ESPAGUETE COM ALMÔNDEGAS REVELOU O CRIME QUE A POLÍCIA NÃO CONSEGUIA RESOLVER
📌 O detalhe bizarro que uma mulher encontrou ao tentar fazer o jantar.Era para ser um fim de tarde comum, mas a escolha de um prato — espaguete com almôndegas — acabou destravando um dos casos mais sombrios de Youngstown, Ohio. Ao procurar carne em um freezer emprestado no porão, uma mulher descobriu que o conteúdo ali dentro não era comida, mas algo que a polícia procurava há meses.Neste episódio, conto a história de Shannon Graves, uma mulher que "continuou viva" mesmo após sua morte. Enquanto sua família recebia mensagens e via seu carro circulando pela cidade, uma encenação macabra era montada para encobrir um crime brutal. Como alguém consegue assumir a vida de outra pessoa por tanto tempo sem ser notado? E como uma cachorra chamada Molly se tornou a peça-chave para desmascarar toda a mentira?Assista até o fim para entender a logística perturbadora de Arturo Novoa e Katrina Layton, e como um erro banal em um cadeado revelou a verdade que estava debaixo do nariz de todos.#CasosReais #ShannonGraves #TrueCrime #MarcosCampos #Mistério #Investigação-------📧 Contato comercial: contato@mpcampos.com.br
Marcos Campos
- Crime do espaguete com almôndegasShannon Graves · Arturo Novoa · Katrina Lytton · Andrew Herrmann · Molly (cachorra) · Youngstown, Ohio · Esquartejamento do corpo · Uso de ácido sulfúrico
- O papel de Katrina Lytton no encobrimentoKatrina Lytton · Arturo Novoa · Shannon Graves · Assumir a vida da vítima · Acordo judicial desfeito
- Morte ritualísticaShannon Graves · Katrina Lytton · Arturo Novoa · Uso de celular e cartão da vítima · Simulação de vida após a morte
- Julgamento e CondenaçãoArturo Novoa · Katrina Lytton · Andrew Herrmann · Michelle Herrmann · Depoimento de Andrew Herrmann · Anulação do acordo de Katrina
- A investigação e descoberta dos corposShannon Graves · Freezer trancado · Cheiro de podridão · Identificação por tatuagem e impressões digitais
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Spaghetti com almôndegas. A escolha de fazer esse prato revelou um crime muito macabro. Era um fim de tarde qualquer e uma mulher tava decidindo o que fazer para o jantar. Então ela resolveu fazer espaguete com almôndegas, foi até a geladeira para pegar a carne moída, só que percebeu que ela tinha acabado. Aí ela se lembrou que na verdade tinha bastante carne na casa dela, mas Umas semanas antes, um conhecido do marido dela tinha aparecido lá pedindo um favor.
A energia da casa desse tal amigo tinha acabado e ele tava lá com um freezer abarrotado de carne e morrendo de medo de perder toda a mercadoria. Ele pediu ao amigo se podia guardar o freezer no porão da casa dele. O amigo topou de boa. Assim, o tal freezer tava lá na casa desde então, paradinho ali num canto. E quando a mulher percebeu que tava sem carne, ela pensou: "Por que não ir até lá e pegar um pouquinho de carne emprestada?
Depois eu reponho e ninguém vai perceber." Ela desceu as escadas, chegou lá perto do freezer, só que ela percebeu que tinha um problema: o freezer estava trancado com um cadeado. E ela se lembrou naquele momento que o cara até tinha pedido pra ninguém mexer no freezer. Mas diante daquela ideia nada perigosa, ela falou: "Quer saber? Eu vou tentar abrir isso aqui. Sendo bem sincero, acho que a curiosidade falou mais alto aí." Então ela começou a mexer no cadeado, pegou uma chave de fenda, desparafusou e o negócio abriu.
Ela então levantou a tampa e bateu um cheiro enorme de carne. Na verdade, era um fedor doce e podre, daqueles até que grudam na garganta. Ela espiou, viu ali alguns sacos de lixo pretos bem amarrados e também um balde. Eu não sei se ela fazia ideia do que ela tinha acabado de ver, mas bateu na hora uma sensação esquisita, que tinha uma coisa muito errada ali, ela fechou e subiu. Aí ela ficou lá em cima esperando o marido chegar pra eles voltarem lá, ela contar tudo e eles abrirem juntos.
Fato é que o macarrãozinho com almôndegas nessa altura dos fatos aí já não ia rolar mais, não é? Bom, quando o freezer foi aberto novamente, Aquela história de medo de estragar a carne desmoronou ali mesmo. E foi assim, com a escolha então de um prato pro jantar, que a polícia daquela cidadezinha recebeu a ligação que ia destravar um caso que já vinha acontecendo há meses, bem debaixo do nariz de todo mundo, inclusive da própria família da mulher que tava dentro daquele freezer.
Uma mulher que por meses nem tinha sido tratada como desaparecida e que só tinha entrado oficialmente no radar da polícia poucas semanas antes depois dessa cena que eu Olá, eu sou Marcos Campos e hoje eu vou te contar a história da Shannon Graves, uma mulher que morreu, mas continuou viva por meses. O celular dela respondia, o carro dela ficava dando rolê pela cidade, o cartão dela tava fazendo compras em vários lugares. Só que nada daquilo evidentemente era Shannon, era uma encenação macabra montada por pessoas que depois de tirar a vida dela Ainda tentaram usar os rastros dela pra convencer todo mundo de que ela continuava por aí.
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Vamos aos fatos.
A mulher que não sumiu. Pra entender como aquela mulher foi parar dentro daquele freezer no porão de alguém que não tinha nada a ver com ela, com essa história, a gente precisa voltar uns 5 meses no tempo desse caso e ir até Youngstown, em Ohio. A vítima se chamava Shannon Graves, ela tinha 28 anos e lá por fevereiro de 2017 a Shannon simplesmente parou, digamos. Parou de ir aos eventos da família, parou de aparecer no trabalho, sumiu da rotina da rotina dos amigos, do dia a dia, de todo mundo que convivia com ela.
Em qualquer situação normal, uma pessoa próxima sumir desse jeito acende um sinal vermelho na mesma hora, não é? Só que no caso da Shannon, ninguém ficou muito alarmado assim inicialmente, porque tinha uma explicação rodando aí pra justificar a ausência dela. Essa explicação vinha do namorado dela, o homem com quem ela morava inclusive. Toda vez que perguntavam dela, ele respondia a mesma coisa: Uma variação aqui e outra ali, mas no fundo que os dois tinham terminado e que a Shannon pegou as coisas dela e se mudou pra Cleveland pra ficar supostamente com outro cara.
Mais pra frente mudou essa história, disse que ela tinha ido embora pra Columbus pra ficar com um outro cara. E olha, por mais estranho que pareça, a família tinha motivos pra, digamos, engolir essa versão aí da história, ou essas versões. A Shannon, segundo consta, era uma pessoa que gostava de viver livre, cheia de amigos, do tipo que some mesmo às vezes um tempo aí e depois reaparece, sabe? A vida dela também não tinha sido das mais fáceis, ela tinha perdido a mãe, tinha se enrolado num período complicado aí, mas ela vinha dando a volta por cima, tinha acabado de se formar em cosmetologia e tava animada pra começar uma carreira nova no mundo da beleza.
Então a ideia de que ela tinha juntado as coisas e ido recomeçar a vida do zero em algum lugar assim do nada não era tão improvável assim de acontecer. Só que tinha um detalhe que confundia todo mundo. A Shannon, mesmo sem aparecer pessoalmente assim, por exemplo, em uma reunião de família, trabalho, no convívio com os colegas, ela meio que tava rondando ali pela cidade, sabe? Continuava deixando rastros. O celular mandava mensagem de boa, cartão dela era usado para várias compras.
O carro aparecia circulando lá por Youngstown. Para a família então, aquilo parecia comum, simples. Ela só não estava aparecendo porque, segundo consta, era o estilão dela. Mas era exatamente esse o truque. Problema: a Shannon não estava recomeçando em outra cidade coisa nenhuma. A vida dela estava sendo conduzida e operada por outras pessoas. Como se alguém tivesse deixado só a casca dela funcionando pra enganar mesmo. A família foi levando isso assim por semanas, até que uma coisa pequena começou a construir a história verdadeira, um detalhe que não tinha como encaixar com aquele papo, agora sabemos, furado de que a Shannon simplesmente tinha ido embora pra recomeçar a vida.
O detalhe? A cachorrinha dela. A Shannon era obcecada pela Molly, a cachorrinha dela. Quem conhecia as duas dizia que ela nunca em hipótese nenhuma largaria aquele animal pra trás pra se mudar de cidade, por exemplo. Levaria a cadela junto, custasse o que custasse. E a Molly não tinha ido a lugar nenhum. A cadelinha continuava ali, na mesma casa de sempre, só que agora aos cuidados de outra pessoa, pra família. Isso era um detalhe que não dava pra encaixar de jeito nenhum naquela história lá que foi convencendo eles durante algum tempo.
A Shannon se mudar de repente, por alguma razão, deixar o celular, o carro, ok, mas segundo quem conhecia ela, a cachorrinha ela não ia abandonar. E foi justamente isso que acabou com a sensação de normalidade dessa história estranha da Shannon ter sumido e continuar aparecendo assim indiretamente. Em junho de 2017, e repara que nesse ponto aqui já são uns 4 meses aí desde a última vez que viram a Shannon mesmo em algum lugar, tá?
Que foi em fevereiro. A irmã dela então nesse período aí, junho, a Debbie, foi até a polícia de Youngstown e registrou o desaparecimento da irmã. Ela e um ex-noivo da Shannon começaram a sair atrás por conta própria, batendo de porta em porta dos conhecidos, perguntando, juntando o que eles podiam. Do outro lado dessa história, o namorado dela começou a, digamos, escorregar no planinho bizarro dele. Esse namorado aliás não era nem um santo, tá?
Ele já tinha passagem pela polícia e vivia metido com o tráfico de drogas. Só pra ter uma ideia, em abril, um policial de Youngstown tentou parar ele numa abordagem de trânsito comum. Em vez de encostar, o cara simplesmente saiu em fuga com o carro, deu uma perseguição, largou o veículo no meio do caminho e ainda tentou correr a pé até ser imobilizado e preso. Na hora, era só mais um sujeito fugindo da polícia, ninguém ligou aquilo ali com a Shannon.
Mas olhando pra esse episódio agora, dá pra ver um homem cada vez mais nervoso, aflito com alguma coisa, fazendo cada vez mais besteira. Bom, foi em junho então que a polícia abriu a investigação do desaparecimento pra valer, 4 meses depois. E 4 meses, nem preciso dizer, é muito tempo, não é? Mas eles estavam sendo enganados por um plano montado exatamente pra encaixar naquilo que todo mundo já esperava da Shannon, sabe? Afinal, coisas "comuns" pareciam provar que ela tava mesmo viva, mas como eu já contei, era tudo um teatro.
Mas aí vem, no fim das contas, não foi a investigação da polícia que, digamos, acendeu o pavio pra estourar esse caso, tá? O que abriu tudo foi uma mulher que só queria fazer o jantar. Por favor. Anything on the web, like restoring a vintage motorcycle from a 50-page restoration blog, or finally break down that long article you've had open for weeks. Gemini in Chrome is here for it. Ready to make anything online make sense? There's no place like Chrome. Check responses, setup required, compatibility and availability varies, 18+.
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Bom, para voltar naquela cena que abriu o episódio lá, né, do Freezer, a mulher abrindo, aquele cheiro doce apodrecido. Preciso falar de um favor que foi feito, né, contar mais detalhes aqui da parte lá da história. Bom, a casa onde esse freezer acabou parando ficava em Campbell, é uma cidadezinha colada ali em Youngstown. O dono da casa era um conhecido do namorado da Shannon. Os dois então tinham se aproximado anos antes por causa de música, segundo consta o tal namorado da Shannon.
Curtia aí som, falava em gravar umas faixas de rap. Não eram amigos pra valer, tá, os dois. O que torna tudo ainda mais bizarro, eu diria, pelo que ele vai fazer, eu já conto. Enfim, o dono da casa então inclusive achava o namorado da Shannon meio estranho, meio imprevisível, às vezes até agressivo. Mas quando ele apareceu com a história da luz que tinha acabado na casa dele, do freezer que tava cheio de carne, prestes a estragar, era um pedido banal que ele não tinha como recusar ou desconfiar de alguma coisa naquela hora.
Quer dizer, até tinha, porque veja só, o cara levou o freezer pra casa do colega, não foi assim, tipo assim, apareceu lá 5 da tarde batendo a porta: "Posso colocar minha energia? Acabou, deixa o freezer aí." O cara levou de madrugada, meu, por volta das 3 da manhã. Com ajuda de mais dois sujeitos esquisitos e trancou tudo com cadeado e pediu para ninguém mexer. A sorte, se é que dá para chamar de sorte numa história dessas, é que ele era meio atrapalhado, sabe?
O cadeado foi instalado meio errado ali, de cabeça para baixo, o que facilitou ali, né, a trava ser aberta naquele momento lá que a mulher foi curiosar lá o que tinha lá. Aí então aconteceu aquilo que eu contei, né? Ela abriu ali com uma chave de fenda, bateu aquele cheirão, um balde, dentro desse balde, um pé humano. E eles ligaram pra polícia. Os peritos então chegaram lá na casa, foram verificar o freezer, né, o congelador, e eles perceberam que ali tinha um resto de corpo humano, dois braços, duas pernas e um pé, mas faltava o tronco e da cabeça quase não tinha sobrado nada, um pedaço ali, sabe?
O pouco que sobrou desse pedaço da cabeça estava completamente destruído, parte corroído, sabe? E foi exatamente aí que apareceu o primeiro grande problema da investigação. Com o corpo naquele estado, o legista não conseguiu determinar como aquela mulher tinha morrido. É que numa morte violenta dessas, as marcas que contam ou podem contar a história, né, as fraturas, os sinais de trauma, de sei lá, evidências físicas, Elaine, né?
Os vestígios deixados nos órgãos também costumam estar justamente na cabeça, no tronco, e era exatamente isso que tinha sumido ou sido destruído. Sobraram os membros, que até davam pra dizer quem era a vítima, mas não do jeito que ela tinha sido morta. Quem fez aquilo, de propósito ou não, tinha apagado a resposta pra pergunta mais importante de todas: como a Shannon morreu? Mas o corpo, mesmo incompleto como eu disse, ainda guardava duas formas de identificar quem era.
A primeira, num dos pés tinha uma tatuagem de escorpião, e a Shannon, que era do signo de escorpião, tinha exatamente essa tatuagem no mesmo lugar. A segunda coisa que fechou de vez a identificação foram as impressões digitais. Não havia mais dúvida, o corpo no freezer era mesmo da Shannon Graves, a moça que segundo o namorado tinha simplesmente tinha se mudado de cidade. Mas antes de correr atrás de quem tinha deixado aquele freezer ali, a polícia precisou descartar o óbvio, né?
Afinal de contas, o freezer tava na casa daquelas pessoas que ligaram para polícia. Querendo ou não, eles precisavam dar uma mexida ali, uma cavocada, para saber, né? Eles, essas pessoas donas da casa, estavam ali como suspeitos, né, na fila. Os dois então foram levados para depor separados um do outro. Cada um contando a sua versão, e as duas versões bateram direitinho, sem furos, sem buracos, sem aquela contradição que entrega alguma mentira.
Não tinha então na cabeça da polícia como aquilo ali ser uma obra deles. Era só um casal comum que realmente tinha cometido um erro de ser gentil demais com uma pessoa errada. A polícia liberou os dois e voltou toda a atenção agora pra única pergunta que realmente importava: quem foi que levou aquele congelador pra aquela casa? Yeah! Que as peças começam a se encaixar. O Freezer tinha sido deixado ali por um homem que se apresentou com o nome de Anthony Gonzalez, mas quando a polícia foi atrás desse Anthony Gonzalez, ela descobriu que o nome era falso, era o apelido que um sujeito usava para se esconder.
E esse sujeito já estava no radar, claro, que era o namorado da Shannon, não é? O homem que repetia que ela tinha ido embora. Na verdade, ele se chamava Arturo Novoa. E levaram ele então e a mulher que tava morando com ele para um interrogatório e foram fazer uma busca no apartamento que eles estavam vivendo. Eu já te explico quem era essa tal mulher que tava morando com o assassino da namorada. O que acharam ali naquele apartamento?
Tinha muita coisa, tá? Tinha sangue na parede, tinha o manual de instruções do mesmo modelo do freezer onde o corpo apareceu, E no chaveiro do próprio Arturo, a polícia encontrou a chave do cadeado daquele congelador. Tudo isso depois de ele ter olhado para os detetives e jurado que não sabia de nada sobre aquele freezer. Parecia o fim, não é? Caso fechado. Tinha o corpo, tinha a identidade, tinha um suspeito principal que mentiu sobre o paradeiro da vítima, sangue, manual, chave, etc.
Parecia que o caso realmente tava pronto ali pra ser denunciado. Mas sempre tem um mais, não é? Porque quando a polícia olhou com calma pra mulher que morava ali com o Arturo, o caso deixou de ser só um assassinato e virou uma das coisas mais macabras, perturbadoras que aqueles investigadores tinham visto até então. A segunda mulher. O nome dessa segunda mulher era Katrina Lytton. Ela tinha 30 e poucos anos, era mãe de 2 filhos e já vinha de um histórico de idas e vindas com o Arturo mesmo havia anos.
Mas pra essa peça encaixar direito no caso, você precisa saber como era a relação da Shannon, a vítima, com o Arturo, o assassino, de verdade, tá? Os dois tinham se conhecido em abril de 2016 e engataram um relacionamento rápido. Em setembro eles já estavam morando juntos na casa dela. Só que, de porta pra dentro, o relacionamento era uma porcaria, explosivo, e ele tinha histórico de ser violento com a Shannon. No fim de 2016, chegaram a terminar e o Arturo foi morar com uma outra mulher.
Durou uma semana e em 7 dias ele já tava de volta na casa da Shannon. E essa outra mulher, pra quem ele correu naquela semana, era exatamente a Katrina. Ou seja, dá pra entender que é um ponto de ancoragem ali, né? Quando a coisa esquentava, Tinha a tal da Katrina, que abraçava o cara, digamos. Agora presta atenção no que essa mulher fez, tá? Porque é a partir daqui que essa história deixa de ser só mais um assassinato, como eu disse, e vira uma das coisas mais frias e calculadas que você vai ouvir nesse caso aqui.
Mais ou menos 2 semanas depois da última vez que viram a Shannon com vida, a Katrina se mudou pra casa onde a Shannon morava. E não foi só morar, tá? Ela passou a dirigir o carro da Shannon, passou a usar o celular da Shannon, era dela muito provavelmente aquelas mensagens que eram trocadas lá. Vai vendo. E ela continuava, enfim, usando o cartão de benefício da Shannon pra fazer compras, cuidou da cadelinha da Shannon, a Molly.
Ela, digamos, não foi só ocupar o lugar da Shannon como namorada do sujeito lá. A Katrina vestiu a vida da Shannon como quem veste uma roupa e saiu desfilando com ela por Youngstown durante meses. Foi exatamente esse teatro que segurou o registro de desaparecimento por tanto tempo. Enquanto a Shannon continuasse comprando, dirigindo, mandando mensagem, ninguém ia atrás dela de verdade. E o que estava acontecendo com a Shannon nesse meio tempo aí é a parte mais grotesca desse caso.
Então segura porque é a reconstituição que a própria justiça apurou do que aconteceu passo a passo, tá? No dia 24 de fevereiro de 2017, dentro da casa onde os dois moravam, A Shannon, galera. O Arturo espancou a Shannon até a morte. Foi no banheiro, com um objeto pesado, que ele golpeou a cabeça dela várias vezes. Ela perdeu a vida. A partir desse momento, começou uma operação longa e cada vez mais grotesca para fazer aquele corpo desaparecer.
Uma operação que se arrastou por meses e por vários endereços diferentes. Primeiro, ele raspou a cabeça da Shannon, embrulhou o corpo em sacos de lixo e, com a ajuda da Katrina, colocou a Shannon no porta-malas do próprio carro dela. Levaram então o corpo até a casa da Katrina. Foi lá na garagem dessa casa que entrou em cena um terceiro personagem, um conhecido do Arturo chamado Andrew Herrmann. Então os dois homens esquartejaram o corpo da Shannon ali mesmo na garagem, separaram os braços, as pernas e a cabeça do tronco.
Braços e pernas foram pra uma caixa, cabeça e tronco pra outra. E por que é que o Herrmann toparia entrar numa bestialidade dessas? Eu tenho certeza que tá passando na cabeça de vocês. Então, ele não era um estranho qualquer que apareceu para dar uma mão nesse caso, tá? Ele e o Arturo já eram colegas chegados ali de tempos de tráfico de drogas, sabe? Ou seja, eram dois tranqueiras ali que já tinham muito em comum. E uma outra explicação por que o Herman fez naquela garagem ali só viria à tona bem mais tarde no tribunal, tá?
E eu chego nela, nessa parte aí, daqui a pouco. Bom, essas caixas aí onde os pedaços do corpo foram colocados voltaram lá para casa da Shannon. Foram parar num freezer, o primeiro freezer da história. E aqui entra a parte que mostra o tamanho do trabalho que eles tiveram pra encobrir tudo isso, porque não parou no esquartejamento, tá? No começo de março, o Arturo ligou pra um amigo que morava em Angstall também e pediu pra fazer uma fogueira no quintal da casa dele.
Agora, parece bem estranho, né? Alguém deixar outra pessoa assim do nada queimar um monte de coisa no próprio quintal, mas eu preciso contextualizar. Pro dono da casa não tinha nada demais nisso. Fogueira de quintal é uma coisa comum até por lá, tá? Ele só não fazia ideia do que o Arturo tava pretendendo queimar lá, não é? Assim, o Arturo levou as coisas lá, as roupas da Shannon, documentos, cabelo que ele tinha raspado, uma pulseira dela com o nome gravado, e botou tudo no fogo.
Só que a fogueira saiu, ficou tão grande que até o bombeiro apareceu para perguntar se tava tudo bem. No dia seguinte, os moradores daquela casa ali emprestada, né, que eram amigos ali do Arturo, eles foram remexer as cinzas daquela fogueira e eles acharam no meio da fuligem a pulseira com o nome da Shannon. Aí a ficha começou a cair, né? Eles tinham visto na noite anterior o Arturo e a Katrina jogando um monte de sacola naquele fogo lá.
Pelo que dá para entender, eles não participaram dessa fogueirinha aí, tá? Foi só o cara lá mesmo. Não sei nem se era uma fogueira recreativa ou foi realmente emprestar o quintal pro cara queimar algumas coisas dele. Bom, esse pessoal, o dono dessa casa, desconfiado então, foram lá, remexeram nas cinzas e guardaram o que eles encontraram. E depois, tudo que eles guardaram foi entregue pra polícia. Mas antes de seguir na investigação, tem mais uma parte que eu preciso contar, que foi a parte do ácido.
Eles encomendaram 12 galões de ácido sulfúrico em uma loja da rede Walmart. Só que fizeram um pedido com um nome inventado, que era Chicken Man, o Homem Galinha. Aí deu um probleminha, né, porque quando eles foram retirar a encomenda, o funcionário ali se recusou a entregar ácido sulfúrico para alguém que estava registrado como Chicken Man, sem uma identificação de verdade. Para levar o ácido, então, a Katrina teve que mostrar a documentação dela real, pagar com o cartão dela, quer dizer, com tudo registrado, né, com direito a nome, cartão, Ou seja, eles estavam construindo as provas ali, foram inventar esse negócio bizarro aí do ticking, e o caso acabou caindo ali também.
Em suma, galera, pra uma dupla que tava tentando um plano perfeito pra sumir com o corpo sem deixar rastro, digamos que não foi exatamente um trabalho de gênio. Bom, eles levaram tudo pra casa e despejaram em cima da caixa que tinha a cabeça e o tronco da Shannon. A maior parte do tronco e do crânio meio que se dissolveu no ácido. O pedaço de crânio que sobrou foi jogado no freezer junto com os braços e as pernas. E foi assim que o corpo ficou dentro daquele congelador na casa da própria Shannon até junho.
Os meses foram passando e o Arthur, a Katrina e os dois filhos dela tocaram a vida ali de boa. Até que a família finalmente registrou o desaparecimento da Shannon em junho, como a gente viu, e o Arthur entendeu que cedo ou tarde a polícia ia bater lá na casa dele. E foi aí que ele teve essa ideia da logística macabra. Katrina alugou então um apartamento em outra região de Youngstown. Arturo comprou um segundo freezer, tirou o que sobrava do corpo da Shannon do primeiro, botou de novo no porta-malas do carro dela e levou até o tal apartamento alugado, dentro desse novo freezer, tá?
E tem um detalhe nisso tudo, tá? Quando o dono desse imóvel aí começou a perceber que na verdade ninguém tinha se mudado pra lá, tinha alugado, mas ninguém tava morando lá, Ele foi dar uma olhada e a única coisa dentro do apartamento era um freezer, um manual de garantia do aparelho e uma mala preta. Eles tinham alugado um apartamento inteiro só pra esconder o congelador. Na verdade, escondeu o corpo, né? Bom, quando a polícia finalmente conseguiu o mandado e revistou a casa onde a Shannon tinha morado com esse sujeito, o Arthur entrou em pânico de novo.
E foi exatamente nesse ponto que ele ligou pro conhecido lá de Campbell com aquela conversinha mole da "Louisa Cabano". Da carne que ia estragar, pediu pra deixar o freezer lá. Aí ele foi até lá e deixou o freezer trancado, etc., que eu já contei. E aí aconteceu todo o desenrolar, não é? Aqui eu não contei na ordem cronológica, mas se você for juntando as peças aí, você vai vendo uma série de grandes acasos aí que vão se fechando, né?
Os elos dessa corrente criminal. Agora, tem um detalhe jurídico complicado nesse tipo de caso, viu? Médio, por tudo que a polícia já tinha, o corpo no freezer, o sangue, o ácido comprado no nome da Katrina, né, condenar aquela gente ali por esconder, destruir um corpo era praticamente certo, disso eles não iam escapar. O problema é que esconder um corpo é um crime, matar é outro muito mais grave, não é? Bem mais difícil de provar, e era justamente a acusação de assassinato que dependia de uma peça que faltava, a prova de como e por quem a Shaya não tinha sido morta.
Sem isso, existia o risco real de eles responderem só por mexerem no corpo e escaparem da acusação pela morte em si. E o que destravou essa parte foi...
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O próprio grupinho do mal aí abrindo a boca. Sabe aquela história de quando a água bate no bumbum e eles começam a falar? Então o grupinho macabro começou a abrir a boca. Chamados a depor diante da justiça, os envolvidos começaram a se entregar uns aos outros. E quem deu a informação que faltava foi justamente o homem da garagem, o tal Andrew Herrmann. Lembra dele? O sujeito que ajudou a esquartejar o corpo? Pois é, foi ele quem contou aos investigadores como a Shana tinha sido morta.
Segundo o promotor do caso, o Herrmann foi o único que explicou de fato como ela morreu. No tribunal, os advogados do Herrmann sustentaram que ele só topou ajudar a esquartejar o corpo Porque ele estava apavorado, ele tinha acabado de ver com os próprios olhos o que o Arturo era capaz de fazer. Então ele ficou assustado e falou assim: "Putz, se eu não ajudar esse cara, ele vai me matar também." E o depoimento do Herman teve um efeito que ninguém esperava, tá?
Ele derrubou um acordo que já estava sendo amarrado, porque a Katrina, a essa altura, já tinha costurado ali com a promotoria um acordinho, né, pra entregar todo mundo. E digamos um acordo escandalosamente generoso em troca de depor contra o Arturo. Ela então pegaria apenas liberdade condicional sem um único dia de cadeia. E não era teoria, tinha funcionado. Ela chegou a ser solta em 2018 no andamento de todo o caso. A própria irmã da Shannon, revoltada, classificou isso como um absurdo completo.
Só que o Herrmann contou, mostrou que a Katrina tinha mentido sobre o próprio papel dela no crime. A família da Shannon entrou então com uma reclamação formal contra esse acordo e o caso acabou indo parar nas mãos da Procuradoria-Geral do estado de Ohio. O juiz reviu tudo e rasgou esse acordo. Aí sim vieram as contas de verdade. O Arturo Novoa, o homem que matou a Shannon e comandou meses de encobrimento, se declarou culpado em 2019 de homicídio e de dezenas de outras acusações ligadas a destruir e esconder o corpo.
A pena foi de 48 anos até prisão perpétua. Traduzindo, quer dizer que no mínimo 48 ele vai ficar. A Katrina Lytton, depois que o acordo dela caiu, foi condenada a 18 anos. E na audiência o promotor disse uma frase que resume bem o papel dela, tá? Pode até ter sido o Arthur a matar, mas quem comandou o encombrimento foi a Katrina. Foi ela quem ajudou a passear com os pedaços da Shannon pela cidade enquanto vestia literalmente a vida da mulher que tinha sido assassinada.
O Andrew Herrmann, o cara da garagem lá, pegou 12 anos. E a mulher dele, pois é, galera, tem mais uma peça envolvida nessa lambança toda. A Michelle foi condenada por intimidação e obstrução da justiça, porque mentiu no grande júri sobre o que ela sabia de verdade e ainda mandou mensagem ameaçando uma testemunha que tava passando informação pra polícia. Ela já tinha passado quase 2 anos presa enquanto o caso tava andando, né, sendo investigado, e pegou então mais 6 meses de cadeia somados a 5 anos sob condicional. 4 pessoas no total responderam por essa história bizarra.
Só que justiça num caso desses é uma palavra que chega sempre tarde demais e sempre incompleta, não é? O pai da Shannon era um ex-policial da própria cidade de Youngstown. No meio dessa investigação toda, com o caso ainda arrastando ali, ele morreu de repente no começo de 2019, meses antes de o homem que matou a filha dele ser condenado. Então ele não viu nenhum dos 4 pagar por nada. E por causa do ácido, do que eles fizeram com o corpo, não tinha sobrado praticamente nada, só pedaços ali que foram recuperados.
A irmã da Shannon resumiu numa frase o quão doentio foi esse caso. Ela só ia conseguir enterrar um pedaço da irmã. Mas tem uma parte desse caso que nenhuma sentença consegue reparar também. Além do caráter estragado dessas pessoas, justamente isso: o que foi tirado da Shannon depois de morta, que é o direito da família de se despedir dela inteira. Nos anos seguintes, o Arturo gastou recurso atrás de recurso, tentou anular a própria confissão, tentou derrubar a pena, alegou de tudo que você possa imaginar.
Perdeu todas, segue preso, É Katrina cumprindo a pena dela também. E a cachorrinha da Shannon, a Molly, sem querer, tem até uma certa ironia do destino, uma poesia, se é que cabe essa palavra, foi quem puxou o primeiro fio que deu em seja uma investigação de verdade nesse caso, não é? Além, claro, lá da receita de macarronada com almôndegas. Um acaso que no fundo, no fundo não é tão acaso assim, não é? Acabou resolvendo esse caso.
Agora eu tenho certeza que você deve estar aí se perguntando sobre por que isso aconteceu, né? Por que o Arturo fez isso? E olha, a resposta mais honesta, que foi o que o próprio promotor do caso disse, é que o motivo é tão enrolado quanto toda a história. Não teve um estopim claro, sabe? Tipo assim, aconteceu isso por causa disso. O que a acusação disse, né, é que o Arturo era um traficante medíocre invejoso, que tinha inveja do que a Shannon tinha, do dinheiro dela, das coisas dela, e já viviam ali num relacionamento bem complicado que já tinha violência.
E tem a Katrina, não é? Katrina era ali a ancoragem do Arturo, como eu disse, e ela era apaixonada por ele, queria o Arturo só pra ela. Então é um bolo todo aí de vários motivos, né? O que se pode resumir é que o crime foi de frieza. Mesmo, mesquinharia. Tanto é que quando perguntaram pro Arturo por que ele não tinha se livrado do corpo de repente num lago, ele disse que certamente o corpo ia boiar, ele ia ser pego. No fundo, no fundo, ele nunca se arrependeu e tava preocupado só com o próprio buraquinho dele.
Agora me conta aqui o que que você achou dessa história. E tem outros casos bem macabros e bizarros aqui no canal. Continue maratonando e me marca nas suas redes pra eu ver, tá? Um beijo do Ruivo, obrigado pela companhia e até o próximo episódio.