples, convenhamos, né? A acusação diz que as provas são esmagadoras. 23 lesões. Mensagens da Babá.
Reconstrução em 3D, o histórico de agressões em fevereiro, a câmera do elevador com o menino já sem vida no colo dessas pessoas aí, a defesa aposta na teoria dos laudos manipulados e na dúvida razoável. No final, quem decide são sete pessoas do povo, o famoso conselho de sentença. Mas sabe o que pesa nessa história toda? O Henry.
Tinha só quatro anos. Ele não escolheu onde morar, como eu disse. Não escolheu quem era ou quem eram os adultos responsáveis por ele. Ele dependia completamente das pessoas que deveriam protegê-lo. Liniel Borel, o pai, virou voz pública desse caso aí há cinco anos. E ele disse uma frase que resume tudo, talvez.
O Henry viveu só quatro anos. Já tenho mais tempo de luto do que tive de convivência com meu filho. Convido vocês a pensarem nisso só por um segundo. Enquanto isso, o sistema jurídico brasileiro foi funcionando do jeito que funciona, não é? Com suas garantias, seus recursos, seus prazos e seus limites. Tem gente que defende cada etapa desse processo aí como necessária para um estado de direito funcionar.
Essa crítica tem até fundamento, mas também tem uma criança morta com 23 lesões no corpo e duas pessoas que deveriam responder por isso ainda estão aguardando para saber.
O resultado do julgamento. O Brasil criou a lei Henry Borel. O nome dele está numa legislação que tenta proteger outras crianças. Mas a justiça pelo próprio Henry ainda não veio ironicamente. 25 de maio de 2026 é a próxima data. E eu tenho certeza que o país todo vai estar de olho. Agradeço imensamente sua companhia. Beijo do ruivo e até o próximo episódio.