Episódios de Vamos aos Fatos

A MISTERIOSA MORTE DO DELATOR DA OPENAI: O Caso Suchir Balaji

22 de maio de 202632min
0:00 / 32:23

Mudança de vida no bom sentido, sem precisar entrar pra proteção a testemunha. 😅 A EBAC tá fazendo 10 anos e com condições promocionais no site inteiro. Use o cupom MARCOSCAMPOS e ganhe R$200 de desconto: https://ebac.me/4d1e2b

📌 Suchir Balaji era uma mente brilhante por trás do GPT-4 na OpenAI, até que decidiu sair e denunciar a empresa. Pouco tempo depois, ele foi encontrado morto em circunstâncias que dividem a polícia e sua família. Seria um caso de suicídio ou algo muito mais sinistro envolvendo um processo bilionário?Neste vídeo, eu, Marcos Campos, investigo os detalhes sombrios do Caso Suchir Balaji: os tufos de peruca encontrados na cena, o pen drive desaparecido, as câmeras cortadas e o impacto que suas revelações podem ter no futuro da Inteligência Artificial.📌 Neste episódio você verá:Quem era Suchir Balaji e seu papel na criação do ChatGPT.A denúncia contra a OpenAI e o processo do New York Times.As contradições entre o laudo oficial e a perícia da família.Os detalhes bizarros: peruca sintética, GHB e câmeras de segurança.O que você acha que realmente aconteceu? Deixe sua teoria nos comentários!#SuchirBalaji #OpenAI #TrueCrime #Investigação #InteligenciaArtificial #MarcosCampos -------📧 Contato comercial: contato@mpcampos.com.br

Participantes neste episódio4
M

Marcos Campos

HostJornalista
S

Sam Altman

ConvidadoFundador da OpenAI
S

Suchir Balaji

ConvidadoPesquisador
T

Tucker Carlson

ConvidadoJornalista
Assuntos5
  • Morte de Benício XavierSuchir Balaji · OpenAI · GPT-4 · ChatGPT · Processo do New York Times · Versão oficial da polícia · Contestações da família · Peruca sintética na cena do crime · Pendrive desaparecido · Câmeras de segurança cortadas · GHB · Teor de álcool no sangue
  • Carreira no GoiásSuchir Balaji · OpenAI · GPT-4 · Direitos autorais de IA · Uso justo de conteúdo · Processo contra OpenAI
  • Entrevista Tucker CarlsonSam Altman · Tucker Carlson · OpenAI · Morte de Suchir Balaji
  • Ações Legais da Família BalajiFamília Balaji · Polícia de São Francisco · FBI · Ação de morte ilícita
  • Cursos e ParceriasEBAC · Cursos online · Desconto promocional
Transcrição90 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Meu desejo é que respeitem o espaço de uma mulher que está aprendendo a ser mãe. Nestlé Materna está com você em todas as fases da maternidade. Com uma linha completa de suplementos que apoia você em cada momento e nas diferentes necessidades que surgem ao longo da jornada. Seja no planejamento, durante a gestação ou no perpério, Materna tem o suplemento certo para acompanhar você. Nestlé Materna. Com você, do seu jeito.

É um programa que disse que vocês estavam praticamente stealing pessoas e não pagando eles, e ele acabou de ser morto. O que foi isso? Também uma grande tragédia. Ele comitou suicídio. Foi um arma que ele comprou. Isso é, assim, grusão de falar sobre, mas eu não lembro de um livro. Isso não parece um para você? Não, ele definitivamente foi morto, eu acho. Ele diz que ele foi morto... ...on sua ordem. Do você acredito?

Esse cara sendo questionado aí diretamente é o Sam Altman, CEO da OpenAI, a empresa aí por trás do chat GPT. E quem fez a pergunta foi o jornalista Tucker Carlson. O Altman respondeu pra ele que a morte do seu ex-funcionário parece suicídio.

Eu sou Marcos Campos e essa entrevista aí reacendeu uma grande controvérsia, tá? Em novembro de 2024, o pesquisador Soutir Balaji, de 26 anos, foi encontrado morto no apartamento dele em San Francisco. A polícia concluiu...

morte autoinfligida, ele mesmo fez aquilo, poucas horas já após a descoberta já começou-se a falar isso. A família, porém, contesta a conclusão e acredita que foi assassinato. Hoje eu apresento os fatos conhecidos dos dois lados, a versão oficial da polícia e as contestações da família do rapaz.

E olha, tem bastante coisa aí, viu? Como uma pessoa que estava em viagem de aniversário com um amigo cinco dias antes ia ser encontrada morta no próprio banheiro pela causa oficialmente alegada, fora outras circunstâncias que aconteceram no dia, pouco tempo antes, aliás.

De quem eram então aqueles supostos tufos de peruca que foram encontrados ali e que ninguém da investigação oficial falou diretamente sobre eles. E o que teria no pendrive que teria sumido da casa dele justo na semana em que o nome dele entrou nos documentos de um processo bilionário. Bora conhecer tudo isso em detalhes, então vamos aos fatos.

Sabe uma coisa que aparece muito aqui nos casos que eu conto no podcast? Gente que mudou completamente de vida. Trocou de nome, de cidade, né? Subiu do mapa, começou tudo do zero. Mas, geralmente, por motivos não muito recomendáveis, se é que vocês me entendem.

Mas eu queria falar pra você agora de uma mudança de vida no bom sentido, sem precisar entrar aí no programa de proteção de testemunha, saca? Aquela mudança que faz parte aí de uma vontade antiga que você vem cultivando, começar de repente uma profissão nova, né? Que sempre te interessou sair de um trampo que tá te sugando aí, virar a chavinha mesmo, sabe? E falando nisso, a IBAC tá fazendo 10 anos esse mês agora, tá com condições promocionais no site inteiro pra comemorar.

A EBAC é uma escola de cursos online que faz exatamente isso, te ajuda a sair do zero até o profissional em mais de 150 áreas. Design, marketing, audiovisual, games, programação, moda, negócios, com professores que trabalham no mercado e te acompanham individualmente.

Tudo online, no seu tempo e parcelado em até 24 vezes. E claro, que quem acompanha o podcast aqui, vamos aos fatos, tem uma condição especial. Usando o cupom Marcos Campos, você ganha 200 reais de desconto. Então aponta a sua câmera aqui pra esse QR Code que tá aparecendo na tela ou clica no link que eu vou deixar na descrição desse episódio e bora começar essa mudança.

O Soutir Baladjian era americano, nasceu em 21 de novembro de 1998 na Flórida. A família tinha acabado de chegar da Índia, foi para os Estados Unidos no ano anterior. E logo depois do Soutir nascer, eles se mudaram para Cupertino, na Califórnia.

Os pais trabalhavam com tecnologia, então o Soutier cresceu ali nesse ambiente, gente programando ali em volta dele desde criança. E ele começou também a mexer com códigos aos 11 anos de idade. Aos 13 anos já, ele tinha montado o próprio computador do zero. E olha que no Vale do Silício, criança que mexe com o computador é regra e não é exceção. Mas o Soutier, ele estava ali num nível acima da média, sabe? Ele estudou na Mountain Vista High School, que é uma escola lá de Cupertino, que é uma fábrica, assim, de...

Pessoas muito bem dotadas em matemática e computação. Em 2015, ele entrou para a final da Olimpíada de Computação nos Estados Unidos. Com esse currículo, então, ele foi para uma das melhores faculdades do país, a Berkeley. Se graduou em Ciências da Computação em 2021, com média quase perfeita, e saiu da faculdade direto para OpenAI.

Contratado pessoalmente por um dos cofundadores da empresa, o John Schumann. E o Schumann pode até não ter um nome tão conhecido quanto o Sam Altman. Mas ele foi um dos caras que abriu a OpenAI, tá? Lá no começo, justamente junto com o Altman.

com o Elon Musk e mais um punhado de gente. Esse cara não puxa qualquer um pra dentro da empresa não, tá? Quando ele apostou no Soutier, era porque ele viu o potencial mesmo, uma peça-chave ali, justamente naquele momento que a empresa tava precisando, né? Se estruturando e tal.

O Sushir passou quase 4 anos na OpenAI, de novembro de 2020 até agosto de 2024. Ele trabalhou em vários projetos, mas teve dois que foram importantes pra história. O primeiro foi o WebGPT, que era uma versão anterior do que a gente conhece como ChatGPT hoje. O segundo e mais importante foi o trabalho dele no GPT-4. É um modelo meio que cérebro do GPT, que o mundo inteiro começou a usar a partir de 2022.

Pois é, e o Soutir foi um dos caras responsáveis por coletar e organizar todo o conteúdo da internet que serviu para treinar essa inteligência. Em outras palavras, o Soutir botou a mão no código mais valioso da indústria da IA naquele momento.

E pra você ter uma ideia do peso dele lá dentro da empresa, anos depois, quando ele já estava sem vida, o próprio John Schumann escreveu um texto de homenagem pra ele dizendo o seguinte, que as contribuições do Sushir foram essenciais e que aquele projeto não teria dado certo sem ele. Só que, em algum momento, entre o trabalho diário lá na OpenAI e também o lançamento do Chattypt pro mundo, alguma coisa começou a incomodar o Sushir.

E aqui talvez esteja um dos grandes elos dessa corrente. Pra você entender, o jeito como a empresa coletava material pra treinar o chat GPT, na cabeça do Soutir, era no mínimo problemático. A OpenAI pegava livro, artigo de jornal, reportagem, posts da internet.

pegava tudo isso aí que tava online sem pedir licença para ninguém sem pagar para ninguém e aquela massa enorme de conteúdo virava o cérebro da inteligência artificial que depois era vendida como um produto da empresa isso tudo

Segundo o raciocínio do Sushir, tá? No começo, segundo o que ele mesmo contou em entrevistas depois, ele achava que aquele trabalho era pra pesquisa. Pesquisa pura, sem fim comercial. Mas quando se deu conta que tava, na verdade, construindo um produto bilionário em cima de coisas que, pra ele, não tinha sido licenciada direito, ele começou a se aprofundar na lei americana de direitos autorais por conta própria.

Ele não era advogado, evidentemente, ele era um programador, mas ele foi lendo, cara inteligente, e quanto mais ele lia, mais convencido ele ficava de que aquilo era ilegal. É importante deixar uma coisa registrada aqui, tá, galera? Essa era a leitura dele. A Open AI nega tudo isso até hoje, contesta nos tribunais, e nenhuma corte americana decidiu até esse momento aqui se treinar AI com dados protegidos é ou não uma violação de direitos autorais.

Imagina se isso daí muda o entendimento dos tribunais, hein? O BO geral globalizado que ia dar, hein? Em agosto de 2024, o Sushir decidiu sair então. E falou pra quem quisesse ouvir uma frase que viraria a marca dele em todas as matérias depois. Se você acredita no que eu acredito, você tem que sair dessa empresa.

Ele saiu, e não saiu calado. No dia 23 de outubro de 2024, ele publicou um texto no site pessoal dele com um título que em português fica mais ou menos assim. Quando é que a IA generativa se qualifica como um uso justo? E é um texto pesadão, cheio de cálculo. O Sushir tentava provar na base da matemática que o chat GPT não passava num teste específico que a lei americana usa para decidir.

se o uso de conteúdo é legal ou não. E o argumento dele era o seguinte, a inteligência artificial não estava sendo usada para educar nem para pesquisar, ela estava simplesmente sendo usada para criar subtítulos do conteúdo original. Concorrência direta com os escritores, jornalistas e artistas. As pessoas que escreveram o material que é a IA agora, tinha consumido para aprender, meio que copiar, sabe? No mesmo dia, o The New York Times...

publicou uma reportagem longa com ele, com o Sushir. Era a primeira vez que um ex-funcionário da OpenAI saía publicamente fazendo esse tipo de acusação contra a empresa. Nessa entrevista aí, o Sushir disse uma frase que viralizou até. A IA generativa, na avaliação dele, fazia mais mal do que bem. Aí, em 18 de novembro de 2024, o caso...

Deu uma guinada numa petição na justiça americana aos advogados do próprio New York Times. E aqui vale o contexto, o jornal tem um processo bilionário aberto contra a OpenAI por uso indevido de conteúdo, processo que segue em andamento até hoje sem decisão final. Esses advogados apontaram o Sushir Balaji como uma das pessoas que poderiam ter documentos relevantes para sustentar essas acusações.

Em outras palavras, o jornal estava sinalizando que ele podia ser testemunha-chave um dos maiores processos contra uma empresa de tecnologia da história recente. Era uma segunda-feira. O nome dele entrou no processo nesse dia. Sete dias depois, em 25 de novembro, a própria OpenAI concordou em revisar todos os arquivos do SUTIR

e que estavam guardados lá nos sistemas da empresa para entregar para o processo. Em outras palavras, a empresa aceitou ir lá dentro, juntar tudo o que ele tinha produzido durante os quase quatro anos que ele trabalhou lá e mandar para a acusação. E foi nesse mesmo dia 25 que a mãe do Sutil, a Purima Ramaral, começou a se preocupar com as coisas.

Mas pra você entender por que ela começou a se preocupar, a gente precisa voltar aí uns 4 dias na cronologia dessa história, tá? 21 de novembro. O Sushir completou 26 anos. E o que ele fez no aniversário, segundo a família, não era uma atitude de gente deprimida nem prestes a tirar a própria vida. Ele tava de viagem, uma galera aí, tinha...

Enfim, pegado a turma de amigos do ensino médio, ido lá pra uma ilha de Catalina, no sul da Califórnia. Era uma viagem de mochilão, sabe? De trilha, com uma galera mesmo. E nas fotos que saíram depois, o Soutir parece bem feliz, sorrindo, descontraído. Tipo, ele tava se divertindo mesmo, sabe? Aparentemente, pelo menos. Os amigos que estavam com ele, inclusive, disseram pra imprensa que ele tava normal, fazendo as mesmas piadas de sempre, e que eles estavam combinando, inclusive, de fazer até uma próxima viagem pro Alasca.

E no dia seguinte, 22 de novembro, ele voltou para São Francisco. E no finalzinho daquela tarde, ele conversou com o pai dele por telefone. Uma conversa de pai e filho, qualquer, sabe, banalidades. O Sustir contou da viagem, falou que estava bem, combinaram de se ver em janeiro ali num evento de tecnologia em Las Vegas. O pai desligou então, achando que ia falar com o filho de novo, dali alguns dias, no máximo. Mas essa foi a última conversa documentada entre os dois.

E tudo isso que eu tô falando, galera, é super importante porque vai acontecer agora, tá? Inclusive isso. À noite, nesse dia, o Soutir pediu jantar por delivery. Existem até imagens de câmera de segurança do prédio ali, mostrando ele com a comida na mão e tal, foi pra portaria, pegou, tudo de boa. Ele tá andando normal, não parece assim que tá, sabe, embriagado, dopado, alguma coisa.

Totalmente normal. Ele pega a comida então, sobe lá pro apartamento. Ali em cima ele sentou no computador supostamente, ficou pesquisando coisas. Depois as autoridades confirmaram inclusive que essas coisas que ele pesquisou eram sobre a anatomia do cérebro humano. Que digamos é um detalhe, no mínimo, intrigante, não é?

A partir daquela noite, então, ninguém mais teve contato com o Suti Balaji. Sábado, domingo, segunda, três dias se passaram sem notícia dele. A mãe começou a estranhar esse silêncio, né? Tentou ligar, ele não atendia, mandava mensagem sem resposta. Falou com os amigos dele, ninguém sabia de nada. Na segunda-feira, 25 de novembro, ela foi pessoalmente até o apartamento. Bateu lá na porta, ninguém atendeu. Aquela mesma noite, ela ligou pra polícia. E ela ouviu nessa primeira conversa com a polícia que...

Muito pouca coisa podia ser feita naquele instante ali. Na terça-feira, então, 26 de novembro, ela voltou pra delegacia e formalizou um pedido. Assim, a polícia foi até o endereço, um prédio ali chamado Akemi Apartments, que fica na Buchanan Street, no bairro de Lower H, lá em São Francisco. Era o quarto andar, apartamento 409. Por volta da uma da tarde, eles pediram acesso pra administração do prédio e entraram. O que eles encontraram dentro daquele apartamento?

justamente vai depender do ponto de vista das controvérsias que a família está alegando. Pela versão oficial, a que saiu nas primeiras horas, inclusive para a imprensa, eles encontraram o sutil morto no banheiro do apartamento.

com um tiro na testa. A pistola dele, uma Glock que ele mesmo tinha comprado no começo daquele ano e registrado em nome próprio, estava embaixo da perna dele. A polícia decretou, então, um tiro autoinfligido, sem sinal de arrombamento, sem indício de luta com terceira pessoa, nada foi roubado. E aqui entra o argumento físico mais forte da versão oficial, tá?

Argumento que até hoje nenhuma das outras versões conseguiu derrubar. A única entrada do apartamento, a porta da frente, estava trancada por dentro com tranca de duas voltas. As janelas no quarto andar abriam só uns 10 centímetros, o suficiente para a ventilação, mas não para poder passar alguém ali, não é?

Os registros eletrônicos do prédio, aquele sistema de cartão de aproximação que mostra quem usou o cartão pra passar, as imagens das câmeras de segurança. Ninguém, nada foi registrado entrando naquele apartamento ali nessa janela de tempo que o Sutil teria morrido. Pronto pra sentir a energia de Nescau? Então entre no jogo com Ana Castelli e Pedro Sampaio, o maior feat do ano.

Chama a galera e dá o play, que eu quero ver você jogar. E se prepara que esse hit não vai sair da sua cabeça. Vem, que é agora ou nunca. Nescau, energia que dá jogo. Pra polícia então, fim de caso. A única pessoa naquele apartamento, naquelas horas, foi a própria vítima.

A mãe foi avisada por telefone naquele mesmo dia. E segundo o que ela contou depois, foi a última vez que a polícia falou diretamente com a família sobre o caso. Os três amigos mais próximos do Suti, um deles que tinha viajado com ele lá pra Catalina cinco dias antes, um outro colega também, que era inclusive colega lá da OpenAI.

nunca foram entrevistados pelos investigadores do caso. Sempre segundo o que a família denunciou pra imprensa, tá? Aí então, nas semanas seguintes, foram os pais do Soutir que começaram a fazer as perguntas. Perguntas que, pra eles, ninguém tinha respondido. A primeira coisa que chamou a atenção deles não tinha bilhete de despedida. Nada no computador, no celular, nem papel manuscrito.

Mas sobre isso vale um contexto aqui, tá, galera? Ausência de bilhete, assim, sozinha, não é prova de nada, tá? Porque segundo estudos sobre suicídio, a maioria dos casos não deixa bilhete. É mais uma regra do que uma exceção, tá? Mas no conjunto com tudo que vem a seguir, a família entende como mais um ponto que não fecha. Segunda coisa, o estado do apartamento, pela descrição dos pais e dos peritos particulares que eles contrataram depois, o lugar não tava só bagunçado, tava revirado.

Como se alguém tivesse procurado uma coisa específica e mexido em tudo até achar. A lixeira do banheiro estava virada de cabeça para baixo, longe do corpo do sutil. Os fones de ouvido sem fio dele, os AirPods, estavam jogados ali no chão, manchados de sangue. E ali naquela cena também, estufos de peruca.

Tufos sintéticos assim, charcados de sangue na entrada do banheiro. Vale registrar uma coisa importante que apareceu numa reportagem da SF Standard em janeiro de 2026, tá? As imagens das bodycans ali dos policiais, sabe? Das câmeras que ficam no corpo. Então, eles entraram no apartamento e essas imagens mostram que o sangue estava concentrado ali na região do banheiro e também na entrada do banheiro e não espalhado por todo o apartamento como a família alegou em entrevistas.

Isso não fecha o caso pra um lado nem pro outro, mas é um dado que merece ser apresentado aqui, não é? Bom, a terceira coisa, o computador do Sushir tava ligado, com a tela aberta do jeito que ele deixou, e faltava ali um item específico no apartamento segundo a mãe dele, um pendrive que o Sushir guardava num lugar específico ali. Esse pendrive, ainda segundo a família, tinha informação ligada ao processo do New York Times.

Quando os pais entraram no apartamento depois que a polícia liberou, esse pendrive não estava lá onde costumava ficar. E aí tem uma quarta coisa. E essa aqui é uma das mais comentadas, tá? A câmera de segurança do elevador do prédio estava com os fios cortados. Esse é um detalhe importante, né? Não era uma câmera dentro do apartamento dele.

Era do elevador do prédio. A mãe do Soutir publicou a foto dessa câmera aí nas redes sociais meses depois, alegando que os fios tinham sido cortados uns sete dias antes da morte do filho dela. Diante de tudo isso, então, os pais do Soutir contrataram peritos por conta própria.

levantaram dinheiro aí numa vaquinha online começou em 85 mil dólares e cresceu bem além disso tá para você ter uma ideia de o quanto as pessoas estavam pendendo para o lado do que a família tava falando e não para o lado oficial vocês terem uma ideia de como o pessoal tava engajado nisso

se arrecadou mais de 125 mil dólares em doações em apenas algumas horas. Então eles contrataram um patologista forense baseado na Índia, o doutor Dinex Howe, o cara renomado. E aqui já fica um primeiro ponto pra você ponderar, tá? O doutor Howe escreveu o relatório dele baseado apenas em fotos da cena do que aconteceu lá. Ele não fez exame direto do corpo do Sushir, tá?

E o laudo do Dr. Hall foi pesado no ponto de vista da família. Esse perito classificou a investigação inicial da polícia como palavras dele, incompleta e inadequada. Apontou padrão de sangue que, na avaliação dele, não batia com o tiro autoinfligido. Apontou também indícios de que o Sushir teria resistido, lutado, sangue espalhado de uma forma que, para ele, era compatível com uma pessoa que tinha rastejado ou se debatido antes de morrer.

E aqui aparece uma divergência direta entre os dois lados da história, tá? O laudo oficial, que foi assinado pelo diretor executivo do escritório do médico legista lá de São Francisco, o David Sirrano Sewell, junto com o chefe de polícia da cidade, o Bill Scott, diz que a bala entrou pela frente do rosto do Sushir e saiu por trás, num ângulo descendente.

que seria compatível com alguém atirando em si mesmo. Já o laudo particular, contratado pela família, feito pelo doutor Dinex Hall, afirma ao contrário, que o tiro entrou pela parte de trás da cabeça, num ângulo que, segundo o espírito aí, é fisicamente impossível.

que o Sushir tivesse feito contra ele mesmo, sabe? Quer dizer, dois exames feitos, analisando esse ferimento com descrições opostas. E aqui dois pontos importantes para você ponderar também. A família não chegou a divulgar a cópia completa do laudo particular. Então a gente está julgando uma versão filtrada por ela. E o próprio advogado da família disse para a imprensa depois que não classificaria aquele documento como prova conclusiva de assassinato.

E aqui aparece mais um ponto sensível nessa história, o GHB. O laudo oficial encontrou três substâncias no organismo do Soutier, álcool, anfetamina e GHB. Esse GHB, inclusive, é um depressor do sistema nervoso central, que ficou conhecido como a droga do estupro, justamente porque ele pode ser usado para incapacitar uma pessoa durante o que...

um abusador vai fazer. Mas o que vira controvérsia no caso é o seguinte, o médico legista oficial classifica esse GHB como endógeno. Endógeno é uma palavra técnica que quer dizer que a substância foi formada naturalmente no próprio corpo, especialmente depois da morte, e mais ainda em corpos que ficam vários dias sem ser encontrados.

Ou seja, que foi o caso do Sutil, né? Talvez oriundo de um processo de decomposição. A família contesta essa interpretação, no entanto. Argumenta que o nível encontrado seria alto demais pra ser natural. E que isso indicaria que alguém deu GHB pro Sutil antes da morte dele.

Porque dizem os pais que se fosse uma coisa que ele mesmo tivesse feito, talvez ele tivesse ficado incapacitado para conseguir fazer o que ele supostamente fez. E tem uma outra coisa no exame oficial. O teor de álcool no sangue do Sushir estava em 0,178. Para você entender a lei americana de embriaguez ao volante, considera embriagado quando dá 0,08 no bafonte. Então o Sushir estava praticamente com o dobro, mais que o dobro.

Aqui também tem contestação da família. Segundo a versão deles, a polícia não encontrou nenhuma garrafa, lata, recipiente de bebida alcoólica dentro do apartamento. E o pedido que ele fez de comida, o delivery daquela noite lá, era só comida, não tinha bebida. Então assim, o raciocínio era pra ele...

ter tanta droga assim no organismo, sendo que ele chegou à tarde, conversou com o pai por telefone, né? Falou tranquilo, se nada tivesse acontecendo, e à noite ele pede comida e logo depois morre. Uma morte autoinfligida. E sem nenhum vestígio, segundo os pais, de ter tudo isso no organismo, né? Assim, dele ter feito isso com ele, né? O que eu quero dizer. Parece que foi feito e tudo foi escondido, né? Essas drogas e as...

lata, bebida, garrafa, enfim, seja como for, é uma coisa pra se pensar. Mas aí tem um detalhe importante também, tá? Detalhe que a própria família forneceu pros investigadores oficiais e que entrou no laudo do médico legista. A mãe declarou pra investigação que nas semanas antes da morte, o Sushir tinha passado por palavras dela mesma registradas no relatório

estresse significativo recente, que ele tinha pedido demissão e estava procurando outro emprego. A família mantém todas as entrevistas que ele nunca tinha dado sinal nenhum de pensamento suicida. Só que a polícia usa essa declaração da própria mãe somada ao nível de alto de álcool na corrente sanguínea dele, também pensando na pesquisa que ele fez sobre a anatomia do cérebro no computador, pouco antes do que aconteceu.

Tudo isso vai criando aí um pensamento, um raciocínio de que pode ter um fundamento. E o pensamento oficial é justamente esse que sustenta a tese do suicídio. Mas, sempre tem o mas, não é? Tem as imagens da câmera que o cara parece normal também, pouco tempo antes do que aconteceu. É tudo muito esquisito. Os pais do Soutir não pararam de pressionar. Eles foram dando entrevista atrás de entrevista, em todo o veículo que aceitava ouvir o que eles tinham pra falar.

No dia 30 de dezembro de 2024, a mãe fez um post no X dizendo que os exames particulares não batiam com a causa da morte declarada pela polícia. Naquele mesmo dia, o Elon Musk, que tem um histórico público de briga com o Sam Altman, respondeu o post da mãe com uma frase só, ou seja, corroborando que ele achava que não era mesmo suicídio. E logo em seguida, a mãe conversou com o Tucker Carlson, aquele jornalista que eu mostrei lá no começo do episódio.

A mãe do Soutir contou a versão da família pro Tucker, pra toda a audiência americana. E no mesmo dia dessa entrevista, um congressista democrata lá dos Estados Unidos pediu publicamente que o FBI investigasse melhor esse caso. A vereadora de São Francisco também, a Jackie Fielder, também juntou a voz aos questionamentos. O FBI, perguntado por jornalista, deu a resposta padrão deles.

não confirma nem nega que tinha alguma investigação rolando. Aqui talvez esteja outro elo dessa corrente, não é? Em 31 de janeiro de 2025, os pais entraram com uma ação na justiça contra a própria polícia de São Francisco, exigindo a divulgação do relatório completo da investigação. Duas semanas depois, em 14 de fevereiro, a polícia e o médico legista-chefe da cidade divulgaram uma carta de quatro páginas, mais um relatório oficial de 13 páginas.

E aqui tem um detalhe que reposiciona essa parte da história. Depois que esses documentos saíram, a família acabou desistindo da ação contra a polícia. Foi a família que retirou o processo dela própria, depois que os documentos saíram para o público.

E esse relatório oficial é o que sustenta a versão de suicídio até hoje, tá? E aí, em setembro de 2025, a gente chega justamente naquela cena que abriu esse vídeo aqui. O Tucker Carlson sentou ali com o Sam Altman, o CEO da OpenAI, e durante a conversa, o Tucker afirmou palavras dele mesmo. Considerava que a morte do Soutir Balaji teria sido definitivamente assassinato.

Foi, ele ficou totalmente desconcertado ali, galera. Dá pra ver na entrevista aí, não é? Mas, em suma, ele disse que pra ele, sim, parecia suicídio. O Soutier era como um amigo, né? Não um amigo pessoal, sim, mas trabalhou muito tempo lá no OpenAI, que ele tinha lido bastante sobre o caso, como o próprio Tucker.

Aí os dois ficaram ali, né? Meio que discutindo elegantemente diante das câmeras. Claro que a entrevista viralizou no mundo inteiro, né? No dia seguinte, então, o Elon Musk apareceu de novo no X, comentando essa entrevista aí, e ele foi bem direto. Ele foi assassinado. No dia 22 de setembro de 2025...

Os pais abrindo uma nova frente jurídica. Eles entraram com uma ação de morte ilícita no Foro Civil de São Francisco, agora contra o complexo de apartamentos onde o Soutir morava. Os réus são a empresa proprietária lá do prédio, e também a administradora. O processo pede no mínimo um milhão de dólares em danos, e faz uma série de alegações graves contra o prédio, todas elas ainda não comprovadas judicialmente. E o que consta nessas alegações do processo é o complexo teria entregue só dois dias de imagens das câmeras de segurança.

quando a família pediu sete dias. Justamente o período que cobriria a viagem do Soutir para a Catalina e a volta dele. A segunda coisa é, o gerente do prédio teria sido demitido logo depois de mostrar para os pais do Soutir imagens das câmeras da garagem.

E a administração, ainda segundo o processo, teria afirmado depois que aquelas câmeras nem estavam funcionando, contradizendo o que o próprio gerente já tinha mostrado. E tem mais, um exaustor teria sido instalado no apartamento do Sutil depois da morte dele sem aviso à família. Quarto, pacotes endereçados ao Sutil que chegaram no prédio depois da morte dele e alguns desses pacotes, segundo a alegação, eram ligados ao trabalho dele como denunciante. Esses pacotes teriam sumido do prédio sem explicação.

E por que isso importa? Porque se a teoria da família estiver correta, alguém precisaria ter entrado naquele apartamento sem o sutil saber, ou junto com ele, e as câmeras do prédio teriam que mostrar quem subiu e desceu naquele andar, não é? Pra família, entregar só dois dias de imagens em vez de sete que foram pedidos, poderia ser suspeito de alguma coisa, não é? Pro prédio, no entanto, pode ter sido só descaso administrativo, perda de arquivo, sistema subscrito...

Mas aqui eu preciso voltar então pra um detalhe meio bizarro da história toda, que é o tufo lá de peruca. Lembram? Pois é. São detalhes esquisitos daquela cena. E ninguém conseguiu explicar publicamente isso. Nem a polícia, nem os defensores da versão de suicídio. Nem mesmo a maior parte dos jornalistas que cobriram o caso.

Porque na entrada do banheiro de um apartamento de um pesquisador de inteligência artificial de 26 anos tinha dois tufos de cabelo sintético. Estavam encharcados de sangue. Tudo o que se sabe sobre o estilo de vida do Sushir, em toda foto, em todo relato da família, ele não usava peruca. Não tinha aplique, nada disso. Também não era de se fantasiar. Não tinha, por exemplo, uma namorada conhecida no momento da morte pra justificar esse cabelo postiço aí lá na casa.

O resto da peruca nunca foi encontrado em lugar nenhum do apartamento. E segundo a família, a polícia oficial não menciona esse detalhe no relatório. A teoria que os pais e os investigadores que eles contrataram sustentam é a seguinte. Alguém teria entrado naquele apartamento usando uma peruca como disfarce.

Aí dentro do apartamento teria rolado algum tipo de confronto, briga, né? Que foi alegado pelos peritos que eles contrataram. E aí a peruca caiu ali. O cara, sei lá, na afobação, saiu correndo e não viu. Essa teoria da família tenta encaixar todos os outros pontos contestados. O apartamento revirado, teria sinal de luta.

ou da busca por alguma coisa específica, o pendrive talvez. O GHB no sangue, ainda segundo a família, teria sido administrado por essa pessoa para incapacitar o seu tiro antes do tiro. A câmera do elevador com os fios cortados seria o caminho que essa pessoa usou para entrar sem ser registrada. E o sumiço do pendrive, que seria a motivação prática de tudo. O que será que tinha ali? Se é que existia documentos que pudessem comprometer alguém nos processos contra a OpenAI, que é o negócio do...

New York Times lá e tal. Agora, antes de sair correndo pra cravar uma versão, é importante deixar clara uma coisa também. Tudo isso é uma teoria construída pela família e pelos peritos que eles contrataram, tá? Não é um fato confirmado por nenhuma autoridade pública. E do outro lado, a polícia tem provas físicas pesadas que sustentam a versão de suicídio.

Resíduos de pólvora nas duas mãos do Soutir, DNA dele na arma, a porta da frente trancada por dentro, as janelas que não teriam como passar ali nem mesmo uma criancinha magra, os registros eletrônicos do prédio que não mostram ninguém mais entrando no apartamento naquele período, a pesquisa que o Soutir fez sobre a anatomia cerebral horas antes do que aconteceu e a própria declaração da mãe registrada no laudo oficial dizendo que ele vinha enfrentando-se em estresse recente.

Pra polícia isso tudo fecha o caso. A versão oficial não é absurda, não é? Ela só não explicaria, segundo os pais e os peritos da família, os tufos de peruca e alguns outros detalhes aí. O pendrive sumido, os fios cortados da câmera do elevador, o gerente do prédio demitido logo depois de mostrar as imagens. Parece até aquele caso do Celso Daniel, né? Quem tem contato vai morrendo, vai sumindo.

Ah, e tem o lance dos pacotes também que chegou pra ele lá, que sumiram, né? Seriam supostamente ligados aí o processo. Sem contar a divergência dos laudos, né? Um fala que a bala entrou aqui, outro fala que a bala entrou por trás.

E agora, o que se tem de fato é que o Sushir, sem vida, para dar depoimento, tudo que ele tivesse escrito ou dito enquanto estava vivo, passa a ser tratado no direito americano como prova indireta. E o que isso significa na prática? Significa que os advogados de defesa, em qualquer processo contra a OpenAI, podem argumentar pela exclusão dessas declarações, justamente porque o autor delas não pode mais ser interrogado em depoimento.

É insólito, né? Essa observação faz parte do debate público em torno do caso. Os processos por direitos autorais contra a OpenAI seguem rolando na justiça americana. O nome do Sushir aparece nos documentos como uma das pessoas que poderiam ter material relevante. A OpenAI nega tudo. E até o momento, nenhuma corte americana decidiu se a empresa violou ou não uma lei de direito autoral. Os pais do Sushir continuam batalhando.

Bom, galera, a versão oficial está fechada desde fevereiro de 2025, tá? A Polícia de São Francisco não dá sinal nenhum de que vai reabrir o caso, a não ser que apareça uma evidência nova e muito forte. A polícia, o médico legista chefe da cidade para os exames físicos foi suicídio.

E ponto final. Sushi Balaji morreu cinco dias depois de fazer 26 anos. Ajudou a criar uma das tecnologias mais importantes da história recente e foi a primeira pessoa de dentro daquela empresa a fazer publicamente esse tipo de acusação contra ela. Um mês depois estava morto. E o que se tem foi tudo isso que eu apresentei. Duas leituras sobre o caso que coexistem até hoje. Você que está me vendo aí com base nas informações que existem, que eu passei aqui pra vocês. O que diria sobre esse caso?

Comenta aqui pra mim e aproveita pra se inscrever no canal, porque toda semana tem pelo menos três episódios aqui. Quero saber o que vocês acharam sobre todos esses detalhes. Comenta aí o que você achou que a polícia tem de mais contundente e o que a família afirma. Combinados? Não esquece seu like, seu comentário se não quiser falar sobre o caso. Deixe pelo menos um emoji. Se pudesse, torne membro e me ajuda muito nas produções.

Combinados? Obrigado pela companhia. Um beijo do Ruivo e até o próximo episódio.

Anunciantes3

EBAC

Cursos online
external

Nescau

Energia que dá jogo
external

Nestlé Materna

Suplementos para maternidade
external
A MISTERIOSA MORTE DO DELATOR DA OPENAI: O Caso Suchir Balaji | Castnews Index — Castnews Index