Episódios de Vamos aos Fatos

O que ela descobriu no porão mudou o destino da família

20 de julho de 202636min
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📌 No vídeo de hoje, mergulhamos no perturbador caso de Jane Bashara. O que parecia ser um trágico desaparecimento revelou uma rede de mentiras, fetiches e uma traição inimaginável planejada por quem ela mais confiava. Entenda como a polícia desvendou o plano de Bob Bashara e o papel crucial de Joe Gentz nessa história macabra.-------📧 Contato comercial: contato@mpcampos.com.br#JaneBashara #casosreais #segredos

Participantes neste episódio1
M

Marcos Campos

HostJornalista
Assuntos9
  • O caso Jane BasharaTensão EUA-Irã · Bob Bashara · Michael · Grosse Pointe Park · Detroit
  • Convocação Hugo SouzaFaz-tudo · Deficiência intelectual · Pagamento para matar Jane · Polícia descarta confissão
  • Presentes na vida a doisMaster Bob · Comunidade BDSM · Transtornos sexuais compulsivos · Joana · Janet Lehman
  • Prisão de Daniel BorcaroTentativa de assassinato de Joe Gantz · Saída de Bolsonaro da UTI · Gravação de áudio · Acusação de homicídio em primeiro grau
  • Aceitação de denúncia e condenaçãoPerjúrio · Medo na prisão · Confissão detalhada · Confirmação da condenação
  • Bob Bashara: o maridoEmpresário imobiliário · Filho de juiz · Presidente do Rotary Clube · Pessoa de interesse
  • Julgamento Cláudio CastroMestre de marionetes · Joe Gantz se recusa a depor · Motivo financeiro · Veredito de culpado
  • Descoberta do CorpoMercedes-Benz SUV preto · Beco em Detroit · Crime aleatório · Cena arrumada
  • Vida de Sérgio LopesExecutiva sênior de marketing · Kema · Grosse Pointe Park · Casamento de 26 anos
Transcrição11 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro

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?Voz A

Watch the Hulu original series Furious on July 27th, streaming on Hulu and Hulu on Disney Plus for bundle subscribers. Terms apply. Os detalhes e o contexto desse caso beiram o surreal. Veja só, eram 7 da manhã quando o motorista de guincho rodava devagar pelos becos de uma cidade atrás de carro roubado abandonado para rebocar. E foi num beco de uma área complicada que uma coisa chamou muito a atenção do motorista: um Mercedes-Benz SUV preto, um carro de luxo parado ali num beco afastado, o tipo de lugar onde dificilmente Alguém deixaria um carro daqueles por vontade própria?

O motorista desce pra rebocar, chega perto, olha pela janela e no banco de trás ele vê uma mulher que não estava dormindo. O que a polícia ia desenterrar a partir daquele carro no beco nos meses seguintes é uma das histórias mais insanas que eu já contei nesse canal. Eu sou Marcos Campos e o caso de hoje começa num beco escuro, num bairro barra pesada, mas olha, termina num dos endereços mais ricos e respeitáveis da região. Mas pra chegar lá, A investigação precisou responder, entre outras coisas, o motivo de um carro de luxo de uma executiva bem-sucedida ter ido parar num beco daqueles com a bolsa e o talão de cheques dela intactos lá dentro.

Porque quando um homem entrou numa delegacia uma semana depois disso querendo confessar o crime, a polícia simplesmente não acreditou nele e mandou ele embora. E o que um porão escondido embaixo de um bar tem a ver com tudo isso? A gente vai investigar nos detalhes no episódio de hoje, então já se acomoda, fica confortável e vamos aos fatos. O Beco. A mulher no banco de trás daquela Mercedes se chamava Jane Bachara, ela tinha 56 anos e até a noite anterior ela vivia o tipo de vida que pra todo mundo parecia completamente resolvida.

A Jane era executiva sênior de marketing numa empresa de consultoria de energia lá em Detroit, nos Estados Unidos. A empresa era a Kema. Ela tinha graduação e mestrado em administração, 2 filhos criados já e era um rosto conhecido na escola desses filhos, a época em que eles estudavam, porque ela chegou a presidir o clube de mães do colégio, fazia 26 anos já que ela era casada com o mesmo homem, Ou seja, tudo assim aparentemente uma vida nos trilhos bem-sucedida, mas normal.

E ela morava em Grosse Pointe Park, no estado do Michigan. Pra você ter uma ideia do que é Grosse Pointe Park, imagina só um bairro nobre colado ali na cidade grande, daqueles de casarão antigo, gramado aparado, dinheiro de família que vem de gerações, sabe? Boas escolas, escolas, igrejas, sobrenomes tradicionais. Só que esse bairro aí ficava grudado em Detroit, uma cidade que naquela época carregava a fama de uma das mais violentas dos Estados Unidos.

É literalmente atravessar uma rua e mudar o ambiente, mudar o mundo. O beco onde o Guincho achou o corpo da Jane na manhã de 25 de janeiro de 2012 ficava do lado de lá dessa fronteira invisível aí, perto do cruzamento da Pinewood com a Nott, ali na zona leste de Detroit. A poucos quilômetros da casa dela, mas com essa discrepância de ambiente aí, como eu disse. Bom, a perícia não demorou pra dizer como a Jane tinha morrido. Ela foi estrangulada, e o corpo contava o resto da história: hematomas espalhados, sinais de golpes na cabeça e a traqueia fraturada, que segundo o médico legista lá do condado, era a lesão mais grave encontrada.

As unhas que ela costumava manter impecáveis estavam lascadas e quebradas. Então, na leitura da própria polícia, a Jane provavelmente lutou muito pela vida dela. À primeira vista, aquela cena contava uma história que parecia meio óbvia: mulher rica, de bairro nobre, carro de luxo, corpo ali largado num beco de área violenta. Isso tinha cara de roubo, talvez, né? Um roubo que deu errado, de um crime aleatório da cidade grande, uma moradora do subúrbio que cruzou a fronteira errada na hora errada.

Mas vai vendo que essa tese aí ainda vai reaparecer nessa história e num momento e numa boca que você não espera. Só que desde o primeiro dia, naquele carro ali tinha detalhes que não fechavam com um assalto comum assim. A chave tava lá dentro, a bolsa da Jane também, com conteúdo espalhado ali no banco do carro, no assoalho, remédios, telefone, chaves, talão de cheque, tudo à mostra. Um investigador de homicídios lá de Detroit que atendeu essa cena aí diria depois que aquilo ali tinha cara de cena arrumada, porque Pensa só, que ladrão vai matar uma mulher assim para roubar o carro dela e abandona tudo no beco?

Não faz muito sentido. Pode até ser aquele lance que eu já comentei aqui em outros casos, que o bandido de repente se assusta com alguma coisa, o plano não saiu do jeito que ele esperava, aí acontece o homicídio e o cara sai vazado, sai correndo o mais rápido que ele pode. Mas para entender o que realmente aconteceu naquele beco, a gente precisa então voltar 24 horas no tempo desde a descoberta, terça-feira, 24 de janeiro de 2012.

Segundo a família, a Janie saiu de casa pro trabalho por volta das 5:30 da manhã. Durante o dia, colegas de trabalho viram ela numa reunião no centro de Detroit. Foi a última vez, inclusive, que alguém de fora da casa da Janie viu ela com vida. Ainda segundo a família, ela chegou em casa por volta das 6 da tarde, mais ou menos. O marido dela, o Bob Bachara, contou depois que os dois se falaram por telefone naquele comecinho de noite ali, enquanto ela dirigia, que ela parecia estar bem, perfeitamente bem, que ela disse que tava chegando em casa, em 20 minutos mais ou menos tava lá.

E o Bob contou que naquela hora ali ele não estava em casa, ele tava cuidando aí dos negócios dele, de umas tarefas que ele tinha aí num dos imóveis que ele alugava na região, que quando ele chegou em casa por volta das 8:30 da noite, a casa tava vazia, sem a Jani, e tinha um detalhe, crachá do trabalho dela tava lá na casa. O carro, a bolsa e ela é que simplesmente tinham sumido de lá. O Bob disse que primeiro achou que ela tinha saído para resolver alguma coisa, algum imprevisto, coisa rápida.

Que lá pelas 9, 9:30, ele começou então a ligar para o celular dela, mas não respondia. Ligou então para os filhos perguntando se tinham notícias da mãe, ninguém tinha. Perto das 11 da noite já, ele ligou para polícia. Na gravação dessa ligação para polícia, ele se apresenta, diz que a esposa não tá em casa, que ela não atendeu o celular, que o carro e a bolsa dela sumiram e que ele tá um pouco preocupado. Na manhã seguinte então, o Guincho acha o carro da mulher dele abandonado lá naquele beco.

O marido colaborativo. Quando uma mulher casada aparece morta assim, a gente sabe que o olhar, o primeiro olhar da investigação vai para uma pessoa, não é? Marido. E o marido nesse caso aqui era um personagem tanto, viu? O Bob Bashara não era um cidadão qualquer lá de Grosse Pointe Park, ele era uma instituição do lugar, digamos. Empresário do ramo imobiliário, dono e administrador de vários imóveis de aluguel ali na região, filho de George Bashara, um juiz de tribunal de apelação lá de Michigan, conhecido como filantropo, presença certa em evento beneficente e por um tempo presidente do Rotary Clube de Grosse Pointe, um clube tradicional que reúne empresários e profissionais da cidade em torno de ações de caridade.

Existe até foto dele fantasiado de Papai Noel. Apesar da investigação, por padrão, olhar pro marido, então, o Bob se comportou muito bem nos primeiros dias, como um viúvo exemplar e colaborativo. Deu entrevista pra imprensa na porta de casa, disse na televisão que queria saber quem era o responsável, que queria ver essa pessoa punida dentro da lei, que isso traria um fechamento pra ele, pros filhos e pra toda a família. E olha, aqui vale uma explicação, porque o caso foi meio que uma força-tarefa, viu?

Quem tava na frente aí tocando o caso, embora o corpo tenha aparecido lá em Detroit, a investigação na verdade ficou principalmente sob os cuidados da polícia lá de Grosse Pointe Park, tá, a cidade onde o crime teria começado, mas com apoio da polícia de Detroit e da polícia estadual do Michigan. Como eu disse, quase uma força-tarefa aí para encontrar o culpado ou os culpados. E foi 3 dias depois do corpo aparecer, em 27 de janeiro, que o chefe da polícia, o David Hiller, anunciou publicamente que o Bob Bachara era uma pessoa de interesse na investigação.

E esse pessoa de interesse é o termo que a polícia americana usa, né, quando eles ou não querem ou ainda não podem usar o termo suspeito. E disse mais, tá, naquele momento ali não havia nenhuma outra pessoa de interesse, segundo a investigação. Naquele mesmo dia, o Bob tinha concordado em fazer um teste de detector de mentiras. E enquanto ele tava lá na delegacia ligado aí na tal máquina, a polícia entrou na casa dele com um mandado de busca, levou computadores, fotografou tudo.

E segundo a imprensa, o Bob teria sido reprovado. E aí, no fim de janeiro, os investigadores soltaram uma informação que mudava a natureza do caso. Pela análise da cena, eles acreditavam que a Jane não tinha sido atacada em beco nenhum. A Jane foi morta dentro da própria casa, na garagem, e depois ela foi colocada no carro. O beco em Detroit era só um ponto final, digamos, de uma encenação muito conveniente. A tese do crime aleatório lá da cidade grande, morreu ali mesmo.

A Jane nunca saiu de casa naquela noite. Quem matou a Jane esteve dentro da casa dela, na garagem da família. Mas calma que eu já sei o que você tá pensando, mas é aqui que essa história ganha um personagem bem improvável: o homem que se entregou. Na terça-feira, 31 de janeiro de 2012, exatamente uma semana depois do assassinato, naquela manhã A comunidade de Grosse Pointe se preparava pro funeral da Jane, marcado pras 10:30 na igreja memorial da cidade, então centenas de pessoas compareceram e certamente o Bob tava lá, só que no comecinho daquela mesma manhã, um homem entrou numa delegacia lá de Grosse Pointe Park e pediu pra falar com os investigadores do caso.

O nome desse homem era Joe Gantz, um digamos faz-tudo de 42 anos, morador de St. Clair Shores, uma cidade ali da região metropolitana de Homem de conserto, faxina pesada, bico de manutenção. O Joe tinha uma deficiência intelectual documentada e o Joe trabalhava pro Bob Bachara cuidando ali de serviços num dos imóveis do Bob, né, que o Bob alugava pela região. E o que o Joe foi fazer na delegacia no dia do funeral da Jane foi confessar.

Ele contou que foi ele, que Jane foi morta na garagem mesmo da casa dela. E que ele ajudou a se desfazer do corpo. É, você entendeu isso, ajudou. Então guarda essa informação aí. Repara, a versão dele batia com o que a perícia apontava, não é? A morte dentro de casa. E o Joe explicou porque ele, o faz-tudo do marido, teria feito uma coisa dessas. Segundo Joe, o marido dela pagou para que ele a matasse. Nas primeiras notícias, o valor citado era de cerca de $2.000, mais um Cadillac velho, com o tempo as versões do próprio Joe sobre o pagamento variaram e ele chegaria a falar em $8.000 num anel e até em $10.000, ou seja, tudo muito esquisito, muito enrolado, mas em todas as versões, do primeiro dia até o último, um ponto nunca mudou, Joe dizia que foi forçado, que não teve escolha.

Agora presta atenção no que a polícia fez com essa confissão aí porque é super importante, Tá? Nada. Pois é, os caras não fizeram nada. A polícia ouviu aquele homem ali confessando o assassinato e apontando o dedo pro marido da vítima, que no caso era filho do juiz ali, presidente do Rotary, e descartou a confissão dele. Joe não foi preso naquele dia. Ele entrou na delegacia confessando o homicídio e saiu pela porta da frente.

A imprensa local de alguma forma soube dessa história aí no dia seguinte e noticiou a confissão em 1º de fevereiro. E o Bob, que apareceu pras câmeras ali, muitos repórteres, né, na frente da casa dele, ele deu uma uma parecida ali, mas se recusou a comentar essas alegações aí. Aquele homem que naquela altura a imprensa só chamava pelo nome de Joe, suposto assassino, enfim. Mas sempre tem um mas, não é? Porque a confissão do tal Joe Gantz, mesmo engavetada ali, acendeu um holofote em cima do Bob Bachara.

E quando a imprensa americana começou a fuçar a vida daquele homem, o que ela achou em questão de dias fez o caso explodir em escala nacional. No dia 2 de fevereiro de 2012, vários veículos de imprensa publicaram a mesma bomba: Bob Bachara levava uma vida dupla. O presidente do Rotary, o filantropo, o Papai Noel, era na verdade conhecido em outro círculo por outro nome, tá? Master Bob. O Bob era uma figura ativa na comunidade BDSM ali da região onde ele vivia, universo de práticas sexuais envolvendo dominação, submissão e sadomasoquismo, em que Ele fazia o papel de mestre, por isso master aí, mantinha relações com mulheres que se apresentavam como escravas dele.

Tinha mais, num prédio comercial que o Bob possuía na Mack Avenue, lá mesmo em Gross Point Park, funcionava um bar chamado Hard Luck Lounge. E no porão desse bar, segundo as reportagens, o Bob mantinha uma masmorra sexual, um espaço montado para essas práticas aí, literalmente debaixo dos aos pés dos clientes do bar. Um cara chamado Patrick Webb, que era desse meio aí ali na cidade, né, contaria em depoimento como ele conheceu o Bob numa festa ali que ele próprio organizou.

Segundo esse Webb aí, o Bob gostava de estar no controle de toda a situação e fazia questão de ser chamado de Master Bob ou Mestre Bob. E com o tempo foi ficando claro para o Webb uma coisa bem importante: a esposa do Bob não aprovava aquele estilo de vida dele. Aí A imprensa achou a segunda camada disso tudo. Bob tinha uma amante fixa. O nome dela era Rachel Gillett, e ela trabalhava num departamento de uma universidade de Detroit.

Os dois tinham se conhecido aí 3 anos antes num site de relacionamento voltado para comunidade BDSM. E o jeito como essa relação aí começou diz muito sobre quem o Bob era, tá? Ele se apresentou para Rachel como viúvo, depois como divorciado. Foi ela quem descobriu a verdade sozinha jogando o nome dele no Google. O Bob na verdade era casado e a esposa tava viva. Quando ele foi confrontado sobre isso, ele mudou toda a história de novo, disse que o casamento tava meio acabado, que era um casamento sem sexo, que os dois dormiam em quartos separados, que ele se sentia diminuído e desrespeitado dentro de casa, com cada decisão dele questionada pela esposa.

A Rachel então, a namorada, amante aí, chegou a exigir os papéis do divórcio pro namorado dela aí. O estado civil do Bob virou a ferida daquela relação então. Por causa dele, segundo Rachel, os dois terminavam e voltavam a cada 3 meses, mais ou menos. Mesmo assim, a relação seguia dentro de uma dinâmica meio estranha aí. Ele era o mestre dela e ela era a escrava dele. E Bob vendia pra Rachel um futuro apesar disso. Num email que viria a público depois, ele chegou a escrever pra ela não se preocupar em se encaixar em Grosse Pointe Park, porque ele era uma figura enorme por lá.

Ou seja, aparentemente um sujeito manipulador que vai na lábia aí construindo o que ele quer, não é? Tipo assim, ele viu que a casa tava caindo em relação à amante, falou: não, fica tranquila, você não precisa se preocupar com nada, eu sou aqui, eu sou o bambambã, você vai se encaixar aqui de boa que eu dei um pé na bunda da minha esposa. Esse futuro que ele prometia à amante tinha até endereço, porque em 2011 Bob e Rachel saíram procurando uma casa pra morarem juntos, e não só os dois, tá?

A ideia de Bob era montar a casa com uma outra mulher, outra escrava, pra viverem os três. Eles acharam a casa na Rua Kensington, no próprio Grosse Pointe Park. A compra foi feita com dinheiro emprestado pela mãe do Bob. E agora eu apresento um dos zelos dessa corrente criminal, tá? A assinatura final da compra dessa casa aí tava marcada pro dia 27 de janeiro de 2012, 3 dias depois do assassinato da Jane. Ou seja, fazendo um resumo aqui, o cara era casado, a esposa descobriu aí os fetiches dele, não curtiu, queria o divórcio, e ele Ele tinha uma amante, queria uma outra amante, aí mentia pra amante, falava que tava tudo certo, que ia se separar da mulher.

Ou seja, tava casado e ao mesmo tempo fazendo planos de comprar uma casa pra viver com duas. Toda... entendeu? Bom, a segunda mulher então desse arranjo aí tem nome também, tá? Janet Lehman, uma mulher lá de Oregon, do outro lado do país, que Bob conheceu também aí num tipo de site e ele chamava ela de Escrava Jota. Janet. Contaria depois que deixou claro pro Bob que não tinha interesse naquele arranjo ali a três que ele queria, e que ele não aceitou, ficou meio bravinho com isso aí.

Duas semanas antes do assassinato da Jane, Bob viajou até o Oregon pra visitar a Janet e apareceu por lá carregando um bolo de dinheiro vivo. E foi a própria Janet quem contou um dos detalhes mais embaçados desse caso inteiro. Ela disse que num certo momento ouviu o Bob falando ao telefone com alguém que ele descreveu como um faz-tudo, e que o Bob disse nessa ligação aí: foi que ele queria aquilo feito, que queria aquilo feito naquele fim de semana.

Na hora era uma ligação esquisita, insólita, de um homem cobrando um serviço. Anos depois, esse relato aí seria apresentado no tribunal como uma das peças mais fortes da acusação contra o Bob. Mas de volta para janeiro de 2012 então, no dia em que o corpo da Jane foi encontrado, a vida da Rachel Gillett, a amante número 1, começou a desabar. Ela saiu do trabalho no meio do expediente e acabou demitida da universidade. O Bob ligou para ela então, horas depois da notícia, chorando, implorando para que ela fosse para casa dele para ficar com a família.

A Rachel recusou. Nas palavras dela, aquilo seria inapropriado. Mas naquela mesma noite, ela foi à vigília em memória da Jane, tá, feita no gramado da escola Grosse Pointe South, a mesma onde a Jane outrora tinha presidido o clube de mães. Ou seja, era uma mulher querida e as pessoas estavam homenageando ela por ali. E lá, no meio dessa multidão de luto, ela abraçou o mestre dela. Ela, no caso, a amante, coração do Bob, tá? E foi nessa vigília aí que o Bob soltou pra Rachel a explicação dele pro crime, que Jane devia ter sido vítima de um roubo de carro.

A tese do crime aleatório, lembra dela? Pois é, ela tava sendo oferecida pessoalmente e evidentemente como mentira pelo próprio viúvo. No início de março daquele ano, a polícia fez uma busca na casa da Rachel também e saiu de lá com 7 caixas de papelão e um saco de evidências Oficialmente, a polícia disse que ela não era a pessoa de interesse na investigação. E o assassinato da Jane então foi o ponto final da relação. Rachel então terminou de vez com o Bob, e segundo ela, ele se recusou a desaparecer da vida dela.

Insistiu tanto que ela precisou pedir na justiça uma ordem de proteção contra ele. As fontes não estabelecem muito assim com detalhes como é que foi essa dinâmica aí, mas pela minha inferência aqui, eu acho que a Rachel talvez não tivesse muito a ver, a não ser o fato de saber que o cara era casado e tá ali, né, fazendo isso aí. Mas não tinha uma participação direta no crime em si, muito embora, né, a investigação deve ter levantado a hipótese que ali foi a fagulha da vontade de matar do marido da vítima, né.

Mas seja como for, ela quando percebeu que o cara era, né, meio doido mesmo assim, ela falou assim: opa, vou sair daqui antes que eu seja a próxima, né. Então, fazendo essa inferência, eu acho que foi isso que aconteceu. Mas seja como for, é muita doideira, né? Bom, já a amante número 2, a Janet Lima, ou você pode dizer também a outra escrava do Bob, também quis vazar da vida dele, mandou o Bob parar de procurá-la, e ele também não parava.

E ela ainda revelou mais uma peça para esse caso, tá? Depois da morte da Jane, o Bob pediu que ela escondesse a Rachel num rancho no Oregon, isso para manter a Rachel longe da polícia. Com tudo isso na mesa, então, parecia questão de dias até o Bob ser preso pelo assassinato da esposa dele, não é? Mas foram 15 meses, e o motivo de ter demorado tanto assim é uma aula sobre como um caso quase escorre pelo ralo. A escuta. Primeiro, a polícia precisou consertar o próprio erro, não é?

Pois aquele homem que confessou e foi mandado embora, não é, precisava ali ver o que tá acontecendo ali. No comecinho de março de 2012, então, mais de um mês depois de terem entrado na delegacia por vontade própria, o Joe Gantz foi finalmente preso e acusado de homicídio em primeiro grau e conspiração. E dessa vez, a polícia tinha mais do que a palavra dele, tá? Uma das unhas quebradas da Jane tinha finalmente sido mandada pro laboratório e o DNA encontrado debaixo dessa unha, segundo veio a público na cobertura do caso, era do Joe Gantz.

Só que o caso também colecionava tropeços. No dia 9 de março, a imprensa noticiou uma falha grave: as roupas que a Jane estava usando no dia que foi morta deviam ter sido enviadas pro Laboratório Criminal da Polícia Estadual de Michigan tinham sumido ou sido destruídas. O necrotério do condado tinha entregado as roupas junto com o corpo a uma funerária que, ao que tudo indica, destruiu as roupas. Evidência com potencial de DNA e sangue, uma vez que ela lutou pela vida, né?

Devia ter ali se ferido ou ferido o agressor. Só que apesar disso tinha aí o DNA da unha, não é? E esse DNA colocava o Joe lá na cena do crime, mas não Bob, contra o Bob especificamente, o que existia era a palavra do Joe Gantz, um homem com deficiência intelectual que confessou e que naquele primeiro momento a polícia nem deu bola, não é? Pra levar o Bob então a júri e conseguir uma condenação, a promotoria ia precisar de bem mais do que essa fala aí do Joe Gantz.

Em abril então, a imprensa noticiava que os detetives seguiam focados no Bob agora e numa possível conspiração, mas nenhuma acusação vinha até então. Bob, por fora, seguia sustentando o personagem. No começo de fevereiro, ele tinha declarado com todas as letras que não matou a esposa, não é? E que não teve nada a ver com aquilo. O advogado dele foi pra imprensa dizer que o casal vivia, na verdade, um casamento aberto. Mas a verdade é que o Bob tava com um problema sério, E o problema se chamava obviamente Joe Gantz, não é?

O Joe tava vivo, preso na cadeia do condado de Wayne e tava falando. E é aqui que o Bob Bachara comete o erro que sela o destino dele. O Bob procurou um conhecido, um tal Steve Tibodo, dono de uma loja em Detroit, e fez a ele uma encomenda. Bob queria que Tibodo arranjasse alguém pra matar o Joe Gantz dentro da cadeia. O serviço foi negociado ali em cerca de $20 mil, com uma entrada de $2 mil, O que Bob não sabia é que Thibodo procurou as autoridades e topou colaborar de um jeito arriscado.

Usando ali uma escuta escondida no corpo, o Thibodo gravou as conversas em que o Bob organizava o assassinato do matador que ele já tinha contratado ou coagiu para dar fim à esposa dele. Segundo o noticiário da época, um policial disfarçado ainda entrou na jogada se passando pelo próprio matador de aluguel, ouvindo do próprio Bob o que ele queria que fosse feito com o Joe. Vai vendo, dessa vez não tinha palavra contra palavra, não é?

Tinha a voz do Bob baixar a gravada encomendando uma morte, outra na verdade, não é? E por que que ele queria fazer isso? Matar o cara que denunciou ele, não é? Em junho de 2012, Bob foi finalmente preso, mas não pelo assassinato da Jane, mas sim pela, por essa tentativa aí de mandar matar o Joe. E em 11 de outubro de 2012, ele fez uma coisa que destoava bastante do homem que vinha negando tudo. Ele se declarou culpado. Na sentença, em dezembro, ele disse ao tribunal que estava sincera e humildemente arrependido, que o que fez era indesculpável e não tinha ninguém para culpar além de si mesmo.

Pegou uma pena de no mínimo 80 meses e no máximo 20 anos de prisão. Mas olha só, galera, essa situação aí é por ter encomendado a morte do Joe, tá? Não tem nada a ver com a morte da esposa dele. Ele tava oficialmente preso e condenado, por tentar matar o homem que confessou que ele encomendou a morte da esposa. Mas pelo menos as peças estavam se encaixando, né? Digamos que a casa dele tava ruindo ali devagar, eu não sei por quê, mas tava.

Em fevereiro de 2013, foi então a vez do Joe. Ele fechou um acordo com a justiça no julgamento dele ali, se declarou culpado de homicídio em segundo grau e pegou de 17 a 28 anos de prisão. Essas penas, eles são meio, soam meio esquisitas pra gente, né? Mas o mínimo ele vai ficar 17 e a pena máxima é 28, tá?

MCMarcos Campos

Depender de uma série circunstâncias.

?Voz A

Na sentença dele, a juíza Vonda Evans reconheceu a capacidade mental limitada do Joe, mas disse que ele sabia sim distinguir o certo do errado. A irmã da Jane, a Julie Rowe, falou no tribunal e disse que a família tinha sido devastada, que Jane foi arrancada deles com violência e que o Joe não tinha motivo nenhum pra matar a irmã dela. A família tava dizendo com isso que acreditava que ele realmente foi coagido a fazer aquilo.

Pode até ter sido, mas Putz, convenhamos, não é? O acordo do Joe tinha uma contrapartida, tá? Ele deveria testemunhar contra o Bob, falando tudo isso, colocando o Bob aí como mandante, não é? Em 1º de maio de 2013, 15 meses depois do carro ter sido encontrado lá no beco, do corpo, o Bob Bachara foi finalmente e formalmente acusado do assassinato da esposa dele, da Jane, homicídio em primeiro grau, entre outras acusações, incluindo conspiração.

O julgamento. Tava pensando aqui que a família da Jane considerou o cara aí um cara que foi coagido, mas deve ter grana na jogada, vamos ser sinceros. Coagido como assim, cara? O cara estrangulou a mulher, quebrou o pescoço, a traqueia dela. Mas vamos ver o julgamento desse maridão safado aí. O julgamento do Bob Bachara começou em outubro de 2014, no Tribunal do Condado de Wayne, lá mesmo em Detroit, com a mesma juíza, Vonda Evans.

A defesa do Bob ficou nas mãos de dois advogados nomeados pela corte, Michael McCarthy e Lillian Diallo. E olha, os números dão a dimensão do que foi, tá? Foram mais de 2 meses de julgamento, 74 testemunhas e 460 provas apresentadas. Na abertura, A promotora assistente, a Lisa Lindsay, resumiu a acusação numa imagem só: Bob Bachara era o mestre de marionetes. Segundo ela, Joe Gantz fez o ato físico de matar a Jane mesmo, coisa que a prova de DNA colhida ali no caso confirmava, né?

Mas ele fez sob a direção do Bob, que armou tudo. E teve um detalhe estranho nesse julgamento: Joe Gantz, o assassino confesso e testemunha principal do caso, se recusou agora a depor na hora H mesmo, que exigindo mais garantias que a corte não estava disposta a fazer, ele simplesmente não subiu no banco de testemunhas. A promotoria teve que montar o quebra-cabeça sem a fala dele. E montou, tá? A acusação projetou no telão os emails do Bob pra Rachel Gillett, a amante dele.

Ele escrevia que a relação com a esposa estava acabada e que um acontecimento que mudaria a vida dele estava chegando. Numa das mensagens, ele dizia à Rachel que ela tava de coleira presa a ele. A promotoria também apresentou motivos inúmeros. Com Jane morta, o Bob ficaria com cerca de $800 mil do fundo de aposentadoria dela. O plano, segundo os promotores, era usar esse dinheiro aí pra bancar uma vida nova, uma casa que o Bob apelidava de chalé, onde ele viveria em tempo integral o estilo de vida de Master Bob dele, servido por mulheres submissas.

É mole. Provavelmente a mesma vida a três que, como a gente viu, ele já vinha montando aí na cabeça dele com a Rachel e a Janet, que pularam fora, é bem verdade, quando suponho viram o tamanho do doido que esse homem era. Uma testemunha chamada Paul Monroe contou que o próprio Bob admitiu pra ele pagou o Joe pra matar a Jane. A justificativa que o Bob teria dado é que se divorciar dela seria como perder dinheiro, Acho muito bizarro isso aí, né?

O cara planeja matar a esposa, sai contando pras pessoas aí. E mais, segundo a promotoria, um mês antes do crime, o Bobby comentou com duas pessoas que aquele seria o último Natal que ele passaria com a esposa naquela casa. Cara, se tudo isso é gravado ali, é surreal demais, não é? A Rachel Gillett passou 2 dias no banco das testemunhas, tá? E Bobby, lá sentadinho como réu, parecia enxugar lágrimas enquanto ela falava. Ela disse acreditar que tinha tinha sido sem saber o motivo da morte da Jane, veja só, a defesa tentou usar isso a favor do Bob, fez a Rachel listar uma por uma as mentiras que o Bob contou pra ela ao longo de 3 anos e pintou ela como uma mulher ingênua, desesperada pra segurar a relação, afinal ele nunca sequer pediu ela em casamento.

Janet Lehman também depôs e contou coisas que iam além do combinado até dentro daquele universo estranho, tá? Diz que o Bob praticou com ela estrangulamento erótico uma vez sem o consentimento dela e que numa das vezes aplicou nela uma surra que não tava combinado no rolê deles aí. E a defesa bateu na mesma tecla o julgamento inteiro, dizendo que a vida sexual do Bob, por mais bizarra que pudesse parecer aí, não era uma prova de assassinato.

Ser o Master Bob não é crime, disseram os advogados. E teve mais, eles atacaram as testemunhas. Paul Monroe, sabe aquele que diz ter ouvido a confissão da boca do próprio Bob? Então, os advogados dele disseram que ele teria trocado a versão dele várias vezes, inventado aquilo porque queria aparecer, se sentir uma estrela. Não sei se é aí uma jogada, uma cartada ou se realmente esse tal testemunha era louca, como eu falei, o cara às vezes vai contar para um monte de gente a barbaridade que ele planejou e fez, E olha, até pra tentativa de mandar matar o Joe, que o Bob já tinha confessado a essa altura aí, a defesa tinha uma explicação.

Bob não queria calar uma testemunha, na verdade ele queria morto o homem que tinha confessado matar a esposa dele. Tipo uma vingança contra o assassino da esposa? Confesso que é bem criativa essa defesa aí. O julgamento ainda teve de tudo, tá? Bob passou mal no meio de uma sessão, tava ali se contorcendo de dor, e os trabalhos júrios pararam, até uma queda de energia no centro de Detroit interrompeu o processo. Mas em 18 de dezembro de 2014, o júri voltou com o veredito: culpado nas 5 acusações, incluindo homicídio em primeiro grau e conspiração para cometer homicídio.

Em janeiro, 15 de janeiro precisamente de 2015, a juíza Vonda Evans sentenciou Bob Bachar à prisão perpétua sem condicional. E aí você poderia achar que a história termina, não é? Ela não termina, tá? Porque o John ainda tinha idas e vindas pra bagunçar essas coisas aí. Na virada de 2015 pra 2016, chegou à justiça uma declaração juramentada assinada por Joe Ghentz com um conteúdo bombástico. Nela, o Joe dizia que cometeu perjúrio pressionado pela polícia de Grosse Pointe Park, que Bob Bachara era inocente e que ele, o Joe, matou a Jane sozinho.

Por quê? Porque ele tava com raiva, porque o Bob não tinha pagado por uns bicos que ele tinha tinha feito. A defesa do Bob agarrou aquilo ali com unhas e dentes, não é? Pediu um novo julgamento. Eu nem sei se agarrou é o termo mais verdadeiro nesse caso aí, mas acho que vocês entenderam, né? Só que aí, em abril de 2016, numa audiência sobre esse pedido aí, o Joe subiu no banco das testemunhas avisado pela própria juíza de que aquilo ali não era um joguinho e que ele podia responder por perjúrio e piorar a situação dele.

E aí O Joe jogou a declaração dele no lixo. Mano, é muita loucura. Sobre o papel que ele tinha assinado inocentando o Bob, ele disse que nunca lê o que assina, dando a entender aí que alguém levou pra ele assinar, não é? Explicou a raiva por trás da assinatura também. Prometeram proteção a ele na prisão, só que ele foi agredido 4 vezes. Encontraram também uma faca improvisada debaixo do travesseiro dele. Ele era chamado de rato pelos outros presos e ele sabia o que acontece com com ratos na cadeia.

Ou seja, o cara tava com medo, alguém deve ter se aproveitado disso, né? Levou ali faquinha, deve ter levado junto um... Assina esse negócio aqui pra nós. Se é verdade ou não, é impossível saber, não é? E então, 4 anos depois do crime, o Joe Gantz finalmente contou em tribunal com detalhes a versão dele pra aquela noite lá de 24 de janeiro de 2012. Segundo o Joe, o Bob chamou ele até a propriedade do casal pra ajudar a carregar umas caixas, Quando ele chegou, ele viu que o casal tava discutindo ali na garagem.

A Jane tava mandando o Bob tirar as tralhas dele dali. Não consta ali umas coisas dele que tava na garagem. Aparentemente uma briga ali de casal normal, não é normal nem tanto, que os cara já tava tudo encrencado, como eu contei lá no começo, né? Então o Joe disse que ficou no meio daquilo ali e que o Bob puxou uma arma, apontou para ele e falou para que ele calasse a boca da esposa dele. E naquela cena ali só estavam os três.

E aí o Joe admitiu com todas as letras que que foi ele mesmo, foi ele quem quebrou o pescoço da Jane. Segundo o Joe, com a Jane morta no chão da garagem, o Bob então ficou de pé sobre o corpo da esposa, pediu desculpas a ela e disse que não tinha sido a intenção dele. Depois, os dois colocaram o corpo dela na Mercedes e coube então ao Joe dirigir até aquela parte afastada de Detroit e abandonar o carro. Você deve agora se lembrar que eu disse lá no comecinho, né, na primeira confissão do Joe, que ele ajudou, ou seja, Talvez naquela confissão genuína que ele foi fazer lá, ele deixou escapar que realmente ele não tava sozinho lá, não é?

Em setembro de 2017, a Corte de Apelações de Michigan confirmou a condenação do Bob. Em maio de 2018, a Suprema Corte do estado se recusou a rever o caso. Bob ainda tentou uma petição na Justiça Federal, alegando que teve uma defesa ineficaz e um julgamento injusto, mas ele não viveu pra ver o resultado desse pedido aí. Dia 17 de agosto de 2020, ele morreu aos 62 anos sob a custódia do sistema prisional do Michigan. O porta-voz do sistema não revelou a causa da morte, citando as leis de privacidade médica.

Uma tia-avó da Jane contou à imprensa que ele vinha fazendo diálise e tinha problemas no fígado, então pode ter sido alguma doença. A irmã da Jane, Julie Rowe, resumiu em uma frase o que a família sentiu com essa notícia: decepção, porque por toda a dor que ele causou o Bob passou só 8 anos preso. E o Joe Gentes segue cumprindo a pena de 17 a 28 anos. A data mais próxima, segundo consta, em que ele pode deixar a prisão é 2029.

E aí eu preciso dizer que caramba, não é? Uma cabeça de alguns vai se deteriorando nas próprias doideiras e fantasias, a ponto do cara conseguir planejar um assassinato desse, encontrar pessoas capazes também, né, disso. E sei lá por quê se foi realmente coagido ou rolou grana ali, pressupõe que sim, porque ele disse que pontou a arma pro cara, né? Enfim, seja como for, o cara ter coragem de quebrar o pescoço da mulher lá, né?

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Beijo do Ruivo e até o próximo episódio.

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