Episódios de Vamos aos Fatos

O Terrível Crime do Esconde-Esconde - (Vídeo Real) Caso Sarah Boone

03 de junho de 202625min
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📌Em fevereiro de 2020, Sarah Boone ligou para a emergência na Flórida dizendo que seu namorado, Jorge Torres Jr., estava morto após uma brincadeira de esconde-esconde que deu errado. Ela alegou que ele entrou voluntariamente em uma mala azul e que ela acabou dormindo.Mas quando a polícia de Orange County analisou o celular de Sarah, encontrou vídeos perturbadores que mostravam uma realidade muito diferente. Neste vídeo, analisamos o caso completo através das lentes das bodycams dos policiais, os trechos reais do interrogatório e as evidências que levaram Sarah Boone à condenação por homicídio em segundo grau.#CasosReais #TrueCrimeBrasil #SarahBoone #Investigação #Documentário #MarcosCampos-------📧 Contato comercial: contato@mpcampos.com.br

Participantes neste episódio1
M

Marcos Campos

HostJornalista
Assuntos5
  • O Crime do Esconde-EscondeSarah Boone · Jorge Torres Jr. · Brincadeira de esconde-esconde · Mala azul · Vídeos perturbadores no celular · Interrogatório policial · Condenação por homicídio em segundo grau
  • Relacionamento e Violência DomésticaSarah Boone · Jorge Torres Jr. · Histórico de violência cruzada · Acusações de agressão · Ciclo de prisões · Síndrome da mulher agredida
  • Investigação Policial e EvidênciasChamada de emergência · Análise do celular de Sarah Boone · Bodycams dos policiais · Interrogatório · Laudo do legista
  • Julgamento e CondenaçãoDefesa alegando síndrome da mulher agredida · Apresentação de vídeos e interrogatório · Depoimento de Sarah Boone · Deliberação do júri · Sentença de prisão perpétua
  • O Papel do Álcool e ComportamentoConsumo de álcool · Agressividade sob efeito de álcool · Desconexão com a realidade · Classificação da morte como 'coisa estúpida'
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MCMarcos Campos

Luz nos olhos e acabou de dizer que o namorado, gritando o nome dela, pedindo para respirar, era só o jeito deles. Antes dessa conversa acabar, ela ia ouvir uma frase que nunca mais ia esquecer. Hoje a gente vai entrar num caso que aconteceu em 2020 na Flórida, nos Estados Unidos, onde uma mulher ligou para emergência e disse a seguinte frase: "Meu namorado tá morto. Eu coloquei ele numa mala ontem à noite e a gente tava brincando de esconde-esconde.

Aí eu dormi e quando eu acordei ele já tava morto." A polícia chegou, ouviu essa história e talvez até tivesse acreditado, mas quando eles pegaram o celular dessa mulher, o que eles encontraram ali fez o rumo dessa investigação mudar completamente. Eu sou Marcos Campos e vamos aos fatos. 24 de fevereiro de 2020, meio-dia e pouco, um policial do condado de Orange chega numa casa geminada no condomínio Tillwood Park, em Winter Park, uma cidadezinha grudada em Orlando, na Flórida.

A chamada foi registrada como investigação de morte. Quando a policial se aproxima da porta, encontra uma mulher do lado de fora agitada pedindo refrigerante e cigarro.

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MCMarcos Campos

O corpo do namorado dela está no chão da sala e a preocupação dela é um Dr Pepper, um refrigerante. Guarda essa informação.

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MCMarcos Campos

Pronto, em 30 segundos ela montou a história inteira. Dia bom, vinho, esconde-esconde. Mala e dormiu. Só que tem um detalhe que ela deixou de fora, ela disse uma garrafa, a perícia no entanto encontrou duas garrafas de vinho vazias no lixo da cozinha, com dois recibos separados do supermercado Publix, comprados no mesmo dia, uma às 12:17 e outra às 17:39, não era uma garrafa, eram duas pelo menos.

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MCMarcos Campos

Até aqui, se você tivesse chegado nessa cena, talvez até acreditasse nela. Acontece que tinha outra pessoa ali naquela calçada que ia contar uma história bem diferente. Mas antes do ex-marido da Sarah dizer o que ele tem para dizer, e é bem esclarecedor, queria pedir alguns segundinhos da sua atenção para um recado de uma parceira querida aqui do canal que me ajudou muito na produção desse episódio. Só um segundinho, menos de um minuto, já tô de volta, fechou?

Tava me arrumando aqui para ir para academia, né, procurando a minha tech t-shirt de manga longa. Tá um tempinho frio aqui, né?

?Voz B

É onde ela tá aqui, ó. Roubei, agora é minha!

MCMarcos Campos

Ficou um cor aqui meu look e achei que ficou ótimo para mim. É, ficou bom mesmo, né? Então, aproveitando o ensejo, fica aqui a dica, né, para você quando você vai comprar uma peça da Insider para você, provavelmente Vai perder, vai perder, ou vai ter que dividir, né? Dividir, a gente pode somar sempre, né? Então fica a dica, galera, se você usar meu cupom Marcos Campos lá na Insider, você tem 15% de desconto se for novo, se for uma compra nova lá, um cliente novo, ou 10% se você já é cliente recorrente.

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?Voz B

Fechou?

MCMarcos Campos

Isso aí, compra e divide com o seu amorzinho. É isso, tamo junto. Segundo os registros do celular, que a polícia depois confirmou, Brian, o ex-marido, começou a ligar às 11:25, ligou de novo ao meio-dia e 21 e de novo às 12:49. Sarah atendeu, às 12:49. Eles falaram por 32 segundos. Ela disse que Jorge estava morto e implorou para ele ir até lá. O Brian ligou de volta às 12:54, perguntando se ela já tinha ligado para emergência.

Ela ainda não tinha ligado. Sarah só ligou para o serviço de emergência às 12:59, 10 minutos depois de contar para o Brian que o Jorge estava morto. Eu vi pernas. O ex-marido entrou na casa e a primeira coisa que ele viu foram as pernas do Jorge no chão da sala, ao lado de uma mala azul aberta. Ele parou ali e esperou pela polícia. 5 prisões, todas por violência doméstica dele contra ela, e toda vez Sarah pagava fiança no dia seguinte para tirar ele.

Quem tá ouvindo isso, nesse ponto, pode pensar: essa mulher era vítima, sofria nas mãos de um cara violento. E tem verdade nisso, Jorge foi preso várias vezes, tava em liberdade condicional, frequentava aulas obrigatórias de controle de agressividade. Só que quando Brian foi entrevistado formalmente, Pela detetive depois, ele disse algo que ninguém esperava, ele disse que Sarah era alcoólatra desde que o filho deles nasceu, que não sabia parar num copo só, que ficava agressiva quando bebia e que na opinião dele, a Sarah era a principal agressora na relação com o Jorge.

Para entender o que aconteceu dentro daquela casa, a gente precisa entender quem eram essas duas pessoas e como era a vida delas naquele Naquele momento e naquele condomínio, Jorge Torres Jr. tinha 42 anos de idade, ele media 1,63m e pesava 45kg, 45kg pra um homem adulto, ele veio da Filadélfia, tava tentando recomeçar a vida na Flórida, quando ele bebia, ele ficava agressivo e isso é um fato documentado, mas quando ele estava sóbrio, ele tentava mudar a vida, frequentava as aulas, ia na oficial de condicional e quando ele voltava pra casa, ele mostrava todos os papéis pra Sarah.

Já a Sarah Boone tinha 42 anos, media 1,60m e pesava 63kg, mãe de um menino de 9 anos, o Lucas, que morava principalmente com o pai porque, segundo Brian, o Lucas não gostava de ficar na casa da mãe. A Sarah se descrevia como uma estudante exemplar, uma mãe excelente, sobre Jorge ela dizia que ele era o projeto dela, tirou ele da cadeia 3 vezes, foi a todas as audiências, só que a versão da vizinha era outra, a gerente do condomínio, a Melissa Sexton, disse em depoimento que desde que Sarah e George se mudaram em fevereiro de 2018, o condomínio recebeu entre 20 e 30 reclamações sobre os dois, gritaria, música alta, batidas na porta, brigas, 2 inquilinos pediram para sair do prédio por causa deles, em maio de 2019, A Melissa chamou os dois para conversar e avisou: "Mais uma reclamação e vocês são despejados." Melissa disse que via os dois bêbados às 9 horas da manhã.

O vizinho de parede, Vincent Battiglia, confirmou isso. Disse que uma vez saiu para escola às 9 da manhã e viu os dois cambaleando na calçada. Abraham Moreno, o cara da manutenção do condomínio, conhecia o Jorge desde a adolescência na Filadélfia. Ele disse que Jorge se abria com ele sobre a relação abusiva com a Sara, mostrava arranhões que dizia que Sara fazia nele, disse que Sara também aparecia com hematomas, mas que os dele vinham de quando Jorge tentava segurar ela para ela parar de atacar.

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MCMarcos Campos

Esse era o cenário na noite do dia 23 de fevereiro de 2020. Duas pessoas com um histórico de violência cruzada, morando juntas, bebendo juntas, num ciclo que já tinha 5 prisões. E naquela noite, segundo a Sarah, tudo estava bem. Mas, tem sempre um mas, não é? Domingo, o tempo estava bonito, Sarah e Jorge passaram o dia juntos, limparam a casa, lavaram roupa, e por volta das 4 da tarde, eles se sentaram na varanda dos fundos com vinho e cigarros.

Depois entraram, montaram um quebra-cabeça, pintaram quadros e ficaram vendo trailers de filmes no laptop. Jorge dançou com a cachorra deles, Sara tirou fotos, tava tudo tranquilo, pelo menos era o que parecia, porque às 7:30 da noite, Jorge ligou pro irmão dele, o Juan Torres, em Orlando, colocou no viva-voz pra falar com as sobrinhas e os sobrinhos, A ligação durou 4 minutos e no final a voz de Sarah apareceu no fundo gritando, segundo Juan, ela estava hostil, agressiva e berrou uma frase que depois ia se tornar muito relevante: "Conta pra ele o que você tem feito comigo, você me sufocando." O Jorge ficou calmo, disse que ia desligar e desligou.

Entre essa ligação e o que aconteceu depois, A gente tem uma lacuna de quase 4 horas. O que sabemos é que em algum momento eles decidiram brincar de esconde-esconde e que Jorge entrou na mala. A mala azul grande, dessas de viagem. Tinha descido do armário do quarto uns dias antes pra separar algumas roupas pra doação. O zíper estava quebrado, com um clipe de papel no lugar do puxador, e as dimensões que a perícia mediu Eram de 71 centímetros de comprimento, 51 de largura e 22 de profundidade. 71 centímetros pro corpo de um homem de 1,63 m e 45 kg.

Sarah fechou o zíper. E é aqui que entra uma informação que a Sarah nunca mencionou e que a polícia só descobriu dias depois, quando entrevistou os vizinhos. O apartamento número 2, colado no de Sarah e Jorge, de parede compartilhada era de dois rapazes, o Vincent Battiglia, de 20 anos, e o Brandon Moults, de 19. Vincent disse que por volta das 19 horas ele ouviu a gritaria de sempre, a Sarah e o Jorge xingando um ao outro, gritando que se odiavam.

Às 10:30 da noite aproximadamente, os gritos pararam, ficou silêncio por uns 15 a 30 minutos.

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?Voz B

If you heard something, you kind of— okay. But you have heard loud, loud noises in the past, but not as loud as you had heard on Sunday night? No, it'd never been that loud.

MCMarcos Campos

I felt the wall shake as the sound happened. Clicando escada abaixo entre o corrimão, a parede e os degraus, o caminho todo para baixo, as paredes tremeram, Brandon no outro quarto ouviu a mesma coisa e confirmou isso, o primeiro vídeo do celular de Sarah foi gravado às 23:12, o barulho que fez as paredes tremerem foi às 23:15, 3 minutos de diferença, o que aconteceu naqueles 3 minutos, se foi a mala sendo virada, Se foi algo pior, ninguém sabe, mas Vincent disse uma coisa que ficou registrada no depoimento: "Eu não acredito que aquilo tenha sido brincadeira, era barulho demais pra ser brincadeira." 23:12, a Sarah pega o celular e grava um vídeo, a mala tá no chão da sala, de cabeça pra baixo, com o Jorge dentro, dá pra ouvir ele empurrando o tecido de dentro pra fora, tentando se soltar, Ele chama Sarah pelo nome, diz que não consegue respirar, e a voz da Sarah aparece por cima rindo.

"Sarah, fuck you." 11 minutos depois, às 23:23, ela grava o segundo vídeo, só que agora a mala tá virada pro outro lado, de barriga pra cima, e mudou de posição na sala, mais pra esquerda. O vídeo dura 22 segundos, O Jorge continua gritando o nome dela. Isso não é reconstituição, isso é a gravação real que a que a própria Sarah Booney fez com o celular dela na noite em que o Jorge Torres morreu dentro daquela mala. E repara na frase que ela disse: "É assim que eu me sinto quando você me sufoca." Lembra o que a Sarah gritou pro irmão do Jorge às 7:30 da noite?

"Conta pra ele, você me sufocando." Mesma frase, mesmo tema, 4 horas antes. Isso não é brincadeira que escalou, isso é um ressentimento que encontrou uma oportunidade, vocês não acham? Depois de gravar esses vídeos, a Sarah ainda fez uma coisa, Às 23:46, ela ligou pro ex-marido, o Brian, e segundo o Brian, ela tava bêbada falando coisas sem sentido, e ele tentou se livrar dela no telefone porque tava dormindo. 23 minutos depois do segundo vídeo da mala, ela tava no telefone com o ex, depois subiu as escadas, deitou na cama e dormiu.

O Jorge ficou ali no andar de baixo, dentro daquela mala fechada, sem ar, sem saída. Sem ninguém e morreu. O laudo do legista confirmou: asfixia posicional dentro de uma mala. O Jorge tinha arranhões longos de unhas nas costas, um arranhão grande na nuca, hematomas no ombro esquerdo, no crânio e na testa, classificados todos como trauma por impacto, e um corte no lábio. Dentro da mala, a perícia encontrou sangue, um boné branco com sangue, uma gravata com sangue, uma seringa de diazepam prescrita pro Jorge e também o celular dele.

A polícia encontrou aqueles vídeos perturbadores no mesmo dia quando a Sarah entregou o celular dela voluntariamente, achando que não tinha nada ali. No dia seguinte, quando ela voltou à delegacia achando que ia só responder algumas perguntas, os detetives já tinham assistido tudo. Terça-feira, Sarah volta à delegacia por vontade própria, Dispensa advogado e começa do mesmo jeito. Ninguém colocou a mão em ninguém, só que o irmão dele ouviu ela gritando sobre sufocamento às 7:30 da noite.

Os vizinhos ouviram algo quicando escada abaixo às 11:15, a autópsia encontrou trauma no crânio, mas ninguém tocou em ninguém. Aí os detetives perguntaram sobre o relacionamento e a Sarah se abriu.

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MCMarcos Campos

E foi nesse ponto que os detetives decidiram mostrar o que eles tinham.

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MCMarcos Campos

"Esse é meu nome, não desgasta." É uma tradução de uma expressão americana debochada que significa: "É, esse é meu nome, não precisa ficar repetindo." Ela está dizendo isso sobre o George gritando o nome dela, pedindo socorro.

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MCMarcos Campos

Evidentemente, vou te dar 5 minutinhos a mais. Isso não é linguagem de quem tava brincando de "Esconde, esconde." É uma linguagem clara de quem estava aplicando um castigo, punindo.

?Voz B

Saiu pela culatra.

MCMarcos Campos

Ela não disse "eu não fiz isso", disse que saiu pela culatra. Saiu pela culatra significa talvez que tinha um plano e esse plano deu errado.

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MCMarcos Campos

O interrogatório continuou por mais de uma hora. Em um determinado momento, ela soltou duas frases que mostram uma desconexão que é difícil de processar.

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MCMarcos Campos

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?Voz B

I think that's why I haven't slept, because that's all I see, a tragic situation. I, I'm through with alcohol. É, você não ouviu errado.

MCMarcos Campos

Coisas estúpidas. Ela classificou a morte do namorado de coisa estúpida.

?Voz B

No. Okay. Why is this happening? Because George is dead. Not intentionally. We understand that. He's still dead. So this was a trick. No, it's not a trick. How was it a trick? I brought you in here to ask you to explain a few things to us, and you were read your rights. Your response to Tudo foi basicamente: "Eu não fiz isso." Intencionalmente? Não importa, ainda fez.

MCMarcos Campos

Ela tinha ido à delegacia por vontade própria, achando que ia conversar com os detetives e voltar a tempo de buscar o filho na escola. Quando percebeu que ia ser presa, as primeiras coisas que perguntou foram sobre o carro, sobre o celular e se podia fumar um cigarro na cadeia. O que veio depois virou um caso à parte. Sarah Boone passou por 13 advogados em 4 anos, 8 abandonaram o caso, em determinado momento ela ficou se representando sozinha, mandou cartas escritas à mão pro juiz, numa delas desenhou um anúncio pedindo um advogado, o julgamento só começou em outubro de 2024, a defesa alegou síndrome da mulher agredida, a promotoria foi direta, mostrou os vídeos pro júri, mostrou o body cam, mostrou o interrogatório e disse que Sarah fechou o zíper, filmou George pedindo socorro, morrendo, subiu as escadas e foi dormir.

Sarah subiu no banco das testemunhas e falou por 5 horas. Quando perguntaram por que ela não abriu a mala, ela respondeu que queria que ele entendesse como ela se sentia, para que ele pudesse progredir e ser uma pessoa melhor. O júri deliberou por menos de 2 horas, culpada de homicídio em segundo grau. Em dezembro de 2024, o juiz condenou à prisão perpétua. Na audiência de sentença, a mãe do Jorge, a Blanca Torres, disse ao tribunal que Sarah não tinha matado apenas o filho dela, tinha matado um pai, um irmão, um tio, e que às vezes, quando olha pela janela, ainda espera ele aparecer e dizer: "Mãe, eu te amo." Sarah disse que perdoava a si mesma por ter se apaixonado por um monstro, e que por mais grotesco que ele fosse, Ainda amava ele.

O juiz ouviu e manteve a sentença. Lembra daquele trecho que abriu esse episódio? A Sarah dizendo: "Eu vou dar mais 5 minutinhos." Agora você sabe o que ela queria dizer, não é? 5 minutinhos que viraram 11, 11 que viraram 30, 30 que viraram a noite inteira. E quando ela desceu as escadas na manhã seguinte, o Jorge Torres Jr. já estava morto há horas. A mala tinha 71 centímetros de comprimento. O Jorge tinha 1,63m de altura e pesava 45kg.

Os vizinhos ouviram algo quicando escada abaixo às 23:15 da noite. Alguém ouviu a Sarah falar sobre sufocamento horas antes. 2 garrafas de vinho, um taco de beisebol apreendido como evidência e 2 vídeos gravados pelo celular de uma mulher que, segundo ela mesma, amava aquele homem mais do que tudo. Mas eu acho que todo mundo entendeu que existia muita tinha coisa muita coisa ali naquele relacionamento, só o amor que não. Jorge Torres nunca mais saiu daquela mala por conta própria e a Sarah Boone nunca mais vai sair da prisão agora.

É isso, obrigado pela sua companhia, se você gostou desse formato de documentário conta aqui para mim nos comentários que esse tipo de episódio pode virar uma tônica aqui de documentário com vídeos especiais no canal, combinados? Obrigado pela companhia, um beijo do Ruivo e até o próximo episódio.

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