Uma Mentira pelo Rádio Desencadeou uma Caçada Histórica nos EUA
📌 Em 1º de setembro de 2015, um chamado de emergência em Fox Lake, Illinois, deu início a uma das maiores operações policiais da história da região. O respeitado tenente Joe Gliniewicz entrou em uma área abandonada atrás de três suspeitos e, minutos depois, um único disparo mudou tudo.Mais de 400 agentes, helicópteros e cães farejadores foram mobilizados em uma caçada implacável, mas quanto mais a perícia analisava o cenário no pântano, mais perguntas sem resposta surgiam.-------📧 Contato comercial: contato@mpcampos.com.br
Marcos Campos
- A reconstituição da cena da morte e as consequências do casoteste balístico·simulação de perseguição·morte autoinfligida·acusações contra Melody Gliniewicz
- A morte do Tenente Joe Gliniewicz e a caçada inicial por suspeitoschamado de emergência·encontro do corpo·operação policial gigantesca·testemunha Christine Kieffer
- A mudança de direção da investigação e as pegadas digitaisdescarte dos 3 homens·dois tiros da própria arma·registros bancários·mensagens recuperadas do celular
- Os desvios de dinheiro do programa Posto 300 e a pressão sobre Joemais de 250 mil dólares desviados·gastos pessoais·Annie Marin e as contas·plano para incriminar Annie Marin
- As primeiras dúvidas sobre a morte do Tenente Joe e a desconfiançaGPS da viatura·legista Thomas Rudd·morte autoinfligida·posição da mão direita
- A vida e carreira do Tenente Joe Gliniewicz antes da morteapelido GI Joe·alistamento no exército·programa Posto 300·aposentadoria iminente
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At participating UOL Quando um tenente da polícia foi encontrado morto no meio do mato, num terreno abandonado, perto de um pântano, com várias coisas dele espalhadas ali perto, começava ali uma das investigações mais insólitas que eu já vi, e com um desfecho que dificilmente alguém poderia imaginar, tá? Eu sou Marcos Campos e essa aqui é a história do Tenente Joe, um policial que entrou naquela área ali atrás de 3 suspeitos e poucos minutos depois ele foi encontrado morto, deixando pra trás uma sequência de pistas que parecia contar o que tinha acontecido ali.
Mas essa história tava longe de ser tão simples quanto ela parecia, viu? Mas bora investigar tudo isso em detalhes. Então já se ajeita, deixa o like agora no começo para você não esquecer, ajuda muito. Fica confortável e vamos aos fatos. Era terça-feira, 1º de setembro de 2015, em Fox Lake, no estado de Illinois, lá nos Estados Unidos. Pensa aí num terreno abandonado, sabe aqueles terrenos grandes que existem em boa parte de todas as cidades, sabe?
Um galpão velho, sabe, meio fechado há anos já, caindo aos pedaços, mato tomando conta de tudo, parede pichada, e claro, aqueles buracos na parede por onde as pessoas entram para fazer coisinhas, sabe? Pois é, em Fox Lake, esse lugar aí era uma antiga fábrica de concreto que ficava no final de uma rua de um parque industrial. O município, na verdade, tinha comprado esse terreno aí já havia algum tempo e vinha tentando lidar, né, com vandalismo, invasões e pichações.
Era por volta das 7:52 da manhã quando a central de polícia recebeu um chamado do tenente Joe Gliniewicz. Ele disse que estava na antiga fábrica lá verificando 3 homens suspeitos. 2 brancos e 1 negro. A central perguntou se ele queria apoio, né, queria outra viatura ali com ele, mas o Joe respondeu que não precisava naquele momento. Naquele horário ali da manhã, especificamente 15 para as 8, tinha acontecido a troca de turno dos policiais, então não tinha nenhuma outra viatura circulando ali pela região.
Só que 3 minutos depois disso, o Joe chamou de novo pelo rádio. Ele disse que os homens tinham corrido em direção ao pântano, que ele tava muito desconfiado, que agora sim ele tava pedindo reforço. Então, às 8:01, 3 policiais foram para lá em 2 viaturas. Eles pararam em pontos diferentes e começaram a procurar pelo tenente, só que não conseguiam ver o colega em nenhum lugar. Então eles chamaram ali pelo rádio, ligaram para o telefone dele, mas nada.
Pouco depois disso, os policiais ouviram um tiro. O relógio já marcava 8:09. Um dos policiais então chegou ali perto do pântano e encontrou o tenente caído numa área alagada, cercada de mato, a mais ou menos uns 45 metros da viatura dele. Pelo rádio, esse policial avisou que um colega estava caído ali, baleado. No caminho entre a viatura e o corpo havia 3 objetos: um spray de pimenta, um cacetete e os óculos pessoais do tenente.
Só que a arma dele não foi encontrada ali de imediato. Ela não tava no coldre dele ali, na farda dele. Não tinha sinal visível dela ao redor. Em uma primeira olhada, pelo menos, tá? A pistola só foi encontrada mais de uma hora depois, quando já havia outros policiais ali. E ela estava no mato, meio que escondida, sabe? Ali no mato. Não que alguém tenha escondido, mas ela estava difícil de ver ali. A menos de 1 metro da cabeça do tenente.
Meses depois, o comandante da força-tarefa que estava investigando o caso O George Filenco explicou que alguém poderia passar por cima da arma sem enxergar porque o mato tava muito alto. Havia muitas perguntas a serem respondidas nesse caso. Quem eram aqueles 3 homens misteriosos? Será que foram eles que assassinaram o Tenente Joe? Bom, naquela terça-feira ninguém tinha nenhuma resposta ainda. A cidade só sabia que um tenente da polícia tinha sido morto dentro de um pântano e que 3 homens tinham desaparecido no mato.
Como eu disse lá no começo, depois da descoberta do corpo, aquela investigação virou uma operação gigantesca. Em poucas horas, mais de 400 policiais estavam procurando os tais 3 homens suspeitos. Havia 48 equipes com cães, helicópteros, todo mundo bem equipado, infravermelho e tudo mais. E a cidade estava evidentemente com medo. As escolas da região foram fechadas naquele dia, moradores estavam amedrontados, todos em casa com as portas fechadas, porque a informação que tava circulando era que havia por ali 3 homens perigosos, supostamente armados, que tinham tirado a vida de um policial.
A polícia conversou com várias pessoas ali da região e ninguém naquele momento específico da investigação apareceu com algum tipo de ligação com a morte do tenente. Foi só na noite seguinte que apareceu a primeira testemunha do caso, uma mulher chamada Christine Kieffer. Ela tinha 30 anos e morava em Vernon Hills. Ela contou à polícia que tinha parado o carro por causa de um problema quando dois homens, um branco e um negro, saíram de uma área próxima a um milharal que havia na região, isso na cidade de Volo, e tentaram entrar no veículo dela.
Só pra situar você, Volo fica a poucos quilômetros de Fox Lake, já a cidade dela né, Vernon Hills, já fica um pouco mais afastado, uns 30 km. E com essa descrição então dessa testemunha, a coisa parecia meio que combinar com o que o tenente tinha falado antes de morrer, não é? Bom, enquanto toda a operação estava acontecendo, a polícia começava a se embrenhar lá no meio daquele pântano, nos milharais ao redor. A morte do tenente Joe já tinha ganhado uma dimensão nacional.
Parte da imprensa e das redes sociais tratava o caso dele como mais um episódio de uma suposta guerra contra a polícia que estava havendo ali. Teve até gente ligando a morte do Tenente Joe ao movimento Black Lives Matter, só que nada além disso aparecia, eram só especulações, suspeitas. 3 semanas se passaram, nenhum suspeito, nenhuma testemunha confirmada, nenhuma pista que levasse aos 3 homens misteriosos. Quem era o Tenente Joe?
Bom, permita-me então apresentar quem era o Tenente Joe, porque talvez tenha aí algum um fio para se puxar nessa investigação. O homem encontrado naquele pântano naquela manhã se chamava Charles Joseph Gliniewicz, só que ninguém ali em Fox Lake chamava ele por esse nome completo. Ele era só o Joe. Inclusive, muita gente chamava ele pelo apelido de GI Joe, que faz referência ao famoso boneco de ação dos Comandos em Ação. E olha, o apelido combinava bastante com o estilo de vida do Joe, tá, que ele tinha construído aí ao longo da carreira.
O Joe nasceu em 1963 em Libertyville. Ele se alistou no exército e ficou na reserva até 2007. E lá na polícia de Fox Fox Lake, ele entrou em abril de 85. Ao longo da carreira, ele recebeu treinamento como policial militar, atirador de precisão, sniper, né? Em 2006, ele virou tenente e ele também era técnico de perícia. Definitivamente, o Joe era um cara que sabia muito bem como examinar uma cena de crime. Mas a ligação do Joe com Fox Lake ia muito além da delegacia.
Desde 86, o Joe participava de um programa da polícia chamado Posto 300. Voltado aí pra adolescentes e jovens de 14 a 21 anos interessados na carreira policial. Um ano depois de entrar nesse programa aí, o Joe já dirigia o programa e ele ficou à frente dele por muitos anos. Joe era casado com a Melody desde 1989, eles tinham 4 filhos e quando tudo aconteceu, o Joe já estava com 52 anos de idade e faltava aproximadamente 1 mês pra aposentadoria dele.
É por isso inclusive que a cidade recebeu a notícia do falecimento dele de um jeito bem particular, não era só um policial conhecido, Era um homem que tinha treinado os filhos das pessoas daquela região, sobrinhos, vizinhos, muita gente em Fox Lake gostava dele. No dia 2 de setembro, houve uma vigília pro Joe. A Melody, a esposa dele, subiu no palco cercada pelos filhos e agradeceu o apoio de toda a comunidade. Pra você ter ideia do impacto que foi, de como o Joe era querido, o funeral dele aconteceu em 7 de setembro em Antioch e milhares de pessoas, centenas de policiais de várias partes do país acompanharam o cortejo que percorreu quase 30 km Até Fox Lake.
Até o governador de Illinois à época, o Bruce Rauner, esteve lá na cerimônia e mandou deixar as bandeiras do estado a meio mastro. A cidade estava enterrando o Joe como um herói. Mas tem sempre mais, não é? Enquanto tudo isso estava acontecendo, surge aí uma camada insólita nessa história: a desconfiança de alguns investigadores. Por quê? Bom, pelos dados do GPS da viatura do Joe. A investigação descobriu que o Joe tinha chegado àquela antiga fábrica, a 731, cerca de 20 minutos antes do primeiro chamado dele pelo rádio.
E é a partir daí que a investigação ficou, digamos, com uma pulga atrás da orelha, e esse caso estava a um passo de uma guinada quase inacreditável. As primeiras dúvidas. Uma primeira dúvida que se tornou pública apareceu 8 dias depois da morte do tenente. O legista do condado de Lake era o Thomas Rudd, um médico de quase 70 anos, uma vasta carreira. No dia 9 de setembro, esse médico aí, o senhor Rudd, anunciou que o Joe tinha morrido em consequência de um único ferimento fatal de bala.
E logo depois ele acrescentou que ainda não podia descartar categoricamente que necessariamente tinha sido aquilo, né, um acidente de repente ali manuseando a arma, um tiro dado por alguém, ou uma morte autoinfligida. Em entrevista ele fez até uma pergunta bem simples e quase óbvia, meio que provocando essa última possibilidade aí: como alguém teria conseguido chegar tão perto de um militar de carreira muito experiente sem deixar nenhum sinal de luta?
Duas coisas chamavam a atenção desse médico: o Joe não tinha feridas de defesa nas mãos ou nos braços e o uniforme dele estava praticamente em ordem, com pouca lama nos joelhos, apesar de ter havido inicialmente uma versão de luta dentro de uma área pantanosa. Mas como a investigação da polícia achava aquilo tudo muito precoce ainda, eles divulgaram uma nota bem dura contra esse médico legista, tá? O George Filenko e também o vice-xerife do condado, Ray Rose, acusaram o Dr.
Rudd de divulgar informação sensível fora do protocolo e disseram que aquilo era um absurdo que ia prejudicar muito a investigação. E sobre essa desconfiança de uma morte autoinfligida, um dos filhos do Joe chegou a dar uma entrevista. O Donald, conhecido como DJ, declarou que o pai nunca tinha demonstrado qualquer sinal que pudesse sugerir que ele tava pensando em fazer uma coisa dessas. Meses depois disso, Alguns documentos dos policiais que estiveram na cena revelaram um outro detalhe.
Ainda ali no mato alto onde o corpo foi encontrado, um policial reparou na posição da mão direita do Joe. Ela estava vazia, mas numa posição que parecia que talvez ele tivesse segurando uma arma um pouco antes de cair. E ele também levantou a possibilidade de uma morte autoinfligida por isso. Só que um sargento da polícia descartou essa ideia aí, porque ele disse que o Joe Era vaidoso demais para fazer uma coisa dessas. Ironia ou não, talvez essa frase desse sargento seja um elo desse caso, ou não. Veja só. A investigação.
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Investigação muda de direção. Enquanto tudo isso era discutido em público, né? Esse monte de fio aí que não levava lugar nenhum por enquanto. A investigação de verdade estava seguindo em silêncio. Fora dali, os investigadores passaram de casa em casa, comércio em comércio, tentando recolher tudo o que eles podiam, imagens de câmeras de segurança, e eles conseguiram isolar uma gravação em que a viatura do Joe passava por 3 homens, realmente 2 brancos e 1 negro, pouco antes da morte do Joe.
Mais tarde, o George Filenco disse que havia uma grande possibilidade de o Joe ter passado por aqueles 3 homens e usado a descrição deles no rádio. Se eles eram mesmo suspeitos de alguma coisa, bom, aí já é outra história. A polícia então foi atrás desses homens pra verificar isso, não é? Os investigadores encontraram registros de caixa eletrônico, um recibo assinado de cartão de crédito em um restaurante e também uma garçonete que confirmou a presença de um deles lá.
No fim das contas, todos os 3 tinham álibis sólidos e eles foram descartados como suspeitos de qualquer coisa. Assim, no dia 1º de outubro veio a primeira confirmação realmente importante do caso: o Joe tinha sido atingido por 2 tiros, e os 2 tinham saído da própria arma dele, um disparo bateu no colete balístico e o outro atingiu o peito, e naquele momento a investigação dizia ainda haver indícios de uma luta na cena, razão pela qual continuava tratando o caso como homicídio, só que o teste de resíduo de pólvora nas mãos do Dio ficou inconclusivo, portanto a investigação ainda trabalhava com a possibilidade de ter sido algum desconhecido, uma emboscada, talvez alguma desavença com conhecido do Joe, um outro policial, talvez uma mulher, talvez até um acidente com a própria arma, ou por que não, o que o Dr.
Ruddy tinha sugerido, não é? No meio desse limbo todo, com perdão do trocadilho, a virada não veio lá do pântano não, viu? Ela veio do dinheiro e do celular, as famosas pegadas digitais. A investigação conseguiu acesso ao registro bancário do Joe, inclusive as contas ligadas ao Projeto Posto 300, O programa juvenil que ele comandava, lembra? Pois é. Ao mesmo tempo, o celular pessoal dele foi enviado ao laboratório do FBI e o Joe tinha apagado mensagens pouco antes de morrer, só que os peritos conseguiram recuperar essas mensagens.
No total, a investigação teria examinado cerca de 6.500 páginas de mensagens. Foi aí que a investigação começou finalmente a enxergar uma outra vida do Tenente Joe. Mais de $250 mil tinham passado pelas contas do Posto 300 ao longo dos anos. O que isso quer dizer é que muita grana passou pelo controle do Joe, uma vez que ele era o chefe aí desse programa, não é? E o que isso quer dizer além disso é que é muita grana, $250 mil, porque comparado com outros projetos similares que recebiam por ano aí $2.000 a $4.000, era uma discrepância gritante, não é?
Segundo o investigador-chefe, o Filenco, não é, o Joe vinha retirando e desviando o dinheiro do programa havia cerca de 7 anos já. As autoridades nunca disseram publicamente qual era o valor exato desses desvios, mas havia desvios. E parte do destino desse dinheiro apareceu justamente nas pegadas digitais: prestação da casa, academia, viagens, sites adultos, cafeterias, restaurantes, cinema, empréstimos. Pra você ter uma ideia, a investigação descreveu mais de 400 despesas em restaurantes, pagamentos a Starbucks, gastos no cinema lá Fox Lake e também uma viagem pro Havaí.
Inclusive, as mensagens que foram recuperadas pela investigação mostravam o Joe conversando sobre esse dinheiro com a própria família. Numa outra mensagem, o Joe falou de mais de $2.377 usados no conserto da caminhonete do filho dele. Ele até sugeriu uma justificativa, caso alguém perguntasse sobre isso, ele ia dizer que o Posto 300 emprestava dinheiro a participantes e conselheiros de vez em quando. Mas o maior problema mesmo de de tudo isso aí é que à época alguém de dentro da prefeitura já tinha começado a olhar pra essas movimentações, pra essas contas.
Em maio de 2015, o Joe escreveu ao filho dizendo que uma mulher o odiava e que se ela conseguisse acesso à antiga conta corrente desse projeto aí, ele estaria encrencado. O filho teria respondido torcendo pra que ela bebesse e fosse pega dirigindo alcoolizada, meio que insinuando que ela poderia ser presa e sair da cola do pai dele, sabe? O Joel teria dito até inclusive que já tinha pensado em alguns cenários, entre eles plantar alguma coisa pra ela ser pega, ou chegou até a falar no Volobog, que é um pântano.
Acho que deu pra entender o que talvez ele quisesse dizer com isso aí, não é? Resumindo a ópera aqui, essa tal mulher que estava no calcanhar do tenente teria exigido várias coisas dele, inclusive relatórios de movimentação financeira, e o Joel se via bem acorralado mesmo. Ele chegou até a considerar se aposentar nesse momento aí, também pensou em se candidatar pra ser chefe de polícia da cidade de Antioque, vizinha ali, não é?
Só que se ele saísse lá de Fox Lake, ele teria que passar a conta do Posto 300 pra uma outra pessoa, ou seja, tudo que ele tinha feito, se é que ele fez, poderia ficar escancarado agora. E essa mulher que teria dado ensejo a tudo isso, que estava pressionando o Joe pelas contas, se chamava Annie Marin. A Annie Marin tinha chegado lá a Fox Lake em março de 2014, ou seja, um ano antes de tudo isso que aconteceu. E ela chegou ali como primeira administradora municipal profissional da história daquela cidade.
O trabalho dela incluía, entre outras coisas, revisar finanças e patrimônio da prefeitura. Foi aí que ela virou a pedra no sapato do tenente. Cerca de um ano depois, a Anne pediu ao Joe uma prestação de contas, né, do Posto 300, e também um inventário de todos os bens que eram do programa e que foram usados no programa. Mais tarde, inclusive, ela disse que já tinha encontrado várias bandeiras vermelhas ali e suspeitava que havia equipamentos sem registro oficial.
O Joe, quando ela pediu isso, falou que ia entregar o material, só que não entregou. O prazo que ela passou pra ele terminou e nada. A Anne-Marie então cobrou o Joe de novo, perguntou se o inventário já tava pronto e pediu que ele entregasse o material às 2 da tarde daquele dia. Isso já era 31 de agosto de 2015, tá? E nessa ocasião, o Joe respondeu que sim. E pra você ter ideia de como o Joe tava encurralado, a investigação soltou que em abril de 2015 O Joe já tinha participado de uma conversa pra tentar achar aí um integrante de alto escalão de uma gangue de motociclistas.
Pra quê? Bom, a polícia recuperou essas mensagens e interpretou isso aí como um esboço de um plano pra conseguir alguém pra fazer a Anne Marin sumir, desaparecer ou parar de pegar no pé dele, não é? Só que as pessoas envolvidas nessa conversa foram localizadas e entrevistadas e nenhuma prova surgiu de que um plano tivesse mesmo avançado aí nessa direção. E lembra da história de plantar provas lá, né, que se ventilou? Depois que o Joe morreu, a polícia encontrou mesmo na mesa dele, na mesa de trabalho ali, pequenos pacotes de cocaína que não estavam vinculados a nenhum caso conhecido que ele tinha participado.
Os investigadores suspeitaram, mas não conseguiram evidentemente provar que aquilo ali seria usado para incriminar a Anne Marie. A própria Anne, quando foi entrevistada pela polícia, disse que nunca teve uma desavença com o Joe, que todas as conversas conversas que ela teve com ele eram cordiais, uma profissional fazendo o trabalho dela, não é? E foi só depois da morte do Joe que ela ficou sabendo de tudo isso, que existiria um suposto plano para dar um fim nela.
Bom, seja como for, o Joe perdeu aquele prazo do dia 31 também, tá? E na manhã seguinte, às 6:52, ele respondeu a um email da Anne dizendo que ele ia terminar, ou esperava terminar, tudo que ela tava pedindo até o meio-dia daquele dia, ou no máximo 1 hora da tarde.
Só que o Joe Based on the best-selling novel.
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I feel like I'm losing my mind. Warning, darkness ahead.
Verity, directed by Michael Showalter, rated R, under 17, not admitted without parent, October 2nd.
O colete balístico, né, à prova de balas que o Joe tava usando naquele dia era feito sob medida para ele. Então, no laboratório do FBI, os peritos reproduziram um colete igual e começaram a dar tiro, né, disparar contra essa réplica aí com a arma do Tenente Joe, variando a distância de cada teste, sabe? E depois eles compararam o padrão de resíduos deixados nesses disparos aí com o colete verdadeiro. E aí eles perceberam que o primeiro tiro primeiro tiro, sabe aquele que não atravessou o colete?
Pois é, ele tinha sido dado a uma distância entre 8 e 15 centímetros do corpo. O segundo, que matou mesmo o Joe, deixou resíduos compatíveis com o cano da pistola colocado entre o colete e a camisa dele, sabe, tipo meio assim. E foi por meio dessa perícia aí, né, de teste balístico, de posição do corpo, enfim, todo o trabalho pericial, as mensagens também, os registros do dia a dia, que a investigação finalmente conseguiu remontar de fato aconteceu naquela manhã.
A reconstituição. A reconstituição que a investigação montou do que de fato aconteceu naquela manhã começa mesmo às 6:52 da manhã do dia 1º de setembro. É nessa hora que ele manda aquele email lá mesmo pra Anne. Depois disso então, ele sai de casa, faz uma parada numa lojinha ali onde ele costumava parar, e naquela manhã ele compra 2 maços de cigarro. Detalhe curioso pra quem pretendia fazer o que tava se suspeitando que ele fez, não é?
Bom, às 7:31 então, a viatura dele chega na rua ali onde ficava o tal galpão abandonado e para em frente à entrada daquela antiga fábrica de concreto. E um detalhe importante é que o Joe conhecia muito bem aquele terreno, porque ali ele montava cenas de crime falsas para os adolescentes ali do Projeto Posto 300 participarem, resolverem, né, durante o treinamento ali esses crimes. E ele permanece ali dentro do carro então por cerca de 20 minutos, então entre 7:31 e 7:52.
Os investigadores acreditaram que foi nesse intervalo aí que ele apagou parte das mensagens do celular dele. Às 7:52 então, ele chama a central e fala, né, dos tais homens que ele tinha visto lá na região. 3 minutos depois, ele informa que tinham corrido para o pântano e precisava de reforços. Assim, antes da chegada dos reforços, a cena foi montada. O Joe então pegou o spray de pimenta dele, deu uma borrifada, largou ali no mato, Deixou, né, o negócio espalhado ali pra simular que de repente foi tirado da mão dele.
Mais adiante, ele deixou o cassetete no uniforme dele. Depois disso, ele colocou a pistola meio que apontada pra baixo ali na direção do telefone funcional dele que ficava na farda e deu um tiro. A bala atravessou o telefone, perdeu força e acabou não perfurando o colete. Só que esse tiro deixou uma marca roxa no tórax dele, nas costelas do lado direito. Os óculos do Dio foram encontrados também ali naquele mato. Em seguida então, o Joe colocou o cano da arma dele sob a parte superior esquerda do colete e disparou de novo.
A bala calibre .40 passou perto do coração, rompeu a artéria pulmonar e também o pulmão esquerdo, atravessou todo o corpo, bateu na parte traseira do colete e parou junto à décima costela. Ainda consciente, ele largou a arma no capim ali alto atrás dele, caminhou um pouco para frente ali e depois caiu de bruços com o braço direito dobrado sobre corpo e o esquerdo estendido. A partir do ferimento, os investigadores estimam que tudo isso tenha acontecido em cerca de 90 segundos.
E foi justamente essa mão direita aí que aquele policial desconfiou quando ele olhou a cena, lembra? Pois é. Assim, com toda a cena bem ilustrada agora pela investigação, no dia 4 de novembro de 2015, 2 meses e 3 dias depois da morte do Tenente Joe, a investigação convocou uma coletiva de imprensa. O George Filenco anunciou que a investigação sobre a morte do tenente estava encerrada. A conclusão era que o Joe Glinowicz tinha realmente feito aquilo com ele mesmo e encenado tudo aquilo ali pra que parecesse um homicídio.
Naquela mesma semana, o legista, o Dr. Thomas Rudd, classificou oficialmente a morte como autoinfligida. Segundo a investigação, toda a cena era realmente pra simular uma perseguição. Inclusive, o George Filenko, chefe da investigação, lembrou que o Joe tinha muita experiência em montar cenas de crime. E a investigação chegou à conclusão de que o Joe fez aquilo justamente por causa da pressão que ele vinha sofrendo por causa das contas do Projeto Posto 300.
Ele na verdade não queria ser exposto. Já sobre o motivo de transformar a morte numa cena de heroísmo, afinal de contas no começo parecia que ele tava atrás de bandidos, não é? Todo mundo comovido, até o governador participando do funeral dele, parecia um policial morto em combate. Sobre isso especificamente, a investigação chegou à conclusão de que a vaidade e a preocupação com a própria imagem tinham feito com que o Joe montasse tudo aquilo.
Lembra que eu falei que ele era vaidoso demais para fazer aquilo que um policial disse? Pois é, se fecha o elo, né? Policial falou uma coisa que na verdade era a verdade. Aqui eu fiquei pensando, né, ele realmente deve ter trombado com esses 3 caras aí quando ele tava indo lá para o galpão já com plano e usou os caras mesmo, né, para, sei lá, para plantar uma coisa real aí, vai saber. Você imagina se a investigação sobre essas 3 pessoas não tivesse sido bem feita, né, com os álibis deles fossem sustentáveis.
Já imaginou, B.O.? Seja como for, o filenco ainda chamou o que o Joe fez de uma traição aos moradores e à comunidade policial, e disse que se sentia envergonhado que toda a polícia tinha sido manchada e machucada por aquela história. Já a família divulgou uma nota dizendo que aquele era mais um dia de profunda tristeza, lembrando que eles tinham cooperado com a investigação e pedido privacidade. As consequências, claro, foram inevitáveis e bem complicadas, uma organização aí que ajuda familiares, né, de agentes policiais mortos em serviço, tinha doado $15.000 à família já nas primeiras 24 horas depois da morte do Joe.
Eles pediram o dinheiro de volta e disseram inclusive que aquela era a primeira vez que eles faziam isso na história. Pela cidade toda, homenagens ao Tenente Joe foram vandalizadas. Em uma delas, o apelido DI Joe foi alterado para DI Joke, que significa piada em inglês. Só que havia muito mais coisa sobre o Tenente Joe. Que até então não tinha sido divulgada, viu? Pois é, a investigação disse que havia provas apontando para várias atividades criminosas dele e também para pelo menos outras pessoas.
Para você ter uma ideia, são várias. Eu nem vou entrar aqui nesse mérito porque daria outro vídeo, mas durante muitos anos surgiram registros disciplinares, além de diversas reclamações e acusações sobre a atuação do Joe dentro da carreira policial. E tudo isso veio à tona quando a prefeitura liberou a ficha funcional dele. Eram 264 páginas. Mas o que interessa saber nesse momento é se deu alguma coisa pra esposa dele, não é? Afinal de contas, será que, como foi dito, né, pela investigação, ele realmente conversava sobre tudo isso com a família?
Veja, em 27 de janeiro de 2016, um grande júri, que na verdade é um grupo aí de cidadãos que decide, né, se uma acusação criminal tem base suficiente pra seguir adiante ou não, aprovou 6 acusações de crime grave contra a Melody Glenwicks. As acusações envolviam uso indevido de recursos de uma entidade beneficente em benefício próprio e também lavagem de dinheiro. Os advogados dela negaram essas acusações, disseram que ela tinha cooperado com a polícia e que era vítima das ações escondidas do marido.
Já o filho de Jay, que estava com 23 anos na época, não foi acusado de nada. A investigação disse que não havia prova suficiente de que ele soubesse, né, no momento gastos do dinheiro, né, que aquilo ali era oriundo de recursos desviados. Enfim, o processo contra Melody se arrastou por anos. Em fevereiro de 22, já a Melody fez um acordo, se declarou culpada de acusações aí de práticas enganosas, né, uma espécie de fraude prevista na legislação lá de Illinois.
Assim, as outras acusações foram retiradas dela. Em abril daquele mesmo ano, ela recebeu 24 meses de uma espécie de regime de supervisão judicial em liberdade, sabe? E teve outros desdobramentos nessa história, viu? Você lembra da Christine Kieffer? Aquela mulher que disse que parou o carro, que deu problema, que foi abordada por dois homens que batiam com a descrição que o Joe deu pelo rádio? Pois é, ela tinha mentido. Ela acabou acusada pelo falso relato em maio de 2017 e se declarou culpada de crime de desordem pública.
Recebeu 2 anos daquela mesma pena que a Melody tinha recebido e mais 250 horas de serviço comunitário. E ainda teve que pagar $20 mil, né, pelo que foi gasto aí na operação. E quase 10 anos depois da morte do Joe, coisas ainda continuaram aparecendo. Uma reportagem de 2025 voltou aos documentos financeiros do caso e mostrou que parte do próprio salário policial dele era depositada diretamente na conta do Projeto Posto 300. O que parece aqui é que o cara usava a conta do projeto como pessoal dele, né, juntava tudo lá e usando.
Mas é Só uma inferência minha, tá? Pois é, abduzidos, é assim que se encerra a história de um tenente, de um cara da polícia que era bem quisto pelas pessoas lá da cidade dele, uma baita carreira, que em algum momento se desviou, talvez pela facilidade de uma cidade pequenininha e tal. Ele administrando as contas aí, acabou confundindo as bolas, se viu num lugar extremamente sem saída e tomou uma atitude extrema. Inclusive, a gente fica pensando o que será que realmente despertou, o que fez ele chegar a essa atitude extrema, uma vez que segundo consta na investigação, ele já tinha ali um histórico de desvios e problemas funcionais.
Mas para chegar a esse extremo, dá a sensação até que a vaidade mesmo às vezes suplanta, sei lá, enfim, complexo de fazer qualquer inferência aqui porque é bem delicado. O que eu sei é que por isso que eu disse lá no começo que esse é um dos casos mais insólitos que eu já Presentei aqui no canal. Mas eu quero saber a sua opinião. Comenta aqui para mim no espaço terapêutico dos comentários. Eu agradeço imensamente sua companhia.
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