Episódios de Vamos aos Fatos

O Ator que Subiu ao Palco Horas Depois de Cometer um Crime Brutal

18 de setembro de 202631min
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📌 Em maio de 2010, um crime brutal chocou a Califórnia. Julie Kibuishi foi encontrada sem vida no quarto de seu amigo, Samuel Herr, um veterano do exército que parecia ter desaparecido do mapa. À primeira vista, a polícia acreditava que Sam era o principal suspeito e um foragido perigoso.No entanto, a verdade por trás desse caso revelou uma trama macabra arquitetada por Daniel Wozniak — um ator de teatro local e vizinho de Sam. Para financiar seu casamento e sua lua de mel, Daniel cometeu um plano terrível: matou Sam para roubar suas economias e, em seguida, armou uma emboscada para incriminar a própria vítima, chegando a se apresentar normalmente no palco de um musical poucas horas após o crime.Acompanhe a investigação detalhada, os depoimentos, a farsa revelada e os desdobramentos judiciais de um dos casos mais frios e chocantes da história recente dos EUA.👕 Compre 3 e leve 4 na Insider: https://creators.insiderstore.com.br/MARCOSCAMPOSUsando o cupom MARCOSCAMPOS você garante frete grátis até 20/09! #insiderstore Capítulos do Vídeo: 00:00 - Introdução: O corpo no apartamento 02:40 - A primeira vista: A cena do crime e o suspeito inicial 05:37 - Quem era Samuel Herr? 08:43 - O pai investiga e surge um nome: Daniel Wozniak 12:50 - O interrogatório e a virada nas investigações 16:44 - A farsa e a frieza no palco 24:07 - Os desdobramentos e o julgamento 29:34 - O corredor da morte e considerações finais-------📧 Contato comercial: contato@mpcampos.com.br

Participantes neste episódio1
M

Marcos Campos

HostJornalista
Assuntos6
  • A descoberta do corpo de Julie Kibuishi e o desaparecimento de Samuel Herrpai encontra corpo da amiga do filho·cena do crime e suspeito inicial·Julie Kibuishi era amiga de Sam
  • A investigação do pai de Sam e a aparição de Daniel Wozniakpai investiga saques bancários·Daniel Wozniak, vizinho de Sam·Daniel mente sobre o paradeiro de Sam
  • O interrogatório de Daniel Wozniak e a confissão dos crimesWesley Frillish saca dinheiro para Daniel·Daniel apresenta versões contraditórias·Daniel confessa ter matado Julie e Sam
  • O plano de Daniel Wozniak e a frieza após os assassinatosDaniel mata Sam por dinheiro·Daniel atua em musical após crime·Daniel mata Julie para incriminar Sam
  • Os desdobramentos judiciais e a condenação de Daniel Wozniakbusca pelos restos mortais de Sam·Rachel Buffett acusada de mentir·Daniel condenado à morte
  • O passado de Samuel Herr e a suspeita inicial da políciaSam Herr, veterano do exército·Sam acusado de assassinato em 2002·polícia considera Sam principal suspeito
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Num sábado de maio de 2010, um pai chamado Steve pegou o carro dele e foi até o apartamento do filho. Isso porque o rapaz não tava atendendo o telefone. Sam tinha 26 anos, o filho desse pai aí. Ele morava sozinho e não era o tipo de pessoa que sumia assim do nada. O Steve tava preocupado, foi até lá, tinha uma chave e entrou no apartamento. A sala tava em ordem, não tinha nada revirado, fora do lugar ou quebrado. Então ele chamou pelo filho, ninguém respondeu.

Só que daí ele começou a olhar pelos cantos assim e percebeu que o quarto tava com a porta aberta assim e tinha alguém lá no quarto. Na verdade, uma moça sem vida. Os lençóis da cama estavam encharcados de sangue. Alguém tinha atirado na cabeça dela. A calça tinha sido puxada pra baixo e cortada. E nas costas do moletom era possível ver que tinha alguma coisa escrita ali, uma frase, um insulto. E ela estava com uma tiara na cabeça.

O Steve conhecia aquela moça, o nome dela era Julie. Ela era amiga do filho dele. O Steve então ligou pra emergência e disse que tinha um corpo no apartamento do filho. Eu sou Marcos Campos e hoje esse mistério começa com essa moça aí morta no quarto de um amigo e com esse amigo desaparecido. A polícia, por óbvio, achava que já tinha a solução desse caso em mãos, só que eles precisavam encontrar o Sam. A pergunta central naquele momento era: será que aquela história tinha mesmo começado ali?

Bom, bora investigar tudo isso juntos porque são muitas pontas nesse caso aqui. Vou contar direitinho para vocês, mas antes Olha, eu vi um comentário esses dias aqui que resumiu bem o que muita gente deve pensar, não é? Uma vez por mês pelo menos lá vem ele de novo falando da Insider. E olha, é justo porque eu falo bastante mesmo. Só que tem uma razão, tá? Já faz anos que eu sou parceiro da Insider e eu realmente uso as peças da Insider como rotina, porque vocês sabem, estão comigo aqui já bastante tempo, que eu só faço publi daquilo que eu realmente uso, confio, já testei.

Até que t-shirt, por exemplo, esse modelo aqui que eu tô usando, essa aqui por sinal já bem velhinha, viu? Tem faz uns 2 anos no mínimo. Vocês podem ver, ela tá bem bonita ainda, né? Isso para viajar, trabalhar, enfim, gravar vídeo. E a Ana, minha esposa, também adora as peças da Insider, tá? Ela tem usado bastante o Perfect Top. Aliás, a linha feminina da Insider é show de bola, tá, galera? Tem uma proposta aí muito interessante que alia aí conforto, tecnologia e beleza.

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Era o dia 22 de maio de 2010, num prédio da cidade de Costa Mesa, no sul da Califórnia. E quem ficou à frente desse caso aí foram 3 detetives: o José Morales, o Mike Cohen e o Ed Everett. O que os detetives encontraram ali naquela casa, naquela cena, num primeiro momento não parecia um assalto, um latrocínio, sabe, um crime aleatório qualquer. Eles encararam aquilo como um recado, muito em função do que estava escrito na roupa da Julie, aquele tal insulto.

Parecia alguma coisa pessoal, um acerto de contas, talvez até, por que não, alguma coisa relacionada aí a um triângulo amoroso, alguma coisa amorosa. A Julie tinha 23 anos, ela era ali mesmo da região, formada em artes, Estudante de design, adorava dançar, e segundo as pessoas que conheciam a Julie, ela era muito prestativa, do tipo que não media esforço para ajudar um amigo, por exemplo. Isso é bem importante, tá bom? Só contextualizando então o que aconteceu antes desse dia aí.

Na noite anterior a isso, a Julie tinha jantado com o irmão dela e com a noiva dele. Nessa ocasião, ela até ganhou uma tiara, né, que ela estava usando inclusive quando o corpo dela foi tinha encontrado, né? Essa tiara aí era bem especial porque ela foi feita para o casamento do irmão dela. Então ela colocou a tiara, passou com essa tiara aí na cabeça ali durante o jantar todo. E durante o jantar ela disse que tava conversando com o Sam pelo telefone, trocando mensagens ali.

Ela tava muito animada, né, com o casamento do irmão. Ela disse que tinha esse amigo aí, o Sam, que era como um irmão para ela também, e que os dois, né, o irmão dela e o Sam, iam adorar se conhecer, que iam se dar muito bem ali, sabe? Bom, essa é a contextualização de um dia antes. E agora vamos voltar lá à cena. Os peritos recolheram o celular dessa garota e confirmaram que realmente estava cheio de mensagens do Sam, o filho do Steven, onde começou todo o caso, né?

O Sam tava desaparecido nesse momento aí. Mensagens da noite anterior, essa que eu acabei de comentar do jantar, e também outras mensagens do Sam que insistia pra Julie ir ao apartamento dele. Isso lá durante o jantar mesmo, tá? Por isso que aquela contextualização é importante. Porque já nesse jantar da Julie com o irmão dela, com ela e com a cunhada, o Sam já tava pedindo para ela ir ao apartamento dele. Então, para os detetives, aquilo ali parecia fechar rápido, né, os elos de uma corrente criminal.

O corpo estava no quarto do Sam, como eu disse. As mensagens eram dele pedindo para menina ir até a casa dele. A cena tinha elementos ali que ensejavam uma percepção de agressão sexual, e o Sam simplesmente tinha sumido do mapa. Por essa razão, a polícia lá de Costa Mesa passou a procurar o Sam, que na verdade se chamava Samuel Herr, e eles estavam procurando então o Samuel, ou Sam, como o homem que tinha abusado e matado a Julie Kibush e depois fugido.

Mas pra entender tudo isso melhor, a gente precisa conhecer um pouco mais do senhor Sam, não é? Samuel Herr era filho do Steve e da Raquel Herr. Ele tinha servido no Exército Americano como mecânico, esteve no Afeganistão e depois voltou pros Estados Unidos, segundo o próprio pai dele, como um veterano de combate condecorado, apesar da pouca idade. E depois ele saiu do Exército em 2009, O Sam tinha um melhor amigo, um cara chamado Miles Foust, que tinha servido com ele numa base militar.

Na verdade, eles fizeram algumas missões juntos aí por vários lugares: Israel, Praga, Munique. Eles se conheciam bem, sabe? Inclusive, ele dizia que o Sam era um dos caras mais pão-duros que ele já tinha conhecido. Ele ficava ali procurando hotel barato nas vezes que eles viajavam juntos. Era um cara que gostava bastante de economizar dinheiro. Inclusive, aos 26 anos de idade só, Ele já tinha bastante grana guardada. Esse amigo dele, o Miles, também conheceu a Dili, tá?

E realmente confirmou aquilo, os dois pareciam irmãos. E essa é a visão que a família e os amigos tinham do Sam. Só que a polícia, por tudo isso que eu já contei, né, tava ali com uma pulga atrás da orelha. A visão que a polícia tinha dele era outra. Por quê? Veja, voltando um pouquinho no tempo pra janeiro de 2002, quando o Sam tinha 18 anos, um rapaz chamado Byron Benito foi morto num estacionamento ali no bairro industrial, na região de Los Angeles.

Esse Byron aí era guatemalteco, ele tinha 19 anos na época. Um grupo de jovens ali da região acreditava que esse Byron estava ligado ao assassinato de um amigo desse grupo aí, um grupo supostamente de amigos do Sam também. E detalhe, não tinha nada a ver, tá? Esse ficou provado depois que esse rapaz não tinha nada a ver com os amigos aí supostamente do Sam. Seja como for, segundo os autos desse caso, teria sido o Sam quem pegou o Byron de carro em algum lugar e levou até esse estacionamento onde estariam os outros jovens lá esperando pra dar uma surra nesse menino aí.

Uma testemunha que colaborou durante a investigação desse caso contou que o Sam não participou da agressão em si, só que o Sam foi preso, interrogado por horas. A família dele então contratou um bom advogado que disse que a abordagem policial e toda a investigação tinha sido ilegal, que o direito do rapaz a um advogado tinha sido ignorado no começo de tudo e que tudo que saiu daquela detenção era fruto de uma ilegalidade. Assim, quase 2 anos depois da prisão, um juiz concordou com a tese do advogado de defesa e excluiu as declarações e as provas recolhidas nesse carro aí que o Sun teria usado.

E sem elas, em 2004, o júri absolveu Sun Hair e também outros réus. O promotor do caso disse depois, dando entrevista, que ficou pasmo com a absolvição, que tinha, né, testemunho ocular, sim, prova apontando pro Seja como for, o Sun saiu da cadeia e se alistou no exército. Pra família do Sun, aquilo já tinha passado, o filho tinha sido julgado, absolvido e papo encerrado. Por que eu tô dando essa contextualização? Porque quando aconteceu o caso da Julie, evidentemente em 2010, os detetives que estavam à frente do caso ficaram sabendo disso, puxaram a ficha do Sun e evidentemente aquilo acendeu um alerta, não é?

É por essa razão que o Sun logo de cara foi considerado o principal suspeito do assassinato da Julie. Ô amigo.

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Verdade, directed by Michael Showalter. Rated R. Under 17, animated without parent. October 2nd.

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Bom, enquanto a polícia se concentrava em uma caçada ali para tentar encontrar o Sam, o pai dele, o Steve, fazia sua investigação particular. O pai tinha acesso à conta bancária do filho, então ele começou a olhar os extratos do banco todos os dias e notou que havia saques sempre no mesmo lugar, em Long Beach, em um caixa eletrônico, e era em quantias pequenas, sabe? Esses saques. A polícia evidentemente também sabia disso, e para polícia isso corroborava, reforçava a tese de que o Sam estava juntando dinheiro para poder, ó, fugir.

Nesse meio tempo então, o pai do Sam resolveu montar acampamento em frente a um desses caixas eletrônicos lá em Long Beach para tentar ver se o filho aparecia, se era uma outra pessoa. Só que ele não viu nada. E aí, em certa madrugada, ainda no começo da investigação, tudo muito angustiante, preocupante, o Steve e a Raquel, os pais do Sam, começaram a ligar para todos os amigos Perguntando se tinham alguma notícia dele, se ele tinha entrado em contato, se por alguma razão tinha fugido, né?

Enfim, tentando jogar o verde ali pra colher o maduro, sabe? Ninguém sabia de nada, até que eles notaram um número bem particular, um código de área de Long Beach na lista ali de contatos que eles tinham ali do filho deles. Ou seja, um código de área da região onde tava havendo os saques, não é? E o nome desse contato aí era Daniel Wozniak. O Steve, claro, ligou pra esse cara aí e o Daniel atendeu e disse que tinha falado com o Sam, que o Sam contou pra ele que tava com problemas na família, uma situação complicada, e não deu detalhes.

O Steve desligou a ligação e ficou pensando naquilo, porque ele sabia que pelo menos a parte da família era mentira. Família dele era bem unida, eles nunca tinham brigado, estavam se dando super bem. Era papo furado do Daniel. E o Steve então precisava saber por que será que esse Daniel tinha dito isso do filho dele. Esse Daniel era um cara de 26 anos também à época, que morava no mesmo prédio que o Sam. Ele era um ator de teatro amador, estava noivo de uma moça chamada Rachel Buffett, que era também atriz, e os dois estavam de casamento marcado para aquela mesma semana, sexta-feira, 28 de maio, lá mesmo em Long Beach.

Só que é aqui que talvez um dos elos dessa corrente criminal comece a se fechar de verdade, viu? Porque veja, alguns dias antes desse telefonema aí do pai do Sam para esse tal Daniel, o Daniel tinha procurado um rapazinho conhecido dele de teatro ali, né, um carinha chamado Wesley Frillish. Ele tinha 17 anos, esse rapaz. Esse Wesley tinha conhecido Daniel uns anos antes, justamente numa atividade aí de teatro Inclusive, a mãe desse carinha era professora de teatro e adorava o Daniel, achava ele um cara divertido, engraçado, gente boa, sabe?

Bom, o Daniel, o Daniel, como queira, conversou com esse garoto aí e perguntou para ele se não queria ganhar uma grana fácil aí com um esquema que ele tinha. Bastava fazer uns saques com um cartão para ele, ia ficar tudo na boa, ele ia ganhar um trocado ali sem fazer muito esforço. Então Wesley, 17 anos, concordou. Foi até um caixa eletrônico, começou a usar ali o cartão sacando grana com um boné, entregava todo esse dinheiro aí para o Daniel.

Ele fez isso mais de uma vez, tá? E adivinha só de quem era esse cartão aí? Pois é, do Senar. No meio de tudo isso, a polícia já estava evidentemente sabendo de todos os passos, né, tudo que tava acontecendo. Aí, num belo dia, esse garoto aí, o Wesley, pediu uma pizza usando o cartão do Senar. A polícia, como já tava no, sabe, enfim, ligando os pontos aí todos, Conseguiu rastrear essa pizzaria e saber pra onde a pizza ia ser levada, né, ia ser entregue.

E aí o Wesley tava lá na casa dele de boassa, bonitão, comendo a pizza, quando o FBI chegou chegando, né, pediu pra ele deitar no chão. E aí eles começaram a conversar com o menino, ele contou tudo, disse que o cartão era do amigo dele, do Daniel, que o Daniel tinha oferecido pra ele um dinheiro pra ele poder sacar ali e que naquele dia ele usou o cartão. Então nesse mesmo dia aí, era 26 de maio, os detetives foram atrás do tal Daniel Wozniak.

O cara estava num restaurante no meio da despedida de solteiro dele. Um dos detetives do caso, o Eddie Everett, contou que quando a polícia chegou, o Daniel ficou branco, sabe, o sangue desceu no rosto dele assim. Aí o Daniel viu que estava num beco sem saída, né, e disse que ia contar tudo. Mas pra polícia, esse contar tudo seria levá-los até o Sam. O interrogatório. Preso então, o Daniel tinha bastante coisa pra contar, viu.

Naquele momento ali, a polícia entendia que ele era um cara que tinha favorecido um assassino, um assassinato, talvez um cúmplice, alguma participação, seja lá o que for. E ele apresentou algumas versões, tá? Veja, a primeira foi que na verdade ele era só um golpista mesmo, que tinha pedido para o garoto aí, né, para o Wesley sacar o dinheiro e ponto final. Só que evidentemente era conversa fiada, não é? Os investigadores da polícia, muito experientes, durante a madrugada ali começaram a pressionar o cara e ele mudou a versão.

Segunda versão é que ele tinha visto o Sam no dia do crime contra Julie E que o Sam tinha fugido de carro com um sujeito estranho que usava um chapéu preto. Então ele foi pressionado de novo e disse que não existia o tal homem do chapéu preto, que na verdade quem estava nesse carro com Sam era ele mesmo. Só que depois de um tempo ela deu outra versão, tá, uma terceira. Essa é até meio interessante, tá? Veja, ele contou que estava dirigindo numa estrada aí com Sam quando o Sam falou para ele que tinha feito uma coisa terrível, que tinha um corpo no apartamento dele.

Inclusive, ele teria ameaçado o Daniel, né, porque ele tava contando ali. Ele falou assim, ó, se você abrir a boca, eu te mato, hein, eu sei onde você mora. Então, nessa terceira versão, o Daniel era um cara apavorado que tinha sido, né, amedrontado, ameaçado pelo amigo ali. E toda essa parte da grana aí que foi usada teria sido então um acordo que eles fizeram aí. Aí os detetives perguntaram se ele tinha visto a Julie ser morta.

Ele disse que não. Perguntaram se ele estava lá quando ela foi baleada. Ele disse que não. Aí os detetives pediram uma amostra da saliva dele para fazer um teste de DNA. Aí Ele mudou de novo a versão. O Daniel disse que sim, que esteve no apartamento sim, que tinha visto o corpo, e disse também que viu 2 tiros na cabeça da Julie. E foi aí que a vaca foi pro brejo. Foi aí que a coisa lascou de vez, porque pela forma como o corpo da Julie foi encontrado, não dava simplesmente pra olhar e saber que ela tinha levado 2 tiros.

Então, se o Daniel sabia que eram 2 tiros, a pergunta óbvia é: como ele sabia disso? A partir dali, a polícia já não estava mais tratando esse cara aí simplesmente como alguém que tinha ajudado o Sam a fugir. Agora eles estavam olhando pro Daniel de uma outra maneira. Só que ainda faltava uma coisa concreta, não é? E ela apareceu numa ligação. Depois desses interrogatórios aí, o Daniel foi levado pra uma cadeia. E de lá ele ligou pra noiva dele, pra Rachel.

E essa ligação foi gravada. Pouco antes dessa ligação, a Rachel tinha conversado com o irmão do Daniel. Um tal de Tim. Esse Tim contou para ela, né, para Rachel, que tinha recebido do irmão dele uma coisa relacionada a um caso, uma prova que o Daniel tinha entregado para ele sumir com aquilo, esconder. Então a Rachel falou isso durante a ligação. E aí, pela primeira vez, o Daniel entrou em pânico de verdade quando ele soube que o irmão tinha contado sobre aquela prova, né, e que a noiva dele ele tava falando no telefone.

Ele falou assim: putz, agora eu tô acabado. A Rachel disse que ia procurar os detetives e contar tudo que ela sabia. O Daniel começou a pedir pra ela não fazer isso, disse que aquela prova não podia ser encontrada. Só que aí ele percebeu que não tinha mais pra onde correr, não é? E ele disse pra Rachel que precisava contar a verdade sobre o que tinha acontecido. A polícia foi atrás dessa prova. Era uma mochila que o Daniel tinha entregado pro irmão dele ali dar um fim.

Dentro dessa mochila tinha praticamente tudo que os investigadores precisavam: pertences do Sam, roupas com sangue, cápsulas dos disparos e evidências ligadas diretamente aos fatos. Quais fatos? Vamos lá. No dia seguinte à prisão, o Daniel mandou avisar que ele queria falar de novo com os detetives. Então ele entrou na sala, sentou ali e disse: eu sou louco e eu fiz isso. Os investigadores perguntaram o que ele tinha feito. E aí veio a frase que mudou completamente o rumo desse caso, se é que a polícia já não tava desconfiada, né?

Ele disse: eu matei a Julie e matei o Sam. Até aquele momento, a polícia estava procurando o Sun como um assassino foragido, não é? Só que o Sun tava foragido coisa nenhuma, já tava morto já. O que aconteceu? Bom, agora acho que dá para entender melhor, né, tudo que de fato aconteceu naquele dia lá. Quando a polícia começou a procurar o Sun como suspeito do assassinato da Julie, ele também já tava morto. E na verdade, o Sun tinha sido a primeira vítima do Daniel.

Tudo começou na sexta-feira, dia 21 de maio. Naquela tarde, o Daniel procurou o Sam e pediu uma ajuda para ele. Ele disse que precisava mover umas coisas ali, mudar algumas coisas e tal, e chamou o vizinho para dar uma força ali, né? Diz que eles precisavam ir até uma base militar. E o Daniel conhecia bem, inclusive, aquele lugar, porque dentro dessa base aí havia um teatro que ele já tinha trabalhado, enfim, outras montagens, conhecia bem.

Seria ali, né, que ele precisava de uma ajuda. Então os dois foram até lá. Em determinado momento, eles subiram para uma espécie de sótão ali do teatro. E tudo isso poder entender como ninguém suspeitou disso, ninguém viu. Afinal de contas, os dois eram vizinhos, se conheciam. Segundo a própria mãe do Sam contaria depois, o filho era muito prestativo, era o tipo de cara que se alguém pedisse ajuda, ele simplesmente largava o que ele tava fazendo ali para ajudar.

Afinal de contas, ele não tinha motivo nenhum para desconfiar do Daniel, não é? Só que quando eles chegaram lá, o Sam se virou e o Daniel atirou nele. Só que o Sam não morreu na hora do primeiro disparo ali. Segundo o próprio Daniel contou depois no interrogatório, o Sam caiu, né, meio inconsciente ali, e ele chegou ainda a ter tempo de pedir ajuda. Falou pro amigo ali que alguma coisa tinha pegado nele ali, que parecia um choque elétrico.

Ou seja, naquele primeiro momento, provavelmente ele nem entendeu que o amigo tinha acabado de atirar nele. Então o Daniel chegou mais perto e atirou de novo. Depois disso, ele pegou algumas coisas ali do Sam, celular, a carteira, o cartão bancário e as chaves, e deixou o corpo ali mesmo escondido ali naquela parte desse Agora, olha só o que esse cara fez depois. Naquele mesmo dia, naquela mesma noite, poucas horas depois de matar o Sam, o Daniel simplesmente foi trabalhar.

Ele era o protagonista naquela época lá de um musical chamado Nine. Ele subiu ao palco normalmente ao lado da noiva Rachel. E anos depois, algumas pessoas que estavam naquela apresentação também foram entrevistadas e disseram que não perceberam nada de diferente nele naquela noite específica. A diretora de palco, inclusive, dessa peça peça diz que o Daniel parecia exatamente como em qualquer outro dia, fez a apresentação normalmente e segundo um colega de elenco da peça, ele tava muito bem naquele dia, disseram até que ele desempenhou melhor, se impressionaram com a atuação dele naquela noite.

Aqui eu já não sei se é um viés de confirmação por tudo que ficaram sabendo depois, seja como for, terminada essa apresentação nesse dia, por volta das 22:30, ele voltou pra casa, o Daniel, acompanhado da Rachel, a noiva dele. E é aí que começa a segunda parte do plano dele, porque não bastava matar o Sam e roubar o dinheiro dele, ele precisava amarrar umas coisas ali para fazer parecer aquilo que ele queria. Ele queria fazer com que a polícia pensasse que foi o Sam que matou a Julie.

Então ele pegou o celular do Sam, começou a mandar mensagens para Julie fingindo ser o Sam, evidentemente. Lembra do jantar que a Julie que a Dili fez com o irmão dela, com a cunhada e tal, que ela disse que tava trocando ideia com o Sam. Pois é, já era o Daniel nesse momento aí. Já era então perto da meia-noite, o Daniel pediu pra Dili ir pra casa do Sam, não é? E já era perto da meia-noite quando ela chegou ao prédio, e quem estava lá esperando evidentemente era o Daniel.

Ele já tava dentro do apartamento porque ele pegou a chave lá do Sam, né, quando ele assassinou ele. Segundo a confissão do próprio Daniel, em determinado momento ele chamou a atenção da Julie pra alguma coisa ali que estava em cima da cama do Sam, pediu pra ela olhar mais de perto e quando a Julie se inclinou, ele atirou duas vezes na cabeça dela. E aí vem aquela cena que o pai do Sam encontraria depois, não é? Assim, depois de matar a Julie, o Daniel mexeu ali na roupa dela, escreveu aquelas frases, né, que foram interpretadas como insultos nas costas do moletom dela, e deixou o corpo lá dentro do quarto.

O plano do Daniel era fazer parecer que o Sam tinha atraído a Júlia até o apartamento, cometido ali uma agressão, matado a garota e depois fugido. E por alguns dias, não é que o plano funcionou perfeitamente? Tempos depois então, né, nas horas seguintes ali, enquanto a família nem fazia ideia, né, de que alguma coisa tinha acontecido com o Sam, o Daniel voltou até aquele teatro na base militar onde ele tinha deixado corpo, levou algumas ferramentas e lá ele desmembrou o corpo do Sam.

Parte ficou escondida ali no próprio prédio do teatro e outras partes ele levou até o Parque Eldorado em Long Beach, onde ele espalhou os restos ali em diferentes pontos. E o mais assustador é como o Daniel contou tudo isso. Ele descreveu tudo isso para polícia numa naturalidade absurda, segundo consta. Chegou-se a ventilar aí na imprensa que em determinado momento ele contava aquilo ali meio que sorrindo, sorrindo assim, sabe, de leve.

A lua de mel. Bom, depois da confissão então, os policiais foram até a casa do Steve e da Raquel, né, os pais do Sam, para contar que o filho deles tinha sido assassinado. Quando ouviu aquilo, a Raquel ficou arrasada, subiu correndo para o quarto lá. E o Miles Foust, lembra, o melhor amigo do Sam? Pois é, que tinha passado vários daqueles dias ali, né, rodando a cidade toda tentando encontrar o amigo. Ele foi também avisado enfim, ali nos amigos, pelos pais, e disse que não acreditava que o Sam tivesse matado a Julie mesmo desde o começo.

No dia seguinte, os detetives ligaram de novo pro Steve. Eles disseram que precisavam contar pra ele antes que ele descobrisse pela imprensa. Eles disseram que o corpo do Sam tinha sido desmembrado. A partir daí começou uma grande busca no Parque Eldorado lá em Long Beach. Tinha FBI, polícia de Costa Mesa, polícia de Long Beach, equipes de resgate, legistas, todos procurando os restos mortais do Sam. A busca durou vários dias.

Aos poucos eles foram encontrando partes ali do corpo, mas ainda faltava a cabeça e uma das mãos. Até que chegou o sábado, dia 29 de maio. Era o aniversário do Sam. Naquele dia ali o Sam faria 27 anos. E o Steve contou depois que passou o aniversário do próprio filho rezando para que a polícia conseguisse encontrar a cabeça dele. E eles encontraram. Não estava debaixo de folhas ali no parque, só que a mão não foi localizada. O Sunher foi enterrado no Cemitério Nacional de Riverside com honras militares.

E tudo isso aconteceu por quê? Por dinheiro. Segundo a promotoria, o Daniel estava quebrado, não tinha emprego, acumulava dívidas, enfrentava um processo de despejo e ainda tinha um casamento e uma lua de mel pra ele pagar. E ele sabia que o Sun tinha dinheiro, lembra que eu contei que o Sun Apesar de pouca idade, já tinha guardado muita grana. Então, em algum momento daquela convivência ali entre vizinhos e tal, o Sam contou pro Daniel que tinha uma boa quantia guardada.

E era isso que o Daniel queria. Depois, durante o julgamento, a promotoria mostrou o histórico de pesquisas no computador do Daniel. Tinha buscas sobre como esconder um corpo, maneiras rápidas de matar alguém, e ao mesmo tempo pesquisas sobre resorts de luxo pra lua de mel. Vai vendo. O promotor do caso resumiu aquilo pro júri como um sujeito planejando dois assassinatos para conseguir pagar uma boa lua de mel no México. O Daniel não depôs durante o julgamento, mas o júri assistiu ao vídeo do interrogatório dele.

Em determinado momento, os detetives perguntaram por que ele tinha feito aquilo e ele respondeu que foi por dinheiro e insanidade. Disse que nem sabia explicar direito porque tinha feito aquilo, mas depois disse que tinha sido principalmente pelo dinheiro mesmo. E sabe quanto ele conseguiu no final das contas? Cerca de 2 mil dólares sacados por aquele garoto lá, Wesley, que achava na verdade que tava simplesmente fazendo um favor pro amigo dele.

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Os respingos. Toda essa história acabou respingando também outras pessoas próximas do Daniel. Irmão dele, o Tim Wozniak, admitiu que recebeu aquela mochila mesmo. E concordou em esconder o material em Long Beach. Depois, ele cooperou com a investigação, testemunhou contra o próprio irmão e pediu desculpas às famílias. Em dezembro de 2016, ele se declarou culpado por ter ajudado o Daniel depois dos crimes. Como já tinha passado 10 dias preso, ele não voltou pra cadeia e ficou 3 anos sob supervisão judicial.

Só que o caso da Rachel Buffett, a noiva do Daniel, foi bem mais complicado, viu? Ela só foi presa em novembro de 2012, 2 anos e meio depois dos assassinatos. Só que a Rachel nunca foi acusada de participar da morte do Sam e da Julie, tá? A acusação contra ela era outra: mentir pra polícia pra proteger o Daniel. Segundo a promotoria, durante os primeiros depoimentos, ela repetiu algumas das histórias falsas que o próprio Daniel tinha inventado.

Falou, por exemplo, que existia mesmo aquele tal homem no chapéu preto, lembra? Também repetiu a história de que o Sam estava com problemas famílias e chegou a dizer que tinha ouvido isso do próprio Sam. A defesa evidentemente apresentou outra versão. O advogado dela lembrou que foi a própria Rachel quem falou sobre a mochila e que aquela ligação gravada mostra ela dizendo ao Daniel que procuraria os detetives pra falar a verdade.

Ou seja, a discussão no julgamento nunca foi se ela participou dos assassinatos, era saber quando ela mentiu pra polícia, né? Se ela já sabia de alguma coisa ou se tava ali só falando o que o Daniel pedia para falar. E essa discussão foi parar na televisão, tá? Antes do julgamento, a Rachel apareceu no programa do Doutor Phil para defender a própria inocência. Esse Doutor Phil aí, não sei se todo mundo conhece, é o Phil McGraw.

Ele apresenta aí um talk show lá nos Estados Unidos, tá? O Steve Hare também estava no programa e confrontou a garota. Ele disse que o filho dele estava morto, tinha sido cortado em pedaços, e que ver a Rachel ali na televisão se colocando como vítima era uma ofensa. Ela respondeu que talvez estivesse errada em participar do programa, mas que pelo menos não estava vendendo a história dela pra Hollywood. Steve, quando ouviu isso, disse: Ainda não, não é?

Em setembro de 2018, a Rachel foi considerada culpada. Em novembro daquele ano, ela recebeu uma pena de 32 meses. A sentença considerou créditos por tempo já cumprido e boa conduta, e os 6 meses finais seriam cumpridos sob supervisão. Existe um limite importante nessa história, viu? Na noite em que a Julie foi assassinada, a Rachel tinha voltado pra casa com o Daniel por volta das 10:30. Cerca de 1 hora e meia depois, a Julie foi morta no mesmo prédio.

Então, se a Rachel ouviu alguma coisa naquela noite ou sabia dos assassinatos antes da polícia chegar, isso nunca foi provado, mas é um detalhe importante, não é? Ela nunca foi acusada de nada. O que não termina. Daniel confessou os 2 assassinatos em maio de 2010. Só que uma coisa é confessar, a outra é ser julgado, não é? O julgamento dele demorou 5 anos e meio para acontecer. Nesse meio tempo aí, o processo acabou esbarrando num escândalo enorme dentro do sistema de justiça lá do condado de Orange, onde os crimes aconteceram.

O advogado do Daniel descobriu isso aí, né, esses, enfim, esses indícios aí de um sistema de uso de informantes dentro da cadeia, das cadeias ali do condado. Anos depois, uma investigação federal concluiria que esse programa, de forma mais ampla, violou direitos constitucionais dos réus condado de Orange. Um desses informantes, um tal Fernando Pérez, chegou a ficar alojado perto do Daniel e obteve declarações dele. A defesa tentou usar esse escândalo aí pra derrubar parte do processo e principalmente afastar a possibilidade do Daniel pegar pena de morte, mas não conseguiu.

A promotoria já havia colocado nos autos que não pretendia usar contra o Daniel as declarações obtidas por informantes e o juiz também entendeu que a questão não justificava impedir que ele fosse condenado à morte. Só que tem uma ironia muito estranha e insólita nessa história, né? Lembra daquele caso lá de 2002 que eu contei no começo do episódio, quando o Sam supostamente foi acusado de envolvimento no assassinato, que acabou absolvido depois e a defesa conseguiu excluir provas por causa da maneira como a polícia tinha conduzido toda a investigação?

Pois é, supostamente não, né? Ele foi acusado disso. Anos depois, o advogado do homem que matou o Sam estava usando o mesmo argumento um argumento parecido, na verdade, né, para tentar salvar a pele do Daniel da pena de morte. Enquanto toda essa discussão jurídica se arrastava, o Steve e a Raquel, os pais do Sam, diziam que o Sam e a Julie pareciam ter desaparecido do próprio processo, que estavam dando importância a burocracias ali, estavam esquecendo, né, o elemento humano ali que foi perdido.

Eles iam de audiência em audiência esperando que aquilo finalmente chegasse ao fim, até que em dezembro de 2015 o julgamento do Daniel começou. E aí o caso voltou ao que realmente importava. Os jurados ouviram as testemunhas, assistiram ao vídeo em que o próprio Daniel confessava ter matado o Sam e a Julie, não é? A defesa não apresentou nenhuma testemunha. No dia 16 de dezembro de 2015, depois de cerca de 2 horas de deliberação, o júri considerou o Daniel Wozniak culpado pelos 2 assassinatos.

Depois veio a discussão sobre a pena, e os mesmos jurados recomendaram que ele fosse condenado à morte. A sentença definitiva só saiu em setembro de 2016. Antes de anunciar a pena, no entanto, o tribunal ouviu as famílias. O Steve chamou o Daniel de covarde, e a June Kubisch, a mãe da Julie, olhou para aquele homem ali que matou a filha dela e perguntou uma coisa muito direta para ele: o que a Julie fez para você? Por que você fez isso com a minha filha?

Daniel nem tinha o que responder, não é? E ele foi condenado à morte. Só que a história não terminou ali. Na Califórnia, Não executa um preso desde 2006. Em 2019, o governador Gavin Newsom decretou uma moratória nas execuções, ou seja, segurar as execuções, sabe? O Steve Harris se tornou uma das pessoas que criticaram publicamente essa decisão. Depois, o Daniel deixou o San Quentin, o corredor da morte onde ele tava, né, a cadeia ali, e foi transferido para uma outra penitenciária dentro de um programa que retira condenados à morte, né, desse corredor da morte.

A sentença dele não foi anulada, tá? O Daniel continua condenado à morte. O que acontece é que não existe nenhuma execução marcada e o recurso dele continua tramitando. Em agosto agora de 26, quase 10 anos depois da sentença original, o recurso ainda tramitava na Suprema Corte da Califórnia. E até onde foi a pesquisa desse episódio aqui, continua em tramitação, tá? Então hoje é essa situação: o homem que matou o Sam e a Julie por dinheiro, por mixaria, continua preso, continua condenado à morte e continua recorrendo.

Lembrando, galera, que o Sam tinha 26 anos e a Julie 23. O Daniel matou os dois porque queria o dinheiro que o Sam inocentemente disse que tinha, dinheiro que, entre outras coisas, ajudaria a pagar o próprio casamento e uma lua de mel do assassino. Isso que eu chamo de um desapego à humanidade, não é? Precisou de grana, vai lá, mata o amigo, né, o vizinho ali, e uma outra pessoa que não tinha nada a ver com aquilo só para incriminar a pessoa que tinha sido assassinada.

Que plano covarde do caramba, não acho? Mas comenta aqui para mim o que que você achou. Se puder, se torne membro aqui do canal, ajuda muito nesse tipo de produção. Eu agradeço imensamente sua companhia.

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